Técnica conseguiu burlar nova tecnologia de proteção da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Pesquisadores usaram a nova IA Mythos, da Anthropic, para burlar proteções avançadas do macOS.
A falha permite acesso a áreas restritas do dispositivo, incluindo a tecnologia desenvolvida para proteger a memória dos dispositivos.
A equipe entregou um relatório de 55 páginas à Apple, que afirmou estar revisando o material.
Pesquisadores da startup de segurança Calif afirmam ter descoberto uma nova forma de burlar proteções avançadas do macOS. A descoberta foi feita com apoio do Mythos, inteligência artificial da Anthropic, durante testes realizados em abril.
Segundo o Wall Strett Journal, o exploit dá ao invasor acesso a áreas restritas do dispositivo, mirando tecnologias que a Apple levou anos para desenvolver. A equipe da Calif entregou um relatório de 55 páginas aos engenheiros da Apple pessoalmente, na sede da companhia, em Cupertino.
A Apple afirmou que está revisando o material e disse que leva relatos de vulnerabilidades potenciais “muito a sério”.
Ataque direcionado à memória do Mac
A técnica usada pela empresa de segurança não foi completamente divulgada e deve ser detalhada apenas após a correção dos bugs pela Apple. De acordo com o WSJ, ela parte da combinação de dois bugs com uma série de métodos voltados à corrupção de memória no Mac.
Esse tipo de falha pode permitir que um invasor amplie os privilégios dentro do sistema — o chamado escalonamento de privilégios —, acessando áreas normalmente isoladas.
O alvo seria justamente o Memory Integrity Enforcement (MIE), uma proteção reforçada às memórias dos dispositivos, anunciada pela Apple no ano passado. A tecnologia promete detectar e bloquear formas comuns de corrupção na memória, e cobre superfícies críticas em ataques, como o kernel.
A big tech afirma ter levado cerca de cinco anos de desenvolvimento da tecnologia, mas bastaram cinco dias para que os pesquisadores construíssem o código capaz de explorar as falhas, com ajuda do Claude, modelo de linguagem que é base do Mythos.
O que é o Mythos?
Novo modelo ainda é restrito à investigação de bugs (imagem: divulgação)
O Mythos é um software de IA da Anthropic voltado à auditoria de código e pesquisa de segurança. Anunciado no início de abril, o modelo está em beta e tem acesso restrito a integrantes do Project Glasswing, um consórcio de empresas de tecnologia como Apple e Google, voltado à cibersegurança.
No anúncio, a Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas em “todos os maiores sistemas operacionais”, e deve continuar como uma ferramenta de uso limitado por esse potencial.
No caso da falha no MIE, o CEO da Calif, Thai Duong, destacou que o Mythos funcionou como um multiplicador da capacidade humana no ataque, ajudando na investigação, organização e reprodução de padrões, mas que precisou de supervisão humana.
IA de segurança entra no radar do governo dos EUA
A velocidade desse tipo de descoberta preocupa especialistas. No início de 2026, a IA da Anthropic encontrou mais de 100 vulnerabilidades de alta gravidade no Firefox em apenas duas semanas, algo que levaria dois meses em condições normais.
Esse salto deu força ao termo Bugmageddon, usado para descrever uma possível onda de vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA. O receio é que as falhas passem a surgir mais rápido do que empresas e equipes de TI conseguem corrigi-las.
Isso também faz com que Washington esteja de olho no avanço dessas ferramentas. Segundo o WSJ, autoridades dos Estados Unidos passaram a reavaliar a forma como modelos de IA capazes de encontrar vulnerabilidades devem ser supervisionados.
O país avalia, inclusive, dar ao governo federal maior autoridade sobre modelos de IA com tamanho potencial.
AirDrop no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O AirDrop é uma tecnologia de compartilhamento de arquivos entre dispositivos Apple, e compatível com alguns aparelhos Android da linha Samsung Galaxy.
Para facilitar o processo de transferência de fotos ou vídeos, pode ser necessário alterar o nome de identificação do recurso, encontrando, assim, seu aparelho com mais facilidade no momento da conexão.
Basta acessar as configurações gerais do iOS ou macOS, selecionar a aba “Sobre” e trocar o nome vinculado ao dispositivo. Essa mudança também altera o nome em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal ou na identificação do dispositivo no iCloud.
Veja, a seguir, como trocar o nome do seu AirDrop e tire suas dúvidas sobre o recurso de compartilhamento da Apple.
Para trocar o nome do AirDrop, você precisa acessar o menu de ajustes do seu iPhone. Em seguida, vá até “Geral” para encontrar todas as configurações do seu celular.
Acesse “Ajustes” no iPhone e vá até “Geral” para alterar o nome do AirDrop (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Vá até “sobre” para trocar o nome do AirDrop
Selecione a opção “Sobre” para verificar as informações do seu iPhone. Toque em “Nome” para trocar a identificação pessoal do dispositivo.
Em “Sobre”, selecione a aba “Nome” para fazer a alteração dos dados (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Altere o nome do AirDrop e verifique se a alteração foi realizada
Escreva o novo nome do AirDrop e toque no ícone azul de “check” para concluir o processo. Verifique se as alterações foram realizadas na aba “Nome“. O tutorial é similar em todas as versões modernas do iOS.
Faça a troca do nome do AirDrop, conclua o processo e verifique se as alterações foram realizadas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Para mudar o nome do AirDrop no Mac, é necessário acessar as configurações do dispositivo. Clique para abrir a página de ajustes do sistema operacional.
Acesse as configurações do macOS pelo ícone de ajustes (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Vá até “Geral” no Mac para alterar o nome do AirDrop
No menu posicionado na lateral da página, escolha a opção “Geral” para acessar as configurações do Mac.
Selecione a opção “Geral” para acessar as configurações gerais do macOS (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Selecione a opção “Sobre” para abrir uma nova página
Abra a página “Sobre” para encontrar as informações sobre o Mac, incluindo o nome do dispositivo usado pelo AirDrop.
Vá até “sobre” para alterar o nome do AirDrop no Mac (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Altere o nome do AirDrop no macOS
Basta clicar no nome do dispositivo para mudar a identificação do AirDrop. O passo a passo é o mesmo em todas as versões modernas do macOS, incluindo distribuições de testes.
Clique no nome do dispositivo para alterá-lo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
O que acontece ao mudar o nome do AirDrop?
Mudar o nome do AirDrop altera a o nome de identificação do seu aparelho. Dessa forma, outra nomenclatura será exibida durante a transferência de arquivos pelo recurso ou via Quick Share.
Além disso, a mudança de nome também altera a identificação do seu aparelho em conexões Bluetooth, no Acesso Pessoal, ao procurar a localização do seu iPhone ou Mac, e na identificação do dispositivo no iCloud.
Por que não consigo mudar o nome do AirDrop?
A mudança de nome do AirDrop pode não ser concluída pelos seguintes motivos:
Nome diferente em “Meu Cartão”: pode ser necessário alterar as suas configurações pessoais na página de contatos do dispositivo. Para isso, vá até “Contatos” e toque em “Meu Cartão“. Altere seu nome na seção “Editar” e verifique se as alterações foram realizadas; pode ser necessário ativar o compartilhamento de nome e foto na seção, segundo relatos de usuários no Reddit.
Falta de reinicialização do sistema: em alguns casos, pode ser necessário reiniciar o iPhone ou Mac para que as alterações de nome do AirDrop tenham efeito;
Tempo de alteração nos servidores da Apple: a mudança de nome do AirDrop pode levar um tempo para surtir efeito devido à lentidão nos servidores usados pela Apple. Nesse caso, aguarde alguns instantes e verifique se a mudança foi realizada.
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.
A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.
Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.
Windows x Mac
Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.
Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.
Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O que explica essas diferenças?
O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.
Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.
Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.
Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.
Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)Resumo
Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.
A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.
A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.
O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.
Como o Claude navega pelos aplicativos?
Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.
Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.
Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.
A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.
Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)
Recurso segue tendência do OpenClaw
A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.
Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.
A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.
IA da Anthropic pode receber comandos pelo celular para controlar mouse e teclado e executar tarefas remotamente. Por enquanto, novidade é restrita ao ecossistema Apple.
Programa do IRPF 2026 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Receita Federal liberou programas para declaração do IRPF 2026, disponíveis para Windows, macOS e Linux;
envio das declarações ocorre de 23 de março a 29 de maio de 2026; a declaração é obrigatória para quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025, entre outros critérios;
isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais é válida apenas para rendimentos a partir de 2026, afetando o IR de 2027.
A Receita Federal já liberou os programas da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Há versões para Windows, macOS e Linux, além de aplicativos para Android e iOS. O período de envio da declaração vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.
Quem precisa declarar o IRPF 2026?
De acordo com a Receita Federal, a declaração do Imposto de Renda deste ano é obrigatória para quem, em 2025:
teve rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e aluguéis, superiores a R$ 33.888;
teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200.000;
teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 169.440;
teve qualquer ganho de capital na venda de bens ou direitos;
obteve lucro tributável ou realizou mais de R$ 40.000 em operações de bolsas de valores, mercadorias, futuros e afins, bem como efetuou day trade;
fechou o ano com bens ou direitos com valor acima de R$ 800.000;
passou a residir no Brasil;
declarou bens ou participações em entidades de outros países ou obteve trusts (acordos para que outra pessoa administre seus bens no exterior);
atualizou bens no exterior a valor de mercado ou obteve rendimentos de entidades estrangeiras;
optou pela isenção do imposto sobre ganho de capital na venda de imóveis residenciais e tenha reinvestido o valor em outro imóvel no prazo de 180 dias.
A isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais já está valendo?
De fato, a tabela do Imposto de Renda foi atualizada para oferecer isenção a cidadãos que ganham até R$ 5.000 por mês, bem como redução gradual do tributo para quem recebe até R$ 7.350 mensais.
Porém, essa medida é válida para os rendimentos recebidos a partir de 2026 e, portanto, só terá efeito a partir do Imposto de Renda de 2027. Para a declaração deste ano, continua valendo a tabela que estava em vigor em 2025.
Aplicativo da Receita Federal para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Possível mudança no recorte da câmera abre caminho para recurso de segurança (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog) Resumo
MacBook Pro de 2026 deverá ter tela OLED touch, Dynamic Island e Face ID, com processadores M6 Pro e M6 Max de 2 nanômetros;
já macOS terá interface dinâmica que alterna entre toques e cliques, mantendo teclado físico e trackpad grande;
Dynamic Island substituirá o notch, exibindo notificações e integrando Face ID.
A Apple deve lançar os primeiros modelos de MacBook Pro equipados com tela sensível ao toque e painel OLED no final de 2026. Reportagens recentes indicam que a novidade estará presente nas versões de 14 e 16 polegadas do notebook profissional da marca.
Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, o lançamento destes dispositivos não será no evento programado para o início de março de 2026. Os modelos com suporte a toque e tela OLED, conhecidos internamente pelos códigos K114 e K116, devem chegar ao mercado apenas no fim do ano equipados com processadores M6 Pro e M6 Max, construídos em um novo processo de fabricação de 2 nanômetros.
Nova interface do macOS será focada apenas no toque?
Pelo visto, não. O portal MacRumors destaca que o laptop manterá seu design tradicional, preservando o teclado físico completo e o trackpad grande, ainda que a estrutura possa ficar mais fina. O diferencial estará no software.
O macOS receberá uma interface dinâmica, projetada para alternar entre controles otimizados para cliques e toques. Se o usuário tocar na barra de menus, por exemplo, o sistema ampliará os ícones e opções disponíveis, facilitando a seleção com os dedos.
Essa adaptação inclui suporte a gestos já consolidados no ecossistema móvel da empresa, como o movimento de pinça para aplicar zoom em imagens e a rolagem rápida de PDFs e páginas web. Sinais dessa preparação já aparecem no macOS Tahoe, cuja interface trouxe maior espaçamento ao redor de ícones e notificações, além de controles deslizantes na Central de Controle com visual mais adaptado para interações manuais.
Comandos por toque devem estrear no MacBook Pro com chip M6 (imagem: reprodução/Apple)
Fim do notch e Face ID
Outra alteração no design dos novos computadores pode ser o fim do entalhe na parte superior (o notch). Em seu lugar, a Apple adotará a Dynamic Island. A versão para Mac aparentemente utilizará um recorte menor, em formato de furo na tela, para abrigar a câmera, ocupando menos espaço que nos iPhones atuais — um design que deve, inclusive, antecipar o visual do futuro iPhone 18 Pro.
Esta área interativa exibirá notificações e permitirá que os usuários acompanhem resultados esportivos, reprodução de mídia e mais no topo da tela. O Tom’s Guide observa ainda que a integração de um novo módulo de câmera pode abrir margem para um recurso aguardado há anos pelos usuários: o Face ID. Atualmente, a biometria nos Macs é restrita ao Touch ID no botão de liga/desliga.
Mudança de postura da Apple
A chegada de telas sensíveis ao toque nos MacBooks representa um recuo em relação ao discurso mantido pela Apple por décadas. O cofundador Steve Jobs chegou a classificar a ergonomia de laptops com telas de toque como “terrível”.
Em 2021, John Ternus, chefe de hardware da companhia, declarou que o iPad já cumpria o papel de “melhor computador de toque” e que não havia razão para alterar a essência dos computadores tradicionais. A única tentativa prévia de inserir controles de toque nos laptops da marca foi a Touch Bar, um pequeno painel OLED que acabou descontinuado após baixa aceitação do público e desenvolvedores.
Novo MacBook de entrada deve manter design de alumínio, similar ao Air (imagem: Divulgação/Apple)Resumo
O macOS 26.3 revelou três novos produtos da Apple: um MacBook de baixo custo (codinome J700) e duas variantes do Studio Display 2 (codinomes J427 e J527).
O MacBook J700 utilizará o chip A18 Pro, similar ao do iPhone 16 Pro, e deve custar entre US$ 599 e US$ 799 nos EUA, com preço estimado no Brasil entre R$ 6.499 e R$ 8.999.
O Studio Display 2 incluirá tecnologias como ProMotion e HDR, com taxa de atualização de 120 Hz e um chip A19 para suportar recursos avançados.
Faltando duas semanas para o evento especial de 4 de março, a própria Apple acabou deixando escapar detalhes sobre o que está por vir. A versão final do macOS 26.3, liberada para o público no dia 11 de fevereiro, trouxe no código-fonte referências diretas a três novos produtos.
Conforme revelado pela Macworld, a descoberta aconteceu por extensões de kernel (kexts) que identificam os dispositivos pelos codinomes J700, J427 e J527. Os registros confirmam rumores de que a empresa planeja uma investida agressiva no setor de entrada com um MacBook inédito, além de uma atualização aguardada para a linha de monitores Studio Display.
O que sabemos sobre o MacBook de entrada?
O dispositivo identificado pelo codinome J700 deve ser um MacBook focado em custo-benefício, inaugurando uma categoria abaixo do MacBook Air. O modelo também pode representar uma quebra de paradigma: será o primeiro computador da marca a utilizar um chip da linha “A”, geralmente reservada aos iPhones, em vez da linha “M”.
O processador escolhido seria o A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro. Embora possa parecer um “downgrade” para quem está acostumado com os chips M2 ou M3, testes de benchmark indicam que o A18 Pro tem desempenho superior ao do chip M1. Para o público-alvo deste laptop — estudantes e usuários domésticos que priorizam navegação, edição de textos e consumo de mídia —, o poder de fogo é mais do que suficiente.
Mark Gurman, da Bloomberg, antecipou que o design não deve sofrer cortes drásticos. O laptop deve manter o chassi em alumínio e uma tela de aproximadamente 13 polegadas, sem perder o aspecto premium da Apple.
Qual deve ser o preço no Brasil?
Nos Estados Unidos, as projeções variam entre US$ 599 e US$ 799. Fazendo a conversão direta para a cotação atual, teríamos valores entre R$ 3.264 e R$ 4.354. No entanto, o histórico da Apple no Brasil exige incluir na conta custos de importação, impostos e margem de lucro.
Atualmente, o MacBook Air M2 é vendido nos EUA por US$ 999 e chegou ao Brasil oficialmente por R$ 10.999. Seguindo essa proporção de aproximadamente 11 para 1, podemos estimar os seguintes valores para o mercado nacional:
Versão de US$ 599: entre R$ 6.499 e R$ 6.999
Versão de US$ 799: entre R$ 8.499 e R$ 8.999.
Se o valor inicial for confirmado, este se tornaria o Mac mais acessível do catálogo brasileiro em anos, competindo diretamente com notebooks Windows de alto desempenho.
Studio Display 2 deve trazer ProMotion e HDR
Studio Display finalmente deve ganhar sucessores com de 120 Hz e suporte a HDR (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Além do novo laptop, o macOS 26.3 detalhou os drivers para os modelos J427 e J527, variantes da segunda geração do Studio Display. O monitor atual da Apple já completa quatro anos de mercado e carece de tecnologias que se tornaram fundamentais, como o ProMotion.
O novo monitor deve vir com taxa de atualização de 120 Hz, garantindo mais fluidez em animações e edição de vídeo. Outra adição esperada é o suporte ao HDR (High Dynamic Range), melhorando o contraste e o brilho máximo do painel.
Para dar conta desses recursos e de funções inteligentes como o Áudio Espacial, o periférico deve ser equipado com um chip A19. A presença de dois codinomes diferentes levanta a possibilidade de a Apple lançar uma versão com tela maior ou, quem sabe, uma opção com acabamento de vidro nanotexture como padrão em um dos modelos.
Onde estão os chips M5?
Um detalhe que chama a atenção no vazamento é a ausência de menções aos chips M5. Rumores indicavam novos MacBook Pro e uma atualização do Mac Studio em desenvolvimento com o novo chip. É provável que a Apple reserve as novidades para o segundo semestre de 2026.
Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)Resumo
A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.
A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.
Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.
Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?
O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.
Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.
A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.
iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)
O que muda para usuários e desenvolvedores?
Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.
Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.
Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.
Stremio não está funcionando no MacOS (imagem: reprodução/Stremio)Resumo
MacOS está classificando o Stremio como malware e removendo-o automaticamente do sistema.
Segundo um comunicado do Stremio, o problema ocorre devido à revogação do certificado de assinatura pela Apple.
A plataforma afirma que houve um mal-entendido com a Apple e entrou com recurso para resolver a situação em uma a duas semanas.
O Stremio está instável em computadores Mac há quase uma semana. O motivo? O popular aplicativo de streaming passou a ser bloqueado e até apagado automaticamente pelo macOS logo após a instalação ou na primeira tentativa de execução.
Aqui no Tecnoblog, tentamos reinstalar o programa, mas não resolveu. Relatos do mesmo tipo se multiplicaram no Reddit. Em testes feitos por usuários, o comportamento se repete: o app é instalado normalmente, mas desaparece assim que é aberto, acompanhado de alertas do sistema que classificam o Stremio como malware.
O Stremio é apresentado oficialmente como uma plataforma de organização e compartilhamento de dados audiovisuais, agregando conteúdos de diferentes fontes. Na prática, porém, o software é amplamente utilizado para acessar filmes, séries e outros materiais protegidos por direitos autorais, o que o coloca há anos em uma zona cinzenta em relação às políticas das grandes plataformas.
O que aconteceu?
Segundo a equipe do Stremio, a Apple revogou a certificação necessária para que o app seja executado no sistema. Em um comunicado divulgado em seu blog, a plataforma afirma que houve um erro de interpretação por parte da dona do iPhone.
“Devido a um mal-entendido com a Apple, o certificado de assinatura do aplicativo para macOS foi revogado, o que fará com que uma mensagem de erro seja exibida aos usuários ao tentarem abrir o aplicativo Stremio para macOS”.
– Stremio
Alerta de malware aparece ao tentar abrir o Stremio (imagem: reprodução/X/@Corrky_)
Ainda de acordo com o comunicado, “ao contrário da mensagem de erro que pode ser vista em algumas versões do macOS, o Stremio não é (e nunca foi) um malware, mas essa é a mensagem padrão que a Apple optou por mostrar aos usuários quando um certificado de assinatura de código inválido é utilizado.”
A equipe diz que já entrou com um recurso junto à Apple e espera que a situação seja resolvida em um prazo estimado de uma a duas semanas. Até lá, o aplicativo segue sendo bloqueado em diversas versões recentes do macOS.
Vale lembrar que, na semana passada, o Stremio lançou um app para iOS. Contudo, para não precisar passar pelas regras da loja da Apple, a plataforma disponibilizou o download direto no dispositivo, via sideloading.
Existe alguma solução temporária?
Enquanto não há uma correção oficial, alguns usuários procuram alternativas para contornar o bloqueio. Um método relatado no Reddit envolve a remoção manual do atributo de quarentena aplicado pelo macOS ao aplicativo.
Após reinstalar o Stremio, abra o Terminal e execute o seguinte comando, inserindo a senha de administrador quando solicitado:
Foi a única opção que funcionou nos nossos testes. Esse procedimento remove a barreira que impede a execução do programa. Ainda assim, trata-se de uma solução não oficial e pode não funcionar em todos os casos.
A própria equipe do Stremio pede cautela e afirma que está trabalhando para restabelecer a distribuição do app com um certificado válido.
WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários da versão beta, permitindo ligações sem usar apps de desktop.
As chamadas no navegador são individuais e incluem compartilhamento de tela, mas conferências em grupo ainda estão em desenvolvimento.
O recurso está sendo liberado gradualmente para usuários beta, sem previsão para lançamento na versão estável.
O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários inscritos em seu programa beta. O recurso funciona de forma semelhante aos apps móveis e de desktop, com um ícone de chamadas no topo da conversa.
Com isso, não será mais necessário recorrer aos apps de desktop para fazer ligações usando o computador. Isso é interessante especialmente para os usuários de Linux, já que o sistema não conta com um aplicativo oficial do mensageiro.
Como funcionam as chamadas no WhatsApp Web?
Menu aparece no ícone de câmera de vídeo (imagem: reprodução/WABetaInfo)
Para fazer uma ligação pelo navegador, o usuário deve ir até o ícone de câmera que fica no canto superior direito da tela da conversa. Se o recurso estiver liberado, ao clicar nesse botão, aparecerão as opções de chamada de voz e chamada de vídeo.
Ainda não está claro, entretanto, se será possível atender ligações pelo navegador ou se isso continuará sendo exclusividade dos aplicativos móveis e de desktop.
Por enquanto, só é possível realizar chamadas individuais — conferências em grupo já estão em desenvolvimento, mas serão liberadas em um momento futuro.
Mesmo assim, as ligações feitas pelo navegador já contam com o recurso de compartilhamento de tela, o que pode ser útil na hora de fazer apresentações, compartilhar informações ou mesmo pedir ajuda para fazer alguma coisa no computador.
As chamadas de voz e vídeo na web contam com o mesmo grau de proteção disponível nas outras versões do WhatsApp, com criptografia de ponta a ponta.
Quando as chamadas serão liberadas no WhatsApp Web?
Por enquanto, a Meta está liberando o recurso para alguns usuários inscritos na versão beta do WhatsApp Web. O processo deve ser gradual e levar algumas semanas até chegar a todos os participantes do programa de testes. Ainda não há previsão de lançamento para o canal de atualizações estáveis do mensageiro.
Para se inscrever no WhatsApp Web beta, vá até Configurações, entre no item “Ajuda e feedback” e ative a opção “Entrar na versão beta”. Depois, atualize a página do navegador. Note que usar uma versão de testes de qualquer programa pode resultar em problemas por bugs ainda desconhecidos.
Cibercriminosos utilizam troca de nomes do projeto como isca (imagem: reprodução/OpenClaw)Resumo
Pesquisadores de segurança da plataforma OpenSourceMalwareemitiram um alerta urgente após a detecção de 14 skills maliciosas hospedadas no ClawHub entre os dias 27 e 29 de janeiro de 2026. As ferramentas fraudulentas se passavam por utilitários de negociação de criptomoedas e automação de carteiras digitais.
O objetivo central era a instalação de malware e o roubo de chaves privadas de usuários do OpenClaw, aproveitando-se da recente mudança na identidade do projeto, que ganhou popularidade nos últimos dias como Clawdbot e Moltbot.
O que é o OpenClaw e por que ele se tornou um alvo?
O OpenClaw é um assistente de inteligência artificial que ganhou tração recente devido à sua capacidade de operar como um agente. Diferentemente de chatbots comuns, ele consegue executar tarefas complexas de forma autônoma, como manipular arquivos e interagir com APIs de terceiros. Para expandir essas capacidades, o ecossistema utiliza o ClawHub, um registro público onde desenvolvedores compartilham skills (extensões de funcionalidade).
O problema está na arquitetura do software. Ao contrário de extensões de navegadores modernos, as ferramentas do OpenClaw não operam em um ambiente isolado (sandbox). Na prática, essas extensões são pastas de código executável que, uma vez ativadas, possuem permissão para interagir diretamente com o sistema de arquivos local e até acessar recursos de rede.
De acordo com a documentação do projeto, a instalação de uma skill equivale a conceder privilégios de execução local ao código de terceiros. Esta característica técnica elimina camadas essenciais de proteção contra códigos mal-intencionados.
Como ocorrem os ataques?
Os agentes maliciosos utilizam táticas para induzir o usuário a comprometer sua própria segurança. Segundo o relatório oficial, o método mais comum envolve a instrução para copiar e colar comandos de terminal durante um suposto processo de configuração da ferramenta.
Esses comandos, muitas vezes ofuscados, buscam e executam scripts remotos hospedados em servidores externos, contornando defesas básicas. Uma vez executados, eles realizam uma varredura profunda em busca de:
Dados de preenchimento automático e senhas salvas em navegadores
Arquivos de configuração (.config, .env) e chaves privadas de carteiras de criptomoedas
Tokens de sessão que permitem o acesso a contas sem a necessidade de autenticação de dois fatores
ClawHub é o repositório oficial de extensões para o OpenClaw (imagem: reprodução/OpenSourceMalware)
A situação é agravada pela crise de identidade do projeto. Em questão de dias, o software mudou de nome de Clawdbot para Moltbot devido a disputas de marca registrada e, posteriormente, para OpenClaw. Cibercriminosos têm explorado esse vácuo de informação e a criação de sites como o Moltbook – uma espécie de rede social para agentes de IA – para atrair usuários desavisados.
Recomendações de segurança
Até o momento, o ClawHub opera sob um modelo de confiança comunitária, sem sistemas de auditoria automatizada de código. Segundo informações do portal Tom’s Hardware, a moderação é reativa, dependendo exclusivamente de denúncias após a publicação das skills.
Especialistas recomendam que usuários tratem qualquer extensão de terceiros com o mesmo rigor aplicado a programas executáveis de fontes desconhecidas. É fundamental evitar ferramentas que exijam a execução manual de comandos de terminal ou que possuam pouco histórico de contribuição na comunidade. No atual cenário, o uso de carteiras de criptomoedas em máquinas que rodam agentes de IA com permissão de leitura de disco também é considerado uma prática de alto risco.
Página está fora do ar, mas foi salva no Wayback Machine (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
A Apple descontinuou o pacote Pro Apps para estudantes, que oferecia quase 70% de desconto em aplicativos como Final Cut Pro e Logic Pro.
A empresa lançou o Creator Studio, uma assinatura que inclui apps como Logic Pro e Final Cut Pro, por R$ 39,90 mensais ou R$ 399 anuais.
Estudantes e profissionais da educação têm desconto na assinatura, pagando R$ 14,90 mensais ou R$ 149 anuais, válido apenas durante o curso.
A Apple acabou com o pacote Pro Apps para estudantes, que trazia o Final Cut Pro, o Logic Pro, o Motion, o Compressor e o MainStage para Mac por R$ 1.299. Era um desconto enorme, de quase 70%: para comprar todos separadamente, é necessário desembolsar R$ 4.099,50.
Os programas – que oferecem nível profissional e são bastante usados por quem trabalha com áudio e vídeo – continuam sendo vendidos de maneira individual, pelos seguintes preços:
Logic Pro (estação de trabalho digital para áudio): R$ 1.299,90
Final Cut Pro (editor de vídeos): R$ 1.999,90
Motion (criador de animações): R$ 299,90
Compressor (conversor de vídeos): R$ 299,90
MainStage (ferramenta de áudio para performances ao vivo): R$ 199,90
Por que a Apple parou de vender o Pro Apps para estudantes?
O fim das vendas ocorre duas semanas após o lançamento do Creator Studio. O pacote é oferecido como assinatura, custando R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Ele contém esses cinco programas, com extras e algumas diferenças.
O Creator Studio traz o Logic Pro, o Final Cut Pro e também o Pixelmator Pro, nas versões para Mac e iPad — Motion, Compressor e MainStage continuam valendo apenas para o Mac.
O conjunto vem ainda com recursos extras e conteúdo premium no Keynote, Pages e Numbers. Futuramente, esses diferenciais chegarão ao Freeform. Esses quatro apps continuam disponíveis gratuitamente.
Apple lança Apple Creator Studio (imagem: divulgação/Apple)
Estudantes e profissionais da educação ainda contam com benefícios, pagando R$ 14,90 por mês ou R$ 149 por ano. É uma redução considerável, mas que, no caso dos alunos, vale apenas durante o curso.
Com o desconto do Pro Apps, era possível comprar os programas gastando menos e continuar usando depois de concluir os estudos.
Apple migra para modelo de assinaturas
Aos poucos, a Apple segue um caminho trilhado por Microsoft e Adobe, entre muitas outras empresas, que hoje concentram seus esforços em pacotes por assinatura.
A Adobe foi mais extrema: aboliu a venda de licenças vitalícias em 2013 e passou a oferecer apenas o Creative Cloud. Desde então, programas como Photoshop e Illustrator só podem ser acessados mediante pagamento de mensalidade ou anuidade. Recentemente, a companhia reduziu seus preços no Brasil, já que concorrentes como o Canva têm ganhado terreno.
Do ponto de vista do modelo de negócio das empresas, trocar vendas únicas por assinaturas ajuda a reforçar as chamadas receitas recorrentes. Em vez de ter grandes oscilações a cada lançamento de software, elas passam a receber quantias mensais de maneira constante.
Para os usuários, há vantagens e desvantagens. Por um lado, as assinaturas são acessíveis, incluem atualização dos programas e trazem serviços adicionais. Por outro, o gasto total ao longo dos anos pode ser maior do que o preço da compra de uma licença.
A principal diferença, no entanto, é que, ao comprar uma licença, você consegue continuar usando aquele programa para sempre, mesmo que ele esteja defasado; no modelo de assinaturas, você precisa continuar pagando para sempre.
Just the Browser remove IA, telemetria e mais do Chrome, Edge e Firefox (foto: Denny Müller/Unsplash)Resumo
O Just the Browser remove funções de IA, coleta de dados e conteúdos patrocinados do Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
O script edita configurações de política de grupo e preferências do sistema para desativar recursos indesejados sem modificar arquivos originais.
Compatível com Windows, Linux e macOS, o script requer privilégios de administrador e é reversível; não há versão para dispositivos móveis.
Um desenvolvedor de software lançou recentemente o Just the Browser, uma interessante ferramenta de código aberto que remove recursos de inteligência artificial, coleta de dados e conteúdos patrocinados dos principais navegadores. Ela funciona em Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
A novidade foi disponibilizada publicamente por meio do GitHub e de um site dedicado, oferecendo scripts que automatizam o processo de “limpeza”. Segundo seu criador, Corbin Davenport, o objetivo é combater o que ele classifica como “assédio da IA” e o excesso de ferramentas comerciais que desviam o propósito original dos produtos.
Como a ferramenta funciona?
Diferentemente de extensões para bloqueio de anúncios (ad block), o script atua em um nível mais profundo. Ele edita as configurações de política de grupo (Group Policy) e preferências do sistema – mecanismos utilizados por administradores de TI em ambientes corporativos – para restringir o acesso a recursos, visando segurança e produtividade.
Ao aproveitar essas “configurações ocultas”, a ferramenta instrui o navegador a se comportar como se estivesse em um ambiente gerenciado. Isso permite desativar funcionalidades que muitas vezes não possuem botões de “desligar” nas configurações padrões, sem modificar arquivos executáveis originais ou depender de aplicativos de terceiros. É justamente o caso dos recursos relacionados a IA, que são embutidos nos navegadores a forceps.
Quais recursos são removidos?
Os principais alvos do script são:
Remoção de assistentes como o Gemini no Chrome e integrações de barra lateral no Edge
Bloqueio de artigos sensacionalistas no “feed” de nova guia (comum no Microsoft Edge)
Desativação de pop-ups de cupons de desconto e comparadores de preços nativos
Bloqueio de relatórios de dados enviados aos desenvolvedores sobre hábitos de uso
“O Chrome oferece cupons de desconto durante as compras. O Microsoft Edge enche a página Nova guia com artigos sensacionalistas. A era da IA generativa piorou ainda mais a situação“, explicou Corbin. “O objetivo é fornecer ‘apenas o navegador’ e nada mais.”
Como usar o script?
Script do Just the Browser rodando no Windows 11 (imagem: reprodução)
Atualmente, o Just the Browser é compatível com Windows, Linux e macOS. O processo é reversível, mas exige atenção e privilégios de administrador no sistema. Ele inclui os seguintes passos:
Acesse o guia oficial: o site do projeto exibe comandos específicos para Windows, macOS e Linux
Execute o comando: copie o script fornecido na página, cole no terminal (ou PowerShell no Windows) e execute. Em alguns casos, pode ser necessário baixar um arquivo .reg ou script .bat
Reinicie o navegador: as alterações só entram em vigor após fechar e reabrir o programa
Verifique a instalação: vá até as configurações do navegador. Se vir a mensagem “Gerenciado pela sua organização”, o procedimento funcionou e as regras de bloqueio estão ativas
Além disso, como o script altera políticas do sistema, ele pode desativar recursos como sincronização de histórico ou sugestões de pesquisa. É recomendável ler a lista de alterações com atenção antes de aplicar.
Ainda não há versão do script para celulares e tablets.
Apple expande portfólio de serviços pagos com o Creator Studio (imagem: divulgação)Resumo
Apple lançou o Creator Studio, um plano de assinatura com os apps de criação da empresa.
O pacote inclui Final Cut Pro, Logic Pro e Pixelmator Pro para Mac e iPad, além de Motion, Compressor e MainStage para Mac.
No Brasil, o preço será de R$ 39,90 mensais, disponível para contratação em 28 de janeiro; estudantes e educadores têm preços reduzidos.
A Apple anunciou nesta terça-feira (13/01) o Creator Studio, uma nova assinatura que concentra os principais aplicativos de criação da empresa. A proposta é oferecer ferramentas profissionais para vídeo, áudio e design por um valor mensal mais acessível, todas disponíveis no mesmo pacote, ampliando o alcance para criadores independentes, estudantes e profissionais que já usam Mac, iPad e iPhone.
O serviço estará disponível na App Store em 28 de janeiro, com a possibilidade de um mês de teste gratuito. No Brasil, a assinatura vai custar R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Estudantes e educadores pagam valores reduzidos: R$ 14,90 por mês ou R$ 149 anuais.
O que vem no Apple Creator Studio?
Assinatura custará R$ 39,90 por mês (imagem: reprodução)
O pacote dá acesso aos programas Final Cut Pro, Logic Pro e Pixelmator Pro, tanto no Mac quanto no iPad. Já o Motion, o Compressor e o MainStage ficam restritos ao Mac.
Além disso, a Apple incluiu recursos inteligentes e conteúdos premium nos aplicativos Keynote, Pages e Numbers, disponíveis no iPhone, iPad e Mac. O Freeform também receberá esses novos recursos posteriormente.
Segundo a empresa, a ideia é integrar criação visual, edição de áudio e produção gráfica em um fluxo contínuo. No comunicado oficial, o vice-presidente sênior de software e serviços de internet da Apple, Eddy Cue, afirmou que essa é uma maneira “flexível e acessível de começar a usar uma coleção poderosa de aplicativos criativos”.
Apesar do foco na assinatura, a Apple mantém a opção de compra avulsa no Mac. Final Cut Pro, Logic Pro, Pixelmator Pro, Motion, Compressor e MainStage continuam disponíveis como pagamento único na Mac App Store. No iPad, porém, esses aplicativos passam a existir apenas dentro do plano.
Apple vs Adobe vs Affinity
Apple Creator Studio reforça a estratégia de integração (imagem: divulgação)
A comparação com a Adobe é inevitável, já que a dona do Photoshop e Illustrator abandonou licenças perpétuas em 2013 e migrou totalmente para assinaturas. A Apple entra na competição por receitas recorrentes, mas, por enquanto, adota uma abordagem mais flexível, sem eliminar o modelo tradicional no Mac.
A Adobe ainda é líder no segmento profissional, mas perdeu popularidade desde a chegada da Affinity. Em novembro, em meio ao crescimento da rival do Canva no Brasil, a Adobe reduziu os preços do Creative Cloud por aqui.
A Apple parece ter percebido o cenário de disputa e decidiu entrar na briga. Outro ponto relevante do novo plano de assinatura é a chegada do Pixelmator Pro ao iPad pela primeira vez, após a aquisição do aplicativo pela empresa em 2024. A versão foi redesenhada para uso com toque e Apple Pencil.
Os apps Pages, Numbers e Keynote continuam gratuitos em suas funções básicas, mas novos templates, bibliotecas de mídia e recursos baseados em inteligência artificial agora ficarão restritos aos assinantes do Apple Creator Studio.
Mudança da Microsoft tem como objetivo dar fluidez à ação repetida diariamente por milhões de usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Word agora permite colar links diretamente no texto selecionado, eliminando a necessidade de atalhos ou menus adicionais.
A mudança está disponível no Word para web, Windows (versão 2511 ou superior) e macOS (versão 16.104 ou mais recente).
A liberação do recurso está ocorrendo de forma gradual, visando facilitar a inserção de hyperlinks e melhorar o fluxo de trabalho.
Criar links dentro de documentos do Word sempre exigiu alguns passos extras. Até agora, era preciso abrir um menu específico ou recorrer ao atalho Ctrl+K para transformar um trecho de texto em hyperlink — um processo parecido com o do Google Docs e do Gmail, mas que já soava antiquado perto de outros editores modernos.
Isso começou a mudar. A Microsoft passou a liberar um recurso para adicionar links simplesmente colando a URL sobre o texto já selecionado. A lógica é a mesma adotada por plataformas como WordPress, Notion e diversos sistemas de gerenciamento de conteúdo, reduzindo fricção em uma tarefa cotidiana para quem escreve, revisa ou edita documentos.
Como funciona o novo jeito de inserir links?
A alteração é simples, mas impacta diretamente o fluxo de trabalho. Basta copiar o endereço desejado no navegador, selecionar a palavra ou frase no documento e colar o link. O Word reconhece automaticamente a ação e transforma o trecho selecionado em um hyperlink ativo, sem abrir janelas ou menus adicionais.
Segundo a Microsoft, o objetivo foi tornar mais fluida uma ação repetida diariamente por milhões de usuários. Jenny Ye, gerente de produto da equipe do Word, explicou num comunicado: “Acreditamos que tarefas que você realiza diariamente no Word, como inserir hiperlinks, devem ser fáceis e intuitivas. Por isso, simplificamos todo o processo. Agora, basta selecionar uma palavra ou frase e colar o link diretamente sobre ela, e o hiperlink será adicionado automaticamente”.
A executiva ainda destacou que a mudança ajuda a manter o foco no texto, e não na formatação. “Seja para compartilhar recursos com sua equipe ou citar artigos em um relatório, esse recurso ajuda você a manter o foco, reduzindo cliques e permitindo que você se concentre no texto em vez da formatação”, afirmou.
Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos (imagem: divulgação/Microsoft)
Menos cliques fazem diferença no dia a dia?
Embora pequena, a alteração atinge um ponto sensível para quem escreve com frequência. A necessidade de interromper o raciocínio para acionar atalhos ou menus sempre foi vista como um atrito desnecessário, especialmente quando outros editores já resolveram o problema há anos.
A novidade também reforça uma tendência mais ampla: tornar editores tradicionais mais próximos das ferramentas usadas na web. Ao adotar um comportamento já comum em plataformas online, o Word reduz a curva de adaptação entre ambientes e torna a experiência mais consistente para quem alterna entre diferentes softwares.
O recurso já está disponível para todos os usuários do Word na web. No Windows, ele exige a versão 2511 ou superior, enquanto no macOS é necessário ter a versão 16.104 ou mais recente instalada. A Microsoft informou que a liberação está sendo feita de forma gradual.
Fabricante lançou patch para restaurar funções dos mouses (foto: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Logitech reconheceu que um certificado digital expirado causou falhas nos softwares Logi Options Plus e G Hub no macOS.
O problema desativou funções de mouses como scroll e botões laterais.
A empresa já disponibilizou instaladores atualizados para corrigir a falha no macOS 26 Tahoe, macOS Sequoia, macOS Sonoma e macOS Ventura.
A Logitech reconheceu a falha técnica que interrompeu o funcionamento dos softwares Logi Options Plus e G Hub no macOS. O problema foi provocado pela expiração de um certificado digital de segurança e impede que usuários de periféricos da marca utilizem recursos personalizados, como botões laterais, gestos e configurações de rolagem.
O erro não afeta usuários de Windows e foi reportado inicialmente no Reddit. Proprietários de mouses lançados recentemente, como o MX Master 4 e outros da linha Logitech G, descreveram um “loop de inicialização” ao tentar abrir as ferramentas de configuração.
Por que os softwares pararam de funcionar no Mac?
A interrupção ocorreu porque um certificado de segurança expirou. Segundo a Logitech, esse certificado é essencial para o sistema operacional reconhecer e permitir a execução dos serviços do Logi Options Plus e do G Hub. Sem a validação, o macOS impede que o software seja iniciado corretamente.
Um porta-voz da Logitech comentou em uma publicação no Reddit e classificou o episódio como um erro operacional severo: “Cometemos um erro grave. Lamentamos profundamente o inconveniente causado”.
Como resolver o problema?
Usuários de macOS precisam baixar novo patch (foto: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A boa notícia é que a Logitech já disponibilizou instaladores atualizados que resolvem a falha no macOS 26 Tahoe, macOS 15 Sequoia, macOS 14 Sonoma e macOS 13 Ventura. Uma correção para versões anteriores do sistema da Apple será lançada em breve.
Segundo a empresa, o processo de correção não apaga perfis ou configurações pré-definidas. Como o certificado expirado também inutilizou o atualizador automático (auto-updater) integrado, os usuários devem realizar uma intervenção manual seguindo os passos abaixo.
Execute o arquivo de correção (quando a mensagem “o software já existe” aparecer, feche o instalador);
Ao abrir o G Hub manualmente, os dispositivos devem ser reconhecidos normalmente.
A Logitech reiterou que o número da versão dos aplicativos não será alterado após o patch e que instaladores offline para uso corporativo também serão atualizados.
MBP de 14 polegadas está entre os contemplados (imagem: divulgação)Resumo
A Apple lançou iPadOS 26.2 e macOS Tahoe 26.2, dobrando a largura de banda Wi-Fi para dispositivos compatíveis com Wi-Fi 6E.
A atualização permite que iPads e MacBooks alcancem 160 MHz em redes de 5 GHz, melhorando a transferência de dados e estabilidade em streaming.
Dispositivos compatíveis incluem iPad Pro com chip M4, iPad Air com chip M3, iPad Mini com chip A17 Pro, MacBook Pro com M2 a M5, e MacBook Air com M2 a M4.
A Apple liberou oficialmente nesta segunda-feira (5) as atualizações iPadOS 26.2 e macOS Tahoe 26.2, destinadas a otimizar o desempenho da conectividade sem fio em modelos selecionados de iPad e Mac. A mudança técnica, detalhada nos documentos de suporte, permite que dispositivos compatíveis com o padrão Wi-Fi 6E alcancem agora o dobro da largura de banda em redes de 5 GHz.
Anteriormente, esses aparelhos operavam limitados a canais de 80 MHz nessa frequência. Com o novo firmware, a largura de banda máxima suportada sobe para 160 MHz, igualando a taxa de transferência teórica encontrada nativamente no espectro de 6 GHz. Essa paridade técnica é uma boa notícia, uma vez que roteadores operando em 5 GHz ainda são maioria no mercado, em residências e escritórios, enquanto a infraestrutura para 6 GHz exige novos equipamentos.
Como a mudança impacta o cotidiano?
A expansão da largura de banda traz mais capacidade de tráfego de dados simultâneos entre o dispositivo e o ponto de acesso sem fio. Sob condições ideais, proprietários dos aparelhos atualizados notarão maior agilidade em tarefas pesadas, como a transferência de arquivos grandes via AirDrop e realização de backups e uploads na nuvem.
Além disso, a estabilidade em serviços de streaming de alta resolução (4K) e chamadas de vídeo é aprimorada devido ao aumento do teto de velocidade teórica suportada pelo hardware sem exigir a troca imediata dos roteadores.
Ajuste técnico iguala desempenho do Wi-Fi de 5 GHz ao padrão de 6 GHz (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Dispositivos compatíveis e exigências
A lista de aparelhos compatíveis abrange os lançamentos mais recentes da fabricante. No segmento de tablets, estão incluídos:
iPad Pro com chip M4
iPad Air com chip M3
iPad Mini com chip A17 Pro
O benefício também se estende aos notebooks:
MacBook Pro com M2 a M5
MacBook Air com chip M2 a M4
Contudo, a melhoria é condicionada à infraestrutura de rede local. Para que o ganho de velocidade seja efetivo, o roteador utilizado deve suportar canais de 160 MHz na faixa de 5 GHz. Caso o ponto de acesso opere limitado ao padrão de 80 MHz, o desempenho permanecerá inalterado.
Primeira versão do Liquid Glass no iOS 26 antes do lançamento (foto: Thássius Veloso)Resumo
A Apple adicionou um controle de transparência para o Liquid Glass no iOS 26.1, iPadOS 26.1 e macOS Tahoe 26.1, permitindo escolher entre visual transparente e mais opaco.
O novo controle está disponível em “Ajustes” no iPhone e iPad e em “Ajustes do Sistema” no Mac.
A mudança veio após feedbacks de usuários que acharam a transparência excessiva, dificultando a leitura de notificações e identificação de botões.
A Apple implementou um novo controle de transparência para o Liquid Glass em seus sistemas operacionais. A opção aparece no quarto beta público do iOS 26.1, do iPadOS 26.1 e do macOS Tahoe 26.1.
Com a nova configuração, é possível escolher entre um visual quase totalmente transparente, que é o padrão do sistema, e outro mais opaco e com mais contraste. A seleção é aplicada por todo o sistema, incluindo aplicativos, notificações e tela de bloqueio.
No iPhone e no iPad, para acessar o novo controle, você deve ir a “Ajustes”, “Tela e Brilho” e “Liquid Glass”. Já no Mac, a configuração fica em “Ajustes do Sistema” e “Aparência”.
Ao TechCrunch, a Apple declarou ter recebido, antes mesmo do lançamento oficial, feedback de usuários que gostariam de um visual mais opaco para o Liquid Glass. Por isso, está testando o recurso na mais recente versão beta de seus sistemas.
Vale dizer que se trata ainda de uma versão de testes. A Apple ainda pode fazer alterações até o lançamento do iOS 26.1 para o público geral.
Liquid Glass dividiu opiniões
O Liquid Glass é uma das principais novidades da atual geração de sistemas operacionais da Apple, marcando o redesign mais profundo dos softwares da marca desde a migração para o flat design em 2013, com o iOS 7.
A nova linguagem visual tem itens translúcidos e imita o comportamento do vidro, distorcendo levemente as imagens de fundo. As animações também ficaram mais suaves. No entanto, muitos usuários apontaram que, com tanta transparência, fica difícil ler notificações ou identificar botões.
Mesmo a Apple parecia não estar totalmente satisfeita com o resultado: as várias versões beta do iOS 26 liberadas antes do lançamento oficial tiveram idas e vindas no visual, buscando agradar os críticos sem abrir mão dos princípios do novo design. Apesar disso, os sistemas foram lançados sem muitas opções para a interface.
Quem estivesse insatisfeito com o visual da nova interface da Apple poderia recorrer à opção “Reduzir Transparência”, que pode ser encontrada nos ajustes de acessibilidade. Com ela, todos os elementos do Liquid Glass passavam a ser exibidos com uma cor sólida no fundo. A nova configuração pode ser um meio-termo, melhorando a legibilidade sem abandonar a ideia original do design.
Saiba como ampliar o armazenamento do iPhone usando o iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O jeito mais simples de aumentar a memória do iPhone é assinando um dos planos do iCloud. Este serviço de nuvem da Apple permite guardar fotos, vídeos e outros dados para liberar espaço físico no aparelho.
O plano básico do iCloud oferece 5 GB gratuitos, mas é possível optar por planos pagos. As opções de upgrade incluem 50 GB, 200 GB, 2 TB, 6 TB e 12 TB de armazenamento, adaptando-se a qualquer necessidade.
Veja o passo a passo para comprar armazenamento no iPhone realizando a assinatura do iCloud pelo celular, Mac ou Windows.
Acesse o aplicativo “Ajustes” no iPhone para ver mais opções de configurações do dispositivo.
Acessando o app “Ajustes no iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Acesse as informações da Conta Apple
Toque no seu nome de usuário, na parte superior do app, para acessar mais informações da Conta Apple ID.
Abrindo as opções do usuário do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Vá até a opção “iCloud”
Toque em “iCloud” para verificar as informações do serviço de armazenamento na nuvem.
Selecionando o menu “iCloud” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Selecione “Fazer o upgrade para o iCloud+” ou “Ver todos os planos”
Toque em “Atualizar para o iCloud+”, caso não seja assinante, ou “Ver todos os planos” para ver as opções de upgrades para comprar espaço no iPhone por meio do iCloud.
Escolhendo a opção “Fazer o upgrade para o iCloud+” ou “Ver todos os planos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
5. Escolha um plano do iCloud
Confira as opções de upgrade de armazenamento do iCloud e selecione o plano que melhor combine com as suas necessidades. Em seguida, toque em “Fazer upgrade” para avançar.
Escolhendo o novo plano do iCloud+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
6. Confirme a compra no novo plano
Por fim, confirme pressionando duas vezes o botão lateral direito do iPhone para assinar o iCloud+. Assim, você terá mais espaço de armazenamento no iPhone e em outros dispositivos da Apple.
Confirmando a assinatura do iCloud+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Comprar armazenamento do iCloud pelo Mac
1. Abra os “Ajustes do Sistema” do Mac
Clique no menu Apple, ícone de maçã no canto superior esquerdo da tela do sistema operacional Mac, e selecione a opção “Ajustes do Sistema”.
Acessando a opção “Ajustes do sistema” no computador Mac (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Acesse as informações da Conta Apple
Clique em cima do seu nome de usuário, no canto esquerdo da tela, para abrir as opções da Conta Apple.
Abrindo as opções de usuário (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Selecione o menu “iCloud”
Selecione a opção “iCloud” para ver mais informações do serviço de armazenamento em nuvem da Apple.
Selecionando o menu “iCloud” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Clique em “Gerenciar” iCloud
Na seção “iCloud”, clique na opção “Gerenciar” no canto direito da tela, para abrir um novo menu de opções.
Clicando em “Gerenciar” iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
5. Acesse a opção “Adicionar armazenamento”
Clique em “Adicionar armazenamento”, no canto superior direito da nova janela, para avançar.
Abrindo a opção “Adicionar armazenamento” do iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
6. Escolha o plano do iCloud+
Selecione a opção de upgrade do iCloud+ que melhor atende às suas necessidades e, depois, clique no botão “Próximo” no canto inferior direito.
Escolhendo o plano de upgrade do iCloud+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
7. Conclua a compra do armazenamento
Insira sua senha da Conta Apple e clique no botão “Comprar” para assinar o plano do iCloud+.
Importante: embora o procedimento seja feito pelo Mac, ele também serve para aumentar o armazenamento do iPhone e outros dispositivos Apple vinculados a sua conta.
Confirmando o pagamento do armazenamento do iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Comprar armazenamento do iCloud pelo Windows
1. Clique em “Gerenciar” iCloud
Abra o aplicativo do iCloud no Windows e desça a tela até ver a seção “iCloud”. Em seguida, clique no botão “Gerenciar” para avançar.
Acessando a opção “Gerenciar” iCloud no app do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Selecione “Adicionar armazenamento”
Clique na opção “Adicionar armazenamento”, no canto superior direito da nova janela, para ver as opções de planos de armazenamento do iCloud+.
Clicando em “Adicionar armazenamento” do iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Escolha o plano do iCloud+
Escolha a opção de upgrade do iCloud+ e, depois, clique em “Próximo” para continuar.
Escolhendo o plano de upgrade do iCloud+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Confirme o upgrade de armazenamento do iCloud+
Digite a sua senha da Conta Apple e, em seguida, clique em “Comprar” para realizar a assinatura do armazenamento do iCloud+.
Importante: mesmo com a assinatura sendo feita por meio de um PC Windows, o upgrade para o espaço de armazenamento na nuvem é válido para o iPhone e outros dispositivos vinculados à sua Conta Apple.
Confirmando a compra de espaço de armazenamento no iCloud (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Por que não consigo comprar espaço de armazenamento no iPhone?
Há alguns cenários que impedem você de comprar espaço de armazenamento no iPhone via iCloud+. Os mais comuns são:
Problemas com método de pagamento: ocorrem devido ao saldo insuficiente, dados incorretos do cartão de crédito ou endereço de cobrança não coincidir com o registro do banco. Verifique e atualize as informações de pagamento para solucionar;
Conexão com a internet: uma conexão fraca ou instável impede a comunicação do dispositivo com os servidores da Apple para concluir a assinatura. Tente se conectar a uma rede Wi-Fi estável ou usar os dados móveis em um ambiente com sinal forte;
Falhas temporárias no sistema: um erro temporário no dispositivo ou no sistema pode estar interferindo no processo de upgrade. Muitas vezes isso pode ser resolvido ao reiniciar o dispositivo ou ao entrar e sair da conta Apple;
Interrupções nos sistemas da Apple: os servidores ou sistemas da Apple podem estar com problemas ou passando por manutenção, resultando em falhas nas transações. Confira o status dos sistemas e tente realizar o procedimento mais tarde;
Restrições de dispositivos ou conta: o dispositivo pode ter restrições de rede ativas ou a Conta Apple ID pode estar suspensa por motivos de segurança, bloqueando a compra. Entre em contato com o suporte da Apple para verificar as restrições.
Precisa ter cartão de crédito para comprar espaço de armazenamento no iPhone?
Não, a Apple oferece outros métodos de pagamentos além do cartão de crédito para assinar o iCloud+ e expandir o armazenamento do iPhone. Por exemplo, é possível pagar a assinatura do iCloud+ usando o saldo de cartões-presente (Gift cards) resgatados pela Conta ID Apple.
Posso comprar espaço de armazenamento no iPhone com Pix?
Não é possível comprar diretamente espaço no iCloud+ usando Pix como forma de pagamento. Contudo, dá para adquirir cartões-presente da Apple em lojas ou plataformas que aceitam o Pix e, depois, resgatar o valor como crédito em sua Apple ID para realizar a compra do upgrade de armazenamento no iPhone.
É possível comprar armazenamento em nuvem no iPhone sem ser pelo iCloud?
Sim, você pode comprar e usar armazenamento em nuvem de terceiros no iPhone, como o Google Drive ou o Dropbox, para salvar fotos, vídeos e outros arquivos. Contudo, esses serviços não oferecem o backup completo do sistema, como configurações e dados de aplicativos, sendo uma função exclusiva do iCloud.
Dá para usar cartão de memória no iPhone?
Não, o iPhone não possui entrada para cartões microSD ou qualquer forma de expansão de armazenamento físico. Para gerenciar o espaço quando estiver cheio, a melhor alternativa é apagar arquivos desnecessários e liberar espaço no iCloud.
Qual é a diferença entre comprar armazenamento e liberar espaço no iPhone?
Comprar armazenamento se refere a ter uma assinatura do iCloud+ para expandir o armazenamento em nuvem para fotos, vídeos, arquivos e backups. Ele mantém os dados sincronizados em todos os dispositivos Apple vinculados a conta e garante um backup seguro fora do aparelho físico.
Liberar espaço no iPhone é o ato de apagar dados, fotos, vídeos ou aplicativos desnecessários diretamente na memória interna do aparelho. O objetivo é recuperar o espaço físico local para permitir a instalação de novos aplicativos, atualizações de software ou o registro de mais fotos e vídeos.
Ação de marketing relembra pane global que não afetou Macs (imagem: reprodução/Apple)Resumo
Apple lançou um comercial satirizando a pane do Windows causada por uma falha da CrowdStrike em julho de 2024.
O incidente resultou na “Tela Azul da Morte” em PCs Windows, afetando globalmente setores como companhias aéreas e bancos.
Na ocasião, computadores com os sistemas macOS e Linux não foram afetados.
A Apple lançou nesta terça-feira (07/10) um novo comercial que satiriza a pane que afetou milhões de computadores Windows em julho do ano passado. O anúncio promove a segurança da plataforma Mac e reacende uma rivalidade histórica entre os sistemas.
A peça publicitária tem mais de oito minutos e foi publicada no YouTube. Ela mostra uma equipe fictícia se preparando para uma feira de negócios. No enredo, uma falha generalizada nos PCs gera caos, exibindo a temida “Tela Azul da Morte” e paralisando todos os expositores que usam Windows, referência direta ao incidente da CrowdStrike.
A solução do vídeo é migrar para dispositivos Apple, permitindo que o trabalho continue. O comercial termina com a frase: “Não há segurança como a do Mac”.
Relembre a pane no Windows
Além de remeter à clássica campanha “Get a Mac”, lançada há quase duas décadas para criticar as supostas falhas do Windows, o novo comercial da Apple faz referência direta ao incidente de 19 de julho de 2024, que paralisou empresas e serviços no mundo todo.
Na ocasião, uma atualização defeituosa do software Falcon, da empresa de cibersegurança CrowdStrike, causou uma falha crítica em computadores que rodavam o Windows. O resultado foi a exibição da famosa “Tela Azul da Morte” (ou BSOD, na sigla em inglês) — erro que impede o sistema de continuar funcionando.
Tela azul da morte do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)
A CrowdStrike confirmou, na época, que uma atualização em sua plataforma foi a causa do problema. O CEO da empresa, George Kurtz, esclareceu que a falha afetava especificamente o sistema Windows e que não se tratava de um incidente de segurança ou ataque hacker, mas de um bug no software. Máquinas com macOS ou Linux não foram afetadas.
A interrupção teve um impacto global significativo, afetando setores críticos como companhias aéreas, bancos, emissoras de televisão e redes de supermercados. No Brasil, instituições financeiras relataram instabilidades em seus serviços.
A Microsoft, por sua vez, emitiu um comunicado reconhecendo o problema e orientando os clientes a seguirem as recomendações da CrowdStrike para a resolução. Administradores de TI em todo o mundo trabalharam para aplicar as correções, que em muitos casos exigiam procedimentos manuais para restaurar os sistemas afetados.
Campanha relembra apagão global de 2024, causado por falha da CrowdStrike. Episódio gerou tela azul em PCs com sistema da Microsoft, mas não afetou Macs.
Apple faz chacota do Windows em novo comercial (imagem: reprodução/Apple)