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Trump libera empresas privadas para "ataque hacker" contra crime internacional

13 de Agosto de 2026, 18:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando de segurança nacional que autoriza empresas privadas americanas a participar de operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais baseadas fora do país. A informação foi confirmada pela Casa Branca e pela Reuters.

A medida pode alcançar grupos brasileiros. Segundo o g1, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre as organizações que, em tese, podem ser alvo do novo programa, já que os Estados Unidos classificam ambos como organizações criminosas transnacionais e, desde junho, como organizações terroristas estrangeiras. O texto do memorando, porém, não cita os dois grupos brasileiros nominalmente.

Para que PCC e CV entrem no escopo das operações, também precisam se enquadrar na definição de organizações envolvidas em crimes cibernéticos, conforme aponta o g1.

Como vai funcionar o programa

O memorando cria um programa sob responsabilidade do Centro Nacional de Coordenação (NCC), ligado à Força-Tarefa de Segurança Interna, com supervisão conjunta dos departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca. Empresas selecionadas passarão por um processo de avaliação e assinarão contratos com o governo americano antes de atuar.

Duas modalidades de ação estão previstas. As operações de vigilância cibernética permitem acessar sistemas sem autorização para coletar informações e inteligência sobre os grupos criminosos. Já as operações de efeitos cibernéticos abrangem a manipulação, interrupção, degradação ou destruição de sistemas, redes e infraestruturas digitais usadas pelas organizações, segundo consta no texto obtido pela Reuters.

As empresas participantes precisarão manter uma garantia financeira de pelo menos US$ 1 milhão, valor que pode ser confiscado em caso de descumprimento das regras do contrato, informa a Reuters.

As autoridades terão até 60 dias para definir critérios como experiência técnica, histórico em operações cibernéticas e segurança das instalações envolvidas.

donald trump

Limites e regras de segurança

O memorando estabelece restrições para evitar escaladas. Empresas privadas não podem receber autorização para ações com risco de causar mortes ou ferimentos graves, nem para operações que possam ser interpretadas como uso da força ou ataque armado pelas regras do direito internacional.

Caso uma operação atinja de forma não intencional cidadãos americanos ou sistemas localizados nos Estados Unidos, ela deve ser interrompida e o governo precisa ser avisado imediatamente.

A Casa Branca justifica a medida citando o avanço de golpes financeiros, ataques de ransomware e esquemas de sextorsão coordenados por grupos criminosos baseados fora do país. Segundo o fact sheet divulgado pelo governo americano, os consumidores dos Estados Unidos reportaram perdas superiores a US$ 20,8 bilhões com crimes cibernéticos em 2025, e 73% dos adultos americanos já enfrentaram algum tipo de golpe ou ataque online.

Mudança de estratégia dos Estados Unidos

O jornal The Wall Street Journal observa que o governo americano vinha reservando um papel defensivo ao setor privado em questões de cibersegurança, geralmente como vítima de ataques. A publicação lembra que, desde novembro do ano passado, a Casa Branca já sinalizava uma mudança na estratégia nacional de cibersegurança, deslocando o foco de defesas online para uma postura mais ativa contra hackers de Estados-nação.

O memorando assinado nesta semana integra uma sequência de ações do governo Trump voltadas ao combate ao cibercrime, que inclui ordens executivas anteriores sobre proteção de infraestrutura crítica e uma lei de 2025 direcionada a golpes envolvendo imagens íntimas e deepfakes.

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Xiaomi revela primeiros celulares a receber HyperOS 4; o seu está na lista?

13 de Agosto de 2026, 17:00

A Xiaomi confirmou o início do programa beta do HyperOS 4, sua nova camada de personalização baseada no Android 17, e já divulgou a lista dos primeiros aparelhos que vão testar o sistema. A liberação começa em nesta sexta-feira (14), mas, por enquanto, fica restrita à China.

O lançamento será feito em três levas, com um total de 26 dispositivos contemplados até setembro. A primeira leva concentra os modelos mais recentes da marca, incluindo a linha Xiaomi 17 e os tablets Pad 8.

O que muda com o HyperOS 4

O novo sistema promete ganhos de desempenho em relação à versão anterior. Segundo a Xiaomi, o tempo de resposta pode melhorar em até 17,5%, enquanto a estabilidade dos aplicativos deve aumentar 28,9%. A empresa também menciona avanços no gerenciamento de memória, embora o resultado prático varie conforme o aparelho.

A inteligência artificial ocupa espaço central na atualização. O HyperOS 4 traz uma nova função de interação por IA e passa a integrar o modelo próprio da Xiaomi, o MiMo, que deve ajudar o sistema a lidar com tarefas mais complexas entre diferentes aplicativos. A interface também recebe mudanças visuais, com semelhanças ao design do iOS 26, e as animações aparecem mais fluidas do que as da versão anterior.

Xiaomi ainda não anunciou uma data para o beta global. A expectativa é que o teste internacional comece depois que o programa avançar na China, mas a empresa não deu prazos oficiais até o momento.

Quando cada aparelho recebe o beta

A primeira leva chega em 14 de agosto e reúne os smartphones mais recentes do catálogo. A segunda leva está marcada para 27 de agosto e amplia a lista para a linha Xiaomi 15 e outros modelos. A terceira e última etapa dessa fase inicial acontece em 17 de setembro, quando aparelhos das séries Redmi K80 e K100 entram no teste.

14 de agosto

  • Xiaomi 17
  • Xiaomi 17 Pro
  • Xiaomi 17 Pro Max
  • Xiaomi 17 Ultra
  • Redmi K90 Pro Max
  • Redmi K90
  • Xiaomi Pad 8
  • Xiaomi Pad 8 Pro

27 de agosto

  • Xiaomi 17T
  • Xiaomi 17T Pro
  • Xiaomi 17 Max
  • Xiaomi 15
  • Xiaomi 15 Pro
  • Xiaomi 15S Pro
  • Xiaomi 15 Ultra
  • Redmi K90 Max
  • Redmi K90 Ultra
  • Redmi K Pad 2

17 de setembro

  • Xiaomi Mix Flip 2
  • Redmi K80
  • Redmi K80 Pro
  • Redmi K80 Ultra
  • Redmi K100 Pro Max
  • Redmi K100 Pro
  • Xiaomi Pad 7S Pro 12.5
  • Xiaomi Pad 7 Ultra

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ASUS lança notebook com duas telas e melhor chip da Intel

13 de Agosto de 2026, 16:02

A ASUS lançou nesta quarta-feira (12) o Zenbook Duo no Brasil, notebook com duas telas OLED de 14 polegadas e teclado destacável. O modelo chega ao país com o processador Intel Core Ultra X9, primeira máquina brasileira com o chip.

O lançamento acontece pouco depois de a ASUS assumir a liderança de mercado de notebooks no Brasil, segundo dados da consultoria GfK citados pela empresa. O Zenbook Duo é o sucessor direto do ASUS Taichi, lançado em 2012 e apontado pela marca como o primeiro notebook de duas telas do mundo.

O Canaltech acompanhou o evento de lançamento em São Paulo (SP), onde executivos da ASUS detalharam as tecnologias por trás do produto e reforçaram o peso do design na proposta da linha.

Design em Ceraluminum

O chassi é feito em Ceraluminum, material que combina cerâmica e alumínio por um processo de fusão elétrica. Segundo Murilo Tunholi, Technical PR da ASUS, o revestimento deixa o notebook mais leve e mais resistente a arranhões do que o alumínio tradicional, além de manter a aparência com o uso.

A superfície recebeu tratamento hidrofóbico e oleofóbico, o que facilita a limpeza de marcas de dedo. As cores da linha remetem a elementos da natureza, e o tom do Zenbook Duo se inspira nas pedras da costa da Irlanda.

O peso total do conjunto é de 1,65 kg, sendo 1,35 kg do notebook e 300 g do teclado destacável. Em comparação com a geração 2024, o vão entre as duas telas foi reduzido em 70%, e a dobradiça ficou menor.

Manuel Castro, diretor comercial da ASUS Brasil, também destacou o peso como diferencial da linha em entrevista ao Canaltech. "Eu acho que o peso dele é um diferencial muito grande, você tem essa mobilidade para levar para onde você quiser", afirmou o executivo.

ASUS Zenbook Duo

Cinco modos de uso

O Zenbook Duo funciona em cinco configurações. No modo notebook, o teclado fica encaixado sobre a tela inferior, reproduzindo o uso tradicional. No modo tela dupla, o teclado pode ser removido e apoiado à frente das telas, liberando espaço para multitarefas.

O modo desktop organiza as duas telas na vertical lado a lado, alcançando quase 20 polegadas de área somada, voltado a quem programa ou trabalha com múltiplos documentos. Já o modo compartilhado deixa o notebook plano sobre a mesa, com as telas abertas em 180 graus, para apresentar conteúdo a outra pessoa sem depender de monitor externo.

Segundo Tunholi, uma pesquisa global feita pela ASUS com usuários da marca apontou portabilidade, desempenho, bateria e durabilidade como as prioridades mais citadas para um notebook de duas telas. O levantamento também mostrou que 91% dos entrevistados usam uma segunda tela ao menos uma vez por semana, e 64% recorrem a monitores externos fixos no dia a dia.

Para controlar a interação entre as telas, a ASUS desenvolveu o aplicativo Screen Expert, que permite ajustar brilho, mover janelas entre as telas e abrir um teclado ou touchpad virtual por gestos.

Especificações completas

O processador Intel Core Ultra X9, da Série 3, tem 16 núcleos e vem acompanhado dos gráficos integrados Intel Arc B390. A plataforma completa alcança até 180 TOPS em tarefas de inteligência artificial. Testes internos da ASUS apontam ganhos de até 26% em multitarefas, 112% em desempenho gráfico para jogos e 203% em processamento de IA frente à geração anterior do notebook.

O resfriamento usa duas ventoinhas com 97 pás cada, o que permite um TDP de até 45 W, acima da média de notebooks de produtividade, que costuma ficar entre 25 W e 30 W.

As duas telas são do tipo ASUS Lumina Pro OLED, com 14 polegadas, resolução 2.8K, revestimento antirreflexo e taxa de atualização variável de até 144 Hz. O brilho chega a 1.000 nits, o dobro do registrado na geração anterior do Zenbook Duo. O áudio conta com seis alto-falantes, dois tweeters frontais e quatro woofers, com volume 125% maior do que o modelo antecessor.

A bateria é dividida em duas unidades de 49,5 Wh cada, somando 99 Wh de capacidade total. E o número não é aleatório. Segundo Tunholi, agências de aviação civil limitam em 100 Wh a capacidade de baterias que podem embarcar em aviões sem autorização especial, e o limite absoluto para qualquer equipamento é de 160 Wh.

Com essa capacidade, o notebook promete até 32 horas de reprodução de vídeo offline usando uma única tela, ou 18 horas de uso contínuo com as duas telas ligadas. O carregamento rápido leva a bateria a 60% em 49 minutos, por USB tipo C.

Em conectividade, o Zenbook Duo tem portas Thunderbolt 4, USB tipo C, USB tipo A, entrada HDMI e conector de áudio. O touchpad suporta os gestos inteligentes já usados em outras linhas da ASUS, como o VivoBook.

Evento ASUS Zenbook Duo

Chegada ao Brasil e preço

O Zenbook Duo já havia sido apresentado em outros mercados antes de chegar ao Brasil, mas a ASUS nega qualquer atraso ligado à crise global de componentes que afeta memória RAM e SSDs. Manuel Castro afirmou ao Canaltech que o momento do lançamento foi definido pela companhia, e não por dificuldades de fornecimento.

"Nós não atrasamos, nós trouxemos no momento certo, que foi agora. O custo não impactou a gente disponibilizar esse produto para o mercado brasileiro", disse Castro.

O executivo reconheceu que um cenário de custos mais baixos poderia resultar em um preço menor, mas classificou o valor cobrado como justo para as especificações entregues.

O Zenbook Duo custa R$ 29.999, valor R$ 7.000 mais alto do que o Zenbook A16, outro notebook topo de linha lançado pela ASUS no Brasil em julho, equipado com o processador Qualcomm X2 Elite Extreme e vendido por R$ 22.999. A diferença acompanha a proposta distinta dos dois modelos, já que o A16 aposta em uma única tela de alto desempenho, enquanto o Duo soma o custo de duas telas OLED e do sistema de dupla bateria.

Sobre a possibilidade de versões mais baratas com duas telas no futuro, Castro afirmou que a ASUS não tem planos imediatos.

"A partir do momento que tem escala, você consegue trazer o produto para um patamar de preço mais acessível. Nesse momento, não", disse o executivo, citando o cenário global de custos elevados para componentes ligados à produção de IA.

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Instagram muda logotipo pela primeira vez em 10 anos; veja como ficou

13 de Agosto de 2026, 15:34

O Instagram apresentou nesta quinta-feira (13) uma nova wordmark, o logotipo escrito que aparece no topo do aplicativo. É a primeira mudança nesse elemento desde 2016, segundo Adam Mosseri, chefe da rede social, que anunciou a atualização em publicação no próprio Instagram e também no Threads.

O ícone do aplicativo, o quadrado com gradiente colorido que representa uma câmera, permanece igual. A mudança está restrita ao nome escrito, que passa a usar uma tipografia com curvas cursivas nas letras "s", "r" e "g", em contraste com o traçado mais reto da versão anterior.

Mosseri afirmou que a wordmark não era atualizada havia dez anos e que o novo desenho é "mais limpo e moderno", com referências ao logotipo original e à simplicidade que sempre marcou a marca. A TechCrunch classificou a descrição do executivo como "mais afiada e moderna".

Usuários notaram rapidamente que o novo "r" pode ser confundido com um "z" ou um "u", e que o "s" lembra um "a". A combinação gerou piadas nas redes sociais, com internautas lendo a palavra como "Instagzam" ou "Instagwam". O consultor de mídias sociais Matt Navarra chamou o resultado de fresco e fiel ao original, apesar das brincadeiras.

Parte da reação também cobrou o Instagram por prioridades. A conta "Resiliência Humana", com 12,9 milhões de seguidores, questionou Mosseri sobre a falta de suporte a criadores que perdem contas sem explicação, enquanto a plataforma investe em identidade visual.

Veja como ficou a nova logo:

Instagram new logo

Quarta mudança de logotipo em 16 anos

A atualização desta quinta-feira é a quarta alteração relevante na identidade visual do Instagram desde o lançamento do aplicativo, em outubro de 2010. A primeira versão, criada pelo fotógrafo Cole Rise, trazia uma câmera retrô inspirada em modelos Bell & Howell dos anos 1950, com textura de couro e uma faixa colorida no visor.

Em 2016, a equipe interna liderada por Ian Spalter substituiu a câmera realista por um glifo plano com gradiente de cores, o desenho que ainda hoje ocupa a tela inicial dos smartphones. Em 2022, a artista Rose Pilkington assinou um novo refinamento do gradiente, mais saturado e produzido com modelagem 3D, período em que o Instagram também introduziu a fonte própria Instagram Sans.

A wordmark lançada agora não altera o ícone consolidado em 2022 nem retoma o glifo de câmera usado até 2016. A Meta não confirmou se uma atualização do ícone está prevista.

Contexto do momento

A mudança tipográfica chega em um período de atenção regulatória sobre o Instagram. A plataforma enfrenta questionamentos na Europa sobre design considerado viciante e responde a processos nos Estados Unidos relacionados aos efeitos do aplicativo sobre usuários jovens, incluindo um julgamento em curso no Tennessee.

A companhia também recuou recentemente de uma função de geração de imagens por inteligência artificial após críticas relacionadas a privacidade. Nenhum desses episódios tem relação direta com a troca da wordmark, mas explica parte do ceticismo com que a novidade foi recebida nas redes.

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