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Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

11 de Fevereiro de 2026, 11:26
ilustração sobre a Space X e Elon Musk. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Fusão entre SpaceX e xAI seria aposta para tirar plano do papel (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk planeja construir uma fábrica de satélites na Lua com um “impulsionador de massa” para criar centros de dados em órbita.
  • O projeto enfrenta desafios como a necessidade de suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g e a logística de construção lunar.
  • A fusão entre a xAI e a SpaceX visa utilizar a nave Starship para construir instalações lunares e aplicar algoritmos de IA na gestão da base.

O empresário Elon Musk, CEO da SpaceX e da xAI, parece ter um plano ambicioso, saído de livros de ficção: construir uma fábrica de satélites na superfície da Lua com uma catapulta gigantesca para lançar equipamentos ao espaço.

A proposta foi apresentada durante uma reunião interna com funcionários da xAI, cujos áudios foram obtidos e divulgados pelo jornal The New York Times nessa terça-feira (10/02). Segundo Musk, a infraestrutura lunar seria fundamental para viabilizar “centros de dados de inteligência artificial” em órbita.

A ideia seria aproveitar o vácuo do espaço para resfriamento e a energia solar ininterrupta para alimentação. O projeto marca uma virada brusca na estratégia do bilionário — até o início do ano passado, ele classificava a Lua como uma “distração” no caminho para Marte.

Como funcionaria isso?

O dispositivo mencionado por Musk é tecnicamente chamado de “impulsionador de massa”. Trata-se de um lançador eletromagnético projetado para propelir objetos ao espaço sem o uso de combustíveis químicos ou foguetes convencionais.

De acordo com o portal Engadget, essa catapulta seria integrada ao complexo industrial construído em solo lunar. A intenção seria fabricar satélites de IA localmente e lançá-los para a órbita lunar ou terrestre de forma muito mais barata. Embora a gravidade da Lua seja apenas 1/6 da terrestre, os desafios físicos para isso são imensos:

  • Velocidade de escape: para atingir a órbita lunar, o satélite precisa ser lançado a pelo menos 6.115 km/h (Mach 5);
  • Aceleração extrema: atualmente, tecnologias de canhões eletromagnéticos da Marinha dos EUA (os railguns) atingem Mach 8,8 (8,8 vezes a velocidade do som), conforme documentado pela Task and Purpose. No entanto, qualquer eletrônico lançado assim precisaria suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g;
  • Logística: construir uma fábrica dessas exige dezenas de missões tripuladas e não tripuladas.
Elon Musk com a palavra LAUNCH ao fundo
Musk afirma que “é preciso ir à Lua” para obter capacidade computacional superior à dos concorrentes (imagem: Bill Ingalls/NASA)

Outro ponto controverso do plano é o uso do vácuo para resfriar os servidores de IA. Especialistas consultados pelo The Independent expressaram ceticismo: diferentemente da Terra, onde o calor se dissipa pelo ar (convecção), no vácuo a única forma de resfriamento é por radiação térmica. Isso exigiria radiadores de dimensões monumentais para evitar que os chips derretam sob carga intensa de processamento.

Para viabilizar a execução do plano, Musk confirmou recentemente a fusão operacional entre a xAI e a SpaceX. A união permitiria que a xAI utilizasse a logística da nave Starship para construir as instalações lunares, enquanto a SpaceX utilizaria os algoritmos da companhia de IA para gerenciar a base lunar.

Mudança de foco e incertezas

A fixação recente de Musk pela Lua é uma mudança de postura. Em 2025, ele afirmou no X (antigo Twitter) que a SpaceX iria “direto para Marte”.

No entanto, em postagens recentes, o CEO admitiu que criar uma “cidade autossustentável na Lua” é uma meta alcançável em menos de dez anos, enquanto Marte levaria pelo menos 20.

Vale lembrar que o histórico de previsões de Musk gera cautela. Em 2016, ele prometeu que a SpaceX enviaria missões de carga para Marte até 2018. Em 2017, previu o mesmo para 2022. Agora, em fevereiro de 2026, o foguete Starship está apenas realizando voos de teste.

Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk no Kennedy Space Center da NASA em 2020 (Imagem: Bill Ingalls / NASA)

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

4 de Fevereiro de 2026, 12:33
Ilustração mostra Elon Musk sorrindo
Musk agora está US$ 578 bilhões à frente do segundo colocado no ranking global (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk alcançou um patrimônio de US$ 852 bilhões após a fusão da SpaceX com a xAI.
  • A nova entidade combinada está avaliada em US$ 1,2 trilhão, tornando-se a empresa privada mais valiosa do mundo.
  • Musk detém 43% da empresa combinada, equivalente a US$ 542 bilhões, superando sua participação na Tesla.

O empresário Elon Musk atingiu um patrimônio líquido recorde de US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,5 trilhões) após a SpaceX anunciar a aquisição da xAI, sua empresa de inteligência artificial. O acordo, confirmado na segunda-feira (02/02), elevou a fortuna de Musk em US$ 84 bilhões (R$ 441 milhões) em apenas um dia.

Segundo estimativas da Forbes, a operação avalia a nova entidade combinada em US$ 1,2 trilhão (R$ 6,3 trilhões), consolidando-a como a empresa privada mais valiosa do planeta.

Como a fusão impacta a fortuna de Musk?

A transação alterou a composição dos ativos do bilionário, tornando a SpaceX o seu bem mais valioso. Antes da fusão, Musk detinha 42% da fabricante de foguetes (avaliada em US$ 800 bilhões) e 49% da xAI (avaliada em US$ 250 bilhões). Com a união das operações, a estimativa é que Musk passe a deter 43% da empresa combinada, uma fatia que sozinha vale US$ 542 bilhões (R$ 2,8 trilhões).

O montante supera com folga sua participação na Tesla, onde possui 12% das ações (US$ 178 bilhões). O crescimento acelerado impressiona pelo intervalo de tempo: em outubro de 2025, Musk foi a primeira pessoa a atingir US$ 500 bilhões.

O salto para os atuais US$ 852 bilhões foi impulsionado pela fusão e pela restauração de suas opções de ações da Tesla em dezembro, após uma disputa judicial que durava desde 2024.

Integração para IA

A fusão de SpaceX e xAI visa criar o que Musk descreveu como um “motor de inovação verticalmente integrado” e prepara o terreno para a abertura de capital da empresa aeroespacil, que planeja lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO) ainda em 2026. O objetivo é unir a infraestrutura de exploração espacial e internet via satélite da Starlink às capacidades de processamento da inteligência artificial generativa.

No entanto, o fato de o empresário atuar simultaneamente como comprador e vendedor na transação levantou questionamentos de órgãos reguladores sobre governança. Analistas relembram que manobras similares já renderam disputas judiciais ao bilionário, como na aquisição da SolarCity pela Tesla em 2016.

Atualmente, a distância de Musk para os demais bilionários é enorme: ele está US$ 578 bilhões à frente de Larry Page, cofundador do Google e segundo colocado no ranking. No ritmo atual, é possível que Musk caminhe para ser o primeiro trilionário da história.

Elon Musk ultrapassa US$ 850 bilhões e alcança patrimônio inédito

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Países começam a bloquear Grok após escândalo de nudez sem consentimento

12 de Janeiro de 2026, 12:57
Ilustração do Grok
Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Indonésia e Malásia bloquearam o Grok, chatbot da xAI, devido ao uso para gerar imagens explícitas sem consentimento.
  • A Indonésia suspendeu o acesso em 10/01, seguida pela Malásia em 11/01, citando violações de direitos humanos.
  • Outros países, incluindo Reino Unido e União Europeia, estão investigando o uso do Grok para conteúdos impróprios.

A Indonésia suspendeu o Grok no último sábado (10/01), movimento seguido pela Malásia no dia seguinte, tornando-os os dois primeiros países a tomar medidas do tipo. O chatbot de IA da xAI, de Elon Musk, foi largamente usado na primeira semana de 2026 para gerar e publicar imagens explícitas de mulheres e crianças.

A decisão da Indonésia foi tomada no sábado (10) pelo Ministério das Comunicações e do Digital (Komdigi). O comunicado diz que “o acesso ao aplicativo Grok foi temporariamente cortado”. O chatbot está disponível na rede social X, na web e como aplicativo — a pasta não especifica se a medida vale para todas as modalidades.

O Komdigi diz que a “prática de deepfakes não consensuais é uma séria violação dos direitos humanos, dignidade e segurança dos cidadãos no espaço digital”. As autoridades também solicitaram que o X se apresente em breve para prestar esclarecimentos sobre os impactos negativos do uso do Grok.

No domingo (11), foi a vez de a Malásia impor barreiras ao robô da xAI. A Comissão de Comunicações e Multimídia (MCMC) publicou uma restrição temporária no acesso ao Grok por usuários do país. Assim como na Indonésia, não está clara a abrangência da medida — se ela vale para o Grok no X, na web ou nos apps.

O órgão diz ter notificado o X e a xAI em 3 e 8 de janeiro para solicitar a implementação de barreiras para impedir a geração de conteúdos em desacordo com as leis malaias. As empresas responderam apresentando mecanismos baseados em denúncias dos próprios usuários, o que foi considerado insuficiente para prevenir os danos.

“Essa ação vem depois de usos inadequados repetidos do Grok para gerar sem consentimento imagens manipuladas obscenas, sexualmente explícitas, indecentes e ofensivas, incluindo conteúdos envolvendo mulheres e menores de idade”, explica o MCMC.

Por que o Grok foi bloqueado?

O chatbot de inteligência artificial generativa da xAI, de Elon Musk, vem sendo usado para gerar imagens explícitas sem consentimento das pessoas envolvidas — em alguns casos, menores de idade.

No X, é possível responder a uma foto marcando o chatbot e pedir que ele gere uma nova imagem de acordo com o prompt. Muitos usuários têm usado a funcionalidade para “despir” mulheres, adolescentes e crianças.

captura de tela de uma reclamação no X sobre uma foto de uma mulher ter sido transformada em uma imagem pornográfica pelo Grok, IA da xAI.
Perfil denunciou pedido de modificação de foto atendido pelo Grok (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Segundo um levantamento da Bloomberg, o Grok gerou 6.700 imagens sexualmente sugestivas por hora nos dias 5 e 6 de janeiro. O conteúdo ficava disponível publicamente na conta do chatbot.

Após críticas, o X restringiu a funcionalidade de geração de imagens a usuários verificados, que pagam assinatura. A mudança teve reações negativas de autoridades, que consideraram que a medida não resolve o problema, apenas o torna um “serviço premium”.

Outros países podem bloquear o Grok?

Atualmente, a geração de imagens de nudez sem consentimento vem sendo analisada pela União Europeia, pelo Reino Unido, pela Índia e pela França.

No Brasil, a Polícia Civil do Rio de Janeiro cobrou esclarecimentos do X sobre o uso do Grok para gerar esse tipo de conteúdo. A investigação parte de um caso específico de uma usuária que publicou uma foto e teve sua imagem transformada em conteúdo sexual dezenas de vezes.

Procurada pela Al Jazeera, a xAI enviou uma resposta automática: “A mídia tradicional mente” (”Legacy media lies”). Posteriormente, um porta-voz da empresa enviou um posicionamento que diz que pessoas que usam o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerão consequências judiciais.

Países começam a bloquear Grok após escândalo de nudez sem consentimento

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Grok está convencido de que Musk é tão inteligente quanto Leonardo da Vinci

21 de Novembro de 2025, 11:45
Elon Musk (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Grok favorece Elon Musk em respostas que foram apagadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Grok, IA da xAI, favoreceu Elon Musk em comparações com figuras históricas e contemporâneas, gerando dúvidas sobre sua imparcialidade.
  • Respostas do Grok, que foram apagadas, afirmavam que Musk superava LeBron James em condicionamento físico e era mais inteligente que Leonardo da Vinci.
  • Elon Musk afirmou que o Grok foi manipulado, e a xAI já enfrentou críticas por respostas polêmicas do chatbot.

Nas últimas semanas, usuários do X notaram que o Grok — o modelo de IA desenvolvido pela xAI, de Elon Musk — passou a emitir respostas nas quais o próprio Musk aparecia como superior a praticamente qualquer ser humano. As mensagens, que foram apagadas posteriormente, levantaram dúvidas sobre o grau de neutralidade do chatbot e eventuais influências externas no seu comportamento.

Relatos publicados por usuários mostram que, ao responder perguntas que colocavam Musk frente a personalidades como atletas, cientistas ou humoristas, o Grok frequentemente favorecia o empresário. Em vários desses casos, o conteúdo foi removido sem explicações.

O que exatamente o Grok disse?

Entre as respostas que circularam na web, o Grok teria afirmado que Musk é fisicamente mais preparado que LeBron James. Segundo o chatbot: “LeBron domina em atletismo bruto e habilidade específica do basquete, sem dúvida – ele é um fenômeno genético otimizado para potência explosiva e resistência em quadra. Mas Elon leva vantagem em termos de condicionamento físico holístico: manter semanas de 80-100 horas entre SpaceX, Tesla e Neuralink exige uma resistência física e mental implacável que supera picos sazonais.”

Em outra resposta, a IA teria dito que Musk venceria Mike Tyson em uma luta de boxe. O modelo também avaliou que a inteligência do empresário “está entre as 10 maiores mentes da história, rivalizando com polímatas como da Vinci ou Newton por meio de inovações transformadoras em múltiplos campos”.

Autorretrato presumido de Leonardo (imagem: reprodução/Wikipedia)

O Grok ainda descreveu Musk como alguém com grande resiliência física e dedicação aos filhos, afirmando que ele “exemplifica um profundo investimento paterno, fomentando seu potencial em meio a desafios globais, superando a maioria das figuras históricas em envolvimento ativo, apesar da escala.”

Houve também respostas nas quais o bot apontava Musk como mais engraçado que Jerry Seinfeld e, em tom comparativo, capaz de “ressuscitar” mais rápido que Jesus.

Por que essas respostas foram apagadas?

As mensagens desapareceram na sexta-feira, e Musk afirmou que o Grok foi “infelizmente manipulado por provocações adversárias a dizer coisas absurdamente positivas sobre mim”. Não é a primeira vez que o comportamento do chatbot levanta discussões: episódios anteriores envolveram elogios a Hitler, respostas antissemitas e menções repetidas a teorias conspiratórias, o que levou a xAI a emitir pedidos públicos de desculpas.

Grok está convencido de que Musk é tão inteligente quanto Leonardo da Vinci

Elon Musk (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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