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PANCs, alternativas alimentares

7 de Dezembro de 2024, 12:44

Você já imaginou poder diversificar sua alimentação com plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais? As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são exatamente isso! Com nomes curiosos e propriedades surpreendentes, essas plantas são uma ótima alternativa para enriquecer sua dieta e aproveitar ao máximo o que a natureza tem a oferecer. Talvez você tenha PANCs na sua casa… E nem sabe!

As escolhas alimentares geram impactos importantes na saúde humana e no ambiente. O aumento do consumo de produtos altamente processados e com baixa qualidade nutricional está contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão, diabetes, câncer e obesidade. Além disso, a falta de contato com a natureza, especialmente entre as crianças, está levando a um distanciamento preocupante, conhecido como transtorno do déficit de natureza, que se manifesta em problemas comportamentais e de saúde.

Diante desse cenário, é fundamental adotar uma alimentação que promova qualidade de vida, segurança alimentar e nutricional, respeitando a cultura local e estimulando práticas agrícolas sustentáveis. É necessário buscar o equilíbrio entre produtividade, sustentabilidade e qualidade nutricional, apoiando a agricultura familiar e o comércio justo, respeitando a biodiversidade e a sazonalidade dos alimentos. Essa abordagem não só beneficia a saúde das pessoas, mas também contribui para a preservação do ambiente e a promoção de um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

Mas… Como assim “não convencional”?
Para uma planta ser considerada uma PANC, é necessário analisar o contexto em que ela está inserida. Em algumas regiões, essas plantas são consumidas no dia a dia e são consideradas tradicionais. O Brasil possui um grande potencial para explorar as PANCs, sejam elas nativas ou vindas de outros lugares.
O nome “não convencional” foi dado a essas plantas por elas não serem tão comuns no nosso cotidiano e por não fazerem parte de uma cadeia produtiva já estabelecida (não são facilmente encontradas em mercados, por exemplo).

Como consumir as PANCs?
As PANCs podem ser incorporadas no cardápio do dia a dia. Não é necessário ser um chef de cozinha para utilizá-las; muitas receitas podem ser adaptadas substituindo os ingredientes convencionais pelas PANCs. Cada planta possui sua própria peculiaridade e forma de consumo.

Como saber se minha planta é uma PANC ou não?
É importante identificar corretamente as PANCs, pois algumas plantas podem ter partes comestíveis não conhecidas ou consumidas pela maioria das pessoas. É fundamental ter certeza do que está sendo consumido, evitando confusões que podem gerar problemas de saúde. Uma dica é sempre verificar se o nome científico corresponde à planta.

Onde encontrar as PANCs?
Calçadas e ruas podem ser ambientes poluídos e contaminados, por isso é recomendável adquirir as PANCs em locais com procedência confiável. Feiras orgânicas e agroecológicas são ótimos lugares para encontrar PANCs para consumo, sementes ou mudas.

Que benefícios as PANCs trazem para a saúde?
O consumo de PANCs traz diversos benefícios para a saúde, contribuindo para a diversidade da alimentação e a garantia da segurança alimentar e nutricional. Essas plantas apresentam um potencial nutritivo surpreendente, sendo ricas em compostos bioativos, fibras alimentares, aminoácidos essenciais, vitaminas, proteínas, carboidratos, antioxidantes e ômega 3.

As Plantas Comestíveis Não Convencionais são uma verdadeira riqueza da natureza, oferecendo uma variedade incrível de sabores, texturas e benefícios nutricionais. Incluir essas plantas em nossa alimentação pode ser não apenas uma forma de diversificar os pratos, mas também de promover uma alimentação mais saudável e sustentável. Que tal experimentar algumas dessas PANCs e descobrir novos sabores e nutrientes para sua dieta?

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)
Talvez uma das mais conhecidas, a ora-pro-nóbis é uma planta rica em proteínas, fibras e vitaminas A, B e C, além de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas folhas podem ser utilizadas em saladas, refogados, sopas e até mesmo sucos, adicionando um toque especial à dieta.

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)
A taioba é outra PANC bastante nutritiva, sendo uma ótima fonte de vitamina A, ferro, cálcio e fósforo. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, em saladas ou em sopas, proporcionando sabor e nutrientes essenciais à nossa saúde.

Caruru (Amaranthus viridis)
Rico em ferro, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, o caruru é uma excelente opção para incluir nas refeições. Pode ser utilizado em refogados, saladas e sopas, garantindo um aporte nutricional extra e um sabor único aos pratos.

Capuchinha (Tropaeolum majus)
As flores e folhas da capuchinha são ricas em vitamina C, ferro e enxofre. Podem ser consumidas cruas em saladas, adicionando cor e sabor, além de nutrientes essenciais à nossa saúde. As folhas e flores de Tropaeolum majus possuem sabor fresco e picante.

Jambu (Acmella oleracea)
Conhecido pelo efeito “choque” que causa na boca, o jambu é uma planta rica em vitamina C e cálcio. Suas folhas são ideais para serem utilizadas em saladas e refogados, adicionando um toque exótico e estimulante às refeições.

Peixinho (Stachys byzantina)
O peixinho é rico em vitamina C, ferro e cálcio. Suas folhas macias podem ser consumidas cruas em saladas, proporcionando um sabor suave e nutritivo. As folhas da planta Stachys byzantina podem ser consumidas tal como peixe frito, isto é, à milanesa e fritas e o sabor é similar ao de peixe.

Beldroega (Portulaca oleracea)
Com alto teor de ômega-3, vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio e potássio, a beldroega é uma excelente opção para enriquecer saladas e refogados, oferecendo benefícios nutricionais importantes para nossa saúde. A beldroega possui folhas suculentas e sabor ácido.

Orelha-de-padre (Opuntia cochenillifera)
Os frutos da orelha-de-padre são uma fonte rica em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Podem ser consumidos in natura ou em sucos, adicionando um sabor único e nutritivo às nossas refeições.

Publicado originalmente em https://www.invivo.fiocruz.br/biodiversidade/pancs/

Alface: tipos e benefícios

5 de Dezembro de 2024, 10:33

É uma verdura muito consumida no Brasil, sendo rica em fibras, água e nutrientes. Suas variedades possibilitam que a hortaliça seja cultivada o ano todo.

Originária do leste do Mediterrâneo, sendo utilizada na alimentação há muito tempo, desde 500 a.C. Muito popular, é cultivada praticamente no mundo todo, sendo ainda bastante nutritiva. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses, no século XVI.

Seu nome científico é Lactuca Sativa, e é uma hortaliça pertencente à família Asterácea, a mesma da chicória, da escarola, do almeirão e da alcachofra.

As folhas de alface encontram-se prontas para o consumo quando estão frescas, ou seja, quando possuem a aparência brilhante, firme e sem áreas escuras. Quando estão com as folhas amassadas ou amareladas, é melhor não consumi-la.

Com a tecnologia cada vez mais avançada, a hortaliça passou a ser vendida em embalagens adequadas e que a mantêm tenra por um período maior, já que ela se perde muito rápido. Por isso, é importante condicioná-la refrigerada.

Os principais tipos
Engana-se quem pensa que toda alface é igual. Ela pode ser lisa, crespa e ter diferentes tonalidades de cor verde ou roxa. Na verdade, existem sete principais tipos de alface, e eles têm propriedades bem parecidas entre si, mas com sabores, texturas e cores diferentes.

Alface-americana: é a mais comum dos tipos de alface, encontrada com facilidade em supermercados e feiras livres. Possui cor verde-claro, sabor leve e textura firme. Dos tipos da hortaliça, é a que tem menor índice de vitaminas.

Alface-crespa: o próprio nome já diz sobre a sua textura, destaca-se por ter fósforo e cálcio em sua composição.

Alface-romana: com folhas levemente crocantes, ela nos faz lembrar de outra verdura, a acelga, com a diferença de não ter as folhas tão rígidas. É fonte de vitamina K e magnésio.

Alface-roxa: recebe esse nome por ter a ponta de suas folhas na cor roxa. Ela também possui alto poder antioxidante.

Alface-lisa: chamada popularmente de alface-manteiga, tem um amargor levemente acentuado. Não possui o aspecto crocante que outros tipos de alface possuem. Contém bastante cálcio e potássio, e é bastante utilizada em lanches e hambúrgueres.

Alface-frisada: conhecida também como alface frisée, é muito consumida na gastronomia francesa, geralmente acompanhada com molho de mostarda dijon. Apresenta vitamina A, vitamina C, cálcio e fósforo.

Alface-mimosa: tem o aspecto delicado e pode apresentar suas pontas na cor roxa. Possui um amargor mais acentuado.

Seus benefícios
A alface possui baixo teor calórico, já que cada 100g dela contém somente 15 calorias. A folha contém vitamina A, vitamina C, niacina (vitamina do complexo B) e minerais como cálcio, fósforo e ferro. É rica também em zinco, cobre, enxofre, silício, ácido fólico e clorofila.

O seu consumo auxilia no funcionamento da visão, no processo de cicatrização, no combate de infecções, além de fortalecer ossos e dentes. Também funciona como calmante, combate a insônia e tem efeito diurético e laxante.

Não existe restrição no que diz respeito à quantidade de alface consumida por dia, mas o recomendado é comer de seis a oito folhas diariamente.

Veja outros benefícios dessa hortaliça:

Alimentação: o consumo da alface traz a sensação de saciedade. Isso se deve à quantidade de fibras e água presente em cada folha da hortaliça. No entanto, é bom lembrar que nenhum alimento sozinho ajuda a emagrecer. Ainda nesse sentido, fique atento aos acompanhamentos, uma vez que molhos muito cremosos ou gordurosos podem aumentar o consumo de calorias.

Sistema imunológico: o consumo regular da alface ajuda a manter o fortalecimento do corpo humano, melhorando os mecanismos de defesa do organismo. Com isso, ela se torna uma boa aliada no combate de gripe ou resfriado.

Visão: por possuir vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias carotenoides que agem na redução de doenças oftalmológicas, como a catarata (que, se não tratada, pode levar à cegueira), o consumo diário da alface pode evitar esse tipo de problema de saúde.

Funcionamento intestinal: ainda sobre as fibras presentes nas folhas de alface, são elas que auxiliam na prevenção da constipação intestinal, ajudando a melhorar o trânsito que ocorre esse órgão. Dentre as fibras importantes da hortaliça, destaca-se a pectina.

Efeito calmante: já ouviu falar que comer alface dá sono? É que suas folhas contêm uma substância conhecida como lactucina, que relaxa o organismo e contribui no combate até da insônia. Por isso o alimento é considerado para alguns um calmante natural.

Hidratação: a folha da alface tem em sua constituição, aproximadamente, 96% de água. Assim, seu consumo ajuda a deixar o organismo hidratado por mais tempo. No entanto, é claro, nada substitui o consumo de água.

Pressão arterial: uma dieta rica em potássio contribui para baixar a pressão arterial. Desse modo, por esse nutriente ser encontrado nas folhas da alface, é possível que ela apresente mais esse benefício, já que o potássio ajuda a diminuir os efeitos do sódio e a dilatar os vasos sanguíneos.

Seu cultivo
O cultivo da alface é apropriado em regiões que possuem temperaturas amenas, entre 20ºC e 25ºC. Contudo, há no mercado variedades que possibilitam a disposição da hortaliça o ano todo. Para isso, é preciso ter cuidado na escolha das sementes de acordo com o clima da época e/ou da região e atenção, altas temperaturas e muita luminosidade provocam o florescimento precoce da folha.

Publicado originalmente em https://brasilescola.uol.com.br/saude/alface.htm

Tilápias na Aquaponia

25 de Novembro de 2024, 17:14

O que é aquaponia?
A produção de tilápia em aquaponia é um sistema inovador e sustentável que combina a aquicultura (criação de peixes) com a hidroponia (cultivo de plantas sem solo). Nesse sistema, os resíduos dos peixes, ricos em nutrientes, servem como adubo para as plantas, que por sua vez filtram a água que retorna aos peixes. Esse ciclo fechado cria um ambiente harmonioso e produtivo, ideal para quem busca uma alternativa sustentável para a produção de alimentos.

Por que escolher a tilápia?
A tilápia se destaca como uma das melhores opções para aquaponia devido a diversas vantagens:
1. Resistência a doenças: tilápias são robustas e apresentam alta resistência a doenças comuns em sistemas aquáticos.
2. Crescimento rápido: possuem um ciclo de crescimento rápido, permitindo uma alta rotatividade na produção.
3. Alimentação facilitada: diversas rações comerciais de alta qualidade estão disponíveis para atender às necessidades nutricionais da tilápia.
4. Carne saborosa: a tilápia é apreciada por sua carne branca, saborosa e livre de espinhas intramusculares, tornando-a popular entre os consumidores.

Componentes essenciais para um sistema de aquaponia eficiente:
Tanque de Peixes: deve ser dimensionado de acordo com a quantidade de tilápias que você deseja criar.
Cama de Cultivo: utilize materiais como argila expandida que propiciem boa circulação da água e suporte para as raízes das plantas.
Decantador: local para remover os resíduos sólidos dos peixes (fezes e restos de ração).
Biofiltro: abriga as bactérias nitrificantes responsáveis pela conversão da amônia em nitratos, nutrientes essenciais para as plantas.
Bomba de Água: garante a recirculação da água entre o tanque de peixes e a cama de cultivo.
Aerador: fornece oxigênio dissolvido à água, essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Plantas ideais para aquaponia:
1. Hortaliças folhosas: alface, espinafre, acelga e rúcula são ótimas opções.
2. Ervas aromáticas: manjericão, hortelã, coentro e alecrim enriquecem seu sistema com sabor e aroma.
3. Frutos pequenos: tomates cereja, pimentões e morangos podem ser cultivados com sucesso em aquaponia.

Monitoramento da qualidade da água:
A qualidade da água é crucial para o sucesso da aquaponia. Os parâmetros a serem monitorados incluem:
1. pH: ideal entre 6,8 e 7,2.
2. Temperatura: a tilápia se desenvolve melhor em temperaturas entre 24°C e 28°C.
3. Oxigênio dissolvido: nível acima de 5 mg/L é essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Alimentação e crescimento dos peixes:
A tilápia deve ser alimentada com uma ração de alta qualidade, com uma boa digestibilidade e formulada para garantir um crescimento saudável. A quantidade e a frequência da alimentação dependem do tamanho e da idade dos peixes.

Benefícios da aquaponia:
1. Uso eficiente da água: consome até 90% menos água do que a agricultura tradicional.
2. Produção local de alimentos: reduz a necessidade de transporte e a pegada de carbono.
3. Sustentabilidade: produção orgânica, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos.
4. Alto valor agregado: alimentos nutritivos e livres de agrotóxicos, com maior valor de mercado.

Conclusão:
A produção de tilápia em aquaponia é uma maneira eficiente e sustentável de criar peixes e cultivar plantas simultaneamente. Este método não só maximiza o uso de recursos, mas também promove práticas agrícolas ecologicamente corretas. Com os cuidados adequados e o manejo eficiente, a aquaponia pode ser uma solução viável para atender à demanda crescente por alimentos frescos e saudáveis. Além de fornecermos a linha completa de rações para o seu sistema, possuímos serviço técnico especializado para montagem do seu sistema!

Publicado originalmente em https://www.somanutricaoanimal.com.br/producao-de-tilapia-em-aquaponia-um-guia-completo/

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