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Google Enfrenta Investigação Antitruste da UE sobre AI Overviews e YouTube

9 de Dezembro de 2025, 16:11
O Google, da Alphabet, enfrenta uma investigação antitruste da União Europeia sobre o uso de conteúdo online de editoras e vídeos do YouTube para treinar seus modelos de inteligência artificial. A segunda investigação da Comissão Europeia sobre o Google em menos de um mês sublinha a crescente preocupação com o domínio das grandes empresas em novas tecnologias, o que poderia excluir rivais, mas também poderia agravar as tensões com os Estados Unidos, uma vez que as leis da UE adotadas nos últimos anos se tornaram um ponto sensível nas relações com Washington. A autoridade de defesa da concorrência da UE afirmou estar preocupada com a possibilidade de o Google estar utilizando conteúdo online de editoras para seus relatórios gerados por IA, conhecidos como AI Overviews, sem compensá-las adequadamente e sem lhes dar a opção de recusar. A empresa expressou as mesmas preocupações em relação ao uso que o Google faz de vídeos do YouTube enviados por seus usuários. "O Google pode estar abusando de sua posição dominante como mecanismo de busca para impor condições comerciais desleais às editoras, usando seu conteúdo online para fornecer seus próprios serviços baseados em inteligência artificial", disse a chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, nesta terça-feira. "Um ecossistema de informação saudável depende de que as editoras tenham recursos para produzir conteúdo de qualidade. Não permitiremos que intermediários ditem essas escolhas", acrescentou ela. O Google rejeitou a queixa apresentada por editoras independentes em julho, o que desencadeou a investigação da UE. "Essa reclamação corre o risco de sufocar a inovação em um mercado que está mais competitivo do que nunca", disse um porta-voz do Google. "Os europeus merecem beneficiar das tecnologias mais recentes e continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com as indústrias de notícias e criativas à medida que estas fazem a transição para a era da IA." A Independent Publishers Alliance, o Movement for an Open Web, cujos membros incluem anunciantes e editores digitais, e a organização britânica sem fins lucrativos Foxglove criticaram o Google. "O Google quebrou o acordo que sustenta a internet. O acordo era que os sites seriam indexados, recuperados e exibidos quando relevantes para uma consulta. Todos tinham uma chance", disse o advogado Tim Cowen, que assessora os grupos. "Agora, ele coloca seu AiO, o Gemini, em primeiro lugar e, para piorar a situação, explora o conteúdo dos sites para treinar o Gemini. O Gemini é o gêmeo maligno da Busca", acrescentou Cowen. Os AI Overviews são relatórios gerados por IA que aparecem acima dos hiperlinks tradicionais para páginas da web relevantes e são exibidos para usuários em mais de 100 países. A empresa começou a adicionar anúncios à ferramenta em maio passado. A política anti-spam do Google também está na mira da UE após uma investigação iniciada por editoras. A empresa corre o risco de uma multa de até 10% de sua receita anual global se for considerada culpada de violar as regras antitruste da UE. Na semana passada, a Comissão Europeia lançou uma investigação sobre os planos da meta de bloquear concorrentes de IA em seu sistema de mensagens WhatsApp, ressaltando o crescente escrutínio regulatório.  

Google Promove Agenda Global para Educar Trabalhadores e Parlamentares sobre IA

26 de Janeiro de 2025, 11:48
    O Google, da Alphabet, que já enfrenta um desafio regulatório sem precedentes, está tentando moldar a opinião pública e as políticas relativas à inteligência artificial, em meio a uma onda global de regulamentação do setor. Um executivo da empresa disse à Reuters que uma das prioridades é construir programas educacionais para treinar a força de trabalho na IA. “Fazer com que mais pessoas e organizações, incluindo governos, fiquem mais familiarizadas com a IA e usando ferramentas de IA facilita a melhor construção de políticas de IA, além de abrir novas oportunidades. É um círculo virtuoso”, afirmou Kent Walker, presidente de assuntos globais da Alphabet. Com o Google correndo para vencer nesse tema as outras Big Techs, incluindo a OpenAI, que é apoiada pela Microsoft, e a Meta, a empresa está ciente do forte escrutínio regulatório que enfrentará nos seus negócios existentes de publicidade e busca. Na União Europeia, o Google ofereceu vender uma parte de seu negócio de tecnologia de publicidade para agradar os reguladores, informou a Reuters. Nos EUA, o Departamento de Justiça está tentando forçar uma divisão do browser Chrome, embora isso possa ser mudado sob o governo de Donald Trump. Governos de todo o mundo estão impondo novas regulações sobre questões que podem ser exacerbadas com o uso da IA, como as relativas a direitos autorais e privacidade. A Lei de IA da União Europeia, que tem como objetivo avaliar os riscos e exigir a divulgação de sistemas de IA para propósito geral, recebeu resistência das gigantes da tecnologia, que podem receber multas multibilionárias. O Departamento de Justiça dos EUA também tentou frear os avanços do Google no setor de inteligência artificial, para solucionar uma ação federal que classificou o serviço de buscas como um monopólio ilegal. O CEO Sundar Pichai anunciou em setembro um fundo de US$ 120 milhões para construir programas de educação em IA. Executivos como Walker e Ruth Porat, presidente e diretor de investimentos, estão viajando pelo mundo para discutir recomendações de políticas com governos.

Meta Destinará até US$ 65 Bilhões para Impulsionar Metas de IA em 2025, Diz Zuckerberg

24 de Janeiro de 2025, 13:04
    A Meta planeja gastar entre US$ 60 bilhões e US$ 65 bilhões este ano para desenvolver infraestrutura de inteligência artificial (IA), disse o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, nesta sexta-feira (24). Como parte do investimento, a Meta construirá um data center de mais de 2 gigawatts, que seria grande o suficiente para cobrir uma parte significativa de Manhattan. A empresa — um dos maiores clientes dos cobiçados chips de inteligência artificial da Nvidia — planeja terminar o ano com mais de 1,3 milhão de processadores gráficos. "Este será um ano decisivo para a IA", disse Zuckerberg em uma publicação no Facebook. "Este é um esforço enorme e, nos próximos anos, ele impulsionará nossos principais produtos e negócios." Zuckerberg espera que o assistente de IA da Meta — disponível em seus serviços, incluindo Facebook e Instagram — atenda mais de 1 bilhão de pessoas em 2025, enquanto seu Llama 4 de código aberto se tornará o "modelo de última geração". Grandes empresas de tecnologia têm investido dezenas de bilhões de dólares para desenvolver infraestrutura relacionada à IA depois que o sucesso meteórico do ChatGPT da OpenAI destacou o potencial da tecnologia. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira (21) que OpenAI, SoftBank Group e Oracle formarão um empreendimento chamado Stargate e investirão US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos Estados Unidos. No início deste mês, a Microsoft disse que planejava investir cerca de US$ 80 bilhões no ano fiscal de 2025 para desenvolver data centers, enquanto a Amazon.com disse que seus investimentos em 2025 seriam maiores do que os US$ 75 bilhões estimados em 2024. O aporte planejado pela Meta de até US$ 65 bilhões representaria um salto significativo em relação ao montante entre US$ 38 bilhões para US$ 40 bilhões estimado no ano passado. Como parte dos esforços de IA, a empresa disse que construirá uma engenharia de IA que começaria a contribuir com quantidades cada vez maiores de código para seus esforços de pesquisa e design. Ela também continuará a aumentar as equipes que trabalham em serviços de IA.

Nvidia Acerta Compra da Run:ai por US$ 700 Milhões após Impasses Regulatórios

30 de Dezembro de 2024, 14:55
  A fabricante de chips Nvidia concluiu a aquisição da empresa israelense de inteligência artificial Run:ai, informou a startup nesta segunda-feira, após uma análise de concorrência sobre a operação. A Comissão Europeia concedeu aprovação incondicional à oferta de US$ 700 milhões (R$ 4,3 milhões) da Nvidia pela Run:ai, que ajuda desenvolvedores a otimizar a infraestrutura para IA, mais cedo em dezembro, após declarar em outubro que o acordo exigiria aprovação antitruste da União Europeia. O órgão anticoncorrencial da UE havia alertado que o acordo ameaçava a concorrência nos mercados onde as empresas atuam. A investigação sobre o acordo focou em práticas que poderiam fortalecer o controle da Nvidia sobre o mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), que são os chips procurados e frequentemente usados em tarefas relacionadas à IA. A Nvidia domina o mercado de processadores gráficos para IA, detendo participação de cerca de 80%. No entanto, a Comissão Europeia concluiu este mês que a aquisição da Run:ai, anunciada originalmente em abril, não levantaria preocupações com relação à concorrência. A Run:ai planeja tornar seu software de código aberto, disse a empresa em uma publicação. "Embora a Run:ai atualmente suporte apenas GPUs da Nvidia, a abertura do código do software permitirá estender sua disponibilidade para todo o ecossistema de IA", afirmou.

Scale AI é avaliada em US$ 14 bi em rodada apoiada por Nvidia e Amazon

21 de Maio de 2024, 09:42
A Scale AI anunciou nesta terça-feira que levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento liderada pela empresa de capital de risco Accel, com a participação de Nvidia, Amazon e Meta, avaliando a startup de dados de inteligência artificial em quase US$ 14 bilhões. As principais empresas de tecnologia estão correndo para incorporar a IA em seus produtos e serviços. As startups que atendem ao aumento da demanda por chips de IA e aprendizado de máquina têm sido um ponto positivo em um mercado de financiamento privado que, de outra forma, seria moderado.

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Fundada em 2016, a Scale AI fornece grandes quantidades de dados rotulados com precisão, o que é fundamental para o treinamento de ferramentas sofisticadas como o ChatGPT da OpenAI. A empresa também ajuda sua clientela - incluindo Microsoft, Morgan Stanley, OpenAI e Cohere, a criarem e refinarem conjuntos de dados. A rodada de financiamento da empresa sediada em São Francisco é a mais recente de uma série de transações na área de IA. As startups de IA levantaram US$ 19,15 bilhões em financiamento de capital de risco no primeiro trimestre, em comparação com US$ 16,36 bilhões no mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da PitchBook. A Scale AI disse que usará o capital para desenvolver recursos de dados com seus clientes corporativos e o Departamento de Defesa dos EUA e a Casa Branca. O governo dos EUA vem formando parcerias com empresas focadas em IA e lançou várias iniciativas para inovação na área. Outros investidores de alto nível que participaram da última rodada de financiamento da Scale incluíram Coatue, Tiger Global Management, Intel Capital e AMD Ventures. Em 2021, a startup levantou US$ 325 milhões em uma rodada de financiamento que supostamente a avaliou em cerca de US$ 7,3 bilhões.

Nvidia lançará chip de IA voltado para a China no 2º tri

8 de Janeiro de 2024, 09:39
A fabricante norte-americana de chips Nvidia planeja iniciar produção em massa no segundo trimestre de 2024 de um chip de inteligência artificial que projetou para a China. A nova linha é destinada a para cumprir regras de exportação impostas pelos Estados Unidos, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto nesta segunda-feira (8).

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O chip H20 é o mais poderoso dos três chips voltados para a China que a Nvidia desenvolveu para atender às restrições anunciadas em outubro. O dispositivo foi originalmente programado para ser lançado em novembro passado, mas esse plano foi adiado, com fontes dizendo à Reuters na época que o atraso foi devido a problemas que os fabricantes de servidores estavam tendo na integração do chip. Uma das pessoas disse que o volume inicial de produção será limitado, e que a Nvidia deverá atender principalmente aos pedidos dos principais clientes. A Nvidia não comentou o assunto. A Reuters informou anteriormente, citando fontes, que as empresas chinesas estão relutantes em comprar o H20 e estão testando alternativas domésticas. Isso se deve ao medo de que os EUA possam novamente aumentar as restrições. No ano passado, o líder do mercado chinês de busca na internet, Baidu, encomendou chips de IA da Huawei Technologies em uma mudança em relação à Nvidia, informou a Reuters.

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Além do H20, a Nvidia planeja dois outros chips que cumprem as novas restrições - o L20 e o L2. A fabricante de chips ainda não anunciou a venda de nenhum dos três. A Nvidia está apostando nos chips para ajudar a preservar sua participação de mercado da China. A posição é ameaçada depois que as restrições de exportação dos EUA a impediram as vendas de produtos no país, incluindo os chips avançados A800 e H800 AI. Os próprios A800 e H800 foram apresentados como alternativas para os clientes chineses em novembro de 2022. A alternativa foi apresentada cerca de um mês depois que os EUA restringiram pela primeira vez as exportações de microprocessadores e equipamentos avançados para a China. O H20, o L20 e o L2 incluem a maioria dos recursos mais recentes da Nvidia para o trabalho de IA. Mas com poder de computação reduzido para cumprir as novas regras de Washington, de acordo com a análise da SemiAnalysis das especificações dos chips.

Direitos autorais pode ameaçar a indústria de IA em 2024

2 de Janeiro de 2024, 15:31
Getty Images Se 2023 foi o ano em que a inteligência artificial mudou tudo, 2024 poderá ser lembrado como o ano em que a legislação de direitos autorais dos Estados Unidos mudou em relação à IA.
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A explosão da IA generativa e a popularidade de iniciativas apoiadas pela Microsoft, como a OpenAI, Meta, Midjourney e outros resultaram em uma série de casos de direitos autorais movidos por escritores, artistas e outros detentores de direitos autorais, que afirmam que a IA teve sucesso apenas graças ao trabalho deles. Os juízes até agora têm sido céticos em relação às alegações de infração pelos demandantes com base no conteúdo gerado por IA. No entanto, os tribunais ainda não abordaram a questão mais complicada e potencialmente bilionária de se as empresas de IA estão infringindo em grande escala ao treinar seus sistemas com uma grande quantidade de imagens, escritos e outros dados obtidos da internet. As empresas de tecnologia alertam que os processos judiciais podem criar grandes obstáculos para a crescente indústria de IA. Os demandantes afirmam que as empresas lhes devem por usar seu trabalho sem permissão ou compensação. Vários grupos de autores entraram com propostas de ações coletivas este ano devido ao uso de seus textos no treinamento de IA. Isso inclui escritores como John Grisham e o autor de "Game of Thrones", George R.R. Martin, até a comediante Sarah Silverman e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. As empresas de tecnologia contrataram legiões de advogados de alguns dos maiores escritórios de advocacia dos EUA para enfrentar os casos. Elas defenderam o treinamento de IA, em comentários ao Gabinete de Direitos Autorais dos EUA, comparando-o à forma como os humanos aprendem novos conceitos e argumentando que seu uso do material se qualifica como "fair use" (uso justo) sob a lei de direitos autorais.

O que vem a seguir?

Um processo em andamento envolvendo a Thomson Reuters - controladora da Reuters News - pode ser um dos primeiros grandes indicadores para questões relacionadas a direitos autorais de IA. A empresa acusou a Ross Intelligence em 2020 de copiar ilegalmente milhares de "headnotes" de sua plataforma de pesquisa jurídica Westlaw. O portal resume decisões judiciais e foi usado para treinar um mecanismo de busca jurídica baseado em IA. Um juiz federal decidiu em setembro que o caso em Delaware tem de ir a julgamento para determinar se a Ross violou a lei. O processo pode estabelecer um precedente importante sobre uso justo e outras questões para a litigação de direitos autorais de IA. Um júri pode começar a ouvir o caso já em agosto.

Microsoft vai investir US$ 1 bi na OpenAI

22 de Julho de 2019, 15:22
A Microsoft informou hoje (22) que está investindo US$ 1 bilhão na OpenAI e que as duas empresas formaram uma parceria para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial por meio do serviço de computação em nuvem Azure, da gigante do software. LEIA MAIS: Microsoft tem resultado trimestral acima do esperado A OpenAI foi fundada em 2015 como uma entidade não lucrativa e com US$ 1 bilhão em financiamento dos investidores do Vale do Silício Sam Altman, Peter Thiel e Reid Hoffman, cocriador da rede social LinkedIn. O grupo depois criou uma entidade voltada ao lucro para poder receber investimentos externos. Desde sua fundação, a OpenAI utilizou pesquisadores de inteligência artificial para avançar no campo, como ensinar uma mão robótica a executar tarefas humanas por meio de utilização apenas de software, o que reduz o custo e o tempo para se treinar robôs. O grupo também está focado em segurança e nas implicações da tecnologia de inteligência artificial, pesquisando como os computadores podem gerar reportagens realistas com pouco mais que sugestões de manchetes e alertando pesquisadores a considerar como seus trabalhos e algoritmos podem ser usados com implicações negativas antes das descobertas serem publicadas. A OpenAI afirmou que o investimento da Microsoft vai ajudar o grupo a pesquisar "inteligência artificial geral", ou AGI, na sigla em inglês. A tecnologia AGI é o santo Graal do campo e significa que um sistema de computação pode dominar um assunto tão bem ou melhor que humanos, e também dominar mais campos do conhecimento que um humano. "Acreditamos que é crucial que a AGI seja desenvolvida de maneira segura e que os benefícios econômicos disso sejam amplamente distribuídos", disse Altman. As duas partes não responderam perguntas da Reuters sobre os termos do acordo. Quando a OpenAI criou a estrutura com fins lucrativos em março, afirmou que os investidores que colocarem dinheiro na nova entidade terão seus retornos limitados e que a missão da parte não lucrativa da entidade teria precedência sobre a área voltada ao lucro. VEJA TAMBÉM: Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$ 2 bi As duas empresas também negaram dizer se o investimento da Microsoft será feito em dinheiro ou se vai envolver créditos para utilização do serviço de computação em nuvem Azure. Serviços de computação em nuvem são uma grande fonte de custo para a OpenAI, que gastou US$ 7,9 milhões na atividade no ano fiscal de 2017, ou cerca de um quarto de suas despesas naquele ano, segundo dados da Receita Federal dos Estados Unidos.
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Em hotel do Alibaba, robôs entregam toalhas e drinques

23 de Janeiro de 2019, 14:38
Ao percorrer os corredores do futurista hotel FlyZoo, da gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba, robôs de cerca de um metro de altura entregam comida e toalhas aos hóspedes. LEIA MAIS: Hotel robótico demite metade de seus robôs As máquinas são parte de um conjunto de ferramentas que o Alibaba diz que reduzirá drasticamente o custo trabalhista do hotel e eliminará a necessidade de hóspedes interagirem com outras pessoas. Aberto oficialmente ao público no mês passado, o hotel de 290 quartos é uma incubadora de tecnologia que a empresa quer vender para a indústria hoteleira e uma oportunidade de mostrar a força do grupo em inteligência artificial. O hotel também é um experimento para testar os níveis de conforto das pessoas com transações comerciais não mediadas por seres humanos. "Trata-se de eficiência e consistência de serviço. Os robôs não são perturbados pelo humor dos humanos. Algumas vezes, nós dizemos que não estamos bem, mas o sistema e o robô sempre estarão bem", diz Andy Wang, presidente-executivo do Alibaba Future Hotel Management. Dentro do hotel, paredes brancas e com iluminação suave lembram o interior das naves espaciais de Hollywood. Hóspedes fazem check-in em totens que identificam seus rostos, bem como passaportes e outras formas de identidade. Cidadãos da China podem usar seus celulares para fazer check-in antecipado. Elevadores identificam os rostos dos hóspedes novamente para verificar qual andar eles podem acessar e as portas dos quartos são abertas depois de nova checagem da face do usuário. "É muito rápido e seguro...Posso estar no meu quarto em um minuto", disse Tracy Li, uma das hóspedes. Em outros quartos, a tecnologia de comando de voz do Alibaba é usada para alterar a temperatura do ambiente, fechar cortinas, ajustar a iluminação e pedir serviço de quarto. VEJA TAMBÉM: Alibaba compra startup alemã de análise de dados No restaurante do hotel, robôs entregam os pratos que os hóspedes pedem por meio do aplicativo do FlyZoo, enquanto em um bar separado um grande braço robô é capaz de preparar mais de 20 tipos diferentes de coquetéis. Câmeras de reconhecimento facial fazem a cobrança automaticamente na conta do hóspede. Na hora do checkout, os visitantes têm que pressionar um botão no aplicativo que tranca o quarto e a conta é automaticamente debitada na carteira online do cliente no Alibaba. Depois disso, segundo Wang, os dados de reconhecimento facial do hóspedes são imediatamente apagados. O FlyZoo foi erguido em Hangzhou, a 170 quilômetros ao sudoeste de Xangai e próximo da sede da gigante de comércio eletrônico. Os quartos custam a partir de 1.390 iuans (US$ 205 dólares) por noite.
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