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Robô chinês corre mais que Usain Bolt e ainda dá saltos de 2 metros

18 de Agosto de 2026, 13:19
GIF animado mostra um robô da Unitree correndo em uma pista de atlestismo
Protótipo da Unitree atinge 45,5 km/h (GIF: divulgação)
Resumo
  • A fabricante chinesa Unitree apresentou um robô humanoide chamado Superman que atinge 45,5 km/h e salta 2 metros de altura.
  • O robô alcança essa velocidade graças às suas pernas de 0,85 metros e à energia focada para a propulsão frontal.
  • A Unitree já produziu cerca de 18 mil robôs bípedes e conta com apoio de investimentos de conglomerados como Tencent, Alibaba e DeepSeek.

Um novo robô desenvolvido na China vem dando o que falar: o Superman consegue atingir uma velocidade de corrida superior ao lendário atleta Usain Bolt, de acordo com a fabricante Unitree. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17/08).

Segundo a empresa, o protótipo atingiu uma velocidade máxima de 12,66 metros por segundo, o equivalente a 45,5 km/h, e saltou dois metros de altura a partir do repouso. Esses números superam o pico de 12,42 metros por segundo alcançado por Bolt no seu recorde mundial dos 100 metros em Berlim, em 2009.

Com pernas de 0,85 metro de comprimento, o robô foi desenvolvido em pouco mais de três meses. O vídeo oficial mostra a máquina aterrissando perfeitamente no solo e ajustando as pernas para garantir estabilidade. A Unitree ressaltou que o conteúdo não foi gerado por inteligência artificial.

Como o robô atinge essa velocidade?

O desempenho do Superman é possível por restrições de design. O robô não tem cabeça ou garras, e foi construído do zero como uma máquina focada em locomoção, permitindo que as pernas direcionem toda a energia para a propulsão frontal.

A fabricante classifica a novidade como uma plataforma experimental voltada para o estudo de movimentos, reconhecendo que o modelo não tem capacidade de carga. Diferentemente de robôs humanoides da marca que atuam como funcionários de aeroporto no Japão, o Superman não consegue desempenhar tarefas comerciais ou industriais práticas, como pegar caixas, apertar botões ou abrir portas.

É importante destacar que os dados apresentados pela companhia não foram verificados de forma independente sob os protocolos rigorosos de uma pista de atletismo oficial.

Imagem mostra um robô da empresa Unitree correndo em uma pista de atlestismo
Novo robô é o destaque da Unitree às vésperas de sua estreia na bolsa de valores (imagem: divulgação/Unitree)

Qual é o impacto da Unitree no mercado de robótica?

A revelação do robô ocorre junto à entrada da Unitree companhia na Bolsa de Valores de Xangai, realizada hoje (quarta-feira na China), com arrecadação inicial de quase US$ 1 bilhão. A startup é comandada pelo fundador e CEO Wang Xingxing, reportou receitas de 1,699 bilhão de yuans em 2025 (cerca de R$ 1,3 bilhão) e conta com investimentos de conglomerados como Tencent, Alibaba e DeepSeek.

A Unitree entregou cerca de 18 mil robôs bípedes de diversos modelos até julho de 2026. Além dos aparelhos experimentais, a companhia tem chamado a atenção com robôs gigantes que podem ser pilotados e também revelou recentemente o As2W, um quadrúpede com rodas capaz de levar até 16 quilos de carga.

Restrições fora da China

Apesar das inovações, os robôs da Unitree esbarram em limitações políticas fora de seu país de origem. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos proibiu a entrada de novos modelos da fabricante no fim de julho de 2026, citando vulnerabilidades de segurança.

O Pentágono, por sua vez, rotulou a startup como uma empresa militar chinesa em junho deste ano, bloqueando a possibilidade de acordos ou contratos com o governo norte-americano.

Robô chinês corre mais que Usain Bolt e ainda dá saltos de 2 metros

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Superman foi desenvolvido pela Unitree como um projeto experimental.

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

13 de Maio de 2026, 16:26
Imagem de uma demonstração do robô GD01, da Unitree. O modelo é vermelho e apresenta um espaço para um humano no centro.
Mecha pode ser uma opção de transporte para quem tem R$ 3,2 milhões sobrando (gif: reprodução)
Resumo
  • Unitree lançou o robô GD01, um “mecha transformável” que pode caminhar sobre duas ou quatro patas, pelo preço de US$ 650 mil (R$ 3,2 milhões).
  • Ele possui um compartimento central para que um operador humano possa pilotá-lo.
  • O robô chinês é capaz de realizar ações de impacto, como destruir uma parede de blocos de concreto, e também pode ser controlado remotamente.

A Unitree, startup chinesa conhecida por seus robôs quadrúpedes, apresentou um projeto ainda mais ambicioso: o GD01. O robô pode caminhar, rastejar e realizar ações de impacto, mas o que chama atenção de verdade, além do tamanho, é o espaço para um piloto humano no centro.

Em um vídeo promocional, o GD01 aparece caminhando em duas pernas e se “transformando” em um quadrúpede. Nas imagens, o fundador e CEO da Unitree, Wang Xingxing, demonstra o trabalho de entrar na estrutura — mas não aparece, de fato, usando o robô. A empresa o descreve como o primeiro “mecha transformável” para produção em massa no mundo.

Mecha é uma categoria de robôs gigantes geralmente controlados por seres humanos, famosa em animes e outras franquias de ficção científica, como Gundam, Super Sentai e a versão norte-americana, Power Rangers.

Na China, a Unitree já disponibilizou o GD01 para venda por US$ 650 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). Na descrição do vídeo, a fabricante também incluiu um aviso de segurança, pedindo que futuros proprietários usem a máquina de “maneira amigável e segura”.

Robô gigante para transporte humano

O robô de liga metálica é capaz de caminhar sobre duas pernas, se contorcer para trás e se deslocar usando os quatro membros, o que permitiria lidar com terrenos mais irregulares.

Apesar de ter sido criado para transporte civil, a demonstração de força também faz parte do apelo do projeto. Em um trecho do vídeo, o robô aparece sem piloto no compartimento e usa seus braços mecânicos para destruir uma parede de blocos de concreto.

Segundo a Wired, o GD01 pode ser controlado remotamente ou configurado para executar ações autônomas simples. Por enquanto, porém, o projeto não parece bem adaptado para tarefas de alta precisão.

Vitrine para planos de expansão

Apesar do visual e do apelo comercial, o GD01 ainda tem limitações. De acordo a Wired, o robô não é capaz de executar tarefas delicadas em ambientes desorganizados do mundo real. Ainda assim, o modelo é uma vitrine para a Unitree em um momento estratégico.

A empresa, que tem ganhado espaço no setor de robótica por oferecer máquinas a preços mais baixos do que muitos concorrentes ocidentais, planeja abrir capital ainda este ano.

Segundo o portal, ela se beneficia da proximidade com fornecedores de componentes e da estrutura industrial do país, reduzindo custos e acelerando o desenvolvimento de novos robôs. Um exemplo é o humanoide G1, vendido por cerca de US$ 15 mil (R$ 74 mil), enquanto modelos dos Estados Unidos podem custar centenas de milhares de dólares.

Além disso, como demonstração de potencial, a companhia foi a principal vencedora da primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, uma espécie de olimpíada realizada entre desenvolvedores em 2025, na China.

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

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GD01 caminha sobre duas ou quatro patas e tem compartimento central para um operador humano. Fabricante chinesa cobra R$ 3,2 milhões pela brincadeira.

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

29 de Abril de 2026, 01:25
Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)
Resumo
  • Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
  • Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
  • Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

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Aparelhos são fornecidos pela chinesa Unitree.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos. Japan Airlines aponta uso de robôs como possível saída para baixa oferta de mão-de-obra local

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