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Abin regulamenta app de mensagens que substitui WhatsApp em órgãos públicos

9 de Setembro de 2026, 12:29
Captura de tela do aplicativo MSG Gov
App do governo é destinado a órgãos públicos (imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)
Resumo
  • A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) regulamentou o MSG Gov, aplicativo de mensagens para comunicação entre órgãos do governo federal.
  • O aplicativo, desenvolvido pela Serpro e Universidade Federal do Ceará, permite conversas criptografadas e foi distribuído aos integrantes do Sisbin.
  • O uso do aplicativo requer credencial de segurança ativa ou Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) regulamentou o MSG Gov, aplicativo de mensagens criado para a comunicação entre órgãos do governo federal e servidores públicos. A ferramenta já está em operação e começou a ser distribuida aos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

O app não é liberado para uso do público: ele pode ser baixado normalmente nas lojas de apps, mas o acesso depende das credenciais exigidas pelo sistema. A regulamentação foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (08/09) e assinada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Ferndando Corrêa.

O MSG Gov foi desenvolvido pela Serpro em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e funciona como uma alternativa própria aos mensageiros comerciais, como WhatsApp e Telegram, para tratar de comunicações institucionais. A solução é semelhante a outros mensageiros próprios adotados pela administração de países como a França, com o Tchap, e a Alemanha, com o BundesMessenger.

App permite conversas criptografadas

captura de tela de conversas no MSG Gov
MSG Gov possui funcionalidades semelhantes às de mensageiros tradicionais (imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

O mensageiro permite aplicar controles específicos de segurança e acesso em conversas entre os integrantes do Sisbin, como Casa Civil, GSI, Itamaraty, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Banco Central, Anatel, Coaf e Ibama, segundo o Mobile Time.

Nele, é possível enviar mensagens, fotos e arquivos, gravar áudios e fazer chamadas de voz criptografadas, assim como os mensageiros tradicionais, mas há maior controle sobre quem pode acessar cada conversa.

A arquitetura usa mais de uma camada de proteção, com parte do sistema utilizando tecnologia comercial, enquanto a criptografia emprega um algoritmo próprio, desenvolvido pelo governo brasileiro.

Dessa forma, o acesso depende das permissões e do nível de credenciamento do servidor. Esses funcionários devem ter uma credencial de segurança ativa ou assinar um Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo (TCMS), segundo a portaria nº 4.628.

A Abin desaconselha a instalação em aparelhos pessoais ou de uso misto por servidores públicos, devido aos riscos adicionais de segurança. A prática não é proibida, mas cabe a cada instituição verificar se o dispositivo atende aos requisitos para usar a plataforma.

Viagens internacionais também têm regras próprias

A portaria prevê cuidados adicionais para servidores que precisarem usar o MSG Gov fora do Brasil. Nesses casos, o usuário deve obter autorização prévia da chefia e comunicar o responsável pela segurança da informação do órgão.

A orientação também é manter controle físico do aparelho durante todo o período da viagem. A preocupação envolve situações como perda, roubo ou comprometimento do dispositivo durante a permanência no exterior.

Incidentes de segurança relacionados ao aplicativo deverão ser comunicados imediatamente às Equipes de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos (ETIR) de cada instituição.

Abin regulamenta app de mensagens que substitui WhatsApp em órgãos públicos

(imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

(imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

OpenAI gastou US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, diz site

17 de Junho de 2026, 05:57

A OpenAI registrou um gasto de US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo reportagem do The Information. O portal credita documentos que a empresa compartilhou com acionistas.

O valor representa mais da metade da receita da startup, estimada em US$ 5,7 bilhões. 

Lembrando que, no começo de junho, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de IPO nos Estados Unidos. A abertura de capital na bolsa de valores pode ocorrer já em setembro. 

A expectativa é de que a desenvolvedora do ChatGPT seja avaliada em até US$ 1 trilhão.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
ChatGPT ainda lidera em usuários, mas já sente a pressão dos concorrentes no mercado global de IA. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Domínio do ChatGPT encolhe e concorrentes ganham força no mercado de IA

Pela primeira vez desde seu lançamento, o ChatGPT perdeu a marca de 50% de participação no mercado global de assistentes de IA. O movimento reflete o avanço de concorrentes que vêm atraindo cada vez mais usuários, segundo o relatório State of AI 2026, da Sensor Tower.

Embora siga na liderança, o chatbot da OpenAI viu sua fatia de mercado cair para 46,4% em maio. Enquanto isso, Gemini e Claude ganharam espaço em um setor que continua crescendo rapidamente.

Até janeiro de 2026, o ChatGPT concentrava mais da metade do mercado de assistentes de IA. No fim de maio, sua participação havia recuado para 46,4%. O Gemini, do Google, alcançou 27,7%, enquanto o Claude, da Anthropic, chegou a 10,3%.

Apesar da queda relativa, o ChatGPT continua sendo o assistente de IA mais utilizado do mundo, com mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. O Gemini aparece em segundo lugar, com 662 milhões, seguido pelo Claude, com 245 milhões.

O relatório também destaca que os usuários estão mais dispostos a experimentar diferentes plataformas. Um dos fatores observados foi o aumento das desinstalações após o anúncio do acordo entre a OpenAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O episódio sugere que muitos usuários levam em consideração não apenas os recursos oferecidos, mas também as decisões tomadas pelas empresas responsáveis pelas ferramentas.

Enquanto o crescimento do Gemini está ligado à integração com o ecossistema do Google, o Claude ganhou destaque em tarefas de produtividade e vem se aproximando dos índices de retenção do ChatGPT.

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