Everything Apple Announced: iPhone Duo, iPhone 18 Pro, Apple Watch, AirPods 5

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.
Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.
Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.
A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.
Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.
O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.
We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.
— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026
We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.
As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ
Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.
Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA



Você pode restaurar o backup do WhatsApp no Android ou iPhone ao reinstalar o app do mensageiro e recuperar a cópia de segurança salva no Google Drive (Android) ou iCloud (iOS).
Em smartphones Android, também dá pra recuperar o backup a partir dos dados locais do WhatsApp. Para isso, você deve acessar os arquivos do mensageiro no celular, mover e renomear alguns itens.
Lembrando que você só vai conseguir restaurar o backup se tiver criado um backup do WhatsApp anteriormente.
A seguir, saiba como restaurar o backup do WhatsApp em celulares Android ou iPhone.
Importante
Antes de prosseguir com os tutoriais abaixo, certifique-se de ter feito o backup do WhatsApp. Se ainda não fez o processo, vale acessar nosso artigo que ensina como fazer backup do WhatsApp (Android ou iPhone).
Com o WhatsApp aberto em seu dispositivo Android, toque no menu de três pontos localizado no canto superior direito. Depois, vá em “Conversas” e, na tela seguinte, toque em “Backup de conversas”.

Verifique se existe um backup de conversas no Google Drive e confira se a data condiz com a época das mensagens que foram excluídas. Se já houver um backup, não toque em “Fazer backup” para não substituir os dados.

Vá até as configurações do smartphone, entre no gerenciamento de apps e localize o WhatsApp. Na janela seguinte, toque em “Limpar dados” e, em seguida, em “Desinstalar” para remover o mensageiro do aparelho.

Abra a Play Store em seu dispositivo e procure por “WhatsApp” no campo de busca. Uma vez localizado o aplicativo, toque em “Instalar” para reinstalar o mensageiro no seu celular.

Inicie o WhatsApp e faça todas as verificações de conta exigidas pelo aplicativo. Posteriormente, o mensageiro detectará o backup no Google Drive. Toque em “Restaurar”, aguarde o processo e escolha “Avançar” para restaurar o backup do WhatsApp no Android.

Abra o WhatsApp no seu iPhone e toque em “Configurações”, “Conversas” e “Backup de conversas”.

Verifique se já existe um backup salvo no iCloud. Se não houver, será necessário criar uma cópia do histórico de conversas. Mas caso já tenha um backup, não toque em “Fazer backup agora” para não reescrever os dados.

Então, vá na tela de apps, segure o ícone do WhatsApp e toque em “Remover App”. Feito isso, entre na App Store, procure por “WhatsApp” e baixe novamente o aplicativo de mensagens.

Inicie a reconfiguração da conta e faça todos os processos de verificação do seu número do WhatsApp. Na sequência, o mensageiro exibirá a notificação de restauração com o backup do iCloud. Toque em “Restaurar” e aguarde para finalizar recuperar o backup do WhatsApp no iPhone.

A maneira mais segura para restaurar o backup local do WhatsApp no Android é criar um backup em nuvem com os arquivos salvos pelo mensageiro no armazenamento do seu celular. Veja detalhes a seguir.
Em seu Android, arraste a tela para entrar na lista de aplicativos e busque por “Gerenciador de Arquivos” ou “Meus arquivos” para acessar a ferramenta.

Toque no botão de pasta para acessar as pastas do armazenamento interno do seu dispositivo.
Depois, faça o seguinte caminho: Android/media/com.whatsapp/Databases. É na pasta “Databases” que as conversas do WhatsApp ficam armazenadas localmente.

Dentro da pasta “Databases” estarão todos os arquivos de backup local do WhatsApp. Verifique a data dos backups, escolha e copie o arquivo desejado, e cole-o em uma nova pasta fora do domínio com.whatsapp. No exemplo abaixo, a pasta “Backup WhatsApp” foi criada em Android/media.

Dentro da nova pasta criada, renomeie o backup caso ele esteja com datas na nomenclatura. Se o arquivo tiver nome de “mgstore-2024-04-24.1.db.crypt14”, por exemplo, deixe como “mgstore.db.crypt14” (sem as aspas).

Feito isso, vá até a pasta “Databases” e exclua todos os arquivos. Posteriormente, vá até a pasta criada por você anteriormente, copie o arquivo renomeado e cole em “Databases”.

Abra o WhatsApp, toque no menu de três pontos, vá em “Configurações”, escolha “Conversas” e entre em “Backup de conversas”.

Com o Wi-Fi ligado, escolha uma conta Google para criar um backup na nuvem e defina a opção “Apenas quando eu tocar em ‘Fazer backup'” na aba “Frequência”. Na sequência, toque em “Fazer backup” para criar um backup no Google Drive a partir do arquivo local.

Com o backup criado na nuvem, vá nas Configurações do celular, abra o gerenciamento de apps e toque em WhatsApp. Limpe os dados do aplicativo e, posteriormente, desinstale-o de seu celular.

Abra o Google Play, procure por “WhatsApp” e instale novamente o aplicativo de mensagens.

O WhatsApp exibirá a opção para restaurar as conversas com o backup local durante a configuração da conta. Toque em “Restaurar” e depois em “Avançar” para finalizar o processo. Importante frisar que pode demorar alguns minutos até que o mensageiro recupere todas as suas mensagens, conversas e mídias.

A restauração do backup do WhatsApp recupera todo o histórico de conversas do mensageiro salvo na cópia de segurança, incluindo conversas individuais ou em grupo, e mídias trocadas ou recebidas.
Mas vale destacar que somente os dados que foram incluídos no backup poderão ser recuperados. Logo, mensagens e mídias trocadas após o backup não serão recuperadas.
Sim, desde que você tenha habilitado o recurso “Incluir vídeos” durante a criação do backup do WhatsApp.
Há casos em que você pode encontrar dificuldades para recuperar o backup do WhatsApp. Os principais motivos incluem:
Sim. Quem tem iPhone consegue restaurar conversas do WhatsApp caso tenha incluído o histórico de conversas do mensageiro no backup do iPhone no iCloud.
O único ponto é que você terá que resetar o iPhone para restaurar o backup do aparelho via iCloud. Além disso, você perderá todos os dados (do WhatsApp e de outros apps) que não foram incluídos na cópia de segurança.
Não. Não é possível fazer e nem restaurar o backup do WhatsApp via WhatsApp Web ou WhatsApp Desktop (Windows e Mac).
Portanto, você só poderá recuperar as conversas do WhatsApp via backup utilizando o celular.
Não. A Meta exige que você restaure o backup do WhatsApp com o mesmo número de telefone usado ao fazer a cópia de segurança.
Mas caso tenha adquirido uma nova linha, você pode usar o recurso “mudar o número do WhatsApp” para substituir o número de telefone da sua conta no mensageiro.
Como restaurar o backup do WhatsApp? Saiba recuperar o histórico de conversas



































O backup é uma cópia de segurança criada para proteger arquivos digitais contra falhas de hardware, erros humanos, roubos ou ataques virtuais. Ele atua como um “estepe” para as informações, garantindo que imprevistos técnicos não resultem na perda definitiva de documentos ou sistemas.
O recurso opera copiando e transferindo os dados de uma fonte principal para um local isolado de armazenamento, seja físico ou na nuvem. Muitos sistemas modernos salvam diferentes versões de um mesmo arquivo, permitindo resgatar edições antigas e limpas caso o documento atual seja corrompido.
Especialistas recomendam adotar a regra de backup 3-2-1 para garantir maior proteção dos dados. A estratégia consiste em manter três cópias das informações, armazenadas em dois tipos diferentes de mídia e com pelo menos uma cópia guardada na nuvem.
A seguir, entenda mais sobre o conceito de backup, para que ele serve no dia a dia e o funcionamento detalhado. Também saiba os riscos de não realizar cópias de segurança dos arquivos digitais.
O backup é uma cópia de segurança de dados, essencial para recuperar arquivos caso os originais sejam perdidos, apagados ou danificados. Essa estratégia protege desde fotos pessoais até sistemas inteiros contra falhas de hardware, erros humanos ou ataques de malware.
O termo inglês “backup” surgiu da expressão “back up”, que significa dar suporte ou servir como uma reserva. Foi apenas na década de 1950, com os primeiros computadores, que a palavra migrou para a tecnologia e batizou o ato de criar arquivos duplicados de proteção.
Em português, o termo é traduzido como “cópia de segurança”, uma espécie de estepe digital para as informações de um indivíduo ou empresa. Essa estratégia é essencial para evitar a perda definitiva de dados digitais.

O backup serve como uma rede de proteção para salvar arquivos digitais contra falhas de hardware, exclusões acidentais e ataques virtuais. Ele garante que o usuário consiga recuperar fotos, documentos ou sistemas inteiros rapidamente após um incidente grave.
No mundo corporativo, o recurso é o pilar da continuidade de negócios porque evita a perda de dados financeiros e operacionais. Na prática, essa cópia estratégica minimiza o tempo de inatividade e permite retomar o trabalho rapidamente sem prejuízos.
O sistema de backup funciona copiando as informações de uma fonte principal para um local de armazenamento isolado, garantindo a restauração se o original sumir. O mecanismo pode seguir cronogramas automatizados para criar vários pontos de recuperação atualizados em tempo real.
O processo começa com uma cópia completa de tudo e, depois, economiza espaço salvando apenas as novas alterações. Isso ocorre via backup incremental, que salva apenas as modificações diárias, ou diferencial, focado nas mudanças desde a última cópia total.
A tecnologia utiliza ferramentas como compressão e deduplicação para reduzir o tamanho dos arquivos, além de criptografia para proteger o tráfego dos dados. Tudo é enviado para discos locais ou para a nuvem, estrutura física mantida dentro de um data center seguro.
Para garantir a resiliência contra panes e ataques de ransomware, o sistema adota rotinas que guardam várias versões antigas. O objetivo é espalhar cópias em lugares diferentes para que uma falha única não destrua todo o patrimônio digital.

A regra de backup 3-2-1 é uma estratégia de segurança que mantém três cópias dos dados, armazenadas em dois tipos diferentes de mídias e com uma dessas cópias guardada fora do ambiente local, como na nuvem. Na prática, a pessoa pode ter os arquivos no computador, uma réplica em um HD externo e outra remota.
Essa diversificação blinda as informações contra perdas totais causadas por falhas de hardware, furtos, incêndios ou ataques de ransomware. Ao espalhar os arquivos, o método garante que um único desastre não destruirá o patrimônio digital.
Estes são os pontos positivos do backup:

Sim, o backup protege contra o prejuízo do ransomware, permitindo restaurar cópias limpas sem a necessidade de pagar resgate aos criminosos. Contudo, ele sozinho não evita a invasão e exige cuidados, já que os próprios arquivos de segurança podem ser alvo do ataque.
Para garantir a restauração, o sistema precisa usar armazenamento offline, isolamento de rede ou cópias imutáveis, que não podem ser apagadas. Sem essa blindagem contra acessos comuns, o backup deixa de ser uma garantia e pode ser criptografado com os computadores infectados.
Estes são os principais problemas que o usuário pode enfrentar ao não realizar backup com regularidade:

O backup local guarda as cópias de segurança em dispositivos físicos sob o controle direto do usuário, como HDs externos ou servidores locais, garantindo alta velocidade de transferência. Apesar da rapidez no acesso e do controle da privacidade, essa modalidade deixa os dados vulneráveis a roubos ou falhas físicas no próprio local.
O backup em nuvem envia os dados para servidores remotos via internet, oferecendo proteção robusta contra desastres e maior flexibilidade de espaço. O acesso aos arquivos pode ser feito de qualquer lugar, embora a velocidade de recuperação dependa diretamente da qualidade da conexão.
O backup de dados consiste na criação de uma cópia isolada e estática de arquivos, congelada no tempo para garantir a restauração caso o original seja perdido ou corrompido. Esse mecanismo é focado na segurança de longo prazo, funcionando como uma rede de proteção que não muda até que uma nova cópia seja agendada.
A sincronização de dados espelha e atualiza os arquivos instantaneamente entre múltiplos dispositivos, replicando em tempo real qualquer modificação ou exclusão feita pelo usuário. Esse sistema é voltado para a conveniência do trabalho diário, mas não serve como proteção, pois se a pessoa apagar ou infectar um arquivo, ele desaparece de todos os lados.
O que é backup? Saiba como funciona a cópia de segurança dos seus dados










A febre da inteligência artificial começou a cobrar a conta das marcas que abastecem o varejo. Neste mês, a Adata, TeamGroup e Apacer, fabricantes de módulos de memória RAM e armazenamento, tiveram que levantar quase US$ 880 milhões (mais de R$ 4,4 bilhões) por meio de títulos, empréstimos e ofertas de ações.
Toda essa movimentação tem um objetivo: garantir estoques de chips DRAM e NAND antes que os custos disparem ainda mais no mercado global.

O mercado global de semicondutores passou por uma mudança drástica de prioridades. Gigantes que dominam a produção, como Samsung, SK Hynix e Micron, estão direcionando suas linhas de produção para memórias do tipo HBM (High Bandwidth Memory) e DRAM para servidores.
Esses componentes são o coração dos data centers que sustentam infraestruturas de IA e computação em nuvem — e, o mais importante, entregam margens de lucro muito maiores.
Porém, marcas como Adata e TeamGroup não fabricam os chips do zero, ao contrário da Samsung. Elas compram os componentes prontos para montar os produtos que chegam às lojas, como kits de memória DDR5 e SSDs NVMe. Sem poder de barganha para disputar com os servidores de IA, comprar insumos de forma agressiva virou a única saída dessas empresas para evitar o desabastecimento.
Todo esse direcionamento de produção para memórias HBM deixou as linhas de montagem voltadas para o consumidor final operando no limite, com preços da DRAM saltando entre 90% e 95% em comparação com o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de uma nova escalada de até 63%.
As memórias flash NAND, usadas em SSDs, seguiram o mesmo ritmo, registrando uma alta acumulada de quase 60% nos primeiros três meses do ano.
O ponto mais curioso é que a busca por crédito não reflete uma crise financeira nessas empresas. Na realidade, o setor vive um momento de faturamento recorde. Segundo o jornal Commercial Times, a Adata encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento na casa dos US$ 826,5 milhões (R$ 4,1 milhões) — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Outras marcas tradicionais, como Transcend e Innodisk, faturaram nos primeiros quatro meses deste ano mais do que ganharam em todo o ano passado.
Ainda assim, o custo para comprar matéria-prima inflou de tal maneira que o fluxo de caixa não deu conta sozinho. A própria Adata precisou garantir quase US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) em empréstimos bancários para sustentar as compras. TeamGroup e Apacer seguiram exatamente a mesma cartilha para inflar suas reservas.
De acordo com o TechSpot, queimar caixa para estocar componentes agora virou uma estratégia de sobrevivência a longo prazo, já que novas fábricas capazes de aliviar a escassez e reequilibrar o fornecimento só devem entrar em operação a partir de 2027. Até lá, o consumidor final continuará sentindo no bolso o impacto do boom da IA.
IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias




A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.
Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.
O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.
Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.
As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.
Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.
O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.
Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.
O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.
Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa








A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (19/03), que vai comprar a Astral, startup que criou ferramentas de código aberto para Python. O acordo ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que a equipe da Astral passe a integrar os esforços do Codex, plataforma da dona do ChatGPT voltada à programação com IA.
Segundo o comunicado, o Codex já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários, número que triplicou desde o início deste ano. Vale lembrar que, para ser finalizada, a compra deve obter aprovação regulatória.
A integração da Astral tende a ampliar o escopo do Codex, que atualmente é capaz de gerar trechos de código, corrigir falhas e executar testes. Com a incorporação das ferramentas da startup, a OpenAI pretende transformar a plataforma em um conjunto mais completo de serviços para desenvolvedores.
A Astral se concentra em construir ferramentas para facilitar o trabalho dos desenvolvedores com Python. Segundo o fundador da startup, Charlie Marsh, a “empresa continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto dentro da OpenAI”.
As soluções da empresa se popularizam pela otimização do fluxo de trabalho em Python, linguagem amplamente utilizada em áreas como ciência de dados, automação e aplicações de IA.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre empresas que buscam liderar o uso de IA como assistente de programação. Esse movimento já tem até nome: vibe coding, e foi aprovado por nomes como Linus Torvalds, o “pai” do Linux.
Além da OpenAI, empresas como Anthropic e Microsoft também investem pesado nesse segmento. A startup Cursor, por exemplo, negocia uma nova rodada de investimentos que pode avaliá-la em cerca de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 250 bilhões), segundo informações da Bloomberg.
OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python


Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.
A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.
No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.
Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.
Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.
O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.

Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.
Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.
Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.
Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.
Com informações do TechCrunch
Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país




Uma startup chinesa relevou um robô humanoide projetado para atuar como companhia social. O projeto, realizado pela DroidUp, de Xangai, viralizou nas redes sociais pela semelhança com humanos e pelo preço: cerca de US$ 173 mil (em torno de R$ 900 mil, em conversão direta).
Diferentemente de outros robôs focados em tarefas domésticas, o/a Moya tem uma pretensão no melhor estilo Westworld: replicar a sensação biológica de um ser vivo. O modelo é aquecido internamente para manter uma temperatura entre 32 e 36 graus Celsius, simulando o calor corporal humano ao toque.
O foco do robô, no entanto, não é ser uma atração de parque de diversões. A empresa propõe vender os modelos para empresas de saúde, posicionando-os como “companheiros sociais” capazes de interagir e se comunicar com as pessoas.
Para afastar a sensação de estar tocando em uma “máquina fria de metal”, a DroidUp desenvolveu uma estrutura complexa sob a superfície do robô. O Moya possui camadas extras de preenchimento semelhante à carne, projetadas para tornar o toque mais natural. Os dispositivos apresentam até mesmo uma caixa torácica palpável.
Em entrevista ao Shanghai Eye, Li Quingdu, fundador da DroidUp, defendeu a abordagem: ele disse que um robô que serve verdadeiramente à vida humana “deve ser quente, quase como um ser vivo com o qual as pessoas possam se conectar”.
O modelo padrão do Moya tem cerca de 1,65 m de altura e pesa aproximadamente 31 kg. A interação com o ambiente é mediada por uma câmera instalada atrás dos olhos, permitindo que ele rastreie o entorno e se comunique com usuários.
A fabricante promete um alto nível de personalização. Os compradores poderão alterar partes do robô para definir uma construção masculina ou feminina, além de modificar o cabelo e outros detalhes estéticos.
O setor de robótica na China tem ganhado destaque internacional. Segundo o portal Dexerto, a startup Agibot Innovations, também de Xangai, estabeleceu um recorde mundial em 2025, quando seu robô humanoide caminhou 100 km sem assistência, enfrentando tráfego e terrenos instáveis. A empresa possui 38% do mercado mundial de robôs humanoides, de acordo com levantamento recente da consultoria Omdia.
Esse tipo de tecnologia está em alta no país. Segundo a consultoria, seis das dez maiores remessas desses equipamentos partem da China. O mercado cresceu 480% em 2025.
Além das vendas, a China também investe em demonstrações públicas da tecnologia, promovendo, inclusive, Olimpíadas de robôs. Nelas, as empresas conseguem demonstrar avanços nas capacidades motoras dos dispositivos por meio de provas de corrida e luta, por exemplo.
Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano


O Match Group confirmou que dados de usuários foram expostos em um incidente de cibersegurança. A empresa é mais conhecida por ser dona do Tinder, mas o app não foi afetado. Mesmo assim, os hackers conseguiram acessar dados de outras redes, como OkCupid, Match e Hinge.
Procurada pelo site BleepingComputer, a companhia afirmou que os invasores roubaram uma “quantidade limitada de dados de usuários”. Não há indícios de que credenciais de login, informações financeiras e mensagens tenham vazado, diz a empresa.

O Match Group alega ter agido de maneira rápida para interromper o acesso sem autorização. A companhia declarou ainda que o incidente está sob investigação, com ajuda de especialistas externos, e que os usuários afetados já estão sendo notificados.
As declarações do Match Group vieram dias depois de o grupo criminoso ShinyHunters publicar 1,7 GB de arquivos comprimidos, alegando que eles contêm 10 milhões de registros do Hinge, do Match e do OkCupid. Aparentemente, o Tinder, que é bem mais popular no Brasil, não foi afetado.
O ShinyHunters é o mesmo grupo que esteve envolvido em um episódio de chantagem envolvendo dados do Pornhub. A gangue vem atacando empresas que usam contas de login único (SSO) na Okta, na Microsoft e no Google.
Para isso, os atacantes empregam uma tática de phishing de voz (também conhecida como vishing), que consiste em ligar para alguém que possui credenciais de acesso e convencer essa pessoa a ceder as informações.
De acordo com a apuração do BleepingComputer, os hackers conseguiram acesso a uma conta da Okta, que deu acesso a um cadastro na ferramenta de marketing AppsFlyer e nas contas de armazenamento da nuvem do Google Drive e do Dropbox.
O site Cybernews fez uma análise de uma amostra dos dados. De acordo com a publicação, os arquivos contêm dados pessoais (como matches e alterações no perfil), cadastros de funcionários e materiais corporativos internos.
Há também informações de assinatura do Hinge, como IDs de usuário, IDs de transações e valores pagos.
Com informações do BleepingComputer, do Register e do Cybernews
Hackers roubam 1,7 GB de dados de aplicativos de encontros


Quando você usa uma conta Microsoft pela primeira vez para fazer login no Windows 11, uma cópia da chave de criptografia do sistema operacional é enviada aos servidores da companhia. Essa é uma informação confidencial, mas a Microsoft reconhece: chaves podem ser repassadas a autoridades em caso de ordem judicial.
As tais chaves criptográficas dizem respeito principalmente ao BitLocker. Trata-se de um mecanismo de segurança introduzido no Windows Vista e no Windows Server 2008. A ferramenta é oferecida como um recurso nativo do Windows desde então.
Um recurso nativo importante: o BitLocker criptografa unidades inteiras de armazenamento de dados, não somente pastas ou arquivos específicos. É por isso que a posse das chaves criptográficas em questão pode dar acesso a tudo o que estiver protegido no computador.
Por padrão, o Windows 11 exige login com uma conta Microsoft. Quando isso é feito pela primeira vez em um computador, o sistema vincula a chave criptográfica do BitLocker a essa conta e faz backup dela nas nuvens para que o usuário possa recuperar o acesso se tiver algum problema com isso. O backup só não é feito quando o usuário ativa a opção de salvamento local de chave.
Não só pode como já forneceu. A Forbes revelou que, no início de 2025, a Microsoft forneceu as chaves criptográficas de três notebooks com Windows após uma solicitação do FBI, nos Estados Unidos.
Na ocasião, as autoridades americanas investigavam se responsáveis pelo programa de assistência a desempregados da ilha de Guam desviaram fundos durante a pandemia de covid-19. Os computadores usados por eles estavam protegidos com o BitLocker.
Ao veículo, a Microsoft confirmou que fornece chaves criptográficas a autoridades quando há ordem judicial para isso e ainda informou que recebe cerca de 20 solicitações do tipo por ano. Obviamente, a companhia só atende às solicitações que envolvem chaves armazenadas nas nuvens.
Diante disso, à Forbes, a companhia deu a entender que o próprio usuário precisa agir se quiser se resguardar de um eventual repasse de chaves, independentemente das circunstâncias:
Embora a recuperação de chaves [a partir das nuvens] ofereça conveniência, também acarreta o risco de acesso indesejado, portanto, a Microsoft acredita que os clientes estão em melhor posição para decidir… como gerenciar suas chaves [com backup nas nuvens ou local].
Charles Chamberlayne, representante da Microsoft
Para especialistas em segurança e privacidade ouvidos pela Forbes, a Microsoft deveria oferecer uma proteção mais robusta às chaves. Um exemplo que veio à tona foi o FileVault (sistema de criptografia do macOS), que permite que chaves sejam armazenadas nas nuvens, mas dentro de arquivos também criptografados, de modo que nem a Apple consegue acessá-las.

No Windows 11 Pro, versão normalmente usada por organizações, a configuração de backup de chaves deve ser feita indo em Painel de Controle / Sistema e Segurança / Criptografia de Unidade BitLocker. Ali, escolha a opção de salvar o backup em um arquivo, não na conta Microsoft.
Já o Windows 11 Home tem uma proteção baseada na tecnologia de criptografia do BitLocker, mas sem uma interface direta de configuração. Por isso, uma alternativa está em ajustar o sistema para fazer login com uma conta local, de modo que o backup automático em nuvens deixe de existir, inclusive para as chaves. Para isso:
Acesse a sua conta Microsoft para apagar eventuais chaves que já estejam armazenadas por lá, se for esta a sua intenção.
Microsoft admite fornecer chaves criptográficas do Windows a autoridades




O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).
As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.
Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.
Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.
Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.
Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária




Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.
O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.
De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.
No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.
O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.
No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.
“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.
A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.
Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.
A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.
IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos




Brinquedos “inteligentes”, que usam sistemas de IA para ter conversas com as crianças, estariam ignorando filtros de segurança e respondendo a perguntas inadequadas para crianças, segundo relatório do US Public Interest Group Education Fund (PIRG), entidade norte-americana de defesa do consumidor.
Na publicação, feita nessa quinta-feira (11/12), a organização culpa a integração com chatbots avançados, como versões do ChatGPT, pela exposição de menores a conteúdos inadequados. O PIRG afirma ter testado cinco produtos do tipo, com valores entre US$ 85 (cerca de R$ 460, em conversão direta) e US$ 199 (R$ 1.079).
Um dos casos mais graves envolveu o Smart AI Bunny, fabricado pela empresa chinesa Alilo. O brinquedo, comercializado como um “companheiro de bate-papo” para crianças de 0 a 6 anos, forneceu definições sobre o termo “kink” (fetiche sexual) durante os testes.
Embora o dispositivo não tenha entrado em detalhes gráficos, o relatório critica o fato de o brinquedo engajar o tópico, considerado completamente inadequado para o público-alvo.
Outro incidente ocorreu com o urso de pelúcia Kumma, da fabricante FoloToy, que forneceu instruções detalhadas sobre como acender um fósforo.
O relatório observa que o brinquedo chegou a emitir um aviso padrão de que “fósforos são para adultos usarem com cuidado”, mas, logo em seguida, prosseguiu com a explicação prática do processo de ignição. Para o PIRG, a resposta falhou em proteger a criança, oferecendo informação perigosa sem contexto educativo suficiente.
Além do conteúdo das conversas, o relatório do PIRG levanta preocupações sobre o design comportamental dos produtos. Alguns brinquedos testados foram programados para expressar decepção ou tristeza quando a criança parava de interagir com eles.
Para os especialistas, a tática cria uma pressão psicológica para manter o engajamento, explorando a empatia das crianças para aumentar o tempo de uso do dispositivo — algo comum em redes sociais.
As fabricantes promovem esses produtos destacando o uso de tecnologias de ponta. A Alilo, por exemplo, anuncia que seu coelho inteligente utiliza o GPT-4o mini, modelo da OpenAI otimizado para respostas rápidas e conversas naturais.
A geração do GPT-4o, vale lembrar, aparece em processos judiciais recentes nos Estados Unidos por incentivo ao suicídio de jovens que usavam a ferramenta para desabafar.
Procurada para comentar o caso, a OpenAI declarou que não possui relacionamento comercial direto com a Alilo. Um porta-voz da empresa afirmou ao site Ars Techcnica que não detectou tráfego de API vindo do domínio da fabricante chinesa, mas investiga se o acesso está sendo feito por rotas indiretas.
Em relação à FoloToy, a criadora do ChatGPT já havia tomado medidas anteriores. Após um relatório preliminar do PIRG no mês passado, a empresa suspendeu o acesso da fabricante de brinquedos à API por violação das políticas de segurança.
A FoloToy chegou a interromper as vendas temporariamente. Testes realizados após a suspensão indicaram que um dos brinquedos, o urso Kumma, parou de responder sobre os tópicos sensíveis relatados, sugerindo que filtros mais rígidos foram aplicados ou a tecnologia base foi alterada.
Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis



Gabe Newell não é apenas dono da Valve, companhia responsável pela plataforma de jogos Steam e pela franquia Half-Life. Ele também tem uma startup de chips cerebrais: a Starfish Neuroscience. Agora, a empresa começou a detalhar seu primeiro projeto: um chip cerebral que pode ser entregue ainda este mês.
A iniciativa marca o retorno do executivo à pesquisa de interfaces cérebro-computador, tema que a própria Valve chegou a explorar em experimentos internos e apresentações técnicas anteriores.
Embora não se trate de um implante completo, a startup promete um componente capaz de registrar sinais neuronais e estimular regiões específicas do cérebro, tecnologia que poderia futuramente ser aplicada para entretenimento, tratamento de doenças e estudos neurológicos.
Segundo o The Verge, o dispositivo apresentado pela Starfish é um chip de “eletrofisiologia”, descrito como uma peça que lê a atividade elétrica do cérebro e pode enviar estímulos.
De acordo com a equipe, o protótipo ainda depende de outros módulos para operar dentro do corpo humano, como sistemas de alimentação sem fio e estruturas que permitam a implantação.
“Prevemos que nossos primeiros chips cheguem no final de 2025 e estamos interessados em encontrar colaboradores para os quais esse chip abriria novos e empolgantes caminhos”, escreveu o neuroengenheiro Nate Cermak no blog oficial da Starfish.
A startup quer reduzir o tamanho e a complexidade dos dispositivos já existentes. A meta é oferecer um componente sem bateria, que consome apenas 1,1 mW e funciona por transmissão de energia sem fio, permitindo que múltiplas regiões do cérebro sejam acessadas ao mesmo tempo. O chip teria dimensões de 2 x 4 mm, suportando 32 eletrodos com 16 canais de leitura simultânea.

Para efeito de comparação, o N1, da Neuralink, possui 1.024 eletrodos e depende de uma bateria recarregável. A empresa de Elon Musk já implantou o dispositivo em humanos, embora o primeiro voluntário tenha relatado que alguns dos fios inseridos no cérebro se soltaram — um problema que não impediu o funcionamento geral do sistema.
Segundo a Starfish, o acesso a diferentes regiões do cérebro ao mesmo tempo pode ser essencial para tratar outras condições, como o Parkinson, já que muitos distúrbios envolvem falhas de comunicação entre circuitos neuronais.
A empresa também cita o desenvolvimento de um equipamento de ”hipertermia de precisão” para destruir tumores e um sistema de estimulação magnética transcraniana guiado por robôs para tratar transtornos como depressão e bipolaridade.
Em 2019, durante uma palestra na Gamers Developer Conference, a Valve apresentou publicamente ideias para integrar sinais cerebrais a computadores voltados a jogos (embora a animação icônica da Valve já seja uma referência antiga para a expansão da mente).
Na ocasião, a empresa detalhou que o objetivo seria usar leituras cerebrais não invasivas, frequentemente acopladas a headsets de realidade virtual, para coletar dados fisiológicos e psicológicos dos jogadores.
Essas informações permitiriam que o jogo se tornasse inteligente e adaptativo, ajustando a dificuldade em tempo real se o sistema detectasse que o jogador estava entediado ou frustrado.
Vale lembrar que, no mês passado, a Valve anunciou uma versão da Steam Machine junto com o novo Steam Controller e o Steam Frame, headset de realidade virtual. Todos esses dispositivos estão previstos para o começo de 2026.
Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink



O governo chinês acendeu o alerta para o risco de uma bolha na indústria de robôs humanoides.
Autoridades veem excesso de empresas e produtos similares, com pouca aplicação prática e altos valores de investimento, gerando especulação.
China deve acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para regular o setor e estimular pesquisa e desenvolvimento.
A principal agência de planejamento econômico da China lançou um alerta sobre o ritmo acelerado da indústria de robôs humanoides. Segundo o órgão, uma bolha econômica está se formando na indústria.
A porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), Li Chao, afirmou ontem (27/11) que setores considerados inovadores frequentemente enfrentam o desafio de conciliar crescimento acelerado e riscos de especulação — dilema que agora se aplica aos robôs humanoides.
Mesmo com a expectativa de que essa tecnologia impulsione a economia chinesa ao longo dos próximos anos, o governo teme um excesso de empresas produzindo modelos parecidos demais, o que poderia saturar o mercado e reduzir o espaço para pesquisa e desenvolvimento.
Atualmente, mais de 150 companhias atuam nesse segmento na China, incluindo startups recém-criadas ou empresas vindas de outros setores.
Segundo Li Chao, o volume crescente de investimentos está entrando em um momento em que ainda faltam casos de uso consolidados para justificar a adoção ampla dos robôs humanoides, seja em indústrias, seja em residências. Ela enfatizou que o país precisa evitar que a chegada de produtos “altamente similares” desestimule avanços tecnológicos mais profundos.
Embora bancos como o Citigroup projetem crescimento “exponencial” na produção chinesa já no próximo ano, a adoção em larga escala ainda não aconteceu. Como lembra a Bloomberg, empresas como a UBTech relatam pedidos bilionários em yuan, mas nada que indique maturidade comercial do setor.
Ainda assim, o interesse de investidores aumentou: o índice Solactive China Humanoid Robotics, que reúne companhias ligadas à robótica humanoide, acumula alta de cerca de 26% no ano.
A preocupação surge em meio às especulações de que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial seja também uma bolha, próxima de um estouro.
Li afirmou que as autoridades irão acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para garantir competição equilibrada. Entre as prioridades estão reforçar a pesquisa de tecnologias essenciais, ampliar estruturas de treinamento e testes e incentivar o compartilhamento de recursos técnicos e industriais entre as companhias do setor.
O objetivo é acelerar o uso prático de robôs humanoides no país, sem deixar que a corrida por capital desorganize o desenvolvimento. A porta-voz também destacou a preocupação com o avanço de “modelos repetidos” em um mercado ainda incipiente, consequência direta da enxurrada de investimentos sem direcionamento claro. Segundo ela, é preciso “equilibrar a velocidade de crescimento com o risco de bolhas”, já que o setor atrai empresas de todos os tamanhos, muitas ainda sem trajetória definida.
A robótica humanoide foi classificada pelo governo chinês como uma das seis indústrias que devem guiar o crescimento econômico até 2030, além de fazer parte da estratégia nacional para avanço em inteligência incorporada.
Com informações do The Verge
China acende alerta para bolha de robôs humanoides



O Tinder anunciou nesta segunda-feira (24/11) que mudará o processo de cadastro no Brasil: a partir de agora, a verificação facial em tempo real será obrigatória para todos os novos usuários durante a criação da conta. A medida também está sendo implementada em outros países da América Latina e visa combater perfis falsos, aumentando a segurança dos encontros.
A tecnologia Tinder Face Check confirma duas informações antes de liberar o acesso: se a pessoa é real (e está fisicamente presente no momento do cadastro) e se o resto corresponde às fotos enviadas para o perfil.
De acordo com a plataforma, testes realizados em mercados como Austrália e Canadá indicaram que a ferramenta teve impacto direto na redução de comportamentos nocivos. Em maio, a Match Group, controladora do Tinder, fechou uma parceria com a empresa de coleta de íris World ID.

O Tinder usa o vídeo selfie para verificação de perfis já criados desde 2023. O sistema analisa o vídeo para garantir a autenticidade do usuário. Se a verificação for bem-sucedida, o perfil recebe automaticamente o selo de “Foto Verificada” (o selo azul), sinalizando para outros membros que aquela conta é autêntica.
Além de comparar o vídeo com as fotos estáticas, a ferramenta é capaz de detectar se o mesmo rosto está sendo utilizado em múltiplas contas, dificultando a ação de golpistas que criam diversos perfis falsos simultaneamente.
A empresa afirma que o uso do recurso resultou em uma queda de 40% no número de perfis denunciados e reduziu em 60% a exposição dos usuários a “pessoas mal-intencionadas”, categoria que inclui spammers e bots.
Em nota, o CEO da Match Group, Spencer Rascoff, diz que a segurança “incorporada diretamente em como as pessoas se cadastram” torna a ferramenta “melhor e mais segura”.
Para quem se preocupa com o armazenamento de dados biométricos, o Tinder esclarece que as selfies em vídeo são utilizadas apenas para o processo de verificação e são deletadas imediatamente após a análise. O que a empresa mantém armazenado é um “mapa facial criptografado e não-reversível”, utilizado para evitar fraudes recorrentes e contas duplicadas.
O Match Group informou ainda que planeja expandir a tecnologia do Face Check para outros aplicativos de seu portfólio a partir de 2026.
Tinder do Brasil começa a checar se usuários são robôs ou pessoas


Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.
A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.
O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.
A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.
O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.
A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.
Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.
Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.
Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check
Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora


