É preciso acessar as configurações do Windows 11 para iniciar o modo de segurança do sistema (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Usar o modo de segurança do Windows 11 é fundamental para diagnosticar problemas, já que ele executa o sistema operacional apenas com os drivers básicos para o funcionamento.
Para iniciar o Windows 11 no “Modo Seguro“, acesse as configurações do dispositivo, vá em ajustes do sistema e selecione a opção “Reinicialização avançada“, para abrir o ambiente de recuperação do Windows.
Também é possível entrar no modo de segurança pressionando “Shift” + botão “Reiniciar” na tela de login do PC. A seguir, veja o passo a passo com detalhes de como ativar o recurso no sistema operacional.
Como entrar no modo de segurança do Windows 11 pelas configurações
1. Acesse as configurações do Windows 11
Clique no ícone de configurações do Windows 11 para acessar a página de ajustes do sistema operacional. Você também pode pressionar o atalho “Windows + I” para abrir a página.
Acessando as configurações do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Vá em “Recuperação” na guia “Sistema” do Windows
Selecione a aba “Sistema” e procure pela opção “Recuperação“. Clique para exibir as opções de inicialização do Windows 11.
Clique em “Sistema” e vá em “Recuperação” nas configurações (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Inicie a recuperação avançada do sistema operacional
Em “Reinicialização avançada“, clique no botão “Reiniciar agora“. Você será redirecionado ao Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) para entrar no modo de segurança do sistema operacional.
Reinicie o computador pelo botão de inicialização avançada (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
4. Selecione “Solução de problemas” no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE)
Quando o ambiente de recuperação for inicializado, escolha a opção “Solução de problemas“.
Vá até o menu “Solução de problemas” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
5. Vá em “Opções avançadas”
Clique ou selecione o menu “Opções avançadas” para exibir novas opções de inicialização, incluindo o modo de segurança do Windows 11.
Entre em “Opções avançadas” para encontrar outras opções de reinicialização (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
6. Escolha “Configurações de Inicialização”
Selecione o o menu “Configurações de Inicialização“, caracterizado pelo ícone de engrenagem.
Escolha “Configurações de Inicialização” do Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
7. Reinicie o Windows 11 para confirmar sua escolha
Uma série de informações sobre o procedimento serão exibidas na tela. Clique em “Reiniciar“.
Clique em “Reiniciar” pelo botão exibido na tela (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
8. Digite a senha de recuperação do BitLocker (caso necessário)
Alguns computadores podem estar protegidos pelo BitLocker, um recurso de segurança do Windows. Nesse caso, será necessário inserir a chave de recuperação da unidade.
Basta seguir as orientações exibidas pela Microsoft na tela para encontrar o seu código.
Insira a chave de recuperação do BitLocker, caso seja necessário (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
9. Inicie o Windows 11 em modo de segurança
Escolha como deseja habilitar o modo de segurança do Windows 11:
Pressione “F4” para iniciar o modo de segurança padrão;
Pressione “F5” para o habilitar modo de segurança com rede;
Pressione “F6” para entrar no modo de segurança com prompt de comando.
Pressione F4, F5 ou F6 para iniciar o Windows 11 em modo de segurança, de acordo com sua necessidade (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança na tela de login
Você também pode acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) a partir da tela de login do sistema operacional, caso não saiba da senha ou não se lembre do código de acesso.
Pressione o botão “Shift“, enquanto clica no menu “Reiniciar” para ativar o ambiente de recuperação, e, em seguida, iniciar o modo de segurança do Windows 11.
Segure “Shift” e clique em “Reiniciar” para acessar o Ambiente de Recuperação do Windows 11 (WinRE) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
O que acontece ao iniciar o Windows 11 em modo de segurança?
Entrar no modo de segurança do Windows 11 desabilita alguns drivers, recursos ou serviços disponíveis no PC, variando de acordo com as seguintes opções:
Modo de segurança: executa drivers básicos e arquivos essenciais para o funcionamento do sistema. É comum que ocorra mudanças na resoluções de vídeo e falta de conexão com a internet, devido à não inicialização dos drivers de rede;
Modo de segurança com rede: executa drivers básicos para a inicialização do Windows, incluindo drivers de rede que podem ser necessários para o diagnóstico e solução de problemas no sistema operacional;
Modo de segurança com prompt de comando: modo de segurança voltado para usuários avançados do Windows. Executa o CMD (Prompt de Comando) para resolução de problemas por meio de códigos.
Dá para entrar no modo de segurança do Windows 11 pelo boot?
Sim, pressionar a tecla “F8” durante o boot do Windows 11 pode inicializar o WinRE em alguns dispositivos — mas pode não funcionar em aparelhos mais modernos.
Nesse caso, você pode pressionar o botão “liga/desliga” por alguns segundos até o sistema operacional desligar, por algumas vezes.
Em alguns casos, essa reinicialização abrupta do Windows 11 irá abrir o ambiente de recuperação para iniciar o modo de segurança do sistema.
Tem como tirar o Windows 11 do modo de segurança?
Sim, reiniciar o Windows 11 deve remover o modo de segurança do sistema operacional.
Caso persista, pressione “Windows + R” para abrir o utilitário “executar“, digite “msconfig” e dê enter. Em seguida, desative a opção “Inicialização segura“, ou selecione “inicialização normal“, para tirar o Windows 11 do modo de segurança.
Selecione a opção “Inicialização normal” ao executar o comando “msconfig” no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.
A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.
Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.
Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.
É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.
Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.
Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.
Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.
Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?
De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.
A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.
Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.
Como o recurso “acelera” o Windows 11?
A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.
O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.
Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.
A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.
TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.
We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31
Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.
Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.
“Apple faz isso e vocês adoram”
Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.
A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.
“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.
Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.
Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Modo Xbox foi oficialmente lançado no Windows 11, após fase de teste, permitindo que usuários transformem área de trabalho em painel de jogos em tela cheia;
recurso proporciona acesso rápido a jogos instalados e disponíveis via Xbox Game Pass, e proporciona menos distrações;
Microsoft iniciou a liberação do Modo Xbox de forma gradual em “mercados selecionados”, o que inclui o Brasil.
Depois de uma fase de testes, o Modo Xbox (Xbox Mode) tornou-se oficial no Windows 11. O recurso, que transforma a área de trabalho do sistema operacional em uma espécie de painel de jogos em tela cheia, começou a ser liberado pela Microsoft para usuários finais, estejam eles usando notebooks, desktops ou tablets.
A proposta é um tanto óbvia: permitir que você tenha acesso rápido ao seu acervo de jogos, bem como possa jogá-los com menos risco de se distrair com outro recurso do computador. Para isso, o novo modo tenta reproduzir, no PC, a experiência de jogar no Xbox, tanto quanto possível.
O acervo de jogos que pode ser acessado inclui tanto aqueles que foram instalados no computador pelas vias tradicionais quanto títulos disponíveis via Xbox Game Pass e outras plataformas compatíveis com o Windows.
É claro que o seu PC continua disponível para outras tarefas: você pode entrar e sair do Modo Xbox a qualquer momento.
Modo Xbox tem origem nos portáteis ROG Xbox Ally
O Modo Xbox é o nome de um recurso que, até recentemente, a Microsoft chamava de Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE). O FSB foi implementado inicialmente na linha de portáteis ROG Xbox Ally como uma interface que otimiza a experiência do usuário com esse tipo de dispositivo.
Vem daí outra característica importante do Modo Xbox: a facilidade de navegação por meio de joysticks (e não somente por teclado e mouse, como é típico de PCs).
Xbox FSE para Windows 11, agora chamado de Modo Xbox (imagem: reprodução/Microsoft)
Disponibilidade do Modo Xbox no Windows 11
De acordo com a Microsoft, o Modo Xbox já começou a ser liberado. Porém, esse é um processo gradual, que pode levar semanas ou até meses para cobrir todos os PCs.
Como o recurso está sendo disponibilizado via atualização do Windows 11, habilitar a opção “Obter as atualizações mais recentes assim que elas estiverem disponíveis” no Windows Update pode apressar o processo, como a própria Microsoft sugere (isso se o recurso já não estiver ativado, é claro).
Mas grande parte dos usuários terá mesmo que ter paciência. A Microsoft afirma que a liberação começou em “mercados selecionados”. Eis, porém, uma boa notícia para nós: o Brasil está entre esses mercados.
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)Resumo
Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.
Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.
É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.
Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.
Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.
Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Quando a Samsung lançará notebooks com Android?
Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.
Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.
Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.
Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;
pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.
Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.
A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.
É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.
Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.
A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?
A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.
Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.
dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?
Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).
Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.
Samsung Galaxy S25 FE (imagem ilustrativa: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
ferramenta Galaxy Connect, da Samsung, passou a funcionar em PCs com Windows 11 de outros fabricantes, incluindo Dell, HP, Lenovo e Asus, após atualização para versão 2.1.6.0;
Galaxy Connect permite conectar computador a celular ou tablet Samsung para transferir arquivos como textos, imagens e vídeos, controlar recursos no PC ou usar celular como segunda tela;
compatibilidade atual exige Windows 11 e processador Intel ou AMD de 64 bits com Bluetooth e Wi‑Fi ativados; não há compatibilidade com PCs baseados em Arm.
O Galaxy Connect é uma ferramenta que permite conectar um computador com Windows 11 a seu celular ou tablet Samsung. O problema é que o aplicativo só funciona com notebooks da própria marca. Bom, não mais: uma atualização liberou o Galaxy Connect para PCs de outros fabricantes.
A ferramenta é bastante útil, pois permite que você transfira textos, imagens, vídeos e outros tipos de arquivo entre seu celular/tablet e o computador, copiando de um e colando no outro.
Também é possível realizar ações como controlar recursos específicos de um dispositivo Galaxy no PC ou usar seu dispositivo móvel como uma segunda tela (o que é interessante principalmente para quem tem um tablet).
Até um passado recente, o Galaxy Connect só funcionava em laptops da família Galaxy Book. Talvez isso tenha contribuído para a ferramenta não ser tão popular quanto outros recursos do ecossistema móvel da Samsung.
Eis que, sem fazer alarde, a Samsung liberou uma versão do Galaxy Connect (2.1.6.0) que funciona com PCs de outros fabricantes, como Asus, Dell, HP, Lenovo e tantas outras, conforme reporta o Android Authority.
Mas existe uma limitação: pelo menos por ora, a ferramenta funciona apenas em computadores com Windows 11 que sejam comandados por processadores Intel ou AMD de 64 bits; não há compatibilidade com chips Snapdragon X ou outros baseados na arquitetura Arm.
Mas fica o alerta: apesar da abertura para PCs de outras marcas, não há garantia de funcionamento. Na Samsung Community, por exemplo, há relatos de usuários que até conseguiram instalar o Galaxy Connect, mas não puderam fazer o computador reconhecer o celular Galaxy.
Para esses casos ou para quem tem dispositivos móveis de outras marcas, uma alternativa é o uso da ferramenta Vincular ao Celular (Phone Link), criada pela Microsoft e que oferece recursos parecidos.
Outra opção é o Samsung Flow, novamente, uma ferramenta que tem recursos parecidos. Nela, é possível fazer espelhamento de tela, por exemplo, mas não controlar recursos do celular no PC.
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;
segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;
antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.
Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.
A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.
Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.
Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.
Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:
Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.
Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?
Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.
Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.
Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.
Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:
Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.
Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;
atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;
parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.
A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.
Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.
Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.
Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.
Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.
Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?
Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.
Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.
Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.
Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.
Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.
As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?
Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.
Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.
Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.
Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.
Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.
Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.
Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.
Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.
Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.
Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.
Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.
Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.
Rogers respondeu:
Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.
March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft
Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.
Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando a área Configurações será aprimorada?
Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.
Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.
Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.
Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.
O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.
Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?
A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.
Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.
Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.
Posso impedir a instalação da versão 25H2?
Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).
Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.
Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.
A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.
O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.
Mais gamers escolhem o Linux
Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.
O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.
Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)
Trajetória de recordes
Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.
O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).
Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.
Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.
Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.
O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”.
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)
De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.
Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.
Edge abre mesmo sem ser navegador padrão
Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.
Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)Resumo
engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.
Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.
No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.
Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.
Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.
Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?
O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.
Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.
Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.
De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).
Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?
A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.
Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.
O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.
Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.
Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.
No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:
Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.
Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.
Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?
Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.
É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.
Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.
Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Samsung Browser foi lançado globalmente para Windows 10 e 11, com sincronização de dados entre dispositivos Galaxy;
navegador oferece bloqueador de anúncios nativo, exportação de dados de outros navegadores e integração com Samsung Pass;
recursos de IA, como integração com Perplexity, estão disponíveis apenas na Coreia do Sul e nos EUA.
O Samsung Browser (outrora chamado de Samsung Internet) foi lançado oficialmente para Windows. A novidade chega ao PC não só para disputar espaço com navegadores como Chrome e Edge, mas também para seguir a tendência de oferecer experiências com inteligência artificial.
Agora, o navegador foi lançado em escala global e pode ser usado por qualquer pessoa, gratuitamente. A novidade é compatível com o Windows 11 e com o Windows 10.
O que o Samsung Browser para PCs oferece?
Começa pela interface, que tem um visual limpo e posiciona as abas na barra de título do navegador, melhorando o aproveitamento de espaço da tela. O Samsung Browser também exibe, por padrão, uma barra lateral de acesso rápido, à direita, que pode ser ocultada.
Em termos funcionais, o navegador pergunta, já durante a instalação, se o usuário quer ativar o bloqueador de anúncios nativo. Na sequência, o usuário tem a opção de exportar dados de outro navegador previamente instalado no computador, como os já mencionados Chrome e Edge.
A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E, sim, para quem tem um celular ou tablet Galaxy, ou usa o navegador da Samsung em algum aparelho Android, é possível sincronizar os dados de navegação entre esse dispositivo e o PC. Basta fazer login com uma conta Samsung (Samsung Account). Nesse sentido, é possível até continuar acessando, no desktop, uma página que estava aberta no smartphone e vice-versa.
A integração entre dispositivos é complementada com o Samsung Pass, que permite ao usuário fazer login em sites ou serviços web com preenchimento automático de credenciais de acesso.
Sobre os recursos de inteligência artificial, o principal atrativo está na integração do Samsung Browser com os recursos do Perplexity. Com isso, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao conteúdo de uma página aberta, por exemplo.
Também é possível recorrer à IA para tarefas mais específicas, como montar um roteiro de viagens com base em informações de páginas abertas ou visitadas anteriormente, criar resumos de textos longos, organizar abas conforme o tema, entre várias outras possibilidades.
A Samsung dá exemplos de prompts que podem ser usados no navegador:
“resuma esta página em três tópicos”
“quais são os principais requisitos para esta vaga de emprego?”
“resuma esta conversa por e-mail e elabore uma resposta”
“crie um resumo executivo deste relatório financeiro”
“resuma este vídeo do YouTube”
Agora, pegue a toalha, pois aí vem o balde de água fria: no momento, os recursos de IA do Samsung Browser estão disponíveis somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Há planos, mas não datas para essa integração ser liberada em outros países.
Ah, para não restar dúvidas: o Samsung Browser é baseado no Chromium.
Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.
Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.
Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.
O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.
A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.
O que vai melhorar no WSL do Windows 11?
A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):
desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.
O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.
A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando veremos novidades no WSL?
Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.
Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.
Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.
Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).
Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.
Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.
Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11
Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.
Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.
Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.
O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:
Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.
Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft
Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).
Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.
A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).
Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?
Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.
Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.
A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.
Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.
Qual é a solução alternativa?
Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.
Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.
Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.
A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Procedimento não é solução definitiva
A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.
O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
No entanto, você pode corrigir o problema configurando novas permissões no HD ou SSD em questão. Basta acessar as propriedades de segurança do disco, editar quais usuários terão acesso ao armazenamento e selecionar “Administradores“, “Usuários“, “Usuários autenticados” e “SISTEMA“.
Será necessário permitir “Controle total” das informações. Veja, a seguir, como corrigir o problema do Disco (C:) no Galaxy Book sem precisar esperar por uma atualização do Windows 11 ou por parte da Samsung.
Problema no app Samsung Galaxy Connect impede o acesso ao principal disco do Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
1. Acesse as propriedades do disco (C:) no Windows 11
Abra a pasta “Este computador” no Windows 11, clique com o botão direito do mouse sobre o disco (C:) (ou outro que apresente o erro) e acesse as propriedades. Se preferir, pressione o atalho “Alt + Enter“.
Acessando as propriedades do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
2. Vá até a guia “Segurança” para editar as permissões de usuários
No menu de propriedades, vá até a aba “Segurança” e clique em “Editar“.
Acessando as configurações de segurança do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
3. Clique em “Adicionar” nas propriedades do disco (C:)
O Windows 11 abrirá um menu de permissões do disco. Clique em “Adicionar” para configurar novas permissões no sistema operacional.
Configurando novas permissões do disco (C:) no Windows 11 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
4. Selecione a opção “Avançado”
Em um novo menu, vá em “Avançado” para procurar por novos usuários. O sistema irá exibir novas configurações do disco (C:) do Windows 11.
Acessando novas configurações do disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
5. Vá em “Localizar agora” para identificar os usuários do Windows 11
Para identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:), clique em “Localizar agora“.
Menu que permite identificar novos usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
6. Selecione os usuários que terão acesso ao disco (C:)
Assim que a lista de usuários aparecer, será necessário selecionar os seguintes para resolver o problema de acesso negado ao disco (C:):
Administradores;
Usuários;
Usuários autenticados;
SISTEMA.
Clique em cada um dos usuários separadamente e vá em “Ok” para adicionar na lista de permissões.
Selecionando usuários que terão acesso ao disco (C:) (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
7. Confirme a adição das permissões de usuários
Confirme novamente se todos os usuários citados no passo anterior foram adicionados na lista. Assim que finalizar, clique em “Ok” novamente para fechar o menu de permissões.
8. Permita “Controle total” para “Administradores”, “Usuários” e “SISTEMA”
Será preciso conceder acesso total para “Administradores“, “Usuários” e “SISTEMA“. Clique em “Controle total” e finalize o procedimento em “Aplicar“. Caso alguma nova janela seja exibida, será preciso confirmar as alterações.
Por que estou com acesso negado no Disco Local (C:)?
O problema de acesso negado no Disco Local (C:) acontece pela falta de permissões de usuários no armazenamento e leitura de arquivos do sistema operacional.
Quando o Windows 11 não reconhece que o usuário tem permissão para acessar o disco (C:), automaticamente o sistema bloqueia o acesso por motivos de segurança, protegendo os arquivos armazenados.
Esse bloqueio compromete o funcionamento de diversos aplicativos, visto que não é possível acessar o HD ou SSD em questão para ler ou gravar informações. A falha nas permissões tambem afeta a instalação de novos softwares no PC.
O problema no Disco Local (C:) é no Windows 11?
Não. De acordo com a Microsoft, a causa do problema está no aplicativo Samsung Galaxy Connect, que vem pré-instalado em alguns computadores da marca. Caso a hipótese seja confirmada, esse erro teria acontecido durante a configuração do sistema operacional pela Samsung, antes de os notebooks chegarem ao varejo.
Para evitar que o problema seja maior, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.
A Samsung vai corrigir o problema do Disco Local (C:) no Galaxy Book?
O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung para verificar se o problema será corrigido em atualizações futuras do aplicativo Samsung Galaxy Connect, provável causador do problema.
Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.
Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.
Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.
Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.
Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.
Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.
Alguma solução?
De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.
Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.
O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.
Quais são os modelos afetados?
Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.
Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:
NP750XGJ
NP750XGL
NP754XGJ
NP754XFG
NP754XGK
DM500SGA
DM500TDA
DM500TGA
DM501SGA
Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Confirmado: botão de teste de velocidade na Barra de Tarefas do Windows 11 é um atalho para o Bing;
Recurso abre o navegador padrão no Bing, que utiliza o Speedtest para medir a conexão à internet;
Não é possível desativar ou configurar o botão para outros serviços de medição.
Em fevereiro de 2026, a Microsoft começou a liberar um pacote de pequenas novidades para o Windows 11. Entre elas está um botão na Barra de Tarefas que permite medir a velocidade da sua conexão à internet. É um recurso bem-vindo, mas que revelou-se frustrante até certo ponto: trata-se apenas de um atalho para o Bing.
Não foi surpresa. Já se sabia, desde a fase interna de testes do botão de velocidade, que o recurso levava ao testador do Bing. Porém, havia expectativa de que a Microsoft transformasse o botão em um recurso executado pelo próprio Windows 11 ou em um widget para o recurso do Bing que não exige a sua abertura no navegador.
Mas, na realidade, funciona assim: você clica com o botão direito do mouse no ícone de conexão Wi-Fi ou Ethernet, no canto direito da Barra de Tarefas, e escolhe “Executar teste de velocidade” no menu que aparecer.
Na sequência, o Windows 11 abrirá o seu navegador padrão (ainda bem que isso é respeitado) em uma página do Bing que traz o medidor de velocidade da conexão à internet que, por sua vez, é baseado no popular Speedtest. Aí é só clicar em “Iniciar” e esperar o resultado.
Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Funciona. Então, qual o problema?
Funciona, de fato. Os resultados mostram as taxas de download e upload da conexão, bem como a latência (ping). Apesar disso, era de se esperar que um botão de teste de velocidade levasse para uma ferramenta do próprio sistema operacional, não a um atalho para uma página web.
É como se a Microsoft tivesse ficado com “preguiça” de desenvolver algo nativo ou, pior, estivesse tentando aumentar artificialmente os acessos ao Bing, até porque o botão não deixa claro, em nenhum momento, que esse buscador será acessado para o teste.
Além disso, me pergunto se, caso o navegador esteja com muitas abas abertas, o consequente consumo de RAM ou processamento não poderia interferir nos resultados.
Para completar, pelo menos por ora, não é possível desativar o tal botão, muito menos configurá-lo para funcionar com outros serviços de medição.
Felizmente, nem tudo está perdido. Há recursos recentes no Windows 11 que são bons, a exemplo dos ícones coloridos de bateria, que informam com mais precisão o status de carga do notebook.
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.
Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.
Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.
Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.
Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.
Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).
Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.
O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?
Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.
No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.
Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.
Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 agora possui ícones coloridos de status de bateria: verde, laranja, vermelho e preto, indicando diferentes níveis de carga e conexão à tomada;
porcentagem de carga pode ser exibida na Barra de Tarefas, mas precisa ser ativada manualmente em Configurações / Energia e bateria;
atualização que inclui ícones coloridos está sendo liberada gradativamente no Windows 11 25H2 ou 24H2.
Depois de pouco mais de um ano de testes, a Microsoft tornou os ícones coloridos de status de bateria oficiais no Windows 11. Eles não são um mero capricho: as cores ajudam o usuário a saber rapidamente se é preciso ligar o notebook à tomada ou não. A novidade já está sendo liberada massivamente.
São quatro cores:
ícone verde: indica que o notebook está ligado à tomada e que sua bateria tem alto nível de carga;
ícone laranja: informa que o notebook está operando em modo de economia de energia, que ocorre quando há 30% de carga ou menos;
ícone vermelho: indica que o nível de carga está abaixo de 6% e que o computador deve ser ligado à tomada o quanto antes;
ícone preto: informa que a carga está em 100% ou em um nível próximo a isso, mas sem o notebook estar ligado à tomada.
Também é possível mostrar a porcentagem de carga
Além de assumir cores condizentes com o status da bateria, o ícone também pode mostrar a porcentagem de carga disponível, informação que fica permanentemente visível na Barra de Tarefas.
Porém, essa opção precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Para isso, basta ir em Configurações / Energia e bateria e ativar a opção Porcentagem de bateria. O mesmo caminho permite que a exibição de porcentagem seja desativada, obviamente.
Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Como ativar os ícones coloridos de bateria no Windows 11?
Os ícones coloridos de bateria consistem em uma mudança de interface no Windows 11, por isso, a sua ativação é automática e depende de uma atualização do sistema operacional.
Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que essa atualização começou a ser liberada massivamente no Windows 11 25H2 ou 24H2 há alguns dias, mas de modo gradativo, com mais usuários devendo receber a novidade no decorrer das próximas semanas.
Se a sua instalação do Windows 11 ainda não exibe os novos ícones, é possível tentar acelerar esse processo instalando a atualização KB5077241. Para tanto, você pode verificar se esse pacote já aparece no Windows Update como atualização opcional.
A instalação também pode ser feita a partir do catálogo online do Microsoft Update (observe que o pacote tem cerca de 4,5 GB, afinal, traz outras funções e modificações).
O Notebook Acer Aspire Go 15 está disponível por R$ 3.134 em até 10x sem juros no Mercado Livre. Embora não seja uma das melhores ofertas já registradas, ainda assim é possível garantir um desconto de 27% pelo produto.
O modelo AG15-71P-5939 anunciado por R$ 4.299 em 2025 conta com tela grande Full HD, processador Core i5 e sistema Windows 11 como destaques.
Acer Aspire Go 15 leva Intel Core i5 e painel de 15,6″
Acer Aspire Go 15 possui tela antirreflexo de 1.920 pixels x 1.080 pixels (imagem: Divulgação)
O notebook da Acer internamente vem equipado pelo processador Intel Core i5-13420H com frequência máxima de 4.6 GHz e 8 GB de memória RAM DDR5. O conjunto oferece um bom desempenho e permite lidar com múltiplas abas de navegação, caso comum para realizar pesquisas e estudos.
Para proporcionar uma experiência multitarefa de alto nível, há um slot livre que se abastecido com uma RAM de 16 GB e a original for substituída, pode alcançar uma expansão para 32 GB. Por outro lado, o armazenamento SSD é limitado a 256 GB e a GPU integrada só vai atender para tarefas diárias.
A tela antirreflexo de 15,6 polegadas com resolução Full HD vai entregar boa exibição de imagens e conforto visual ao ar livre. Entretanto, a visualização lateral vai ficar comprometida por conta do painel TN não apresentar ângulos de visão satisfatórios.
Acer Aspire Go 15 possui carcaça em plástico e um design minimalista (imagem: Divulgação)
A bateria de 4.661 mAh vai entregar autonomia máxima de até 8 horas, segundo a Acer. O modelo AG15-71P-5939 vem com o Windows 11 Home, sistema operacional da Microsoft. O notebook ainda traz um sistema de som com dois alto-falantes estéreo e apresenta portas USB-C 3.2 e HDMI 2.1 em conectividade.
Portanto, para quem busca um notebook que forneça desempenho equilibrado para tarefas comuns no dia a dia a um custo mais acessível, o Acer Aspire Go 15 está disponível no Mercado Livre por R$ 3.134 em até 10x sem juros.
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Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens, de acordo com anúncio;
Microsoft confirmou que suporte a imagens está em testes internos, mas sem data de lançamento definida;
Suporte a imagens poderá ser desativado nas configurações, e Microsoft afirma que impacto no desempenho é mínimo.
Quem acha que o Bloco de Notas (Notepad) está ficando “inchado” no Windows 11 precisa se preparar psicologicamente: a Microsoft pretende adicionar ao editor de textos suporte a imagens, embora ainda não se saiba em quais formatos.
A informação vem do Windows Latest, que descobriu o futuro novo recurso de um modo curioso: o Bloco de Notas para usuários que participam do programa de testes Windows Insider tem um botão de novidades à direita da barra superior; ali, o veículo encontrou um anúncio que mostra o botão de imagens no Notepad (captura de tela acima).
Esse botão ainda não é visível no editor de texto, mas, no anúncio, aparece ao lado de outro recurso recente: o botão para inserção de tabelas no Bloco de Notas.
Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que o suporte a imagens no Notepad não só está a caminho como já vem sendo testado internamente pela companhia. Não há data definida para o seu lançamento, porém. Fala-se apenas em liberação nos próximos meses.
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Pode o suporte a imagens deixar o Bloco de Notas pesado?
De acordo com a Microsoft, o suporte a recursos como Markdown (outra função recente do Notepad) e imagens causa impacto mínimo no desempenho do Bloco de Notas. Mas somente testando para termos certeza, afinal, imagens tendem a demandar mais recursos de processamento para serem renderizadas.
De todo modo, a Microsoft já confirmou que a exibição de imagens no Bloco de Notas poderá ser desativada nas configurações do aplicativo.
Os novos recursos têm feito o Bloco de Notas sair do status de editor de textos simples para um substituto para o finado WordPad.
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.
A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.
Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)
O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.
De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.
A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.
Compromisso com arquitetura Arm
O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.
A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.
Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)
Updates não param para PCs “comuns”
Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.
Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.
Bloco de Notas para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Falha CVE-2026-20841 no Bloco de Notas do Windows 11 permite execução remota de código por meio de arquivos Markdown com links maliciosos;
Vulnerabilidade surgiu após Notepad ganhar suporte a Markdown, que não bloqueia caracteres especiais usados para scripts maliciosos;
Microsoft corrigiu falha nas atualizações de segurança do Patch Tuesday, disponíveis via Windows Update.
Todo software está sujeito a vulnerabilidades de segurança. Mesmo assim, causa espanto que o Bloco de Notas (Notepad) tenha apresentado uma falha grave, afinal, este é um editor de textos simples. Ou era: os ganhos de recursos da versão da ferramenta para Windows 11 deram margem para o problema.
A tal falha, identificada como CVE-2026-20841, permite que o Bloco de Notas seja usado para a execução remota de código no sistema. Para tanto, o invasor pode criar um arquivo Markdown que contém links que redirecionam para scripts maliciosos.
Se o arquivo for aberto no Bloco de Notas e os links em questão forem acessados, os scripts serão baixados e executados sem nenhum tipo de impeditivo. Isso porque a falha faz o Notepad não limpar ou bloquear caracteres especiais que são usados justamente para instruções maliciosas.
Há quem critique esse movimento porque os novos recursos tornam o Bloco de Notas menos simples ou mais “pesado”. Mas, como vemos agora, os novos recursos também aumentam as chances de a ferramenta apresentar problemas de segurança.
Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A Microsoft corrigiu a falha no Bloco de Notas?
Felizmente, corrigiu. A correção da falha CVE-2026-20841 faz parte das atualizações de segurança do Patch Tuesday deste mês, que começaram a ser liberadas na terça-feira (10/02). Basta aguardar o Windows Update do Windows 11 fazer o seu trabalho, portanto.
Apenas para evitar confusão: esta vulnerabilidade não está relacionada à recente falha do Notepad++. Apesar da similaridade dos nomes (Notepad é o nome do Bloco de Notas em inglês), uma ferramenta não tem relação com a outra.
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Certificados da Inicialização Segura do Windows 11 expirarão em junho de 2026 e devem ser atualizados para evitar vulnerabilidades;
Microsoft está atualizando certificados via Windows Update; PCs novos desde 2024 já podem contar com certificados atualizados;
Windows 11 deve estar na versão 24H2 ou superior para receber atualizações automáticas.
Você vai dizer, com razão, que toda atualização de segurança é importante. Mas esta realmente merece destaque: os certificados da Inicialização Segura (Secure Boot) do Windows 11 expirarão em junho de 2026, portanto, devem ser atualizados até o meio do ano para não causarem transtornos a usuários e organizações.
A Inicialização Segura recebe esse nome por consistir em um recurso que protege o sistema operacional contra malwares e outras ameaças durante o seu carregamento. Para tanto, chaves criptográficas são usadas na verificação de componentes a serem carregados. O objetivo é permitir que apenas softwares confiáveis sejam executados no processo.
Não estamos falando de um recurso novo. O Secure Boot foi introduzido no Windows 8, mas, até o Windows 10, o recurso era opcional. No Windows 11, porém, a proteção faz parte dos requisitos do sistema, podendo até ser desativado, mas via configuração de BIOS/UEFI.
O problema é que, mesmo no Windows 11, versão lançada em 2021, os certificados de segurança são os mesmos que foram emitidos para o Windows 8. São esses certificados que expirarão em junho de 2026.
O que acontecerá se os certificados do Secure Boot expirarem?
Certificados expirados não impedem o funcionamento do Windows 11. Porém, a própria Microsoft alerta que o computador estará mais suscetível a vulnerabilidades e, eventualmente, recursos que dependem da Inicialização Segura podem apresentar problemas:
Se não receber os novos certificados de Inicialização Segura antes de certificados de 2011 [os atuais] expirarem, o computador continuará funcionando normalmente e os softwares existentes continuarão sendo executados. No entanto, o equipamento entrará em um estado de segurança reduzido, que limita a sua capacidade de receber futuras proteções no nível do boot.
À medida que novas vulnerabilidades de inicialização são descobertas, os sistemas afetados ficam cada vez mais expostos, pois não conseguem mais instalar novas mitigações. Com o tempo, isso também pode levar a problemas de compatibilidade, já que sistemas operacionais, firmwares, hardwares ou softwares dependentes do Secure Boot mais recentes podem não ser carregados.
Nuno Costa, diretor de parcerias, serviços e entrega do Windows
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Qual a solução para os certificados do Secure Boot?
Instalar certificados novos, como a Microsoft deixou claro. A boa notícia é que você terá pouco ou nenhum esforço para isso: a Microsoft já vem atualizando os certificados da Inicialização Segura do Windows 11 via Windows Update.
Se você comprou um PC nos últimos meses, talvez já esteja livre do problema, pois máquinas novas têm saído de fábrica com certificados atualizados desde 2024.
Para os demais casos, é importante que o Windows 11 esteja na versão 24H2 ou superior para garantir o recebimento da atualização automática via Windows Update. A Microsoft alerta que alguns PCs também poderão precisar de uma atualização de firmware fornecida pelo fabricante.
Ainda de acordo com a Microsoft, o aplicativo Segurança do Windows (ferramenta nativa) exibirá mensagens sobre o status da atualização dos certificados no decorrer dos próximos meses, o que ajudará o usuário a identificar eventuais falhas ou pendências nesse processo.
Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto (imagem: divulgação/Ayaneo)Resumo
O Ayaneo Next 2 é um console portátil com Windows 11, pesando 1,4 kg e medindo mais de 34 cm de largura, com preços que variam de R$ 9 mil a R$ 22 mil, dependendo da configuração.
A versão básica inclui processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos Radeon 8050S, 32 GB de RAM e 1 TB de SSD, enquanto a versão avançada oferece Ryzen AI Max+ 395, GPU Radeon 8060S, 128 GB de RAM e 2 TB de SSD.
O console possui tela OLED de 23 cm com resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização de 60 Hz a 165 Hz, bateria de 116 Wh e conectividade com USB-C, microSD e entrada para fones de ouvido.
Os consoles portáteis com Windows seguem avançando para um território cada vez mais próximo dos PCs com alto desempenho para jogos. A Ayaneo abriu a pré-venda do Next 2, seu novo modelo equipado com Windows 11, e os valores podem chegar a cerca de R$ 22 mil em conversão direta, dependendo da configuração escolhida.
O dispositivo chama atenção não apenas pelo custo elevado, mas também pelas proporções fora do padrão. Com mais de 34 cm de largura, cerca de 1,4 kg e dimensões que superam com folga as do Steam Deck e do Nintendo Switch, o Next 2 deixa claro que não foi pensado para caber no bolso. A proposta é oferecer uma experiência próxima à de um PC gamer completo, só que em formato portátil, segundo o The Verge.
Um portátil que pesa como um notebook?
A Ayaneo posiciona o Next 2 como um console para quem prioriza desempenho acima de tudo. A configuração de entrada traz processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos integrados Radeon 8050S, 32 GB de memória RAM e SSD de 1 TB. Essa versão parte de US$ 1.999, valor que pode cair na pré-venda para US$ 1.799 — algo em torno de R$ 9 mil a R$ 10 mil.
No outro extremo, a versão mais completa chega a US$ 4.299 (cerca de R$ 22.400) ou US$ 3.499 com desconto (aproximadamente R$ 18.300). Ela está equipada com o Ryzen AI Max+ 395, GPU integrada Radeon 8060S, impressionantes 128 GB de memória e 2 TB de armazenamento. É esse modelo que empurra o preço para a casa dos R$ 22 mil, aproximando o portátil de notebooks premium.
O conjunto é alimentado por uma bateria de 116 Wh, bem acima do limite de 100 Wh aceito por muitas companhias aéreas para bagagem de mão. A fabricante ainda não divulgou estimativas oficiais de autonomia, mas o tamanho da bateria ajuda a explicar o peso elevado do aparelho, que conta com dois ventiladores internos para dar conta do resfriamento.
Tela e controles justificam a proposta?
Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas (imagem: divulgação/Ayaneo)
O Next 2 também aposta forte na tela. O painel OLED de cerca de 9,06 polegadas entrega resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização variável entre 60 Hz e 165 Hz e brilho máximo de até 1.155 nits, superando com folga displays LCD comuns em consoles portáteis.
Nos controles, o aparelho traz joysticks TMR com ajuste de torque, gatilhos com efeito Hall e curso variável, D-pad de oito direções, touchpads duplos, botões traseiros e alto-falantes estéreo frontais. A conectividade inclui duas portas USB-C, leitor de microSD e entrada dedicada para fones de ouvido.
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.
Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?
Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).
O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.
Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.
Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.
Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.
Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?
Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.
Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.
No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.
O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.
Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)Resumo
Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.
A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.
Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.
Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?
A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.
A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).
Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.
Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.
No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.
Como realizar a desinstalação?
O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.
Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.
É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.
A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.
A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.
“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.
O que está acontecendo com o Windows 11?
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.
Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.
O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.
Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.
Publicidade e IA no centro das críticas
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.
A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.
Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.
Barra extra na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Time do PowerToys propõe uma barra de tarefas extra no Windows 11, baseada na Paleta de Comandos;
Barra extra seria móvel e personalizável, com opções de atalhos, widgets e aparência, como fundo transparente;
Novidade ainda não é oficial; proposta foi apresentada por desenvolvedores do PowerToys para avaliação pública da ideia.
Se você usa o Windows 11, já pensou em ter uma barra de tarefas na parte superior da Área de Trabalho que, como tal, complementa a barra que fica na parte inferior? No que depender dos desenvolvedores do PowerToys (o “canivete suíço” do Windows), esse recurso será realidade em breve.
A barra de tarefas extra seria baseada em uma das funcionalidades mais interessantes do PowerToys: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Trata-se de uma função tão versátil que, quando você aprende a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado.
Se desenvolvida conforme o plano, a nova barra será móvel, ou seja, você poderá posicioná-la em qualquer lado da tela. Para usuários do Windows 11, isso é muito interessante, pois essa versão não permite mover a barra de tarefas, ao contrário do que ocorre no Windows 10 e em versões anteriores.
Escolhida a posição da barra, você poderá escolher os atalhos que aparecerão ali, bem como adicionar recursos complementares, como controles para um reprodutor de música ou pequenos widgets que informam, por exemplo, a quantas anda o uso do processador.
Novamente se a proposta for desenvolvida conforme apresentada, você também terá várias opções de personalização da barra extra. Por exemplo, será possível deixá-la com fundo transparente ou fazê-la exibir rótulos para determinadas funções.
Widget com dados sobre a CPU (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando a nova barra chegará ao Windows 11?
Infelizmente, ninguém sabe ao certo. Por enquanto, a nova barra foi apresentada como uma proposta no repositório do PowerToys no GitHub. Por ora, os desenvolvedores estão coletando feedbacks sobre a ideia.
Da minha parte, torço para que a proposta seja levada adiante. O PowerToys é um dos projetos mais interessantes que a Microsoft mantém para usuários finais do Windows. Em linhas gerais, as ferramentas do PowerToys funcionam bem e, por isso, acredito que os desenvolvedores serão igualmente caprichosos com relação à nova barra.
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Aproveite o PowerToys
Em tempo, o PowerToys chegou recentemente à versão 0.97. A novidade está ainda mais personalizável e melhora justamente as funcionalidades da Paleta de Comandos. Mas há várias outras funções úteis por ali. Eis alguns exemplos:
Modo Ativo: faz o Windows ficar sempre ativo (sem hibernar), sem que você tenha que mexer nas configurações de energia;
Seletor de Cores: permite identificar a cor de qualquer elemento exibido na tela;
FancyZones: permite organizar janelas de vários modos;
Redimensionador de Imagem: muda as dimensões de várias imagens ao mesmo tempo;
PowerToys Run: é um launcher de aplicativos que traz vários recursos avançados;
PowerRename: trata-se de um utilitário que permite renomear vários arquivos de uma só vez;
Gerenciador de Teclado: permite personalizar o teclado, e inclui a opção de criar atalhos sob medida;
Espiada: funciona como um visualizador rápido do conteúdo de arquivos selecionados;
Visualização do Registro: permite acessar e editar entradas no Registro do Windows rapidamente;
ZoomIt: além de aplicar zoom, permite gerar anotações e fazer gravações ou capturas de tela.
Mais um detalhe: apesar de ser focada no Windows 11, o PowerToys também funciona no Windows 10. É de graça!
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.
A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.
Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.
A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.
Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle
Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.
1. Acesse as “Configurações” do Windows 10
Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Abra o menu “Aplicativos”
Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Selecione “Aplicativos e recursos”
Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge
Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando
1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”
Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Copie a versão do Microsoft Edge
Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Abra o Prompt de Comando como Administrador
Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge
No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:
cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer
Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
5. Force a desinstalação do Microsoft Edge
Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:
setup –uninstall –force-uninstall –system-level
Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell
1. Abra o Windows PowerShell
Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Busque a versão do Microsoft Edge
Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”:
Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName
Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Copie as informações do Microsoft Edge
Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
4. Realize a remoção do Microsoft Edge
Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:
Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?
Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:
Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.
Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.
É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?
Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.
Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.
O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?
Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:
Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.
Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?
Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.
Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?
Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.
Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.
Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 apresenta falha que exibe tela preta durante boot, impedindo inicialização nas versões 24H2 e 25H2;
Rrro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” ocorre após atualização do Patch Tuesday, sem correção disponível no momento;
Microsoft corrigiu bugs anteriores, incluindo falha que causa reinicialização em vez de desligamento.
O ano não começou bem para muitos usuários do Windows 11. Uma série de bugs surgiu no sistema operacional após a primeira atualização de Patch Tuesday do ano. A falha identificada mais recentemente faz o Windows 11 exibir uma tela preta durante o boot, impedindo a inicialização do computador.
Para quem não sabe, o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pelo o que se sabe até o momento, o problema em questão afeta as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11.
Quando a falha se manifesta, uma tela preta reportando o erro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” é exibida durante a inicialização. Como o usuário fica impedido de acessar o sistema operacional do PC afetado, deve tentar abordagens técnicas para solucionar o problema.
Uma delas consiste em recorrer ao Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), que pode ser acessado com o botão de energia pressionado junto com a tecla Shift durante a inicialização, com a opção “Reiniciar” devendo ser escolhida na sequência.
Como a Microsoft segue investigando as causas desse bug — sequer há confirmação de sua relação com o Patch Tuesday —, nenhuma correção específica para o problema está disponível no momento.
Notebook Asus com sistema operacional Windows 11 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Histórico de bugs recentes no Windows 11
O primeiro problema relacionado ao Patch Tuesday de janeiro de 2026 faz o Windows 11 reiniciar em vez de desligar. Felizmente, o bug só afetou o Windows 11 23H2, portanto, o número de máquinas comprometidas não foi expressivo.
De todo modo, a Microsoft lançou uma correção para a falha que faz o Windows 11 reiniciar, bem como corrigiu um bug nos Windows 11 24H2 e 25H2 que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.
Em todos os casos, a boa notícia é que não há registro de um número massivo de usuários prejudicados. Mesmo assim, todos os problemas relatados causam a impressão de que a Microsoft não foi devidamente cuidadosa com o Patch Tuesday mais recente.
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.
O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.
O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:
KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)
Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.
Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.
Microsoft sofre com bugs
É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.
Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.
Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft salva backup de chaves criptográficas do Windows 11 em seus servidores; essas chaves podem ser repassadas a autoridades mediante ordem judicial;
BitLocker, recurso nativo de segurança do Windows, criptografa unidades inteiras. A posse das chaves criptográficas do recurso pode dar acesso total aos dados protegidos;
Para evitar o backup automático de chaves nas nuvens, usuários podem optar por salvar chave localmente no Windows 11 Pro ou usar uma conta local no Windows 11 Home.
Quando você usa uma conta Microsoft pela primeira vez para fazer login no Windows 11, uma cópia da chave de criptografia do sistema operacional é enviada aos servidores da companhia. Essa é uma informação confidencial, mas a Microsoft reconhece: chaves podem ser repassadas a autoridades em caso de ordem judicial.
As tais chaves criptográficas dizem respeito principalmente ao BitLocker. Trata-se de um mecanismo de segurança introduzido no Windows Vista e no Windows Server 2008. A ferramenta é oferecida como um recurso nativo do Windows desde então.
Um recurso nativo importante: o BitLocker criptografa unidades inteiras de armazenamento de dados, não somente pastas ou arquivos específicos. É por isso que a posse das chaves criptográficas em questão pode dar acesso a tudo o que estiver protegido no computador.
Por padrão, o Windows 11 exige login com uma conta Microsoft. Quando isso é feito pela primeira vez em um computador, o sistema vincula a chave criptográfica do BitLocker a essa conta e faz backup dela nas nuvens para que o usuário possa recuperar o acesso se tiver algum problema com isso. O backup só não é feito quando o usuário ativa a opção de salvamento local de chave.
Então, a Microsoft pode fornecer as chaves a autoridades?
Não só pode como já forneceu. A Forbes revelou que, no início de 2025, a Microsoft forneceu as chaves criptográficas de três notebooks com Windows após uma solicitação do FBI, nos Estados Unidos.
Na ocasião, as autoridades americanas investigavam se responsáveis pelo programa de assistência a desempregados da ilha de Guam desviaram fundos durante a pandemia de covid-19. Os computadores usados por eles estavam protegidos com o BitLocker.
Ao veículo, a Microsoft confirmou que fornece chaves criptográficas a autoridades quando há ordem judicial para isso e ainda informou que recebe cerca de 20 solicitações do tipo por ano. Obviamente, a companhia só atende às solicitações que envolvem chaves armazenadas nas nuvens.
Diante disso, à Forbes, a companhia deu a entender que o próprio usuário precisa agir se quiser se resguardar de um eventual repasse de chaves, independentemente das circunstâncias:
Embora a recuperação de chaves [a partir das nuvens] ofereça conveniência, também acarreta o risco de acesso indesejado, portanto, a Microsoft acredita que os clientes estão em melhor posição para decidir… como gerenciar suas chaves [com backup nas nuvens ou local].
Charles Chamberlayne, representante da Microsoft
Para especialistas em segurança e privacidade ouvidos pela Forbes, a Microsoft deveria oferecer uma proteção mais robusta às chaves. Um exemplo que veio à tona foi o FileVault (sistema de criptografia do macOS), que permite que chaves sejam armazenadas nas nuvens, mas dentro de arquivos também criptografados, de modo que nem a Apple consegue acessá-las.
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Como desativar o backup de chaves nas nuvens?
No Windows 11 Pro, versão normalmente usada por organizações, a configuração de backup de chaves deve ser feita indo em Painel de Controle / Sistema e Segurança / Criptografia de Unidade BitLocker. Ali, escolha a opção de salvar o backup em um arquivo, não na conta Microsoft.
Já o Windows 11 Home tem uma proteção baseada na tecnologia de criptografia do BitLocker, mas sem uma interface direta de configuração. Por isso, uma alternativa está em ajustar o sistema para fazer login com uma conta local, de modo que o backup automático em nuvens deixe de existir, inclusive para as chaves. Para isso:
vá em Configurações / Contas / Suas informações;
clique em Entrar com uma conta local;
uma caixa de alerta pedirá para você fazer backup local da chave; clique em Fechar e fazer backup;
siga as orientações para salvar a cópia em um local seguro.
Acesse a sua conta Microsoft para apagar eventuais chaves que já estejam armazenadas por lá, se for esta a sua intenção.
Recurso gera quatro opções de arte (imagem: reprodução)Resumo
Microsoft testa no Paint uma ferramenta de IA para criar livros de colorir a partir de texto.
É possível pintar os desenhos gerados no próprio Paint ou imprimi-los para colorir à mão.
A novidade está disponível apenas para PCs Copilot+ e participantes do Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11.
A Microsoft começou a testar no Paint uma ferramenta para criar modelos de livros de colorir. A ferramenta usa inteligência artificial e fica acessível no canto superior direito da interface, acessando o ícone do Copilot.
Porém, a novidade não está acessível para todos. Por enquanto, ela está sendo liberada gradualmente para participantes do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11. A versão com o recurso é a 11.2512.191.0.
Como funciona?
O usuário descreve em texto o que deseja ver no desenho e o Paint gera imagens em preto e branco para colorir. Depois disso, é possível pintar o desenho no próprio Paint ou imprimir a imagem para colorir à mão.
Além do “Livro de colorir”, o Paint recebeu uma melhoria de controle da ferramenta Preenchimento. Agora, ao usar o recurso de balde de tinta, o usuário pode ajustar um controle deslizante na lateral da tela para delimitar melhor o preenchimento.
Microsoft aprimorou a forma como a ferramenta Preenchimento aplica a cor (GIF: reprodução)
O Bloco de Notas também recebeu uma atualização nos recursos de IA. A versão 11.2512.10.0 agora mostra os resultados de forma progressiva na tela, permitindo pré-visualizar o texto enquanto ele ainda está sendo escrito em vez de esperar pela resposta completa. A ferramenta também melhorou o suporte a markdown.
Todas essas mudanças seguem restritas aos testadores do Windows Insider. A Microsoft ainda não informou quando os recursos chegam à versão estável do Windows 11 para o público geral.
Microsoft corrige bug que reinicia o Windows 11 em vez de desligá-lo (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Atualização KB5073455 do Windows 11 23H2 causa bug que reinicia o sistema em vez de desligá-lo. Microsoft liberou correção KB5077797 para resolver problema;
Correção KB5077744 foi liberada para resolver falha de conexão remota nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11;
Atualização KB5074109 causou problemas no Outlook nas versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. Ainda não há correção oficial.
As atualizações do Patch Tuesday de janeiro de 2026 para o Windows 11 causaram um bug bizarro: alguns computadores reiniciam quando o usuário vai em Menu Iniciar / Desligar. Felizmente, a Microsoft agiu rápido e já liberou uma correção para essa falha.
O Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. O primeiro pacote do ano foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema.
De acordo com a própria Microsoft, somente computadores que receberam a atualização KB5073455 (com Windows 11 23H2, portanto) foram afetados. E, neles, é preciso que o recurso de segurança Inicialização Segura (Secure Boot) esteja ativado para a falha se manifestar.
Se o seu PC foi afetado pelo problema, tudo o que você precisa fazer é buscar a atualização KB5077797 no Windows Update. É ali que está a correção para a falha. Se não encontrá-la, baixe-a a partir do Catálogo do Microsoft Update (lembre-se de que esse pacote está disponível apenas para o Windows 11 23H2).
A Microsoft também liberou a correção KB5077744, direcionada ao Windows 11 nas versões 24H2 e 25H2. Neste caso, o objetivo é solucionar uma falha que impede o funcionamento do recurso de conexão remota do sistema operacional.
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tem correção para o bug que afeta o Outlook no Windows 11?
Esse problema ainda não tem correção oficial, porém. Por conta disso, quem não pode esperar pela solução tem a opção de remover o pacote problemático acessando o histórico de instalações do Windows Update, indo em “Desinstalar atualizações” e selecionando a atualização KB5074109.
Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.
Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).
O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.
Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)
Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.
A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.
O que aconteceu com o Outlook?
Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.
Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.
O que a Microsoft vai fazer?
A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.
“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.
Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.
A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11 começa a suportar tabelas simples;
Textos com tabelas devem ser salvos em formato markdown (MD) devido à falta de suporte a formatação em TXT;
Função de tabelas requer versão 11.2510.6.0 ou superior do Bloco de Notas para Windows 11.
Em novembro de 2025, a Microsoft começou a testar uma função que adiciona tabelas a textos editados no Bloco de Notas (Notepad) do Windows 11. Depois dessa fase de testes, a novidade começou a ser liberada para todos os usuários do sistema operacional, embora de modo progressivo.
É possível inserir uma tabela a partir de um botão correspondente na barra de formatação do Bloco de Notas, na parte superior do editor. Ali, você pode definir a quantidade de colunas e linhas da tabela simplesmente selecionando um conjunto de células.
No menu do mesmo botão, também é possível clicar em “Inserir tabela” e informar o número de colunas e linhas desejado na janela que abrir.
Depois que a tabela é criada, basta clicar nela com o botão direito do mouse e escolher a opção “Editar tabela” para adicionar ou excluir linhas e colunas. Essa opção também aparece quando a tabela é selecionada e o botão correspondente na barra superior é pressionado novamente.
Função de inserção de tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Já os textos inseridos na tabela podem ser formatados para ficar em negrito ou itálico, por exemplo, bem como serem transformados em links.
Tradicionalmente, o Bloco de Notas salva os textos gerados pelo usuário em TXT. Mas, como esse é um formato de texto simples, sem suporte a recursos de formatação e a elementos complementares, os arquivos que tiverem tabela precisam ser salvos como markdown (extensão MD).
Como arquivos markdown também são leves, acaba não havendo problemas de desempenho com essa abordagem. Aliás, a própria função de tabelas não parece afetar o desempenho geral do Notepad, o que é um alívio para quem temia que o acréscimo de funcionalidades na ferramenta a tornasse pesada.
Que fique claro, porém, que o novo recurso funciona apenas para criação de tabelas simples, não suportando inserção de fórmulas, por exemplo, até porque não estamos tratando de uma função de planilhas.
Edição de tabela no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando a função de tabelas chega ao Bloco de Notas?
A função de tabelas requer o Bloco de Notas 11.2510.6.0 ou superior para Windows 11. Essa versão do editor de textos começou a ser liberada em novembro do ano passado para participantes do programa de testes Windows Insider, nos canais Canary e Dev.
Mas veículos como o Windows Latest relatam que o Bloco de Notas 11.2510.x.x começou a ser liberado, nesta semana, para usuários finais do Windows 11. Como de hábito, essa liberação tem sido feita de modo progressivo. Ainda pode levar alguns dias para a novidade chegar ao seu PC, portanto.
Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.
Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.
Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.
O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.
Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.
Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:
acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar
ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando
no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter
O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.
Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.
O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.
A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.
Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.
Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.
Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.
Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.
De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.
O que o Zorin OS 18 oferece?
O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.
Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.
Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.
O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Copilot ganhou botão dedicado na versão de testes do Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft pode integrar o assistente de IA Copilot no Explorador de Arquivos do Windows 11.
A funcionalidade está disponível em versões de testes do sistema e permite que o Copilot localize documentos sem a abrir subpastas manualmente.
Nos testes, administradores de TI agora conseguem remover o app Copilot de dispositivos corporativos.
Novos indícios encontrados em versões de teste apontam que a Microsoft realiza testes para chegar neste resultado. O botão identificado como “Chat with Copilot” aparece no código do sistema e indica a possível mudança na forma de interagir com o gerenciamento de documentos.
A funcionalidade foi divulgada pelo testador @phantomofearth no X. Segundo o TechRepublic, o recurso permitiria solicitar ao Copilot a localização de documentos, fotos ou tipos de arquivos específicos. Além disso, a ferramenta teria capacidade de navegar profundamente por diretórios, dispensando a abertura manual de subpastas.
IA para resolver problemas de busca?
Just a normal Windows 11 desktop screenshot, nothing to see here, keep scrolling. pic.twitter.com/EkxVf013JO
A busca nativa do Explorador de Arquivos é, historicamente, um dos pontos mais criticados do Windows. Usuários apontam lentidão, dependência de indexação que consome recursos do sistema e resultados muitas vezes imprecisos. A resposta da Microsoft às críticas pode ser a adoção de mais inteligência artificial.
Diferentemente da busca tradicional, que opera por correspondência de palavras-chave e metadados, o Copilot utilizaria a compreensão semântica para localizar arquivos. Isso permitiria entender o contexto de uma solicitação — como “encontrar o relatório que editei semana passada”, por exemplo, em vez de exigir o nome exato do arquivo.
Se concretizada, essa atualização poderia mitigar as limitações da busca do sistema. Ainda assim, mesmo com os benefícios teóricos, a estratégia de expansão agressiva de IA no Windows tem gerado críticas do outro lado.
Como lembra o TechRadar, uma parcela da comunidade apelidou essas constantes adições de IA como “Microslop” — termo pejorativo para descrever a inserção forçada de recursos de IA que acabam inflando o sistema operacional desnecessariamente.
Busca de arquivos por contexto pode aposentar a indexação (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Tentando equilibrar essa equação, a build de testes também traz uma novidade para o ambiente corporativo. Administradores de TI agora têm a opção de remover o aplicativo Copilot de dispositivos gerenciados, permitindo um controle maior sobre o que está instalado nas máquinas da empresa.
No entanto, essa flexibilidade parece mais restrita a cenários empresariais do que ao usuário doméstico. Por enquanto, a Microsoft não confirmou oficialmente quando, ou se, o recurso será liberado para o público geral.
Mais IA no ecossistema Microsoft
A descoberta no Explorador de Arquivos não é um evento isolado, mas parte de uma estratégia da Microsoft para posicionar o Windows 11 como um hub central de inteligência artificial.
O TechRepublic indica que, nessa toada, o próximo passo lógico da companhia seria a implementação dos chamados Agent Launchers (Iniciadores de Agentes). Essa nova estrutura permitiria que agentes de IA — desenvolvidos tanto pela Microsoft quanto por terceiros — fossem integrados às funções do Windows.
Ao contrário dos chatbots atuais, que reagem a comandos de texto em uma janela de bate-papo, esses agentes teriam autonomia para executar tarefas complexas em segundo plano. Seria possível, portanto, estabelecer um sistema para monitorar calendários, agregar dados de múltiplos aplicativos em um painel unificado e automatizar a coleta de informações, reduzindo o trabalho manual.
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft pretende melhorar descrições de atualizações de drivers no Windows 11, exibindo nome da classe de dispositivo;
Mudança visa substituir descrições genéricas por informações mais claras sobre o tipo de dispositivo a ser atualizado;
Não há prazo definido para a implementação, pois isso depende de colaboração com fabricantes de PCs e empresas relacionadas.
Talvez você já tenha se deparado com atualizações de drivers no Windows Update que usam nomes genéricos e, portanto, deixam pouco claro o que, exatamente, está sendo atualizado. Antes tarde do que mais tarde, a Microsoft promete acabar com esse problema no Windows 11.
Nessas circunstâncias, o Windows Update exibe descrições como “Microsoft Corporation Atualização de Driver” seguido de um número entre parênteses ou, quando muito, informa apenas o nome do fabricante do dispositivo a ser atualizado.
A página de descrição da atualização pode fornecer detalhes sobre o driver em questão. Mesmo assim, o ideal seria o próprio Windows Update dar essa informação em sua tela principal, para que você não precise pesquisar por mais detalhes.
Pois bem, o Windows Latest relata que a Microsoft pretende exibir um nome de classe de dispositivo na descrição das atualizações de drivers do Windows 11. O nome de classe nada mais é do que um rótulo que descreve o tipo de dispositivo que está recebendo um novo driver, como câmera, placa de vídeo, adaptador de rede e assim por diante.
Só há um problema: essa mudança não será implementada de imediato.
Windows Update no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando a descrição das atualizações de drivers será melhorada?
Não há um prazo definido para isso. A Microsoft informou ao Windows Latest que ainda está trabalhando junto a fabricantes de PCs e empresas relacionadas para definir quais metadados podem ser obtidos para contribuir com uma descrição mais clara das atualizações de drivers.
Depois disso, será necessário definir como essas informações serão repassadas para a Microsoft. Fica claro, portanto, que a nova abordagem não depende só da companhia de Redmond. Trata-se de uma mudança que deve envolver a indústria de PCs.
Por ora, o que importa é o fato de o primeiro passo ter sido dado.
Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft descontinuará Sway para Windows em 1º de junho de 2026, mantendo apenas versão web;
Decisão visa simplificar experiência do Sway e incentivar o uso da versão online, explica Microsoft;
A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft.
A Microsoft começou o ano com um aviso desagradável para os usuários do Sway: visto como um complemento ou uma alternativa ao PowerPoint, o aplicativo terá a sua versão para Windows 11 e Windows 10 descontinuada. Somente a versão web será mantida — sabe-se lá até quando.
Não está claro o que motivou a companhia a tomar essa decisão. Mas é de se presumir que a baixa popularidade do Sway tenha pesado para isso, o que é uma pena: a ferramenta tem recursos interessantes, razão pela qual é merecedora de mais destaque.
O Sway surgiu em 2014, inicialmente em fase beta, com a proposta de permitir a criação de apresentações dinâmicas para web, parecendo ser, à época, uma mistura de PowerPoint com blog.
No ano seguinte, quase que de modo simultâneo ao lançamento do Windows 10, a Microsoft tornou o Sway uma ferramenta integrada ao Office. Por meio dela, o usuário pode criar, além de apresentações dinâmicas, relatórios, comunicados e outros documentos combinados com recursos de mídia.
O Sway recebeu melhorias com o avanço dos anos e, apesar de oferecer bons recursos e usabilidade satisfatória, nunca ganhou popularidade.
Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando o Sway será descontinuado pela Microsoft?
No Message Center do Microsoft 365, a companhia informa que o Sway para Windows será descontinuado em 1º de junho de 2026, dando a seguinte explicação (em tradução livre):
Para simplificar e modernizar a experiência do Sway, a Microsoft está descontinuando o aplicativo Sway para desktop no Windows (cliente Win32) a partir de 1º de junho de 2026.
Essa mudança está alinhada aos nossos esforços para simplificar o gerenciamento de aplicativos e incentivar o uso da versão baseada na web, que oferece os mesmos recursos com acessibilidade e suporte aprimorados.
Na mesma nota, a Microsoft avisa que a versão web do Sway continuará funcionando e a recomenda aos usuários da ferramenta que será encerrada, visto que os recursos de ambas são equivalentes.
A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft para ser usada. Assinantes do Microsoft 365 têm a vantagem de ter acesso a mais recursos de mídia por lá.
Aplicativo Android em modo de tela expandida no Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)Resumo
Windows 11 agora suporta espelhamento de aplicativos Android em modo “Tela expandida” por meio da função Vincular ao Celular;
Função foi aprimorada na versão 1.25112.36.0 e começou a ser liberada após testes com o programa Windows Insider;
Nem todos os aplicativos Android funcionam bem no modo de tela expandida, e a compatibilidade do Vincular ao Celular varia entre dispositivos Android.
A função Vincular ao Celular (Phone Link) permite ao Windows 11 sincronizar seu celular Android com o PC. Essa integração, que possibilita ao sistema operacional da Microsoft mostrar aplicativos executados via Android, foi aprimorada recentemente para fazer o espelhamento em tela expandida.
Entenda como espelhamento a ação de executar um aplicativo no dispositivo Android, mas fazê-lo ser exibido e manipulado no Windows 11. Até recentemente, esse recurso mostrava o app Android no PC com visualização compacta, isto é, com tamanho próximo ao do visor do celular.
Mas, a partir da versão 1.25112.36.0, o Vincular ao Celular passou a suportar o modo “Tela expandida”, que faz o computador exibir o app Android em um tamanho correspondente a até 90% da Área de Trabalho. É quase uma tela cheia, portanto.
Vincular ao Celular ganhou modo de tela expandida (imagem: reprodução/Windows Latest)
Para tanto, o ícone de expansão é exibido no topo da janela que exibe o aplicativo. Quando esse ícone é clicado, o aplicativo Android é reinicializado para ser executado em um layout mais amplo que, em seguida, é transmitido para o Windows 11.
A novidade começou a ser liberada oficialmente depois de um período de testes com participantes do programa Windows Insider. Isso indica que os testes deram resultados satisfatórios.
Apesar disso, é importante estar ciente de que o modo de tela expandida não funciona a contento com todos os aplicativos Android. O Windows Latest, que reportou a chegada do recurso, dá o WhatsApp como exemplo: o app ficou com a interface borrada no modo de tela expandida.
Calculadora do Android cobrindo quase toda a Área de Trabalho (imagem: reprodução/Windows Latest)
Como usar o Vincular ao Celular (Phone Link) com o Android?
O passo a passo é este:
procure e abra a função Vincular ao Celular no Menu Iniciar do Windows 11;
escolha Android (o recurso também funciona com o iPhone, mas de modo mais limitado);
leia o QR Code exibido na sequência usando o dispositivo Android;
o aparelho será direcionado à Play Store para download e instalação do app Vincular ao Windows (se não instalado previamente);
abra o Vincular ao Windows depois da instalação e toque em “Continuar”;
agora, informe, no smartphone, o código que o Vincular ao Celular exibe no Windows;
um pedido de autorização de acesso também poderá ser solicitado via Microsoft Authenticator ou Outlook, por exemplo;
no celular, dê as permissões solicitadas e aguarde a sincronização entre os dois dispositivos.
Nem todos os celulares Android são compatíveis com o Vincular ao Celular. Entre os aparelhos suportados estão linhas como Galaxy S22 ao S25 (e suas variações), Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, Xiaomi 14T e similares, série Oppo Reno e modelos da Realme. Esta página da Microsoft contém uma lista de compatibilidade.
Snapdragon X2 Plus (imagem: divulgação/Qualcomm)Resumo
Snapdragon X2 Plus é direcionado a notebooks com Windows 11, combinando custo-benefício com uma NPU de 80 TOPS para IA;
Novidade oferece até 35% mais desempenho de CPU e 43% mais eficiência energética em comparação à série Snapdragon X Plus (primeira geração);
São dois modelos: X2P-64-100 e X2P-42-100, ambos com suporte para 5G, Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4.
Entre os anúncios que a Qualcomm reservou para a CES 2026 está o chip Snapdragon X2 Plus, direcionado a notebooks com Windows 11 — aqueles classificados como Copilot+ PCs, para ser exato. A novidade se destaca por combinar uma NPU de 80 TOPS para execução de tarefas de IA com um custo mais acessível.
O Snapdragon X2 Plus chega quase 100 dias depois do anúncio dos chips Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme, que oferecem alto desempenho. A novidade vem para complementar a linha na forma de um SoC focado em custo-benefício.
Isso não quer dizer que a nova linha oferece baixo desempenho. Pelo contrário: a Qualcomm destaca que o Snapdragon X2 Plus tem até 35% mais desempenho de CPU em relação à série Snapdragon X Plus (primeira geração), bem como eficiência energética até 43% melhor. No quesito gráficos, o ganho de desempenho é de até 29%.
Dois modelos compõem a linha. O mais avançado é o X2P-64-100, que tem dez núcleos de CPU, seis dos quais são de alto desempenho (Prime). Eis os principais atributos de cada modelo:
X2P-64-100
X2P-42-100
Núcleos Prime / Performance
6 / 4
6 / 0
Frequência máxima
4 GHz
4 GHz
GPU
Adreno de 1,7 GHz
Adreno de 0,9 GHz
NPU
Hexagon de 80 TOPS
Hexagon de 80 TOPS
Memória
Até 128 GB de LPDDR5x
Até 128 GB de LPDDR5x
Largura de memória
152 GB/s
152 GB/s
Cache
34 MB
22 MB
Como dá para notar, as principais diferenças entre ambos os modelos estão no número de núcleos de CPU e na GPU mais potente da versão mais avançada.
Em comum, os dois novos chips oferecem suporte para conectividade 5G, Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4 ou LE.
Repare também que, na nova geração, a NPU é mais avançada: assim como os modelos X2 Elite, são 80 TOPS de desempenho por aqui (contra 45 TOPS no Snapdragon X Plus de primeira geração).
Principais características do Snapdragon X2 Plus (imagem: divulgação/Qualcomm)
Disponibilidade dos chips Snapdragon X2 Plus
De acordo com a Qualcomm, fabricantes de computadores lançarão notebooks Copilot+ baseados nos chips Snapdragon X2 Plus durante o primeiro semestre de 2026.
Função permite bloquear o computador à distância (imagem: reprodução/Windows Latest)Resumo
O aplicativo Link to Windows agora permite bloquear o Windows 11 remotamente pelo Android.
A atualização inclui transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência entre dispositivos.
Informações do PC, como bateria e Wi-Fi, também são exibidas em tempo real no app.
A integração entre Android e Windows 11 ganhou um reforço importante. A Microsoft começou a liberar uma atualização que permite bloquear remotamente o computador usando o celular, além de adicionar novos recursos de transferência de arquivos, espelhamento de tela e sincronização da área de transferência.
As novidades fazem parte de uma atualização do aplicativo Link to Windows para Android, que funciona em conjunto com o Phone Link no PC. Segundo o Windows Latest, a liberação começou a ocorrer na segunda semana de dezembro e está sendo feita através da atualização mais recente do app.
Bloquear o PC virou tarefa do celular
Android agora pode bloquear o Windows 11 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
A principal novidade é a possibilidade de bloquear o Windows 11 diretamente pelo smartphone. A atualização adiciona um botão de destaque no app para Android que, ao ser acionado, bloqueia o computador em poucos segundos, mesmo que o usuário esteja longe da máquina.
Além disso, o aplicativo passa a exibir informações básicas do PC em tempo real, como o nível de bateria em notebooks e a intensidade do sinal de Wi-Fi. Esses dados são atualizados automaticamente em intervalos curtos e ajudam a acompanhar o status do computador à distância.
Outro recurso que chega com a atualização é um painel de atividades recentes. Ele reúne arquivos e links compartilhados entre os dispositivos, facilitando o acesso rápido ao que foi transferido ou copiado recentemente.
App Link to Windows agora tem opção “Lock PC” (imagem: reprodução/Windows Latest)
O que mais muda na integração entre Android e Windows?
A comunicação entre celular e PC também ficou mais completa em outras frentes. Agora, usuários podem enviar arquivos do Android para o Windows e fazer o caminho inverso, diretamente do computador para o smartphone, sem depender de serviços externos.
O compartilhamento da área de transferência foi ampliado. Textos e imagens copiados em um dispositivo podem ser colados no outro automaticamente, o que reduz etapas no fluxo de trabalho. O espelhamento da tela do celular no PC também ganhou um botão dedicado, tornando o acesso mais rápido.
Essas funções já haviam aparecido em testes e em versões beta do aplicativo, mas agora começam a chegar à versão estável para o público geral. Ainda assim, como ocorre em outras liberações do tipo, pode levar algum tempo até que todos os usuários recebam os novos recursos.
Para verificar se a atualização já está disponível, é preciso acessar as configurações do Android, entrar em “Recursos avançados”, tocar em “Link to Windows” e, no menu de três pontos, selecionar “Sobre o Link to Windows” para checar se há uma nova versão.
Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.
A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.
O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.
Empresas são as principais afetadas
Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.
A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.
Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.
Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Solução temporária exige ajuste no registro
Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.
O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:
Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.
Microsoft já aplicou a reversão automática
Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.
Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.
Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.
A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.
Recurso libera suporte nativo a NVMe no sistema (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Microsoft liberou o suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, com testes indicando até 80% de melhora no desempenho dos PCs.
O recurso, ativado via atualização KB5066835, permite que servidores com SSDs PCIe Gen5 alcancem 3,3 milhões de operações por segundo.
Em PCs comuns, a ativação requer ajustes no registro do sistema, e funciona apenas com o driver NVMe padrão do Windows.
A Microsoft anunciou na segunda-feira (15/12) uma nova opção para ativar o suporte nativo a unidades NVMe no Windows Server 2025. Segundo a companhia, os ganhos chegam a 80% nos PCs.
A novidade foi liberada via atualização KB5066835 e deve melhorar operações de leitura/escrita (IOPS) e reduzir 45% do uso de CPU em algumas cargas de trabalho específicas.
Apesar de ter sido anunciado para o Windows Server 2025, sistema operacional projetado para gerenciar e fornecer serviços em servidores, usuários atestam que o recurso também funciona no Windows 11 comum.
O que muda com o NVMe nativo?
Com essa alteração, o Windows deixa de usar um sistema antigo de comunicação com discos (desenvolvido na era dos HDs mecânicos) para usar diretamente os controladores dos SSDs modernos via NVMe.
Em termos práticos, servidores com SSDs PCIe Gen5 (os mais rápidos do mercado) alcançaram 3,3 milhões de operações por segundo. Para comparação, um SSD comum de PC faz cerca de 70 mil operações por segundo.
Testes divulgados pela Microsoft mostram ganhos de 80% (imagem: reprodução/Microsoft)
Já em configurações profissionais com HBAs (controladores especializados), um único disco ultrapassou 10 milhões de operações por segundo, de acordo com a Microsoft.
Na comunidade técnica, a empresa afirma que atestou ganhos de 80% na velocidade de acesso a arquivos pequenos e fragmentados (como os usados em jogos ou edição de vídeo) e 45% menos uso do processador para essas tarefas. Isso foi testado em servidores com dois processadores Intel topo de linha e um SSD empresarial de 3,5 TB.
Como habilitar no Windows 11?
Apesar de destinado ao Windows Server 2025, usuários relatam sucesso ao ativar o recurso no Windows 11 24H2/25H2 — versões que compartilham base de código com o servidor.
A ativação requer ajustes manuais via registro do sistema ou Política de Grupo. O comando PowerShell para registro é o seguinte:
A Microsoft alerta que o recurso só funciona com o driver NVMe padrão do Windows (StorNVMe.sys). Dispositivos com drivers proprietários podem não apresentar melhorias.
Oficialmente, a companhia não confirmou suporte do recurso para Windows 11, mas informou que futuras atualizações devem trazer otimizações semelhantes.
E funciona?
Usuários com Windows 11 padrão relatam melhorias em PCs com hardware compatível. O gerente de marketing técnico da Nvidia no Brasil, Alexandre Ziebert, publicou no X/Twitter que a novidade parece deixar o PC bem mais rápido.
Nos comentários dos post, outros perfis afirmam que o recurso realmente funciona, inclusive no Windows 10.
não sei que bruxaria fizeram mas apliquei aqui e o pc tá voando! O_o https://t.co/SNwv0DPFlB
Em jogos, as vantagens dessa configuração podem variar, mas é provável que usar o controlador NVMe nativo ajude com a consistência da taxa de quadros com quedas menos agressivas.
Benchmarks podem mostrar ganhos expressivos em servidores, mas o impacto em uso cotidiano varia conforme hardware e cargas de trabalho. Jogos e aplicativos que exigem acesso intenso a disco, como edição de vídeo, devem se beneficiar mais.
Discord está reiniciando o app automaticamente em situações específicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Discord implementou um reinício forçado do aplicativo no Windows quando o uso de RAM ultrapassa 4 GB para evitar travamentos.
A medida é temporária e ocorre no máximo uma vez por dia, preservando rascunhos de mensagens e canais abertos.
Desde outubro, o Discord afirma ter corrigido dez falhas de memória, colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers.
Após usuários do Discord no Windows 11 notarem que o aplicativo vem reiniciando sozinho, a empresa se pronunciou confirmando que o comportamento não se trata de um erro: é parte de um mecanismo temporário criado para evitar travamentos provocados por consumo excessivo de memória RAM.
A medida vem sendo aplicada nas últimas semanas e funciona como uma espécie de “freio de emergência”: quando o cliente ultrapassa 4 GB de uso de RAM, o programa é encerrado e iniciado novamente. O Discord não informou quando pretende desativar esse sistema provisório, apenas que ainda está concentrado em corrigir as lacunas que fazem o app consumir mais recursos do que deveria.
Reinício é intencional
Segundo a empresa, o aplicativo normalmente deveria operar abaixo de 1 GB de memória. No entanto, há tempos clientes sofrem com vazamentos de RAM, travamentos e outros comportamentos que elevam o consumo muito acima do esperado.
O Discord passou a reiniciar automaticamente o app em situações bem específicas para diminuir esse impacto sobre o sistema. Para isso, o app precisa estar ocioso, sem chamadas em andamento e ter sido mantido aberto por pelo menos uma hora. A empresa também afirma que o procedimento ocorre no máximo uma vez por dia e conserva rascunhos de mensagens e canais já abertos.
Discord tem reiniciado para diminuir o consumo no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A companhia garante que, desde outubro, corrigiu ao menos dez falhas relacionadas à memória, reduzindo o consumo para parte significativa dos usuários e adicionando novas ferramentas de diagnóstico. A equipe também vem colaborando com fabricantes de hardware e responsáveis por drivers para eliminar problemas em nível de sistema operacional.
Parte da comunidade atribui essas dificuldades ao uso do Electron, estrutura que permite criar aplicativos desktop a partir de tecnologias web. Como o Discord funciona essencialmente como mais uma janela do Google Chrome — cada servidor se comportando como uma aba isolada —, o consumo de RAM tende a ser maior do que em softwares desenvolvidos de forma nativa. Plataformas como Microsoft Teams, Slack e Twitch também dependem do Electron.
Modo escuro no Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft corrigiu bug no Explorador de Arquivos do Windows 11 que causa flashes brancos ao usar o modo escuro;
Correção está na atualização KB5072033, lançada junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025;
O pacote também corrige problemas no Windows PowerShell, Copilot e configurações de redes.
É irônico que um bug faça uma interface em modo escuro exibir flashes brancos na tela. Mas é justamente o que vem acontecendo com o Explorador de Arquivos do Windows 11. Bom, não mais: a Microsoft liberou uma correção para o sistema operacional que corrige o problema.
A tela branca aparece justamente quando o Explorador de Arquivos é aberto com o modo escuro do Windows 11 ativado, antes de pastas, arquivos e atalhos serem exibidos. A falha também se manifesta diante de outras ações, como quando o usuário sai da ou volta para a tela de início, ou abre uma nova guia na ferramenta.
O problema dos flashes no Explorador de Arquivos afeta compilações como 26100.7309 e 26200.7309 do Windows 11, mas não está descartada a possibilidade de o bug se manifestar em outras versões. Isso porque a falha ocorre após a instalação do pacote opcional KB5070311.
Até então, a única solução disponível também era irônica: desativar o modo escuro do sistema operacional.
“Flash” na inicialização do Explorador de Arquivos do Windows 11 (imagem: reprodução/The Verge)
Correção chega com Patch Tuesday de dezembro
A correção para o problema vem com a atualização KB5072033, liberada nesta semana junto ao Patch Tuesday de dezembro de 2025 (o conjunto de atualizações de software que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês).
O mesmo pacote traz correções para o PowerShell do Windows, o Copilot e para configurações de redes, por exemplo.
Para instalar a atualização, basta acessar o Windows Update no Windows 11 e verificar se o pacote KB5072033 já está disponível. Se negativo, você pode aguardar para a atualização chegar até o seu computador.
Você também pode fazer o download a partir do site da Microsoft. No link, escolha o pacote correspondente à versão do seu sistema (25H2 ou 24H2) e plataforma (x64 para Intel ou AMD, arm64 para Snapdragon ou outro chip Arm).
Microsoft promete melhorar Windows 11 para jogos em 2026 (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft ampliará tecnologias que melhoram experiência com jogos no Windows 11 a partir de 2026;
Com isso, recursos como ASD, FSE e Auto Super Resolution devem chegar a mais computadores;
Estratégia pode evitar avanço de plataformas concorrentes, como SteamOS.
A Microsoft não quer que usuários deixem de usar seus sistemas operacionais para jogar em PCs. É por isso que a companhia revelou que o Windows 11 será ainda mais otimizado para games a partir de 2026. Se a promessa for cumprida, a companhia dará sequência a um trabalho que ganhou força em 2025.
Nos últimos meses, vimos o segmento de PCs portáteis para jogos ganhar muito espaço no mercado. Alguns desses modelos têm o SteamOS como sistema operacional, que consiste em um projeto baseado na distribuição Arch Linux, mas que oferece interface e recursos específicos para games.
Sentindo a aproximação de uma ameaça, a Microsoft agiu para evitar que o Windows 11 perdesse espaço significativo para o SteamOS ou, eventualmente, para outras plataformas focadas em jogos.
Uma das ações da Microsoft consistiu em se aproximar de fabricantes de PCs para jogos, com a Asus aparecendo como o exemplo mais notável. Isso levou ao aprimoramento da linha de portáteis ROG Xbox Ally, que trouxe recursos até então inéditos para o ecossistema, como o Advanced Shader Delivery (ASD) e o Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE).
Como a Microsoft pretende melhorar o Windows 11 para jogos?
O ASD é uma tecnologia da Microsoft que pré-compila shaders (elementos que geram efeitos de iluminação, textura e afins) nas nuvens para otimizar a execução ou a inicialização de jogos, pois essa abordagem diminui a necessidade de esses elementos serem tratados em tempo real pela placa de vídeo.
Já a tecnologia Xbox FSE faz o Windows 11 executar jogos a partir de uma interface otimizada visual e estruturalmente para games, de modo que o usuário não seja distraído por outros recursos do computador ou que estes prejudiquem a experiência de jogar.
Pois bem, a Microsoft deu a entender que pretende expandir essas tecnologias para mais PCs com Windows 11 a partir de 2026. A ideia é a de que esses recursos não se limitem a PCs portáteis, mas atendam também a desktops, notebooks 2 em 1 e afins.
Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Nesse sentido, a companhia também pretende expandir outros recursos que podem aprimorar a experiência com jogos, a exemplo da tecnologia Auto Super Resolution, que melhora o detalhamento das imagens e foi introduzida em PCs Copilot+ com chips Snapdragon X. A intenção é levar o recurso a mais computadores em 2026, incluindo os modelos ROG Xbox Ally (com chip AMD).
Estamos comprometidos em tornar o Windows o melhor lugar para jogar e continuaremos aprimorando os comportamentos do sistema que são mais importantes para games: gerenciamento de carga de trabalho em segundo plano, melhorias de energia e agendamento, otimizações da pilha gráfica e drivers atualizados.
Ian LeGrow, executivo da Microsoft para sistemas operacionais
É possível desinstalar a atualização ou desativar o modo escuro (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
A atualização KB5070311 do Windows 11 causa tela branca no Explorador de Arquivos ao usar o modo escuro.
Segundo a Microsoft, o problema afeta as Builds 26200.7309 e 26100.7309.
Por enquanto, não há solução definitiva, mas é possível desativar o modo escuro ou desinstalar a atualização.
A Microsoft disponibilizou ontem (01/12) o pacote de atualização KB507031, que deveria trazer melhorias no modo escuro do Windows 11. No entanto, o update veio com um aviso: o Explorador de Arquivos pode exibir um flash de tela branca antes de carregar o conteúdo das pastas.
O problema afeta as compilações identificadas como Builds 26200.7309 e 26100.7309. Segundo os relatórios técnicos, a atualização pretendia modernizar caixas de diálogo antigas do sistema, que passariam a suportar o tema escuro.
Há alguma solução para o erro?
Bug ocorre na inicialização do Explorador de Arquivos (imagem: reprodução/The Verge)
No momento, não existe solução definitiva para o problema, exceto a desinstalação da atualização ou a desativação do modo escuro. A Microsoft informou que trabalha em uma correção, mas não forneceu um cronograma para a liberação do patch de reparo.
Em nota, a empresa descreve que, após instalar o update, “você poderá encontrar problemas ao abrir o Explorador de Arquivos no modo escuro. A janela pode exibir brevemente uma tela branca antes de carregar arquivos e pastas”.
Como contornar o bug?
Enquanto a correção oficial não é liberada, você pode optar por reverter o sistema ou alterar o tema visual, seguindo as instruções abaixo:
Desativar o modo escuro:
Acesse Configurações > Personalização > Cores;
No menu “Escolher seu modo”, altere para Claro.
Desinstalar a atualização:
Vá em Configurações > Windows Update > Histórico de atualizações;
Role até o final da página e clique em Desinstalar atualizações;
Localize a atualização KB5070311 na lista e clique em Desinstalar;
Reinicie o computador.
Busca por consistência visual
O incidente acontece enquanto a Microsoft se esforça para eliminar resquícios visuais de versões antigas do sistema operacional no Windows 11. Uma crítica recorrente de usuários é a falta de uniformidade no design do sistema, em que menus modernos convivem com caixas de diálogo que mantêm a estética de décadas passadas, sem suporte nativo ao modo escuro.
A atualização KB5070311 é parte desta modernização. Além das caixas de diálogo do Explorador de Arquivos, a empresa pretende estender o suporte ao tema escuro para outras áreas legadas do sistema, incluindo a caixa de diálogo “Executar”, além de melhorias visuais em barras de progresso, gráficos de desempenho e janelas de confirmação de erro.
Recurso permite que agentes de IA acessem pastas do sistema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 testa um novo recurso que permite que IAs de terceiros acessem arquivos locais.
Segundo a Microsoft, o acesso será opcional e exigirá permissão do usuário, com processamento local para garantir segurança.
A empresa planeja integrar novos recursos de IA no Explorador de Arquivos, e as primeiras novidades devem chegar em breve.
A Microsoft está testando um novo recurso no Windows 11 que permite que apps de IA de terceiros acessem arquivos e pastas pessoais. Segundo a empresa, a iniciativa procura aumentar a produtividade dos usuários, eliminando a necessidade de upload manual de documentos para plataformas na web.
O recurso possibilitará ações como resumir documentos, criar apresentações e até desenvolver sites a partir de arquivos locais. Atualmente, a integração de inteligência artificial no sistema operacional é restrita.
O usuário dispõe de funções mais limitadas, como desfocar fundos de imagens no aplicativo Fotos ou remover elementos no Paint. Com o novo recurso, há uma mudança estrutural: em vez de redirecionar para softwares da Microsoft, o Explorador de Arquivos servirá como uma ponte para agentes de IA externos.
Como fica a privacidade?
Pop-up no Windows 11 solicita autorização para o Claude acessar dados locais (imagem: reprodução/Windows Latest)
O recurso será opcional e aplicativos como o Claude, do exemplo acima, devem solicitar autorização prévia para ler o conteúdo das pastas. De acordo com a Microsoft, a diferença desse sistema é o tratamento dos dados: quando a IA acessa o Explorador de Arquivos, o processamento ocorre localmente, sem que os arquivos sejam enviados para servidores na nuvem.
A empresa defende que o processo é seguro, uma vez que o Explorador atua somente compartilhando o conteúdo com o aplicativo instalado. Um exemplo seria um usuário solicitar a criação de um site usando o Manus AI. O agente, com a devida permissão, localizaria sozinho fotos relevantes no dispositivo sem que o usuário precisasse especificar nomes de arquivos, processaria o conteúdo e encaminharia os dados para a criação da página web.
Outro cenário de uso envolve a produtividade. O Claude, por exemplo, poderia ler uma pasta de documentos e, com base neles, gerar uma apresentação em PowerPoint, tudo sem alternar entre janelas.
Claude deve conseguir ler arquivos do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Quando a novidade chega para todos?
A Microsoft deve disponibilizar em breve alguns novos recursos de IA no Explorador de Arquivos, especificamente ligados ao Copilot e Microsoft 365 para resumo de documentos. Contudo, a data para a integração completa de agentes de terceiros permanece indefinida. Por ora, o recurso está em fase de ajustes.
Como lembra o Windows Latest, a base técnica para essa integração é o MCP (Model Context Protocol), um protocolo de código aberto projetado para conectar modelos de IA a serviços e aplicativos. Curiosamente, a OpenAI, parceira estratégica da Microsoft, ainda não confirmou suporte oficial ao novo recurso do Windows 11.
Pop-up de segurança do Windows 11 solicita autorização explícita do usuário para que o aplicativo Claude acesse o Explorador de Arquivos e seus dados locais (imagem: reprodução/Windows Latest)
Interface do Claude demonstrando a leitura de arquivos de projeto locais e a execução automática de código Python para criar um novo documento de resumo executivo (imagem: reprodução/Windows Latest)
Windows 11 levou quatro anos atingir 50% dos PCs (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
O Windows 11 enfrenta adoção lenta, com 10 a 12 pontos percentuais atrás do Windows 10 no mesmo período do ciclo de vida.
Cerca de 500 milhões de PCs não atendem aos requisitos do Windows 11, impactando a transição e o crescimento do mercado de PCs.
Usuários consideram alternativas como o Linux, com o Zorin OS 18 ganhando popularidade após o fim do suporte ao Windows 10.
A transição do mercado de PCs para o Windows 11 vai demorar para ser concluída. Essa é a avaliação de Jeffrey Clarke, COO da Dell. Em uma chamada com investidores, o executivo também previu que as vendas de computadores da marca não devem crescer no ano que vem.
Clarke apresentou dados que embasam seus comentários. Um deles é a comparação entre as taxas de adoção do Windows 11 e do Windows 10 logo após o fim do suporte da geração anterior. Colocando esses números lado a lado, o Windows 11 está entre 10 e 12 pontos percentuais atrás do que o Windows 10 estava neste mesmo momento do ciclo de vida.
Jeff Clarke, COO da Dell, no palco do Dell World Technologies 2023 (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
O COO ainda comentou que existem cerca de 500 milhões de PCs que não contam com os requisitos técnicos para rodar o Windows 11. Por isso, Clarke acredita que o mercado de PCs ainda vai florescer, apesar do crescimento abaixo de 10% da Dell no último ano e da previsão de que não haja crescimento no ano que vem.
Windows 11 enfrenta dificuldades desde o lançamento
O mais recente sistema operacional da Microsoft chegou ao mercado em 2021 e esteve envolvido em polêmicas desde então. Uma das primeiras foi a exigência do módulo de segurança TPM 2.0, um recurso até então pouco presente nos PCs.
A incompatibilidade com máquinas antigas e a falta de atrativos para a migração fizeram com que o Windows 11 levasse mais de quatro anos até representar a maioria da base instalada de computadores.
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Com o Windows 10 sem suporte e o Windows 11 dependendo de upgrades de hardware, alguns usuários estão recorrendo ao Linux para manter suas máquinas funcionando e atualizadas.
Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Algumas equipes perceberam a oportunidade e estão pensando justamente nesse público. O Zorin OS 18, por exemplo, é uma distribuição de Linux com visual bastante familiar para quem migra do Windows 10, além de integração com o OneDrive e uso de web apps para facilitar a troca.
Papel de parede do Windows XP que Plummer postou junto ao texto (imagem: X/Dave Plummer)Resumo
Dave Plummer critica Windows 11, sugerindo que Microsoft deve focar em estabilidade, eficiência e segurança, como fez no do Windows XP;
Windows XP enfrentou problemas de segurança graves, como o malware Blaster, que forçaram Microsoft a priorizar correções em vez de novos recursos;
Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows, reconheceu recentemente necessidade de melhorar experiência de uso do Windows 11.
Dave Plummer foi um importante desenvolvedor do Windows. Ele esteve por trás do Gerenciador de Tarefas e da compatibilidade do sistema com arquivos Zip, por exemplo. É com base nesse histórico que Plummer fez uma crítica contundente à sua antiga casa: “está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2”.
A crítica foi publicada no X. “XPSP2” é a sigla para “Service Pack 2 do Windows XP”. Mas, para entendermos o que isso quer dizer em termos práticos, precisamos voltar no tempo.
Embora o Windows XP seja lembrado por ter sido um sistema operacional estável e funcional, principalmente quando comparado às versões anteriores, como o Windows Me e o Windows 98, os seus primeiros anos de mercado foram marcados por numerosas falhas, principalmente no âmbito da segurança.
Uma das vulnerabilidades do sistema permitiram que o malware Blaster contaminasse, em 2003, milhares de PCs no mundo todo. Isso porque a ameaça não precisava da ação do usuário (como baixar um arquivo contaminado) para se propagar. O Blaster se espalhava por redes locais e pela internet explorando uma brecha no sistema operacional.
O Blaster causou prejuízos a empresas, entidades governamentais e usuários domésticos. No X, Dave Plummer explica que o problema foi tão grave que a Microsoft teve que paralisar o desenvolvimento de recursos do Windows XP para lançar uma correção com urgência.
Plummer também conta que, nos meses seguintes, a companhia ficou focada em corrigir os “muitos bugs” do Windows XP. Eis o efeito: em 2004, o Service Pack 2 (SP2), o segundo grande pacote de atualizações do sistema operacional, foi lançado trazendo recursos funcionais e, principalmente, correções de segurança.
Windows 11 em um notebook (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por que Plummer diz que o Windows 11 precisa de um “momento XPSP2”?
O Windows 11 não tem problemas de segurança com gravidade similar às falhas que causaram estragos no Windows XP. Na verdade, Plummer sequer cita o Windows 11 em sua mensagem. Mas fica claro que o seu manifesto é direcionado a essa versão do sistema operacional.
Isso porque a Microsoft vem sendo criticada por priorizar recursos no Windows 11 que não melhoram, necessariamente, a experiência do usuário com o sistema, a exemplo das funções de IA que, apesar de interessantes do ponto de vista tecnológico, pouco ou nada contribuem para a produtividade.
Não é por acaso que, recentemente, Pavan Davuluri reconheceu que a Microsoft tem que melhorar a experiência de uso do Windows 11. Davuluri é ninguém menos que presidente da divisão Windows na companhia.
Pois bem, ao afirmar que a Microsoft precisa de “outro momento XPSP2”, Plummer quer dizer que a companhia deve parar o que o está fazendo para focar naquilo que mais importa no momento, que é tornar o Windows 11 mais estável, eficiente e seguro.
A julgar pelos comentários e pelas curtidas que a postagem recebeu, muita gente concorda com Plummer.
Dave Plummer (imagem: YouTube/Dave’s Garage)
Íntegra da postagem de Plummer
O texto de Dave Plummer aparece na íntegra e traduzido livremente a seguir:
Está na hora de a Microsoft ter outro momento XPSP2. Nada de IA, nada de novos recursos. Apenas correções.
Quando eu trabalhava no Windows XP, o [malware] Blaster surgiu. Foi um problema tão grande que deixamos de lado todo o trabalho de desenvolvimento de recursos.
Durante os meses seguintes, tudo o que fizemos foi aprimorar a segurança. Não adicionamos “recursos de segurança”; nós corrigimos bugs. Muitos bugs. Até que não houvesse mais bugs de segurança para corrigir.
Então, corrigimos aqueles que ainda não conhecíamos.
Resumindo, paramos de tentar “agregar valor” ao produto [Windows XP] por meio de recursos que gerentes achavam que os usuários gostariam de ter e, em vez disso, nos concentramos nos aspectos que eram importantes há mais tempo, mas que foram negligenciados.
Como desempenho e configurabilidade atualmente [no Windows 11].
Em vez de tentar aprimorar e agregar valor ao sistema por meio de novos recursos de IA — agora —, acredito que é hora de a Microsoft estabilizar, aprimorar e tornar o sistema mais eficiente. E mais usável para usuários avançados.
Apenas durante um lançamento. Só até isso deixar de ser ruim.
Usuários do Windows 10 buscam refúgio em sistema com suporte garantido até 2029 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Zorin OS 18 atingiu 1 milhão de downloads em cinco semanas, com 780 mil instalações oriundas de sistemas Microsoft.
A distribuição oferece interface híbrida e compatibilidade com softwares do Windows, como Office 365 e Microsoft Teams.
Trata-se de uma versão LTS com suporte até 2029, proporcionando uma alternativa viável ao Windows 11.
O fim do suporte oficial ao Windows 10 em outubro de 2025 vem reconfigurando o mercado de sistemas operacionais para desktops. Diante das exigências rígidas do Windows 11 e de preocupações com segurança, milhares de usuários estão migrando para distribuições Linux. O exemplo mais recente desse movimento é o Zorin OS 18.
Segundo os desenvolvedores da distribuição, a versão mais recente atingiu nada menos que um milhão de downloads em cinco semanas. Dados de telemetria divulgados pela equipe indicam que mais de 78% desses downloads — cerca de 780 mil instalações — vieram de computadores que rodavam sistemas da Microsoft.
O número sugere que a barreira técnica, historicamente um obstáculo para a adoção do Linux, está sendo superada pela necessidade de manter computadores considerados obsoletos pela Microsoft funcionais e seguros.
Linux é uma opção viável para usuários leigos?
Zorin OS 18 foi lançado quando o suporte ao Windows 10 se encerrou (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Uma grande dúvida de quem abandona o Windows é a curva de aprendizado e compatibilidade de softwares no Linux. O Zorin OS 18 procura resolver essa insegurança ao oferecer uma interface híbrida, que mescla layout similar do Windows com elementos visuais modernos.
A distribuição foca em reduzir o atrito da troca, com integração com serviços de nuvem, como o OneDrive da Microsoft, permitindo que o fluxo de trabalho do usuário permaneça praticamente inalterado.
Além da estética, a barreira da compatibilidade de software foi reduzida. A nova versão do sistema aposta na instalação facilitada de Aplicativos Web Progressivos (PWA), permitindo o uso de ferramentas como Office 365, Microsoft Teams e Google Docs como se fossem programas nativos.
Para softwares legados do Windows, o sistema utiliza camadas de compatibilidade (como o Wine) com configurações pré-ajustadas, minimizando a necessidade de intervenção técnica manual.
Outro fator que reduz a rejeição ao Linux é o avanço no suporte a jogos, impulsionado nos últimos anos pelo desenvolvimento da camada Proton pela Valve, que permite rodar títulos populares do Windows no sistema do pinguim.
Suporte até 2029
Se a aposta da Microsoft era uma conversão em massa para o Windows 11, os números mostram que uma parcela do mercado decidiu que é hora de testar novos horizontes. O Linux surge como uma alternativa gratuita e de longo prazo.
O Zorin OS 18, por exemplo, é uma versão LTS (Long Term Support), com atualizações de segurança garantidas até 2029, estendendo a vida útil de computadores perfeitamente capazes que seriam descartados por “incompatibilidade” no sistema da Microsoft.
Bloco de Notas para Windows 11 vai suportar tabelas e mais IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Bloco de Notas passa a suportar tabelas a partir da barra de formatação;
Funções de escrita com IA agora exibem respostas em tempo real em PCs Copilot+;
Nesta fase inicial, recursos estão sendo liberados para testadores nos canais Canary e Dev do Windows 11.
O Bloco de Notas (Notepad) não é mais um simples editor de textos. A Microsoft continua adicionando recursos que tornam a ferramenta mais funcional (e também um pouco mais complexa). As novidades mais recentes são o suporte a tabelas nos textos e respostas de IA em tempo real.
Sobre o suporte a tabelas, trata-se de uma continuação dos recursos de formatação de texto que o Bloco de Notas do Windows 11 já oferece. Não por acaso, a função pode ser acessada justamente a partir da barra de formatação, no topo do aplicativo.
No menu correspondente, você pode definir a quantidade de colunas e linhas da tabela simplesmente selecionando um conjunto de células. Também é possível adicionar tabelas usando o suporte a markdown do Notepad.
Depois de inserida, a tabela pode ser editada para remoção ou adição de colunas e linhas.
Função de tabelas no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
E qual é o novo recurso de IA do Bloco de Notas?
Há quem acredite que, pelo fato de o Bloco de Notas ter a proposta de ser simples e leve, a ferramenta não deveria receber recursos de inteligência artificial generativa. Mas a Microsoft não tem a mesma opinião: as funções de escrever, reescrever e resumir textos com IA agora suportam resultados em tempo real.
Na prática, isso significa que, quando qualquer uma dessas opções for acionada, as respostas aparecerão mais rapidamente, de modo que o usuário não terá que aguardar o resultado completo ser apresentado todo de uma só vez.
Qual o impacto dessa novidade no dia a dia? Somente testando para saber. Mas a Microsoft destaca que, por ora, o recurso só está disponível em computadores Copilot+ (que têm uma NPU com 40 TOPS ou mais). Além disso, é necessário ter uma conta Microsoft para experimentar a funcionalidade.
Resposta de IA em tempo real no Notepad (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando os novos recursos chegam ao Bloco de Notas?
Como de hábito, a Microsoft está introduzindo os novos recursos do Notepad nas versões do Windows 11 para os canais Canary e Dev do programa de testes Windows Insider. As novidades exigem a versão 11.2510.6.0 do editor de textos.
Após o feedback dos testadores é que a Microsoft deverá levar as novas funções para a versão final do Bloco de Notas.
Windows 11 recebeu novidades nos canais Dev e Beta (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
O Explorador de Arquivos do Windows 11 tem um novo menu de contexto mais simples, com opções agrupadas em submenus para gerenciar arquivos e armazenamento em nuvem.
A Microsoft implementou um pré-carregamento em segundo plano para abrir a ferramenta mais rapidamente.
A build 26220.7271 (KB5070307) do Windows 11 inclui outras novidades, como a experiência Xbox em tela cheia e a restauração point-in-time.
A versão mais recente do Windows 11 traz duas mudanças para o Explorador de Arquivos (File Explorer): um menu de contexto mais simples e um pré-carregamento para deixar a ferramenta mais rápida.
As novidades fazem parte da compilação 26220.7271 (KB5070307), liberada para participantes do programa Insider inscritos nos canais Dev e Beta. Elas podem sofrer mudanças até o lançamento para o público geral, que não tem previsão para acontecer.
Como é o novo menu de contexto?
A Microsoft reorganizou as opções do menu de contexto do Explorador de Arquivos, aquele que aparece quando você clica com o botão direito do mouse.
Ações como girar imagem, colocar como plano de fundo do desktop e comprimir em arquivo ZIP agora estão agrupadas em um submenu para gerenciar arquivos. De modo semelhante, para manter um arquivo no dispositivo ou liberar espaço, o usuário precisará ir até o submenu do armazenamento em nuvem.
Alguns itens foram reordenados, deixando ações de abrir arquivos ou pastas mais próximas, bem como tarefas relacionadas ao envio para outros dispositivos.
Menu de contexto pode ficar menor futuramente (imagem: divulgação)
Usuários reclamam há tempos dos menus de contexto do Windows 11, apontando que eles são muito longos, pouco práticos e ocupam muito espaço na tela.
Solução “split”, destinada a desenvolvedores independentes, “esconde” opções menos usadas ao lado de ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)
Como o Explorador de Arquivos vai ficar mais rápido?
A Microsoft também está testando um pré-carregamento do File Explorer em segundo plano. A ideia é abrir a ferramenta em menos tempo.
A novidade vem ativada por padrão, mas é opcional e pode ser desligada. Como todo app em segundo plano consome recursos do computador, pode ser que essa solução deixe o sistema um pouco mais lento. Vamos aguardar para ver como isso funciona na prática.
“Tela azul da morte” em telão (imagem: reprodução/Tweaktown)Resumo
Windows 11 introduzirá recurso Digital Signage Mode, que oculta mensagens de erro em telas públicas após 15 segundos;
Novidade funciona com “tela azul da morte” ou com erros em caixas de diálogo;
Tela fica apagada nessas circunstâncias, e só volta a ligar se o mouse ou o teclado for acionado.
É bastante provável que você já tenha se deparado com a “tela azul da morte” do Windows ou outra mensagem de erro do sistema operacional no telão de um aeroporto, shopping ou hospital, por exemplo. Esse problema é tão frequente que a Microsoft anunciou um modo que oculta esses avisos em PCs públicos com Windows 11.
Trata-se de uma funcionalidade chamada Digital Signage Mode (algo como “Modo de Sinalização Digital”) e que é direcionada a telas públicas controladas por PCs com Windows.
Quando ativado, o novo recurso faz a “tela azul da morte” que agora é preta ser exibida na tela por 15 segundos, caso o computador não reinicie após o surgimento da falha. Nessas circunstâncias, a tela é apagada automaticamente, sem necessidade de intervenção humana.
A novidade também pode entrar em ação quando mensagens de erro surgirem na forma de caixas de diálogo, que aparecem quando o Windows continua funcionando. Esses avisos podem incluir falhas em drivers ou em aplicativos, por exemplo. Novamente, nessas circunstâncias, a tela é apagada após 15 segundos.
A tela só voltará a exibir informações se o computador for reativado via mouse ou teclado.
A Microsoft destaca, porém, que o Digital Signage Mode não substitui o Modo Quiosque, que faz o Windows exibir apenas um único aplicativo, impedindo o acesso a outros softwares ou recursos do sistema. Leve em conta também que a funcionalidade deve ser ativada manualmente.
“Este novo modo do Windows é perfeito para máquinas que controlam telas públicas não interativas, como cardápios de restaurantes ou painéis de voos em aeroportos”, complementa a companhia.
Outros recursos para o Windows 11
Modo agenda no calendário flutuante do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
O novo recurso faz parte de algumas funcionalidades que chegarão ao Windows 11 em breve. Outra delas é uma função de restauração que faz o sistema operacional voltar para um estado anterior dentro de um período de tempo que varia entre seis e 72 horas.
Outra novidade permitirá que organizações tenham mais recursos para recuperar ou restaurar o Windows 11 remotamente, via plataforma Microsoft Intune.
Todas essas novidades foram anunciadas no Microsoft Ignite 2025, realizado nesta semana. O evento também serviu de palco para novidades direcionadas ao usuário final, a exemplo da chegada de um modo agenda no calendário flutuante do Windows 11.
Calendário do Windows 11 vai finalmente exibir eventos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Calendário flutuante do Windows 11 voltará a exibir eventos agendados;
Atualização também permitirá ingressar rapidamente em reuniões online;
Recurso será liberado para testes no Windows 11 a partir de dezembro de 2025.
Se você abrir o calendário do Windows 10, à direita da Barra de Tarefas, poderá adicionar eventos ou lembretes a uma data no calendário, podendo definir o horário e até o local. Mas, por alguma razão, a Microsoft removeu essa funcionalidade no Windows 11. Felizmente, a companhia decidiu rever essa decisão.
Hoje, o calendário flutuante do Windows 11, também acessível via Barra de Tarefas, serve apenas para que você possa conferir datas — é uma forma de descobrir em qual dia da semana cai determinado feriado, por exemplo.
Mas, entre as novidades que a companhia tem revelado no evento Ignite 2025, realizado nesta semana, está o anúncio de uma atualização para Windows 11 que fará o calendário mostrar eventos agendados. A exibição será feita diretamente na Central de Notificações do sistema, em ordem cronológica.
Tem mais. No caso de agendamento de reuniões online, o novo modo de visualização poderá exibir um botão para ingresso imediato no evento. Também será possível iniciar uma interação com o Microsoft 365 Copilot.
A companhia só não revelou se haverá integração direta com eventos do Microsoft Outlook, mas, se não houver, está aí algo que a empresa poderia trabalhar em etapas futuras.
Eventos de volta ao ao calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando os eventos chegam ao calendário do Windows 11?
A nova visualização do calendário flutuante do Windows 11 será liberada a partir de dezembro de 2025, inicialmente, nas versões de teste do sistema operacional.
Ainda não há informação sobre quando o recurso chegará à versão final do Windows 11, mas é de se presumir que não demorará para isso ocorrer, até porque a atualização do calendário fará parte de uma série de aprimoramentos planejados para o sistema no decorrer dos próximos meses.
PowerToys 0.96 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.96 melhora principalmente as funções Paleta de Comandos e Colar Avançado;
Função PowerRename agora extrai metadados de fotos; ZoomIt suporta GIFs; Mouse Sem Bordas permite rolagem horizontal;
PowerToys 0.96 está disponível no GitHub para Windows 10 e 11, gratuitamente.
Apelidado de “canivete suíço” por reunir vários utilitários para Windows, o PowerToys acaba de chegar à versão 0.96. Desta vez, não há recursos novos. Porém, a novidade melhora várias das funções já existentes, a exemplo da Paleta de Comandos e do modo Colar Avançado.
A Paleta de Comandos é um dos recursos mais interessantes do PowerToys, pois permite que você acesse rapidamente aplicativos, extensões, configurações e outros recursos digitando Windows + Alt + Espaço.
No PowerToys 0.96, a Paleta de Comandos ficou visualmente mais condizente com o Windows 11, teve a sua página de configurações reorganizada, preserva o tamanho da janela quando o usuário a modifica, permite que recursos como “Executar comandos” apareçam mais rapidamente, adiciona filtros à pesquisa de arquivos, entre outros avanços.
Já a função Colar Avançado, que permite transformar o conteúdo da área de transferência em diversos formatos, agora pode funcionar em conjunto com modelos online de IA de vários provedores, como Azure OpenAI, OpenAI e Google Gemini.
Paleta de Comandos no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)
O que mais o PowerToys 0.96 melhora?
Entre os demais avanços do PowerToys 0.96 estão:
PowerRename: a função que permite renomear vários arquivos de uma vez agora extrai metadados de fotos para permitir a sua organização em categorias como modelo de câmera, lente, tempo de exposição, entre outros parâmetros;
ZoomIt: a função que aplica zoom em um ponto específico da tela agora funciona com arquivos GIF e melhora as screenshots (capturas de tela);
Mouse Sem Bordas: a função que permite usar o mouse e o teclado em outro computador na mesma rede local agora suporta rolagem de tela horizontal;
Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95, o Modo Claro (Light Switch) faz o Windows assumir o tema escuro automaticamente; nesta atualização, a funcionalidade permite que a ativação do modo “Nascer ao Pôr do Sol” seja baseada em latitude e longitude.
Colar Avançado no PowerToys 0.96 (imagem: reprodução/Microsoft)
Como baixar o PowerToys 0.96?
O PowerToys 0.96 pode ser baixado via GitHub. Ali, basta escolher a versão mais apropriada ao seu computador (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).
Apesar do foco no Windows 11, o PowerToys 0.96 também funciona no Windows 10. A ferramenta é gratuita.
Essa versão não tem nenhuma funcionalidade nova, mas pode ser diferente na próxima atualização: há negociações, na Microsoft, para o PowerToys incorporar a ferramenta Windows Edge Light, que cria um efeito de “ring light” para chamadas de vídeo no sistema operacional.
Windows 11 vai dar mais autonomia a agentes de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 introduz recurso Agent Workspace, que permite que agentes de IA acessem pastas como Área de Trabalho e Downloads;
Cada agente de IA também passa a operar em um ambiente isolado, com restrições de segurança;
Por ora, recurso está disponível na compilação 26220.7262 do Windows 11 nos canais Dev e Beta do Windows Insider.
A Microsoft parece determinada a tornar o Windows 11 tão integrado com recursos de inteligência artificial quanto possível. O movimento mais recente a respeito envolve um recurso experimental que permite à IA acessar as pastas mais usadas pelo usuário no sistema operacional.
O tal recurso recebeu o nome de Agent Workspace ou, em tradução livre, Espaço de Trabalho do Agente. Por meio da novidade, agentes de IA podem acessar pastas como Área de Trabalho, Downloads, Músicas e Imagens. Além disso, cada agente de IA passa a ser executado dentro de seu próprio ambiente no Windows 11, de modo independente em relação aos outros.
Qual a necessidade de tudo disso? A proposta do Agent Workspace é permitir que um agente de IA realize tarefas no Windows usando uma sessão própria, sem ter que se passar por você. Assim, a IA pode executar ações em segundo plano enquanto você lida com outras atividades no computador.
O Agent Workspace do Windows 11 é seguro?
Na atual fase, o Agent Workspace aplica uma série de restrições, como limitar o tempo de ação de cada agente, criar um ambiente de execução isolado (um agente não pode acessar o espaço do outro), aplicar apenas permissões essenciais de acesso a arquivos, pastas ou softwares, e permitir que as atividades executadas sejam auditadas.
Mas a própria Microsoft alerta que o modelo de segurança do novo recurso ainda está sendo aprimorado. Isso significa que, mesmo com todos os cuidados já aplicados, a ativação da novidade pode trazer riscos de segurança ao computador.
Recurso de IA vem desativado e precisa ser habilitado nas configurações do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Também há o risco de alguns recursos não funcionarem corretamente. Por exemplo: o PC pode não entrar em modo de descanso se uma instância do Copilot Actions estiver ativa (o Copilot Actions funciona como um agente que automatiza tarefas para o usuário, basicamente).
É por isso que, nas instalações que já têm acesso à novidade, o Agent Workspace vem desativado por padrão, devendo ser habilitado manualmente nas configurações de IA do sistema. No momento, o recurso está disponível a partir da compilação 26220.7262 do Windows 11 nos canais Dev e Beta para o programa de testes Windows Insider.
Windows Edge Light (imagem: Scott Hanselman/GitHub)Resumo
Windows Edge Light é um aplicativo que transforma a borda da tela em uma “ring light” ajustável para melhorar a iluminação em chamadas de vídeo;
O app, desenvolvido por Scott Hanselman, permite ajustar a opacidade e possui atalhos para controle de intensidade;
Windows Edge Light pode ser integrado ao PowerToys e já está disponível no GitHub para Windows 10 e 11.
Windows Edge Light. Esse é o nome de um pequeno aplicativo para Windows que torna a borda de toda a tela do computador branca para criar um efeito de “ring light”. O objetivo é iluminar o seu rosto quando você estiver participando de chamadas de vídeo, principalmente em ambientes com pouca luz.
A novidade foi revelada por Scott Hanselman, vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft. O executivo também aparece como o principal desenvolvedor da ferramenta.
Quando em execução, o Windows Edge Light permite que o nível de opacidade da faixa branca seja ajustado de modo que o usuário possa regular a intensidade da iluminação. Também é possível usar atalhos:
Ctrl + Shift + L: liga ou desliga a iluminação
Ctrl + Shift + Seta para cima: aumenta o brilho
Ctrl + Shift + Seta para baixo: reduz o brilho
Em linhas gerais, a ferramenta funciona bem. Porém, o app pode não fazer muito efeito se a tela do seu notebook ou do seu monitor não tiver um bom nível de brilho.
Windows Edge Light é focado no Windows 11, mas também roda no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Edge Light poderá fazer parte do PowerToys
Apesar de sua simplicidade, o Windows Edge Light parece ser tão útil que poderá ser integrado ao PowerToys. Taras Buria, do Neowin, comentou sobre essa possibilidade com Clint Rutkas, líder desse projeto. O executivo respondeu que já está conversando com Hanselman sobre isso.
Faz sentido. O PowerToys reúne vários pequenos aplicativos muito úteis para Windows, e o Windows Edge Light tem todas as características necessárias para ser um deles: é leve, de fácil uso e atende a uma necessidade específica.
Enquanto isso, você pode baixar o Windows Edge Light a partir do GitHub. Ali, escolha a versão mais apropriada ao seu computador (com chip Arm ou x86). Note que o link também permite baixar o código-fonte da ferramenta. A novidade funciona no Windows 11 e no Windows 10.
Vale destacar que a Apple começou a desenvolver uma ferramenta do tipo pouco antes da Microsoft. Ela está em teste no macOS Tahoe 26.2 e também é chamada de “Edge Light”.
O Windows 11 26H1 vem aí, mas não espere muito dessa versão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 26H1 foi anunciado pela Microsoft e está em fase experimental no canal Canary do programa Windows Insider.
Atualização atípica deve trazer apenas suporte a novos chips, não incluindo grandes recursos funcionais.
O pacote 25H2 segue como a versão principal do sistema operacional.
A atualização 25H2 do Windows 11 passou a ser liberada massivamente em outubro. Agora, a Microsoft começa a direcionar esforços à próxima versão do sistema operacional, a 26H1. Ela chama a atenção por ter sido programada para o primeiro semestre de 2026. Mas que fique claro desde já: esse pacote não é para todo mundo.
Geralmente, a Microsoft libera grandes atualizações do sistema operacional no segundo semestre, uma vez por ano, a exemplo dos pacotes 25H2 (outubro de 2025), 24H2 (outubro de 2024), 23H2 (outubro de 2023) e 22H2 (setembro de 2022) do Windows 11.
Embora ainda não tenha data certa de lançamento, a atualização 26H1 é esperada para o primeiro semestre de 2026, como já informado. A liberação do pacote está sendo feita no canal Canary do programa de testes Windows Insider. Mas a própria Microsoft dá a entender que os usuários não precisam se importar muito com esse update.
O que o Windows 11 26H1 trará de novo?
A companhia ainda não deu detalhes sobre o pacote 26H1, mas tratou de deixar claro que essa atualização não é uma evolução direta da versão 25H2, pois traz apenas “alterações de plataforma para oferecer suporte a silícios específicos”.
Em outras palavras, o pacote melhorará ou adicionará suporte a processadores novos. Quais? Ainda não sabemos. Os rumores dão conta de que chips como Snapdragon X2 Elite e Nvidia N1X (que pode ser lançado em 2026) estão entre eles, porém.
Windows 11 26H1 pode trazer suporte ao Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)
Isso explica o anúncio de uma grande atualização para o Windows 11 fora de época, bem como o aviso indireto da Microsoft de que os usuários não precisam se importar com ela:
[A versão] 25H2 permanece sendo o local principal para novos recursos. O Windows 11 continua tendo um ciclo de atualização anual de recursos, com lançamentos para a segunda metade do ano.
No momento, a versão 26H1 faz parte da compilação 28000 do Windows 11 no canal Canary, o que significa que ela está em fase inicial e experimental de desenvolvimento.
Menu de contexto é reclamação antiga de usuários (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
A Microsoft está desenvolvendo o controle SplitMenuFlyoutItem no WinUI 3 para simplificar menus de contexto de apps do Windows 11, agrupando itens padrão e secundários.
A mudança permitirá que desenvolvedores personalizem menus, reduzindo opções desnecessárias.
A adoção na interface gráfica do Windows 11 não tem data definida.
A Microsoft está trabalhando para que os menus de contexto de apps do Windows 11 não fiquem com uma lista tão longa de itens — uma reclamação antiga dos usuários do sistema operacional. Desenvolvedores poderão agrupar e personalizar opções, dependendo da situação.
A novidade foi apresentada pela Microsoft em uma chamada de vídeo das equipes WinUI e Windows App SDK, voltada a desenvolvedores de programas do Windows que usam essas ferramentas. E caso você não saiba, menu de contexto é aquele que aparece quando você clica com o botão direito do mouse.
Segundo a empresa, o problema está no controle MenuFlyoutItem do SDK: ele não permite separar ações, o que leva os menus de contexto a ficarem cada vez mais longos. Além disso, a lista de opções não pode ser adaptada, fazendo com que os usuários vejam itens desnecessários.
A solução proposta é um novo controle, chamado SplitMenuFlyoutItem. Com ele, será possível agrupar itens padrão, que ficarão acessíveis no menu principal, e itens secundários, que passarão a aparecer ao lado, como opções extras de uma ação.
Novo código permite definir ação principal e itens secundários (imagem: reprodução/Microsoft)
Como serão os novos menus de contexto?
No exemplo dado pela Microsoft, um menu de 15 itens é reduzido a nove. Opções padrão continuam na lista, enquanto ações mais específicas são “rebaixadas” a menus secundários.
Os itens padrão “Abrir com Fotos”, “Editar com Fotos”, “Compartilhar com telefone” e “Copiar” passam a ter uma seta à direita, que esconde ações mais detalhadas.
No submenu ao lado de “Abrir com Fotos”, há as opções mais específicas, que podem não ser tão relevantes para o usuário: “Paint”, “Paint3D”, “Ferramenta de Captura”, “Pesquisar na Microsoft Store” e “Escolher outro app”. Elas aparecem assim que o cursor do mouse para sobre a ação padrão.
Com novos controles, opções menos usadas podem ficar “escondidas” sob ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)
As opções padrão e opções secundárias poderão variar de acordo com o contexto, como o tipo de arquivo selecionado, por exemplo.
Quando os novos menus chegam?
Por enquanto, a nova solução não está disponível para usuários comuns, nem mesmo para testes.
A Microsoft detalhou a API no repositório do WinUI no GitHub, permitindo que os desenvolvedores façam experimentos com os novos parâmetros. Mesmo assim, não há previsão de lançamento oficial, e quando isso ocorrer, os devs independentes precisarão implementar o novo código em seus produtos, o que deve demorar ainda mais.
Outra questão diz respeito ao que a própria Microsoft vai fazer. Como a novidade foi apresentada no SDK voltado a desenvolvedores independentes, não se sabe quando ela será adotada para a interface gráfica do Windows 11 em si, em itens como área de trabalho, barra de tarefas e menu Iniciar.
Após fim do suporte, Windows 10 permanece em mais de 40% dos PCs (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Windows 10 permanece em 41,71% dos PCs com Windows após fim do suporte em 14 de outubro de 2025, mostra Statcounter;
Windows 11 lidera com 55,18% de participação no mercado, mas crescimento parece avançar em ritmo lento;
Suporte estendido ao Windows 10 pode ajudar a explicar resistência dessa versão.
14 de outubro de 2025 é a data que marcou o fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft. Apesar disso, o sistema operacional continua sendo utilizado em larga escala. Dados da Statcounter mostram que o mês passado terminou com a versão 10 estando presente em 41,71% dos PCs com Windows.
O fim do suporte ao Windows 10 significa que o sistema operacional não recebe mais atualizações regulares para correções de falhas, ajustes de desempenho ou acréscimo de funcionalidades. Além disso, a Microsoft deixou de oferecer atendimento padrão a usuários ou organizações que precisam de apoio para resolver problemas no sistema.
Apesar dessas desvantagens, a migração para o Windows 11, a versão mais atual da plataforma, é um processo demorado ou indesejado para um grande número de pessoas físicas e jurídicas.
Isso ajuda a explicar os números mais recentes da Statcounter, que mostram o Windows 10 como o segundo sistema operacional mais usado em PCs em outubro de 2025, em escala global (a lista só considera sistemas operacionais da Microsoft):
Posição
Versão
Participação
1
Windows 11
55,18%
2
Windows 10
41,71%
3
Windows 7
2,52%
4
Windows XP
0,22%
5
Windows 8
0,17%
6
Windows 8.1
0,16%
É importante levar em conta que os dados da Statcounter não são precisos. As estatísticas do serviço são baseadas na análise dos acessos aos sites que utilizam as ferramentas da empresa, podendo haver variações importantes entre um mês e outro.
Mesmo assim, esses dados têm alguma relevância, até porque a Microsoft não divulga abertamente as estatísticas de uso de seus sistemas operacionais.
Podemos observar, como exemplo, que a penetração do Windows 11 no mercado aumentou em outubro, mas em ritmo relativamente lento. Basta considerarmos que o Windows 11 estava presente em 49% dos PCs em agosto deste ano, ainda de acordo com os números da Statcounter.
Participação das diferentes versões do Windows em outubro de 2025 (imagem: reprodução/Statcounter)
Suporte estendido pode explicar resistência do Windows 10
Presumivelmente, outro fator que contribui para a permanência do Windows 10 em uma proporção tão grande de máquinas é o programa de suporte estendido oferecido pela Microsoft.
Por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber atualizações para o Windows 10 durante um ano. Já o ESU para organizações pode ser contratado por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor em cada renovação anual.
A Microsoft oferece o ESU com o objetivo de dar mais tempo para que consumidores e organizações planejem uma migração para o Windows 11. Contudo, o programa oferece apenas atualizações importantes de segurança, deixando updates funcionais de fora.
Fones Galaxy Buds 2 Pro são compatíveis com o compartilhamento de áudio do Windows 11 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)Resumo
Microsoft iniciou testes de compartilhamento de áudio Bluetooth no Windows 11;
Recurso usa tecnologia Bluetooth LE Audio e permite som em dois dispositivos simultaneamente;
Novidade está em teste em alguns PCs Copilot+; chegada à versão final do sistema pode ocorrer em 2026.
A Microsoft começou a testar uma função no Windows 11 que permite o compartilhamento do áudio do computador entre dois dispositivos Bluetooth, ao mesmo tempo. A novidade pode funcionar com fones de ouvido, headsets, caixas de som e até aparelhos auditivos.
O compartilhamento de áudio pode ser útil, por exemplo, para que duas pessoas assistam a um filme no notebook durante uma viagem de avião, com cada uma delas usando seus próprios fones de ouvido.
Para permitir que o fluxo de áudio seja direcionado a dois dispositivos distintos de modo simultâneo, o Windows 11 faz uso da tecnologia Bluetooth LE Audio, que é focada justamente em dispositivos sonoros e permite transmissões via broadcast (para mais de um aparelho ao mesmo tempo).
Isso significa que o compartilhamento de áudio só funciona com dispositivos compatíveis com esse padrão, a exemplo de fones como Samsung Galaxy Buds 2 Pro, Galaxy Buds 3 Pro e Sony WH-1000XM6.
Para iniciar o procedimento, basta emparelhar dois dispositivos sonoros compatíveis com Bluetooth LE Audio ao computador e, na área de configurações rápidas, ativar o modo de compartilhamento de áudio.
Compartilhamento de áudio no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Quando o compartilhamento de áudio chegará à versão final do Windows 11?
Ainda não há data para isso, mas é bastante provável que a liberação da novidade para a versão final do Windows 11 seja feita somente em 2026.
Por ora, o compartilhamento de áudio Bluetooth está disponível nos canais Dev e Beta do programa de testes Windows Insider para Windows 11, a partir da compilação 26220.7051 do sistema operacional.
A Microsoft explica que, no momento, apenas os seguintes computadores Copilot+ são compatíveis com o recurso:
Surface Laptop com chip Qualcomm Snapdragon X (13,8 e 15 polegadas)
Surface Laptop for Business com chip Qualcomm Snapdragon X (13,8 e 15 polegadas)
Surface Pro de 13 polegadas com chip Qualcomm Snapdragon X
Surface Pro for Business de 13 polegadas com chip Qualcomm Snapdragon X
Outros notebooks Surface, bem como modelos Samsung Galaxy Book mais recentes ganharão compatibilidade em breve. A Microsoft espera que mais computadores recebam suporte ao recurso em etapas futuras. A companhia só não dá certeza sobre isso porque a compatibilidade depende do envolvimento dos fabricantes.
Microsoft ainda não reconheceu oficialmente o erro no Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Um bug no Windows 11 impede o fechamento correto do Gerenciador de Tarefas, resultando em múltiplos processos em segundo plano.
A falha está associada à atualização KB5067036 de outubro de 2025, baixada automaticamente no PC de alguns usuários.
Ainda não há uma solução oficial, mas alternativas incluem usar o comando “taskkill” no Prompt de Comando.
Usuários do Windows 11 que instalaram a atualização opcional de outubro de 2025 (KB5067036) estão enfrentando um novo bug no Gerenciador de Tarefas. Ao tentar fechar a janela clicando no “X”, o aplicativo continua ativo em segundo plano.
Tentativas repetidas de abrir e fechar a ferramenta resultam na multiplicação do processo, o que pode afetar o desempenho do sistema. O comportamento estranho foi relatado por alguns usuários no Reddit.
O que causa a falha no Gerenciador de Tarefas?
O problema específico é que o processo executável do Gerenciador de Tarefas (taskmgr.exe) não é finalizado quando o usuário tenta apenas fechar a janela.
Ele continua ativo na lista de “processos em segundo plano”, consumindo recursos. Múltiplas instâncias rodando ao mesmo tempo podem levar a travamentos, lentidão e instabilidade.
Acúmulo de processos eleva consumo de CPU e memória RAM (imagem: reprodução/Windows Latest)
O erro está vinculado à atualização KB5067036 (Build 26200.7019 ou 26100.7019), disponibilizada pela Microsoft na última terça-feira (28/10) como um preview. Para usuários com a opção “obter as correções e melhorias de desempenho mais recentes” ativada no Windows Update, a atualização foi baixada automaticamente.
Curiosamente, a Microsoft menciona uma atualização específica para o Gerenciador de Tarefas nas notas oficiais. O objetivo seria resolver um problema em que alguns aplicativos não eram agrupados corretamente com seus respectivos processos, mas a suspeita é que essa alteração tenha introduzido o bug.
Como identificar e corrigir o problema?
Primeiro, os usuários podem verificar se foram afetados com um teste simples:
É preciso abrir o Gerenciador de Tarefas (pressionando o atalho “Ctrl+Shift+Esc”)
Feche usando o botão “X” no canto superior direito e, em seguida, abra novamente
Ao verificar a aba “Processos”, se mais de uma entrada para “Gerenciador de Tarefas” aparecer na lista, o sistema foi afetado.
A contagem de processos duplicados sobe a cada repetição desse ciclo. Por enquanto, não há uma solução oficial, já que a Microsoft ainda não se manifestou sobre a falha. Mas existem duas soluções alternativas, listadas pelo site especializado Windows Latest:
Pelo próprio Gerenciador: evite usar o botão “X”. Em vez disso, selecione o Gerenciador de Tarefas na lista de “Aplicativos” e clique no botão “Finalizar tarefa”. Se já existirem processos duplicados, finalize cada um individualmente.
Usuários devem evitar botão “X” para fechar a janela da ferramenta (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
Pelo Prompt de Comando: abra o Prompt de Comando (se preferir, como administrador) e digite “taskkill /im taskmgr.exe /f” (sem as aspas). Este comando força o encerramento imediato de todas as instâncias.
Comando pode encerrar os processos duplicados (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
Até o momento da publicação desta notícia, o registro oficial da atualização no site de suporte da Microsoft afirma que a empresa “não tem conhecimento de nenhum problema com esta atualização”.
Este não é o primeiro erro técnico apresentado no Windows 11 em outubro. Mais cedo neste mês, outra atualização de segurança afetou o Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), o que levou a Microsoft a lançar uma correção de emergência.
Console portátil já pode ser vendido no mercado nacional (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)Resumo
O ROG Xbox Ally X, fruto da parceria entre a Asus e a Microsoft, foi homologado pela Anatel e pode ser vendido no Brasil.
O console possui tela IPS de 7 polegadas, processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de RAM, SSD NVMe de 1 TB e pesa 715 gramas.
O preço e a data oficial de chegada ao Brasil ainda não foram divulgados.
Os gamers brasileiros têm motivo para comemorar. O console portátil ROG Xbox Ally X foi homologado pela Anatel na última terça-feira (28/10) e já pode ser vendido no Brasil, segundo a documentação obtida pelo Tecnoblog.
O modelo registrado está na cor preta e é resultado de uma parceria entre Asus e Microsoft. Ele vem com nova interface sobre o Windows 11, denominada Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre).
Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O que não deve ser motivo para comemorar, contudo, é o preço: o modelo custa US$ 999 nos EUA. Como será importado, não terá benefícios fiscais no Brasil e deve custar mais que os quase R$ 5.400 da conversão direta.
Seu antecessor, o ROG Ally X, foi lançado por aqui por R$ 7.999. Alguns rumores chegaram a indicar que o aparelho desembarcaria no país custando R$ 11.500, enquanto o seu “irmão menor”, o ROG Xbox Ally (ainda não homologado), poderia chegar por R$ 8.100.
A Asus negou essas informações poucos dias depois, e esclareceu que o “anúncio feito por terceiros se refere à importação independente, sem as certificações requeridas nacionalmente e sem a garantia oficial da Asus Brasil”.
Mais detalhes das especificações
Manual do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
Bateria de 80 Wh (a mesma do antecessor) e carregador de 65 W
Processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme com a respectiva GPU Radeon
24 GB de memória RAM
SSD NVMe de 1 TB
Duas portas USB-C (uma delas Thunderbolt 4) e leitor de cartão microSD
Entrada de áudio P2
Pesa 715 gramas
Conexões do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)Carregador do console tem 65 W (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Quando o ROG Xbox Ally X chega?
Dispositivo foi certificado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
O console ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas a homologação indica que isso deve acontecer em breve. Apesar dos rumores, o preço oficial também não foi divulgado.
Anunciados em junho, os dois novos portáteis Xbox tiveram pré-venda no mercado internacional no último mês — e o Xbox Ally X, mesmo com o preço elevado, se esgotou em poucas horas.
Console portátil é fruto da parceria entre Asus e Microsoft e está liberado para venda no mercado nacional. Preço oficial ainda não foi divulgado, mas deve ser alto.
Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Paint vai permitir reestilizar imagens de forma simples com IA (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
A Microsoft iniciou a distribuição do Restyle, novo recurso de IA do Paint para reestilizar imagens.
A novidade está disponível inicialmente para usuários do Windows Insider.
O Restyle não será liberado para o Windows 10 e exige login com Conta Microsoft.
A Microsoft iniciou nessa quarta-feira (22/10) a distribuição do Restyle, novo recurso de inteligência artificial do Paint no Windows 11. A novidade chega primeiro para participantes do programa Windows Insider e permite aplicar diferentes estilos artísticos nas imagens.
Presente na versão 1.2509.441.0 do app, o Restyle aparece no menu do Copilot e oferece opções de estilos predefinidos, como transformar uma foto comum em uma ilustração com estética Pop Art.
Como funciona o novo recurso do Paint?
O Restyle foi apresentado como uma ferramenta que permite aplicar transformações artísticas complexas sem a necessidade de conhecimento técnico em design ou uso de software de terceiros. O acesso é feito por meio do menu Copilot, na barra de ferramentas principal do Paint.
Escolher o estilo artístico predefinido na barra lateral;
Clicar em Gerar.
A Microsoft não especificou se o processamento de IA ocorre localmente no dispositivo (on-device) ou se requer processamento na nuvem.
Uma vez que a imagem é gerada pela IA, o Paint oferece algumas opções de ação ao usuário, como adicionar a imagem à área de trabalho. O usuário também pode copiar a imagem para a área de transferência do Windows ou salvar o resultado como um arquivo de imagem separado.
Nova funcionalidade de IA chega ao Paint no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quem já pode usar?
A distribuição do recurso acontecerá de forma gradual. Na fase inicial, o recurso está disponível exclusivamente para os participantes do programa Windows Insider, que recebem compilações de teste do Windows 11 e de aplicativos. A Microsoft especificou que a atualização do Paint (versão 11.2509.441.0) está sendo lançada para os canais Canary, Dev e Beta.
Esses canais representam diferentes níveis de estabilidade e frequência de atualização, com o Canary sendo o mais experimental e o Beta o mais próximo de uma versão pública estável. Este método de lançamento permite à Microsoft coletar feedback e identificar possíveis problemas antes de uma distribuição em larga escala para todos os usuários do Windows 11.
Além de estar em um dos canais Insider mencionados e possuir a versão correta do Paint, os usuários precisam estar logados com uma Conta Microsoft dentro do aplicativo para acessar o recurso.
Segundo a Microsoft, o Restyle estará disponível também em PCs Copilot+ com Snapdragon, que incluem Unidades de Processamento Neural (NPUs) avançadas. A empresa confirmou que a novidade, assim como outras funcionalidades baseadas em IA, não será disponibilizada para o Windows 10, cujo suporte foi encerrado em 14 de outubro.
Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft lançou atualização KB5070773 para corrigir bug no modo de recuperação do Windows 11 causado pelo Patch Tuesday de outubro;
Bug impedia funcionamento de teclados e mouses USB no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE);
Atualização é válida para Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2, e Windows Server 2025.
Na semana passada, a Microsoft lançou um pacote de atualizações para o Windows 11 que corrige falhas, mas que também causou um bug que impede que teclados e mouses USB funcionem no modo de recuperação do sistema operacional. Felizmente, uma correção para o problema acaba de ser liberada.
O conjunto mais recente foi liberado no último dia 14 para corrigir mais de 170 falhas. Mas, pouco tempo depois, a própria Microsoft reconheceu que a atualização causou um bug que impede o reconhecimento de dispositivos USB, como teclados e mouses, no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).
Embora não afete o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso, o problema causou alguma apreensão porque o WinRE permite diagnosticar e solucionar erros que impedem a correta inicialização do sistema operacional. O WinRE é um recurso de emergência, portanto.
Ambiente de Recuperação do Windows — WinRE (imagem: reprodução/Microsoft)
Como instalar a correção para a falha no WinRE?
A boa notícia é que a Microsoft não tardou a solucionar o problema. A atualização KB5070773, que corrige a falha, já está sendo liberada publicamente.
Inicialmente, o pacote pode aparecer em seu computador como uma atualização opcional. Mas, ao Windows Latest, a companhia informou que o pacote será obrigatório em algum momento, ou seja, será instalado automaticamente pelo Windows Update.
A atualização é válida para o Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2. O Windows Server 2025 foi igualmente afetado, razão pela qual a correção também vale para esse sistema operacional.
Na página, escolha o link correspondente à versão do seu sistema operacional. Digite o comando winver no campo de pesquisa da Barra de Tarefas ou do Menu Iniciar se você não souber qual é a versão do Windows instalada em seu computador.
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Atualização de outubro do Windows 11 (KB5066835) fez o Ambiente de Recuperação parar de reconhecer dispositivos USB;
O bug não afeta o funcionamento normal do sistema, apenas o modo de recuperação;
Microsoft reconheceu o erro e promete lançar uma correção em breve.
O Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE) é um recurso que permite ao usuário identificar e solucionar problemas que impedem a inicialização ou o funcionamento normal do sistema operacional. Mas uma atualização recente do Windows 11 tem feito esse mecanismo não funcionar corretamente.
Chega a ser irônico, afinal, um dos propósitos das atualizações de sistema é corrigir falhas, não causá-las. Mas foi exatamente isso o que aconteceu com Patch Tuesday de outubro do Windows 11, liberado na semana passada pela Microsoft.
O Patch Tuesday consiste em um conjunto de atualizações de segurança para Windows (e outros softwares) que a Microsoft usualmente libera na segunda terça-feira de cada mês.
Na última edição, mais de 170 falhas foram corrigidas. Mas a própria companhia reconheceu que o pacote causou um bug que prejudica o uso de dispositivos USB no WinRE:
Após instalar a atualização de segurança do Windows lançada em 14 de outubro de 2025 (KB5066835), dispositivos USB, como teclados e mouses, não funcionam no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).
Se nem ao menos o teclado funciona, passa a não ser possível conduzir a recuperação do sistema operacional.
Ambiente de Recuperação do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)
Como lidar com esse problema?
Que fique claro que o problema não prejudica o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso. A falha em questão impede apenas o funcionamento de dispositivos USB no Ambiente de Recuperação do Windows, modo que só precisa ser acessado se o sistema operacional tiver alguma dificuldade de inicialização.
O ideal, portanto, é aguardar que a Microsoft libere uma correção para o problema, o que não deve demorar muito, afinal, a companhia já admitiu a existência da falha e já trabalha em uma solução.
Quem não quiser correr o risco de ter problemas com esse bug pode acessar o histórico de atualizações do Windows Update, procurar o pacote KB5066835 e escolher a opção de desinstalação. Depois que o problema tiver sido solucionado pela Microsoft, o pacote pode então ser instalado novamente.
O problema afeta as versões 25H2 (mais recente) e 24H2 do Windows 11, bem como o Windows Server 2025.
Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mozilla confirma que Firefox continuará com suporte completo no Windows 10;
Organização reforça que ainda não há data para encerrar o suporte do navegador no sistema operacional;
Apesar disso, Mozilla recomenda migração para o Windows 11 nos PCs compatíveis.
A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 nesta semana. Mas ainda há milhões de computadores rodando esse sistema operacional, no mundo todo. É por isso que a Mozilla tratou de avisar: o Firefox continuará sendo atualizado no Windows 10, e por um longo tempo.
Não chega a surpreender. Até hoje o Firefox é compatível com os Windows 7 e 8, por exemplo, embora as atualizações do navegador para esses sistemas sejam focadas apenas em segurança.
No Windows 10, o Firefox continuará recebendo atualizações completas, isto é, que envolvem não só o aspecto da segurança, como também otimizações de desempenho e novos recursos.
Na prática, a Mozilla continuará fornecendo para o Windows 10 as mesmas versões do Firefox que são direcionadas ao Windows 11. Não podia ser diferente: a própria organização reconhece que, hoje, o Windows 10 é o sistema operacional que mais concentra usuários do navegador.
Quando o suporte ao Firefox no Windows 10 será encerrado? A Mozilla informa que ainda não há uma data certa para isso:
O Firefox no canal Release [versão padrão] continuará oferecendo suporte aos usuários do Windows 10, mesmo após a Microsoft encerrar as atualizações para o sistema operacional. A Mozilla não anunciou nenhuma data para o fim do suporte ao Windows 10, mas se houver uma, levará vários anos para isso.
Mozilla Firefox no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Mozilla incentiva migração para o Windows 11
Na mesma página de ajuda em que comunica a manutenção do Firefox no Windows 10, a Mozilla recomenda a migração para o Windows 11, caso o seu computador seja compatível com essa versão.
A razão disso é que, com o fim do suporte pela Microsoft, o Windows 10 deixará de receber atualizações, e isso poderá tornar o sistema operacional vulnerável a problemas de segurança com o passar do tempo.
Para quem mantiver a versão antiga, a Mozilla recomenda a ativação do suporte estendido do Windows 10, que fornecerá atualizações de segurança para o sistema operacional durante um ano. Para organizações, o suporte estendido pode chegar a três anos.
PowerToys 0.95 permite que Windows 11 entre em modo escuro automaticamente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
PowerToys 0.95 introduz o Light Switch, permitindo ao Windows 11 alternar automaticamente entre modos claro e escuro;
A Paleta de Comandos foi aprimorada para maior rapidez e eficiência na busca de aplicativos e configurações;
Novas funcionalidades incluem suporte a realce transparente no Localizar Meu Mouse e zoom suave no ZoomIt.
O PowerToys chegou à versão 0.95. A nova versão traz mais funcionalidades para reforçar a fama da ferramenta de “canivete suíço” da Microsoft. Um dos recursos introduzidos é o Light Switch, que permite ao Windows 11 alternar entre os modos claro e escuro automaticamente.
A proposta da funcionalidade é um tanto óbvia: ativar o modo escuro quando anoitece, ativar o modo claro quando o Sol nascer, procedimento que é executado de acordo com o horário.
Opcionalmente, você pode definir uma faixa de horário para o modo escuro ser ativado e, ao término, desativado. É possível ainda escolher se o modo escuro será aplicado apenas às interfaces do Windows 11 ou se também incluirá aplicativos, quando estes forem compatíveis com a funcionalidade.
Para tanto, basta abrir o PowerToys, ir em “Modo Claro”, ativar o Light Switch e, na parte inferior da tela, fazer os ajustes desejados.
Light Switch no PowerToys 0.95 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais há de novo no PowerToys 0.95?
Outra novidade envolve a Paleta de Comandos, que permite que o usuário localize e acesse rapidamente aplicativos, extensões, configurações e outros recursos a partir do atalho de teclado Windows + Alt + Espaço.
No PowerToys 0.95, a Paleta de Comandos passou por uma série de ajustes para ficar ainda mais rápida, a exemplo de uma abordagem que ignora buscas anteriores para que somente a mais recente seja considerada.
O Localizar Meu Mouse, que mostra onde está o cursor quando a tecla Ctrl é pressionada duas vezes seguidas, agora suporta realce com efeito de transparência. Já o ZoomIt, que aplica zoom em determinado ponto da tela, agora pode fazer uma aproximação mais suave.
Paleta de Comandos do PowerToys (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Suporte ao Windows 10 chega ao fim (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft encerra oficialmente suporte ao Windows 10 após esta terça-feira, 14 de outubro de 2025;
Sistema operacional não deixará de funcionar, mas ficará sem atualizações e vulnerável a eventuais falhas;
Usuários domésticos poderão contratar um programa de suporte estendido para receber atualizações de segurança por um ano, porém.
A Microsoft definiu esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, como o último dia de suporte ao Windows 10. Depois dessa data, o sistema operacional deixará de receber atualizações. A recomendação da companhia é uma só: migre para o Windows 11 para continuar tendo acesso a uma plataforma atualizada.
O que acontece com o Windows 10 a partir de agora?
O fim do suporte significa que a Microsoft não irá mais fornecer atualizações de software que corrigem falhas, melhoram o desempenho, incrementam recursos ou adicionam funcionalidades ao Windows 10.
Nada impedirá o sistema operacional de continuar funcionando. Porém, a falta de atualizações deixará o Windows 10 obsoleto. Nesse sentido, não será possível garantir o funcionamento do sistema com softwares, hardwares e tecnologias novas.
Mas a principal consequência é que, devido à ausência de correções para eventuais vulnerabilidades, o Windows 10 poderá ficar suscetível a problemas de segurança.
Outro efeito é que a Microsoft não oferecerá mais atendimento a usuários ou organizações que precisarem de apoio para resolver um problema no sistema.
Todas as variações do Windows 10, como Home, Pro e Enterprise, são afetadas pelo fim do suporte.
Tela mostrando o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Por que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10?
Porque a companhia definiu um ciclo de suporte para o sistema operacional cujo tempo de duração totaliza pouco mais de dez anos. O Windows 10 foi lançado oficialmente em julho de 2015 como o sucessor direto do Windows 8.1, portanto, o prazo chegou ao fim.
Em outubro de 2021, a Microsoft lançou o Windows 11. Essa versão, bem como a sucessora, que pode receber o nome Windows 12, são o foco da companhia a partir de agora.
Por que o fim do suporte ao Windows 10 causa polêmica?
Porque ainda há milhões de computadores plenamente funcionais que rodam o Windows 10. A Microsoft tem recomendado a migração para o Windows 11, mas, como essa versão não é compatível com PCs antigos (via de regra, aqueles fabricados antes de 2017), muitas dessas máquinas ficarão vulneráveis com o passar do tempo.
Nos últimos meses, campanhas foram realizadas solicitando que a Microsoft ampliasse o ciclo de suporte ao Windows 10 ou, ao menos, removesse o TPM 2.0 como requisito para a instalação do Windows 11, dado que esse componente não existe em máquinas antigas. Porém, a Microsoft argumentou que a exigência do TPM 2.0 é inegociável.
Diante desse cenário, a Microsoft sugeriu até mesmo que computadores antigos sejam reciclados ou descartados. Essa postura também causou polêmica, não só por resultar em obsolescência de equipamentos ainda em condições de uso, mas também por condicionar consumidores e organizações a adquirirem máquinas novas para terem acesso ao Windows 11.
Menu Iniciar do Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Um “respiro”: o suporte estendido ao Windows 10
A Microsoft não ampliou o ciclo de suporte do Windows 10, mas colocou o sistema no programa ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas. Como o nome sugere, essa opção faz o sistema operacional receber atualizações por mais algum tempo.
Organizações podem contratar o ESU por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor a cada renovação anual.
Já usuários domésticos podem contratar o ESU por apenas um ano, pagando uma taxa de US$ 30 ou usando as opções gratuitas, que envolvem ativar a função Backup do Windows ou resgatar pontos do programa Microsoft Rewards.
Em ambos os casos, o Windows 10 receberá apenas atualizações importantes de segurança. O ESU não faz o sistema receber atualizações funcionais ou de desempenho.
Continuar com o Windows 10 também é uma possibilidade, mas que tem lá seus riscos: como já explicado, a falta de suporte pode deixar o sistema exposto a vulnerabilidades de segurança com o passar do tempo.
Microsoft Edit é um editor de texto para linha de comando (imagem: reprodução/Microsoft)Resumo
Microsoft Edit será nativo no Windows 11; participantes do Windows Insider já encontram a ferramenta na versão Canary do sistema;
Edit é um editor de texto de linha de comando com código-fonte aberto, já disponível para download no GitHub, e que funciona tanto no Windows 11 quanto no Windows 10;
Recursos incluem modo mouse, edição de múltiplos arquivos, localizar e substituir, e quebra de linha.
Em maio deste ano, a Microsoft apresentou o Edit, um editor de texto para linha de comando que, além de leve, tem código-fonte aberto. A simplicidade do projeto não o torna pouco relevante. Prova disso é que, em breve, o Edit fará parte dos recursos nativos do Windows 11.
Isso significa que o Microsoft Edit estará nas futuras atualizações do sistema operacional. Ainda não se sabe a partir de quando. Porém, o Windows Latest encontrou a ferramenta na compilação 27965 do Windows 11 para o canal Canary do programa de testes Windows Insider. É possível que o Edit chegue ao sistema até o fim do ano ou no primeiro trimestre de 2026, portanto.
Quem quiser testar a ferramenta não precisa esperar: o Edit já está disponível para download no GitHub. Ali, role a página até a área “Assets” e escolha a opção “x86-64” se o seu computador tiver chip Intel ou AMD (ou escolha a opção mais adequada para o seu computador). No mesmo endereço é possível encontrar o código-fonte da ferramenta.
A versão mais recente é a 1.20. Apesar do foco no Windows 11, o Edit também funciona no Windows 10.
O que é o Microsoft Edit?
O Microsoft Edit foi anunciado oficialmente em maio como um editor de texto que pode ser comparado aos clássicos Vim e Emacs, conhecidos principalmente por usuários de Linux. Também é possível afirmar que essa é uma ferramenta no estilo “MS-DOS”.
Aliás, o prompt do DOS para Windows, até a versão XP, tinha suporte para edição de textos por linha de comando. Mas esse recurso deixou de existir quando o Windows entrou na era dos 64 bits.
“Hello world” no Edit (imagem: reprodução/Microsoft)
Para quem sentia falta de uma ferramenta do tipo nativa para o Windows, o Edit chega para preencher essa lacuna. Apesar de simples, a novidade traz um conjunto interessante de funções, como:
Modo mouse: permite ao usuário acessar recursos de menu usando o mouse, apesar de o Edit ser focado em linha de comando;
Múltiplos arquivos: a ferramenta pode editar vários arquivos ao mesmo tempo; para alternar entre eles, basta pressionar Ctrl + P no teclado;
Localizar e substituir: pressione Ctrl + R ou vá em Editar / Substituir para selecionar uma palavra ou uma frase para localizá-la e substituí-la; é possível fazer isso diferenciando letras maiúsculas e minúsculas, e usando expressões regulares;
Quebra de linha: pode-se adicionar quebras de linha no Edit pressionando Alt + Z ou indo em Exibir / Quebra de Linha.
Apesar da boa gama de funcionalidades, o Edit não é exatamente um rival para editores como o Nano ou o já mencionado Vim. A ferramenta da Microsoft surge apenas para preencher um espaço vago no Windows 11. Quem precisa usar editores de texto por linha de comando com frequência irá encontrar mais utilidade em opções de terceiros, provavelmente.
Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft começou a remover mecanismos que permitiam instalar o Windows 11 com uma conta local, sem conexão à internet;
Comandos como oobe\\bypassnro e start ms-cxh:localonly, usados para criar contas locais, foram bloqueados a partir das compilações 26120.6772 e 26220.6772;
A mudança deverá chegar às versões finais do Windows 11 nas próximas semanas.
Vai ficar mais difícil instalar o Windows 11 sem informar uma conta Microsoft durante o processo e, com efeito, sem uma conexão à internet. Ao anunciar a versão de teste mais recente do sistema operacional, a companhia revelou que está removendo mecanismos que permitem a sua instalação apenas com uma conta local.
São justamente esses recursos que estão sendo bloqueados de modo definitivo, conforme revela a própria Microsoft (em tradução livre):
Estamos removendo mecanismos conhecidos para a criação de uma conta local na experiência de Configuração do Windows (OOBE).
Embora esses mecanismos fossem frequentemente usados para ignorar a configuração da conta da Microsoft, eles também ignoram inadvertidamente telas críticas de configuração, o que pode fazer com que os usuários saiam da OOBE com um dispositivo que não está totalmente configurado para uso.
Os usuários precisarão concluir a OOBE com internet e uma conta Microsoft para garantir que o computador esteja configurado corretamente.
O Windows Latest testou os comandos oobe\bypassnro e start ms-cxh:localonly e confirmou que esses recursos não funcionam mais nas versões do Windows 11 que introduzem a restrição.
Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Quando a mudança na instalação do Windows 11 começa?
No momento, a mudança vale para as compilações 26120.6772 e 26220.6772 do Windows 11 no canais Beta e Dev, respectivamente, do programa de testes Windows Insider.
Como a mudança chegou ao canal Beta, é pouco provável que a Microsoft desista de levar a restrição às versões finais do Windows 11. Isso deve ocorrer dentro de algumas semanas.
Para quem faz questão de instalar o Windows 11 usando uma conta local que não exige conexão à internet durante o procedimento, resta torcer para que alguém descubra uma nova forma de contornar a restrição.
Microsoft ainda não anunciou oficialmente o aplicativo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O OneDrive pode ganhar um novo app dedicado no Windows 11, centralizando funções de organização, edição e visualização de arquivos.
Segundo o Windows Central, a interface inclui menus arredondados, efeitos de transparência e modos de galeria e arquivos.
O app também deve integrar o Copilot, permitindo abrir um chat para perguntas e resumos de documentos.
O OneDrive pode ganhar um aplicativo exclusivo no Windows 11. Diferente da integração já existente no Explorador de Arquivos e no app Fotos, o app centralizaria funções de organização, edição e visualização de arquivos em um só lugar. Segundo o Windows Central, a novidade vazou em servidores da própria Microsoft, mas ainda não foi anunciada oficialmente.
No primeiro acesso, o programa deve abrir a biblioteca de fotos armazenadas na nuvem. A interface traz menus arredondados, efeitos de transparência e opções para alternar entre dois modos: o de galeria, voltado para imagens e vídeos, e o de arquivos, semelhante ao painel já disponível no site do OneDrive.
Essa estrutura sugere que a empresa pode unificar em um único app recursos que hoje estão espalhados em diferentes áreas do sistema.
Quais seriam as novidades do app do OneDrive?
Versão inclui aba de galeria reformulada (imagem: reprodução/Windows Central)
O app do OneDrive chama atenção por incluir uma aba de galeria reformulada. Além da visualização tradicional, há botões dedicados a seções como Álbum, Pessoas, Favoritos e o recurso Momentos — já conhecido dos usuários de celular.
Essa função exibe automaticamente fotos tiradas em anos anteriores na mesma data, criando uma espécie de retrospectiva personalizada.
App deve permitir a edição de fotos (imagem: reprodução/Windows Central)
Outro ponto observado pelo site é a presença de ferramentas básicas de edição, parecidas com as do app Fotos, e uma barra de menus flutuante que surge ao selecionar imagens.
OneDrive deve ganhar integração direta com o Copilot (imagem: reprodução/Windows Central)
Embora o gerenciamento de arquivos seja idêntico ao do site do OneDrive, a principal diferença está na integração com o Copilot: ao passar o mouse sobre documentos, surge a opção de abrir um chat para fazer perguntas, pedir resumos ou gerar FAQs sem abrir o arquivo.
Por que um novo app?
Galeria reformulada traria seções como Álbum, Pessoas e Momentos (imagem: reprodução/Windows Central)
A estratégia da Microsoft ainda não é totalmente clara, já que usuários do Windows 11 conseguem acessar o OneDrive por meio do Explorador e do aplicativo Fotos. Especialistas sugerem que a empresa pode estar mirando quem prefere uma experiência unificada em vez de depender de diferentes aplicativos do sistema.
O desempenho, no entanto, pode ser um diferencial. Apesar de ser baseado na web, o Windows Central menciona que o novo app roda de forma fluida e mais integrada do que outras soluções semelhantes, como o Outlook. Esse detalhe pode ajudar a justificar a aposta em um app separado.
Windows 11 atualizará app Fotos com nova função de IA (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
Windows 11 testa a função de Autocategorização no app Fotos, que usa IA para organizar automaticamente imagens em categorias.
O recurso está disponível para membros do Windows Insider com computadores Copilot+ e processa as fotos localmente, aproveitando NPUs.
A Microsoft ainda não divulgou quando a funcionalidade será liberada para todos os usuários.
A Microsoft começou a testar um novo recurso de inteligência artificial no aplicativo Fotos do Windows 11. Chamada de Autocategorização, a função utiliza IA para analisar e organizar a biblioteca de imagens do usuário automaticamente em categorias pré-definidas, como capturas de tela, recibos, documentos de identidade e anotações.
A novidade já está sendo liberada para os participantes do programa Windows Insider. Ela foi projetada para economizar tempo, reduzir a desordem digital e facilitar a navegação.
Por enquanto, o recurso está disponível apenas para os chamados Copilot+, computadores equipados com hardware otimizado para tarefas de IA, a partir da versão 2025.11090.25001.0 do aplicativo.
Como funciona?
App Fotos passará a organizar documentos automaticamente (imagem: reprodução/Microsoft)
Segundo a Microsoft, a ferramenta agrupa as fotos com base no conteúdo visual. Por exemplo, a IA é capaz de identificar e separar imagens e notas manuscritas, documentos impressos ou recibos de compras, movendo-os para pastas específicas.
O funcionamento é parecido com a organização que já ocorre na galeria de smartphones há alguns anos. No ecossistema do Google, o aplicativo Fotos já reúne capturas de fotos e gravações de tela em álbuns automáticos, além de ilustrações e documentos. Uma funcionalidade parecida chegou ao iOS 18 em 2024.
Entretanto, uma das vantagens destacadas pela empresa é que o modelo de reconhecimento funciona independentemente do idioma presente na imagem. Ou seja, o aplicativo classificará corretamente um passaporte, ainda que o texto não esteja na língua nativa do sistema. Além disso, o Windows processará as fotos localmente, utilizando o poder das unidades de processamento neural (NPUs).
Após a organização automática, os usuários podem encontrar as imagens usando a barra de pesquisa ou o menu de navegação à esquerda do aplicativo. Também é possível alterar manualmente uma categoria ou fornecer feedback para ajudar a aprimorar a precisão do sistema.
Até o momento, a empresa não informou quando a funcionalidade chegará para todos os usuários da versão estável do Windows 11.
Microsoft reforça aposta em IA
Empresa aposta cada vez mais em IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Autocategorização é mais uma aposta da Microsoft em integrar recursos de inteligência artificial diretamente no Windows 11. A empresa tem investido em upgrades no app de Fotos para tornar o sistema mais inteligente e proativo.
Recentemente, a companhia começou a testar as Ações de IA no Explorador de Arquivos. A função permite que os usuários realizem edições rápidas em imagens, como remover o fundo ou apagar objetos, diretamente pelo menu acessado com o botão direto do mouse, sem a necessidade de abrir um programa.
Vale lembrar que essas funcionalidades já existem dentro do app Fotos, através do recurso “Editar”.
Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/QualcommResumo
Qualcomm apresentou três chips da linha Snapdragon X2 Elite no Snapdragon Summit 2025;
O modelo Extreme é o mais avançado, com 18 núcleos, GPU potente e foco em “PCs ultra premium”;
Os primeiros computadores com a nova geração devem ser lançados no primeiro semestre de 2026.
A Qualcomm deu mais um passo para avançar em PCs. Durante o evento Snapdragon Summit 2025, a companhia anunciou os chips Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme, que chegam para equipar computadores com Windows 11. Trata-se da segunda geração de chips da companhia para o segmento.
São três novos chips, todos baseados no processo de fabricação NP3 (de 3 nm), da TSMC.
O mais avançado é o Snapdragon X2 Elite Extreme, que tem codinome X2E-96-100. O chip conta com 18 núcleos de CPU, 12 dos quais são de alto desempenho (Prime).
Ele é complementado com uma GPU X2-90 de 1,85 GHz e uma NPU que alcança 80 TOPS. Esse conjunto faz o modelo Extreme ser indicado para “PCs ultra premium”, de acordo com a Qualcomm.
O Snapdragon X2 Elite chega em duas versões. O modelo X2E-88-100 tem quase as mesmas especificações da versão Extreme, incluindo os 18 núcleos. Mas as frequências são menores aqui, bem como a largura de banda de memória.
Já o modelo X2E-80-100 traz 12 núcleos (sendo seis do tipo Prime), uma GPU um pouco mais simples (X2-85) e, novamente, menor largura de banda de memória. Mas a NPU de 80 TOPS está presente aqui.
A Qualcomm direciona os chips Snapdragon X2 Elite a “PCs premium” que, presumivelmente, são um pouco menos avançados, mas ainda oferecem alto nível de desempenho.
As principais especificações de cada modelo aparecem na tabela a seguir:
X2 Elite Extreme
X2 Elite
X2 Elite
Modelo
X2E-96-100
X2E-88-100
X2E-80-100
Núcleos Prime / Performance
12 / 6
12 /6
6 / 6
Clock simples / múltiplo
5 GHz / 3,6 GHz
4,7 GHz / 3,4 GHz
4,7 GHz / 3,4 GHz
Cache
53 MB
53 MB
34 MB
GPU
X2-90, 1,85 GHz
X2-90, 1,7 GHz
X2-85, 1,7 GHz
NPU
80 TOPS (INT8)
80 TOPS (INT8)
80 TOPS (INT8)
Memória
LPDDR5X-9523
LPDDR5X-9523
LPDDR5X-9523
Largura barramento
192 bits
128 bits
128 bits
Largura banda memória
228 GB/s
152 GB/s
152 GB/s
Ainda segundo a Qualcomm, os novos chips são até 31% mais rápidos em desempenho e consome até 43% menos energia em relação à geração anterior (linha Snapdragon X). Já a GPU da nova linha teve um aumento de 2,3 vezes no desempenho por watt, novamente em relação à geração passada.
Chips Snapdragon X2 Elite e Extreme X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm
Disponibilidade dos chips Snapdragon X2 Elite
A previsão da Qualcomm é a de que os primeiros computadores equipados com os chips Snapdragon X2 Elite cheguem ao mercado no primeiro semestre de 2026.
Convém destacar que esta não é a única novidade da companhia no Snapdragon Summit 2025. No evento, a Qualcomm também anunciou o aguardado Snapdragon 8 Elite Gen 5, chip para celulares avançados.