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Banco Digio suspende serviços e prejudica pagamentos da Uber Conta

30 de Abril de 2026, 19:07
Ilustração que mostra um celular com o app Uber segurado por uma pessoa dentro de um carro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uber Conta agiliza repasses a motoristas e entregadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O banco digital Digio suspendeu seus serviços devido a uma possível tentativa de ataque cibernético.
  • A suspensão prejudicou os pagamentos dos trabalhadores da Uber que usam a Uber conta. Eles relatam atrasos em repasses e dificuldades no acesso às contas.
  • A Uber informou que pausou o repasse automático para as contas afetadas e isentou taxas em serviços de antecipação.

O banco digital Digio suspendeu seus serviços após identificar uma possível tentativa de ataque cibernético. A medida afetou motoristas da Uber, já que a instituição financeira é responsável por operar a Uber Conta, usada por muitos trabalhadores da plataforma.

Em nota reproduzida pelo jornal Valor Econômico, o Digio diz ter identificado “um movimento atípico em seu ambiente de infraestrutura”, que o levou a suspender temporariamente os serviços financeiros. A empresa afirma que não houve prejuízo nos saldos dos clientes nem vazamento de dados.

Motoristas da Uber são afetados

Cartão do Digio (Imagem: Divulgação)
Digio é uma empresa financeira do Bradesco (Imagem: Divulgação)

O Digio opera a Uber Conta, conta digital da plataforma de transporte que oferece repasses mais rápidos como principal vantagem. Sem ela, o trabalhador precisa esperar até a data da transferência semanal (entre terça e quarta-feira) para receber seu dinheiro.

Nos últimos dias, motoristas relataram dificuldades no acesso às contas, impedindo saques, pagamentos, Pix e uso do cartão. Segundo relatos presentes no site Reclame Aqui, os problemas começaram por volta do dia 24/04.

Nas redes sociais, há mais reclamações semelhantes.

@.claudiao_

‼A Uber Conta caiu de novo? 😤 Pois é, motorista! Apenas dois dias após a Uber anunciar que os problemas de instabilidade tinham sido resolvidos, o aplicativo Uber Conta voltou a apresentar falhas graves. Neste vídeo, mostro que o erro de “falta de conexão” aparece mesmo com o 5G e Wi-Fi funcionando perfeitamente, impedindo milhares de motoristas de realizarem o PIX e movimentarem seus ganhos. O que você vai ver neste vídeo: • A prova de que a falha é no sistema da Uber, não na sua internet. • A mensagem de “manutenção” que está travando o dinheiro da categoria. • O alerta sobre a solução “parcial” anunciada pela plataforma. 💬 E POR AÍ, COMO ESTÁ? Sua Uber Conta está funcionando ou você também está impedido de fazer transferências? Deixe seu relato nos comentários para sabermos a real dimensão desse problema hoje! . . . . . #claudiao #motoristadeaplicativo #uber #uberconta #uberemsalvador

♬ som original – Claudio Sena

Na página do Reclame Aqui, o Digio colocou um comunicado, dizendo que os ganhos de corridas realizadas a partir de 17h55 de 29/04 estão disponíveis na carteira da Uber, podendo ser transferidos para qualquer conta da titularidade do trabalhador.

O que diz a Uber

Ao Valor, a Uber afirmou ter sido avisada em 29/04 sobre uma nova instabilidade técnica no Digio. A plataforma de transportes informa ter pausado o repasse automático para as contas, bem como isentado as taxas em serviços de repasse antecipado ou instantâneo do período.

A Uber ressalta ainda que é possível indicar contas bancárias de outras instituições para receber os ganhos com serviços no aplicativo. Além disso, a companhia orienta os parceiros a acompanharem as atualizações pelo próprio app do Digio ou pelos canais de suporte oficiais da instituição bancária.

Banco Digio suspende serviços e prejudica pagamentos da Uber Conta

Uber anuncia conta sênior para facilitar uso do app por idosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Senacon exige transparência nos preços de Uber, 99 e outros apps

28 de Abril de 2026, 10:37
Logos dos aplicativos da Uber e 99 sobre fundos amarelo e preto, respectivamente, além de quatro carros em cores diversas
Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Senacon começou a fiscalizar plataformas de transporte e delivery para garantir a transparência na composição dos preços cobrados dos usuários;

  • recibos digitais devem detalhar, obrigatoriamente, as parcelas destinadas à plataforma, ao motorista ou entregador e ao estabelecimento comercial;

  • descumprimento das regras, que entraram em vigor após 30 dias da publicação da Portaria nº 61/2026, pode ser denunciado via Consumidor.gov.br ou Procon.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), já está fiscalizando as regras de transparência de preços que devem ser seguidas por serviços de transporte de passageiros por aplicativo, bem como por plataformas de entregas (delivery).

Publicada em 24 de março de 2026, a Portaria nº 61/2026 determina que companhias como Uber, 99, iFood, Keeta e Rappi forneçam recibos digitais por cada serviço prestado que informem, detalhadamente, todos os valores que compõem o preço cobrado.

As informações que devem ser descritas obrigatoriamente são as seguintes:

  • Preço total: o valor que o usuário efetivamente paga
  • Parcela da plataforma: quanto, do valor cobrado, fica para a empresa que controla o aplicativo
  • Parcela do motorista ou entregador: quanto, do valor cobrado, é repassado ao motorista ou entregador que prestou o serviço, incluindo eventuais gorjetas
  • Parcela do estabelecimento: quanto, do valor cobrado, foi repassado ao restaurante ou estabelecimento que vendeu o produto comprado, no caso de delivery

Essas informações devem ser apresentadas de forma clara e em local visível no recibo que o usuário acessa após pagar por uma corrida ou entrega. Não é necessário, porém, que elas sigam as descrições acima. A Uber, por exemplo, descreve a parcela que recebe como “Total da Uber”.

O objetivo das novas regras é deixar claro, para o consumidor, pelo o que, exatamente, ele está pagando quando usa serviços de transporte ou entrega intermediados por aplicativos.

O princípio da transparência é fundamental e inegociável no mercado de consumo moderno. O cidadão tem o direito de saber para onde vai o seu dinheiro e como a precificação é formada em tempo real. Isso permite escolhas mais conscientes, seguras e promove concorrência leal e equilibrada no setor.

Ricardo Morishita, secretário nacional do consumidor

As plataformas de transporte e entregas atuantes no Brasil tiveram 30 dias após a publicação da portaria (em 24 de março, relembrando) para adequarem os seus sistemas às novas regras. Por isso, no dia 24 de abril, a Senacon iniciou os trabalhos de fiscalização.

Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber
Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que fazer se o serviço que eu usei não detalhou o valor cobrado?

Neste caso, a Senacon recomenda que uma queixa seja registrada na plataforma Consumidor.gov.br, que requer uma conta Gov.br nível Prata ou Ouro para ser acessada.

Também é possível registrar uma queixa no Procon mais próximo de sua residência.

A Senacon ressalta que as queixas são importantes porque ajudam a orientar a fiscalização sobre as plataformas.

A plataforma que descumprir as novas regras estará sujeita às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que incluem multas e até suspensão das atividades.

Senacon exige transparência nos preços de Uber, 99 e outros apps

Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uber: código para confirmar viagens passa a ser fixo

17 de Abril de 2026, 16:46
Imgem mostra uma pessoa ao volante, teclando sobre um celular preso ao lado do volante. O aparelho está abrindo o aplicativo Uber. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Código evita embarque no carro errado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber vai alterar o código de confirmação de viagens para uma combinação fixa, gerada aleatoriamente no primeiro uso e válida para as próximas corridas, com opção de o passageiro alterar a combinação.
  • O recurso segue opcional: pode ser ativado por usuários para corridas em horários selecionados ou por motoristas para solicitar a combinação nos períodos escolhidos.
  • A Uber recusa combinações fáceis de adivinhar, como 1234 e 0000; o código é exigido para iniciar a corrida e evita desencontros entre passageiro e motorista.

A Uber fará uma alteração no seu código para confirmar viagens: ele vai passar a ser uma combinação fixa, podendo ser decorada pelo passageiro para iniciar uma corrida. A mudança ocorrerá nos próximos dias, segundo a empresa.

Até agora, o código de segurança da Uber era aleatório e mudava a cada viagem, obrigando o cliente a checar o novo número. “Entendemos que nossos usuários enfrentam situações em que o tempo é precioso — quando a bateria do celular está acabando após já ter solicitado a corrida ou quando querem minimizar o tempo parado dentro do veículo para comunicar o código”, diz a empresa.

Ilustração de pessoa sentada no capô de um carro preto. Ao fundo, um aplicativo de transporte.
Código continuará sendo opcional (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O recurso continua sendo opcional e pode ser programado para todas as corridas ou apenas em horários específicos. A configuração pode ser ativada pelos usuários (que passam a informar o código nos horários selecionados) ou pelos motoristas (que passam a perguntar a combinação nos períodos escolhidos).

Como o novo código da Uber vai funcionar?

Segundo o comunicado enviado pela empresa, o primeiro código será gerado aleatoriamente e continuará cadastrado para as próximas viagens. O usuário terá a opção de alterá-lo por uma combinação de sua preferência.

A Uber recomenda não usar informações pessoais na combinação. Além disso, sequências fáceis de adivinhar, como 1234 ou 0000, são recusadas pelo aplicativo.

Para que serve o código da Uber?

O código é necessário para iniciar uma corrida. É uma forma de garantir que passageiro e motorista estão na viagem certa. Isso evita, por exemplo, que o condutor inicie a viagem sem o usuário — coisa que pode acontecer até mesmo por acidente — ou mesmo que um cliente entre no carro errado.

Como explica a Uber, a ferramenta é pensada para situações como “saídas de eventos, aeroportos, rodoviárias e outros locais com grande aglomeração de pessoas”.

Uber: código para confirmar viagens passa a ser fixo

Uber (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uber (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fundador do Uber lança Atoms, nova empresa focada em robótica

13 de Março de 2026, 17:51

O fundador e ex-CEO do Uber, Travis Kalanick, está de volta ao centro das atenções com o lançamento da Atoms. A nova companhia marca o retorno do executivo ao universo dos veículos autônomos e da automação, mas com um foco diferente do passado: em vez de transportar pessoas, o objetivo agora é dominar setores industriais pesados, como mineração, logística e até a produção de alimentos.

Robôs especializados e a aquisição da Pronto

Diferente de empresas que apostam em robôs humanoides, Kalanick revelou que a Atoms focará em robôs especializados. Em entrevista recente ao canal TBPN nesta sexta-feira (13), o executivo afirmou que, embora os humanoides tenham seu lugar, há um mercado massivo para máquinas desenhadas para eficiência em escala industrial. A Atoms já anunciou o desenvolvimento de uma base sobre rodas universal que poderá ser adaptada para diferentes funções robóticas.

Para acelerar a entrada no setor de mineração, Kalanick confirmou que está prestes a adquirir a Pronto, uma startup de veículos autônomos focada em locais industriais. Curiosamente, a Pronto foi criada por Anthony Levandowski, antigo colega de Kalanick no Uber e figura central no processo de segredos industriais que envolveu a Waymo (Google) anos atrás.

O fim das “cozinhas-fantasma” e o suporte do Uber

Como parte da estratégia, a atual empresa de Kalanick, a CloudKitchens (famosa pelo modelo de ghost kitchens), será integrada à Atoms. A ideia é automatizar processos dentro da produção de alimentos, utilizando a expertise em robótica da nova startup.

Embora Kalanick tenha deixado o Uber em 2017 após uma série de crises, rumores indicam que a gigante dos aplicativos pode estar apoiando financeiramente o novo projeto. Informações do TechCrunch sugerem que Kalanick pretende ser “mais agressivo” na implementação de tecnologia autônoma do que a Waymo, corrigindo o que ele mesmo chamou de “erro” quando o Uber vendeu sua divisão de carros autônomos em 2020.

O movimento sinaliza que a “segunda onda” da robótica não será apenas sobre robôs que andam como humanos, mas sobre máquinas invisíveis que tornam indústrias base da economia (como a mineração) muito mais produtivas.

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Uber implementa viagens com robotáxis nos EUA em parceria com a Zoox

11 de Março de 2026, 16:22

Nesta quarta-feira (11), a Uber anunciou oficialmente à mídia que instituiu uma parceria com a empresa Zoox, famosa pela produção de carros autônomos. A cooperação visa fornecer aos passageiros a oportunidade de viajar em robotáxis produzidos pela Zoox, desde que em rotas elegíveis.

No comunicado publicado pela Uber, o objetivo é iniciar estas viagens em Las Vegas (EUA) ainda neste verão e, em seguida, em Los Angeles (EUA) em meados de 2027.

Novidades para os usuários da Uber nos Estados Unidos

zoox
Carro autônomo da Zoox (Divulgação: Zoox)

Nos Estados Unidos, a Zoox oferece um aplicativo para celular onde já permitia aos usuários chamar por um robotáxi para viajarem. Mesmo após a parceria com a Uber, o app e serviços da Zoox continuarão a funcionar normalmente.

Embora a empresa de autônomos esteja atrás da Alphabet, a qual já é lidar no mercado local, a implementação dos veículos da Zoox permanece em expansão na cidade de Las Vegas. A Uber declara que os robotáxis da companhia não são simples carros de passeios, mas opções para “transporte e projetados para conforto, conversa e conexão com amigos e familiares.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, informa o seguinte sobre a segurança dos autônomos da Zoox.

O compromisso da Zoox com a segurança e sua avançada tecnologia de direção autônoma fazem deles um parceiro ideal. Estamos muito felizes em trabalhar juntos para apresentar mais ciclistas ao futuro da mobilidade.

— Dara Khosrowshahi, CEO da Uber

Leia mais:

Os carros autônomos da Zoox contam com uma carroceria quadrada que chama atenção e ausência de volantes ou pedais, feito sob medida para os passageiros. Segundo a Reuters, os carros da empresa já percorreram mais de um milhão de milhas autônomas e atendeu mais de 300.000 passageiros.

A parceria com a empresa de autônomos, contudo, não foi a primeira: a Uber já firmou acordos com outras companhias (como Baidu e Waymo, subsidiária da Alphabet) para fornecer corridas em veículos autônomos em cidades como Phoenix, Austin, Atlanta e até em Dubai.

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Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

25 de Fevereiro de 2026, 12:18
Uber
Funcionários da Uber criaram uma IA que imita CEO da empresa para treinar apresentações (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • funcionários da Uber criaram uma IA que simula o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos;
  • cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber utilizam inteligência artificial em seu trabalho, com 30% sendo “usuários avançados”;
  • prática de usar IA ilustra a incorporação de ferramentas tecnológicas nos processos internos da Uber.

Para quem usa o aplicativo do serviço no dia a dia, a Uber ainda é sinônimo de corridas e entregas. Dentro da empresa, porém, a visão é bem diferente. Segundo o próprio comando da companhia, o negócio funciona como uma enorme base de código, sustentada por engenheiros que constroem, linha por linha, o que a plataforma se torna.

Esse cenário levou a uma situação curiosa: equipes internas desenvolveram uma inteligência artificial que simula o próprio CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, e usam o chatbot para treinar apresentações antes de levá-las ao executivo de verdade. A ideia é antecipar perguntas, ajustar argumentos e refinar decisões antes do encontro final.

Um “Dara AI” para ensaiar reuniões

A revelação veio durante uma entrevista de Khosrowshahi ao podcast The Diary of a CEO, apresentado por Steven Bartlett. Ao comentar a cultura de engenharia da Uber, o CEO contou que foi surpreendido por uma confidência de um integrante do time.

“Um dos membros da minha equipe me contou que algumas equipes criaram uma IA para o Dara, sabe, para que basicamente eles façam a apresentação para a IA do Dara como preparação para fazer uma apresentação para mim”, revelou Khosrowshahi. “Porque você pode imaginar, quando algo chega até mim, já houve uma preparação e uma reunião em que os slides foram cuidadosamente elaborados. Então eles usam a IA do Dara para refinar essa preparação.”

O detalhe já havia sido mencionado anteriormente pelo Business Insider, mas ganhou mais contexto com o relato direto do CEO. A prática ilustra até que ponto as equipes estão incorporando ferramentas de IA nos processos internos, não apenas para escrever código, mas também para simular interações humanas estratégicas.

Até onde a IA muda o trabalho dos engenheiros?

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial está ajudando equipes da Uber a prever reações, organizar ideias e chegar mais preparadas às conversas com a alta gestão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com Khosrowshahi, cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber já utilizam inteligência artificial em alguma etapa do trabalho. Dentro desse grupo, aproximadamente 30% são considerados “usuários avançados”, que repensam a própria arquitetura dos sistemas com apoio dessas ferramentas.

“Eles fabricam os tijolos que compõem o sistema, e são arquitetos que estão pensando em como o sistema deveria ser”, afirmou o CEO. Para ele, o impacto vai além de ganhos pontuais de eficiência. “Isso realmente está mudando a produtividade deles de uma forma que eu nunca, jamais, vi antes.”

Com informações do TechCrunch

Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

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Engenheiros da empresa fizeram um chatbot que imita o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos antes de reuniões com a alta gestão.

Uber (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Russos apelam para RAM feita em casa como forma de driblar crise

26 de Dezembro de 2025, 12:04
Diversos pentes de memória RAM
Indústria diz que não é possível aumentar a produção de RAM no mesmo ritmo da demanda (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Russos estão montando RAM em casa usando PCBs e circuitos integrados de marketplaces chineses.
  • O custo para montar um pente de 16 GB é de cerca de 12 mil rublos russos, equivalente a US$ 152.
  • Adaptadores de memória de notebook e PCs sem RAM são algumas alternativas para lidar com escassez e preços altos.

Youtubers e entusiastas em tecnologia russos estão tentando montar seus próprios chips de memória DDR5, obtendo as partes principais de diferentes fontes e juntando tudo em casa.

A discussão surgiu no canal de Telegram do youtuber Pro Hi-Tech. Um entusiasta com o nome de usuário Vik-on diz ser possível conseguir PCBs em marketplaces chineses por aproximadamente R$ 35. PCB é sigla para “placa de circuito impresso”, que serve como base para os circuitos integrados de memória.

Preço da memória RAM deve encarecer smartphones e PCs em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A outra parte do processo é conseguir esses circuitos propriamente ditos. Isso é mais difícil, já que a produção de RAM está estrangulada no momento, com foco total no mercado de data centers de inteligência artificial.

O usuário Vik-on afirma, no entanto, que é possível achar alguns chips da SK Hynix e da Samsung nos marketplaces chineses, buscando o código correto da peça.

E funciona? Vale a pena?

Aparentemente, sim. Vik-on compartilhou um print do programa ZenTimings, usado para testar RAM, que supostamente indica que a memória feita em casa funciona.

O problema é o custo. Segundo ele, são 12 mil rublos russos para montar um pente de 16 GB com especificações médias. Em dólares, isso dá cerca de US$ 152, o que é o preço de uma memória nova, segundo o site Tom’s Hardware.

O preço e o trabalho não compensam hoje, mas pode ser que futuramente isso se torne viável — não porque o processo vai ficar mais barato, mas porque a memória “pronta” pode ficar ainda mais cara e difícil de comprar.

Em um cenário assim, resgatar pentes de computadores usados pode se tornar uma alternativa. Outra solução seria dessoldar os circuitos integrados de memórias de laptops e soldá-los novamente na PCB de RAM de desktop.

Adaptadores e PCs sem memória

A criatividade para lidar com a crise da RAM levou a soluções bastante inusitadas. Uma delas é usar um adaptador de SODIMM (memória de notebook) para DIMM (memória de desktop), como forma de aplicar as opções de peças para a máquina — algo que já aparece nos canais de alguns youtubers brasileiros.

Mesmo a indústria está tendo que se virar nessas condições. Como lembra o Tom’s Hardware, a fabricante de PCs gamers Maingear anunciou um modelo de vendas “bring your own RAM”, ou “traga sua própria RAM”. A ideia é segurar os preços e deixar o consumidor livre, caso ele queira reaproveitar peças, procurar ofertas ou recorrer a produtos de segunda mão.

Nesse caso, o comprador precisa mandar a memória para a empresa colocar no novo computador, seja enviando sua máquina atual, seja fazendo a compra e mandando entregar diretamente na fábrica. A Maingear não envia desktops sem RAM, já que prefere testar o componente no sistema para checar o funcionamento.

Com informações do Tom’s Hardware

Russos apelam para RAM feita em casa como forma de driblar crise

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Concorrente da Uber e da 99 lança categoria Comfort com preço negociado

15 de Dezembro de 2025, 13:29
Ilustração de um smartphone inclinado sobre fundo azul-claro, exibindo a interface de um aplicativo de transporte. Na tela há um mapa urbano com ícones de carros espalhados pelas ruas. Na parte inferior aparece um seletor de preço com “R”, botões de “+” e “-” e um botão verde com o texto “Sugira sua tarifa”.
App aposta em modelo com negociação entre passageiro e motorista (imagem: divulgação)

A inDrive anunciou a chegada da categoria Comfort ao Brasil, com carros de padrão superior e motoristas com alta avaliação. A opção segue o modelo da companhia, que não opera com preços fechados: o valor da corrida é definido por uma negociação entre passageiro e motorista.

A categoria Comfort já tinha sido lançada em São Paulo e chegará gradualmente nos próximos meses a cidades selecionadas: Brasília (DF), Curitiba (PR), Boa Vista (RR), Recife (PE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Uberaba (MG) e Governador Valadares (MG).

O funcionamento é o mesmo de outras categorias. O usuário pede uma corrida e informa o valor que deseja pagar. Em seguida, motoristas podem fazer contrapropostas. Assim que houver um acordo, a viagem é confirmada.

Vale dizer que a 99 tem uma opção semelhante, chamada 99Negocia. Ela é oferecida como uma categoria separada no app.

Qual é o diferencial da tarifa Comfort da inDrive?

A lista de carros aceitos tem, em sua maioria, sedãs, SUVs e minivans, como Chevrolet Onix Plys (sedã), Citroën C4 Cactus e Volkswagen T-Cross. Todos precisam ter sido produzidos de 2015 em diante.

Ficam de fora modelos compactos como Renault Kwid, Renault Sandero, Fiat Mobi, Citroën C3, Hyundai HB20 (hatch) e Chevrolet Onix (hatch).

Chevrolet Cobalt, sedã na cor cinza
Chevrolet Cobalt é um dos carros aceitos na categoria Comfort (imagem: divulgação/Chevrolet)

A empresa exige ainda que os veículos estejam sem amassados ou arranhões, com janelas e faróis intactos e carroceria limpa. O interior deve estar limpo e sem cheiros, com ar-condicionado funcionando e cintos de segurança sem defeitos.

A inDrive recomenda também que motoristas sejam amigáveis, ajudem com a bagagem, escolham músicas neutras e ajustem o ar-condicionado a uma temperatura confortável, como forma de obter uma boa avaliação.

Preços altos geram críticas a Uber e 99

O lançamento da categoria Comfort da inDrive acontece em um momento de muitas reclamações sobre Uber e 99, por conta dos preços altos praticados nas últimas semanas.

O Procon Paulistano, ligado à Prefeitura de São Paulo, pediu esclarecimentos às plataformas, alertando que “a imposição de preços desproporcionais, sem justificativa técnica ou econômica clara, pode caracterizar prática abusiva”.

Consultadas pela reportagem na semana passada, as duas empresas não deram explicações detalhadas sobre os valores acima do normal, mas a época do ano pode ser um motivo. Segundo levantamento da empresa de tecnologia Gaudium realizado a pedido do Tecnoblog, as viagens ficaram, em média, 4,51% mais caras em dezembro de 2024, o que pode estar se repetindo em 2025.

Concorrente da Uber e da 99 lança categoria Comfort com preço negociado

App aposta em modelo com negociação entre passageiro e motorista (imagem: divulgação)

Corridas por app ficam 4,51% mais caras em dezembro, aponta levantamento

12 de Dezembro de 2025, 15:08
Clientes se queixam de preços de corridas (imagem: reprodução)
Resumo
  • O levantamento da Gaudium indica aumento de 4,51% no preço das corridas por aplicativo em dezembro.
  • Apps regionais registram aumento de 15,4% no número de corridas.
  • Uber e 99 mantêm sigilo sobre dados de corridas e justificam preços dinâmicos como estímulo para motoristas.

As festas de fim de ano e o período natalino levam a um aumento de 4,51% no preço das corridas via aplicativo. É o que mostra um levantamento feito pela empresa de tecnologia Gaudium a pedido do Tecnoblog. Ela é especializada em tecnologia para concorrentes regionais de gigantes como Uber e 99.

Os dados, coletados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, nos dão pistas do que pode estar se repetindo neste mês. Os clientes se queixam de corridas muito mais caras, com custos às vezes dobrados ou triplicados.

Os números de dezembro

De acordo com a Gaudium, todos os indicadores sobem em dezembro. Os passageiros contratam mais corridas e os motoristas se valem deste período para fazer um dinheiro extra, de modo a “compensar a redução que acontece logo depois”.

Confira as altas detectadas no fim do ano passado, e que tendem a se repetir agora:

  • +15,4% mais corridas
  • +4,51% no ticket médio das corridas
  • +6,65% no gasto mensal do passageiro
  • +1,5% no valor por quilômetro rodado
  • +2% no valor por minuto

A companhia registrou 23 milhões de corridas no período analisado. Ela fornece a plataforma Machine para apps regionais de transporte e delivery como Urbano Norte, Ubiz Car, Te Levo Mobile e Rota77.

Uber e 99 não explicam aumento

Logos dos aplicativos da Uber e 99 sobre fundos amarelo e preto, respectivamente, além de quatro carros em cores diversas
Uber e 99 enfrentam críticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já as gigantes Uber e 99 mantêm sob sigilo as informações sobre corridas e gastos de passageiros. O Tecnoblog tentou obter estes dados, mas ambas as companhias se limitam a dizer que, nesta época do ano, o preço dinâmico serve de estímulo para que mais profissionais atendam aos passageiros em busca de mobilidade.

A Gaudium diz que não existe uma taxa fixa dizendo quanto da corrida fica com a plataforma e quanto vai para o motorista. “Por exemplo: se uma corrida que normalmente custa R$ 30 passa para R$ 60 durante um período de alta demanda, isso não quer dizer que o motorista receberá o dobro. O aplicativo pode reter uma parte significativa dessa diferença.”

Ainda de acordo com a empresa, esse modelo faz com que passageiros e motoristas não saibam ao certo como o valor está sendo distribuído. “No final, o aumento no preço não representa, necessariamente, uma melhora proporcional na remuneração do motorista.”

Corridas por app ficam 4,51% mais caras em dezembro, aponta levantamento

Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uber Moto e 99Moto suspendem retorno a São Paulo após regulamentação

10 de Dezembro de 2025, 17:19
Aplicativo da 99 promovendo a opção 99Moto
99Moto já funcionou em São Paulo, mas foi banida (foto: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber e a 99 suspenderam o retorno do serviço de transporte por moto em São Paulo devido à nova regulamentação municipal, que consideram uma “proibição disfarçada”.
  • A lei aprovada exige credenciamento das empresas e motociclistas, proíbe embarque perto de terminais de transporte público e impõe uso de motos de 150 cilindradas, dificultando a operação.
  • A Amobitec e as empresas planejam recorrer à Justiça contra a lei, enquanto a Uber estuda medidas judiciais cabíveis.

A Uber e a 99 não vão voltar com o serviço de transporte de passageiros por moto na capital de São Paulo na data prometida. O retorno estava programado para quinta-feira (11/12), mas a aprovação de uma lei sobre o tema fez as companhias recuarem.

Para a Uber, a prefeitura impôs uma “proibição disfarçada” com a regulamentação. A Amobitec, que representa o setor de tecnologia e mobilidade, considera que o projeto é ilegal. Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP), ao sancionar a lei, declarou que as empresas são “famintas por dinheiro, por recursos para enviar aos seus países”.

Por que Uber e 99 cancelaram o retorno das motos?

Na avaliação das empresas, a lei aprovada pela Câmara Municipal e sancionada por Nunes na terça-feira (09/12) inviabiliza a operação do serviço. Em comunicado enviado ao Tecnoblog, a Uber diz que a lei “foi feita para não funcionar” e é uma “proibição disfarçada”.

O texto estipula prazo de 60 dias para a prefeitura realizar a análise e o credenciamento das companhias e dos motociclistas, podendo prorrogá-lo indefinidamente. As empresas consideram que isso dá margem para não autorizar nenhum app ou condutor.

A lei proíbe embarque e desembarque em pontos próximos a terminais de ônibus, trem e metrô, o que dificulta a integração com o transporte público, na visão das empresas. A Amobitec também questiona a regra que obriga o uso de motos de 150 cilindradas, sendo que os modelos de 125 cilindradas são os mais comuns.

Passageira e piloto em uma moto do serviço Uber Moto
Uber Moto opera em outras cidades (imagem: divulgação)

Por fim, a exigência de placa vermelha também é considerada um impeditivo para o serviço de motoapp, já que o equipara ao mototaxi. “Confunde o serviço de motoapp, regido pela Lei Federal 12.587/12, com o serviço de mototáxi, regido pela Lei Federal 12.009/09”, avalia a Uber. “Não cabe à Prefeitura escolher quem pode ou não trabalhar prestando o serviço de motoapp, que tem natureza privada”.

A Amobitec afirma que suas associadas vão recorrer à Justiça contra a lei sancionada por Nunes e nega que houve uma desistência do serviço. Já a Uber declara apenas que estuda medidas judiciais cabíveis.

Uber Moto e 99Moto tentam funcionar em São Paulo desde 2023

A Prefeitura de São Paulo e as empresas de transporte por aplicativo vêm brigando sobre o assunto desde o início de 2023, com idas e vindas.

Em novembro de 2025, Uber e 99 anunciaram o retorno das viagens com motos, marcado para o dia 11 de dezembro. Elas se baseiam em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional uma lei estadual de São Paulo que dava aos municípios poder para proibir serviços desse tipo.

Já o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) havia estabelecido o dia 8 de dezembro como prazo para que a Prefeitura de São Paulo regulamentasse a atividade. Caso isso não ocorresse, as companhias estariam livres para retomar suas viagens com motos.

O que diz a lei aprovada em São Paulo?

Além dos pontos apontados pelas empresas e pela associação do setor, o texto traz mais regras:

  • Proibição de circulação em vias rápidas (como Marginal Tietê, Marginal Pinheiros e Avenida 23 de Maio)
  • Proibição de funcionamento em dias de tempestade
  • Idade mínima de 21 anos para os condutores
  • Idade mínima de 18 anos para passageiros
  • Exigência de curso especializado para transporte de passageiros em motocicletas
  • Inexistência de infrações gravíssimas de trânsito no último ano
  • Cadastro de no máximo uma moto por motociclista
  • Cadastro prévio na prefeitura, com ausência de condenação por crimes de trânsito e crimes contra a mulher
  • Exame toxicológico com janela de 90 dias
  • Uso de motos com até oito anos de fabricação
  • Uso de motos de 150 a 400 cilindradas
  • Obrigatoriedade de seguro contra acidentes pessoais a passageiros por parte das empresas

Com informações do UOL

Uber Moto e 99Moto suspendem retorno a São Paulo após regulamentação

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

Uber Moto enfrenta prefeitura e volta a São Paulo (imagem: divulgação/Uber)

Uber terá totens para pedir corrida sem precisar do app

10 de Dezembro de 2025, 12:41
Serviço de autoatendimento tem maquininha de cartão e imprime recibo (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Uber instalará totens em aeroportos, hotéis e portos para facilitar corridas sem o app, visando turistas sem chip local.
  • Os totens permitem digitar o destino, escolher a categoria e pagar, com recibo impresso e atualizações por SMS.
  • A empresa é responsável pela manutenção inicial dos totens, mas o modelo pode evoluir com taxas ou aluguel em alguns locais.

A Uber oferecerá totens para quem precisa solicitar um carro e não pode usar o app, seja por não ter cadastro, seja por estar sem internet. Segundo a empresa, basta digitar o destino, escolher a categoria e pagar na maquininha.

Os totens da Uber serão instalados em hotéis, portos e aeroportos nos próximos meses — a companhia não divulgou uma lista das futuras localizações. A primeira máquina será instalada no terminal C do aeroporto LaGuardia (LGA), em Nova York.

Um ponto curioso é que o equipamento imprime um recibo com os detalhes da viagem. Atualizações são enviadas para o número de telefone cadastrado, e é possível acompanhar informações da corrida pelo navegador do celular. Talvez isso não ajude muito quem está sem internet.

Comprovante de corrida da Uber exibido em tela branca. O texto informa instruções como “Head to pickup area outside Zone 10A” e mostra o motorista em rota. Há placa “3M53AF2”, veículo “Silver Honda Civic”, horário estimado, local de embarque no Terminal C e destino “Ace Hotel”. À direita, um QR code aparece sob “Track your ride here”, com valores e forma de pagamento no topo.
Recibo impresso tem informações sobre a corrida (imagem: divulgação)

Totem foi pensado para turistas

Um porta-voz da empresa disse à Bloomberg que esse modelo de serviço representa uma grande oportunidade nos Estados Unidos, já que o país deve receber a Copa do Mundo, entre outros grandes eventos.

Como explica a empresa em seu blog, o totem foi pensado para “visitantes internacionais que desembarcam sem ter um chip local ou pessoas que preferem uma experiência presencial”.

A Uber será a proprietária e a responsável pela manutenção dos totens nesse primeiro momento, mas o modelo da operação pode evoluir. A empresa tem em mente que alguns locais poderão cobrar taxas ou aluguel.

Uber quer facilitar viagens para conquistar clientes

Como nota a Bloomberg, a Uber tem adaptado seus serviços de transporte para cobrir mais casos de uso e, assim, atrair novos usuários. A empresa criou uma interface simplificada para idosos, lançou pacotes com preços fixos e colocou uma opção de pedir corridas no app do iFood.

Enquanto isso, clientes atuais estão insatisfeitos com os preços. Passageiros da Uber (e também da concorrente 99) dizem que os valores das corridas estão muito acima do normal nesse fim de ano.

Com informações da Uber e da Bloomberg

Uber terá totens para pedir corrida sem precisar do app

Serviço de autoatendimento tem maquininha de cartão e imprime recibo (imagem: divulgação)

Recibo impresso tem informações sobre a corrida (imagem: divulgação)

Preços altos na Uber e 99 enfurecem consumidores neste fim de ano

8 de Dezembro de 2025, 14:52
Logos dos aplicativos da Uber e 99 sobre fundos amarelo e preto, respectivamente, além de quatro carros em cores diversas
Uber e 99 estão entre os apps mais populares de transporte (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Clientes da Uber e da 99 relatam aumento nos preços das corridas desde novembro, sem aumento correspondente nos ganhos dos motoristas.
  • A falta de transparência nos algoritmos de precificação dos aplicativos impede a verificação do valor por quilômetro rodado.
  • Uber e 99 justificam preços altos com fatores como preço dinâmico, trânsito, clima e demanda, mas não respondem diretamente às queixas sobre a distribuição dos ganhos.

Clientes da Uber e da 99 se queixam de que as corridas estão mais caras neste fim de ano. Pelo menos desde novembro, os aplicativos de transporte marcam valores acima dos vistos ao longo do ano, segundo relatos nas redes sociais. Já aconteceu contigo? E o pior é que não tem para onde correr, já que a alta nos preços impacta as duas principais plataformas.

As festas de fim de ano costumam ser um período com muitos compromissos, deslocamentos, e trabalhadores em busca de uma graninha a mais. No caso dos taxistas, setor regulado, é comum que as prefeituras autorizem o aumento da tarifa. Eles rodam na bandeira 2, o que garante um faturamento maior.

Já nos apps de transporte, o problema fica por conta da falta de transparência. Não é possível saber o valor por km rodado, já que isso é determinado pelos algoritmos secretos e permanecem sob sigilo.

Diversos questionamentos como este estão no X e Threads (imagem: reprodução)

Nós perguntamos qual foi o aumento médio detectado desde novembro na 99 e Uber. Nenhuma das duas empresas nos respondeu. Para piorar a situação, não existem fontes oficiais que permitam checar a informação.

Os taxistas podem comemorar pois o valor a mais vai diretamente para o bolso deles. O mesmo não pode ser dito da Uber e 99, já que os motoristas participantes da plataforma também se queixam de não estarem faturando mais neste período, conforme alguns relatos coletados pela equipe do Tecnoblog.

Em outras palavras, o consumidor paga mais, o motorista recebe o mesmo, e a diferença aparentemente fica no bolso dos donos das plataformas – sem que nenhum novo serviço tenha sido prestado para justificar o transporte a um custo mais elevado.

As respostas das empresas

Nós mandamos emails hoje pela manhã para as equipes de comunicação da Uber e da 99. Perguntamos se os preços estavam mesmo mais altos e por que os motoristas não percebiam um rendimento maior. Nenhuma delas respondeu diretamente aos nossos questionamentos.

A Uber se limitou a explicar que o preço dinâmico pode ser ativado numa região onde a demanda por corridas supera a oferta de motoristas, como forma de “incentivar” os profissionais a rodarem naquela área.

Além de citar o valor dinâmico, a 99 ressaltou que o valor final “pode ser afetado por variantes como excesso de trânsito, chuva ou aumento de pedidos de carros“ por meio da plataforma”.

Preços altos na Uber e 99 enfurecem consumidores neste fim de ano

Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Diversos questionamentos como este estão no X e Threads (imagem: reprodução)

99Moto e Uber Moto anunciam volta a São Paulo em dezembro

18 de Novembro de 2025, 15:21
Aplicativo da 99 promovendo a opção 99Moto
99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)
Resumo
  • 99Moto e Uber Moto retornarão a São Paulo em 11 de dezembro de 2025, após decisão do STF que considerou inconstitucional a lei estadual que permitia aos municípios proibir esses serviços;
  • 99 e Uber se comprometeram a implementar recursos de segurança, como compartilhamento de dados, certificação de condutores, treinamento, distribuição de coletes refletivos e tecnologias de monitoramento;
  • Prefeitura de São Paulo pretende recorrer da decisão do STF.

Após uma disputa com a Prefeitura de São Paulo que começou há meses, os serviços 99Moto e Uber Moto têm data marcada para voltar a operar na capital paulista: 11 de dezembro de 2025. A retomada de ambos os serviços na cidade é favorecida por uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Expedida na semana passada, a tal decisão considera inconstitucional uma lei estadual de São Paulo que permite aos munícipios autorizar ou barrar a oferta de serviços de transporte individual de passageiros por meio de motocicleta, o que inclui serviços como 99Moto e Uber Moto.

Por conta disso, a Prefeitura de São Paulo não poderá manter o decreto que a permite proibir esse tipo de serviço no município, o que vinha sendo feito até então sob o argumento principal de que o transporte de passageiros por motos é perigoso por conta do fluxo intenso de veículos na cidade.

O efeito disso é que, em nota conjunta, a 99 e a Uber anunciaram a retomada de seus serviços de moto em São Paulo no dia 11 de dezembro, mesmo com a Prefeitura não tendo criado um regulamento para a modalidade condizente com a decisão do STF:

Apesar de nossos esforços de diálogo e dos prazos estabelecidos pela Justiça para que o município criasse uma regulamentação até 10 de dezembro, não vimos nenhum avanço concreto nesse sentido.

Nos últimos meses, participamos ativamente de todos os debates sobre a regulamentação do serviço de moto por aplicativo, e queremos viabilizar aos paulistanos este serviço que foi reconhecido e protegido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo Supremo Tribunal Federal e o próprio Congresso Nacional na semana passada.

As duas empresas líderes do setor, 99 e Uber, sempre defenderam uma regulamentação do serviço com regras modernas e equilibradas, capaz de enfrentar os desafios da segurança viária sem abrir mão dessa alternativa que amplia o acesso à mobilidade e gera renda para milhares de famílias.

(…) Neste cenário, com as autorizações da Justiça, não há mais por que esperar. Por isso, a 99 e a Uber vêm a público firmar um compromisso público e voluntário que será seguido quando o serviço de motoapp reiniciar na cidade de São Paulo no dia 11 de dezembro.

Para esse retorno, ambas as empresas prometem basear seus respectivos serviços em cinco premissas principais:

  1. compartilhamento de dados e inteligência de trânsito: informações operacionais e anonimizadas poderão ser repassadas ao poder público para planejamento de mobilidade, engenharia viária, campanhas de educação no trânsito e afins;
  2. certificação de condutores: os motociclistas dos serviços terão que ter 21 anos ou mais de idade, além de CNH com EAR (Exerce Atividade Remunerada);
  3. treinamento sobre segurança: os motociclistas participantes passarão por treinamentos periódicos sobre direção defensiva e aspectos relacionados;
  4. distribuição de equipamentos: os motociclistas mais engajados receberão coletes refletivos para aumentar a sua segurança;
  5. tecnologias de monitoramento: as duas empresas prometem adotar tecnologias de detecção de riscos nas operações, bem como criar incentivos para reconhecer motociclistas que seguem práticas seguras de condução.
Passageira e piloto em uma moto do serviço Uber Moto
Uber Moto (imagem: divulgação/Uber)

Prefeitura de São Paulo irá recorrer

Em nota enviada ao Tecnoblog, a Prefeitura de São Paulo informou que irá recorrer da decisão do STF e reforçou as preocupações com a segurança como motivos para o bloqueio dos serviços de moto por aplicativo no município:

Preocupada e atenta à segurança de sua população, a Prefeitura de São Paulo reitera ser rigorosamente contrária ao serviço de mototáxis na cidade. Trata-se de um transporte não regulamentado, perigoso e que tem registrado acidentes e mortes de inúmeros passageiros.

A Prefeitura, através da Procuradoria Geral do Municipal, vai ingressar com novo recurso no Supremo Tribunal Federal em que pedirá o efeito suspensivo da decisão.

A proibição do transporte por motocicleta via aplicativo na cidade de SP se baseia em dados concretos sobre o aumento de acidentes e mortes com o uso de motocicletas.

Essa frota teve um salto de 56% nos últimos dez anos (833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024), e o número de óbitos nesses casos cresceu 20% de 2023 (403 óbitos) para 2024 (483 óbitos), superando até mesmo os homicídios.

Somente com pacientes vítimas de acidentes de moto, a Prefeitura aplicou no ano passado cerca de R$ 35 milhões na linha de cuidado a trauma. As áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto.

99Moto e Uber Moto anunciam volta a São Paulo em dezembro

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

Uber Moto enfrenta prefeitura e volta a São Paulo (imagem: divulgação/Uber)

Integração entre Uber e iFood começa a valer para pedidos e assinaturas

17 de Novembro de 2025, 11:41
Imagem ilustrativa com logos de iFood e Uber cercados por imagens de hambúrgueres e carros
Parceria visa conquistar mais consumidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber e o iFood iniciaram uma integração que permite pedidos e assinaturas conjuntas, incluindo um combo de fidelidade por R$ 21,90 mensais.
  • A partir de dezembro de 2025, a integração estará disponível em várias cidades, e em janeiro de 2026, a expansão será completa para todas as cidades onde operam.
  • A parceria surge após disputas no Cade e mudanças no mercado de delivery, como a saída do Uber Eats e a chegada de concorrentes como 99Food e Keeta.

O iFood vai passar a oferecer corridas da Uber dentro de seu app em Belo Horizonte (MG) a partir desta segunda-feira (17/11). As duas empresas também criaram uma assinatura conjunta de seus programas de fidelidade, Clube iFood e Uber One, ao preço de R$ 21,90 mensais. A integração é fruto de uma parceria anunciada em maio de 2025.

A Uber no app do iFood e o combo de assinaturas chegarão a mais cidades em dezembro de 2025: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Campinas (SP), Goiânia (GO), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).

Também em dezembro de 2025, consumidores de Belo Horizonte receberão o outro lado da parceria, passando a ver o iFood dentro do app da Uber. O acesso a esse recurso chega a mais cidades logo em seguida.

Por fim, em janeiro de 2026, a Uber promete expansão completa da integração de serviços e assinaturas para todas as cidades onde as duas empresas operam.

Como vai funcionar a integração entre Uber e iFood?

No app do iFood, haverá um ícone “Corridas”, e no app da Uber, aparecerá uma aba “iFood”. Por enquanto, as empresas não informaram se haverá integração entre interfaces, dados cadastrais e meios de pagamento, por exemplo.

Dois smartphones mostram a integração entre Uber e iFood. Na tela da esquerda, o app da Uber inclui uma aba do iFood no topo, ao lado de "Viagens". Na tela da direita, o app do iFood exibe um ícone da Uber na seção de categorias, com a opção "Viagens" ao lado de "Restaurantes" e "Mercados". A integração permite acessar pedidos de comida no Uber e solicitar corridas no iFood.
Telas divulgadas pelas empresas em maio de 2025, quando a parceria foi anunciada (imagem: divulgação)

O combo de assinaturas estará disponível no mesmo lugar dos programas de fidelidade atuais. No app do iFood, acesse seu perfil e vá até “Clube iFood”. No app da Uber, entre na aba “Conta” e selecione “Uber One”. O pacote completo inclui:

  • Cinco cupons mensais de R$ 10 para todos os restaurantes
  • Frete grátis em mercados e farmácias
  • Cupons extras de até R$ 21,90 em restaurantes selecionados
  • Cashback de 10% do valor das corridas em créditos Uber
  • Acesso a motoristas com melhor avaliação
  • Dois cupons de desconto mensais de 25% (até R$ 5) para corridas Comfort e Black

Antes de parceria, iFood e Uber brigaram no Cade

A parceria foi anunciada em maio de 2025, e pouco mais de um mês depois, a Uber encerrou seu serviço de compras e entregas de mercado. Era o último “resquício” da operação brasileira do Uber Eats — em março de 2022, o delivery de refeições da marca deixou de funcionar no Brasil.

Em um de seus últimos atos, o Uber Eats enviou uma manifestação à Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mencionando “barreiras artificiais impostas pelo iFood com sua conduta exclusionária” como um dos motivos para sair do mercado.

Três anos depois, o contexto do delivery mudou: a 99 reviveu seu 99Food e a chinesa Meituan trouxe seu app Keeta para o Brasil. Além da disputa de mercado, as empresas brigam na Justiça, com acusações envolvendo contratos de exclusividade, furto de dados e até espionagem.

Com informações da Uber

Integração entre Uber e iFood começa a valer para pedidos e assinaturas

Parceria visa conquistar mais consumidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Dirigir carro no futuro será “como andar a cavalo”, diz CEO da Uber

31 de Outubro de 2025, 15:27
Dara Khosrowshari, CEO da Uber, durante entrevista em evento
CEO da Uber aposta em carros autônomos (imagem: Steve Jennings/TechCrunch sob licença Creative Commons)
Resumo
  • O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, prevê que todos os carros serão autônomos em 20 anos e que dirigir será como andar a cavalo hoje.
  • Khosrowshahi sugere que veículos autônomos serão mais seguros e questiona se humanos deveriam ser permitidos a dirigir em estradas.
  • Kyle Vogt, ex-CEO da Cruise, também apoiou a proibição de motoristas humanos, considerando um cenário em que veículos autônomos seriam 100 vezes mais seguros.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, acredita que todos os carros serão autônomos daqui a 20 anos. Por isso, saber dirigir será quase a mesma coisa que gostar de andar a cavalo nos dias atuais.

Para ele, a popularização da tecnologia pode levar a um número menor de carros particulares e a indicadores melhores de segurança da direção automática. “Humanos são falíveis, e acho que há muito menos tolerância com esses tipos de erros envolvendo máquinas, especialmente se esses erros levam a fatalidades”, explicou o executivo.

A previsão do executivo foi feita durante uma entrevista com Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer, dona de publicações como Business Insider, Politico e Bild. Döpfner pediu que o líder da empresa de transportes compartilhasse uma de suas grandes apostas para o futuro.

Humanos poderão ser proibidos de dirigir

Khosrowshahi fez uma provocação ainda mais ousada sobre os motoristas humanos. “Não tenho dúvidas que os humanos serão [condutores] menos seguros que robôs à medida que essa tecnologia amadurece. Devemos permitir que humanos dirijam em estradas? Eu acho que essa é uma questão real, que as sociedades precisarão fazer.”

Não é a primeira vez que um nome importante desse setor faz uma previsão desse tipo. Em setembro de 2023, Kyle Vogt, co-fundador e então CEO da empresa de carros autônomos Cruise, disse que se sentiria honrado em apoiar a proibição de motoristas humanos.

O executivo considerou um cenário em que os veículos autônomos seriam 100 vezes mais seguros que os humanos. Por isso, não haveria motivo para liberar uma versão 100 vezes menos segura do transporte em uma área urbana, convivendo com pedestres e ciclistas.

Vogt deixou o cargo de CEO da Cruise em novembro de 2023, um mês após o estado da Califórnia (Estados Unidos) cassar a licença de operação da empresa devido a episódios como um acidente, um congestionamento que atrapalhou uma ambulância e uma confusão na saída de um show.

Com informações da Business Insider

Dirigir carro no futuro será “como andar a cavalo”, diz CEO da Uber

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Executivo também acredita que veículos autônomos serão mais seguros e que humanos poderão ser proibidos de dirigir em estradas

Mais uma tarefa para motorista de Uber: treinar a IA

16 de Outubro de 2025, 15:29
Imgem mostra uma pessoa ao volante, teclando sobre um celular preso ao lado do volante. O aparelho está abrindo o aplicativo Uber. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uber incluirá hub de “tarefas digitais” para parceiros ganharem extra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber iniciou um projeto-piloto nos EUA para que motoristas e entregadores treinem IA com microtarefas.
  • Por lá, o app também ganhou melhorias como mapa de calor, mais detalhes sobre corridas e recurso de segurança para motoristas mulheres.
  • As novidades são restritas do país e, por enquanto, não têm previsão de chegada a outras regiões, incluindo Brasil.

A Uber iniciará um novo projeto-piloto nos Estados Unidos para que seus motoristas e entregadores treinem inteligência artificial. A iniciativa permite que os parceiros ganhem dinheiro extra realizando “microtarefas” diretamente pelo aplicativo, como gravar áudios, captar imagens e enviar documentos em idiomas específicos.

O movimento acontece logo após a Uber adquirir a startup Segments.ai, especializada em rotulagem de dados para IA. Com a nova empreitada, a empresa visa fortalecer seu próprio negócio de soluções de IA. A companhia já estaria realizando testes semelhantes com motoristas na Índia, segundo o The Register.

A ideia é usar a vasta rede de motoristas e entregadores da Uber para coletar e classificar dados que alimentam e aprimoram modelos de IA. A empresa posiciona a novidade como mais uma forma de “trabalho flexível” dentro da plataforma.

Quais são as microtarefas?

Interface do app Uber com opção "digital tasks"
App permitirá execução de “tarefas simples” para treinar IA (imagem: reprodução/Uber)

As tarefas propostas aos motoristas são variadas e incluem enviar imagens de carros, gravar a si falando o próprio idioma ou dialeto local e enviar uma foto de um documento escrito em determinada língua.

Com a iniciativa, a Uber entra no mercado hoje dominado por plataformas como a Scale AI e a Mechanical Turk, da Amazon, que utilizam mão de obra freelancer, majoritariamente fora dos EUA, para realizar a rotulagem de dados — processo intensivo para melhorar a qualidade dos dados, essencial para o desenvolvimento de qualquer IA atualmente.

Mais novidades no app

O anúncio das microtarefas de IA faz parte de um pacote maior de mudanças que a Uber implementará nos EUA para, segundo o CEO Dara Khosrowshahi, construir “a melhor plataforma para trabalho flexível”.

Entre as outras novidades, o app passará a dar mais informações sobre as corridas aos motoristas na tela de ofertas de viagens, redesenhada para dar mais tempo e detalhes a eles antes que decidam aceitar ou recusar uma corrida. Além disso, a ferramenta que indica áreas de alta demanda foi aprimorada, com um novo mapa de calor trazendo os tempos médios de espera e onde o preço dinâmico está ativo.

Ilustração do mapa da Uber com zonas variando em cores, de amarelo a vermelho
Mapa de calor mostra locais com menor e maior tempo de espera (imagem: reprodução/Uber)

Quanto a segurança, a empresa segue expandindo o recurso para motoristas mulheres aceitarem apenas passageiras. Uma função parecida já existe no Brasil desde 2020, o U-Elas. Além disso, motoristas ganharão mais um filtro, podendo definir uma nota mínima para passageiros.

Respondendo a uma das principais críticas dos motoristas sobre avaliações ruins, a empresa também se comprometeu a ouvir a versão dos parceiros antes de tomar decisões sobre reclamações (e poderá banir passageiros que fizerem denúncias falsas) — não fica claro, entretanto, como o atendimento chegará a conclusão de quem está certo ou errado.

Em caso de reclamações verdadeiras, em vez de bloquear totalmente a conta, em casos leves, a Uber passará a limitar o acesso a categorias específicas do serviço. Violações sérias, entretanto, ainda poderão resultar em banimento.

Por enquanto, as novidades estão disponíveis apenas nos EUA, sem previsão de chegada ao Brasil e outras regiões.

Com informações do The Verge

Mais uma tarefa para motorista de Uber: treinar a IA

Uber (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nubank libera Uber One de graça para os clientes

14 de Outubro de 2025, 11:40
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Nubank libera Uber One de graça para os clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Clientes Nubank podem assinar o Uber One gratuitamente por seis meses, com a ativação devendo ser feita até 31 de dezembro;
  • A assinatura gratuita está disponível para todos os clientes pessoa física do Nubank, sem necessidade de ser Nubank+ ou Nubank Ultravioleta;
  • Após seis meses, a assinatura do Uber One custará R$ 19,90 mensais.

A partir desta terça-feira (14/10), clientes Nubank poderão contratar gratuitamente uma assinatura do Uber One, serviço que dá cashback e descontos em viagens realizadas a partir da plataforma. A promoção é válida por seis meses e só pode ser ativada por quem nunca assinou o Uber One.

Podem usufruir da assinatura gratuita do Uber One clientes de todos os segmentos do Nubank para pessoa física. Ou seja, não é obrigatório ser cliente Nubank+ ou Nubank Ultravioleta para aproveitar a promoção.

Após o período gratuito de seis meses, os usuários que quiserem manter o Uber One passarão a pagar a mensalidade do serviço, atualmente em R$ 19,90.

Como contratar o Uber One sendo cliente Nubank?

É preciso abrir este link da oferta ou aguardar uma notificação a respeito no aplicativo do Nubank. A Uber também poderá exibir uma notificação sobre a promoção. Em todos os casos, o link direcionará ao aplicativo ou site da Uber. Ali:

  • toque em “Continuar”;
  • no método de pagamento, escolha “Nubank (NuPay)” clicando em “Alterar”;
  • se você não tiver o NuPay cadastrado como método de pagamento na Uber, após tocar em “Alterar”, vá em “Adicionar forma de pagamento” e escolha “Nubank”;
  • Por fim, toque em “Experimente grátis”.
Ativando os seis meses grátis do Uber One
Ativando os seis meses grátis do Uber One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é o Uber One?

O Uber One é um serviço que fornece um conjunto de benefícios ao assinante, como:

  • cashback de 10% em viagens elegíveis, benefício que é depositado como crédito na carteira do app e não pode ser sacado, apenas usado em serviços da própria Uber;
  • viagens com motoristas que têm as melhores avaliações na plataforma;
  • suporte em tempo real via chat;
  • promoções e experiências exclusivas.

O período gratuito pode ser ativado entre hoje e 31 de dezembro deste ano. Embora a oferta seja válida para quem nunca assinou o Uber One, eventualmente, ela poderá ser ativada por clientes que receberem um convite da Uber para reativar o serviço.

Fora do período promocional, o Uber One custa R$ 19,90 por mês ou R$ 198 por ano no Brasil.

Nubank libera Uber One de graça para os clientes

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adblockers estão afetando visualizações de vídeos no YouTube

6 de Outubro de 2025, 16:10
Ilustração com as marcas do YouTube e de aplicativo de adblock
Adblockers estão afetando visualizações de vídeos no YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Bloqueadores de anúncios que usam o recurso EasyPrivacy passaram a impedir o registro de visualizações no YouTube, mas elas ocorrem.

  • O problema afeta canais desde agosto e não tem relação direta com mudanças na plataforma.

  • O impacto é maior em desktops, e produtores podem revisar estatísticas para identificar a queda.

Não é difícil encontrar produtores de conteúdo reclamando de queda de visualizações de vídeos no YouTube, mas o problema ganhou proporções maiores em agosto deste ano e persiste desde então. A causa? Aparentemente, uma mudança em um filtro usado por bloqueadores de anúncios (adblockers).

As queixas sobre o problema aparecem em plataformas como Reddit e X. Foi nesta última que o perfil YouTube Liaison, mantido por Rene Ritchie, chefe editorial do serviço, apontou que as quedas nas visualizações não partiram de uma mudança na plataforma.

Na mesma resposta, Ritchie aponta para uma postagem de ThioJoe, também no X, que explica que um parâmetro de URL do YouTube foi incluído na lista do EasyPrivacy em 11 de agosto. Essa inclusão teve o efeito de barrar o mecanismo de telemetria do YouTube que calcula as visualizações de vídeos, segundo ThioJoe.

O EasyPrivacy é uma espécie de filtro que contém uma lista de serviços online que coletam dados de usuários. Bloqueadores de anúncios como uBlock Origin e Adblock Plus usam ou permitem a ativação do EasyPrivacy para barrar os rastreadores que capturam esses dados.

De acordo com ThioJoe, a extensão uBlock Origin Lite para Google Chrome incorporou a lista do EasyPrivacy em 12 de agosto. Foi justamente nessa época que youtubers começaram a notar uma queda nas visualizações de seu conteúdo.

Como extensões para bloqueadores de anúncios são mais usadas em desktops, a redução nas visualizações foi pouco ou nada perceptível em dispositivos móveis. Mas essa queda não é real. Em linhas gerais, os acessos aos vídeos continuam ocorrendo, só não são registrados quando o usuário usa um bloqueador de anúncios com o EasyPrivacy ativado.

Isso também explica o fato de muitos youtubers terem notado que a média de curtidas nos vídeos afetados aumentou: o filtro impede o registro da visualização, mas o usuário pode assistir ao vídeo e realizar ações como curtir.

TL;DR: The YouTube view drops are because of the EasyPrivacy list adding the URL "youtube[.]com/api/stats/atr" on August 11th. Causing Adblockers to block view counting telemetry.

The blocked merged into UbO Lite on August 12th, pushed to chrome webstore by next day.

It… https://t.co/S1zNzr7EEq

— ThioJoe (@thiojoe) September 16, 2025

O que donos de canais no YouTube podem fazer?

Por ora, não há solução para o problema que não envolva a desativação do EasyPrivacy por parte dos desenvolvedores dos bloqueadores de anúncios ou, ainda, a revisão na lista.

O que os produtores de conteúdo afetados podem fazer, então, é analisar as estatísticas de acessos aos seus vídeos nos últimos meses para verificar se a queda nas visualizações teve início em agosto, quando a lista do EasyPrivacy foi atualizada.

Se positivo, essa informação pode ser levada em conta em uma eventual negociação com anunciantes, por exemplo.

Adblockers estão afetando visualizações de vídeos no YouTube

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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