O mouse Logitech Lift Vertical está em promoção por R$ 269 em até 6x sem juros na Amazon. A oferta representa um desconto de 34% quando comparado ao preço original de R$ 379.
O periférico com conectividade sem fio e sensibilidade de até 4.000 DPI se destaca pelo design ergonômico, que reduz a tensão do braço do usuário.
Mouse Logitech Lift Vertical tem design ergonômico e conectividade sem fio
Mouse Logitech Lift Vertical tem formato ergonômico (Foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
O Logitech Lift é um mouse vertical, cujo design foi pensado para reduzir a tensão do braço do usuário; ao mantê-lo em uma posição mais natural, o acessório evita que a ulna e o rádio (os dois grandes ossos do antebraço, que ligam o cotovelo ao pulso) se cruzem, como acontece ao usar um mouse comum.
Dessa forma, o periférico reduz a possibilidade de ocorrência de problemas de saúde que surgem a longo prazo, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER). Segundo a Logitech, esse modelo em especial é ideal para mãos pequenas e médias, e ele possui versões tanto para destros quanto para canhotos.
O gadget possui conectividade sem fio via Bluetooth ou via 2,4 GHz por meio de um dongle USB-A, armazenável no próprio mouse. Ele é alimentado por uma pilha AA (que, segundo a fabricante, pode resistir por até dois anos) e conversa com Windows, macOS, Linux, iOS/iPadOS, Android e diversos gadgets, de notebooks a tablets e celulares.
Sensibilidade do mouse vertical Logitech Lift chega a até 4.000 DPI (Foto: Lucas Braga/Tecnoblog)
O Logitech Lift possui seis botões, sendo os de clique esquerdo e direito, a roda de scroll, dois botões de avançar/retroceder e um extra para maior praticidade. Com exceção dos de clique, os demais podem ser personalizados com atalho por meio do software proprietário Logi Options+.
A sensibilidade do mouse fica entre 400 e 4.000 DPI, um número básico para periféricos que não são voltados ao usuário gamer, mas que também não contam com resolução fina para profissionais. O gadget possui alcance de até 10 metros e promete cliques silenciosos, para não tirar a concentração do usuário.
O mouse sem fio Logitech Lift Vertical está saindo por R$ 269 em até 6x sem juros, um desconto de 29% sobre o valor de lançamento.
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O Galaxy Watch 8 LTE de 40 mm está saindo por R$ 1.999 em até 12x sem juros na Amazon, um desconto de 39% sobre o preço original de R$ 3.299 e uma oferta exclusiva para assinantes Prime.
O relógio inteligente da Samsung possui conectividade independente do celular, sensores avançados para o monitoramento de esportes e da condição física, além de tela AMOLED com brilho de até 3.000 nits.
Galaxy Watch 8 traz tela AMOLED e sensores avançados
O Galaxy Watch 8 conta com um painel Super AMOLED de 1,34 polegada, com resolução de 438 pixels de lado e brilho de até 3.000 nits que fornece visibilidade mesmo sob luz forte do sol. O display é revestido pelo vidro de Cristal de Safira, material resistente a arranhões e outros acidentes.
O sensor principal BioActive e os demais auxiliares oferecem funções avançadas para o monitoramento de atividades físicas em várias modalidades esportivas, além de outros recursos voltados à qualidade de vida geral, como monitores do sono, ciclo menstrual, relatório cardíaco e nível de oxigenação do sangue.
Graças ao suporte à LTE independente de um celular, o acessório pode fazer a diferença em situações de risco. Caso detecte uma emergência médica em curso, o Galaxy Watch 8 é capaz de enviar alertas para contatos específicos e ligar para números como 190 (polícia) e 192 (ambulância).
No desempenho, o Galaxy Watch 8 conta com o chip Exynos W1000, 2 GB de RAM e 32 GB de espaço interno, o suficiente para a instalação e execução local de apps. A bateria possui 435 mAh, tem autonomia de um dia de uso e é compatível com carregamento sem fio de 10 W.
O corpo de alumínio Armor de 40 mm do relógio inteligente traz certificações militar MIL-STD810H e IP68, que oferecem resistência à poeira e mergulhos de até 50 metros de profundidade (5 ATM), permitindo que o gadget seja usado inclusive para a prática de natação e de outros esportes aquáticos.
Na conectividade, o acessório conversa com redes Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3, NFC e sistemas de posicionamento GPS, GLONASS, GALILEO e BDS (BeiDou), recurso importante para fornecer a posição exata do usuário durante a prática de esportes ou em casos de emergência.
Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Galaxy Watch 8 LTE (40 mm) roda Wear OS 6 e tem total compatibilidade com todas as soluções do Google. O relógio inteligente da Samsung sai por R$ 1.999 em até 12x sem juros na Amazon, um abatimento de 39% sobre o valor de lançamento em uma oferta exclusiva para assinantes do plano Amazon Prime.
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Galaxy Watch 8 LTE (40 mm) traz display AMOLED de 3.000 nits e sensor BioActive; smartwatch da Samsung sai 39% mais barato em até 12x sem juros em oferta da Amazon Prime
No mundo moderno, empresas e órgãos governamentais estão implementando cada vez mais tecnologias de segurança para mitigar golpes e crimes. Uma delas é a biometria facial, que capta vídeo e imagem do usuário para fins de comparação com a base de dados. Isso também é visto nos dispositivos modernos.
Por vezes, ela falha por inúmeras razões, como pouca iluminação, uso de chapéus e óculos, fundo colorido, etc. Normalmente, se tentamos novamente, a tecnologia funciona. Mas e para as pessoas com deficiência visual, como funciona? Quais auxílios elas têm para realizar a biometria facial?
Dificuldade de pessoas com múltiplas deficiências
Na verdade, não são só as pessoas com deficiência visual que têm desafios ao lidar com a biometria facial. Aqueles que têm mobilidade reduzida, por exemplo, possuem dificuldade para se posicionar em frente à câmera do celular.
Pessoas cegas sofrem com os seguintes problemas (entre outros):
Deficiência visual (cegueira total ou parcial);
Nistagmo (movimento involuntário dos olhos);
Paralisia ocular.
Por exemplo: quem tem nistagmo sofre para ter a biometria validada, visto que os olhos se movem involuntariamente e impedem o sistema de validar a biometria da pessoa. Isso porque o algoritmo da tecnologia depende de uma imagem estática e clara da face do usuário.
Demais problemas, como mobilidade ocular reduzida (dado por doenças, como glaucoma, degeneração macular e paralisia dos olhos), prejudicam na hora de realizar o alinhamento correto da face.
O processo de reconhecimento biométrico, desafiador para muitos, é ainda pior quando a única forma disponível é a facial. Pessoas com deficiência visual que tentam abrir contas em bancos digitais, por exemplo, sofrem para conseguir (como veremos mais abaixo).
O presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Beto Pereira, diz que a entidade vem cobrando providências para melhorias no sistema.
“Infelizmente, mesmo com a nossa demanda, com as nossas reclamações, nós não temos visto medidas eficazes. Até mesmo com a implantação de toque em um local da tela para ver se o seu rosto está à direita, está à esquerda, é ineficaz, é lento, é impreciso e não resolve a questão“, relata.
“A questão não é só você fazer o reconhecimento facial, é você olhar de forma direta para a câmera e isso […], dificilmente consegue fazer. Tem uma diferença, muitas vezes, entre um globo ocular e o outro, em relação ao tamanho, à coloração e até ponto de fixação visual. E isso dificulta muito o processo“, salienta.
Já Ana Varotto, coordenadora de Recursos Humanos (RH) da Fundação Dorina Nowill para Cegos, diz que a entidade vê avanços, mas que pode haver mais. “Temos observado avanços importantes, mas ainda existe espaço para maior sensibilização. A inclusão precisa estar prevista desde a concepção dos sistemas, garantindo que tecnologias amplamente utilizadas contemplem diferentes perfis de usuários”, comenta.
Ela reforça quais são as principais dificuldades com os sistemas biométricos. “Os principais desafios envolvem a falta de acessibilidade nas interfaces, ausência de orientações claras em áudio, dependência de terceiros para validação e, em alguns casos, dificuldade de reconhecimento facial quando a pessoa não consegue se posicionar adequadamente diante da câmera.”
A fundação também defende a melhoria do sistema. “Defendemos que soluções de identificação digital sejam desenvolvidas com base no conceito de desenho universal, prevendo múltiplas alternativas de autenticação e recursos acessíveis desde a fase de planejamento”, afirma.
E prossegue: “A inclusão de feedback sonoro em tempo real, orientações claras sobre posicionamento, contraste adequado nas telas e a oferta de métodos alternativos de validação são medidas que ampliam significativamente a autonomia e a segurança do usuário.”
A entidade, cujo papel é “atuar como ponte entre tecnologia e inclusão“, pede mais atenção ao seu público. “A transformação digital é irreversível e traz muitos benefícios, mas é fundamental que a inovação caminhe junto com a acessibilidade. Tecnologia só é verdadeiramente eficiente quando pode ser utilizada por todas as pessoas, com autonomia e segurança“, indica Varotto.
“Defendemos e orientamos que a participação ativa das pessoas com deficiência visual no processo de construção de soluções acessíveis é indispensável para que elas sejam, de fato, efetivas. Os próprios usuários são os melhores validadores e devem estar no centro das decisões que impactam suas vidas”, conclui.
Um exemplo do desafio diário de pessoas com deficiência e a tecnologia é Marcos Lima, que possui o canal Histórias de Cego no YouTube. Lá, ele documenta sua vida e debate outros temas relacionados à condição.
No vídeo abaixo, ele explica como pessoas com deficiência visual utilizam sistemas de biometria facial. No caso, o Face ID, da Apple, amplamente utilizado em seus dispositivos iPhone e iPad, por exemplo.
Lima, porém, alega não sentir tantas dificuldades em seu dia a dia. “Eu achei que fosse ser mais difícil. Eu demorei um pouquinho pra me acostumar quando começou com o iPhone. Eu preferia quando eu tinha a opção de ser [a] digital. Mas, foi. Acho que rolou. De uma forma ou de outra, eu me acostumei. Então eu uso bastante. Acho que é seguro“, diz.
Outro exemplo que ele traz é a biometria facial usada em seu condomínio. “Também achei que fosse ser mais complicado. E acaba que tá rolando. Não é ruim, não. Você aprende para onde olhar e tudo mais”, afirma.
Só que ele não pensa o mesmo quando precisa acessar apps de banco. “Agora, o problema que eu acho é banco. E o próprio YouTube tem isso, que você tem que olhar para uma caixinha certinha. E aí é muito ruim para o cego. Até o FGC [Fundo Garantidor de Crédito] […] pede isso, e é uma chatice, porque o cego fica… não tem como fazer. E mesmo alguém ajudando, alguma pessoa que enxergue, é muito difícil olhar para aqueles quadradinhos específicos”, ressalta. “Eu já deixei de fazer conta em banco por causa disso, já deixei de fazer coisas importantes por causa disso”, desabafa.
Estudos mostram e leis ratificam
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,3 bilhão de pessoas convivem com algum tipo de deficiência (16% da população mundial).
No Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo de 2022, cerca de 7,3% da população brasileira (mais de 14,4 milhões de pessoas) possui algum tipo de deficiência.
Outro levantamento, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2022, apontou que há cerca de 6,5 milhões de brasileiros com dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato.
O artigo 3º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) diz que a acessibilidade é direito fundamental, devendo ser garantida plenamente em todos os setores da sociedade — e isso também vale para os meios digitais.
Ela também exige que órgãos, entidades públicas e empresas privadas que prestam serviços essenciais adotem medidas para viabilizar o total acesso de pessoas com deficiência.
Quando falamos de tecnologias de reconhecimento biométrico, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018), em seus artigos 7º e 8º, garante que os usuários devem ter seus dados pessoais tratados com segurança e transparência.
Também determina que as pessoas têm direito de consentir explicitamente com o uso de dados pessoais. O consentimento deve ser informado e deve ser de livre escolha entre os diferentes tipos de autenticação, o que inclui a biometria facial.
E no mundo?
Nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), por exemplo, já há exemplos de legislações e decisões nesse sentido. A Seção 508 da Lei de Reabilitação dos EUA determina que agências governamentais implementem tecnologias acessíveis para quem tem deficiência, como dispositivos de autenticação biométrica.
Na UE, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) aponta o quão importante é garantir que sistemas de dados pessoais (inclusive os de dados biométricos) respeitem a privacidade e a acessibilidade das pessoas.
Como está a acessibilidade digital no Brasil?
No Brasil, a acessibilidade no reconhecimento facial para pessoas com deficiência visual está presente em alguns serviços públicos e privados. O governo federal, por exemplo, permite, desde 2024, que usuários com deficiência visual acessem a verificação por biometria facial do aplicativo GOV.BR com auxílio de comandos de voz.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a funcionalidade permite o acesso a mais de 4,2 mil serviços digitais do governo federal.
Conforme nota do MGI enviada ao Olhar Digital, o sistema vem sendo implementado desde o início de 2023. Além do comando de voz, os usuários podem utilizar a câmera traseira do celular, ampliando a quantidade de pessoas com dificuldade que podem fazer a validação facial.
O ministério também informou que ampliou o número de tentativas e tempo para cada validação via face para pessoas com deficiência com limitações registradas na Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Outra tecnologia implantada permite que o sistema verifique se o rosto mostrado na câmera é mesmo de uma pessoa, de modo que mitiga o uso de fotos, vídeos ou máscaras. Ainda, reforça que as pessoas necessitadas peçam ajuda a “uma pessoa de confiança”.
“A transformação digital só será plena quando todos os brasileiros tiverem acesso às facilidades do GOV.BR. Trabalhamos para desenvolver esta nova funcionalidade pensando na inclusão dessas pessoas, nas formas que elas podem exercer a cidadania digital”, disse, em 2024, o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.
Mascarenhas ainda citou as 6,5 milhões de pessoas que possuem dificuldade para enxergar, segundo a PNAD de 2022. “Este número demonstra a importância do comando por voz no aplicativo GOV.BR, queremos incluir essas pessoas no governo digital”, frisou.
O GOV.BR também possui serviços voltados para esse público, como emissão do Certificado da Pessoa com Deficiência, Solicitação para Auxílio-Inclusão à Pessoa com Deficiência, Solicitação de Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), e Solicitação de participação no Programa Segundo Tempo Paradesporto para pessoas com deficiência (PST).
Acessibilidade digital caminha, mas, na opinião de especialistas, pode melhorar (Imagem: baona jnr/Shutterstock)
No setor privado, uma empresa que trabalha com sistemas de segurança digital, a idwall, trouxe a acessibilidade para a captura biométrica de seu sistema. No caso, trata-se de instruções por voz durante a verificação. A companhia existe desde 2016 e é um dos principais players no setor.
Esse recurso da ferramenta, trabalhado pela companhia desde 2023, orienta a pessoa com deficiência visual de forma sonora para realizar a captura da face, avisando sobre o enquadramento, posicionamento e distância da face do usuário. Segundo a empresa, o processo conta com feedbacks em áudio para que a tarefa seja concluída como deve.
No processo, a empresa fez testes de acessibilidade com pessoas com deficiência visual e utilizou os dados obtidos para desenvolver a ferramenta. Para utilizá-la, basta habilitar as ferramentas de acessibilidade nativas do sistemas operacionais móveis, como o TalkBack no Android e o VoiceOver no iOS.
Assim como o governo federal, a idwall também usa sistemas para garantir que seja uma pessoa real que está utilizando o sistema, incluindo o uso de inteligência artificial (IA) para verificação em tempo real.
Uma das empresas atendidas pela idwall (mais de 350) que adotou o sistema de auxílio é a Bradesco Saúde, em 2025. “A ampliação dessa funcionalidade para pessoas cegas e com baixa visão é um importante avanço de inclusão e acessibilidade, em linha com a nossa busca contínua por proporcionar a melhor experiência aos nossos beneficiários”, disse Sylvio Vilardi, diretor da Bradesco Saúde.
Fernando Corrêa, CEO da Security First e especialista em segurança cibernética e governança corporativa, afirma que o sistema utilizado pelo GOV.BR e pela idwall é eficaz.
“São referências em Orquestração de Identidade. O GOV.BR é muito robusto por conta da integração cross-database com o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o Denatran, o que dá uma confiabilidade de fonte única (Source of Truth) absurda. Já a idwall utiliza IA de ponta para o Background Check e validação de documentos (OCR + face match). A eficácia é alta porque eles tratam a jornada do usuário como um fluxo contínuo de verificação e não apenas um ponto isolado”, explana.
Alternativas
Um abaixo-assinado apresenta algumas outras possíveis soluções para pessoas com deficiência, especialmente as visuais, de modo que possam verificar seus dados com segurança, sem ser por meio da biometria facial.
As alternativas são reconhecimento de voz (já utilizado em alguns sistemas, como vimos acima), impressões digitais e reconhecimento de íris. O documento também defende que a possibilidade de combinar sistemas (como impressão digital e voz, ou biometria facial e digitais) é capaz de dar mais segurança e flexibilidade ao usuário.
Segundo Corrêa, o sistema de voz é bastante usado. “O sistema orienta o posicionamento do sensor por comandos de voz em tempo real (avisando se precisa subir mais o celular ou virar para o lado), garantindo que o enquadramento para o ‘match’ biométrico seja preciso sem depender da visão do usuário”, explica.
Pereira, presidente da ONCB, traz ideias para melhorar a assistência na hora de coletar a biometria facial: “acho que tem vários caminhos para resolver essa questão, como confirmação em duas etapas, no caso de ser pessoa com deficiência. Por e-mail e celular, enfim.”
“Ou até da pessoa, ao invés de fazer uma foto, gravar um vídeo. Nesse vídeo, a pessoa pode falar uma senha, uma palavra-passe, que o aplicativo dê para ela falar na hora. Por exemplo, você tem 15 segundos para repetir em voz alta, mostrando seu rosto, essa palavra-chave. Aí fazer uma triangulação: palavra-chave, mais rosto, mais ambiente, mais voz, e liberar”, opina.
Proteção
E a proteção desses dados é igual à dos demais. Mas as pessoas com deficiência visual podem tomar outras medidas para se protegerem sem depender necessariamente de alguém para verificar suas informações.
Corrêa explica que, entre essas medidas, estão as chaves de segurança FIDO2, que se assemelham a um pen drive.
“Para o deficiente visual, o ideal é não confiar apenas na biometria como fator único. A adoção de chaves físicas FIDO2 (como as Yubikeys) é excelente, pois elimina o erro humano e o phishing. Outra camada essencial é a ativação de notificações push sonoras para cada tentativa de handshake ou acesso. Se o sistema acusar um login em um dispositivo não reconhecido, o usuário é alertado imediatamente pelo leitor de tela e pode revogar o acesso”, pontua.
“No entanto, precisamos ter em mente que nenhum sistema de proteção é 100% seguro e, mesmo que seguro hoje, não há garantia de que estarão seguros no futuro“, frisa.
O Galaxy Watch 7 BT de 40 mm está em oferta por R$ 1.099 em até 12x sem juros, um desconto de 56% sobre o preço de lançamento de R$ 2.499.
O relógio inteligente da Samsung se conecta ao celular via Bluetooth e conta com sensores avançados para monitoramento da saúde, podendo até emitir um alerta em caso de emergência.
Galaxy Watch 7 traz monitoramento para prática de esportes
Galaxy Watch 7 (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
O Galaxy Watch 7 é equipado com 13 sensores LED para monitoramento da condição física, e oferece várias rotinas para a prática de esportes. Mas também pode ser usado por questões de saúde, ao incluir funções avançadas como eletrocardiograma (ECG), SpO2 e leitura da temperatura da pele.
Graças aos recursos de Inteligência Artificial do Galaxy AI, o gadget pode traçar um histórico da frequência cardíaca. E em casos de emergência, estando pareado a um smartphone, ele é capaz de notificar contatos específicos e ligar para números de emergência pré-programados, como 190 (polícia) e 192 (ambulância).
A tela é um display Super AMOLED de 1,3 polegada, com resolução de 432 pixels de lado e brilho máximo de até 2.000 nits, com proteção do vidro Cristal de Safira. O kit garante visibilidade sob luz do Sol forte, e resistência contra arranhões e outros danos.
Galaxy Watch 7 (Imagem: Tecnoblog)
O hardware interno conta com um chip Exynos W1000 de 3 nanômetros, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, para um desempenho fluido e espaço para apps. O sistema operacional ao sair da caixa é o Wear OS 5 e interface One UI Watch 6, com integração total aos serviços do Google.
O corpo sólido de alumínio Armor de 40 mm robusto recebe reforço das certificações militar MIL-STD-810H e IP68, com resistência a até 50 m de profundidade e proteção em outros ambientes adversos. Por fim, a bateria de 300 mAh suporta carregamento de 10 W sem fio, para um dia inteiro de uso.
O Galaxy Watch 7 BT de 40 mm está saindo por R$ 1.099 . Este é um desconto significativo de 56% sobre o preço original de um smartwatch pronto para quem busca mais qualidade de vida.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
Amazon Prime custa R$ 19,90 por mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Amazon Prime lidera o ranking de serviços digitais mais populares no Brasil em 2025.
O Google e o Spotify também estão entre os serviços mais populares.
O ranking inclui serviços de música, filmes, armazenamento na nuvem e games.
O ano de 2025 vai chegando ao fim e provavelmente você gastou mais com serviços digitais – aquelas assinaturas mensais que nos permitem acessar coisas via internet. De todos eles, o mais popular neste período foi o Amazon Prime, de acordo com um levantamento exclusivo da plataforma de controle de gastos Oinc a pedido do Tecnoblog. O Google e o Spotify também estão bem na fita.
O ranking de serviços mais populares tem de tudo: música, filme, armazenamento na nuvem, games, etc. Talvez o principal recado seja de que realmente nos acostumamos com a conveniência e facilidade de fazer as coisas pelo computador ou smartphone – o que tem um custo crescente.
Além de identificar os serviços em si, o pessoal da Oinc também fez um mapeamento de quais são os planos ou modalidades mais populares, de modo a matar a minha (e sua!) curiosidade quanto aos desembolsos mensais com as facilidades do universo digital. Confira abaixo.
Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Caso fôssemos completar o top 9, também veríamos produtos digitais do Mercado Livre, Globo, YouTube e Disney.
Quais deles já são figurinha carimbada na fatura do seu cartão de crédito? Conte pra gente nos comentários.
Amazon pagará US$ 2,5 bilhões por práticas enganosas na assinatura do Prime (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A FTC acusou a Amazon de inscrever clientes no Prime sem consentimento e dificultar o cancelamento usando dark patterns.
O acordo prevê US$ 2,5 bilhões, com US$ 1 bilhão para reembolsos e a implementação de melhorias no processo de assinatura do Prime.
A empresa deve apresentar termos claros, botão de recusa em destaque e supervisão externa para garantir conformidade.
A Amazon concordou em pagar US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,3 bilhões, em conversão direta) para encerrar um processo movido pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos. O órgão acusava a gigante do varejo de inscrever clientes no serviço de assinatura Prime sem consentimento. Além disso, a empresa estaria deliberadamente dificultando o processo de cancelamento, por meio de práticas enganosas de design.
A FTC anunciou o acordo nesta quinta-feira (25/09), apenas três dias após o início do julgamento em um tribunal federal de Seattle. Do valor total, US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) serão destinados ao reembolso de cerca de 35 milhões de clientes que, segundo a agência, foram afetados pelas práticas da empresa.
Quais são as práticas enganosas?
O processo, aberto pela FTC em junho de 2023, alega que a Amazon “enganou e prendeu pessoas em assinaturas recorrentes sem o consentimento delas“””. Segundo a acusação, a empresa utilizava padrões obscuros, os chamados dark patterns em inglês, na interface do site e do aplicativo para induzir os consumidores a se inscreverem no Prime.
Um dos exemplos citados era o uso de botões confusos durante o processo de checkout, que levavam o cliente a assinar o serviço sem perceber. Além disso, a FTC acusou a liderança da Amazon de rejeitar ou adiar deliberadamente alterações que facilitariam o cancelamento, pois isso impactaria negativamente os resultados financeiros da companhia.
Em comunicado, o presidente da comissão, Andrew Ferguson, afirmou que a investigação encontrou evidências de que a empresa utilizava essas “armadilhas projetadas para manipular consumidores a inscreverem-se no Prime”. Segundo ele, o acordo deve “garantir que a Amazon nunca mais fará isso”.
Este é um dos maiores acordos já realizados pela FTC, embora o valor represente uma pequena fração do valor de mercado da Amazon, atualmente próximo de US$ 2,4 trilhões, de acordo com a CNBC. A empresa ainda enfrenta outro processo antitruste movido pela agência, com julgamento previsto para 2027.
Acordo exige mudanças no Prime
FTC fechou acordo com a Amazon para consertar modelo de assinatura do Prime (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Além da multa e do reembolso, o acordo impõe que a Amazon promova mudanças na forma com que gerencia assinaturas do Prime. A empresa agora é obrigada a obter o consentimento expresso dos consumidores antes de realizar qualquer cobrança. Da mesma forma, deverá fornecer uma maneira fácil e clara para que os usuários possam cancelá-lo.
A FTC exige que o processo de cancelamento não seja “difícil, caro ou demorado”. A Amazon também deverá apresentar os termos e condições do Prime de forma transparente durante a inscrição, incluindo custos, políticas de renovação automática e os procedimentos para o cancelamento.
Há ainda as seguintes obrigações:
A Amazon não pode mais usar o botão “Não, eu não quero Entrega Grátis”. No lugar, o botão para rejeitar o serviço deve ser objetivo e aparecer em destaque
Também deverá pagar por um supervisor terceirizado para monitorar a conformidade com o processo de reparação ao consumidor
Apesar de concordar com os termos e fechar o acordo, a Amazon não admitiu qualquer irregularidade. Um porta-voz da empresa afirmou que a companhia e executivos “sempre seguiram a lei” e que o acordo permitirá “focar na inovação para os clientes”. Já o chefe da FTC, Andrew Ferguson, classificou o resultado como uma “vitória monumental” para a agência.