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OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

26 de Junho de 2026, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

26 de Junho de 2026, 11:49
ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
  • Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
  • A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.

A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.

O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.

Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?

Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.

No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.

Tela do ChatGPT
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Restrição foi mais rígida com a Anthropic

Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.

Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.

Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.

Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

19 de Junho de 2026, 19:05
Donald Trump durante comício
Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos EUA, segundo o presidente Donald Trump.
  • O acordo ajudará a dona do iPhone a diversificar sua cadeia de suprimentos e aliviar gargalos na Ásia.
  • O governo dos Estados Unidos, que detém 10% das ações da Intel, está por trás da estratégia de repatriar a produção de semicondutores.

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Trump Phone na verdade é apenas um HTC com outro nome

12 de Junho de 2026, 13:02
Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone T1 é um U24 Pro renomeado, com hardware idêntico, mas montado nos EUA.
  • O desmonte do aparelho pela plataforma iFixit revelou que o Trump Phone tem hardware igual ao do modelo da HTC.
  • O smartphone recebeu nota 3 de 10 em reparabilidade devido à falta de suporte oficial e peças de reposição.

Já se sabia que o chamado Trump Phone, que começou a chegar aos compradores em maio, não era fabricado integralmente nos Estados Unidos. Agora, a plataforma de reparos iFixit publicou um desmonte completo do aparelho de Donald Trump e revelou que o modelo é idêntico ao U24 Pro, da marca taiwanesa HTC.

Análises iniciais já apontavam semelhanças com o REVVL 7 Pro 5G, da marca chinesa Wingtech, mas até então não havia um teardown completo do dispositivo.

O laudo independente não apenas desmonta o smartphone, mas também enfraquece parte da narrativa em torno do produto: o celular aproveita um projeto de engenharia já existente, desenvolvido e fabricado na Ásia, com participação norte-americana restrita basicamente às etapas finais de montagem.

Hardware idêntico ao do modelo asiático

Desmontagem do Trump Mobile T1 mostra arquitetura interna
Análise revela arquitetura interna idêntica entre o T1 e o modelo da HTC (imagem: reprodução/iFixit)

O desmanche comprovou que o hardware do Trump Mobile T1 é idêntico ao do HTC U24 Pro. Após abrirem o aparelho e realizarem avaliações por tomografia computadorizada, os técnicos constataram que os componentes internos, o chassi de alumínio e até a disposição das peças compartilham a mesma arquitetura.

A placa-mãe dos dispositivos também é igual, abrigando o processador Snapdragon 7 Gen 3 (SM7550) da Qualcomm. Para provar o nível de similaridade entre os equipamentos, a equipe do iFixit conseguiu remover a placa-mãe do aparelho da HTC e instalá-la dentro da carcaça do T1.

Foi encontrada apenas uma diferença sutil no fornecimento dos módulos de memória. Enquanto o modelo original da HTC utiliza um componente da sul-coreana SK Hynix, a unidade do T1 usa uma peça da norte-americana Micron para entregar os mesmos 12 GB de RAM LPDDR5 e 512 GB de armazenamento interno.

No display, também não há segredos ou tecnologias exclusivas. Foi confirmado que ambas as telas utilizam exatamente o mesmo painel PenTile com tecnologia Diamond Pixel, patenteada pela Samsung, exibindo densidade de pixels e layouts idênticos.

Mudanças na bateria e hardware descartável

Imagem mostra um smartphone Trump T1 ao lado de um HTC U24 Pro
Bateria é a principal diferença de hardware (imagem: reprodução/iFixit)

As reais diferenças entre o T1 e o U24 Pro estão em detalhes na carcaça e na alimentação de energia. Visualmente, além da traseira pintada em dourado, o telefone de Trump apresenta um padrão próprio de furos na grade do alto-falante e um reposicionamento mínimo do flash da câmera traseira.

Na bateria, o T1 entrega uma capacidade maior, cerca de 5.170 mAh, contra 4.600 mAh do modelo asiático. Contudo, a velocidade de recarga muda: o aparelho “americano” suporta adaptadores de, no máximo, 30 W, enquanto o HTC U24 Pro atinge 60 W.

Vale mencionar que o T1 recebeu uma dolorosa nota 3 de 10 em reparabilidade — mesma pontuação recebida pelo modelo da HTC. A classificação baixa é pela falta de suporte oficial, uma vez que não existem manuais de serviço ou catálogo de peças originais de reposição. O smartphone foi classificado como um hardware descartável caso sofra avarias físicas logo após o término do período de garantia estipulado.

Modelo white label

Parece que o smarpthone é mesmo um projeto white label, apesar do discurso de venda em torno de um “design atrelado ao orgulho americano”.

A própria HTC vendeu grande parte de sua divisão de celulares para o Google ainda em 2017 e, desde então, sobrevive no setor mobile terceirizando a criação de poucos modelos para fabricantes sediadas na China. A Trump Mobile, na prática, comprou os direitos sobre o mesmo chassi.

A montagem final do celular em solo norte-americano ganha forma na Flórida. O conjunto inclui a bateria, módulos de câmera, alto-falantes e a placa-mãe. As leis da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) exigem uma porcentagem alta de peças e mão de obra local para aprovar o selo Made in USA.

Por não atender à regra, a marca precisou recuar e alterar sua comunicação oficial para “Montado nos EUA” (Assembled in USA).

O Trump Phone na verdade é apenas um HTC com outro nome

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Startup ligada a Trump quer robôs humanoides autônomos em operações militares

31 de Maio de 2026, 13:44

Enquanto empresas do Vale do Silício disputam espaço no desenvolvimento de robôs humanoides capazes de executar tarefas domésticas, como dobrar roupas ou preparar café, uma startup sediada em São Francisco (EUA) aposta em uma aplicação bastante diferente para essa tecnologia: atividades militares e outras funções consideradas perigosas ou potencialmente letais para seres humanos.

A Foundation Future Industries, empresa de robótica com ligações à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está desenvolvendo robôs humanoides autônomos de “uso duplo”, projetados tanto para ambientes industriais pesados quanto para aplicações militares.

Embora a proposta remeta a cenários típicos da ficção científica, versões iniciais dos equipamentos já estão sendo testadas na Ucrânia, com vistas a uma possível utilização na guerra travada pelo país contra a Rússia.

Segundo o diretor-presidente da empresa, Sankaet Pathak, a missão central da Foundation é direcionar a robótica humanoide para desafios considerados mais relevantes do que tarefas domésticas ou funções de atendimento.

“Estou convencido de que a tecnologia está alcançando um nível em que pode substituir trabalhos que são perigosos para os seres humanos realizarem e, se você puder fazer isso, esse é o maior benefício líquido que pode criar entre todas as aplicações da robótica”, afirmou Pathak à CNBC.

Robôs humanoides terão mais responsabilidades

Embora a Foundation atue em um mercado cada vez mais concorrido de robôs humanoides, sua defesa explícita do uso militar da tecnologia a diferencia de muitas concorrentes.

A startup estabeleceu metas ambiciosas. Pathak pretende ampliar a produção para milhares de unidades ainda neste ano e iniciar testes em operações de linha de frente com as Forças Armadas dos Estados Unidos nos próximos 12 a 18 meses.

Os planos da empresa e sua crescente aproximação com Washington refletem uma tendência mais ampla de incorporação da inteligência artificial e da robótica à guerra moderna, transformando essas tecnologias em temas de segurança nacional.

Pathak tornou-se conhecido anteriormente por comandar a Synapse, plataforma de tecnologia financeira que entrou em processo de falência em 2024 e gerou controvérsias. Pouco depois, ele fundou a Foundation ao lado de Arjun Sethi, ex-presidente da Tribe Capital, e Mike LeBlanc, cofundador da Cobalt Robotics.

A nova empresa também enfrentou questionamentos após sugerir que mantinha relações próximas com a General Motors (GM) e que poderia receber investimentos da montadora. Posteriormente, a GM rejeitou essas alegações.

A Foundation ganhou maior projeção internacional no início deste ano ao enviar duas unidades do robô Phantom MK-1 para a Ucrânia em uma demonstração piloto. Segundo a companhia, tratou-se do primeiro envio conhecido de robôs humanoides para um cenário de combate.

Os testes, apoiados pelo governo dos Estados Unidos e conduzidos em cooperação com autoridades ucranianas, concentraram-se em atividades logísticas em áreas consideradas perigosas.

Ucrânia como laboratório

  • A Ucrânia foi escolhida como local de estreia da tecnologia por já ter se tornado um importante campo de testes para aplicações de inteligência artificial (IA) e robótica em combate;
  • Ao longo dos cinco anos de guerra contra a Rússia, o país passou a utilizar robôs terrestres para transporte de suprimentos até a linha de frente, além de drones autônomos e sistemas reforçados por IA para reconhecimento e ataques de precisão;
  • De acordo com Pathak, os testes realizados com o Phantom MK-1 já demonstraram a capacidade do robô de realizar a coleta de suprimentos, atividade que frequentemente expõe soldados a riscos;
  • Apesar disso, os modelos atuais estão longe de se assemelhar a supersoldados. O MK-1 consegue transportar apenas cerca de 20 quilos de carga, não possui proteção adequada contra água e apresenta limitações de bateria que impedem uma implantação em larga escala.

A empresa pretende enviar à Ucrânia, ainda neste ano, uma nova geração da plataforma, chamada Phantom 2. Segundo Pathak, o equipamento contará com “habilidades sobre-humanas” e terá o dobro da capacidade de carga do Phantom 1.

O Ministério da Defesa da Ucrânia recusou-se a comentar o assunto, enquanto o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não respondeu aos questionamentos da CNBC.

Contratos com o governo dos EUA

A Foundation afirma que os testes na Ucrânia servirão de base para futuras operações com as Forças Armadas estadunidenses.

A empresa já recebeu contratos governamentais de pesquisa que somam US$ 24 milhões (R$ 120,9 milhões) para estudos de viabilidade envolvendo inspeção, logística e manuseio de armamentos para o Exército, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos.

Segundo Pathak, as conversas com autoridades do governo evoluíram da fase de pesquisa para discussões sobre ampliação da utilização dos robôs. O executivo pretende que a tecnologia da empresa seja utilizada pelos militares estadunidenses — inclusive em zonas de combate, caso necessário — dentro de um prazo de 12 a 18 meses.

Participação de Eric Trump na empresa de robôs gera críticas

Um dos elementos que mais chamaram atenção em torno da startup foi a entrada de Eric Trump, segundo filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como principal assessor de estratégia da empresa.

A participação de Eric Trump provocou críticas da senadora democrata Elizabeth Warren, que classificou os contratos governamentais da companhia como um caso de “corrupção à vista de todos”.

Em resposta, um porta-voz da Foundation afirmou à CNBC que Eric Trump já era investidor da empresa antes de assumir o cargo de assessor e que ambas as partes compartilham a visão de fortalecer a manufatura nos Estados Unidos.

A companhia também tem enfatizado seu alinhamento com os interesses estratégicos de Washington, apresentando sua tecnologia como parte da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China. “O objetivo é entregar os melhores robôs que pudermos construir para as Forças Armadas dos Estados Unidos — melhores do que qualquer coisa que a China tenha”, declarou Pathak.

Torso do robô da Foundation
Eles já foram testados na Ucrânia – Imagem: Foundation Future Industries

Leia mais:

Corrida tecnológica entre EUA e China

Embora diversas empresas estadunidenses trabalhem com o governo dos Estados Unidos no desenvolvimento de robôs autônomos para uso militar, o Pentágono ainda não anunciou o emprego operacional de robôs humanoides em suas forças.

A China, por sua vez, abriga várias das principais empresas do setor e vem financiando iniciativas voltadas ao desenvolvimento da tecnologia, principalmente para aplicações industriais e econômicas. Pesquisadores militares chineses já publicaram estudos sobre o potencial dos robôs humanoides para fins militares, mas a dimensão dos testes realizados pelo país permanece incerta.

As Forças Armadas chinesas já exibiram versões iniciais de cães robóticos equipados com IA para combate e também soldados humanoides controlados por movimentos.

Debate sobre utilidade e ética dos robôs

Defensores da tecnologia argumentam que robôs humanoides possuem vantagens sobre outras formas de automação por serem mais adequados para se deslocar em ambientes projetados originalmente para pessoas, como canteiros de obras, centros logísticos e zonas urbanas de combate.

Kateryna Bondar, pesquisadora sênior do Wadhwani AI Center no Center for Strategic and International Studies (CSIS), afirmou que os humanoides podem oferecer benefícios específicos nos campos de batalha devido à autonomia e à destreza semelhante à humana.

“Os espaços modernos de combate urbano — onde há escadarias, escadas, porões e corredores estreitos — foram criados para o movimento humano, o que poderia dar aos sistemas humanoides uma vantagem sobre robôs com esteiras ou quadrúpedes em determinados cenários”, disse.

Apesar disso, permanecem dúvidas sobre a complexidade e os custos envolvidos na fabricação desses sistemas em comparação com outras alternativas.

O avanço dos robôs humanoides para aplicações militares também levanta preocupações éticas, especialmente em relação à tomada autônoma de decisões em situações nas quais vidas humanas estão em jogo.

Pathak afirmou que a maioria dos usos armados dos robôs Phantom continuará exigindo algum tipo de confirmação humana no processo decisório. Entretanto, reconheceu que os equipamentos precisarão tomar decisões totalmente autônomas em determinadas situações críticas, nas quais o fator tempo seja decisivo.

Especialistas questionam viabilidade

Os militares dos Estados Unidos já demonstraram disposição para utilizar modelos de IA, que teriam sido empregados para auxiliar ataques e processos de tomada de decisão no conflito em andamento com o Irã.

Ainda assim, especialistas apontam que o principal desafio para empresas como a Foundation será demonstrar que robôs humanoides conseguem ser mais práticos e econômicos do que outras tecnologias já disponíveis.

“Fazer robôs parecerem humanos é um desafio de engenharia complexo e caro, e o que a Ucrânia nos ensinou é exatamente o oposto: precisamos da capacidade de nos adaptar rapidamente e fabricar de forma rápida e barata”, afirmou Melanie Sisson, pesquisadora sênior do programa de Política Externa da Brookings Institution.

Apesar das divergências sobre o formato ideal dessas máquinas, os especialistas concordam que a presença crescente de robôs com inteligência artificial em conflitos armados parece inevitável. “Espero que robôs terrestres, aéreos e submarinos substituam forças humanas”, afirmou Toby Walsh, cientista-chefe do Instituto de Inteligência Artificial da Universidade de New South Wales.

Ao mesmo tempo, ele ponderou que pode ser apenas um “trope da ficção científica” imaginar a chegada de robôs humanoides semelhantes aos exterminadores retratados em obras de ficção.

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Trump telefonou para a tripulação da Artemis 2 – e se gabou de salvar a NASA

7 de Abril de 2026, 17:03

Uma chamada inédita entre a tripulação da Artemis 2 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou a noite de segunda-feira (6). Após terem estabelecido um novo recorde de distância para uma missão tripulada, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion tiveram uma ligação telefônica de cerca de 12 minutos com o republicano.

Na conversa, Trump alternou elogios à missão com comentários sobre sua própria atuação junto à NASA. O diálogo teve momentos de silêncio por parte da tripulação, que pareceu ficar sem saber o que responder.

Um dos pontos que chamou atenção foi quando o presidente afirmou que teria salvo a agência espacial do fechamento em seu primeiro mandato. “Sabe, eu tinha uma decisão a tomar no meu primeiro mandato, e a decisão é: ‘O que vamos fazer na NASA? Vamos reabri-la ou vamos fechá-la?’ E eu não hesitei muito”. Em seguida, completou: “Gastamos o que tínhamos que gastar”.

Apesar de o governo Trump ter investido em programas de voos tripulados – especialmente o Artemis -, a gestão também propôs cortes significativos no orçamento geral da agência. Em 2025, já no início do segundo mandato do republicano, a Casa Branca sugeriu uma redução de 24% nos recursos da NASA, o que levou a críticas de especialistas e à reação do Congresso. Parlamentares de ambos os partidos acabaram aprovando um orçamento mais robusto, de US$ 24,4 bilhões.

Mesmo assim, ele segue com novas propostas de redução. Três dias depois do lançamento da Artemis 2, Trump enviou ao Congresso um plano orçamentário para 2027 que prevê cortes de 23% na NASA.

Durante a chamada, o presidente também destacou o papel dos Estados Unidos na exploração espacial e elogiou a missão. Segundo ele, os astronautas realizaram uma “incrível jornada rumo às estrelas” e “inspiraram o mundo inteiro”. Trump ainda afirmou que o país continuará liderando a corrida espacial: “Os Estados Unidos não ficarão atrás de ninguém no espaço e em tudo o mais que fazemos”.

Astronautas de volta á Lua: O dia mais tenso da missão Artemis, quanto tempo os astronautas ficarão sem contato com a Terra?
Astronautas da Artemis 2 se tornaram os humanos a chegar mais longe do planeta Terra – NASA

Cooperação internacional na Artemis 2

Segundo o The Guardian, a conversa incluiu ainda uma troca com o astronauta canadense Jeremy Hansen, que destacou a cooperação internacional no programa. Hansen respondeu que a participação de outros países reflete uma “decisão intencional” dos Estados Unidos de liderar projetos colaborativos no espaço.

Trump também aproveitou para se gabar e contou mais de uma vez sobre sua amizade com o jogador de hóquei no gelo aposentado Wayne Gretzky.

Em outro momento, a comunicação foi interrompida por um longo silêncio, encerrado com uma checagem técnica conduzida por Jared Isaacman, chefe da NASA e aliado do presidente. O comandante da missão, Reid Wiseman, retomou o contato ao confirmar: “Sim, senhor presidente, nós ouvimos isso”.

Leia mais:

Ao final, Trump convidou os astronautas para uma recepção na Casa Branca após o retorno à Terra e afirmou que gostaria de receber autógrafos da equipe. “Vou pedir ao Jared para te trazer aqui, e vou pedir seu autógrafo, porque eu não costumo pedir autógrafos, mas você merece”, declarou.

A resposta da tripulação veio por meio do piloto Victor Glover, que agradeceu o contato e destacou o caráter coletivo da missão. “Foi uma emoção e uma honra indescritíveis ter participado desta jornada. Hoje foi incrível, mas esta jornada de três anos tem sido incrível, e só foi possível graças ao povo americano e ao povo canadense”, declarou.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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VÍDEO: Melania Trump desfila com robô humanoide na Casa Branca

25 de Março de 2026, 17:50

Nesta quarta-feira (25), a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, caminhou brevemente com um robô humanoide antes de participar de um evento na Casa Branca.

A robô, chamada de Figure 03 e fabricada pela Figure AI, foi apresentada em um encontro educacional sobre inteligência artificial (IA), segundo uma publicação de Donald Trump nas redes sociais. Assista:

Primeira-dama dos EUA com humanoide

  • “Obrigada, primeira-dama Melania Trump, por me convidar à Casa Branca. É uma honra estar na reunião inaugural da Coalizão Global ‘Fostering the Future Together’ [Cultivando o Futuro Juntos]”, falou a robô aos presentes no evento;
  • Além disso, a robô humanoide disse: “Eu sou a Figure 03, um humanoide construído nos Estados Unidos da América. Sou grata por fazer parte deste movimento histórico para capacitar crianças com tecnologia e educação”;
  • Para fechar, o humanoide deu boas-vindas aos presentes em dez idiomas, incluindo inglês, espanhol e português.

Figure 03 recebendo uma sacola de compras das mãos de um homem
Humanoide pode fazer diversas tarefas, segundo fabricante (Imagem: Figure)

Leia mais:

Segundo a Figure AI, a Figure 03 “cuida de tarefas domésticas, como lavar roupa, limpar e lavar louça, tudo de forma autônoma”.

Novo robô humanoide pode desarmar bombas e identificar alvos em guerras

Uma empresa de tecnologia Foundation Future Industries, dos Estados Unidos, está desenvolvendo um robô humanoide com foco em aplicações militares. O projeto, chamado Phantom-01, foi criado para lidar com logística, navegação e até identificação de alvos de forma autônoma.

O modelo tem 1,80 metro de altura e 80 quilos. Ele foi projetado para transportar cargas de até 40 quilos e se deslocar a velocidades de até 6,1 km/h. Segundo a empresa, o equipamento já está sendo testado em atividades não letais, como movimentação de materiais e execução de tarefas industriais.

Leia a matéria completa aqui

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Trump pressiona Netflix e exige demissão de ex-assessora de Obama

22 de Fevereiro de 2026, 10:11

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu publicamente que a Netflix retire Susan Rice de seu conselho de administração. A declaração foi feita no sábado, por meio da rede social Truth Social, em meio às negociações da empresa para adquirir ativos da Warner Bros. Discovery, operação que depende de análise antitruste do Departamento de Justiça.

No centro do embate estão declarações recentes de Rice em um podcast, nas quais ela mencionou a possibilidade de uma futura agenda de responsabilização contra empresas que, segundo ela, tenham se alinhado ao presidente. A movimentação ocorre em um momento considerado delicado para a plataforma de streaming, que busca aprovação regulatória para um acordo bilionário.

Placa com o logo da Netflix
Netflix vive conflito com o presidente dos Estados Unidos no momento em que tenta finalizar uma grande aquisição (Imagem: Mijansk786 / Shutterstock.com)

Pressão pública em meio a análise antitruste

Em sua publicação, Trump afirmou que a Netflix deveria “imediatamente demitir” Susan Rice do conselho “ou pagar as consequências”. Ele também compartilhou críticas feitas pela ativista conservadora Laura Loomer, que pediu que o presidente bloqueasse o acordo entre a Netflix e a Warner.

A Netflix deveria demitir a racista e obcecada por Trump Susan Rice, IMEDIATAMENTE, ou pagar as consequências. Ela não tem talento nem habilidades – Puramente uma oportunista política! SEU PODER ACABOU, E NUNCA MAIS VOLTARÁ. Quanto ela está sendo paga, e por quê??? Obrigado pela sua atenção a este assunto. Presidente DJT

Donald Trump em post na Truth Social

Rice atuou como embaixadora dos Estados Unidos na ONU e como assessora de segurança nacional nas administrações de Barack Obama e Joe Biden. Ela integrou o conselho da Netflix entre 2018 e 2021 e retornou ao cargo em 2023.

susan rice
Susan Rice, hoje parte do conselho administrativo da Netflix, foi embaixadora dos Estados Unidos na ONU e assessora de segurança nacional de Obama e Biden (Imagem: lev radin / Shutterstock.com)

As declarações que motivaram a reação de Trump foram feitas no podcast “Stay Tuned with Preet Bharara”, apresentado pelo ex-procurador federal Preet Bharara. Na entrevista, Rice afirmou que, caso os democratas voltem ao poder, empresas que “dobraram os joelhos” ao presidente e tenham violado leis não deveriam esperar perdão, prevendo uma possível “agenda de responsabilização”.

Representantes da Netflix e Susan Rice não responderam aos pedidos de comentário da imprensa internacional.

Leia mais:

Negociação bilionária e disputa com a Paramount

A ofensiva política ocorre enquanto a Netflix tenta concluir a aquisição dos estúdios de cinema e televisão da Warner e da plataforma de streaming HBO Max. O acordo é avaliado em US$ 83 bilhões e depende de aprovação da divisão antitruste do Departamento de Justiça.

O órgão analisa se a transação pode reforçar excessivamente o poder de mercado da Netflix ou resultar em monopólio. Em dezembro, Trump declarou que a empresa já detinha uma “participação de mercado muito grande” e que a aquisição poderia representar um problema.

Pessoa segurando celular com logomarca da Netflix na tela; ao fundo, um monitor exibe logomarca da Warner Bros.
Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve definir se a aquisição pode representar um monopólio (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Em fevereiro, no entanto, o presidente afirmou que não deveria se envolver diretamente no caso e que a investigação caberia ao Departamento de Justiça. Ainda assim, voltou a comentar o tema publicamente.

Paralelamente, a Paramount apresentou uma oferta hostil avaliada em US$ 77,9 bilhões para adquirir toda a Warner, incluindo sua unidade de canais a cabo, como CNN e TNT. A Warner concedeu um prazo de sete dias para que a Paramount apresente uma proposta final. Esse período se encerra na segunda-feira (23), e a Netflix terá o direito de igualar qualquer oferta.

O post Trump pressiona Netflix e exige demissão de ex-assessora de Obama apareceu primeiro em Olhar Digital.

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

23 de Janeiro de 2026, 10:54
Logotipo do TikTok
TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
  • Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
  • Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump durante comício
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

14 de Janeiro de 2026, 11:57
Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

8 de Dezembro de 2025, 14:53
Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

29 de Setembro de 2025, 10:44
Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Trump pediu demissão de Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft, alegando risco à segurança nacional;

  • Monaco já atuou em cargos estratégicos nos governos Obama e Biden, inclusive na resposta ao ataque ao Capitólio em 2021;

  • Microsoft não comentou o caso; situação é delicada, dado que a empresa tenta manter boa relação com o governo Trump.

Agora é a vez de a Microsoft entrar na mira de Donald Trump. Em agosto, o presidente dos Estados Unidos declarou que Lip-Bu Tan deveria deixar de ser CEO da Intel. Recentemente, Trump fez outra declaração do tipo, esta direcionada a Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft.

Lisa Monaco ocupa a referida função na Microsoft desde julho deste ano. Suas atribuições incluem tratar das políticas de segurança digital e do relacionamento da companhia com lideranças governamentais de diversos países.

Antes de ingressar na Microsoft, Monaco foi procuradora-geral adjunta no governo do presidente Joe Biden. Ela também foi assessora de segurança do governo Barack Obama.

Usando a plataforma Truth Social, o presidente Trump lembrou as posições ocupadas por Monaco nos governos anteriores e, na sequência, criticou a contratação dela, pela Microsoft, em uma posição tão importante:

Monaco foi surpreendentemente contratada como presidente de assuntos globais da Microsoft, em um cargo de alto escalão com acesso a informações altamente sensíveis.

O fato de Monaco ter esse tipo de acesso é inaceitável e não podemos permitir que continue assim. Ela é uma ameaça à Segurança Nacional dos EUA, especialmente considerando os importantes contratos que a Microsoft tem com o governo dos Estados Unidos.

(…) Na minha opinião, a Microsoft deveria rescindir imediatamente o contrato de trabalho de Lisa Monaco.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Monaco atuou junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos na resposta aos ataques de apoiadores de Trump ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Por isso, há quem considere a declaração como uma tentativa de retaliação a uma pessoa a quem o presidente considera inimiga.

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft
Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)

Microsoft não comentou o assunto

Até o momento, a Microsoft não se manifestou sobre a declaração de Trump. Fato é que o assunto é delicado. A companhia está entre as big techs americanas que tentam manter uma relação próxima à administração Trump. Por conta disso, os desdobramentos desse assunto exigirão “jogo de cintura” por parte da Microsoft.

O caso da Intel teve um desfecho favorável. Após Trump pedir a sua demissão, Lip-Bu Tan teve um encontro com o presidente dos Estados Unidos que resultou em um entendimento entre ambas as partes. Pouco tempo depois, o governo americano passou a deter quase 10% de participação na Intel.

Com informações de Reuters

Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

26 de Setembro de 2025, 16:13
TikTok
Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações do TikTok no país;

  • A ByteDance, atual proprietária, poderá manter até 20% de participação;

  • Larry Ellison, fundador da Oracle, poderá será ser um dos controladores americanos do TikTok.

O destino do TikTok nos Estados Unidos está definido. Pelo menos no entendimento de Donald Trump. Na quinta-feira (25/09), o presidente assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações americanas da rede social para investidores do país, um negócio avaliado pelo próprio governo em US$ 14 bilhões (R$ 74,8 bilhões).

A ordem executiva prevê que 80% do controle do TikTok nos Estados Unidos sejam assumidos por uma empresa ou grupo de investidores americanos. Já a ByteDance, atual proprietária do TikTok, poderá manter uma participação de até 20% do controle do serviço no país. É de se presumir que a empresa chinesa também poderá manter o controle da rede social em outros países.

Entre os controladores americanos poderá estar Larry Ellison, fundador da Oracle. Ainda não está claro como será a divisão de controle do TikTok com os chineses. Mas o governo dos Estados Unidos fala em “controle total” das operações americanas pelos empresários do país.

Donald Trump declarou que assinou o documento após conversar com o presidente da China, Xi Jinping. “Tivemos uma boa conversa, expliquei a ele o que estávamos fazendo e ele disse para prosseguirmos”, completou o presidente americano.

De fato, nesta sexta-feira (26/09), o Ministério das Relações Exteriores da China deu a entender que o governo chinês concordou com a operação, embora ainda não haja uma confirmação oficial vinda do presidente Xi Jinping.

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Por que os EUA querem que o TikTok seja vendido no país?

No primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país.

Isso porque a ByteDance é de origem chinesa e estaria coletando informações de americanos e as repassando ao governo da China, prática que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo do país. Caso contrário, a rede social poderá ser bloqueada nos Estados Unidos.

A venda deveria ter sido anunciada até janeiro de 2025, mas o presidente Trump deu prazos adicionais para que a operação fosse concluída.

A ordem executiva assinada nesta semana abre caminho para a venda das operações americanas do TikTok finalmente ocorrer, mas ainda não há data marcada para isso.

Com informações de Reuters

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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