Loja online da Apple ficou fora do ar (imagem: Tecnoblog)
Este foi o primeiro evento comandado pelo novo CEO John Ternus, que sucede Tim Cook à frente da Apple. Ternus assume o cargo após 25 anos de bagagem, atuando como designer de produto e vice-presidente de engenharia de hardware.
O evento foi transmitido ao vivo pelo site da Apple, pelo aplicativo Apple TV e pelo YouTube. Diferentemente dos anos anteriores, porém, a apresentação se concentrou nos modelos mais caros da família. O iPhone 18 base e o iPhone 18e são esperados apenas para o início de 2027.
Evento da Apple começa às 14 h no horário de Brasília (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Apple apresenta novos iPhones nesta quarta-feira (09/09) às 14h, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo no site da Apple e no YouTube.
Os novos modelos incluem o iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e iPhone Duo, com melhorias como um novo chip de 2 nanômetros e um jogo de câmeras aprimorado.
A transmissão ao vivo pode ser assistida no site da Apple ou no YouTube, com opções para adicionar um lembrete ao calendário e receber notificações.
Entre as novidades aguardadas estão um novo chip de 2 nanômetros na linha Pro da marca, além de melhorias no jogo de câmeras da versão Max. Além disso, o modelo Ultra promete ser a primeira opção dobrável da Maçã, chegando com opções de até 1 TB e valores mais salgados em relação aos outros celulares da marca.
A transmissão do evento será feita tanto pelo site da maçã quanto no YouTube, pela conta oficial da empresa. A seguir, confira o passo a passo para ver as novidades da Apple ao vivo.
Como assistir ao lançamentos dos novos iPhones ao vivo
No site da Apple, a transmissão acontece logo na primeira página. Basta entrar no apple.com na hora do evento para começar a assistir. Quem entrar antes da hora também pode adicionar um lembrete ao calendário clicando no botão sinalizado. A partir disso, você faz o download de um arquivo ICS, que pode ser importado ao calendário de sua preferência. No iPhone, o evento é adicionado de forma automática ao calendário da Maçã, assim como no macOS.
Já para quem preferir assistir no YouTube, é necessário buscar pela conta oficial da Apple no site ou no app. Ao entrar no canal da maçã, o vídeo do evento estará em destaque. Assim como no site, é possível adicionar um lembrete para assistir ao evento: basta clicar em “Receber notificação”.
O que esperar do evento do iPhone?
Em 2026, o evento de lançamento dos novos iPhones deve focar nas opções premium da linha. O iPhone 18 padrão e o iPhone 18e, por exemplo, são esperados apenas para o início de 2027.
Nesta quarta, três principais modelos devem ser anunciados: os iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, além do iPhone Ultra. Os dois primeiros prometem trazer o que há de melhor na linha mobile da Apple, incluindo um novo chip com litografia de 2 nanômetros. Uma diferença importante entre as duas versões é a possibilidade de um sensor de abertura físico no jogo de câmeras do iPhone 18 Pro Max, uma melhoria interessante nos controles de profundidade e captação de luz do modelo.
iPhone Ultra deve trazer formato “passaporte” e sistema de duas câmeras traseiras (imagem: reprodução/Jam Online)
Já o iPhone Duo será o primeiro dobrável da maçã, que chega com formate “passaporte” e rivaliza diretamente com o Galaxy Z Fold 8 da Samsung, lançado no início de agosto. Ainda não há uma confirmação dos preços, mas a expectativa é por um aumento significativo: o iPhone 18 Pro deve custar a partir de US$ 1.299 (R$ 6.598), enquanto o Pro Max pode chegar por US$ 1.399 (R$ 7.106). Rumores apontam para um valor mais salgado no iPhone Ultra, com a versão base de US$ 2 mil a US$ 2,5 mil (até R$ 12.700), com uma opção de 1 TB esperada por até US$ 2,9 mil (R$ 14.732).
Seu nome, inclusive, figurou num dos últimos rumores sobre os lançamentos desta quarta. A informação de última hora foi levantada pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conhecido por acertar diversos vazamentos da maçã.
MacBook Neo ficou mais caro no país (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Apple reajustou os preços de produtos no Brasil, como MacBook Neo, Air com chip M5 e novos iPads.
O MacBook Pro com chip M5 de 16 polegadas é um dos produtos que teve maior aumento de preço.
O CEO da Apple, Tim Cook, havia sinalizado que os preços subiriam devido ao aumento dos custos de memória e armazenamento.
A Apple reajustou os preços de parte de sua linha de produtos no Brasil. A alta ocorre no mundo todo e, por aqui, atinge as linhas mais recentes de Macs, iMacs, MacBooks e iPads, ao menos por enquanto. O MacBook Pro com chip M5 foi um dos mais afetados e ficou até R$ 5 mil mais caro.
Há poucos dias, o CEO Tim Cook já havia sinalizado que os preços subiriam, classificando o reajuste como “inevitável”. Segundo o executivo, a alta está ligada ao aumento dos custos de memória e armazenamento, pressionados pela forte demanda de IA. A escassez já afeta outras empresas do setor de tecnologia, com reflexos nos preços de PCs, consoles, smartphones e outros eletrônicos.
Os ajustes ocorreram após a Apple Store ter ficado temporariamente indisponível na manhã desta quinta-feira (25/06). A loja online voltou a funcionar já com os novos preços. Até o momento, iPhones e AirPods não foram afetados.
Quais os novos valores?
O MacBook Neo na versão de entrada, que custava R$ 7.299, deixou de ser vendido por esse preço, e o modelo mais barato agora sai por R$ 8.499 com 256 GB de armazenamento. Já a versão com 512 GB e Touch ID passa a custar R$ 9.699.
O mesmo com o MacBook Air com chip M5 de 13 polegadas. O modelo não tem mais a opção de R$ 13.999, começando a ser vendido por R$ 15.999. Já a versão de 15 polegadas ganhou um novo preço: R$ 17.999.
O preço inicial do iPad Air de 11 polegadas subiu de R$ 7.499 para R$ 9.999, enquanto o iPad Air de 13 polegadas passa a ter preço sugerido de R$ 12.999.
Além disso, outras versões de produtos tiveram alteração nos preços, incluindo o MacBook Pro — com um dos maiores aumentos — e o iMac.
Confira a tabela com as alterações
Produto
Preço anterior
Preço novo
MacBook Neo 256 GB
R$ 7.299
R$ 8.499
MacBook Neo 512 GB
R$ 8.499
R$ 9.699
MacBook Air M5 13″
R$ 13.999
R$ 15.999
MacBook Air M5 15″
R$ 15.999
R$ 17.999
MacBook Pro M5 14″
R$ 20.999
R$ 24.999
MacBook Pro M5 Pro 14″
R$ 26.999
R$ 30.999
MacBook Pro M5 Max 14″
R$ 44.999
R$ 49.999
MacBook Pro M5 Pro 16″
R$ 33.999
R$ 37.999
MacBook Pro M5 Max 16″
R$ 47.999
R$ 53.999
Mac Mini M4
R$ 9.899 (512 GB)
R$ 9.499 (preço caiu, mas armazenamento foi reduzido para 256 GB)
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)Resumo
O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.
Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.
Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.
Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.
Crise de memória RAM chega à Apple
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.
O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron.
O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.
Alta nos preços deve afetar iPhone 18
Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.
Com quase 25 anos de carreira na Apple, John Ternus será o futuro CEO da companhia (Imagem: Reprodução/Apple)
John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple. Ele foi escolhido para suceder Tim Cook no final de 2026.
Ternus ingressou na Apple em 2001, no time de design de produtos. O engenheiro conquistou cargos de liderança rapidamente até se tornar vice-presidente de Engenharia de Hardware em 2013. Já em 2021, Ternus foi nomeado como vice-presidente sênior da área.
Segundo o cronograma oficial, John Ternus vai se tornar CEO da Apple em 1º de setembro de 2026. A partir desta data, ele também vai integrar o conselho de administração da companhia.
A seguir, conheça melhor quem é John Ternus, e confira sua trajetória interna dentro da Apple.
John Ternus é um engenheiro mecânico estadunidense, nascido em 1975 ou 1976. Ternus é o atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da Apple, e vai assumir o cargo de CEO da empresa da maçã a partir de setembro de 2026.
Qual é a formação de John Ternus?
John Ternus tem bacharelado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos). Ele iniciou o curso em 1993 e formou-se quatro anos depois, em 1997.
Qual é a carreira profissional de John Ternus?
John Ternus acumula 29 anos de atuação na área de engenharia mecânica até o momento dessa publicação. E de acordo com seu perfil no LinkedIn, Ternus trabalhou em apenas duas empresas ao longo de sua carreira.
Em 1997, o engenheiro se formou e começou a trabalhar na Virtual Research Inc., uma empresa estadunidense especializada no fornecimento de telas para o mercado de simulação e realidade virtual (RV). Ternus trabalhou por cerca de quatro anos nessa empresa, de julho de 1997 até junho de 2001.
John Ternus entrou na Apple um mês após ter deixado a Virtual Research Inc., em julho de 2001. O estadunidense segue como profissional da big tech até os dias atuais, tendo acumulado quase 25 anos de experiência na empresa da maçã.
Qual é a trajetória de John Ternus na Apple?
John Ternus alia uma carreira de longa data com ascensão notável na Apple Inc. O engenheiro ingressou na equipe de design de produtos em 2001, trabalhando inicialmente em telas para Macs. Apenas três anos depois, Ternus se tornou gerente. E um ano após isso, ele já estava na liderança da equipe de engenharia dos iMacs.
O desenvolvimento acelerado de Ternus não parou por aí: em 2013, ele se tornou vice-presidente de Engenharia de Hardware e assumiu a supervisão de equipes de Mac e iPads. A partir daí, o engenheiro mecânico começou a participar do desenvolvimento de mais produtos da maçã e ganhar cada vez mais visibilidade internamente.
John Ternus acumula quase 25 anos de estrada na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)
Se Tim Cook ficou conhecido pelo desenvolvimento dos serviços da Apple, Ternus ganhou fama em contribuições técnicas e de hardware para produtos. Não à toa, o engenheiro mecânico liderou áreas de confiabilidade e durabilidade, e teve participação importante em praticamente todos os dispositivos da companhia — incluindo iPads, AirPods, iPhone, Mac e Apple Watch.
Toda essa expertise e contribuição ativa levaram Ternus a assumir o posto de vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware em 2021. Inclusive, seus trabalhos mais recentes deram luz a produtos como Macbook Neo, iPhone 17 Pro e Pro Max, além do moderno iPhone Air.
Quando John Ternus vai assumir o comando da Apple?
John Ternus vai assumir o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026, segundo o cronograma oficial da empresa. A decisão já foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, e faz parte do processo de planejamento de sucessão no longo prazo.
Nessa mesma data, Ternus também passará a integrar o conselho de administração da companhia. O conselho tem a missão de supervisionar o diretor executivo e outros membros da alta cúpula, além de garantir que os interesses de acionistas sejam atendidos.
Qual é a relação entre John Ternus e Tim Cook?
A relação entre Tim Cook e John Ternus é duradoura: considerando que Cook assumiu como CEO em 2011, já faz 15 anos que Ternus responde ao atual comandante da Apple. E nesse período, os executivos parecem ter conquistado apreço e confiança um pelo outro.
Sob a gestão Cook, Ternus passou a participar de mais projetos, ganhou mais visibilidade interna e foi promovido duas vezes. Além disso, o engenheiro mecânico declarou que Cook foi seu “mentor” ao longo de sua trajetória, no comunicado oficial sobre a sucessão.
Cook e Ternus trabalham juntos há cerca de 15 anos na Apple (Imagem: Divulgação/Apple)
Talvez só os dois — e pessoas próximas a eles — saibam falar do nível de proximidade deles fora do escritório. Mas ao menos no âmbito profissional, a relação entre Tim Cook e John Ternus parece ser baseada em confiança no trabalho e trocas de conhecimento.
Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)Resumo
O lançamento do Apple Maps em 2012 foi considerado o maior erro de Tim Cook como CEO da Apple.
O serviço apresentou falhas iniciais, como imagens distorcidas e rotas imprecisas, e Tim Cook chegou a recomendar serviços concorrentes.
O Apple Maps melhorou significativamente com o tempo e agora é considerado um serviço de mapas de alta qualidade, embora ainda seja comparado ao Google Maps.
Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.
O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.
À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.
14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:
Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.
Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.
Tim Cook, CEO da Apple
Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)
Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo
Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.
É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.
John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)Resumo
Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.
É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.
Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo.
Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.
Quem é John Ternus?
John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)
Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.
O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.
Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.
“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.
Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Tim Cook negou rumores sobre deixar o comando da Apple (imagem: divulgação)Resumo
Tim Cook negou planos de aposentadoria e reafirmou compromisso com a Apple.
Rumores sobre a saída de Cook surgiram após mudanças no alto escalão e especulações sobre John Ternus como possível sucessor.
A Apple enfrenta pressão para avançar em IA após atrasos na nova Siri.
O CEO da Apple, Tim Cook, negou que deixará o comando da empresa. Em entrevista ao programa Good Morning America na segunda-feira (16/03), o executivo afirmou que não há planos de aposentadoria.
“Não, eu não disse isso. Não disse isso. Amo profundamente o que faço. Há 28 anos, entrei na Apple e tenho amado cada dia desde então.”
Tim Cook, CEO da Apple
Ele ainda reforçou o vínculo com a empresa ao afirmar que “não consegue imaginar a vida sem a Apple.”
Por que surgiram rumores sobre a saída de Tim Cook?
Tim Cook durante a WWDC 2019 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
A discussão sobre o futuro de Cook ganhou força após uma série de movimentações no alto escalão da Apple. Em um curto intervalo, a empresa registrou saídas relevantes, incluindo lideranças ligadas à área de inteligência artificial e design, o que levantou dúvidas sobre a condução estratégica da companhia.
Além disso, começaram a surgir informações de que um substituto já estava sendo preparado, com John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple.
Analistas de mercado passaram a questionar se o estilo de gestão mais operacional de Cook é o mais adequado para um cenário dominado por avanços em IA. Um dos críticos foi Walter Piecyk, da LightShed Partners, que chegou a sugerir que 2026 seria um momento oportuno para uma transição de liderança.
Segundo ele, em entrevista à CNBC em dezembro, o cenário de valorização das ações e um novo ciclo de atualizações de produtos poderiam permitir uma saída em alta.
Apple enfrenta problemas com a IA
Apple enfrenta pressão para avançar em recursos de inteligência artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Durante a entrevista, Cook também comentou sobre o papel da inteligência artificial no futuro da empresa. Ele classificou a tecnologia como “profunda” e defendeu a abordagem da Apple, que prioriza a privacidade dos usuários.
Nos últimos meses, a empresa tem sido pressionada após atrasos em atualizações importantes, como a reformulação da assistente virtual Siri. Além disso, a Apple firmou parceria com o Google para integrar recursos de IA baseados no modelo Gemini à Siri, enquanto trabalha no desenvolvimento de um modelo próprio.
Mesmo diante das pressões, o CEO sinalizou continuidade no comando e indicou que não há pressa para qualquer mudança de liderança.
Vídeo compartilhado pelo CEO mostra maçã sendo moldada (imagem: reprodução/Apple)Resumo
A Apple planeja anunciar novos produtos a partir de 2 de março, possivelmente de forma escalonada no site da empresa.
O iPhone 17e pode ser apresentado, com Dynamic Island e suporte MagSafe.
Um MacBook de baixo custo com chip A18 Pro e possíveis novos modelos de iPad e MacBook Air estão entre os rumores.
Tim Cook, CEO da Apple, confirmou que a empresa deverá mostrar novos produtos na semana que vem, que começa no dia 2 de março. “Uma grande semana pela frente. Começa na segunda de manhã”, escreveu em sua conta no X, com a hashtag #AppleLaunch.
Antes disso, a Apple havia marcado um evento para o dia 4 de março. O novo comunicado indica que os produtos podem ser apresentados de maneira “pingada”, por meio de comunicados distribuídos em diferentes dias no site da fabricante.
O anúncio de Cook não traz mais detalhes, apenas um vídeo com uma pessoa moldando o logo da Apple em uma superfície metálica. Será um indício de novidades nas linhas de produtos com telas touch?
Segundo informações que circulam na mídia há alguns meses, o iPhone 17e deve ser um dos apresentados. A linha de baixo custo deve ganhar Dynamic Island e abandonar o notch, além de contar com ímãs para acessórios MagSafe.
iPhone 16e ainda tem notch (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Na linha iPad, as coisas são mais nebulosas. Entre os candidatos a dar as caras, estão um iPad Air com chip M4 e um iPad 12 “basicão” com A18.
MacBook “menos caro” deve ser apresentado
Outro dispositivo que provavelmente deve dar as caras é o MacBook de baixo custo (ou menos caro, se você preferir). Ele usaria uma versão do chip A18 Pro, presente no iPhone 16 Pro. O uso de um processador de celular em um MacBook desperta curiosidade.
MacBook Air atual tem chip Apple M4 (imagem: divulgação/Apple)
O restante da linha Mac pode ganhar novidades, mas há menos certeza em meio aos rumores. Um MacBook Air com M5 e MacBooks Pro com M5 Pro e M5 Max podem estar nessa fornada de anúncios, assim como dois novos monitores da linha Studio Display.
E, apesar da alusão a toque no pequeno clipe compartilhado por Cook, não se anime para ver o aguardado MacBook Pro com tela touch — ele só deve dar as caras no segundo semestre de 2026.
Saiba como foi a trajetória de Tim Cook até chegar o cargo de CEO da Apple (imagem: Divulgação/Apple)
Tim Cook é um engenheiro industrial e experiente executivo que atua como atual CEO da Apple. Nascido no Alabama, ele consolidou sua trajetória profissional em empresas como IBM e Compaq antes de ingressar na gigante tecnológica.
Contratado pessoalmente por Steve Jobs em 1998, ele revolucionou a logística da empresa e a ajudou a sair da eminente falência. Sua visão estratégica foi o pilar operacional para o sucesso global de dispositivos icônicos como o iPod e o iPhone.
Atualmente, Cook lidera a Apple focando na expansão de serviços e no lançamento de produtos inovadores, como o headset Vision Pro. Sob sua gestão, a empresa atingiu marcos históricos de valor de mercado e de sustentabilidade.
A seguir, saiba mais sobre a história de Tim Cook, sua formação e como ele se tornou um importante executivo da Apple. Também entenda como era a sua relação com Steve Jobs.
Tim Cook, nascido em 1º de novembro de 1960, no Alabama (EUA), é o atual CEO da Apple e engenheiro industrial de formação. Antes de ingressar na gigante de Cupertino, construiu uma carreira sólida com passagens executivas pela IBM e Compaq.
Contratado por Steve Jobs como vice-presidente de operações mundiais em 1998, ele transformou a eficiência logística e a cadeia de suprimentos da marca. Em 2005, tornou-se Diretor de Operações (COO), assumindo a liderança interina da empresa durante as licenças médicas de Jobs.
Em 2011, Cook assumiu o cargo de CEO e elevou o valor de mercado da Apple ao patamar histórico de US$ 3 trilhões. Sob seu comando, a companhia diversificou o portfólio com lançamentos como o Apple Watch, AirPods e a transição para os processadores Apple Silicon.
Além do hardware, o executivo consolidou o ecossistema de serviços e priorizou pilares como privacidade de dados e sustentabilidade. Então, Cook é amplamente reconhecido como um dos líderes mais influentes do mercado de tecnologia, focando em inovação contínua e governança corporativa.
Qual é a formação do Tim Cook?
Tim Cook é graduado em Engenharia Industrial pela Universidade de Auburn (1982) e mestre em Administração de Empresas (MBA) pela Fuqua School of Business da Universidade Duke (1988). Nessa última instituição, ele foi premiado com o título de Fuqua Scholar por seu desempenho acadêmico.
Formando em engenharia industrial, Tim Cook assumiu o posto de CEO da Apple em 2011 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Qual é a função do Tim Cook na Apple?
Cook é CEO e membro do conselho da Apple, gerindo a visão estratégica da marca, supervisionando desde o desenvolvimento de hardware até a complexa logística global. Ele é o principal responsável pela tomada de decisões corporativas, assegurando que a inovação tecnológica se alinhe aos objetivos da empresa.
Sua gestão foca na diversificação de serviços e no fortalecimento de pilares éticos, como privacidade, sustentabilidade e inclusão social. Por meio de uma execução operacional rigorosa, Cook transformou a Apple em uma potência financeira, atingindo ampla valorização de mercado no setor.
Quando Tim Cook entrou na Apple?
Após ser recrutado pessoalmente por Steve Jobs, Tim Cook ingressou na Apple em março de 1998 como vice-presidente sênior de operações mundiais. Na época, ele abandonou uma carreira estável na Compaq para apostar na reestruturação de uma empresa que beirava a falência.
Sua gestão transformou a logística ao reduzir o inventário de trinta para apenas seis dias, otimizando drasticamente a eficiência da cadeia de suprimentos. Esse sucesso operacional equilibrou as finanças da companhia e consolidou Cook como o sucessor natural para o cargo de CEO.
A atuação de Tim Cook na área de lógistica da Apple foi essencial para ele ser escolhido como substituto de Steve Jobs (imagem: reprodução/Apple)
Qual é a importância de Tim Cook no mercado de tecnologia?
A liderança de Tim Cook fixou a Apple entre as empresas mais valiosas do mundo. Sua gestão transformou a marca em um padrão global de governança corporativa e solidez estratégica para o setor tecnológico.
O executivo diversificou o ecossistema da Apple ao priorizar serviços recorrentes e realizar a transição histórica para os processadores Apple Silicon. Essas decisões reduziram a dependência do iPhone, gerando fluxos de receita multimilionários com alta margem de lucro.
Especialista em operações, ele otimizou a cadeia de suprimentos global, garantindo uma eficiência logística que é referência para toda a indústria. Esse domínio operacional permite que a empresa mantenha a exclusividade e resiliência, mesmo sob severas pressões macroeconômicas.
Além do lucro, Cook molda o debate sobre a privacidade de dados e sustentabilidade, estabelecendo novos critérios éticos para o desenvolvimento de software. Sua influência estende-se à diplomacia comercial, equilibrando a expansão da inteligência artificial com responsabilidade social e política.
Cook e Jobs tinha uma relação de aprendiz e mentor (imagem: James Martin/CNET)
Qual é a relação entre Tim Cook e Steve Jobs?
Tim Cook e Steve Jobs construíram uma relação de mútua confiança e união técnica, criando um vínculo profissional entre mentor e aprendiz. Recrutado em 1998, Cook foi o arquiteto operacional que viabilizou a visão de Jobs, salvando a Apple da iminente falência por meio de uma logística rigorosa.
A parceria equilibrou a genialidade disruptiva de Jobs com a precisão executiva de Cook, garantindo que inovações como o iPhone fossem produzidas com escala e lucratividade. Enquanto um focava na interface e no desejo do consumidor, o outro estruturava a cadeia de suprimentos global para sustentar o crescimento.
Como sucessor escolhido pessoalmente em 2011, Cook preservou o DNA de excelência da marca, seguindo o conselho de Jobs de nunca perguntar o que ele faria. Ele expandiu o legado do mentor ao focar em serviços e sustentabilidade, mantendo a filosofia da Apple como guia de sua gestão.