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Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

29 de Abril de 2026, 15:23
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation 5 dAgora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é) (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • especialista em segurança Andy Nguyen liberou ferramentas para rodar o Ubuntu 24.04 no PS5;

  • procedimento exige firmwares específicos (3.00 a 4.51) e uso de payload;

  • Nguyen fez demonstração do Linux no PS5 rodando GTA 5 Enhanced com ray tracing.

A Sony não lançou e, provavelmente, nunca lançará uma distribuição Linux para o PlayStation 5. Mas isso não impede que a “comunidade” assuma essa missão. É o caso do especialista em segurança Andy Nguyen: ele conseguiu fazer o Ubuntu rodar no PS5 e liberou as ferramentas necessárias para isso.

Por que alguém rodaria o Linux no console da Sony? Há vários motivos, entre eles, “hackear o sistema” (tanto no sentido literal quanto no figurado) e, principalmente, fazer o PS5 rodar jogos que não estão disponíveis oficialmente para a plataforma.

Para executar a façanha, é necessário usar um PlayStation 5 com disco e que tenha firmware em uma das seguintes versões: 3.00, 3.10, 3.20, 3.21, 4.00, 4.02, 4.03, 4.50 ou 4.51. Firmwares mais antigos ou posteriores poderão contar com suporte em algum momento, mas isso não é garantido.

O procedimento começa com o uso de um payload (basicamente, um código que explora vulnerabilidades) e um script que gera a imagem inicializável de uma implementação do Ubuntu 24.04.

Que fique claro que a instalação não é fácil. O processo requer o uso de uma ferramenta de jailbreak (umtx2) para que o payload seja ativado, só para você ter ideia. E ainda é necessário recorrer a ferramentas para a execução a partir de SSDs M.2 ou para o usuário ter acesso aos controles das ventoinhas.

Os passos necessários são descritos na página do projeto no GitHub.

Ubuntu Linux rodando no PS5
Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Como é o comportamento da distribuição Linux no PS5?

Incrivelmente completa para um projeto em fase inicial. Os gráficos são executados de modo satisfatório, embora a taxa de atualização de saída esteja limitada a 60 Hz nas resoluções 1080p, 1440p e 4K, no momento.

Além disso, é possível configurar o uso da memória de vídeo (VRAM) e, como já destacado, controlar as ventoinhas do PS5. Também há ferramentas para ajustes das frequências de CPU e GPU, bem como acesso a todas as portas USB disponíveis.

Como mostra a postagem no X logo abaixo, Andy Nguyen fez uma demonstração do Linux no PS5 executando o jogo GTA 5 Enhanced com ray tracing ativado.

I ported Linux to the PS5 and turned it into a Steam Machine. Running GTA 5 Enhanced with Ray Tracing. 🤯 pic.twitter.com/aMbT0PQ1dS

— Andy Nguyen (@theflow0) March 6, 2026

Mas, na atual fase, o projeto tem uma limitação importante: o Ubuntu roda como um “soft mod”, isto é, não oferece uma instalação permanente. Isso significa que os procedimentos anteriores precisam ser executados sempre que você quiser rodar o Linux no PlayStation 5. O lado positivo disso é que o sistema nativo do console não é afetado pela distribuição.

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

28 de Abril de 2026, 14:51
Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Ubuntu Linux vai ter IA nativa, confirma Canonical (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Canonical revelou que Ubuntu Linux terá funções de IA baseadas em código aberto e inferência local; objetivo é tornar o sistema mais moderno e acessível;

  • Jon Seager, da Canonical, detalhou que a implementação seguirá abordagens implícitas e explícitas ao longo do próximo ano;

  • o executivo também enfatizou que o sistema operacional não perderá sua essência original.

Você usaria uma distribuição Linux que oferece recursos nativos de inteligência artificial? Em um futuro não muito distante, usuários do Ubuntu terão que se fazer essa pergunta. A Canonical revelou que o sistema operacional receberá funções de IA no decorrer do próximo ano.

Quem deu os detalhes foi Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical, em postagem no fórum oficial do Ubuntu. O assunto talvez preocupe usuários da distribuição pelo temor de que, com a IA, o sistema operacional fique mais pesado ou perca a sua essência.

Mas Seager parece saber das preocupações que rondam o assunto. No texto, ele faz questão de enfatizar que a abordagem de IA da Canonical será “criteriosa e progressiva”. Além disso, o executivo diz que os novos recursos serão baseados em soluções com código-fonte aberto e priorizarão inferência local (modelos de IA executados diretamente no equipamento do usuário).

Quais serão os recursos de IA do Ubuntu?

Seager ainda não disse quais serão os tais recursos de IA, mas explicou como eles serão implementados. Haverá duas abordagens principais: implícita e explícita.

A abordagem implícita visa aprimorar funcionalidades do sistema operacional com modelos de IA que atuam em segundo plano, quase como se esses recursos fossem invisíveis ao usuário. É o caso de uma função que converte voz em texto e vice-versa, exemplifica Seager.

Já a abordagem explícita é aquela que deixa claro que determinado recurso tem uma inteligência artificial como mecanismo essencial. Novamente, Seager exemplifica: agentes de IA que realizam tarefas específicas, como criação de novos documentos ou aplicativos, e automatização de fluxos de trabalho de solução de problemas.

Além de recursos como conversão de texto em fala ou leitura de tela aprimorada, os usuários estão cada vez mais acostumados a trabalhar com agentes. Adoro a ideia de que todo o poder e a capacidade que o Linux adquiriu nos últimos anos possam se tornar mais acessíveis a mais pessoas [com a IA].

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Ubuntu 26.04, a versão mais recente da distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em linhas gerais, o executivo dá a entender que a Canonical vê a inteligência artificial como inevitável no Ubuntu, não só para permitir que usuários atuais tenham acesso a funcionalidades mais modernas, como também para a distribuição conquistar mais adeptos.

Ao longo de 2026, trabalharemos para viabilizar o acesso à IA de ponta para usuários do Ubuntu de uma forma deliberada, segura e alinhada aos nossos valores de código aberto.

(…) O Ubuntu não está se tornando um produto de IA, mas pode se tornar mais robusto com uma integração de IA bem planejada.

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Que conste que a versão mais recente da distribuição Linux foi liberada na semana passada: o Ubuntu 26.04 foi lançado com ambiente Gnome 50 e kernel Linux 7.0 (e sem IA integrada).

Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

23 de Abril de 2026, 18:06
Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” é uma versão LTS com suporte garantido pela Canonical até abril de 2031;

  • sistema operacional introduz ambiente de desktop Gnome 50 e já vem com o kernel Linux 7.0;

  • Entre as mudanças visuais, pastas voltam a ser alaranjadas; Showtime assume como reprodutor de mídia oficial e há um novo visualizador de documentos.

Preservando a tradição, a Canonical reservou este mês de abril para o anúncio oficial de uma nova versão de sua distribuição Linux. O Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” chega como uma edição com suporte de longo prazo (LTS) e tem o ambiente de desktop Gnome 50 como principal novidade.

Principal, mas não a única. Para começar, sendo esta uma versão LTS (Long Term Support), o seu suporte está garantido por pelo menos cinco anos, isto é, até abril de 2031.

Mas, neste momento, o que mais nos interessa são os recursos funcionais. Pois bem, você conhecerá os atributos mais importantes da nova versão a seguir. Os detalhes exibidos aqui foram baseados na versão beta, mas valem para a versão final, liberada oficialmente nesta quinta-feira (23/04)*.

Gnome 50 rodando no Wayland

O Ubuntu 26.04 traz o Gnome 50 como ambiente de desktop padrão. Anunciada em março, essa versão traz novos recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual), controles parentais inéditos e melhorias em aplicativos ou recursos nativos.

Um exemplo: agora é possível configurar mais facilmente aplicativos para inicializarem automaticamente após o login. Outro: o Gnome 50 traz um visualizador de documentos em PDF e outros formatos chamado Papers no lugar do Evince. Entre os seus recursos está a adição mais prática de anotações, que incluem não somente textos, como também marcas e linhas.

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04
O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro detalhe interessante tem relação com o desempenho. O Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland que, por ser mais moderno que o antigo X11/X.Org, pode oferecer mais fluidez em animações, suporte avançado a tecnologias atuais, como VRR, além de segurança aprimorada. O mecanismo gráfico X.Org deixou de ser usado, definitivamente.

Recursos específicos do Ubuntu 26.04

Sobre características implementadas no Gnome especificamente para o Ubuntu 26.10, a barra lateral à esquerda continua lá. A Ubuntu Dock, como é chamada, agora tem fundo opaco, não oferecendo mais efeito translúcido.

Como sempre, também há um novo pacote de papéis de parede, o que inclui a imagem padrão que faz referência ao codinome da nova versão do sistema operacional.

Outra mudança notável está no Showtime assumindo a função de reprodutor de mídia padrão do sistema. O player tem um visual minimalista que, como tal, torna seu uso mais fácil e tende a contribuir com o fator estabilidade. O Showtime foi introduzido no Gnome 49, mas somente agora virou padrão no Ubuntu.

Não há outras grandes novidades sobre os aspectos visuais, porém, quem tem um olhar mais atento vai notar que as pastas deixaram de ser predominantemente cinzas e voltaram a ser alaranjadas. Quem não curtir essa mudança pode alterar os padrões de cores nas configurações do sistema.

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04
Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outra novidade — ou “não novidade” — é a remoção da ferramenta Programas e Atualizações, que permitia atualizar softwares e recursos como drivers, mas já é considerada obsoleta e insegura pelos desenvolvedores do Ubuntu. Ainda é possível usar esse utilitário, mas só se você o instalar manualmente.

Já o Centro de Aplicativos (App Center), que é o gerenciador de softwares oficial da distribuição, agora lida oficialmente com pacotes Debian (.deb), e não apenas com os Snaps.

Isso pode agradar aos usuários que preferem trabalhar diretamente com pacotes .deb, seguindo a dinâmica tradicional. Os Snaps, vale dizer, são uma implementação da própria Canonical que têm a vantagem de englobar as dependências de cada app, mas podem ser mais pesados ou ter inicialização mais lenta, entre outras possíveis desvantagens.

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb
App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de interessante no Ubuntu 26.04?

Entre as demais características de destaque do Ubuntu 26.04 estão:

  • kernel Linux 7.0: a distribuição é baseada na versão mais recente do kernel, que traz gerenciamento de swap melhorado, aprimoramentos em sistemas de arquivos, mais compatibilidade com chips Intel e AMD, entre outros;
  • sudo com asteriscos: agora você pode configurar o sudo para exibir asteriscos na digitação de senha (por padrão, a ferramenta não exibe nada durante esse procedimento);
  • drivers gráficos: mais recentes, os drivers Nvidia 590 e Mesa 26.0.2 (abertos) também estão aqui;
  • ROCm para GPUs AMD: essa é uma plataforma de código aberto da AMD que permite que chips gráficos da marca sejam usados para tarefas de IA, aprendizado de máquina e afins; ela está mais bem integrada ao Ubuntu;
  • ajustes de segurança: há vários novos recursos para esse aspecto, como criptografia de disco com suporte a TPM (antes, esse recurso era experimental) e criptografia pós-quântica ativada por padrão;
  • softwares atualizados: como não poderia deixar de ser, a nova versão também traz um conjunto atualizado de aplicativos, que incluem LibreOffice 26.2, Thunderbird 140 e Firefox 149/150.
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”?

A versão final do Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” pode ser baixada a partir do site oficial. Ali, basta escolher a opção de desktop e usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Se você não simpatiza com o Gnome, saiba que é possível recorrer aos outros “sabores” do Ubuntu (versões baseadas em ambientes de desktop diferentes). Vale ressaltar, porém, que o Ubuntu Mate e o Ubuntu Unity não devem ter suporte de longo prazo.

Um último detalhe: o Ubuntu 26.04 exige um pouco mais de RAM nos requisitos mínimos.

*Texto publicado originalmente em 17 de abril de 2026.

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

19 de Março de 2026, 12:52
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)
Resumo
  • Opera GX agora está disponível para distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE
  • navegador oferece personalização com GX Mods e controle de recursos como RAM e rede entre seus recursos;
  • Opera GX inclui ainda barra lateral para Twitch e Discord, bloqueadores de anúncios e VPN opcional.

O Opera GX foi lançado há seis anos como um navegador voltado ao público gamer que usa Windows. No mesmo ano, uma versão para macOS foi lançada. Só o ecossistema Linux ficou de fora. Bom, não mais: o Opera GX agora está disponível para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE.

De acordo com a Opera, o lançamento de uma versão do Opera GX direcionada ao Linux foi bastante pedido à empresa em comunidades online. Demorou para essa solicitação ser atendida, mas, na primeira olhada, o resultado faz parecer que a espera compensou.

A Opera enfatiza, por exemplo, que usuários de Linux são fortemente adeptos de personalização, razão pela qual o Opera GX segue permitindo diversos tipos de ajustes, como aplicações de temas, efeitos sonoros ou elementos de interface por meio da função GX Mods.

Ainda nesse sentido, a Opera afirma que o usuário pode recorrer à GX Store para baixar mais de 10.000 mods com as mais diversas temáticas, muitos dos quais foram criados por outros usuários do navegador.

É claro que recursos funcionais também estão presentes, a exemplo das funções que permitem controlar quanto de memória RAM e recursos de rede o navegador pode consumir enquanto você está jogando. Existe também uma função (Hot Tabs Killer) que fecha abas automaticamente quando elas consomem muitos recursos durante a jogatina.

Opera GX para distribuições Linux
Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Outros atributos do Opera GX incluem:

  • barra lateral integrada ao Twitch e Discord, permitindo acompanhar streamings ou participar de conversas sem troca de janela;
  • bloqueadores de anúncios e rastreadores;
  • VPN integrada opcional.

Como baixar o Opera GX para Linux?

O Opera GX está disponível por meio de pacotes DEB e RPM, o que garante seu suporte em distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE, como já mencionado. Uma versão compatível com Flatpak já está em desenvolvimento, de acordo com a Opera.

O download pode ser feito na página oficial do Opera GX para Linux, gratuitamente.

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)

Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

19 de Dezembro de 2025, 17:05
Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nova versão LTS também trará renovação em apps nativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 LTS será lançado em abril de 2026 com o kernel Linux 6.20 ou 7.0, dependendo da decisão de Linus Torvalds sobre a numeração.
  • A nova versão incluirá atualizações de aplicativos, como a substituição do Totem pelo Showtime e do Monitor de Sistema do GNOME pelo Resources.
  • Usuários do Ubuntu 25.10 poderão atualizar imediatamente, enquanto usuários do 24.04 LTS receberão a notificação de atualização em agosto.

A Canonical anunciou oficialmente nesta sexta-feira (19/12) que o Ubuntu 26.04 LTS, codinome “Resolute Raccoon”, será lançado em abril de 2026, trazendo a versão mais recente do kernel Linux disponível na data de finalização do sistema — tradição que começou na versão 24.10.

A estratégia resolve uma das críticas antigas às versões de suporte de longo prazo do Ubuntu (as LTS): a defasagem de drivers no lançamento. Ao optar pelo kernel 6.20 — ou 7.0, dependendo da nomenclatura final adotada —, a Canonical assegura que o sistema será compatível com processadores, placas de vídeo e componentes de hardware recentes, dispensando a necessidade de o usuário aguardar atualizações ou instalar drivers manualmente.

Segundo o cronograma divulgado pela equipe de desenvolvimento, a janela de lançamento será apertada. A previsão atual indica que o kernel 6.20 deve atingir a versão estável por volta do dia 5 de abril. Para alinhar o desenvolvimento do sistema a essa data, a Canonical definiu o lançamento da versão final do Ubuntu 26.04 LTS para 23 de abril.

Kernel Linux pode mudar para 7.0

Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Canonical vai adotar numeração final escolhida por Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma dúvida comum entre entusiastas e usuários do sistema diz respeito à numeração do kernel. Embora a documentação oficial da Canonical e as previsões de lançamento citem o “Linux 6.20”, existe uma forte possibilidade de que essa versão seja renomeada para Linux 7.0 antes da estreia.

Isso ocorre devido ao histórico de Linus Torvalds, criador do kernel, de evitar que os números de versão secundária cresçam indefinidamente. Torvalds tende a incrementar o número da versão principal (de 5.x para 6.x, por exemplo) quando a versão secundária se aproxima da casa do x.19 ou x.20.

Se Torvalds decidir que o número “6.20” é muito complexo ou simplesmente quiser marcar um novo ciclo, ele pode designar a versão como 7.0. Para o usuário final, a mudança é apenas semântica: as funcionalidades, o suporte a hardware e as melhorias de segurança serão as mesmas, independentemente da numeração.

Aplicativos renovados e ciclo de atualização

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 rodando em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além das mudanças no núcleo do sistema, o Ubuntu 26.04 LTS deve trazer atualizações relevantes nas aplicações. A distribuição caminha para substituir ferramentas clássicas do ambiente GNOME por alternativas mais modernas.

Entre as mudanças prováveis, está a substituição do reprodutor de vídeo Totem pelo Showtime, e a troca do tradicional Monitor de Sistema do GNOME pelo aplicativo Resources. Essas novas aplicações utilizam tecnologias de interface mais atuais (como GTK4 e Libadwaita), oferecendo uma experiência de uso mais fluida.

Vale destacar que versões LTS do Ubuntu são projetadas para serem utilizadas por pelo menos cinco anos, sendo a escolha preferencial para empresas, servidores e usuários que priorizam estabilidade. A inclusão de um kernel recente e aplicativos renovados garante que o sistema permaneça relevante e capaz de lidar com novas tecnologias por mais tempo.

Quanto à disponibilidade, o processo de atualização seguirá o padrão da Canonical. Usuários que estiverem na versão intermediária, Ubuntu 25.10, poderão migrar para o 26.04 LTS logo após o lançamento em 23 de abril.

Já para quem utiliza a versão LTS atual (Ubuntu 24.04), a notificação de atualização automática só deve aparecer no lançamento do primeiro “point release”, o Ubuntu 26.04.1 LTS, previsto para agosto. Essa espera é intencional e permite garantir que bugs críticos iniciais sejam corrigidos antes de migrar uma base maior de usuários.

Com informações de Neowin e Phoronix

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Equipe do Ubuntu Unity faz apelo para que distro não vire um abandonware

30 de Outubro de 2025, 15:22
Ubuntu Unity (imagem: reprodução/Ubuntu Unity)
Distribuição acumula “bugs críticos” e pode não ter versão LTS em 2026 (imagem: reprodução/Ubuntu Unity)
Resumo
  • O Ubuntu Unity enfrenta “bugs críticos” devido à falta de liderança técnica após o principal desenvolvedor, Rudra Saraswat, priorizar os estudos.
  • A distribuição não conseguiu lançar a versão 25.10 e enfrenta instabilidade, podendo se tornar um abandonware se não receber suporte.
  • A equipe busca ajuda de desenvolvedores da comunidade Ubuntu para corrigir falhas e garantir o lançamento do Ubuntu 26.04 LTS.

O Ubuntu Unity enfrenta um futuro incerto. Membros do projeto de desenvolvimento da distribuição publicaram um pedido de ajuda em fóruns oficiais no início da semana, informando que enfrentam “bugs críticos”. A situação ocorre porque o mantenedor principal, o jovem desenvolvedor Rudra Saraswat, precisou priorizar os estudos, deixando o projeto sem liderança técnica para corrigir as falhas.

A admissão da crise veio de Maik Adamietz, membro da equipe Unity. Na publicação, ele explicou que Saraswat agora é um adolescente que não consegue dedicar o tempo necessário para os problemas que se acumularam.

O que é o Ubuntu Unity?

O Ubuntu Unity é um “sabor” do sistema operacional Ubuntu, baseada em Linux. Seu principal diferencial é o uso do ambiente de trabalho Unity, uma interface gráfica desenvolvida originalmente pela Canonical, a empresa responsável pelo Ubuntu, e utilizada como padrão em suas versões principais entre 2010 e 2017.

A interface Unity foi descontinuada pela Canonical em 2017, quando o ambiente GNOME se tornou o novo padrão. A decisão gerou controvérsia e desapontou usuários que preferiam a aparência e o fluxo de trabalho do Unity, que incluía uma barra lateral característica e um menu global.

Interface Unity foi lançada em 2010 (imagem: reprodução/Canonical)

O projeto foi revitalizado de forma independente em 2020 por Rudra Saraswat, então com dez anos, sob o nome Unity Remix. O objetivo era resgatar a interface e mantê-la funcional e atualizada. Em 2022, a iniciativa foi reconhecida pela própria Canonical, tornando-se o Ubuntu Unity de agora, uma das variações oficiais do sistema, ao lado de Kubuntu (com interface KDE) e Xubuntu (com XFCE), entre outras.

Quais são os impactos para os usuários?

A falta de manutenção já gerou consequências negativas. Segundo Adamietz, a equipe não conseguiu lançar a nova versão 25.10 do Ubuntu Unity, prevista para o início de outubro. Ele disse que os atuais bugs ““”Esses bugs ”também estão presentes ao atualizar da versão 25.04 para a 25.10 ou ao tentar instalar o ambiente de trabalho Unity sobre outra distribuição”.

Na prática, a distribuição Linux está se tornando instável e pode parar de funcionar para usuários que tentarem atualizá-la. Se a situação persistir, o projeto pode se tornar um abandonware, ou seja, um software que não recebe mais suporte e se torna obsoleto.

A equipe restante admitiu que não possui capacidade técnica para resolver a situação e fez um apelo direcionado a desenvolvedores da comunidade Ubuntu dispostos a colaborar. O objetivo imediato é corrigir as falhas e trazer o projeto “de volta a um estado funcional”. Eles também buscam garantir que o projeto não perca o lançamento do Ubuntu 26.04 LTS (Suporte de Longo Prazo), previsto para abril de 2026.

Equipe do Ubuntu Unity faz apelo para que distro não vire um abandonware

Uma das novidades: escolhar a cor que quiser para o Dash. Menos essa, muito feia.

Invasão fez site do Xubuntu distribuir malware para Windows

20 de Outubro de 2025, 13:04
Xubuntu 22.04 — simplicidade é a palavra de ordem aqui (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Xubuntu 22.04 com a sua interface leve e simples (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Invasores trocaram link de download no site do Xubuntu por um malware para Windows;

  • Aparentemente, invasão tinha como alvo usuários que buscam uma alternativa ao Windows 10;

  • A equipe do projeto desativou a página de download temporariamente, mas ainda é possível baixar a distribuição.

Com o fim do suporte ao Windows 10, há quem esteja experimentando distribuições Linux na busca por uma alternativa ao sistema operacional da Microsoft. Quem tentou baixar o Xubuntu Linux no final de semana a partir do site oficial pode ter se deparado com um malware para Windows, porém.

O Xubuntu é uma variação do Ubuntu que tem o Xfce como padrão. Como esse ambiente de desktop é leve e de uso fácil, o Xubuntu acaba sendo uma opção para quem tem um PC antigo ou busca uma experiência de uso intuitiva.

A exemplo de tantas outras distribuições Linux, o meio mais prático de encontrar links para download do Xubuntu consiste em acessar o site oficial do projeto.

Mas, como relata o OMG! Ubuntu, uma invasão fez, no último sábado (18/10), o site do Xubuntu distribuir um malware para Windows no lugar do link de torrent oficial para download da distribuição.

O arquivo malicioso em questão tinha o nome “xubuntu-safe-download.zip” e, quando aberto, extraía um arquivo .exe, além de um arquivo de texto com supostos termos de serviço.

No Reddit, um apoiador da distribuição que investigou o arquivo aponta que o malware tem o objetivo de interceptar links para contas de criptomoedas copiados para a área de transferência do Windows. Outras ações maliciosas do malware não estão descartadas.

Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição
Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição (imagem: reprodução/Sean Davis)

Equipe do Xubuntu agiu rápido

É estranho que um malware para Windows seja distribuído no site de uma distribuição Linux. Como o suporte ao Windows 10 terminou em 14 de outubro, é de se presumir, então, que os invasores do site do Xubuntu estivessem tentando atingir usuários que buscavam uma alternativa ao sistema da Microsoft.

Felizmente, os responsáveis pelo projeto desativaram a página de download assim que foram informados do problema. A página só vai ser restaurada quando a brecha de segurança for solucionada ou não houver mais riscos à segurança dos usuários, o que aparenta depender de uma negociação com o serviço de hospedagem do site.

Por ora, quem precisa baixar o Xubuntu pode recorrer ao diretório de imagens da distribuição.

É válido destacar que apenas o site do projeto foi comprometido. As imagens da distribuição não foram afetadas.

Invasão fez site do Xubuntu distribuir malware para Windows

Xubuntu 22.04 — simplicidade é a palavra de ordem aqui (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Xubuntu 25.10, a versão mais recente da distribuição (imagem: reprodução/Sean Davis)

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

9 de Outubro de 2025, 11:49
Ubuntu 25.10 "Questing Quokka"
Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 25.10 traz o ambiente Gnome 49, com terminal Ptyxis e visualizador de imagens Loupe como novidades;

  • Kernel Linux 6.17, outro recurso oficial, aprimora suporte a hardware AMD e Intel;

  • Nova versão do sistema inclui ainda atualizações em apps e ferramentas de desenvolvimento.

Quem busca uma alternativa ao Windows 10, cujo suporte termina na próxima semana, pode encontrar no Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” um bom substituto. A nova versão de uma das distribuições mais populares do universo Linux acaba de ser lançada oficialmente com ambiente de desktop Gnome 49 e kernel 6.17.

Desktop Gnome 49 é destaque

Como de hábito, o ambiente de desktop padrão do Ubuntu é o destaque da distribuição. Anunciado oficialmente em setembro, o Gnome 49 faz o Ubuntu 25.10 contar com o Ptyxis, uma ferramenta de terminal mais avançada que suporta, por exemplo, aceleração por GPU e perfis alternáveis.

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10
Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Nautilus continua sendo o gerenciador de arquivos padrão da distribuição, mas recebeu alguns ajustes, a exemplo da barra de busca, que agora permite que o usuário classifique a sua pesquisa por data ou formato de arquivo usando “tags”.

Ainda em aplicativos, o Loupe agora é o visualizador de imagens padrão do sistema operacional, entrando no lugar do Eye of Gnome. A ferramenta também conta com aceleração por GPU e traz uma interface mais limpa para dar mais espaço às imagens exibidas.

Outra novidade está na tela de bloqueio, que agora pode exibir controles de mídia para pausar ou mudar uma música em reprodução, por exemplo (assim como é possível em celulares).

No Ubuntu 25.10, o Gnome roda por padrão no Wayland, um mecanismo gráfico mais eficiente e seguro. Isso deixa o X11 definitivamente de lado, embora ainda seja possível executar aplicativos para esse mecanismo no Ubuntu (até porque ambientes como Xfce e Mate ainda rodam com o X11).

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10
Busca de arquivos com “tags” no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o Ubuntu 25.10 traz de novo?

Também lançado em setembro, o kernel Linux 6.17 é o alicerce do Ubuntu 25.10. Essa é uma versão que aprimora o suporte a CPUs e GPUs da AMD, refina o desempenho de partições EXT4, melhora a compatibilidade do sistema com webcams de notebooks com chips Intel recentes, entre outros avanços.

Falando em GPU, o Ubuntu 25.10 traz o conjunto de bibliotecas e drivers gráficos Mesa 25.2.3, que implementa ajustes de desempenho para GPUs com arquitetura AMD RDNA 3 e faz correções de bugs que melhoram a jogabilidade de determinados games, por exemplo.

Aplicativos do Ubuntu 25.10
Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que também há um conjunto atualizado de aplicativos. Entre eles estão:

  • Audacity 3.7.1
  • Blender 4.3.2
  • Celluloid 0.29
  • FFMPEG 7.1
  • Firefox 143
  • GIMP 3.0.4
  • Krita 5.2.13
  • LibreOffice 25.8.1
  • MPV 0.40
  • Thunderbird 140
  • VLC 3.0.21

Para desenvolvimento, as novidades incluem:

  • .NET 10
  • GCC 15.2
  • glibc 2.42
  • Golang 1.24
  • OpenJDK 25
  • Python 3.13.7
  • Rust 1.85

Mais detalhes estão disponíveis nas notas de lançamento.

Como baixar o Ubuntu 25.10 “Questing Quokka”?

O Ubuntu 25.10 “Questing Quokka” já pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a opção “Desktop image” para fazer a instalação em seu PC. Depois de baixar a imagem, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para quem vem do Ubuntu 25.04, a versão anterior, o Ubuntu 25.10 poderá ser instalado via atualização automática, mas pode levar alguns dias para essa opção aparecer.

É sempre válido lembrar que o Ubuntu também tem outros “sabores”, isto é, versões baseadas em ambientes de desktop diferentes do Gnome, como KDE (Kubuntu), Xfce (Xubuntu), Kylin, Cinnamon e Mate.

Ubuntu 25.10 chega com Gnome 49 e kernel 6.17; confira os detalhes

Ubuntu 25.10 "Questing Quokka" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox e o terminal padrão do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Busca de arquivos com "tags" no Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativos do Ubuntu 25.10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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