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A JBL antes da JBL: a história de como uma caixinha de som mudou o mundo

27 de Abril de 2026, 17:56

No meio de laboratórios e galerias com peças históricas, uma em especial me cativou. Não era a mais bonita nem a mais moderna, mas era, provavelmente, a mais importante: o primeiro speaker da JBL.

O engenheiro e fundador da marca, James Bullough Lansing, deu o nome de D130 ao seu primeiro alto-falante criado em 1946 em Los Angeles, nos EUA, e décadas depois, o legado desse alto-falante ficou tão pesado que precisou ser transformado em uma coisa extremamente leve e compacta. E eu tive o prazer de conhecer essa história em primeira mão.

Diferente do que previam os maias, o que mudou o mundo em 2012 foi na verdade a JBL Flip, um aparelho tão inovador mas tão óbvio que foi capaz de tirar a marca de Lansing dos estúdios e levar para a palma da mão de milhões de pessoas ao redor do mundo. O iPhone quebrou o paradigma do celular em 2007, e a Flip estraçalhou o do som.

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O mais curioso é que, olhando de perto, o D130 e a Flip não parecem apenas distantes no tempo, eles parecem incompatíveis. Um é bruto, pesado, técnico. O outro é leve, portátil, quase casual. Mas os dois resolvem exatamente o mesmo problema: fazer o som funcionar bem, só que em contextos completamente diferentes. E esse caminho entre um e outro não foi direto.

JBL D130: primeiro produto feito pela marca faz 80 anos em 2026 e foi exposto na sede da empresa na região de Los Angeles, EUA (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Durante décadas, a JBL construiu sua reputação longe do consumidor comum. Estúdios, cinemas, shows. Lugares onde tamanho, potência e precisão importavam mais do que conveniência. Foi esse tipo de sistema que ajudou a dar voz a eventos como o Woodstock, a turnês gigantes e a apresentações que definiram gerações.

Não é exagero dizer que boa parte da música que a gente conhece — de festivais a grandes arenas — passou, em algum momento, por um sistema com DNA da JBL.

O som da marca não estava na palma da mão. Estava nos palcos. Nos estúdios. Nos lugares onde a experiência precisava ser sentida no corpo, não só ouvida. E talvez seja justamente por isso que a virada para o portátil tenha sido tão impactante.

JBL começou com um speaker profissional e hoje é mais conhecida pelos portáteis dedicados ao consumidor final (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Um belo dia a JBL decidiu mudar

“Queríamos ser os melhores e os mais rápidos no mercado”, me disse Sharon Peng, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento da marca, em entrevista exclusiva para o Canaltech.

Para isso, a JBL levou boa parte da sua engenharia para Shenzhen, na China, onde, segundo ela, tudo acontece em um raio de poucas horas.

“Estamos sempre a, no máximo, duas horas de distância dos nossos parceiros e fornecedores. Isso nos dá velocidade, qualidade e custo que nenhum outro lugar consegue bater.”

Essa decisão parece invisível para quem só vê o produto final, mas é ela que explica como a JBL conseguiu encurtar o tempo entre ideia e execução, algo essencial pra aproveitar o momento em que o mundo mudou. E esse momento tem nome: Bluetooth.

Por volta de 2010, a tecnologia deixou de ser um diferencial e virou padrão. Foi aí que surgiu a pergunta que mudaria tudo: e se a JBL pegasse toda a expertise de décadas em áudio e colocasse isso em algo que as pessoas pudessem simplesmente levar com elas?

Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

O nascimento da JBL Flip

Inspirada no tamanho de uma lata de Coca-Cola, pensada para levar na mochila, na bicicleta, A Flip gravou a JBL na mente do consumidor final de uma forma tão intensa que a marca virou sinônimo de caixa de som. A "esponja de lã de aço" é mais conhecida como "bombril" pela mesma razão pela qual qualquer caixinha portátil pode ser chamada apenas d "JBL".

Na esteira do sucesso da Flip, veio a Charge, adicionando bateria e mais autonomia. Depois a Extreme, ampliando potência e presença. E então a Boombox, que praticamente trouxe de volta um conceito antigo (o som alto, compartilhado, quase coletivo) só que adaptado para uma nova geração.

E, nesse ponto, o Brasil aparece de um jeito curioso na história.

“A Boombox é uma das minhas favoritas”, comentou Sharon durante ao Canaltech. E não é por acaso: segundo ela, poucos lugares abraçaram tanto esse tipo de produto quanto o Brasil. “O Brasil realmente ama a Boombox.”

O Canaltech inclusive já testou a mais recente Boombox 4 da JBL que ajuda a marca a seguir sua tradição de som poderoso, mas com um DNA portátil.

Para o bem e para o mal, o som não é só individual para os brasileiros e sempre teve um elemento social. É praia, churrasco, rua, encontro. É volume, presença, energia. Algo que, de certa forma, conecta mais com o espírito dos primeiros sistemas de som do que com a ideia de fone de ouvido isolado.

Mesmo depois do sucesso da Flip, JBL segue inovando em áudio profissional e levou o Canaltech para conhecer o estádio do Los Angeles FC, nos EUA. A arena tem áudio 100% JBL/Harmam e conta com um softare poderoso para controle e personalização que pode ser usado em qualquer notebook (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Talvez seja por isso que a cena mais curiosa que ela descreveu também faça tanto sentido por aqui: “Já vi jovens andando de bicicleta com uma Boombox presa”, disse, rindo. “É alto, é energia, está em todo lugar.”

Voltando para casa, no avião, eu fiquei refletindo. A caixinha que, hoje, parece banal, precisou do peso histórico de muitas décadas para cabar na palma da minha mão e entregar música para os momentos mais felizes que passamos com nossos amigos e familiares.

Se você quer saber como anda o "estado da arte" com a mais recente JBL Flip 7, o Canaltech testou a caixinha que entrega desempenho em todos os ritmos.

O jornalista viajou à Los Angeles, EUA, a convite da Harman-JBL

Leia a matéria no Canaltech.

Fone top da JBL ganha edição de 80 anos da marca em nova cor; veja fotos

24 de Abril de 2026, 13:34

A JBL revelou uma edição especial do seu fone de ouvido mais top, o Tour One M3. O aparelho agora chega ao mercado na cor verde-escuro com detalhes em cobre para comemorar os 80 anos da fundação da marca americana. O lançamento foi feito nestas quinta-feira (23) durante um evento para jornalistas em Northridge, nos arredores de Los Angeles, mas a empresa ainda não revelou quando pretende iniciar as vendas do novo produto.

No Brasil, o mesmo fone é vendido em três opções de cor: azul-escuro, preto e uma cor meio dourada que a JBL chama de Mocha. A versão com o acessório transmissor Smart TX custa oficialmente R$ 2,6 mil e concorre com os melhores fones do mundo no segmento voltado para o consumidor comum, disputando espaço com Sony, Bose e Apple.

O Canaltech testou o Tour One M3 no fim do ano passado e os resultados deixaram claro que a JBL não está para brincadeira no segmento premium. Com um design supra-auricular que foca no conforto extremo, o fone utiliza espumas macias que permitem longas sessões de uso sem aquele incômodo típico de modelos mais pesados, segundo o analista Bruno Bertonzin.

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O grande diferencial do produto é o Smart TX. O acessório funciona como um dongle USB-C, permitindo conectar o fone em computadores ou vitrolas de vinil sem depender do Bluetooth ou até no sistema de entretenimento de aviões via plugue, salvando o usuário daqueles fones descartáveis de companhias aéreas.

No quesito áudio, a assinatura da marca continua presente e agressiva. Segundo Bertonzin, ouvir clássicos do Pink Floyd no aparelho é uma experiência quase psicodélica: "me passaram uma sensação de relaxamento extasiante bem além do que eu esperava".

JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos
JBL Tour One M3 Smart TX 80 anos (Léo Müller/Canaltech)

Ele destaca que os "graves são bem fortes, acentuados" graças aos drivers de 40 mm, mas sem perder a clareza nas outras pontas: "Os agudos são bem cristalinos, e isso fica bem evidenciado nos sons do prato da bateria, que soam nítidos em qualquer música".

A autonomia também é digna de nota. A marca promete até 70 horas de uso com o cancelamento de ruído (ANC) desligado, mas nos testes práticos o fone se mostrou um verdadeiro monstro, superando as estimativas oficiais em cenários de uso intenso e volume alto.

Disponibilidade

A JBL não revelou quando vai começar a vender a edição especial de 80 anos do Tour One M3 com Smart TX na cor verde nem no Brasil nem no exterior. Entretanto, esperamos que o preço seja o mesmo da versão padrão, apesar de a distribuição ser limitada. Se você gostou do design do fone e quer saber se vale a pena comprar um Tour One M3 mesmo que não seja na edição especial, vale a pena ler o nosso review do fone.

 
 

Leia a matéria no Canaltech.

Exclusivo: brasileiro destrói "celular indestrutível" sem querer; veja fotos

7 de Abril de 2026, 14:17

Um celular “indestrutível”, do tipo também conhecido como "rugged phone", ficou completamente destruído após um acidente envolvendo o brasileiro Andrey Felix. O aparelho, um Doogee S96 Pro, caiu do bolso enquanto ele pilotava uma moto pela Avenida Francisco Monteiro, em Ribeirão Pires (SP), e acabou sendo atingido por diversos veículos.

Em entrevista ao Canaltech, Andrey — que trabalha com suporte técnico em uma provedora de internet local — explicou que o celular escapou de um bolso mais largo da blusa durante o trajeto.

“Eu coloquei no bolso da blusa, mas ele é muito aberto. Qualquer coisa que você coloca ali, se estiver na moto, acaba caindo”, contou.

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O curioso é que o mesmo aparelho já havia sobrevivido a quedas anteriores, incluindo um incidente semelhante em que caiu em uma rua íngreme e foi recuperado intacto. Desta vez, no entanto, o cenário foi bem diferente. Segundo o relato, o smartphone ficou cerca de 15 minutos no meio da via, exatamente na faixa onde passam as rodas dos carros.

“Ele estava com a tela virada para baixo, bem no meio da pista. Acho que passaram muitos carro por cima nesse tempo”, disse.

O dispositivo só foi recuperado graças a outro motociclista que encontrou o aparelho e conseguiu entrar em contato com Andrey. “Ele falou que não conseguia mexer porque a tela estava extremamente trincada”, relembra.

Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)
Doogee S96 Pro destruído
Doogee S96 Pro destruído (Andrey Felix/Canaltech)

Apesar da destruição externa, o caso chama atenção por um detalhe técnico: o celular continuou funcionando parcialmente. Mesmo com a tela inutilizada e possíveis danos em câmeras, Andrey conseguiu acessar os dados internos com ajuda de periféricos.

“Consegui desbloquear, usar com mouse e teclado, acessar tudo. Peguei fotos, arquivos, senhas… a placa-mãe continuou funcionando”, explicou.   

Sobreviveu a mais de uma queda grave

O Doogee S96 Pro estava com o usuário há cerca de três anos e já havia passado por desgaste natural, incluindo troca de bateria recente. Ainda assim, o episódio levanta um ponto interessante sobre os limites reais da proposta desses aparelhos “indestrutíveis”.

“Ele caiu muito ao longo dos anos, mas nunca tinha acontecido algo assim. Um celular comum não teria sobrevivido nem metade disso”, afirmou.

Mesmo com a experiência positiva em termos de durabilidade, Andrey afirma que não pretende continuar usando esse tipo de dispositivo como principal. A ideia agora é migrar para um modelo tradicional. “Eu vou voltar para um celular comum. Esses rugged são bons, são resistentes, mas é mais uma questão de preferência mesmo”, disse.

O aparelho danificado ainda deve ser consertado e reutilizado como secundário. Segundo ele, a tela já foi comprada, faltando apenas levar para manutenção.

Leia a matéria no Canaltech.

"iPhone XX" ainda vive e será completamente tela, indica leaker

26 de Março de 2026, 14:27

O famoso informante chinês Digital Chat Station disse em seu perfil na rede social Weibo que o “iPhone XX” ou “iPhone 20” terá sua face frontal totalmente coberta por tela. O novo rumor vai na contramão de vazamentos recentes que indicavam que a Apple teria recuado dessa ideia nos próximos modelos.

Segundo o leaker, a Apple ainda trabalha para esconder completamente os sensores do Face ID e a câmera de selfies sob o display, mas essa solução não estaria pronta para a linha principal. Em vez disso, a tecnologia ficaria restrita a um modelo especial, lançado para comemorar os 20 anos do iPhone.

Ou seja, a estratégia seria dividir a evolução em etapas. A linha “tradicional”, como os possíveis iPhone 18 Pro, deve continuar com uma versão reduzida da Dynamic Island, enquanto os sensores vão sendo gradualmente movidos para baixo da tela.

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Esse processo já aparece no cronograma citado pelo próprio Digital Chat Station: primeiro, parte dos sensores do Face ID ficaria escondida sob o display; depois, o recorte diminuiria ainda mais; só então chegaria o modelo completamente limpo, sem qualquer interrupção na tela.

O chamado “iPhone XX” seria justamente esse último estágio, um aparelho sem notch, sem furo e sem qualquer elemento visível na parte frontal.

Mesma receita do iPhone X

A movimentação também não seria inédita na estratégia da Apple. Em 2017, a empresa lançou simultaneamente o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus ao lado do iPhone X — este último como edição comemorativa de 10 anos, trazendo mudanças radicais como a remoção do botão Home e a introdução do Face ID.

Agora, a ideia seria repetir a fórmula com um modelo mais ousado convivendo com versões mais conservadoras.

iPhone X inaugurou a linha de design que a Apple segue até hoje (Imagem: divulgação/Apple)

Além disso, a Apple também estaria testando um design ainda mais agressivo, com vidro envolvendo praticamente todo o aparelho, incluindo as laterais. A proposta é criar um dispositivo com aparência de peça única, reforçando o conceito de “tela infinita”.

O problema é que a tecnologia necessária para isso ainda enfrenta limitações importantes. Sensores sob a tela precisam atravessar camadas de pixels para funcionar, o que pode comprometer qualidade de imagem, precisão do reconhecimento facial e até o brilho do display.

Por isso, mesmo que o projeto avance, a expectativa é que esse iPhone totalmente em tela seja uma versão mais cara e com produção limitada, quase como um “concept phone” comercial.

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Arma secreta da Samsung para derrotar "iPhone Fold" acabou de vazar; veja imagem

25 de Março de 2026, 15:30

A primeira imagem do que seria o Galaxy Z Fold 8 Wide acabou de ser divulgada em um vazamento do Android Headlines nesta quarta-feira (25). As imagens foram criadas por designers com base em arquivos CAD vazados da Samsung, ou seja, ainda não são fotos reais do aparelho. Ainda assim, dão uma ideia bem completa de como seria a "arma secreta" da coreana para derrotar o iPhone dobrável da Apple.

O formato mais largo (que dá origem ao nome “Wide”) não é por acaso. Segundo os rumores, a Samsung estaria desenvolvendo esse modelo especificamente para competir com o futuro dobrável da Apple, conhecido informalmente como iPhone Fold, que também deve apostar em um design mais amplo, semelhante ao de modelos como o Pixel Fold.

Na prática, isso significa uma mudança importante na estratégia da linha Fold. Em vez do formato mais estreito e alto adotado até hoje, o novo modelo deve oferecer uma experiência mais próxima de um tablet compacto ao abrir o aparelho.

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O vazamento indica que o Galaxy Z Fold 8 Wide terá uma tela externa de 5,4 polegadas e uma tela interna de 7,6 polegadas. Apesar de parecer menor no papel, isso acontece porque a medição é feita na diagonal, e o formato mais largo muda completamente a proporção do display.

Novo dobrável da Samsung teria aparência de tablet quando aberto (Imagem: Android Headlines/Reprodução)

Outro ponto curioso é o design traseiro. O aparelho deve adotar um módulo com apenas duas câmeras e um visual que lembra uma versão “achatada” da linha Galaxy S.

Em termos de hardware, não há grandes surpresas. O modelo Wide deve compartilhar praticamente as mesmas especificações do Galaxy Z Fold 8 tradicional, incluindo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, bateria de aproximadamente 5.000 mAh e carregamento de 45 W.

Preço e disponibilidade

A expectativa é que o novo dobrável seja anunciado ainda no segundo semestre de 2026, possivelmente no mesmo evento Unpacked em que a Samsung deve revelar também o Fold 8 e o Flip 8.

O preço deve ficar na faixa dos US$ 2.000 (aproximadamente R$ 10,4 mil), alinhado tanto com o modelo atual quanto com o possível concorrente da Apple.

Leia a matéria no Canaltech.

Robô é flagrado "cometendo vandalismo" nos EUA; veja vídeo

25 de Março de 2026, 15:03

Imagens de câmeras de segurança divulgadas nesta quarta-feira (25) mostraram um robô entregador de comida destruindo um ponto de ônibus na cidade de Chicago, nos EUA. Segundo a rede de TV ABC7 Chicago, o “caso de vandalismo” não foi isolado, e pelo menos mais um incidente com o mesmo tipo de robô aconteceu dias depois.

Em ambos os casos, os robôs operavam fazendo entregas para aplicativos semelhantes ao iFood nos Estados Unidos e eram ligados à empresa Serve Robotics.

No vídeo mais recente, registrado no último domingo (23), o robô aparece andando normalmente pela calçada até, de forma inesperada, colidir diretamente contra o vidro de um ponto de ônibus. O impacto foi suficiente para estilhaçar completamente a estrutura, enquanto o robô simplesmente permanece parado após a batida.

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O caso aconteceu na região de West Town, em um ponto da CTA (sistema de transporte público da cidade). E não foi um episódio isolado: outro robô, dessa vez da Coco Robotics, também colidiu com um ponto de ônibus em outro bairro poucos dias depois.

Apesar da cena parecer quase cômica — um “robô desgovernado” atacando mobiliário urbano —, as empresas tratam o assunto com cautela. Em nota, a Serve Robotics afirmou que está investigando o ocorrido e que não houve feridos.

“Estamos cientes do incidente envolvendo um de nossos robôs em Chicago. Nossa equipe respondeu rapidamente para limpar a área e estamos investigando o que aconteceu para implementar melhorias”, disse a empresa.

As companhias também confirmaram que vão arcar com os prejuízos. Segundo autoridades locais, a Serve Robotics está trabalhando com a empresa responsável pela manutenção dos pontos de ônibus da cidade para cobrir os custos de reparo.

O detalhe curioso é que esses robôs são movidos por inteligência artificial e foram projetados justamente para evitar obstáculos em ambientes urbanos.

Leia a matéria no Canaltech.

Starlink quer lançar 1 milhão de satélites, mas Amazon quer barrar Musk

12 de Março de 2026, 16:02

A Amazon pediu ao regulador de telecomunicações dos Estados Unidos que rejeite um pedido feito pela SpaceX para ampliar drasticamente a rede da Starlink. A empresa de Jeff Bezos afirma que o plano da companhia liderada por Elon Musk, que prevê a criação de uma infraestrutura com até 1 milhão de satélites em órbita baixa, levanta dúvidas técnicas e regulatórias que ainda precisariam ser analisadas com mais profundidade.

O pedido foi apresentado à Federal Communications Commission (FCC), órgão responsável por autorizar operações de telecomunicações no país — função semelhante à da Anatel no Brasil.

Segundo a Amazon, que tem sua própria operadora de internet via satélite em baixa órbita (Amazon Leo), a proposta da SpaceX envolve mudanças significativas no uso de satélites e poderia gerar impactos no gerenciamento do espectro de rádio e na segurança orbital.

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A solicitação da SpaceX faz parte de um plano mais amplo para expandir as capacidades da Starlink. Além de fornecer internet para usuários no solo, os novos satélites seriam capazes de atuar como pequenos data centers no espaço, realizando processamento de dados diretamente em órbita. A ideia é reduzir a dependência de infraestrutura terrestre e diminuir a latência de alguns serviços.

Starlink já lidera mercado de internet via satélite no Brasil (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Proposta da SpaceX é obscura, diz Amazon

Na avaliação da Amazon, porém, a proposta não esclarece completamente como funcionaria esse modelo de “data centers espaciais” nem quais seriam seus efeitos sobre outras redes de satélites.

A companhia argumenta que um projeto dessa escala — com potencial para chegar a um milhão de unidades em órbita — exigiria uma análise regulatória mais rigorosa antes de qualquer aprovação.

O documento que a Amazon Leo enviou à FCC é fortemente crítico:

O pedido da SpaceX apresenta apenas um esboço mínimo de como a SpaceX pretende cumprir essas ambições grandiosas. O documento carece de detalhes básicos, como o design dos satélites (ainda em desenvolvimento), três altitudes orbitais possíveis (entre 500 km e 2.000 km), características de radiofrequência (RF) — consideradas complexas demais para serem descritas integralmente e por isso apresentadas apenas para três satélites representativos — ou ainda qualquer plano crível para gerenciar conjunções orbitais ou interferências em uma escala de um milhão de satélites, oferecendo apenas afirmações genéricas em vez de avaliações ou demonstrações específicas.

Em resumo, o pedido parece descrever uma ambição grandiosa em vez de um plano concreto e um marcador especulativo em vez de uma aplicação completa segundo as regras da FCC. Ainda assim, ele pode gerar consequências reais. A proposta já despertou preocupação entre astrônomos e grupos ambientais e pode agravar a reação internacional de reguladores que já demonstram receio sobre a monopolização de recursos orbitais.

A disputa ocorre em meio à crescente rivalidade entre as empresas na corrida pela internet via satélite. Enquanto a Starlink já conta com milhares de satélites em operação e milhões de usuários ao redor do mundo, a Amazon desenvolve sua própria constelação por meio do Amazon Leo, que pretende lançar mais de 3 mil satélites nos próximos anos.

Leia a matéria no Canaltech.

Drones ucranianos x iranianos: entenda a lógica da “guerra custo-benefício”

6 de Março de 2026, 16:24

O piloto de guerra mais temido em 2026 não comanda um avançado caça americano, mas sim um enxame de drones iranianos. Ele usa óculos de realidade virtual e segura um controle parecido com o de videogame em vez de um manche.

Na tela, o piloto consegue controlar não apenas uma aeronave, mas centenas ao mesmo tempo, com ajuda de inteligência artificial capaz de reconhecer alvos de forma autônoma e realizar manobras para confundir baterias antiaéreas.

Para serem efetivos, os drones iranianos Shahed não precisam destruir salas cheias de líderes adversários, como fazem os mísseis de alta precisão de Israel. Essas aeronaves são produzidas em grande escala, com custo estimado na faixa de R$ 100 mil por unidade, mas obrigam o inimigo a usar sistemas interceptadores que custam milhões de dólares por disparo.

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A lógica é a da chamada “guerra do custo-benefício”. É como se o Irã estivesse correndo com um BYD Dolphin Mini enquanto seus adversários usam um Porsche Taycan — e, ainda assim, ambos cruzassem a linha de chegada ao mesmo tempo.

Drones iranianos em transporte (Imagem: Reprodução/EurasianTimes)

O analista de segurança e defesa Alessandro Visacro resume a mudança estratégica:

“Essa relação entre custo e efeito passou a favorecer fortemente o emprego de drones. O objetivo não é apenas atingir um alvo específico, mas saturar os sistemas de defesa do adversário.” Nesse tipo de estratégia, explica ao Canaltech, o volume de aeronaves se torna tão importante quanto sua precisão. “O que se busca é lançar uma grande quantidade de drones para sobrecarregar o sistema de defesa inimigo.”

A eficácia do ataque em massa iraniano depende de autonomia decisória que a inteligência artificial garante a essas aeronaves. Eduardo Freire, CEO da FWK e estrategista de inovação, explicou ao Canaltech que os novos drones operam em rede, assumindo um comportamento de "modelo de abelha".

"No lugar de eu ter 1.000 pilotos, eu tenho, na verdade, um estrategista definindo um primeiro modelo e ele sumando decisão entre eles", detalha Freire. "Se o GPS for cortado, a tecnologia embarcada permite que eles calculem rotas alternativas e continuem a missão".

O avanço desses sistemas também depende de um ingrediente invisível: dados. Modelos de inteligência artificial usados em drones militares precisam ser treinados com enormes volumes de informação para reconhecer padrões, identificar objetos e priorizar alvos em ambientes complexos. Para Freire, esse processo levanta uma discussão ética crescente sobre a origem dessas informações.

Ainda não existe transparência suficiente sobre como esses sistemas são utilizados depois de treinados. Na prática, isso significa que tecnologias criadas para aplicações civis podem acabar alimentando projetos estratégicos de governos e forças armadas.

“De forma indireta, é plausível que parte do conhecimento gerado a partir de IAs que usamos no dia a dia também seja aproveitado em aplicações militares. Há muitos indícios de que grandes empresas de tecnologia participam, em algum grau, desse ecossistema”, diz.

O ataque que mudou a guerra

Mas não foram os iranianos os primeiros a explorar essa lógica. Em 1º de junho de 2025, a Ucrânia realizou um dos ataques mais simbólicos da nova guerra de drones. Na operação, 117 drones improvisados foram lançados contra aviões militares russos estacionados em hangares.

Essas aeronaves não eram equipamentos militares sofisticados. Muitas haviam sido montadas com peças de drones comerciais, incluindo componentes da fabricante chinesa DJI e de outros modelos disponíveis no mercado civil.

Cada drone custava cerca de R$ 3 mil. Mesmo assim, a operação provocou um prejuízo estimado em R$ 37 bilhões à Rússia, ao atingir ou danificar aeronaves de combate.

O episódio demonstrou que sistemas baratos poderiam gerar impactos estratégicos enormes.

Desde então, drones passaram a ser usados não apenas para vigilância ou reconhecimento, mas também como armas “kamikaze”, projetadas para explodir junto com o alvo ou obrigar a ativação de sistemas de defesa caros.

A barreira invisível da guerra eletrônica

Apesar do sucesso inicial da Ucrânia, o uso de drones comerciais adaptados encontrou um obstáculo difícil de superar: a guerra eletrônica.

O pesquisador Carlos Wroblewsk usa drones como ferramenta de trabalho no Laboratório de Geotecnologias Aplicadas à Agricultura e ao Meio Ambiente Digital (LAGEAMB) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele explica que drones civis são extremamente vulneráveis.

“É relativamente simples neutralizar drones comerciais porque seus sinais de rádio são abertos e não possuem sistemas avançados de criptografia.”

Nos campos de batalha modernos, explica ele, não se utilizam apenas mísseis para derrubar aeronaves. Sistemas de interferência eletrônica (jamming) também são empregados para embaralhar sinais e derrubar drones.

“Um pulso eletromagnético suficientemente forte pode inutilizar grande parte dessas aeronaves.” Segundo o pesquisador, até interferências naturais podem afetar drones civis. “Mesmo em ambientes civis, um drone comercial pode sofrer interferência ao se aproximar de linhas de transmissão ou de formações rochosas ricas em ferro.”

É justamente nesse ponto que entram os drones militares desenvolvidos pelo Irã.

Drone com motor de ultraleve

Para atravessar até 1.000 km até seus alvos, os drones militares não podem depender apenas de baterias. Segundo Wroblewski, os principais modelos utilizados no conflito, tanto iranianos quanto norte-americanos, utilizam motores a combustão semelhantes aos usados em aeronaves leves.

“Esses drones utilizam motores a pistão, como os conhecidos Rotax, no caso do EUA, e os MD-550, no caso do Irã, que são também empregados em aeronaves ultraleves.”

Esse tipo de propulsão permite voos mais longos e maior capacidade de carga. Além disso, o design das aeronaves também contribui para a autonomia. O formato triangular, conhecido como asa delta, funciona como uma grande asa-voadora.

“A estrutura da aeronave é utilizada para armazenar combustível. É praticamente uma asa embebida em combustível”, explica o pesquisador. Na fase final do ataque, a estratégia é maximizar a velocidade. “Esses drones buscam ganhar muita energia cinética na aproximação final, transformando o impacto em um fator destrutivo adicional.”

Drones iranianos usam motores de aviação civil para alcançar longas distâncias (Imagem: gerada por IA/Gemini)

Quando os EUA copiaram a estratégia do Irã

A eficiência desse modelo de guerra chamou a atenção até mesmo dos adversários do Irã.

Os Estados Unidos passaram a desenvolver drones de baixo custo inspirados diretamente nos modelos iranianos. Um exemplo é o LUCAS (Low-Cost Unmanned Combat Attack System).

Segundo Wrobleski, parte do projeto foi baseada em engenharia reversa de drones como o Shahed. Esses equipamentos foram desenvolvidos a partir da análise de drones iranianos, reproduzindo parte da lógica de baixo custo e produção em escala.

Nos testes operacionais, os EUA chegaram a usar esses drones de forma diferente da estratégia iraniana.

“Em alguns casos, os drones foram empregados como iscas para forçar os sistemas de defesa a se revelar.” A ideia era saturar o espaço aéreo com aeronaves baratas para identificar posições de baterias antiaéreas. “Ao reagirem ao ataque, os sistemas de defesa expõem sua posição e podem ser neutralizados por outros meios.”

 LUCAS, Low-Cost Unmanned Combat Attack System (Divulgação/US DOD)

O avanço silencioso da China

Enquanto as atenções globais se concentram no Oriente Médio e na guerra na Ucrânia, outro país acompanha de perto essa transformação militar: a China.

Os chineses já dominam o mercado global de drones comerciais e possuem um programa militar avançado nessa área.

Wrobleski afirma que o país pode estar à frente em alguns aspectos dessa corrida tecnológica. O pesquisador destaca que os chineses também investem em drones militares com características de aeronaves furtivas.

“Existem projetos de aeronaves não tripuladas com características semelhantes às de caças de quinta geração, incluindo capacidade furtiva e alto grau de autonomia.”

A combinação de inteligência artificial, produção em massa e custos relativamente baixos indica que a guerra aérea pode estar entrando em uma nova era.

Aqui estão os três parágrafos adicionais sobre o estado da indústria de drones militares no Brasil, incorporando as informações da entrevista e dos documentos recentes:

O Brasil na corrida tecnológica dos drones militares

Apesar de a guerra dos drones parecer distante, o Brasil já possui uma forte capacidade produtiva e não está ficando para trás nessa nova corrida militar.

O pesquisador Carlos Wrobleski destaca o polo de São José dos Campos (SP), que abriga empresas de ponta como a XMobots e a Stella Tecnologia.

A Stella Tecnologia, por exemplo, testou o Albatroz Vortex, uma aeronave tática remotamente pilotada que realizou seu primeiro voo em 17 de dezembro de 2025, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. 

Para impulsionar a capacidade bélica do país, a Força Aérea Brasileira (FAB) assinou um protocolo de intenções com a Stella Tecnologia visando o desenvolvimento de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP) e drones multipropósitos.

O acordo tem como foco criar equipamentos não apenas para missões de inteligência e vigilância, mas também drones "kamikazes" para ataques suicidas e lançamento de cargas explosivas.

Fora isso, a Embraer encontrou uma nova vocação para o Super Tucano, seu tradicional caça turboélice. Wrobleski explica que a fabricante, notando "que o campo de batalha tá mudando", adaptou a aeronave, que "voa numa velocidade menor e que tá se destacando justamente por isso".

Devido a essa característica de voo, que facilita o emparelhamento com veículos não tripulados mais lentos, a Embraer "agora instala um kit dentro dela voltado para a missão exclusivade caça a drones". O potencial dessa adaptação já repercute internacionalmente

"A Embraer tem negociações com a Ucrânia para vender uma parte desse tipo de aeronave via OTAN", relata o pesquisador, com o objetivo de ajudar o país europeu a "conseguir abater drone inimigo em seu território".

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