Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

11 de Dezembro de 2025, 15:52
Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

9 de Dezembro de 2025, 16:38
Imagem mostra um homem de camisa branca e barba branca, sorrindo para a câmera
Gabe Newell, CEO da Valve, também é dono da startup Starfish Neuroscience (imagem: reprodução/Future)
Resumo
  • Starfish Neuroscience, startup de Gabe Newell, planeja lançar um chip cerebral que registra e estimula o cérebro.
  • O dispositivo deve operar sem bateria e utilizar energia sem fio, rivalizando com o N1, da Neuralink, startup de Elon Musk.
  • A tecnologia pode ser aplicada em jogos, algo já discutido pela Valve durante uma palestra pública em 2019.

Gabe Newell não é apenas dono da Valve, companhia responsável pela plataforma de jogos Steam e pela franquia Half-Life. Ele também tem uma startup de chips cerebrais: a Starfish Neuroscience. Agora, a empresa começou a detalhar seu primeiro projeto: um chip cerebral que pode ser entregue ainda este mês.

A iniciativa marca o retorno do executivo à pesquisa de interfaces cérebro-computador, tema que a própria Valve chegou a explorar em experimentos internos e apresentações técnicas anteriores.

Embora não se trate de um implante completo, a startup promete um componente capaz de registrar sinais neuronais e estimular regiões específicas do cérebro, tecnologia que poderia futuramente ser aplicada para entretenimento, tratamento de doenças e estudos neurológicos.

Como funciona o chip criado pela empresa de Gabe Newell?

Segundo o The Verge, o dispositivo apresentado pela Starfish é um chip de “eletrofisiologia”, descrito como uma peça que lê a atividade elétrica do cérebro e pode enviar estímulos.

De acordo com a equipe, o protótipo ainda depende de outros módulos para operar dentro do corpo humano, como sistemas de alimentação sem fio e estruturas que permitam a implantação.

“Prevemos que nossos primeiros chips cheguem no final de 2025 e estamos interessados em encontrar colaboradores para os quais esse chip abriria novos e empolgantes caminhos”, escreveu o neuroengenheiro Nate Cermak no blog oficial da Starfish.

A startup quer reduzir o tamanho e a complexidade dos dispositivos já existentes. A meta é oferecer um componente sem bateria, que consome apenas 1,1 mW e funciona por transmissão de energia sem fio, permitindo que múltiplas regiões do cérebro sejam acessadas ao mesmo tempo. O chip teria dimensões de 2 x 4 mm, suportando 32 eletrodos com 16 canais de leitura simultânea.

Ilustração do chip da Neuralink em um fundo branco, ao lado de uma moeda
Chip da Neuralink é do tamanho de uma moeda (imagem: reprodução/Neuralink)

Para efeito de comparação, o N1, da Neuralink, possui 1.024 eletrodos e depende de uma bateria recarregável. A empresa de Elon Musk já implantou o dispositivo em humanos, embora o primeiro voluntário tenha relatado que alguns dos fios inseridos no cérebro se soltaram — um problema que não impediu o funcionamento geral do sistema.

Segundo a Starfish, o acesso a diferentes regiões do cérebro ao mesmo tempo pode ser essencial para tratar outras condições, como o Parkinson, já que muitos distúrbios envolvem falhas de comunicação entre circuitos neuronais.

A empresa também cita o desenvolvimento de um equipamento de ”hipertermia de precisão” para destruir tumores e um sistema de estimulação magnética transcraniana guiado por robôs para tratar transtornos como depressão e bipolaridade.

E os jogos?

Em 2019, durante uma palestra na Gamers Developer Conference, a Valve apresentou publicamente ideias para integrar sinais cerebrais a computadores voltados a jogos (embora a animação icônica da Valve já seja uma referência antiga para a expansão da mente).

Na ocasião, a empresa detalhou que o objetivo seria usar leituras cerebrais não invasivas, frequentemente acopladas a headsets de realidade virtual, para coletar dados fisiológicos e psicológicos dos jogadores.

Essas informações permitiriam que o jogo se tornasse inteligente e adaptativo, ajustando a dificuldade em tempo real se o sistema detectasse que o jogador estava entediado ou frustrado.

Vale lembrar que, no mês passado, a Valve anunciou uma versão da Steam Machine junto com o novo Steam Controller e o Steam Frame, headset de realidade virtual. Todos esses dispositivos estão previstos para o começo de 2026.

Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

💾

Starfish Neuroscience quer lançar um chip capaz de registrar e estimular o cérebro. Startup de Gabe Newell, CEO da Valve, pode entregar dispositivo ainda este mês.

Gabe Newell é CEO da Valve (imagem: reprodução/Future)

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

17 de Novembro de 2025, 10:15
Imagem mostra Jeff Bezos, de terno cinza e camisa preta, em um fundo de cor preta
Bezos deve dividir comando da empresa com ex-Google (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)
Resumo
  • Jeff Bezos deve assumir cargo operacional como co-CEO da nova startup Projeto Prometheus, segundo o New York Times.

  • Empresa prevê aplicações de IA em engenharia, manufatura e tarefas físicas e científicas.

  • De acordo com o jornal, Vik Bajaj, ex-Google X e Verily, dividirá o comando com Bezos na iniciativa.

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, deve assumir seu primeiro cargo operacional formal desde que deixou o comando da gigante do varejo em 2021. A informação é do jornal The New York Times, que afirma que o bilionário será co-CEO de uma nova startup de inteligência artificial chamada Projeto Prometheus.

De acordo com o jornal, a empresa já teria levantado US$ 6,2 bilhões em investimentos, quase R$ 33 bilhões em conversão direta. Esse montante teria vindo, em parte, do próprio Bezos. O foco da nova empresa seria o desenvolvimento de uma IA aplicada à engenharia e manufatura nos setores de computação, automotivo e aeroespacial.

O que é o Projeto Prometheus?

Enquanto muitos avanços recentes em IA são dominados por grandes modelos de linguagem (LLMs), o Projeto Prometheus estaria focado em um campo diferente: explorar a aplicação da tecnologia a tarefas físicas e científicas.

O plano seria construir modelos de IA que aprendem de maneiras mais complexas. Em vez de analisar apenas texto, esses sistemas poderiam aprender com o mundo físico. Apesar do perfil discreto mantido até agora, a startup já teria contratado quase 100 funcionários. Entre eles, estariam pesquisadores e engenheiros recrutados de laboratórios de ponta no setor de IA, como OpenAI, Google DeepMind e Meta.

Ao lado de Bezos, o co-fundador e co-CEO seria Vik Bajaj, um físico e químico com experiência em pesquisa e desenvolvimento. Bajaj trabalhou anteriormente no Google X, a divisão de pesquisa da Alphabet conhecida como “fábrica de projetos ambiciosos”, e dirigiu a Verily, empresa de tecnologia de saúde derivada dessa divisão.

Em 2018, Bajaj cofundou e dirigiu a Foresite Labs, uma incubadora para startups de IA e ciência de dados, cargo que teria deixado recentemente para focar no Projeto Prometheus.

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Nova empresa entra na disputa da IA para competir em setores estratégicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado competitivo

A nova empresa de Bezos entra em um cenário de IA já intensamente disputado. A corrida pela supremacia tecnológica inclui os gigantes Google, Meta e Microsoft, além das já estabelecidas OpenAI e Anthropic.

O foco em IA para ciências físicas também não é exclusivo do Project Prometheus. Grandes laboratórios já atuam nesse campo: o Google DeepMind, por exemplo, teve dois pesquisadores premiados com o Nobel de Química pelo AlphaFold, sistema que prevê estruturas de proteínas e acelera a descoberta de novos medicamentos.

Além disso, uma onda de empresas menores vem tentando conquistar nichos específicos. O próprio Bezos investiu no ano passado na Physical Intelligence, outra startup que aplica IA à robótica. A nova iniciativa, contudo, representa um envolvimento direto e operacional do bilionário.

A data de fundação e a localização da sede do Projeto Prometheus ainda não foram divulgadas.

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Jeff Bezos (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA que recria pessoas falecidas divide opiniões na web; assista ao vídeo

14 de Novembro de 2025, 17:02
Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital
Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital (imagem: X/@CalumWorthy)
Resumo
  • A 2Wai lançou um app que cria avatares interativos de pessoas falecidas, gerando debates sobre ética e luto digital.
  • O app, disponível no iOS, atingiu 4,1 milhões de visualizações e gerou críticas sobre privacidade e impactos emocionais.
  • Críticos alertam para riscos de distorção de memórias e dependência emocional de avatares digitais.

Uma nova ferramenta de inteligência artificial bateu 4,1 milhões de visualizações e reacendeu discussões sobre os limites éticos da tecnologia. Criada pela startup americana 2Wai, ela permite que os usuários recriem digitalmente familiares já falecidos. O aplicativo é capaz de gerar avatares interativos que imitam voz, aparência e até “memórias” de pessoas mortas.

A proposta rapidamente viralizou após um dos cofundadores, Calum Worthy, divulgar um vídeo demonstrando o funcionamento da ferramenta. A repercussão, no entanto, veio acompanhada de críticas intensas — muitas delas relacionadas ao risco de substituir o processo real de luto por interações artificiais.

What if the loved ones we've lost could be part of our future? pic.twitter.com/oFBGekVo1R

— Calum Worthy (@CalumWorthy) November 11, 2025

Como a IA recria pessoas falecidas?

O vídeo promocional mostra uma mulher grávida conversando pelo celular com uma versão digital de sua mãe já falecida. Em seguida, a história avança dez meses, exibindo a “avó virtual” lendo uma história para o bebê. Mais tarde, o avatar conversa normalmente com o menino enquanto ele volta da escola.

A gravação termina com o jovem, agora adulto, anunciando à avó digital que ela se tornará bisavó. A peça publicitária encerra com a mensagem: “Com a 2Wai, três minutos podem durar para sempre”.

Worthy descreveu a plataforma como “um arquivo vivo da humanidade”: “E se os entes queridos que perdemos pudessem fazer parte do nosso futuro?”. O aplicativo, disponível para iPhone, permite criar os chamados HoloAvatars, que, segundo a empresa, “se parecem e falam como você, e até compartilham as mesmas memórias”. Uma versão para Android está prevista para chegar em breve.

Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital
IA que recria pessoas falecidas deve ganhar versão para Android em breve (imagem: X/@CalumWorthy)

Preocupações éticas

A proposta imediatamente gerou comparações com “Be Right Back”, episódio de Black Mirror que aborda uma situação semelhante. Nas redes sociais, muitos usuários classificaram o vídeo como “assustador”, “demoníaco” e algo que “deveria ser destruído”. O ponto mais sensível foi a representação de uma criança desenvolvendo vínculos profundos com uma recriação digital da avó.

Críticos alertam que a prática pode distorcer memórias, afetar o processo de aceitação da perda e criar dependência emocional de um avatar. Também surgiram questionamentos sobre uso comercial do luto, consentimento de pessoas falecidas e os impactos de recriações realistas das pessoas — especialmente com o avanço da robótica, que pode viabilizar versões físicas desses avatares.

Apesar da controvérsia, o vídeo já ultrapassou 4,1 milhões de visualizações no X. Enquanto alguns celebram a ideia de preservar histórias e vozes, muitos afirmam que a tecnologia ainda está perto demais de um enredo de ficção científica.

IA que recria pessoas falecidas divide opiniões na web; assista ao vídeo

Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital (imagem: X/@CalumWorthy)

Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital (imagem: X/@CalumWorthy)

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

13 de Novembro de 2025, 13:08
Homem faz discurso em evento
Satya Nadella é o CEO da Microsoft desde 2014 (foto: divulgação)
Resumo
  • A Microsoft planeja usar chips de IA projetados pela OpenAI e tem acesso a suas propriedades intelectuais.
  • A OpenAI e a Broadcom estão desenvolvendo chips customizados e hardware de redes.
  • O mercado de chips de IA é dominado pela Nvidia, que atingiu US$ 5 trilhões em capitalização de mercado em 2025.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, revelou que a empresa tem planos para usar e aprimorar os projetos da OpenAI no setor de chips customizados para inteligência artificial. A startup de IA anunciou uma parceria com a fabricante Broadcom em outubro de 2025.

“À medida que eles inovam, mesmo no nível de sistemas, nós temos acesso a tudo”, contou o executivo. “Primeiro, queremos implementar o que criaram para eles, mas depois vamos expandir.” Nadella compartilhou essas informações em uma entrevista ao podcast de Dwarkesh Patel. A Bloomberg repercutiu as declarações logo em seguida.

Como lembra o TechCrunch, Microsoft e OpenAI revisaram seu acordo de parceria. Com isso, a Microsoft manteve o acesso aos modelos de IA até 2032 e passou a contar com direitos sobre os chips desenvolvidos pela OpenAI, mas abriu mão de produtos de hardware voltados ao consumidor final.

Chips customizados são caminho para fugir da Nvidia

A OpenAI tem planos para criar chips customizados e hardware de redes em parceria com a Broadcom. A Microsoft também tentou algo nessa linha, mas sem muito sucesso até o momento.

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019; Microsoft e OpenAI revisaram acordo (foto: divulgação/Microsoft)

Outras gigantes da tecnologia apostaram nessa estratégia, e o Google tem sido particularmente bem-sucedido, como mostra uma reportagem da CNBC. Graças à linha TPU, cuja sétima geração foi lançada neste mês de novembro, a gigante das buscas pode expandir seus data centers e oferecer poder computacional a clientes como a Anthropic.

Entre as demais companhias, a Amazon lançou seu primeiro chip em 2019, enquanto a Microsoft só chegou a esse mercado no fim de 2023.

O contexto para todas essas iniciativas é um mercado dominado pela Nvidia, responsável por grande parte do hardware usado para treinar e executar modelos de inteligência artificial. A fabricante de GPUs é atualmente a empresa mais valiosa do mundo, chegando à marca de US$ 5 trilhões de capitalização de mercado por um breve período entre outubro e novembro de 2025.

Com informações da Bloomberg e do TechCrunch

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

💾

CEO tem acesso a propriedades intelectuais desenvolvidas também em hardware. Startup prepara parceria com Broadcom para criar chip.

OpenAI libera GPT-5.1 no ChatGPT e promete assistente mais “caloroso”

12 de Novembro de 2025, 18:15
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT vai substituir modelos atuais por GPT-5.1 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou o GPT-5.1 no ChatGPT, prometendo um assistente mais inteligente e agradável, com oito opções de personalidade, como “Profissional” e “Diferentona”.
  • O GPT-5.1 tem duas versões: “Instant”, que é mais acolhedor e eficiente, e “Thinking”, que entende melhor e é mais rápido em tarefas simples.
  • O modelo será inicialmente acessível para assinantes dos planos Business, Pro, Plus e Go, enquanto usuários gratuitos terão acesso após a primeira etapa de distribuição.

A OpenAI atualizou nesta quarta-feira (12/11) o ChatGPT, que passa a contar com o modelo GPT-5.1. A empresa promete que o robô está mais esperto e agradável, equilibrando simpatia e eficiência. Além disso, o assistente terá oito opções de personalidade, que vão de “Profissional” a “Diferentona”.

O novo modelo de inteligência artificial chega em duas versões. O GPT-5.1 Instant é, nas palavras da companhia, “mais acolhedor, mais inteligente e melhor no cumprimento de instruções” do que seu antecessor. Já o GPT-5.1 Thinking “entende melhor e é mais rápido em tarefas simples, e mais persistente em trabalhos complexos”.

A opção padrão deixa a cargo do ChatGPT a decisão de qual é o modelo mais adequado ao prompt, mas o usuário também pode escolher qual deseja usar.

O GPT-5.1 começará a ser liberado nos próximos dias, chegando primeiro aos pagantes dos planos Business, Pro, Plus e o recém-lançado Go. Quem usa sem pagar ou sem fazer login só terá acesso ao modelo quando essa primeira etapa de distribuição terminar.

Os modelos baseados no GPT-5, lançado em agosto, ficarão disponíveis para assinantes por mais três meses, no menu do ChatGPT. Depois disso, eles desaparecerão das opções.

ChatGPT ganha novas opções de resposta

O ChatGPT já contava com algumas opções de personalidade, que alteram como o robô gera as respostas. A lista mudou e agora conta com mais alternativas: Padrão, Profissional, Amigável, Franca, Diferentona, Eficiente, Nerd e Cínica.

Captura de tela mostra a aba “Personalização” das configurações do ChatGPT. O menu lateral à esquerda lista opções como “Geral”, “Notificações”, “Segurança” e “Conta”. No centro, aparece o item “Estilo e tom comuns”, com um menu suspenso aberto exibindo as opções “Padrão”, “Profissional”, “Amigável”, “Franca”, “Diferentona”, “Eficiente”, “Nerd” e “Cínica”.
Novas personalidades já aparecem no GPT-5 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A OpenAI também fará, com um número limitado de usuários, testes envolvendo controles mais específicos sobre o formato das respostas, com ajustes em concisão, simpatia, legibilidade e até mesmo o uso de emojis. O próprio ChatGPT poderá sugerir atualizações nessa configuração durante conversas.

Por mais que possam parecer menos relevantes, essas alterações de tom e personalidade tendem a ser mais importantes do que se imaginava para os usuários do ChatGPT. Durante a migração do GPT-4o para o GPT-5, houve reclamações sobre respostas curtas e “impessoais”.

Antes disso, a OpenAI errou a mão no sentido contrário: uma atualização do GPT-4o transformou o chatbot em um “puxa-saco”, com tom excessivamente positivo, evitando confrontos e usando expressões como “excelente pergunta” e “adorei a profundidade”.

Vale dizer que essa personificação do ChatGPT (e da tecnologia como um todo) é alvo de críticas. Mustafa Suleyman, da Microsoft, já afirmou que ferramentas que parecem conscientes são perigosas, por exemplo. Os casos de psicose envolvendo IA e os processos contra a OpenAI por suposto incentivo ao suicídio também tiveram repercussões negativas para a empresa.

Com informações da OpenAI e do 9to5Mac

OpenAI libera GPT-5.1 no ChatGPT e promete assistente mais “caloroso”

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novas personalidades já aparecem no GPT-5 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Amazon processa Perplexity e quer impedir compras feitas por robôs de IA

5 de Novembro de 2025, 10:44
Amazon
Amazon proíbe robôs em seus termos de uso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon processou a Perplexity para impedir o uso de agentes de IA para compras, alegando fraude e violação dos termos de uso.
  • A Perplexity acusa a Amazon de bullying para limitar a concorrência e as opções dos consumidores.
  • O caso pode estabelecer um precedente legal sobre o uso de IAs para navegação e compras online.

A Amazon entrou com uma ação judicial para impedir que o navegador Comet, da Perplexity, use agentes de inteligência artificial para fazer compras na loja. A gigante da tecnologia considera que a startup comete fraude eletrônica ao não identificar que o pedido está sendo realizado por um sistema automático.

“O pedido da Amazon é simples: a Perplexity deve ser transparente ao empregar sua inteligência artificial. Assim como qualquer outro invasor, a Perplexity não tem permissão para acessar áreas que foram explicitamente proibidas. O fato de ela usar código em vez de ferramentas para quebrar a segurança não faz com que a prática seja menos ilegal”, diz o documento enviado pela Amazon ao tribunal.

A imagem mostra a tela inicial de um navegador chamado Comet. O fundo é uma cena espacial com estrelas e feixes de luz em movimento, dando sensação de velocidade. No centro, há uma caixa translúcida de busca com o texto "Ask anything". Abaixo, ícones de lupa, setas cruzadas e ponto de interrogação. À direita, um botão com seta aponta para enviar a pesquisa.
Comet tem assistente de IA que promete facilitar tarefas complexas (imagem: divulgação)

Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, a briga começou antes do processo: a Amazon enviou, na sexta-feira passada (31/10), uma carta solicitando que a Perplexity interrompesse esse recurso. No documento, a big tech argumenta que os agentes de IA pioram a experiência de compras em seu site e criam vulnerabilidades de segurança. O robô violaria os termos de uso do e-commerce.

Perplexity acusa Amazon de “bullying”

Em resposta, a Perplexity declarou que a ação “apenas prova que a Amazon pratica bullying”. Em um comunicado publicado em seu blog, a startup acusa a gigante do varejo de impedir uma IA concorrente e reduzir as opções dos consumidores.

Aravind Srivinas, CEO da Perplexity, disse que a startup não está coletando dados da Amazon, muito menos usando informações para treinar seus modelos de IA. Ele afirma ainda que a intenção da varejista é impedir que os usuários possam driblar os anúncios exibidos na loja online.

Futuro dos agentes de IA está em jogo

O resultado do processo pode definir um precedente legal sobre o que IAs desse tipo podem fazer. Gigantes como Google e OpenAI têm apostado em ferramentas para navegar na internet usando apenas prompts escritos em linguagem natural.

Os agentes de IA prometem ser capazes de assumir tarefas dos usuários. Por exemplo: em vez de entrar em uma loja online, encontrar os produtos desejados, colocar no carrinho e fechar a compra, o consumidor poderia simplesmente escrever “compre os itens X, Y e Z na loja XPTO”. (Spoiler: na prática, isso ainda não funciona tão bem.)

O contexto do processo movido pela Amazon é um pouco mais complexo. A varejista passou a oferecer, em abril de 2025, uma ferramenta chamada Buy For Me (“compre para mim”, em tradução livre), que usa IA para realizar compras diretamente em lojas de marcas, sem que seja necessário sair do aplicativo. Outro recurso é o assistente Rufus, que pode navegar no site, recomendar produtos e colocar itens no carrinho.

Como observa a Bloomberg, os termos de uso do site da Amazon proíbem “qualquer uso de mineração de dados, robôs ou ferramentas similares de extração e coleta de dados”.

Fontes ouvidas pela publicação dizem que, em novembro de 2024, a varejista pediu à Perplexity que suspendesse agentes de IA capazes de fazer compras até que as duas empresas chegassem a um acordo. Na ocasião, a startup concordou.

Com informações da Bloomberg

Amazon processa Perplexity e quer impedir compras feitas por robôs de IA

💾

Varejista diz que não informar que pedido está sendo feito por agente automático é fraude. Startup acusa gigante de bullying.

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Comet tem assistente de IA que promete facilitar tarefas complexas (imagem: divulgação)
❌