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Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

13 de Maio de 2026, 16:26
Imagem de uma demonstração do robô GD01, da Unitree. O modelo é vermelho e apresenta um espaço para um humano no centro.
Mecha pode ser uma opção de transporte para quem tem R$ 3,2 milhões sobrando (gif: reprodução)
Resumo
  • Unitree lançou o robô GD01, um “mecha transformável” que pode caminhar sobre duas ou quatro patas, pelo preço de US$ 650 mil (R$ 3,2 milhões).
  • Ele possui um compartimento central para que um operador humano possa pilotá-lo.
  • O robô chinês é capaz de realizar ações de impacto, como destruir uma parede de blocos de concreto, e também pode ser controlado remotamente.

A Unitree, startup chinesa conhecida por seus robôs quadrúpedes, apresentou um projeto ainda mais ambicioso: o GD01. O robô pode caminhar, rastejar e realizar ações de impacto, mas o que chama atenção de verdade, além do tamanho, é o espaço para um piloto humano no centro.

Em um vídeo promocional, o GD01 aparece caminhando em duas pernas e se “transformando” em um quadrúpede. Nas imagens, o fundador e CEO da Unitree, Wang Xingxing, demonstra o trabalho de entrar na estrutura — mas não aparece, de fato, usando o robô. A empresa o descreve como o primeiro “mecha transformável” para produção em massa no mundo.

Mecha é uma categoria de robôs gigantes geralmente controlados por seres humanos, famosa em animes e outras franquias de ficção científica, como Gundam, Super Sentai e a versão norte-americana, Power Rangers.

Na China, a Unitree já disponibilizou o GD01 para venda por US$ 650 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). Na descrição do vídeo, a fabricante também incluiu um aviso de segurança, pedindo que futuros proprietários usem a máquina de “maneira amigável e segura”.

Robô gigante para transporte humano

O robô de liga metálica é capaz de caminhar sobre duas pernas, se contorcer para trás e se deslocar usando os quatro membros, o que permitiria lidar com terrenos mais irregulares.

Apesar de ter sido criado para transporte civil, a demonstração de força também faz parte do apelo do projeto. Em um trecho do vídeo, o robô aparece sem piloto no compartimento e usa seus braços mecânicos para destruir uma parede de blocos de concreto.

Segundo a Wired, o GD01 pode ser controlado remotamente ou configurado para executar ações autônomas simples. Por enquanto, porém, o projeto não parece bem adaptado para tarefas de alta precisão.

Vitrine para planos de expansão

Apesar do visual e do apelo comercial, o GD01 ainda tem limitações. De acordo a Wired, o robô não é capaz de executar tarefas delicadas em ambientes desorganizados do mundo real. Ainda assim, o modelo é uma vitrine para a Unitree em um momento estratégico.

A empresa, que tem ganhado espaço no setor de robótica por oferecer máquinas a preços mais baixos do que muitos concorrentes ocidentais, planeja abrir capital ainda este ano.

Segundo o portal, ela se beneficia da proximidade com fornecedores de componentes e da estrutura industrial do país, reduzindo custos e acelerando o desenvolvimento de novos robôs. Um exemplo é o humanoide G1, vendido por cerca de US$ 15 mil (R$ 74 mil), enquanto modelos dos Estados Unidos podem custar centenas de milhares de dólares.

Além disso, como demonstração de potencial, a companhia foi a principal vencedora da primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, uma espécie de olimpíada realizada entre desenvolvedores em 2025, na China.

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

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GD01 caminha sobre duas ou quatro patas e tem compartimento central para um operador humano. Fabricante chinesa cobra R$ 3,2 milhões pela brincadeira.

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

29 de Abril de 2026, 01:25
Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)
Resumo
  • Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
  • Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
  • Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

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Aparelhos são fornecidos pela chinesa Unitree.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos. Japan Airlines aponta uso de robôs como possível saída para baixa oferta de mão-de-obra local

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

17 de Março de 2026, 09:20
Criança jogando Pokémon Go, com o celular na mão
Escaneamentos feitos em Pokémon Go ajudam a mapear ambientes urbanos (imagem: Pxfuel)
Resumo
  • A desenvolvedora Niantic revelou que os dados de realidade aumentada do Pokémon Go serão usados para treinar robôs de entrega da Coco Robotics.
  • Jogadores capturaram milhões de imagens e vídeos que agora ajudarão na navegação de robôs em ambientes urbanos.
  • Segundo o comunicado, o sistema de posicionamento visual desenvolvido reduz a dependência de GPS em áreas urbanas densas.

Milhões de jogadores de Pokémon Go contribuíram para o desenvolvimento de robôs de entrega. As informações coletadas ao longo dos anos pela Niantic Spatial, desenvolvedora do jogo, estão sendo reaproveitadas para treinar sistemas de navegação em ambientes urbanos.

A informação vem da própria Niantic, que revelou uma parceria com a Coco Robotics para aprimorar sua frota de robôs autônomos. A ideia é utilizar dados de realidade aumentada capturados por jogadores para permitir que máquinas circulem com mais precisão em ruas movimentadas.

Desde o lançamento do jogo, em 2016, usuários registraram milhões de imagens e vídeos de locais reais — como pontos turísticos, murais e edifícios — ao interagir com as PokéStops e ginásios. Como lembra o IGN, esses registros foram enviados voluntariamente dentro do próprio aplicativo.

Dados dos jogadores viraram base para robôs

O material capturado ao longo dos anos agora alimenta um sistema de posicionamento visual que permite identificar a localização com base no ambiente ao redor, reduzindo a dependência de GPS. Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em áreas urbanas densas, onde sinais costumam falhar.

Segundo a Niantic Spatial, a lógica por trás do jogo e dos robôs é semelhante: “Acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão pelo mundo é, na verdade, o mesmo problema.”

Outro ponto destacado é a limitação do GPS em cidades: “O cânion urbano é o pior lugar do mundo para GPS”, explicou o diretor técnico da empresa, Brian McClendon, em entrevista ao MIT Technology Review.

Com base nesse banco de dados — que pode chegar a bilhões de imagens — os robôs da Coco conseguem interpretar melhor o espaço ao redor e tomar decisões mais seguras durante a locomoção.

Imagem mostra um robô autônomo da Coco Robotics
Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano (imagem: divulgação)

Os jogadores sabiam?

A Niantic afirma ter deixado claras as informações sobre a coleta de dados, mas nem todos os usuários associaram essa coleta ao treinamento de robôs.

O sistema foi reforçado ao longo do tempo com recursos como missões que incentivavam os jogadores a escanear ambientes em troca de recompensas no jogo. Na prática, essas interações ajudaram a construir modelos tridimensionais mais detalhados das cidades.

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Criança jogando Pokémon Go (Imagem: Pxfuel)

Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano para navegar com mais precisão em cidades (Imagem: Divulgação/Niantic Spatial)
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