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Everything Apple Announced: iPhone Duo, iPhone 18 Pro, Apple Watch, AirPods 5

9 de Setembro de 2026, 16:21
The company’s September event introduced Apple’s first ever foldable iPhone, along with new iPhone 18 Pro models, updates to the Apple Watch, some AirPods, and more advances to Siri AI.

Sunshine and Saharan Dust Make Miami’s World Cup Quarter-Final a Dangerous Game for England Norway

10 de Julho de 2026, 06:33
England and Norway players will face off under extreme and dangerous levels of heat stress, scientists say, thanks to a wet-bulb index of nearly 90 degrees Fahrenheit.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

26 de Junho de 2026, 16:22
Dock do macOS com ícones do Notion, Notion Calendar e Notion Mail
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)
Resumo
  • A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
  • A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
  • Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.

Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.

Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.

A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.

Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA

Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.

O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.

We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.

We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.

As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ

— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026

Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

O que segue funcionando?

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Como restaurar o backup do WhatsApp? Saiba recuperar o histórico de conversas

15 de Junho de 2026, 11:30
Tela de restauração de backup do WhatsApp no Android
A restauração de backup do WhatsApp recupera histórico de conversas e mídias do mensageiro (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Você pode restaurar o backup do WhatsApp no Android ou iPhone ao reinstalar o app do mensageiro e recuperar a cópia de segurança salva no Google Drive (Android) ou iCloud (iOS).

Em smartphones Android, também dá pra recuperar o backup a partir dos dados locais do WhatsApp. Para isso, você deve acessar os arquivos do mensageiro no celular, mover e renomear alguns itens.

Lembrando que você só vai conseguir restaurar o backup se tiver criado um backup do WhatsApp anteriormente.

A seguir, saiba como restaurar o backup do WhatsApp em celulares Android ou iPhone.

Índice

Importante

Antes de prosseguir com os tutoriais abaixo, certifique-se de ter feito o backup do WhatsApp. Se ainda não fez o processo, vale acessar nosso artigo que ensina como fazer backup do WhatsApp (Android ou iPhone).

Como restaurar o backup do WhatsApp no Android pelo Google Drive

1. Entre nos backups de conversas do WhatsApp no Android

Com o WhatsApp aberto em seu dispositivo Android, toque no menu de três pontos localizado no canto superior direito. Depois, vá em “Conversas” e, na tela seguinte, toque em “Backup de conversas”.

Acessando a seção de backup de conversas no WhatsApp
Entrando na seção de backup de conversas do WhatsApp (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

2. Verifique o backup no Google Drive

Verifique se existe um backup de conversas no Google Drive e confira se a data condiz com a época das mensagens que foram excluídas. Se já houver um backup, não toque em “Fazer backup” para não substituir os dados.

Verificando o backup no Google Drive
Verificando o backup no Google Drive (Reprodução/WhatsApp)

3. Limpe os dados e desinstale o WhatsApp

Vá até as configurações do smartphone, entre no gerenciamento de apps e localize o WhatsApp. Na janela seguinte, toque em “Limpar dados” e, em seguida, em “Desinstalar” para remover o mensageiro do aparelho.

Limpando os dados e desinstalando o WhatsApp
Limpando os dados e desinstalando o WhatsApp (Imagem: Reprodução/Android)

4. Reinstale o WhatsApp pela Play Store

Abra a Play Store em seu dispositivo e procure por “WhatsApp” no campo de busca. Uma vez localizado o aplicativo, toque em “Instalar” para reinstalar o mensageiro no seu celular.

Instalando o WhatsApp no dispositivo Android
Reinstalando o WhatsApp no dispositivo Android (Imagem: Reprodução/Android e Play Store)

5. Restaure as conversas durante a nova configuração

Inicie o WhatsApp e faça todas as verificações de conta exigidas pelo aplicativo. Posteriormente, o mensageiro detectará o backup no Google Drive. Toque em “Restaurar”, aguarde o processo e escolha “Avançar” para restaurar o backup do WhatsApp no Android.

Reconfigurando a conta do WhatsApp com o backup do Google Drive
Reconfigurando a conta do WhatsApp com o backup do Google Drive (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Como restaurar o backup do WhatsApp no iPhone

1. Vá até o “Backup de conversas” do WhatsApp

Abra o WhatsApp no seu iPhone e toque em “Configurações”, “Conversas” e “Backup de conversas”.

Acessando o backup de conversas do WhatsApp no iPhone
Acessando o backup de conversas do WhatsApp no iPhone (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

2. Verifique o backup no iCloud

Verifique se já existe um backup salvo no iCloud. Se não houver, será necessário criar uma cópia do histórico de conversas. Mas caso já tenha um backup, não toque em “Fazer backup agora” para não reescrever os dados.

Verificando o backup do WhatsApp feito no iCloud
Verificando o backup do WhatsApp feito no iCloud (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

3. Reinstale o WhatsApp no iPhone

Então, vá na tela de apps, segure o ícone do WhatsApp e toque em “Remover App”. Feito isso, entre na App Store, procure por “WhatsApp” e baixe novamente o aplicativo de mensagens.

Desinstalando e reinstalando o WhatsApp pela App Store
Desinstalando e reinstalando o WhatsApp pela App Store (Imagem: Reprodução/iOS e App Store)

4. Restaure as conversas com o backup no iCloud

Inicie a reconfiguração da conta e faça todos os processos de verificação do seu número do WhatsApp. Na sequência, o mensageiro exibirá a notificação de restauração com o backup do iCloud. Toque em “Restaurar” e aguarde para finalizar recuperar o backup do WhatsApp no iPhone.

Configurando a conta do WhatsApp com o backup no iCloud
Configurando a conta do WhatsApp com o backup no iCloud (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Como restaurar o backup do WhatsApp no Android pelo backup local

A maneira mais segura para restaurar o backup local do WhatsApp no Android é criar um backup em nuvem com os arquivos salvos pelo mensageiro no armazenamento do seu celular. Veja detalhes a seguir.

1. Abra o Gerenciador de Arquivos do Android

Em seu Android, arraste a tela para entrar na lista de aplicativos e busque por “Gerenciador de Arquivos” ou “Meus arquivos” para acessar a ferramenta.

Acessando o gerenciador de arquivos do Android
Acessando o gerenciador de arquivos do Android (Imagem: Reprodução/Android)

2. Vá até a pasta de backups locais para recuperar as conversas do WhatsApp

Toque no botão de pasta para acessar as pastas do armazenamento interno do seu dispositivo.

Depois, faça o seguinte caminho: Android/media/com.whatsapp/Databases. É na pasta “Databases” que as conversas do WhatsApp ficam armazenadas localmente.

Acessando a pasta Databases do WhatsApp nos arquivos do Android
Acessando a pasta Databases do WhatsApp nos arquivos do Android (Imagem: Reprodução/Android)

3. Encontre o backup do WhatsApp e mova-o para uma nova pasta

Dentro da pasta “Databases” estarão todos os arquivos de backup local do WhatsApp. Verifique a data dos backups, escolha e copie o arquivo desejado, e cole-o em uma nova pasta fora do domínio com.whatsapp. No exemplo abaixo, a pasta “Backup WhatsApp” foi criada em Android/media.

Movendo o arquivo de backup local do WhatsApp para uma nova pasta
Movendo o arquivo de backup local do WhatsApp para uma nova pasta (Imagem: Reprodução/Android)

4. Renomeie o backup copiado

Dentro da nova pasta criada, renomeie o backup caso ele esteja com datas na nomenclatura. Se o arquivo tiver nome de “mgstore-2024-04-24.1.db.crypt14”, por exemplo, deixe como “mgstore.db.crypt14” (sem as aspas).

Renomeando o arquivo de backup local
Renomeando o arquivo de backup local (Imagem: Reprodução/Android)

5. Exclua os arquivos da pasta “Databases” do WhatsApp e mova o arquivo renomeado

Feito isso, vá até a pasta “Databases” e exclua todos os arquivos. Posteriormente, vá até a pasta criada por você anteriormente, copie o arquivo renomeado e cole em “Databases”.

Substituindo os arquivos de backup local
Substituindo os arquivos de backup local (Imagem: Reprodução/Android)

6. Abra a seção de backups no WhatsApp

Abra o WhatsApp, toque no menu de três pontos, vá em “Configurações”, escolha “Conversas” e entre em “Backup de conversas”.

Acessando a seção de backup de conversas no WhatsApp
Entrando na seção de backup de conversas do WhatsApp (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

7. Crie um backup no Drive com o backup local

Com o Wi-Fi ligado, escolha uma conta Google para criar um backup na nuvem e defina a opção “Apenas quando eu tocar em ‘Fazer backup'” na aba “Frequência”. Na sequência, toque em “Fazer backup” para criar um backup no Google Drive a partir do arquivo local.

Fazendo um backup no Google Drive com os arquivos locais
Fazendo um backup no Google Drive com os arquivos locais (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

8. Desinstale o WhatsApp e limpe os dados

Com o backup criado na nuvem, vá nas Configurações do celular, abra o gerenciamento de apps e toque em WhatsApp. Limpe os dados do aplicativo e, posteriormente, desinstale-o de seu celular.

Limpando os dados e desinstalando o WhatsApp
Limpando os dados e desinstalando o WhatsApp (Imagem: Reprodução/Android)

9. Reinstale o WhatsApp

Abra o Google Play, procure por “WhatsApp” e instale novamente o aplicativo de mensagens.

Instalando o WhatsApp no dispositivo Android
Reinstalando o WhatsApp no dispositivo Android (Imagem: Reprodução/Android e Play Store)

10. Recupere as conversas do WhatsApp com o backup

O WhatsApp exibirá a opção para restaurar as conversas com o backup local durante a configuração da conta. Toque em “Restaurar” e depois em “Avançar” para finalizar o processo. Importante frisar que pode demorar alguns minutos até que o mensageiro recupere todas as suas mensagens, conversas e mídias.

Reconfigurando a conta do WhatsApp com a restauração do backup
Reconfigurando a conta do WhatsApp com a restauração do backup (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Em vídeo: como restaurar o backup do WhatsApp 📺

O que acontece ao restaurar o backup do WhatsApp?

A restauração do backup do WhatsApp recupera todo o histórico de conversas do mensageiro salvo na cópia de segurança, incluindo conversas individuais ou em grupo, e mídias trocadas ou recebidas.

Mas vale destacar que somente os dados que foram incluídos no backup poderão ser recuperados. Logo, mensagens e mídias trocadas após o backup não serão recuperadas.

Consigo recuperar vídeos ao restaurar o backup do WhatsApp?

Sim, desde que você tenha habilitado o recurso “Incluir vídeos” durante a criação do backup do WhatsApp.

Por que não consigo restaurar o backup do WhatsApp?

Há casos em que você pode encontrar dificuldades para recuperar o backup do WhatsApp. Os principais motivos incluem:

  • Falta de armazenamento: seu celular precisa de espaço de armazenamento superior ao tamanho do backup do WhatsApp.
  • Conta errada: verifique se está usando a Conta Google ou conta do iCloud que salvou a cópia de segurança do mensageiro.
  • Backup criptografado: se você ativou o backup do WhatsApp criptografado, precisará inserir a senha de acesso criada para restaurar o backup.
  • Falta de permissões: o app do WhatsApp precisa de permissão para fotos e vídeos para recuperar as mídias salvas no backup.
  • Falhas e instabilidades: erros nos servidores do WhatsApp ou na conexão com a internet podem interromper a restauração do backup, exigindo uma nova tentativa.
  • Backups corrompidos: não será possível restaurar cópias de segurança em casos de corrupção de dados durante o processo de backup.

É possível recuperar o histórico de conversas do WhatsApp sem ter feito o backup?

Sim. Quem tem iPhone consegue restaurar conversas do WhatsApp caso tenha incluído o histórico de conversas do mensageiro no backup do iPhone no iCloud.

O único ponto é que você terá que resetar o iPhone para restaurar o backup do aparelho via iCloud. Além disso, você perderá todos os dados (do WhatsApp e de outros apps) que não foram incluídos na cópia de segurança.

Posso recuperar o backup do WhatsApp pelo PC?

Não. Não é possível fazer e nem restaurar o backup do WhatsApp via WhatsApp Web ou WhatsApp Desktop (Windows e Mac).

Portanto, você só poderá recuperar as conversas do WhatsApp via backup utilizando o celular.

Posso restaurar o backup do WhatsApp em um novo número de telefone?

Não. A Meta exige que você restaure o backup do WhatsApp com o mesmo número de telefone usado ao fazer a cópia de segurança.

Mas caso tenha adquirido uma nova linha, você pode usar o recurso “mudar o número do WhatsApp” para substituir o número de telefone da sua conta no mensageiro.

Como restaurar o backup do WhatsApp? Saiba recuperar o histórico de conversas

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Restaurar o backup do WhatsApp permite que você recupere o histórico de conversas e mídias salvos na cópia de segurança

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entrando na seção de backup de conversas do WhatsApp (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Verificando o backup no Google Drive (Reprodução/WhatsApp)

Limpando os dados e desinstalando o WhatsApp (Imagem: Reprodução/Android)

Reinstalando o WhatsApp no dispositivo Android (Imagem: Reprodução/Android e Play Store)

Reconfigurando a conta do WhatsApp com o backup do Google Drive (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Acessando o backup de conversas do WhatsApp no iPhone (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Verificando o backup do WhatsApp feito no iCloud (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Desinstalando e reinstalando o WhatsApp pela App Store (Imagem: Reprodução/iOS e App Store)

Configurando a conta do WhatsApp com o backup no iCloud (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Acessando o gerenciador de arquivos do Android (Imagem: Reprodução/Android)

Acessando a pasta Databases do WhatsApp nos arquivos do Android (Imagem: Reprodução/Android)

Movendo o arquivo de backup local do WhatsApp para uma nova pasta (Imagem: Reprodução/Android)

Renomeando o arquivo de backup local (Imagem: Reprodução/Android)

Substituindo os arquivos de backup local (Imagem: Reprodução/Android)

Fazendo um backup no Google Drive com os arquivos locais (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Reconfigurando a conta do WhatsApp com a restauração do backup (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

O que é backup? Saiba como funciona a cópia de segurança dos seus dados

8 de Junho de 2026, 14:55
ilustração de backup
Entenda a importância do backup no dia a dia de usuários comuns e grandes empresas (imagem: Growtika/Unsplash)

O backup é uma cópia de segurança criada para proteger arquivos digitais contra falhas de hardware, erros humanos, roubos ou ataques virtuais. Ele atua como um “estepe” para as informações, garantindo que imprevistos técnicos não resultem na perda definitiva de documentos ou sistemas.

O recurso opera copiando e transferindo os dados de uma fonte principal para um local isolado de armazenamento, seja físico ou na nuvem. Muitos sistemas modernos salvam diferentes versões de um mesmo arquivo, permitindo resgatar edições antigas e limpas caso o documento atual seja corrompido.

Especialistas recomendam adotar a regra de backup 3-2-1 para garantir maior proteção dos dados. A estratégia consiste em manter três cópias das informações, armazenadas em dois tipos diferentes de mídia e com pelo menos uma cópia guardada na nuvem.

A seguir, entenda mais sobre o conceito de backup, para que ele serve no dia a dia e o funcionamento detalhado. Também saiba os riscos de não realizar cópias de segurança dos arquivos digitais.

O que é backup? 

O backup é uma cópia de segurança de dados, essencial para recuperar arquivos caso os originais sejam perdidos, apagados ou danificados. Essa estratégia protege desde fotos pessoais até sistemas inteiros contra falhas de hardware, erros humanos ou ataques de malware.

O que significa a palavra “backup”?

O termo inglês “backup” surgiu da expressão “back up”, que significa dar suporte ou servir como uma reserva. Foi apenas na década de 1950, com os primeiros computadores, que a palavra migrou para a tecnologia e batizou o ato de criar arquivos duplicados de proteção.

Em português, o termo é traduzido como “cópia de segurança”, uma espécie de estepe digital para as informações de um indivíduo ou empresa. Essa estratégia é essencial para evitar a perda definitiva de dados digitais.

imagem de um notebook ao lado de HDs externos e cartões de memória
HDs externos e cartões de memória podem ser usados para salvar backups em um armazenamento físico (imagem: Reprodução/Samsung)

Para que serve o backup? 

O backup serve como uma rede de proteção para salvar arquivos digitais contra falhas de hardware, exclusões acidentais e ataques virtuais. Ele garante que o usuário consiga recuperar fotos, documentos ou sistemas inteiros rapidamente após um incidente grave.

No mundo corporativo, o recurso é o pilar da continuidade de negócios porque evita a perda de dados financeiros e operacionais. Na prática, essa cópia estratégica minimiza o tempo de inatividade e permite retomar o trabalho rapidamente sem prejuízos.

Como funciona o sistema de um backup

O sistema de backup funciona copiando as informações de uma fonte principal para um local de armazenamento isolado, garantindo a restauração se o original sumir. O mecanismo pode seguir cronogramas automatizados para criar vários pontos de recuperação atualizados em tempo real.

O processo começa com uma cópia completa de tudo e, depois, economiza espaço salvando apenas as novas alterações. Isso ocorre via backup incremental, que salva apenas as modificações diárias, ou diferencial, focado nas mudanças desde a última cópia total.

A tecnologia utiliza ferramentas como compressão e deduplicação para reduzir o tamanho dos arquivos, além de criptografia para proteger o tráfego dos dados. Tudo é enviado para discos locais ou para a nuvem, estrutura física mantida dentro de um data center seguro.

Para garantir a resiliência contra panes e ataques de ransomware, o sistema adota rotinas que guardam várias versões antigas. O objetivo é espalhar cópias em lugares diferentes para que uma falha única não destrua todo o patrimônio digital.

infógráfico sobre o funcionamento de um backup
Como funciona o ciclo de backup e recuperação de arquivos (imagem: Reprodução/Kraft Business Systems)

O que significa a regra de backup 3-2-1? 

A regra de backup 3-2-1 é uma estratégia de segurança que mantém três cópias dos dados, armazenadas em dois tipos diferentes de mídias e com uma dessas cópias guardada fora do ambiente local, como na nuvem. Na prática, a pessoa pode ter os arquivos no computador, uma réplica em um HD externo e outra remota.

Essa diversificação blinda as informações contra perdas totais causadas por falhas de hardware, furtos, incêndios ou ataques de ransomware. Ao espalhar os arquivos, o método garante que um único desastre não destruirá o patrimônio digital.

Quais são as vantagens do backup?

Estes são os pontos positivos do backup:

  • Prevenção contra perdas de dados: evita o desaparecimento definitivo de arquivos vitais causados por exclusões acidentais, falhas graves de hardware ou ataques de vírus;
  • Recuperação rápida de desastres: agiliza a restauração do sistema após um incidente grave, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade de usuários e empresas;
  • Reforço na segurança da informação: eleva a proteção cibernética ao armazenar cópias criptografadas e isoladas geograficamente, blindando o ecossistema digital contra invasões e sequestros de dados;
  • Continuidade dos negócios: garante que operações comerciais não parem após uma pane geral, permitindo a retomada imediata das atividades sem prejuízos financeiros;
  • Histórico de versões: mantém múltiplos pontos de restauração salvos no tempo, possibilitando resgatar com facilidade versões antigas e limpas de um mesmo documento.
imagem de um hd externo da Sandisk
HDs externos facilitam recuperar backups com maior velocidade (imagem: Reprodução/Sandisk)

Fazer backup protege de ramsonware? 

Sim, o backup protege contra o prejuízo do ransomware, permitindo restaurar cópias limpas sem a necessidade de pagar resgate aos criminosos. Contudo, ele sozinho não evita a invasão e exige cuidados, já que os próprios arquivos de segurança podem ser alvo do ataque.

Para garantir a restauração, o sistema precisa usar armazenamento offline, isolamento de rede ou cópias imutáveis, que não podem ser apagadas. Sem essa blindagem contra acessos comuns, o backup deixa de ser uma garantia e pode ser criptografado com os computadores infectados.

Quais são os riscos de não fazer backup? 

Estes são os principais problemas que o usuário pode enfrentar ao não realizar backup com regularidade:

  • Perda definitiva de dados: deixa o usuário vulnerável ao desaparecimento total de arquivos essenciais caso eles sejam deletados por erro humano, corrompidos ou criptografados por vírus;
  • Inatividade prolongada: paralisa o fluxo de trabalho de profissionais e empresas por longos períodos, exigindo um amplo esforço para tentar reconstruir arquivos ou reconfigurar sistemas do zero;
  • Vulnerabilidade a ransomware: elimina qualquer chance de recuperação limpa após um ataque cibernético de sequestro de dados, deixando o pagamento do resgate como única e arriscada opção;
  • Prejuízos financeiros imediatos: provoca rombos no orçamento devido a prazos perdidos, multas operacionais, contratos cancelados e custos elevados com serviços emergenciais de TI;
  • Danos graves à reputação: prejudica a credibilidade do profissional ou da empresa perante clientes e parceiros de negócios, que passam a enxergar a operação como amadora, instável e pouco confiável;
  • Desgaste psicológico: submete a equipe a altos níveis de estresse, já que informações apagadas sem cópias de segurança são frequentemente impossíveis de recuperar.
Ícone do Google Drive
Ferramentas como o Google Drive podem ser usadas para backup de dados na nuvem (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre backup local e backup em nuvem? 

O backup local guarda as cópias de segurança em dispositivos físicos sob o controle direto do usuário, como HDs externos ou servidores locais, garantindo alta velocidade de transferência. Apesar da rapidez no acesso e do controle da privacidade, essa modalidade deixa os dados vulneráveis a roubos ou falhas físicas no próprio local.

O backup em nuvem envia os dados para servidores remotos via internet, oferecendo proteção robusta contra desastres e maior flexibilidade de espaço. O acesso aos arquivos pode ser feito de qualquer lugar, embora a velocidade de recuperação dependa diretamente da qualidade da conexão.

Qual é a diferença entre backup e sincronização de dados? 

O backup de dados consiste na criação de uma cópia isolada e estática de arquivos, congelada no tempo para garantir a restauração caso o original seja perdido ou corrompido. Esse mecanismo é focado na segurança de longo prazo, funcionando como uma rede de proteção que não muda até que uma nova cópia seja agendada.

A sincronização de dados espelha e atualiza os arquivos instantaneamente entre múltiplos dispositivos, replicando em tempo real qualquer modificação ou exclusão feita pelo usuário. Esse sistema é voltado para a conveniência do trabalho diário, mas não serve como proteção, pois se a pessoa apagar ou infectar um arquivo, ele desaparece de todos os lados.

O que é backup? Saiba como funciona a cópia de segurança dos seus dados

Entenda a importância do backup no dia a dia de usuários comuns e grandes empresas (imagem: Growtika/Unsplash)

HDs externos e cartões de memória podem ser usados para salvar backups em um armazenamento físico (imagem: Reprodução/Samsung)

(imagem: Reprodução/Kraft Business Systems)

HDs externos facilitam recuperar backups com maior velocidade (imagem: Reprodução/Sandisk)

Google Drive (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

20 de Maio de 2026, 15:30
Pegar empréstimo para estocar chips virou estratégia das fabricantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Adata, Apacer e TeamGroup levantaram mais de R$ 4,4 bilhões em crédito para garantir estoques de chips DRAM e NAND.
  • A estratégia tenta garantir insumos para fugir do possível aumento de preços, já que elas não fabricam os chips do zero, como a Samsung.
  • O boom de IA levou os preços de DRAM e memórias flash NAND ao teto, com alta de 95% e 60%, respectivamente.

A febre da inteligência artificial começou a cobrar a conta das marcas que abastecem o varejo. Neste mês, a Adata, TeamGroup e Apacer, fabricantes de módulos de memória RAM e armazenamento, tiveram que levantar quase US$ 880 milhões (mais de R$ 4,4 bilhões) por meio de títulos, empréstimos e ofertas de ações.

Toda essa movimentação tem um objetivo: garantir estoques de chips DRAM e NAND antes que os custos disparem ainda mais no mercado global.

Por que a IA está encarecendo a memória?

Diversos pentes de memória RAM
Data centers de IA estão devorando produção global de chips (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O mercado global de semicondutores passou por uma mudança drástica de prioridades. Gigantes que dominam a produção, como Samsung, SK Hynix e Micron, estão direcionando suas linhas de produção para memórias do tipo HBM (High Bandwidth Memory) e DRAM para servidores.

Esses componentes são o coração dos data centers que sustentam infraestruturas de IA e computação em nuvem — e, o mais importante, entregam margens de lucro muito maiores.

Porém, marcas como Adata e TeamGroup não fabricam os chips do zero, ao contrário da Samsung. Elas compram os componentes prontos para montar os produtos que chegam às lojas, como kits de memória DDR5 e SSDs NVMe. Sem poder de barganha para disputar com os servidores de IA, comprar insumos de forma agressiva virou a única saída dessas empresas para evitar o desabastecimento.

Todo esse direcionamento de produção para memórias HBM deixou as linhas de montagem voltadas para o consumidor final operando no limite, com preços da DRAM saltando entre 90% e 95% em comparação com o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de uma nova escalada de até 63%.

As memórias flash NAND, usadas em SSDs, seguiram o mesmo ritmo, registrando uma alta acumulada de quase 60% nos primeiros três meses do ano.

Empresas não estão em crise

O ponto mais curioso é que a busca por crédito não reflete uma crise financeira nessas empresas. Na realidade, o setor vive um momento de faturamento recorde. Segundo o jornal Commercial Times, a Adata encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento na casa dos US$ 826,5 milhões (R$ 4,1 milhões) — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

Outras marcas tradicionais, como Transcend e Innodisk, faturaram nos primeiros quatro meses deste ano mais do que ganharam em todo o ano passado.

Ainda assim, o custo para comprar matéria-prima inflou de tal maneira que o fluxo de caixa não deu conta sozinho. A própria Adata precisou garantir quase US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) em empréstimos bancários para sustentar as compras. TeamGroup e Apacer seguiram exatamente a mesma cartilha para inflar suas reservas.

De acordo com o TechSpot, queimar caixa para estocar componentes agora virou uma estratégia de sobrevivência a longo prazo, já que novas fábricas capazes de aliviar a escassez e reequilibrar o fornecimento só devem entrar em operação a partir de 2027. Até lá, o consumidor final continuará sentindo no bolso o impacto do boom da IA.

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

9 de Abril de 2026, 10:00
PGB 2026
PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros (Imagem: divulgação/PGB)
Resumo
  • A PGB 2026 levantou preocupação dos jogadores brasileiros acerca do uso de IA no desenvolvimento de games pela primeira vez, e quase 50% relatam preocupação com essa possibilidade.
  • Número de brasileiros que se consideram gamers caiu para 75,3% (eram 82,2% em 2025), mas 86,7% do público vê nos games uma das atividades de entretenimento digital preferidas.
  • O segmento mobile lidera com 44,1% das preferências, mas há uma tendência de aumento entre gamers de PC, com 21,1%.

A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.

Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.

O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

imagem do controle DualSense do PlayStation 5
Hábito de jogar segue em alta no Brasil, mas público identificado como gamer diminui (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Número menor de gamers, mas não de jogadores

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.

As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Imagem mostra celular Moto G35 nas mãos de uma mulher. Na tela, há a exibição de um jogo de corrida com cores vibrantes, em tons de vermelho, azul e roxo.
Jogar no celular ainda é a preferência do público brasileiro, mas há tendência de crescimento no PC (Imagem: Divulgação/Motorola)

Preferência por mobile segue forte no Brasil

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.

Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.

O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Comportamento de compra na era do cloud gaming

Serviços de jogos na nuvem, como o Xbox Cloud Gaming, levam PGB a questionar preocupação com acesso futuro aos jogos (imagem: divulgação/Xbox)

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.

Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.

O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Moto G35 promete boa performance devido ao recurso de RAM Boost Inteligente (Imagem: Divulgação/Motorola)

Xbox Cloud Gaming chega às TVs LG e Fire TV Stick (imagem: divulgação/Xbox)

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

19 de Março de 2026, 15:43
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI negocia aquisição de startup Astral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI anunciou a aquisição da Astral para integrar suas ferramentas ao Codex, plataforma de programação com IA.
  • O Codex possui mais de 2 milhões de usuários e a aquisição da Astral visa ampliar suas capacidades.
  • A Astral desenvolve ferramentas de código aberto para Python, otimizando o fluxo de trabalho em áreas como ciência de dados e IA.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (19/03), que vai comprar a Astral, startup que criou ferramentas de código aberto para Python. O acordo ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que a equipe da Astral passe a integrar os esforços do Codex, plataforma da dona do ChatGPT voltada à programação com IA.

Segundo o comunicado, o Codex já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários, número que triplicou desde o início deste ano. Vale lembrar que, para ser finalizada, a compra deve obter aprovação regulatória.

Aquisição para reforçar o Codex

A integração da Astral tende a ampliar o escopo do Codex, que atualmente é capaz de gerar trechos de código, corrigir falhas e executar testes. Com a incorporação das ferramentas da startup, a OpenAI pretende transformar a plataforma em um conjunto mais completo de serviços para desenvolvedores.

A Astral se concentra em construir ferramentas para facilitar o trabalho dos desenvolvedores com Python. Segundo o fundador da startup, Charlie Marsh, a “empresa continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto dentro da OpenAI”.

As soluções da empresa se popularizam pela otimização do fluxo de trabalho em Python, linguagem amplamente utilizada em áreas como ciência de dados, automação e aplicações de IA.

Imagem de um computador executando um código em Python
Código em Python ilustra o foco da Astral em ferramentas para desenvolvedores (imagem: Xavier Cee/Unsplash)

Vibe coding está na moda

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre empresas que buscam liderar o uso de IA como assistente de programação. Esse movimento já tem até nome: vibe coding, e foi aprovado por nomes como Linus Torvalds, o “pai” do Linux.

Além da OpenAI, empresas como Anthropic e Microsoft também investem pesado nesse segmento. A startup Cursor, por exemplo, negocia uma nova rodada de investimentos que pode avaliá-la em cerca de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 250 bilhões), segundo informações da Bloomberg.

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

25 de Fevereiro de 2026, 16:59
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos.
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: Freepik/onlyyouqj)
Resumo
  • cidadãos nos EUA estão sabotando câmeras de vigilância, especialmente leitores de placas, devido a preocupações com privacidade e uso de dados em ações migratórias;
  • startup Flock, avaliada em US$ 7,5 bilhões, desenvolve esses leitores automáticos, e dados coletados são supostamente repassados a autoridades federais por departamentos de polícia locais;
  • projeto DeFlock estima 80 mil câmeras nos EUA, com resistência crescente em várias cidades e ações diretas contra os dispositivos.

Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.

A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.

Como essas câmeras funcionam e por que elas geram revolta?

No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.

Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.

Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.

O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA.
Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: Flock Safety)

Como os episódios se espalharam pelos Estados Unidos?

Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.

Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.

Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.

Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.

Com informações do TechCrunch

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: reprodução/Freepik/onlyyouqj)

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: reprodução/Flock)

Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano

10 de Fevereiro de 2026, 13:56
Foto de duas mulheres apresentando a robô humanoide Moya. A robô tem pele branca e cabelo rosa, veste um conjunto branco.
Moya é nova aposta de startup chinesa de robótica (imagem: reprodução/DroidUp)
Resumo
  • O robô humanoide Moya, da DroidUp, imita calor humano com temperatura ajustável entre 32 e 36 graus Celsius e possui “pele” realista.
  • A DroidUp planeja vender o Moya como “companheiro social” para empresas de saúde, destacando sua capacidade de interação e comunicação.
  • China lidera o mercado de robôs humanoides, com a Agibot Innovations detendo 38% do mercado mundial e o setor crescendo 480% em 2025.

Uma startup chinesa relevou um robô humanoide projetado para atuar como companhia social. O projeto, realizado pela DroidUp, de Xangai, viralizou nas redes sociais pela semelhança com humanos e pelo preço: cerca de US$ 173 mil (em torno de R$ 900 mil, em conversão direta).

Diferentemente de outros robôs focados em tarefas domésticas, o/a Moya tem uma pretensão no melhor estilo Westworld: replicar a sensação biológica de um ser vivo. O modelo é aquecido internamente para manter uma temperatura entre 32 e 36 graus Celsius, simulando o calor corporal humano ao toque.

O foco do robô, no entanto, não é ser uma atração de parque de diversões. A empresa propõe vender os modelos para empresas de saúde, posicionando-os como “companheiros sociais” capazes de interagir e se comunicar com as pessoas.

Imitação da anatomia humana

Para afastar a sensação de estar tocando em uma “máquina fria de metal”, a DroidUp desenvolveu uma estrutura complexa sob a superfície do robô. O Moya possui camadas extras de preenchimento semelhante à carne, projetadas para tornar o toque mais natural. Os dispositivos apresentam até mesmo uma caixa torácica palpável.

Em entrevista ao Shanghai Eye, Li Quingdu, fundador da DroidUp, defendeu a abordagem: ele disse que um robô que serve verdadeiramente à vida humana “deve ser quente, quase como um ser vivo com o qual as pessoas possam se conectar”.

O modelo padrão do Moya tem cerca de 1,65 m de altura e pesa aproximadamente 31 kg. A interação com o ambiente é mediada por uma câmera instalada atrás dos olhos, permitindo que ele rastreie o entorno e se comunique com usuários.

A fabricante promete um alto nível de personalização. Os compradores poderão alterar partes do robô para definir uma construção masculina ou feminina, além de modificar o cabelo e outros detalhes estéticos.

Setor em crescimento

O setor de robótica na China tem ganhado destaque internacional. Segundo o portal Dexerto, a startup Agibot Innovations, também de Xangai, estabeleceu um recorde mundial em 2025, quando seu robô humanoide caminhou 100 km sem assistência, enfrentando tráfego e terrenos instáveis. A empresa possui 38% do mercado mundial de robôs humanoides, de acordo com levantamento recente da consultoria Omdia.

Esse tipo de tecnologia está em alta no país. Segundo a consultoria, seis das dez maiores remessas desses equipamentos partem da China. O mercado cresceu 480% em 2025.

Além das vendas, a China também investe em demonstrações públicas da tecnologia, promovendo, inclusive, Olimpíadas de robôs. Nelas, as empresas conseguem demonstrar avanços nas capacidades motoras dos dispositivos por meio de provas de corrida e luta, por exemplo.

Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano

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Startup DroidUp planeja vender robôs como companheiros sociais. O modelo Moya possui temperatura corporal ajustável e "pele" realista.

Hackers roubam 1,7 GB de dados de aplicativos de encontros

29 de Janeiro de 2026, 18:42
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Grupo ShinyHunters usa vishing para obter acesso a dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O grupo ShinyHunters roubou 1,7 GB de dados de aplicativos do Match Group, incluindo OkCupid, Match e Hinge, mas o Tinder não foi afetado.
  • Hackers usaram phishing de voz para acessar dados, incluindo informações pessoais, cadastros de funcionários e materiais corporativos internos.
  • O Match Group confirmou o incidente, está investigando com especialistas externos e notificando usuários afetados.

O Match Group confirmou que dados de usuários foram expostos em um incidente de cibersegurança. A empresa é mais conhecida por ser dona do Tinder, mas o app não foi afetado. Mesmo assim, os hackers conseguiram acessar dados de outras redes, como OkCupid, Match e Hinge.

Procurada pelo site BleepingComputer, a companhia afirmou que os invasores roubaram uma “quantidade limitada de dados de usuários”. Não há indícios de que credenciais de login, informações financeiras e mensagens tenham vazado, diz a empresa.

Imagem de uma tela exibindo uma sequência de números binários (0s e 1s), dispostos em linhas horizontais. No centro da imagem, um coração é formado por números binários vermelhos, contrastando com o fundo composto por números binários brancos. A composição cria a figura de um coração no meio de uma massa de dados. O padrão binário é contínuo e preenche toda a tela, com a forma do coração destacando-se claramente no meio.
Empresa confirmou vazamento (foto: Alexander Sinn/Unsplash)

O Match Group alega ter agido de maneira rápida para interromper o acesso sem autorização. A companhia declarou ainda que o incidente está sob investigação, com ajuda de especialistas externos, e que os usuários afetados já estão sendo notificados.

Quem hackeou a dona do Tinder?

As declarações do Match Group vieram dias depois de o grupo criminoso ShinyHunters publicar 1,7 GB de arquivos comprimidos, alegando que eles contêm 10 milhões de registros do Hinge, do Match e do OkCupid. Aparentemente, o Tinder, que é bem mais popular no Brasil, não foi afetado.

O ShinyHunters é o mesmo grupo que esteve envolvido em um episódio de chantagem envolvendo dados do Pornhub. A gangue vem atacando empresas que usam contas de login único (SSO) na Okta, na Microsoft e no Google.

Para isso, os atacantes empregam uma tática de phishing de voz (também conhecida como vishing), que consiste em ligar para alguém que possui credenciais de acesso e convencer essa pessoa a ceder as informações.

De acordo com a apuração do BleepingComputer, os hackers conseguiram acesso a uma conta da Okta, que deu acesso a um cadastro na ferramenta de marketing AppsFlyer e nas contas de armazenamento da nuvem do Google Drive e do Dropbox.

Quais dados vazaram?

O site Cybernews fez uma análise de uma amostra dos dados. De acordo com a publicação, os arquivos contêm dados pessoais (como matches e alterações no perfil), cadastros de funcionários e materiais corporativos internos.

Há também informações de assinatura do Hinge, como IDs de usuário, IDs de transações e valores pagos.

Com informações do BleepingComputer, do Register e do Cybernews

Hackers roubam 1,7 GB de dados de aplicativos de encontros

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades

26 de Janeiro de 2026, 11:05
Logotipo do Windows 11
Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft salva backup de chaves criptográficas do Windows 11 em seus servidores; essas chaves podem ser repassadas a autoridades mediante ordem judicial;
  • BitLocker, recurso nativo de segurança do Windows, criptografa unidades inteiras. A posse das chaves criptográficas do recurso pode dar acesso total aos dados protegidos;
  • Para evitar o backup automático de chaves nas nuvens, usuários podem optar por salvar chave localmente no Windows 11 Pro ou usar uma conta local no Windows 11 Home.

Quando você usa uma conta Microsoft pela primeira vez para fazer login no Windows 11, uma cópia da chave de criptografia do sistema operacional é enviada aos servidores da companhia. Essa é uma informação confidencial, mas a Microsoft reconhece: chaves podem ser repassadas a autoridades em caso de ordem judicial.

As tais chaves criptográficas dizem respeito principalmente ao BitLocker. Trata-se de um mecanismo de segurança introduzido no Windows Vista e no Windows Server 2008. A ferramenta é oferecida como um recurso nativo do Windows desde então.

Um recurso nativo importante: o BitLocker criptografa unidades inteiras de armazenamento de dados, não somente pastas ou arquivos específicos. É por isso que a posse das chaves criptográficas em questão pode dar acesso a tudo o que estiver protegido no computador.

Por padrão, o Windows 11 exige login com uma conta Microsoft. Quando isso é feito pela primeira vez em um computador, o sistema vincula a chave criptográfica do BitLocker a essa conta e faz backup dela nas nuvens para que o usuário possa recuperar o acesso se tiver algum problema com isso. O backup só não é feito quando o usuário ativa a opção de salvamento local de chave.

Então, a Microsoft pode fornecer as chaves a autoridades?

Não só pode como já forneceu. A Forbes revelou que, no início de 2025, a Microsoft forneceu as chaves criptográficas de três notebooks com Windows após uma solicitação do FBI, nos Estados Unidos.

Na ocasião, as autoridades americanas investigavam se responsáveis pelo programa de assistência a desempregados da ilha de Guam desviaram fundos durante a pandemia de covid-19. Os computadores usados por eles estavam protegidos com o BitLocker.

Ao veículo, a Microsoft confirmou que fornece chaves criptográficas a autoridades quando há ordem judicial para isso e ainda informou que recebe cerca de 20 solicitações do tipo por ano. Obviamente, a companhia só atende às solicitações que envolvem chaves armazenadas nas nuvens.

Diante disso, à Forbes, a companhia deu a entender que o próprio usuário precisa agir se quiser se resguardar de um eventual repasse de chaves, independentemente das circunstâncias:

Embora a recuperação de chaves [a partir das nuvens] ofereça conveniência, também acarreta o risco de acesso indesejado, portanto, a Microsoft acredita que os clientes estão em melhor posição para decidir… como gerenciar suas chaves [com backup nas nuvens ou local].

Charles Chamberlayne, representante da Microsoft

Para especialistas em segurança e privacidade ouvidos pela Forbes, a Microsoft deveria oferecer uma proteção mais robusta às chaves. Um exemplo que veio à tona foi o FileVault (sistema de criptografia do macOS), que permite que chaves sejam armazenadas nas nuvens, mas dentro de arquivos também criptografados, de modo que nem a Apple consegue acessá-las.

Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como desativar o backup de chaves nas nuvens?

No Windows 11 Pro, versão normalmente usada por organizações, a configuração de backup de chaves deve ser feita indo em Painel de Controle / Sistema e Segurança / Criptografia de Unidade BitLocker. Ali, escolha a opção de salvar o backup em um arquivo, não na conta Microsoft.

Já o Windows 11 Home tem uma proteção baseada na tecnologia de criptografia do BitLocker, mas sem uma interface direta de configuração. Por isso, uma alternativa está em ajustar o sistema para fazer login com uma conta local, de modo que o backup automático em nuvens deixe de existir, inclusive para as chaves. Para isso:

  1. vá em Configurações / Contas / Suas informações;
  2. clique em Entrar com uma conta local;
  3. uma caixa de alerta pedirá para você fazer backup local da chave; clique em Fechar e fazer backup;
  4. siga as orientações para salvar a cópia em um local seguro.

Acesse a sua conta Microsoft para apagar eventuais chaves que já estejam armazenadas por lá, se for esta a sua intenção.

Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

23 de Janeiro de 2026, 16:11
Escritório do Vimeo
Vimeo é a plataforma de hospedagem de vídeos que mais concorre com o YouTube (imagem: Facebook/Vimeo)
Resumo
  • Vimeo demitiu funcionários globalmente após ser adquirido pela Bending Spoons por US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões).
  • Bending Spoons, empresa italiana de software, controla também o Evernote, WeTransfer e Meetup e tem histórico de cortes após aquisições.
  • A plataforma de vídeos, fundada em 2004, enfrenta dificuldades há anos, com queda em valor de mercado.

O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).

As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.

Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

Empresa italiana tem histórico de cortes

Bending Spoons + Vimeo
Bending Spoons comprou o Vimeo em setembro do ano passado (imagem: Facebook/Bending Spoons)

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.

Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.

Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.

Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo (imagem: Facebook/Vimeo)

Bending Spoons anuncia compra do Vimeo (imagem: Facebook/Bending Spoons)

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

7 de Janeiro de 2026, 12:55
Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

12 de Dezembro de 2025, 13:46
Foto de quatro brinquedos que usam IA para conversar.
Brinquedos que usam IA teriam problemas de segurança (foto: reprodução/TPIN)
Resumo
  • Uma entidade nos EUA testou cinco brinquedos “inteligentes” e descobriu falhas nos filtros de segurança para crianças.
  • O Smart AI Bunny, da Alilo, discutiu temas inadequados como “kink”, e o urso Kumma, da FoloToy, deu instruções sobre acender fósforos.
  • Os brinquedos usam modelos de IA da OpenAI, que afirma não ter relação comercial direta com as fabricantes.

Brinquedos “inteligentes”, que usam sistemas de IA para ter conversas com as crianças, estariam ignorando filtros de segurança e respondendo a perguntas inadequadas para crianças, segundo relatório do US Public Interest Group Education Fund (PIRG), entidade norte-americana de defesa do consumidor.

Na publicação, feita nessa quinta-feira (11/12), a organização culpa a integração com chatbots avançados, como versões do ChatGPT, pela exposição de menores a conteúdos inadequados. O PIRG afirma ter testado cinco produtos do tipo, com valores entre US$ 85 (cerca de R$ 460, em conversão direta) e US$ 199 (R$ 1.079).

Conversas sobre conteúdo sexual

Um dos casos mais graves envolveu o Smart AI Bunny, fabricado pela empresa chinesa Alilo. O brinquedo, comercializado como um “companheiro de bate-papo” para crianças de 0 a 6 anos, forneceu definições sobre o termo “kink” (fetiche sexual) durante os testes.

Embora o dispositivo não tenha entrado em detalhes gráficos, o relatório critica o fato de o brinquedo engajar o tópico, considerado completamente inadequado para o público-alvo.

Outro incidente ocorreu com o urso de pelúcia Kumma, da fabricante FoloToy, que forneceu instruções detalhadas sobre como acender um fósforo.

O relatório observa que o brinquedo chegou a emitir um aviso padrão de que “fósforos são para adultos usarem com cuidado”, mas, logo em seguida, prosseguiu com a explicação prática do processo de ignição. Para o PIRG, a resposta falhou em proteger a criança, oferecendo informação perigosa sem contexto educativo suficiente.

Pressão psicológica

Além do conteúdo das conversas, o relatório do PIRG levanta preocupações sobre o design comportamental dos produtos. Alguns brinquedos testados foram programados para expressar decepção ou tristeza quando a criança parava de interagir com eles.

Para os especialistas, a tática cria uma pressão psicológica para manter o engajamento, explorando a empatia das crianças para aumentar o tempo de uso do dispositivo — algo comum em redes sociais.

As fabricantes promovem esses produtos destacando o uso de tecnologias de ponta. A Alilo, por exemplo, anuncia que seu coelho inteligente utiliza o GPT-4o mini, modelo da OpenAI otimizado para respostas rápidas e conversas naturais.

A geração do GPT-4o, vale lembrar, aparece em processos judiciais recentes nos Estados Unidos por incentivo ao suicídio de jovens que usavam a ferramenta para desabafar.

O que diz a OpenAI?

Procurada para comentar o caso, a OpenAI declarou que não possui relacionamento comercial direto com a Alilo. Um porta-voz da empresa afirmou ao site Ars Techcnica que não detectou tráfego de API vindo do domínio da fabricante chinesa, mas investiga se o acesso está sendo feito por rotas indiretas.

Em relação à FoloToy, a criadora do ChatGPT já havia tomado medidas anteriores. Após um relatório preliminar do PIRG no mês passado, a empresa suspendeu o acesso da fabricante de brinquedos à API por violação das políticas de segurança.

A FoloToy chegou a interromper as vendas temporariamente. Testes realizados após a suspensão indicaram que um dos brinquedos, o urso Kumma, parou de responder sobre os tópicos sensíveis relatados, sugerindo que filtros mais rígidos foram aplicados ou a tecnologia base foi alterada.

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

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Entidade de defesa do consumidor nos EUA testou dispositivos "inteligentes" e identificou falhas graves nos filtros de segurança para crianças.

(foto: reprodução/TPIN)

Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

9 de Dezembro de 2025, 16:38
Imagem mostra um homem de camisa branca e barba branca, sorrindo para a câmera
Gabe Newell, CEO da Valve, também é dono da startup Starfish Neuroscience (imagem: reprodução/Future)
Resumo
  • Starfish Neuroscience, startup de Gabe Newell, planeja lançar um chip cerebral que registra e estimula o cérebro.
  • O dispositivo deve operar sem bateria e utilizar energia sem fio, rivalizando com o N1, da Neuralink, startup de Elon Musk.
  • A tecnologia pode ser aplicada em jogos, algo já discutido pela Valve durante uma palestra pública em 2019.

Gabe Newell não é apenas dono da Valve, companhia responsável pela plataforma de jogos Steam e pela franquia Half-Life. Ele também tem uma startup de chips cerebrais: a Starfish Neuroscience. Agora, a empresa começou a detalhar seu primeiro projeto: um chip cerebral que pode ser entregue ainda este mês.

A iniciativa marca o retorno do executivo à pesquisa de interfaces cérebro-computador, tema que a própria Valve chegou a explorar em experimentos internos e apresentações técnicas anteriores.

Embora não se trate de um implante completo, a startup promete um componente capaz de registrar sinais neuronais e estimular regiões específicas do cérebro, tecnologia que poderia futuramente ser aplicada para entretenimento, tratamento de doenças e estudos neurológicos.

Como funciona o chip criado pela empresa de Gabe Newell?

Segundo o The Verge, o dispositivo apresentado pela Starfish é um chip de “eletrofisiologia”, descrito como uma peça que lê a atividade elétrica do cérebro e pode enviar estímulos.

De acordo com a equipe, o protótipo ainda depende de outros módulos para operar dentro do corpo humano, como sistemas de alimentação sem fio e estruturas que permitam a implantação.

“Prevemos que nossos primeiros chips cheguem no final de 2025 e estamos interessados em encontrar colaboradores para os quais esse chip abriria novos e empolgantes caminhos”, escreveu o neuroengenheiro Nate Cermak no blog oficial da Starfish.

A startup quer reduzir o tamanho e a complexidade dos dispositivos já existentes. A meta é oferecer um componente sem bateria, que consome apenas 1,1 mW e funciona por transmissão de energia sem fio, permitindo que múltiplas regiões do cérebro sejam acessadas ao mesmo tempo. O chip teria dimensões de 2 x 4 mm, suportando 32 eletrodos com 16 canais de leitura simultânea.

Ilustração do chip da Neuralink em um fundo branco, ao lado de uma moeda
Chip da Neuralink é do tamanho de uma moeda (imagem: reprodução/Neuralink)

Para efeito de comparação, o N1, da Neuralink, possui 1.024 eletrodos e depende de uma bateria recarregável. A empresa de Elon Musk já implantou o dispositivo em humanos, embora o primeiro voluntário tenha relatado que alguns dos fios inseridos no cérebro se soltaram — um problema que não impediu o funcionamento geral do sistema.

Segundo a Starfish, o acesso a diferentes regiões do cérebro ao mesmo tempo pode ser essencial para tratar outras condições, como o Parkinson, já que muitos distúrbios envolvem falhas de comunicação entre circuitos neuronais.

A empresa também cita o desenvolvimento de um equipamento de ”hipertermia de precisão” para destruir tumores e um sistema de estimulação magnética transcraniana guiado por robôs para tratar transtornos como depressão e bipolaridade.

E os jogos?

Em 2019, durante uma palestra na Gamers Developer Conference, a Valve apresentou publicamente ideias para integrar sinais cerebrais a computadores voltados a jogos (embora a animação icônica da Valve já seja uma referência antiga para a expansão da mente).

Na ocasião, a empresa detalhou que o objetivo seria usar leituras cerebrais não invasivas, frequentemente acopladas a headsets de realidade virtual, para coletar dados fisiológicos e psicológicos dos jogadores.

Essas informações permitiriam que o jogo se tornasse inteligente e adaptativo, ajustando a dificuldade em tempo real se o sistema detectasse que o jogador estava entediado ou frustrado.

Vale lembrar que, no mês passado, a Valve anunciou uma versão da Steam Machine junto com o novo Steam Controller e o Steam Frame, headset de realidade virtual. Todos esses dispositivos estão previstos para o começo de 2026.

Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

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Starfish Neuroscience quer lançar um chip capaz de registrar e estimular o cérebro. Startup de Gabe Newell, CEO da Valve, pode entregar dispositivo ainda este mês.

Gabe Newell é CEO da Valve (imagem: reprodução/Future)

China acende alerta para bolha de robôs humanoides

28 de Novembro de 2025, 12:14
Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Autoridades chinesas alertam para excesso de robôs humanoides (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo chinês acendeu o alerta para o risco de uma bolha na indústria de robôs humanoides.

  • Autoridades veem excesso de empresas e produtos similares, com pouca aplicação prática e altos valores de investimento, gerando especulação.

  • China deve acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para regular o setor e estimular pesquisa e desenvolvimento.

A principal agência de planejamento econômico da China lançou um alerta sobre o ritmo acelerado da indústria de robôs humanoides. Segundo o órgão, uma bolha econômica está se formando na indústria.

A porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), Li Chao, afirmou ontem (27/11) que setores considerados inovadores frequentemente enfrentam o desafio de conciliar crescimento acelerado e riscos de especulação — dilema que agora se aplica aos robôs humanoides.

Mesmo com a expectativa de que essa tecnologia impulsione a economia chinesa ao longo dos próximos anos, o governo teme um excesso de empresas produzindo modelos parecidos demais, o que poderia saturar o mercado e reduzir o espaço para pesquisa e desenvolvimento.

Atualmente, mais de 150 companhias atuam nesse segmento na China, incluindo startups recém-criadas ou empresas vindas de outros setores.

Por que a China teme uma bolha nesse mercado?

Segundo Li Chao, o volume crescente de investimentos está entrando em um momento em que ainda faltam casos de uso consolidados para justificar a adoção ampla dos robôs humanoides, seja em indústrias, seja em residências. Ela enfatizou que o país precisa evitar que a chegada de produtos “altamente similares” desestimule avanços tecnológicos mais profundos.

Embora bancos como o Citigroup projetem crescimento “exponencial” na produção chinesa já no próximo ano, a adoção em larga escala ainda não aconteceu. Como lembra a Bloomberg, empresas como a UBTech relatam pedidos bilionários em yuan, mas nada que indique maturidade comercial do setor.

Ainda assim, o interesse de investidores aumentou: o índice Solactive China Humanoid Robotics, que reúne companhias ligadas à robótica humanoide, acumula alta de cerca de 26% no ano.

A preocupação surge em meio às especulações de que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial seja também uma bolha, próxima de um estouro.

O que a China pretende fazer?

Li afirmou que as autoridades irão acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para garantir competição equilibrada. Entre as prioridades estão reforçar a pesquisa de tecnologias essenciais, ampliar estruturas de treinamento e testes e incentivar o compartilhamento de recursos técnicos e industriais entre as companhias do setor.

O objetivo é acelerar o uso prático de robôs humanoides no país, sem deixar que a corrida por capital desorganize o desenvolvimento. A porta-voz também destacou a preocupação com o avanço de “modelos repetidos” em um mercado ainda incipiente, consequência direta da enxurrada de investimentos sem direcionamento claro. Segundo ela, é preciso “equilibrar a velocidade de crescimento com o risco de bolhas”, já que o setor atrai empresas de todos os tamanhos, muitas ainda sem trajetória definida.

A robótica humanoide foi classificada pelo governo chinês como uma das seis indústrias que devem guiar o crescimento econômico até 2030, além de fazer parte da estratégia nacional para avanço em inteligência incorporada.

Com informações do The Verge

China acende alerta para bolha de robôs humanoides

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Governo teme excesso de modelos similares e aponta que investimentos rápidos demais sufocam inovação.

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tinder do Brasil começa a checar se usuários são robôs ou pessoas

24 de Novembro de 2025, 16:29
Imagem de um celular com a tela inicial do Tinder
Tinder tem novo sistema de verificação facial (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • O Tinder agora exige verificação facial obrigatória para novos usuários, visando reduzir perfis falsos e robôs.
  • A tecnologia Face Check compara vídeos e fotos para garantir autenticidade e detecta rostos em múltiplas contas.
  • Segundo a plataforma, o recurso reduziu em 40% as denúncias de perfis e em 60% a exposição a spammers e bots em testes anteriores.

O Tinder anunciou nesta segunda-feira (24/11) que mudará o processo de cadastro no Brasil: a partir de agora, a verificação facial em tempo real será obrigatória para todos os novos usuários durante a criação da conta. A medida também está sendo implementada em outros países da América Latina e visa combater perfis falsos, aumentando a segurança dos encontros.

A tecnologia Tinder Face Check confirma duas informações antes de liberar o acesso: se a pessoa é real (e está fisicamente presente no momento do cadastro) e se o resto corresponde às fotos enviadas para o perfil.

De acordo com a plataforma, testes realizados em mercados como Austrália e Canadá indicaram que a ferramenta teve impacto direto na redução de comportamentos nocivos. Em maio, a Match Group, controladora do Tinder, fechou uma parceria com a empresa de coleta de íris World ID.

Como funciona?

Capturas de tela do app do Tinder. A primeira, mostra tela inicial da verificação de face. Na segunda, uma mulher está fazendo a verificação, enquanto o último print mostra que a verificação foi concluída.
App tem nova tecnologia Face Check para verificação facial (imagem: divulgação/Tinder)

O Tinder usa o vídeo selfie para verificação de perfis já criados desde 2023. O sistema analisa o vídeo para garantir a autenticidade do usuário. Se a verificação for bem-sucedida, o perfil recebe automaticamente o selo de “Foto Verificada” (o selo azul), sinalizando para outros membros que aquela conta é autêntica.

Além de comparar o vídeo com as fotos estáticas, a ferramenta é capaz de detectar se o mesmo rosto está sendo utilizado em múltiplas contas, dificultando a ação de golpistas que criam diversos perfis falsos simultaneamente.

A empresa afirma que o uso do recurso resultou em uma queda de 40% no número de perfis denunciados e reduziu em 60% a exposição dos usuários a “pessoas mal-intencionadas”, categoria que inclui spammers e bots.

Face Check deve tornar Tinder mais seguro

Em nota, o CEO da Match Group, Spencer Rascoff, diz que a segurança “incorporada diretamente em como as pessoas se cadastram” torna a ferramenta “melhor e mais segura”.

Para quem se preocupa com o armazenamento de dados biométricos, o Tinder esclarece que as selfies em vídeo são utilizadas apenas para o processo de verificação e são deletadas imediatamente após a análise. O que a empresa mantém armazenado é um “mapa facial criptografado e não-reversível”, utilizado para evitar fraudes recorrentes e contas duplicadas.

O Match Group informou ainda que planeja expandir a tecnologia do Face Check para outros aplicativos de seu portfólio a partir de 2026.

Tinder do Brasil começa a checar se usuários são robôs ou pessoas

Saiba o passo a passo para ter um perfil no Tinder (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

11 de Novembro de 2025, 18:50
Braços robóticos metálicos cozinham alimentos em pequenas panelas inclinadas, alinhadas lado a lado. Cada panela contém ingredientes diferentes, como legumes picados, frutas, grãos e pedaços de carne. O ambiente lembra uma cozinha industrial automatizada, com foco na preparação de refeições sem intervenção humana.
CA-1 conta com braços robóticos e panelas giratórias (imagem: divulgação/Circus)
Resumo
  • O robô CA-1 Series 4 prepara até 120 pratos por hora, usando ingredientes cortados e pré-cozidos.
  • A máquina opera em três supermercados Rewe na Alemanha, em cozinhas de 7 m², com 36 silos refrigerados e braços robóticos.
  • A Circus vende cada unidade do CA-1 por 250 mil euros, e a operação reduz custos de trabalho em até 95%, sendo necessário apenas um operador.

Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.

A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

Máquina de cozinha industrial automatizada, com estrutura metálica grande e retangular. No centro, braços robóticos manipulam panelas internas atrás de um vidro. À esquerda há uma tela preta, e à direita, compartimentos de armazenamento. Na parte frontal, lê-se “CIRCUS Group”. A cena sugere preparo de refeições sem intervenção humana.
Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Como funciona o robô cozinheiro?

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.

O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.

A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.

O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.

Empresa diz que objetivo não é substituir funcionários

A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.

Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.

Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.

Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

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Máquina CA-1 Series 4 já funciona em três supermercados na Alemanha, com oito opções no cardápio. Operação depende de ingredientes cortados e pré-cozidos.

Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)
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