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Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Um em cada três novos sites é feito por IA, revela estudo

27 de Abril de 2026, 17:06
Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Inteligência artificial está em cerca de 35% das novas páginas na web (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Estudo revela que 35% das páginas criadas desde 2022 utilizam modelos de linguagem.
  • O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, do Imperial College London e do Internet Archive.
  • Eles analisaram amostras de sites arquivados pela Wayback Machine e identificaram padrões de texto automatizado.

Um em cada três sites criados desde 2022 já conta com algum nível de produção por inteligência artificial. É o que mostra um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, do Imperial College London e do Internet Archive.

Segundo o levantamento, até meados de 2025 cerca de 35% das novas páginas publicadas na internet foram classificadas como geradas ou assistidas por IA. Antes do lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, esse número era praticamente inexistente.

Para chegar a esses dados, os pesquisadores analisaram amostras de sites arquivados pela Wayback Machine entre agosto de 2022 e maio de 2025. O grupo utilizou o software Pandram v3 para identificar padrões de texto automatizado e medir a presença de conteúdo gerado por modelos de linguagem.

Ao 404 Media, Jonáš Doležal, pesquisador de Stanford e coautor do estudo, diz que a velocidade dessa mudança chama atenção. Segundo ele, em poucos anos a IA passou a ocupar uma fatia relevante de um ambientes que levou décadas para ser construído por humanos.

Uma internet mais “uniforme”

Os autores também buscaram entender como o avanço afeta a forma como o conteúdo é produzido. Inspirados por debates como o da chamada Teoria da Internet Morta — a ideia de que grande parte da rede é composta por robôs interagindo entre si —, eles testaram diferentes hipóteses sobre o impacto da IA na web.

Duas delas, relacionadas ao estilo textual, foram confirmadas. De acordo com o estudo, conteúdos gerados por IA tendem a ser mais “alegres” e menos prolixos.

Ao mesmo tempo, há sinais de perda de diversidade estilística e de vocabulário, levando a uma espécie de “monocultura” digital, em que um padrão de escrita domina e substitui diferentes tons de voz. Falamos sobre esse impacto da IA na internet no Tecnocast 355 — A Teoria da Internet Morta.

O que o estudo não encontrou

Apesar do impacto textual, surpreedentemente o estudo não identificou crescimento de informações comprovadamente falsas nem queda relevante no uso de fontes.

O resultado chama atenção porque contraria a percepção de que a IA teria alavancado informações falsas ou enganosas. O argumento é usado, inclusive, pela imprensa brasileira no inquérito contra algumas das tecnologias do Google, como os Resumos de IA.

Em paralelo, o levantamento também comparou esses resultados com a percepção de usuários. Embora parte do público associe o avanço da IA a uma piora na qualidade da informação, esse efeito não apareceu de forma clara nos dados analisados.

Gráfico de linha mostra a evolução da presença de conteúdo gerado por IA na internet entre julho de 2022 e meados de 2025. A linha vermelha indica a proporção de sites totalmente gerados por IA, enquanto a linha roxa inclui conteúdos gerados ou assistidos por IA. Os dados, baseados em amostras do Internet Archive analisadas pelo Pangram v3, revelam crescimento acentuado após novembro de 2022 — marcado por uma linha tracejada que indica o lançamento do ChatGPT —, com a participação chegando a cerca de 35% no cenário mais amplo até 2025.
Conteúdo gerado por IA dispara na web após o lançamento do ChatGPT (imagem: reprodução/AI on the internet)

Uma das explicações levantadas pelos autores é que a própria internet já opera, historicamente, com diferentes níveis de rigor na verificação de informações.

De acordo com o 404 Media, os pesquisadores pretendem aprofundar a análise para entender quais tipos de sites e idiomas estão mais sujeitos ao uso de IA.

A ideia é transformar o estudo em uma ferramenta de monitoramento contínuo, em parceria com o Internet Archive, capaz de acompanhar em tempo real a evolução da presença de conteúdo gerado por IA na web.

Um em cada três novos sites é feito por IA, revela estudo

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Pesquisadores de Stanford e do Internet Archive indicam que 35% das páginas criadas desde 2022 utilizam modelos de linguagem.

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/AI on the internet)

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

30 de Dezembro de 2025, 09:45
Google
Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (imagem: Reprodução/Google)

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, enquanto realizavam doutorado na Universidade de Stanford. Eles desenvolveram o algoritmo PageRank, mudando para sempre a maneira como a informação é organizada e acessada na internet.

A dupla de empreendedores é formada em ciência da computação. Ambos tiveram importantes papeis de liderança de inovação na companhia e durante o período de transição para Alphabet Inc, holding do Google.

Hoje, eles permanecem como acionistas controladores da Alphabet e detêm a maioria do poder de voto. Mesmo sem gerenciar o cotidiano, Page e Brin mantém cadeiras no conselho administrativo e influência decisiva nas grandes estratégias e aquisições da big tech.

A seguir, saiba um pouco da história dos cofundadores do Google, seus patrimônios e empresas nas quais eles investem.

Quem criou o Google?

Larry Page e Sergey Brin fundaram o Google em 1998, enquanto eles cursavam doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia. A dupla desenvolveu o algoritmo PageRank, que mudou a busca na web ao organizar informações por relevância.

Página original / quem fundou o Google
Página original do Google no lançamento em 1998 (imagem: Reprodução/Google)

Quem é Larry Page?

Larry Page é um cientista da computação e empreendedor americano, reconhecido como um dos fundadores do Google e ex-CEO da Alphabet. Nascido em 26 de março de 1973, ele se graduou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de realizar o doutorado em Stanford.

Além de criar o algoritmo PageRank, Page liderou a expansão de serviços essenciais como o Android e o Gmail antes de se afastar do cotidiano corporativo em 2019. Hoje, ele se dedica a projetos de filantropia e ao investimento em tecnologias voltadas para a sustentabilidade e energia limpa.

Quem é Sergey Brin?

Sergey Brin é um cientista da computação e empreendedor americano, conhecido por ser um dos criadores do Google. Nascido em Moscou no dia 21 de agosto de 1973, ele imigrou para os EUA ainda criança, onde se formou em matemática e ciência da computação antes de iniciar o doutorado em Stanford.

O executivo exerceu cargos de liderança no Google e Alphabet até 2019, mas se mantém influente no conselho administrativo e supervisiona avanços em inteligência artificial. Ele também é um importante filantropo, investindo em pesquisas sobre o Mal de Parkinson e iniciativas climáticas.

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)
Sergey Brin (à esquerda) e Larry Page são as mentes por trás da criação do Google (imagem: Paul Sakuma/AP Photo)

Qual é a história de Larry Page?

Filho de professores, Larry Page se formou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de ingressar no doutorado em Stanford. Foi nesse ambiente acadêmico que ele idealizou um sistema para mapear e organizar os links de toda a web, fundamentando o futuro da tecnologia.

Ao lado de Sergey Brin, ele desenvolveu o algoritmo PageRank e fundou a Google Company em 1998. O projeto revolucionou a indexação de dados, tornando as buscas na internet rápidas, precisas e extremamente eficientes.

Como CEO, Page liderou aquisições estratégicas, como o Android e o YouTube, além de supervisionar a criação do Google Maps e do Gmail. Sua visão transformou o motor de busca em um ecossistema tecnológico diversificado, presente no cotidiano de bilhões de usuários.

Em 2015, ele reorganizou a estrutura corporativa ao fundar a Alphabet Inc., buscando focar em projetos ambiciosos e tecnologias experimentais. Anos mais tarde, em 2019, ele deixou o comando da empresa, mas mantém sua posição de acionista controlador.

Google / Larry Page / quem fundou o google
Larry Page foi CEO da Alphabet até 2019 (imagem: Reprodução)

Qual é a história de Sergey Brin?

Nascido em Moscou, Sergey Brin imigrou para os Estados Unidos na infância para escapar do antissemitismo soviético. Formado em matemática e ciência da computação, ele iniciou o doutorado em Stanford, onde conheceu seu sócio Larry Page.

Juntos, desenvolveram o PageRank, algoritmo que priorizava a relevância de links para organizar a internet. Essa inovação foi a base para a fundação do Google em 1998, transformando a busca de informações em escala global.

Brin liderou projetos experimentais do Google e presidiu a Alphabet até 2019, supervisionando o crescimento de plataformas como YouTube. Durante sua gestão, a empresa diversificou-se em inteligência artificial, computação em nuvem e hardware.

Mesmo afastado do cotidiano executivo, ele permanece como membro influente do conselho administrativo da big tech. Com isso, o executivo continua moldando a visão de longo prazo da companhia de tecnologia.

TED Conference / Sergey Brin / quem fundou o Google
Sergey Brin durante a apresentação do Google Glass em 2013 (imagem: Reprodução)

Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?

Larry Page possui uma fortuna estimada em US$ 256 bilhões, conforme dados da Forbes. Grande parte do patrimônio deriva da sua participação acionária e controle de votos na Alphabet, holding do Google, tornando-o a segunda pessoa mais rica do mundo.

Sergey Brin acumula cerca de US$ 236 bilhões, segundo as informações da Forbes. Assim como Page, seu patrimônio provém das ações da Alphabet e, por isso, ocupa a quinta posição entre as pessoas mais ricas do mundo.

Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?

Sim, Page e Brin ainda controlam a empresa Google por meio de ações de Classe B, que garantem a maioria do poder de voto. Embora cada um possua apenas 6% das ações totais, essa estrutura de controle assegura que os fundadores mantenham a direção estratégica final.

Como principais acionistas da Alphabet, dona do Google, eles exercem influência decisiva em grandes investimentos e novas tecnologias. O atual CEO, Sundar Pichai, lidera as operações, mas é a dupla que detém a autoridade máxima sobre os rumos da organização.

Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Page e Brin diversificam seus interesses para além do Google (Alphabet), investindo em setores de tecnologia de ponta. Embora não operem novos conglomerados, eles financiam e orientam projetos que buscam solucionar desafios globais complexos.

Aqui estão os principais empreendimentos vinculados aos fundadores do Google:

  • Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para veículos 100% autônomos, operando frotas de robotáxis que usam inteligência artificial avançada para navegação urbana sem motorista;
  • Kitty Hawk e Opener: projetos de aviação pessoal financiados majoritariamente por Page, que exploram aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL) para revolucionar a mobilidade urbana aérea;
  • LTA Research: focada em engenharia aeroespacial, a empresa desenvolve dirigíveis elétricos de última geração projetados para transporte de carga pesada e missões de ajuda humanitária rápida;
  • Verify: atua na convergência entre saúde e tecnologia, utilizando ciência de dados e dispositivos vestíveis para aprimorar o monitoramento de pacientes e a gestão de doenças;
  • Calico Life Sciences: companhia dedicada à biotecnologia e pesquisa genômica para combater o envelhecimento, buscando terapias que prolonguem a vida humana de forma saudável e sustentável;
  • Planetary Resources: iniciativa que contou com o aporte de ambos os executivos para explorar a mineração de asteroides, visando a extração de recursos naturais fora do planeta Terra.

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Larry Page e Sergey Brin (AP Photo/Paul Sakuma)

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