Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

6 de Janeiro de 2026, 14:26
Ilustração de chip da Rockchip
Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)
Resumo
  • Repositório Rockchip Linux MPP foi desativado no GitHub após queixa de DMCA enviada por membro do projeto FFmpeg;

  • Acusação aponta que empresa incorporou código-fonte aberto sem manter registros de direitos autorais;

  • Membros do FFmpeg tentavam resolver situação amigavelmente com Rockchip desde o início de 2024, sem sucesso.

Se você nunca ouviu falar da Rockchip, saiba desde já que esta é uma importante companhia chinesa de semicondutores. A Rockchip atraiu os holofotes recentemente, mas não por lançar um chip: a empresa teve um de seus principais repositórios de software no GitHub desativado devido a uma queixa de violação de direitos autorais (DMCA).

A Rockchip é especializada em chips de arquitetura Arm que são implementados em diversos dispositivos, como TV boxes, tablets Android, câmeras de segurança e equipamentos para soluções embarcadas ou feitas sob medida, a exemplo da placa Banana Pi BPI-M5 Pro (concorrente da linha Raspberry Pi 5).

Frequentemente, os chips da Rockchip são empregados em equipamentos que trabalham com plataformas abertas, a exemplo do Linux e do Android. É por isso que a desativação do repositório em questão deixou a comunidade em torno da Rockchip preocupada.

Queixa vem de integrante do projeto FFmpeg

O FFmpeg é uma poderosa ferramenta de código aberto para conversão de formatos de vídeo ou áudio, codificação de mídia, transmissão ou captura de conteúdo, e afins.

Eis que um dos membros da comunidade do FFmpeg enviou uma queixa de violação de direitos autorais pela Rockchip ao GitHub, que respondeu desativando o repositório correspondente, de nome Rockchip Linux MPP.

De acordo com a queixa, a Rockchip incorporou grande parte do código-fonte do FFmpeg para uso na plataforma Rockchip MPP, empregada em tarefas de codificação e decodificação de vídeo.

Como o projeto FFmpeg tem código-fonte aberto, parece não haver nenhum problema nisso. Mas, de acordo com a queixa, a incorporação do código foi feita sem que os registros de direitos autorais e dos autores do projeto fossem mantidos, o que caracteriza uso ilegal.

Para piorar a situação, a plataforma Rockchip MPP foi redistribuída sob uma licença Apache que é incompatível com a licença LGPL 2.1 implementada no FFmpeg.

Banana Pi BPI-M5 Pro (imagem: divulgação/Banana Pi)
Banana Pi BPI-M5 Pro tem SoC da Rockchip (imagem: divulgação/Banana Pi)

FFmpeg tentou resolver problema junto à Rockchip

A parte mais surpreendente dessa história é que membros do FFmpeg vinham tentando resolver o problema junto à Rockchip. Um vídeo no canal Brodie Robertson, no YouTube, mostra desenvolvedores de ambos os projetos trocando mensagens sobre o assunto pelo menos desde o início de 2024.

Em uma das conversas, um membro da Rockchip admitiu o uso de código do FFmpeg de modo indevido como resultado de uma falta de compreensão sobre os conflitos entre as licenças LGPL e Apache.

A Rockchip prometeu, ainda em 2024, resolver o problema, mas não o fez. Foi isso que levou um integrante do FFmpeg a enviar a queixa de DMCA ao GitHub.

O que acontece agora?

Não está claro. Até o momento, a Rockchip não se pronunciou sobre o assunto. Mas, como o repositório problemático não está mais disponível no GitHub, é possível que a companhia corrija o problema em um futuro próximo para não prejudicar seus clientes.

Como correção, a comunidade do FFmpeg propõe:

  • remover as falsas alegações de autoria;
  • restaurar a atribuição original e os avisos de direitos autorais;
  • distribuir o código sob uma licença compatível com a LGPL.

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

💾

Chinesa Rockchip teve repositório de software no GitHub desativado após ser acusada de usar código do projeto FFmpeg indevidamente.

Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)

Nvidia lançará chip de IA voltado para a China no 2º tri

8 de Janeiro de 2024, 09:39
A fabricante norte-americana de chips Nvidia planeja iniciar produção em massa no segundo trimestre de 2024 de um chip de inteligência artificial que projetou para a China. A nova linha é destinada a para cumprir regras de exportação impostas pelos Estados Unidos, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto nesta segunda-feira (8).

Siga o canal da Forbes e de Forbes Money no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida

O chip H20 é o mais poderoso dos três chips voltados para a China que a Nvidia desenvolveu para atender às restrições anunciadas em outubro. O dispositivo foi originalmente programado para ser lançado em novembro passado, mas esse plano foi adiado, com fontes dizendo à Reuters na época que o atraso foi devido a problemas que os fabricantes de servidores estavam tendo na integração do chip. Uma das pessoas disse que o volume inicial de produção será limitado, e que a Nvidia deverá atender principalmente aos pedidos dos principais clientes. A Nvidia não comentou o assunto. A Reuters informou anteriormente, citando fontes, que as empresas chinesas estão relutantes em comprar o H20 e estão testando alternativas domésticas. Isso se deve ao medo de que os EUA possam novamente aumentar as restrições. No ano passado, o líder do mercado chinês de busca na internet, Baidu, encomendou chips de IA da Huawei Technologies em uma mudança em relação à Nvidia, informou a Reuters.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

Além do H20, a Nvidia planeja dois outros chips que cumprem as novas restrições - o L20 e o L2. A fabricante de chips ainda não anunciou a venda de nenhum dos três. A Nvidia está apostando nos chips para ajudar a preservar sua participação de mercado da China. A posição é ameaçada depois que as restrições de exportação dos EUA a impediram as vendas de produtos no país, incluindo os chips avançados A800 e H800 AI. Os próprios A800 e H800 foram apresentados como alternativas para os clientes chineses em novembro de 2022. A alternativa foi apresentada cerca de um mês depois que os EUA restringiram pela primeira vez as exportações de microprocessadores e equipamentos avançados para a China. O H20, o L20 e o L2 incluem a maioria dos recursos mais recentes da Nvidia para o trabalho de IA. Mas com poder de computação reduzido para cumprir as novas regras de Washington, de acordo com a análise da SemiAnalysis das especificações dos chips.
❌