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Telescópio Hubble captura imagem de galáxia irregular tênue

31 de Maio de 2026, 11:20

Uma nova imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, divulgada na quarta-feira (27), revelou detalhes da galáxia anã irregular ESO 490-017. O objeto celeste possui aproximadamente 12 mil anos-luz de diâmetro e está localizado a cerca de 23 milhões de anos-luz de distância da Terra, situado na constelação de Cão Maior.

Galáxia observada pelo Hubble

  • Devido ao seu baixo brilho superficial, a galáxia se apresenta na imagem como um enxame estelar tênue;
  • Ela aparece posicionada atrás de estrelas mais brilhantes que se encontram em primeiro plano, as quais são facilmente identificáveis em razão de seus picos de difração;
  • O fundo negro do registro fotográfico é salpicado por numerosos pontos nas cores vermelha, laranja e bege, que correspondem a galáxias distantes, muitas das quais exibem uma estrutura espiral bem distinta;
  • Os dados coletados para a composição desta imagem da galáxia ESO 490-017 integram um programa de observação do Hubble voltado ao mapeamento e análise do movimento de galáxias e de aglomerados de galáxias pelo espaço.

Telescópio Hubble
Representação artística do Hubble – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

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De acordo com as informações científicas que fundamentam o estudo, a matéria no universo encontra-se distribuída de maneira desigual, e é justamente a influência gravitacional exercida por essa matéria que impulsiona o chamado “fluxo cósmico“, nome dado ao deslocamento de estruturas em grande escala no universo.

Webb e Hubble descobrem o poder dos berçários estelares na evolução das galáxias

Um artigo publicado este mês na revista Nature Astronomy traz uma visão extraordinária sobre a formação de estrelas e o impacto desses processos na evolução das galáxias.

Usando imagens dos telescópios espaciais James Webb (JWST) e Hubble, da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), cientistas conseguiram observar detalhes inéditos de enormes aglomerados estelares escondidos em nuvens de gás e poeira cósmica.

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Hubble registra espetáculo de luz em torno de estrela morrendo

10 de Fevereiro de 2026, 16:43

Uma imagem impressionante capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), foi divulgada nesta terça-feira (10). O registro mostra a Nebulosa do Ovo, em um show de luzes e sombras criadas por poeira recém-ejetada da estrela central, revelando detalhes nunca antes vistos dos estágios finais de um astro.

Localizada a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, a nebulosa esconde sua estrela central em uma nuvem densa de poeira, parecendo uma “gema” dentro de uma “clara” escura. Segundo a NASA, somente o Hubble consegue mostrar a complexidade dessa estrutura.

Em resumo:

  • Hubble registrou a Nebulosa do Ovo, revelando detalhes do colapso estelar;
  • Estrutura jovem e próxima mostra estrela central escondida em densa poeira;
  • Feixes de luz e padrões simétricos indicam influência de estrelas companheiras;
  • Observações ajudam cientistas a entender a morte de estrelas e a formação de sistemas.
O Telescópio Espacial Hubble obteve a imagem mais nítida já registrada da Nebulosa do Ovo. Crédito:  NASA, ESA, Bruce Balick (Universidade de Washington)

Essa é a nebulosa pré-planetária mais próxima e jovem já registrada. Esse tipo de estrutura é formado quando estrelas semelhantes ao Sol liberam suas camadas externas até se tornarem nebulosas planetárias. Apesar do nome, não tem relação com planetas.

Nebulosa do Ovo está fase de em transição

Estudar a Nebulosa do Ovo ajuda a entender o estágio final da vida das estrelas. A luz da estrela escapa por um “olho” polar na poeira e ilumina o disco expelido há algumas centenas de anos. Essa fase dura apenas alguns milhares de anos, tornando a observação única.

Feixes gêmeos de luz atravessam lóbulos polares e arcos concêntricos mais antigos. A forma dessas estruturas indica que outras estrelas companheiras podem estar escondidas no disco de poeira, influenciando os movimentos.

Estrelas como o Sol perdem suas camadas externas ao esgotar o hidrogênio e hélio. O núcleo quente ioniza o gás ao redor, formando conchas brilhantes observadas em nebulosas planetárias, como a da Borboleta e da Hélice. A Nebulosa do Ovo ainda está em transição, antes de se tornar uma nebulosa planetária.

Imagem da Nebulosa do Ovo obtida pelo Hubble em 1996. Crédito: Raghvendra Sahai e John Trauger (JPL), equipe científica do WFPC2 – NASA / ESA

Os padrões simétricos da nebulosa não vêm de explosões violentas, como supernovas, mas de eventos coordenados no núcleo da estrela, rico em carbono. Essa poeira antiga ajudou a formar sistemas estelares, como o nosso, há bilhões de anos.

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Não é o primeiro registro que o Hubble faz da estrutura

O Hubble já havia fotografado a Nebulosa do Ovo várias vezes. Em 1997, imagens em infravermelho capturadas pela Câmera Infravermelha Próxima e Espectrômetro Multialvo (NICMOS) mostraram mais detalhes da poeira. Em 2003, a Câmera Avançada de Pesquisa (ACS) revelou ondulações ao redor da nebulosa, e em 2012, a Câmera de Campo Amplo 3 (WFC3) destacou fluxos de gás e a nuvem central.

A nova imagem combina dados anteriores com novas observações, fornecendo a visão mais nítida e detalhada do “ovo cósmico”. Registros como esses ajudam cientistas a entender melhor como as estrelas morrem e liberam material que pode formar novos sistemas planetários.

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