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Aion UT: novo modelo elétrico deve competir com BYD Dolphin no Brasil

25 de Abril de 2026, 10:20

O mercado de carros elétricos no Brasil está prestes a ganhar uma nova opção. Durante o Salão do Automóvel de Pequim, a fabricante chinesa GAC revelou que o Aion UT será o seu próximo passo estratégico em solo brasileiro, as informações são do g1. O hatchback 100% elétrico tem previsão de anúncio oficial já para as próximas semanas, com o objetivo claro de rivalizar diretamente com o BYD Dolphin, atual vice-líder de vendas da categoria no país.

O Aion UT aposta no porte para conquistar o consumidor brasileiro. Quando colocado lado a lado com o Dolphin GS, o modelo da GAC leva vantagem nas medidas: são 4,27 metros de comprimento (15 cm a mais que o rival) e uma distância entre eixos 5 cm superior.

Essa diferença reflete diretamente no conforto dos ocupantes e na capacidade de carga. Enquanto o Dolphin GS oferece 250 litros de porta-malas, o Aion UT entrega 440 litros, uma marca expressiva para a categoria de hatches, permitindo um uso muito mais versátil para viagens e compras.

Performance e tecnologia

Embora a GAC ainda não tenha divulgado especificações exatas que chegarão ao Brasil, a marca confirmou que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional. No mercado chinês, o portfólio do Aion UT impressiona pelos números:

  • Motorização: Opções de 136 cv e 204 cv. Mesmo a versão de entrada supera os 95 cv do principal concorrente.
  • Baterias: Conjuntos de 44,1 kWh ou 60 kWh.
  • Tecnologia V2L: O carro funciona como uma “bateria gigante”, permitindo alimentar aparelhos externos como TVs, ventiladores ou consoles de videogame.

No interior, o modelo segue o padrão dos novos carros chineses. O destaque fica para a central multimídia de 14,6 polegadas e o painel digital de 8 polegadas, acompanhados por um acabamento com materiais macios ao toque. O modelo também inclui controle de cruzeiro adaptativo e frenagem de emergência.

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Embraer testa carro voador durante apresentação de caça

25 de Março de 2026, 16:51

A Embraer realizou, nesta quarta-feira (25), uma demonstração de voo de um protótipo de carro voador, conhecido como aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), durante o evento de apresentação do caça F-39E Gripen, no aeródromo da empresa em Gavião Peixoto (SP).

A cerimônia marcou a divulgação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil e reuniu autoridades e representantes do setor aeronáutico.

Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer voltada à mobilidade aérea urbana, apresentou o protótipo de engenharia de seu eVTOL.

O voo de demonstração foi realizado com sucesso e marcou um novo avanço na campanha de testes do modelo, que segue em desenvolvimento e ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para entrar em operação.

Financiamentos de eVTOLs cresce

  • Segundo o BNDES, o projeto dos eVTOLs já acumula mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de gerar US$ 14,5 bilhões (R$ 75,9 bilhões) em receita;
  • Desde 2023, o banco aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar o desenvolvimento da tecnologia em diferentes fases;
  • Em paralelo, a Eve também recebeu mais de R$ 1,4 bilhão em financiamentos desde 2022, além de apoio da Finep, que aprovou até R$ 90 milhões em subvenção econômica;
  • O protótipo da Eve já soma 35 voos realizados desde o primeiro teste, em dezembro de 2025, acumulando quase uma hora e meia de tempo de voo;
  • A aeronave atingiu cerca de 43 metros de altura e demonstrou comportamento consistente, inclusive em manobras com entradas simultâneas em três eixos, segundo informações da Eve;
  • Os resultados preliminares indicam ganhos de eficiência, com desempenho de propulsão e de bateria acima das hipóteses iniciais, enquanto os níveis de ruído ficaram dentro das projeções e significativamente abaixo dos helicópteros.

Até o momento, os testes foram conduzidos em baixas velocidades, de até aproximadamente 28 km/h, permitindo validar leis de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão. A empresa planeja expandir o envelope de voo, com testes em velocidades mais elevadas, podendo atingir até cerca de 56 km/h nos próximos dias.

eVTOL no ar
(Imagem: Divulgação/Eve Air Mobility)

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“Estamos avançando com disciplina e consistência em nossa campanha de testes, reduzindo riscos e consolidando as bases para futuros voos para a certificação. Os resultados obtidos nesses primeiros meses de campanha pós-primeiro voo, em dezembro de 2025, reforçam nossa confiança na arquitetura da aeronave e na capacidade de entregar uma solução segura, eficiente e escalável para o mercado de mobilidade aérea urbana”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve.

Além dos testes em voo, a empresa concluiu atividades em solo, como a calibração de sensores responsáveis pela medição das cargas aerodinâmicas. Essas etapas fazem parte do processo de ampliação do envelope de voo e preparação para futuras fases de certificação, que dependem da aprovação das autoridades regulatórias.

“A Embraer tem mais de cinco décadas de expertise comprovada no desenvolvimento e certificação de aeronaves e ver esse conhecimento aplicado ao programa da Eve reforça o nosso compromisso com a inovação e com o futuro da aviação sustentável. Acreditamos no grande potencial do mercado global de mobilidade aérea urbana e vemos a Eve posicionada para ser uma das líderes dessa indústria”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer.

Produção do carro voador da Embraer

Os eVTOLs estão sendo produzidos em Taubaté (SP), em planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. O modelo tem capacidade para cinco pessoasquatro passageiros e um piloto — e autonomia de até 100 quilômetros, o que permite realizar trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais.

A expectativa da Eve é iniciar as entregas e as operações comerciais em 2027. A empresa projeta que a frota global de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045, transportando mais de três bilhões de passageiros no período. A estimativa é que a operação e a venda dessas aeronaves gerem receita de US$ 280 bilhões (R$ 1,4 trilhão) até 2045.

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Volkswagen convoca recall de quase 100 mil elétricos por falha na bateria

24 de Março de 2026, 15:38

A Volkswagen anunciou um recall que afeta quase 100 mil veículos elétricos em todo o mundo. O problema está nos módulos de bateria, que podem apresentar falhas capazes de reduzir a autonomia dos carros e, em situações mais extremas, causar incêndio.

A informação foi divulgada pela autoridade alemã de veículos motorizados (KBA, na sigla em alemão), que confirmou que cerca de 28 mil dos carros afetados estão na Alemanha. O recall foi anunciado após avisos emitidos no início deste mês sobre os riscos identificados nos sistemas de bateria de alta tensão.

Modelos Volkswagen afetados pelo recall

  • A convocação atinge principalmente a linha ID da Volkswagen, com cerca de 75 mil veículos chamados para revisão. Outros quase 20 mil carros do modelo Cupra Born também estão incluídos no recall;
  • Todos os veículos afetados foram produzidos entre fevereiro de 2022 e agosto de 2024;
  • Os módulos de bateria de alta tensão que estão fora das especificações técnicas representam o núcleo do problema;
  • Segundo a documentação oficial, esses componentes defeituosos podem comprometer o desempenho do veículo de duas formas distintas: reduzindo a capacidade de autonomia das baterias ou, em casos mais graves, criando situações de risco de incêndio.

Carro elétrico ID.3, da Volkswagen, andando rápido na rua
Linha ID está entre os convocados (Imagem: Divulgação/Volkswagen)

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Para resolver o problema identificado, a Volkswagen informou que adotará uma abordagem em duas etapas. Primeiro, será feita uma atualização de software nos veículos afetados. Em seguida, técnicos especializados farão uma inspeção completa das baterias para avaliar o estado dos módulos individuais.

Quando necessário, módulos específicos serão substituídos por componentes novos que atendam às especificações corretas. A montadora não divulgou prazo estimado para conclusão de todos os reparos nem informações sobre custos envolvidos no processo.

Situação no mercado brasileiro

A presença da linha ID no Brasil ainda é limitada, o que gera dúvidas sobre quantos veículos nacionais podem estar incluídos na convocação mundial. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o impacto do recall em modelos vendidos no mercado brasileiro.

O Olhar Digital entrou em contato com a Volkswagen para confirmar se os veículos brasileiros também estão no recall e aguarda retorno.

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Marinha dos EUA escolhe submarino robô para lançar enxames de drones subaquáticos

22 de Março de 2026, 11:21

A Marinha americana acabou de definir uma peça fundamental da sua estratégia de guerra submarina do futuro. O submarino autônomo Dive-XL, da empresa Anduril, foi selecionado para o projeto Combat Autonomous Maritime Platform (CAMP) — uma iniciativa que pretende criar uma frota de “navios-mãe” submarinos capazes de liberar veículos menores e torpedos de forma totalmente autônoma.

Você já deve ter ouvido falar dos enxames de drones aéreos que dominaram os noticiários recentemente. Agora, essa mesma tecnologia está mergulhando fundo nos oceanos. As marinhas do mundo inteiro estão repensando suas estratégias, deixando de ver esses sistemas como uma ameaça para tratá-los como um trunfo estratégico essencial.

Drone submarino Anduril para o programa XL-AUV (Imagem: Divulgação)

De acordo com o New Atlas, o conceito por trás dessa mudança é simples: frotas híbridas que misturam embarcações tripuladas e autônomas conseguem monitorar áreas muito maiores. Isso libera os navios convencionais para missões de alta prioridade, enquanto os drones atuam como plataformas de armas e multiplicadores de força.

Existe um problema prático que precisa ser resolvido urgentemente. Uma coisa é querer centenas de drones de superfície e submarinos para compor a nova frota. Outra completamente diferente é conseguir colocar as mãos nessa quantidade toda de equipamentos em tempo hábil para fazer diferença no campo de batalha.

É exatamente esse o desafio que o projeto CAMP pretende resolver. A missão é criar protótipos e colocar em campo grandes submarinos autônomos rapidamente, preenchendo as lacunas que existem hoje na logística submarina e nas capacidades de ataque de longo alcance.

A velocidade é fundamental nesse processo. Não adianta ter a melhor tecnologia do mundo se ela demorar anos para sair do papel e chegar às águas onde realmente importa.

Por que o Dive-XL foi escolhido

O submarino da Anduril se destacou por ser ideal para o que os especialistas chamam de “guerra submarina definida por software”. O design permite produção em massa sem perder a capacidade de lançar sistemas autônomos menores — exatamente o que a Marinha precisa.

A grande inovação está na construção. A Anduril abandonou o método tradicional de casco pressurizado que todo mundo conhece. Em vez disso, o Dive-XL usa um design modular com inundação livre, onde os componentes sensíveis ficam protegidos dentro de recipientes internos selados.

Essa mudança elimina o casco pressurizado, reduzindo tanto o custo quanto o peso. O resultado é uma fabricação mais rápida e personalização mais fácil — duas características essenciais quando você quer produzir centenas de unidades.

Lições antigas foram úteis

A Anduril aplicou as lições aprendidas com o programa Ghost Shark da Marinha Real Australiana. O Dive-XL totalmente elétrico é consideravelmente grande para os padrões de submarinos drone: 27 pés de comprimento (cerca de 8,2 metros) e 7 pés de largura (aproximadamente 2,1 metros).

A capacidade operacional é igualmente impressionante. O submarino pode mergulhar até 20 mil pés de profundidade (cerca de 6 mil metros) e tem alcance de 2 mil milhas náuticas (aproximadamente 3,7 mil quilômetros). Durante os testes, conseguiu ficar submerso por 100 horas ao longo de um período de 10 dias.

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Um detalhe inteligente no design é a logística. O Dive-XL foi projetado para caber perfeitamente dentro de um contêiner de transporte padrão de 4 pés. Isso significa que pode ser transportado por aviões C-17 ou similares, facilitando o deslocamento rápido para qualquer lugar do mundo onde seja necessário.

O design modular permite três configurações diferentes de carga útil. É possível instalar três módulos padrão ou um módulo extra-grande, dependendo da missão específica. As possibilidades incluem Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), contramedidas de minas, guerra antissubmarino e inspeção de cabos e dutos submarinos.

Mas a capacidade mais interessante é o que a indústria chama de “peça de resistência”: a habilidade de lançar drones menores. O sistema pode liberar veículos como o Copperhead AUV ou o robô de monitoramento Seabed Sentry, criando uma rede de sensores e armas que se espalha pela área de operação.

Segundo a Anduril, uma demonstração operacional de longa duração está programada para os próximos quatro meses. Será a primeira oportunidade de ver o sistema funcionando em condições reais, testando todas essas capacidades em conjunto.

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Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

19 de Março de 2026, 10:48
Imagem mostra um tablet Positivo Vision Tab 11 sobre uma mesa de madeira
Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca (imagem: divulgação)
Resumo
  • Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca, com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD.
  • O dispositivo tem conectividade 4G, processador UNISOC T606 e já vem com uma caneta digital na caixa.
  • Ele está disponível no Brasil por R$ 1.499 com capa protetora ou R$ 1.699 com capa teclado.

A Positivo Tecnologia revelou o Positivo Vision Tab 11, novo tablet da marca com recursos voltados ao consumo de conteúdo e produtividade. O dispositivo chega ao mercado brasileiro por R$ 1.499 e, segundo a fabricante, busca aproveitar um mercado em alta no país.

Dados da consultoria IDC indicam que o setor saltou de 1,4 milhão de unidades vendidas em 2022 para mais de 2,1 milhões em 2025, consolidando uma retomada relevante. Aparelhos com telas entre 10 e 11 polegadas passaram a liderar as vendas no país, com mais de 40% da demanda.

O que o Positivo Vision Tab 11 oferece?

O tablet chega com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD. Um dos principais diferenciais é que o aparelho vem com uma caneta digital já na caixa.

O Vision Tab 11 também conta com conectividade 4G nativa, o que amplia as possibilidades de uso fora de redes Wi-Fi. A ideia é permitir acesso à internet em deslocamentos ou ambientes sem conexão fixa, algo cada vez mais demandado em rotinas híbridas.

Pensado para tarefas do dia a dia, o modelo traz processador UNISOC T606, 4 GB de memória RAM e armazenamento interno de 128 GB, com opção de expansão via cartão microSD. A configuração atende a atividades como navegação, aplicativos de trabalho, videoaulas e reuniões online.

Imagem promocional mostra duas pessoas utilizando o novo tablet Positivo Vision Tab 11
Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G (imagem: divulgação)

Outro ponto é a bateria de 6.000 mAh, projetada para garantir autonomia ao longo de um dia de uso moderado. Há ainda a possibilidade de acoplar uma capa com teclado destacável, vendida separadamente.

Quanto custa?

A Positivo posiciona o Vision Tab 11 como uma opção versátil dentro de uma faixa de preço intermediária. No Brasil, o modelo está disponível para compra no site oficial da Positivo e nas varejistas parceiras, em duas versões: uma com capa protetora tradicional, por R$ 1.499, e outra com capa teclado, por R$ 1.699 — ambas acompanhadas de caneta digital.

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G para uso dentro e fora de casa (imagem: divulgação/Positivo)

Citroën, Peugeot, Fiat, Jeep e Ram fazem recall por risco de incêndio  

15 de Março de 2026, 16:07

Duas picapes e um SUV de três marcas pertencentes ao grupo Stellantis entraram em recall no Brasil por risco de incêndio. A campanha envolve os modelos Fiat Toro (2025 e 2026), Jeep Commander (2025 e 2026) e Ram Rampage (2025). 

Segundo a empresa, foi identificada uma possível falha na conexão da tubulação responsável pelo retorno do combustível. O defeito pode causar vazamentos em situações específicas. Caso o combustível entre em contato com partes quentes do veículo, existe a possibilidade de ignição. Em casos extremos, essa situação pode provocar incêndio.

Além dos modelos citados, três veículos comerciais também fazem parte do recall. São eles: Fiat Ducato, Citroën Jumper e Peugeot Boxer (todos do ano/modelo 2026) – carros bastante utilizados para transporte de cargas e passageiros.

Fiat Toro (2025 e 2026) é um dos veículos envolvidos na campanha de recall. Crédito: Divulgação/site oficial da Fiat

Tudo de retorno do combustível deve ser trocado

A orientação da Stellantis é que os proprietários procurem uma concessionária autorizada para agendar a verificação. O atendimento começa nesta segunda-feira (16). Caso seja identificado algum problema, o componente será substituído gratuitamente.

Ainda de acordo com a empresa, o reparo consiste na troca do tubo de retorno do combustível. O procedimento é simples e leva cerca de duas horas para ser concluído. Todo o serviço será realizado sem custo para os proprietários.

Não foi divulgado o número total de unidades afetadas pela campanha. Mesmo assim, é recomendado que os proprietários verifiquem a situação do veículo para evitar riscos.

O Peugeot e-208 (2020 a 2023), elétrico já fora de linha no Brasil, também entrou em recall por um defeito no funcionamento da buzina. Crédito: Stellantis

Leia mais:

Recall do Peugeot e-208 é para reparo na buzina

Outro modelo que entrou em recall foi o Peugeot e-208 (2020 e 2023), carro totalmente elétrico da marca (que já saiu de linha no Brasil). Nesse caso, o problema está relacionado ao funcionamento da buzina. Segundo a Stellantis, a buzina pode apresentar volume abaixo do mínimo exigido pelas normas de segurança. Isso significa que o alerta sonoro pode não ser ouvido com facilidade no trânsito.

Os donos desses veículos devem procurar uma concessionária para agendar a verificação. Se necessário, será feito um reparo gratuito no sistema da buzina. O serviço é rápido e deve levar aproximadamente uma hora para ser concluído.

Clique aqui e confira os comunicados de recall de cada modelo para verificar os intervalos de chassis dos veículos afetados na campanha.

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Projeto de lei propõe criar CNH só para carros automáticos

13 de Março de 2026, 17:47

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar as regras para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta prevê que candidatos que realizarem aulas e prova prática em carros automáticos fiquem habilitados apenas para dirigir esse tipo de veículo.

Na prática, seria uma CNH separada só para motoristas habilitados para dirigir modelos com câmbio automático. Isso porque, atualmente, a legislação brasileira não diferencia a habilitação entre veículos automáticos e manuais. Quem obtém a carteira pode dirigir ambos os tipos de carro, independentemente do veículo utilizado durante o processo de formação.

Já de acordo com o PL, a escolha do tipo de veículo durante o aprendizado define a habilitação final. Candidatos que fizerem aulas e exame prático em um carro automático poderão dirigir apenas veículos automáticos. A mesma lógica vale para quem fizer a prova em um carro manual.

O relator do projeto, o deputado Neto Carletto (Avante-BA), argumenta que a limitação precisa ficar explícita no documento de habilitação. Segundo ele, se o motorista optar por realizar o curso e o exame em um veículo automático, deve constar na CNH que ele não está apto a conduzir veículos com câmbio manual.

Caso o condutor queira ampliar sua habilitação para dirigir ambos os tipos de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de:

  • realizar treinamento adicional em veículo manual;
  • passar por novo exame prático de direção.

Somente após a aprovação nessa nova etapa a CNH seria atualizada para permitir a condução dos dois tipos de transmissão.

O projeto ainda não virou lei. Após a aprovação na Comissão de Viação e Transportes, o texto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se for aprovado, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal antes de poder entrar em vigor.

Autoescola
Com o PL, CNH será condicionada pelo tipo de veículo utilizado nas aulas (Imagem: wellphoto/Shutterstock)

Outras mudanças na CNH

Além de tratar da diferença entre veículos automáticos e manuais, o projeto também reorganiza as regras relacionadas à formação de condutores no país.

Pelo texto aprovado, poderão atuar nos processos de formação:

  • Centros de Formação de Condutores (CFCs) ou autoescolas, responsáveis pela habilitação, especialização e reciclagem de motoristas em todas as categorias, além da capacitação de instrutores e examinadores;
  • o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), que poderá atuar nos processos de habilitação e reciclagem nas categorias C, D e E;
  • instituições de ensino a distância, autorizadas a oferecer exclusivamente os cursos teóricos da primeira habilitação, especialização e reciclagem.

O projeto também prevê que parte do processo de formação possa ocorrer em outro município, desde que haja autorização do órgão estadual de trânsito. Nesse caso, os Detrans deverão manter cadastros atualizados dos instrutores vinculados.

Restrição já existe em casos específicos

Hoje, a CNH já pode trazer observações que restringem o tipo de veículo que o motorista pode dirigir. No entanto, essas indicações são voltadas principalmente para condutores com necessidades específicas, como pessoas que precisam de adaptações no veículo.

Entre as anotações possíveis estão exigências como uso de transmissão automática, lentes corretivas, próteses auditivas ou adaptações nos comandos do veículo, entre outras condições.

A nova proposta ampliaria esse tipo de restrição para todos os motoristas, dependendo do tipo de carro utilizado durante o processo de habilitação.

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Uber implementa viagens com robotáxis nos EUA em parceria com a Zoox

11 de Março de 2026, 16:22

Nesta quarta-feira (11), a Uber anunciou oficialmente à mídia que instituiu uma parceria com a empresa Zoox, famosa pela produção de carros autônomos. A cooperação visa fornecer aos passageiros a oportunidade de viajar em robotáxis produzidos pela Zoox, desde que em rotas elegíveis.

No comunicado publicado pela Uber, o objetivo é iniciar estas viagens em Las Vegas (EUA) ainda neste verão e, em seguida, em Los Angeles (EUA) em meados de 2027.

Novidades para os usuários da Uber nos Estados Unidos

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Carro autônomo da Zoox (Divulgação: Zoox)

Nos Estados Unidos, a Zoox oferece um aplicativo para celular onde já permitia aos usuários chamar por um robotáxi para viajarem. Mesmo após a parceria com a Uber, o app e serviços da Zoox continuarão a funcionar normalmente.

Embora a empresa de autônomos esteja atrás da Alphabet, a qual já é lidar no mercado local, a implementação dos veículos da Zoox permanece em expansão na cidade de Las Vegas. A Uber declara que os robotáxis da companhia não são simples carros de passeios, mas opções para “transporte e projetados para conforto, conversa e conexão com amigos e familiares.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, informa o seguinte sobre a segurança dos autônomos da Zoox.

O compromisso da Zoox com a segurança e sua avançada tecnologia de direção autônoma fazem deles um parceiro ideal. Estamos muito felizes em trabalhar juntos para apresentar mais ciclistas ao futuro da mobilidade.

— Dara Khosrowshahi, CEO da Uber

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Os carros autônomos da Zoox contam com uma carroceria quadrada que chama atenção e ausência de volantes ou pedais, feito sob medida para os passageiros. Segundo a Reuters, os carros da empresa já percorreram mais de um milhão de milhas autônomas e atendeu mais de 300.000 passageiros.

A parceria com a empresa de autônomos, contudo, não foi a primeira: a Uber já firmou acordos com outras companhias (como Baidu e Waymo, subsidiária da Alphabet) para fornecer corridas em veículos autônomos em cidades como Phoenix, Austin, Atlanta e até em Dubai.

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BYD vê vendas caírem 36% e perde terreno para rivais chineses

5 de Março de 2026, 10:42

A BYD, gigante global na fabricação de veículos elétricos, registrou uma queda de cerca de 36% nas vendas combinadas de janeiro e fevereiro de 2026, mesmo após ajuste para o impacto do feriado de Ano Novo Chinês, que ocorreu em meados de fevereiro. A retração indica que a liderança da empresa no mercado de elétricos da China está se estreitando, enquanto outras montadoras locais registraram crescimento nas vendas no mesmo período.

As vendas conjuntas de janeiro e fevereiro da Leapmotor alcançaram 60.126 unidades, representando um aumento de 19% em relação ao ano anterior. A Xiaomi vendeu mais de 59.000 unidades, um salto de 48% na comparação anual. Já a Nio e a Zeekr, da Geely, tiveram crescimento expressivo, com aumento aproximado de 77% e 84%, respectivamente. Por outro lado, a Xpeng apresentou a maior queda, com 35.267 entregas, uma redução de cerca de 42%, enquanto a Li Auto teve leve recuo de quase 4%, totalizando 54.089 unidades.

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Marcas de veículos da Geely registraram crescimento expressivo (Imagem: Pavel Shlykov / Shutterstock.com)

Cenário competitivo e liderança da BYD

A redução da liderança da BYD indica um mercado chinês de veículos elétricos mais equilibrado, com ofertas concorrentes se tornando mais atraentes. Segundo Leon Cheng, chefe da área de mobilidade da consultoria YCP, “a liderança da BYD é real, mas está diminuindo. Uma reversão completa é improvável no curto prazo, mas a compressão da participação doméstica é a direção atual”. Entre 2024 e 2025, a empresa detinha cerca de 26% a 34% do mercado de veículos de nova energia, mas concorrentes como Geely e Leapmotor avançaram principalmente no segmento médio, foco principal da BYD.

Estratégias de mercado e exportações

Concorrentes chineses têm buscado agregar valor às suas ofertas mantendo preços competitivos, prática conhecida como involução. O SUV YU7 da Xiaomi foi o veículo de passageiros mais vendido na China em janeiro, superando o Tesla Model Y em mais que o dobro de unidades.

Xiaomi YU7
Veículo da Xiaomi superou o Tesla Model Y na China em mais que o dobro de unidades (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Para enfrentar a competição doméstica, a BYD tem ampliado sua atuação em mercados internacionais. Em fevereiro, pela primeira vez, as exportações da empresa superaram suas vendas internas. Cheng afirma que “as exportações são o amortecedor da BYD — vendas externas acima de 1 milhão de unidades em 2025 não podem ser igualadas por rivais puramente domésticos”.

No mercado interno, a empresa deve lançar novos produtos ainda em 2026, com destaque para novas baterias e recursos de assistência avançada ao motorista, seguindo estratégias anteriores que impulsionaram a demanda sem gerar guerra de preços.

Incentivos e desafios no mercado chinês

Apesar do crescimento de alguns concorrentes, o mercado chinês de elétricos enfrenta demanda mais lenta, parcialmente devido à reintrodução do imposto de compra de 5% sobre veículos de nova energia, anteriormente isentos da taxa de 10%. Segundo Abby Tu, analista da S&P Global Mobility, essa mudança representa um acréscimo significativo no custo para o consumidor e pode reduzir a demanda por novos veículos elétricos.

Algumas montadoras têm buscado estimular a procura interna com opções de financiamento atrativas, como empréstimos com juros reduzidos ou nulos por períodos prolongados, estratégia adotada por empresas como Tesla e Xiaomi.

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Diferenciação e nichos de mercado

Com a concorrência aumentando, a diferenciação se torna um desafio. Algumas montadoras buscam nichos em segmentos de luxo, enquanto a BYD tenta manter sua posição ajustando portfólio de produtos e explorando mercados externos, ao mesmo tempo em que prepara lançamentos domésticos para reforçar sua competitividade.

Logo da BYD em close em um carro
BYD aposta em ajustar o portfólio de produtos e explorar mercados externos para manter sua posição (Imagem: LewisTsePuiLung / iStock)

O cenário mostra um mercado de elétricos chinês em transformação, com disputas acirradas e estratégias variadas para capturar consumidores em um momento de crescimento desigual e ajuste de incentivos fiscais.

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Quando a Inteligência se Torna Poder: o Futuro nas Mãos de Quem Controla os Sistemas

15 de Janeiro de 2026, 05:00
Durante anos, discutimos a inteligência artificial como ferramenta de eficiência. Em 2026, essa narrativa precisa ser atualizada. A IA deixou de ser apenas software para se tornar infraestrutura: invisível, indispensável e profundamente concentrada. E toda infraestrutura carrega uma verdade incômoda já que ela não apenas sustenta a sociedade, ela a molda. Ao passo que a inteligência vira base do sistema, a questão deixa de ser tecnológica. Ela passa a ser de poder. Infraestruturas operam em silêncio. Só percebemos sua importância quando falham. Poucos pensam diariamente na rede elétrica, no sistema financeiro ou na internet, até que um apagão revela o quanto nossas escolhas, rotinas e possibilidades dependem delas. A inteligência artificial caminha rapidamente para esse mesmo lugar porque está embutida nos fluxos de informação, nas decisões corporativas, nos sistemas educacionais, nos processos de contratação, no crédito, na saúde e na visibilidade social.

O problema não é a presença da IA. É a naturalização da dependência

Empresas, governos e indivíduos passaram a depender de sistemas que não elegeram, não auditam plenamente e raramente compreendem em profundidade. Modelos treinados a partir de dados opacos, critérios de decisão invisíveis e arquiteturas técnicas concentradas em poucos atores criaram uma assimetria inédita entre quem usa e quem controla. A promessa de eficiência veio acompanhada de um deslocamento silencioso de poder. Infraestrutura nunca é neutra. Ela define fluxos, acessos, prioridades, e também exclusões. Quem controla a infraestrutura define o que circula com facilidade e o que encontra fricção; o que se torna padrão e o que permanece à margem. Quando a inteligência passa a operar nesse nível, ela deixa de apenas responder perguntas e começa a organizar a realidade. É nesse contexto que surgem as tentativas de regulação. Iniciativas como o AI Act europeu sinalizam um esforço legítimo de recuperar a governança sobre sistemas que já operam em escala social. Mas também expõem um descompasso estrutural. Pensa comigo: instituições regulam em ritmo linear; tecnologias evoluem exponencialmente, e só depois a regulação surge como reação, não como desenho antecipado. O risco central, portanto, não é a IA errar. Sistemas sempre erraram. O risco real é errar em escala, com legitimidade algorítmica e aparência de neutralidade técnica. Um erro humano é contextualizado; um erro algorítmico é replicado. Um viés individual é questionado; um viés automatizado ganha aura de objetividade. A escala transforma falhas em padrão. Aqui que mora o perigo, ou seja onde temos que prestar muita atenção. Além disso, quando decisões passam a ser mediadas por sistemas inteligentes, a responsabilidade se dilui. Quem responde por uma exclusão injusta, uma recomendação enviesada ou uma decisão automatizada com impacto real? O programador, o fornecedor, a empresa usuária, o gestor que confiou no sistema? A infraestrutura cria eficiência mas também cria zonas cinzentas de responsabilidade. Chegamos, assim, a um ponto de inflexão. A discussão sobre inteligência artificial em 2026 não é mais sobre adoção ou inovação. É sobre governança, legitimidade e contrato social. Trata-se de decidir quais decisões podem, e quais não devem, ser delegadas a sistemas inteligentes. Trata-se de definir limites antes que eles se tornem tecnicamente irrelevantes. A pergunta que se impõe neste início de ano não é se a inteligência artificial vai decidir por nós. Ela já decide… A pergunta mais importante é: quem decidiu que ela poderia decidir, em que condições e em nome de quais valores. Responder a isso não é tarefa de engenheiros apenas. É um debate político, cultural e ético. E quanto mais cedo o enfrentarmos, maior a chance de que a nova infraestrutura da inteligência sirva à sociedade com um todo, e não o contrário. Iona Szkurnik é fundadora e CEO da Education Journey, plataforma de educação corporativa que usa Inteligência Artificial para uma experiência de aprendizagem personalizada. Com mestrado em Educação e Tecnologia pela Universidade de Stanford, Iona integrou o time de criação da primeira plataforma de educação online da universidade. Como executiva, Iona atuou durante oito anos no mercado de SaaS de edtechs no Vale do Silício. Iona é também cofundadora da Brazil at Silicon Valley, fellow da Fundação Lemann, mentora de mulheres e investidora-anjo. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.  

Entenda Quem São e para Que Servem os Agentes Autônomos na IA

31 de Outubro de 2024, 06:00
  Agentes autônomos são sistemas de inteligência artificial (IA) projetados para executar tarefas de forma independente, sem a necessidade de intervenção humana contínua. Eles são capazes de tomar decisões, planejar ações e adaptar-se a diferentes situações para alcançar objetivos específicos. Esses agentes utilizam técnicas avançadas de IA, como aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, para interagir com o ambiente e realizar suas funções. Entre os principais exemplos de agentes autônomos estão assistentes como Siri, Alexa e Google Assistant, alem de carros autônomos, como os desenvolvidos pela Tesla e Waymo, ou mesmo os especializados como no mercado financeiro que podem realizar negociações de ações e outros ativos, analisando dados de mercado em tempo real para tomar decisões de compra e venda.

Características dos Agentes Autônomos

Autonomia Podem operar sem supervisão humana direta, tomando decisões baseadas em dados e algoritmos predefinidos. Adaptabilidade Ajustam suas ações com base em mudanças no ambiente ou nas tarefas que precisam realizar. Interatividade Interagem com outros sistemas, usuários ou agentes para coletar informações e executar tarefas complexas. Aprendizado Contínuo Melhoram seu desempenho ao longo do tempo, aprendendo com experiências passadas e feedback.

Exemplos de Agentes Autônomos

Assistentes Virtuais Assistentes como Siri, Alexa e Google Assistant são exemplos de agentes autônomos que ajudam os usuários em tarefas diárias, como definir lembretes, responder perguntas e controlar dispositivos domésticos inteligentes1. Veículos Autônomos Carros autônomos, como os desenvolvidos pela Tesla e Waymo, utilizam agentes autônomos para navegar, tomar decisões de direção e evitar obstáculos sem intervenção humana2. Robôs Industriais Na manufatura, robôs autônomos são usados para montar produtos, realizar inspeções de qualidade e otimizar processos de produção, aumentando a eficiência e reduzindo erros humanos3. Agentes de Negociação Em mercados financeiros, agentes autônomos podem realizar negociações de ações e outros ativos, analisando dados de mercado em tempo real para tomar decisões de compra e venda4. Sistemas de Diagnóstico Médico Agentes autônomos são usados em sistemas de saúde para analisar dados de pacientes, sugerir diagnósticos e recomendar tratamentos, auxiliando médicos na tomada de decisões clínicas

Veja Como Desativar a Meta IA do Seu Whatsapp

29 de Outubro de 2024, 06:00
A recente atualização do WhatsApp trouxe a Meta IA, um assistente virtual que utiliza inteligência artificial para ajudar os usuários em diversas tarefas. No entanto, nem todos ficaram satisfeitos ou seguros com essa novidade e muitos estão buscando maneiras de desativar ou minimizar a presença da Meta IA no aplicativo.

Aqui está um passo a passo para ajudar você a desativar a Meta IA no WhatsApp.

#1 Excluir a Conversa com a Meta AI A maneira mais simples de reduzir a presença da Meta AI é excluir a conversa com o assistente virtual. No Android: Pressione e segure a conversa com a Meta AI e, em seguida, toque no ícone da lixeira. No iPhone: Deslize a conversa para a esquerda e selecione a opção “Apagar”. #2 Arquivar a Conversa Se você preferir não excluir a conversa, pode arquivá-la para que ela não apareça na sua lista de chats. No Android: Pressione e segure a conversa com a Meta AI e toque na seta para baixo para arquivá-la. No iPhone: Deslize a conversa para a esquerda e toque em “Arquivar”. #3 Ocultar o Botão da Meta AI Abra o WhatsApp e vá para as configurações. Selecione “Conversas”. Desative a opção “Mostrar botão Meta AI”. #4 Não Interagir com a Meta AI Simplesmente ignore o assistente virtual. A Meta AI não interfere nas suas conversas pessoais e as mensagens trocadas com o assistente são geradas pela inteligência artificial em resposta ao que você envia. #5 Contestar o Uso de Dados Para aqueles preocupados com a privacidade, a Meta oferece a opção de contestar o uso de seus dados pela Meta AI. Você pode enviar um formulário com o número de telefone associado à sua conta no WhatsApp para garantir que suas mensagens não sejam utilizadas para o desenvolvimento ou aprimoramento dos modelos de IA.

Google avança para próxima geração da IA com Gemini Pro

13 de Dezembro de 2023, 12:20
Na manhã desta quarta-feira (13), o Google liberou a versão Pro de seu novo modelo de inteligência artificial, o Gemini. Focado em desenvolvedores e empresas, o lançamento chega ao mercado com três principais melhorias em ferramentas da plataforma:
  • "Gemini Pro API": a chave de programação gratuita, exclusiva e de fácil acesso disponível no Google AI Studio
  • "Image 2 Text": a ferramenta de leitura e conversão de imagens, vídeos e produtos digitais em diferentes conteúdos de texto
  • "Duet AI for Security Operations": o assistente virtual do Google agora conta com um sistema unificado de segurança de forma mais eficaz

Gemini Pro API no AI Studio ou Vertex AI

Desenvolvedores interessados em experimentar o Gemini Pro podem utilizar a nova API por meio do AI Studio, uma ferramenta gratuita do Google WorkSpace. Para níveis mais avançados, programadores e empresas podem facilmente transferir seu código do AI Studio para o Vertex AI, obtendo recursos adicionais de personalização e funcionalidades do Google Cloud.
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Image 2 Text

O Vertex AI, a interface mais avançada de programação do Google, melhorou a ferramenta de conversão de imagem para texto. Agora, além de transformar fotos em anúncios, legendas e até mesmo propagandas complexas, será possível gerar logos, emblemas, marcas e abstrações.

Leia também:

Duet AI Security Operations

O Duet AI, ferramenta de assistência para desenvolvedores do Google, já está disponível com códigos e chats alimentados por IA. Então, além de ajudar os usuários a construir aplicativos dentro de seu editor de código, os desenvolvedores podem contar com a segurança de operações e um suporte integrado em relação à privacidade, segurança e compliance.

Afinal, o que é o Google AI Studio?

O Google AI Studio é uma ferramenta gratuita que permite desenvolvedores, programadores e entusiastas a criarem rapidamente comandos, códigos, aplicativos, entre outros produtos digitais com uma chave de API. Para entrar no Google AI Studio basta ter uma conta do Google e aproveitar a cota gratuita, que permite 60 solicitações por minuto. Quando estiver pronto, o usuário pode clicar em "obter código" para transferir seu trabalho para o local de escolha. A primeira versão do Google Gemini Pro está disponível em mais de 180 países e 38 idiomas, incluindo o Brasil. Em comunicado à imprensa, o Google anunciou o lançamento do Gemini Ultra, o modelo mais amplo e capaz de IA da Big Tech, para o início de 2024.

ChatGPT-4: versão da IA trará novas possibilidades para vídeos e imagens

13 de Março de 2023, 06:00
A participação de Andreas Braun, CTO da Microsoft, em um evento de tecnologia na Alemanha, o “AI in Focus - Digital Kickoff”, gerou uma verdadeira euforia e aumentou a expectativa em torno da nova versão do ChatGPT, a 4. Braun afirmou que na próxima semana um novo modelo de linguagem natural desenvolvido pela OpenAI, empresa que recebeu investimento recente de US$ 10 bilhões da Microsoft será lançado. Segundo a agência de notícias alemã Heise, quatro integrantes das equipes de desenvolvimento da Microsoft estavam presentes no evento para apresentar o novo modelo que já integra a nova ferramenta Azure, dando origem ao Azure-OpenAI. A nova versão é esperada há algum tempo, mais especificamente desde o início de fevereiro. Sam Altman, CEO da empresa não concorda em dar detalhes da nova ferramenta. Tentou, até mesmo reduzir as expectativas afirmando que ela poderia gerar algum tipo de frustração. Leia mais: Maioria dos brasileiros usou ChatGPT por curiosidade e gratuidade “Na nova versão, teremos formatos e possibilidades totalmente diferentes, isso inclui vídeos e modelos multimodais capazes de captar informações de diferentes fontes. Esse novo pacote incluiria vídeos, imagens e outras referências que o sistema pudesse vasculhar na internet.” Outro avanço destacado por Braun é a capacidade de o sistema lidar melhor com a linguagem natural, um grande desafio para os sistemas de IA. Além disso, a versão 4 funcionará em vários idiomas. São muitas as perguntas sobre o ChatGPT-4, mas a verdade é que ele é muito aguardando, principalmente depois das informações trazidas pelo executivo da Microsoft.

16 negócios e indústrias que estão sendo revolucionados pela inteligência artificial

10 de Setembro de 2021, 06:30
Da saúde e da manufatura até o varejo, quase todos os setores foram impactados pela IA (inteligência artificial). Talvez a maioria dos consumidores pense que as empresas usam essa tecnologia principalmente para o marketing direcionado (e algumas realmente o fazem). No entanto, muitas outras áreas também estão sendo afetadas pela IA, uma vez que ela está ajudando companhias em todo o mundo a proteger funcionários e clientes, manter seu estoque e desenvolver novos produtos e serviços, entre outras funcionalidades. Mas como a IA está trabalhando nos bastidores para ajudar empresas e, assim, apoiar os clientes e consumidores que elas atendem? Siga todas as novidades do Forbes Tech no Telegram Veja, na galeria a seguir, 16 áreas da indústria que estão sendo aprimoradas pela inteligência artificial, segundo membros da Forbes Technology Council:
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Sua empresa está preparada para o século digital?

3 de Junho de 2021, 16:00
Em artigos anteriores mencionei alguns aspectos importantes para as empresas frente à pandemia e para o que virá a partir dela. Nosso cenário ainda é de muitas incertezas e seguimos vivendo em uma realidade na qual nós, como líderes, constantemente revisitamos nossas prioridades para cuidar da saúde e da segurança em primeiro lugar. Mas, conforme olhamos para frente, sabemos de uma coisa: o mundo pós-pandemia é híbrido, multidimensional e a hiperdigitalização veio para ficar. Acompanhamos ao longo de 2020 as empresas adotando amplamente a tecnologia para acelerar a transformação digital em seus processos de negócios, conforme se adaptavam a uma nova realidade de interação remota no comércio, nas comunicações e na aprendizagem. Junto a isso, os CEOs da América Latina passaram a ver como principais desafios a infraestrutura de tecnologia, os riscos cibernéticos e a regulação e esse novo mundo multidimensional, conforme IBV CEO Study 2021. E à medida que o mundo se recupera dos efeitos da pandemia, três conceitos-chave se destacam como os principais fatores de atenção para que as empresas possam perseverar e ter sucesso: confiança, talento e tecnologia.
  • Confiança. É dito que a confiança se ganha com mil atos e se perde com apenas um. Eu não poderia estar mais de acordo com essa frase. Uma ação equivocada pode colocar em risco uma relação de muitos anos. E isso não se aplica só para a nossa vida pessoal, mas também para os negócios. A pandemia, por exemplo, trouxe novos riscos, ameaças e regulações, e com eles a necessidade de garantir relações de confiança para cada interação. A tecnologia pode ajudar a tratar desses temas de forma preditiva, com soluções que podem apoiar os negócios na geração de insights e a operar com mais segurança. Mas, se não temos confiança, não adianta ter a tecnologia.
Oito em dez (82%) profissionais de TI da América Latina acreditam que poder confiar na IA é crítico ou muito importante para seus negócios. Por isso é importante que as empresas tenham o compromisso com o uso ético e responsável da tecnologia e com a privacidade dos dados dos clientes: Confiança e Transparência — devem orientar o tratamento de dados e percepções do cliente, e também o desenvolvimento e implementação responsáveis de novas tecnologias, como os assistentes virtuais, entre outros. Ética e confiança da IA - Promover o diálogo global. Conduzir isso de forma consistente nas operações, desde a pesquisa e a tecnologia até o trabalho em políticas públicas e parcerias com organizações e líderes globais. Os dados dos clientes são dos clientes, e seus insights são seus insights. As empresas de tecnologia têm que ter o compromisso de adotar esses princípios para proteger os dados e percepções dos clientes, garantindo o uso responsável e transparente de IA e outras inovações transformadoras. Nós como líderes temos a obrigação de garantir que os dados dos clientes são realmente apenas deles, que as informações estão sendo tratadas eticamente e com transparência e que nosso ecossistema de parceiros também conta com os mesmos princípios de confiança em todas as interações.
  • Talento. Como desenvolver novas capacidades, manter profissionais engajados e promover crescimento dentro da nova realidade – para pessoas, empresas e sociedade? É preciso olhar para o que cada um pode contribuir, quais as necessidades latentes e como podemos diminuir as barreiras para possibilitar que esse desenvolvimento aconteça. Ter um olhar amplo para os temas que nos impactam agora é o que fará a diferença no futuro: diversidade e inclusão, sustentabilidade empresarial, acesso à educação, democratização da tecnologia são meios para que talentos sejam colocados em ação e para que haja progresso com ganhos para todas as partes.
Somos nós como líderes que precisamos puxar esses temas nas nossas organizações, não só para o desenvolvimento da nossa própria força de trabalho, mas também para ajudar as próximas gerações a terem as oportunidades que vão nos ajudar a crescer como sociedade. Para dar um exemplo do que pode ser feito, no Brasil, IBM e Embrapii anunciaram em abril uma parceria para ajudar 10 mil estudantes brasileiros a se capacitarem com diversas habilidades, para trabalharem em tecnologias sob demanda. Professores das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) receberão treinamento de especialistas para ampliarem seus conhecimentos em tecnologias como nuvem híbrida, IA, computação quântica e segurança cibernética, visando incorporar esse conhecimento ao currículo da sala de aula.
  • Tecnologia. Por fim, volto a dizer que a tecnologia tem um papel fundamental para habilitar novas formas de operar, que por sua vez permitem às empresas inovar e criar novas conexões e caminhos mais seguros, confiáveis e com potencial de sucesso. Ter uma base digital sólida não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma prioridade e uma condição para existir. Estamos entrando em uma era em que a computação pode - e deve - acontecer em qualquer lugar, de data centers a nuvens públicas, até os limites da rede (edge).
Uma pesquisa da IBM conduzida pela Morning Consult, Global AI Adoption Index 2021, mostrou que 53% das empresas da América Latina estão adotando a IA, mas 80% ainda não utilizam IA na nossa região. Como podemos fazer para acelerar essa adoção? Na IBM achamos que a inteligência artificial deve ter um avanço pervasivo em toda a organização, estar incluída em todos os processos de negócio, front e back-end, fazendo as empresas mais eficientes e rentáveis; oferecendo melhores serviços e experiências para colaboradores, cidadãos e clientes, seja de forma online, por dispositivo móvel ou na loja. Por isso, acreditamos que o futuro é híbrido. A plataforma de nuvem híbrida permite às empresas e organizações tirarem proveito dos dados, de todas as fontes e em todas as formas. Um recurso de IA que entende, raciocina e aprende, usando todos esses dados, que pode levá-lo da análise de dados à previsão de resultados. Uma arquitetura segura, escalável e compatível com as regulamentações do setor. E, acima de tudo, incorpora continuamente novas inovações fornecidas pela nuvem, como a computação quântica. A sua empresa está preparada para o século digital? Tem os talentos, relações de confiança e tecnologia para se preparar para o futuro? É nosso dever como líderes puxar essas conversas, essas ações e colocar as nossas empresas no topo da jornada de transformação, para avançar como sociedade e deixar o Brasil no topo. Tonny Martins é gerente geral da IBM na América Latina. O executivo começou sua carreira como estagiário na empresa há 29 anos e ocupou diversas posições de liderança nos segmentos de Serviços, Soluções e Consultoria de Negócios.
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IBM adquire Instana para desenvolver nuvem híbrida

19 de Novembro de 2020, 13:28
A IBM anunciou que está adquirindo a Instana, uma startup de gerenciamento de desempenho de aplicativos. A operação enfatiza a transição da Big Blue de softwares e serviços para uma empresa focada no gerenciamento de soluções de nuvem, concentrando-se em nuvem híbrida, big data e recursos de IA. À medida que as empresas começaram a usar sistemas distribuídos mais complexos, por meio de nuvens públicas, privadas e locais, a aquisição da IBM fornece aos clientes uma maneira de gerenciar ambientes híbridos e multi-nuvem. "Nosso público se depara com um cenário complexo de tecnologia, cheio de aplicativos e dados que são executados em uma variedade de ambientes de nuvem híbrida", diz Rob Thomas, vice-presidente sênior de nuvem e plataforma de dados da companhia. "A aquisição da Instana é mais um passo importante que estamos dando para fornecer às empresas o portfólio mais completo de soluções automatizadas de IA e ajudar a prevenir incidentes de TI que podem custar muito caro em receita perdida e reputação." LEIA MAIS: IBM lança computação em nuvem para operadoras de telefonia Com sede em Chicago e centro de desenvolvimento na Alemanha, a Instana foi fundada em 2015 por Mirko Novakovic, Pete Abrams, Fabian Lange e Pavlo Baron. "Com a responsabilidade adicional de garantir a qualidade de construção e execução do software que desenvolvem, as equipes de DevOps precisam de uma nova geração de monitoramento de desempenho de aplicativos e recursos de observação para ter sucesso", diz o cofundador e CEO Novakovic. Para ele, "os produtos da Instana combinados com a automação com base em IA da IBM, em ambientes de nuvem híbrida, darão aos clientes uma visão completa do desempenho de seus aplicativos para otimizar as operações". A empresa levantou US$ 57 milhões ao longo de sua trajetória, sendo US$ 30 milhões na rodada mais recente, uma Série C em 2018.
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Empresas devem gastar US$ 50 bilhões em inteligência artificial em 2020

21 de Outubro de 2020, 06:00
Os gastos corporativos com sistemas de inteligência artificial devem ultrapassar US$ 50 bilhões neste ano. No entanto, a grande maioria das empresas pode não ter muito retorno imediato sobre esse investimento recorde. Em uma pesquisa com mais de 3.000 gerentes de empresas sobre seus gastos com IA, apenas 10% relataram benefícios financeiros significativos de seu investimento até agora, constatou o novo relatório do “MIT Sloan Management Review”, revista digital de tecnologia e negócios, e do Boston Consulting Group, empresa de consultoria corporativa. LEIA MAIS: Nestlé reforça estratégia de digitalização com centro de inovação e tecnologia Os ganhos com a tecnologia não acompanharam o aumento da adoção do investimento, diz Shervin Khodabandeh, que liderou o estudo e é codiretor de negócios em IA do Boston Consulting Group na América do Norte. “Estamos vendo mais atividades, o que também significa mais investimento em tecnologia e ciência de dados”, diz Khodabandeh. “Mas a linha de impacto ainda não mudou realmente.” Os resultados devem ser preocupantes para as empresas que continuam a despejar dinheiro em projetos de IA em um ritmo vertiginoso, procurando usar as ferramentas alternativas para tudo, desde gerenciamento de contratos até fornecer energia a assistentes domésticos e carros autônomos. Mais de US$ 50 bilhões devem ser investidos em sistemas de IA globalmente neste ano, de acordo com o IDC, empresa de consultoria de mercado, acima dos US$ 37,5 bilhões em 2019. Em 2024, o investimento deve chegar a US$ 110 bilhões, prevê a entidade. Apesar dos bilhões investidos, projetos de IA fracassados são crescentes. A IBM desviou a prioridade de sua tecnologia Watson, sistema de computador de solução de questões, após atrair o desprezo por empreendimentos como um projeto de oncologia de US$ 62 milhões que fez sugestões imprecisas sobre tratamentos de câncer. A Amazon teve de parar com uma ferramenta de recrutamento de IA depois que ela mostrou preconceitos misóginos. E empresas menores descobriram que construir tecnologia é mais difícil do que parece, já que assistentes virtuais supostamente equipados com IA e agendadores de reuniões acabam dependendo de humanos reais nos bastidores. As empresas estão lutando para entregar projetos de IA e ter mais resultados, diz Khodabandeh, porque elas gastam demais em tecnologia e cientistas de dados, sem implementar mudanças nos processos de negócios que poderiam se beneficiar da IA ​​—uma conclusão que ecoa um relatório da “Harvard Business Review” publicado em junho. Tome a Uber como exemplo. No mês passado, os engenheiros da empresa de caronas concluíram que seus carros autônomos não conseguiam dirigir mais de 800 metros até encontrarem um problema. A inteligência artificial do programa ainda "luta com rotinas e manobras simples", de acordo com um relatório na “The Information”. Parte do motivo da falha, de acordo com um memorando interno, são ideias concorrentes sobre como implementar a tecnologia. LEIA MAIS: Honda deixará a F1 para se concentrar em tecnologia de emissão zero Mas, com a promessa da IA ​​de economia e melhorias em grande escala para os negócios, as empresas não vão parar de investir em tecnologia tão cedo. Os pesquisadores do BCG e do MIT descobriram que 57% das empresas disseram ter implantado seus próprios projetos de IA, em relação a 44% das empresas em 2018. Para que esses projetos dêem frutos, Khodabandeh diz que mais usuários de IA precisarão repensar como a tecnologia está integrada em seus negócios. “Claramente há muito exagero”, diz ele. “E parte desse exagero aparece nos dados.”
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Conheça a plataforma de IA que detecta falhas elétricas e incêndios florestais melhor e mais rápido do que humanos

29 de Julho de 2020, 06:00
A startup Buzz Solutions, da StartX, de Stanford (Califórnia), acaba de lançar sua solução de IA para ajudar as companhias elétricas a detectar, de maneira mais rápida, linhas de energia e falhas na rede elétrica para que os reparos possam ser feitos antes do início dos incêndios. A plataforma exclusiva utiliza inteligência artificial e tecnologia de visão mecânica para analisar milhões de imagens de linhas de alta tensão e torres de drones, helicópteros e aeronaves para encontrar falhas perigosas, além de vegetação exagerada, dentro e ao redor da infraestrutura da rede para ajudar as concessionárias a identificar áreas problemáticas e repará-las antes que um incêndio comece. LEIA MAIS: Forbes promove primeiro webinar sobre Saúde Mental nas empresas. Participe O sistema pode fazer a análise pela metade do custo e a um tempo menor em comparação aos humanos, em um período de horas a dias, não meses a anos. O Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia determinou que as linhas de transmissão da PG&E foram as culpadas pelo enorme incêndio de Kincade em Sonoma, na Califórnia, no ano passado. Problemas de linhas de alta tensão e equipamentos vêm sendo a causa dos incêndios florestais mais recentes, e a temporada de incêndios florestais começou novamente. Detectar falhas nos equipamentos da rede elétrica de maneira rápida, à medida que o clima fica mais quente e com mais ventos, pode ajudar as companhias a salvar vidas e economizar bilhões de dólares. A Buzz Solutions já possui pilotos sendo treinados nas principais empresas de serviços públicos do país. Atualmente, as empresas de energia revisam o status das linhas de energia todos os anos, colaborando com outras organizações para capturar milhões de imagens de linhas de energia, torres e vegetação circundante com o auxílio de drones, helicópteros e aeronaves. O processamento das imagens leva de seis a oito meses e envolve técnicos e engenheiros que mapeiam manualmente todos os dados juntos, procurando por culpados e falhas, sinalizando-os para uma inspeção pessoal. No entanto, durante o processo, as linhas podem ser interrompidas, causando incêndios florestais e forçando o desligamento ou causando impactos maiores. CONFIRA: Forbes elege as empresas mais promissoras em inteligência artificial Por outro lado, a IA da Buzz Solutions e a tecnologia de visão mecânica revisam as imagens de inspeção capturadas por tais ferramentas variadas que são armazenadas na nuvem. A IA analisa as imagens através de seus algoritmos proprietários para detectar falhas em todos os principais componentes das linhas de transmissão e distribuição. O algoritmo também procura áreas onde a vegetação pode estar invadindo o equipamento e apresentando risco de incêndio. Essa análise é feita em horas ou dias, pela metade do custo do processo tradicional. As companhias podem tomar medidas para avaliar as imagens sinalizadas e reparar ou substituir o equipamento antes que causem incêndio. “É definitivamente hora de avançar usando a IA para reduzir a ameaça de incêndio. Acreditamos que a indústria de serviços elétricos está pronta para utilizar uma abordagem melhor para manter seus equipamentos em boas condições de funcionamento e pessoas e propriedades seguras”, disse Kaitlyn Albertoli, cofundadora e CEO da Buzz Solutions. A Buzz Solutions também fornece modelos e análise preventivas a partir de dados históricos, dados de ativos e falhas e dados meteorológicos para determinar com antecedência onde falhas e áreas de alto risco provavelmente ocorrerão no futuro. “Nossa visão é usar tecnologia inovadora para proteger nossa infraestrutura elétrica e meio ambiente hoje e ajudar a prever onde os problemas surgirão no futuro. Isso é ainda mais importante uma vez que somos seriamente afetados pelas mudanças climáticas”, acrescentou Vikhyat Chaudhry, cofundador e CTO, COO da Buzz Solutions. De acordo com autoridades da região, o verdadeiro custo dos incêndios florestais nos Estados Unidos é mais complicado e envolve mais dinheiro do que se poderia pensar. Existem custos diretos de combate ao fogo e perdas diretas a partir do fogo, fumaça e água, além de custos de reabilitação, custos indiretos e alguns custos adicionais incomuns. VEJA TAMBÉM: Insitro arrecada US$ 143 milhões para unir biologia e inteligência artificial Os custos com incêndios são quantificados com mais facilidade quando há impactos imediatos e diretos. A categoria inclui gastos federais, estaduais e locais. Esses custos, por sua vez, podem ser divididos em gastos com aviação, motores, equipes de combate a incêndios e agentes pessoais. Além dos gastos de eliminação do incêndio, outras despesas diretas incluem perdas de propriedades privadas (seguradas e não seguradas), danos às linhas de serviços elétricos, danos às instalações de lazer, perda de recursos da madeira e ajuda aos moradores que tiveram que deixar a área. A maioria desses custos acontecem durante ou imediatamente após o incêndio. Os custos imediatos de reabilitação de emergência são realizados nos dias, semanas e meses após o incêndio e são claramente relacionados ao próprio incêndio. Os gastos de reabilitação a longo prazo são mais difíceis de quantificar. As bacias hidrográficas danificadas podem levar muitos anos para se recuperar e exigir atividades de restauração significativas. Inundações após o incêndio podem causar danos adicionais à paisagem já prejudicada, e os impactos subsequentes podem incluir um aumento de espécies invasoras e forte erosão do solo. Os custos indiretos de incêndios florestais incluem taxas tributárias perdidas, como impostos sobre vendas e municípios, além de impostos comerciais e perdas de propriedades que se acumulam ao longo do tempo. Por exemplo, propriedades que escapam aos danos causados ​​pelo fogo ainda podem sofrer desvalorização à medida que a área se recupera. Tais custos indiretos, às vezes, são rotulados como custos de impacto. Gastos adicionais, às vezes chamados de custos especiais, abrangem discussões como o valor de uma vida humana. Enquanto a EPA coloca o valor de uma vida humana em US$ 7 milhões, o setor de saúde paga uma média de US$ 316 mil ao longo de uma vida média, considerado por eles como um valor médio de uma vida humana na América. VEJA: Por que o programa de inteligência artificial GPT-3 é incrível, mas superestimado A perda de vidas humanas, problemas contínuos de saúde para jovens e idosos com sistemas respiratório ou imunológico fracos e cuidados de saúde mental se enquadram nessa categoria, mas raramente são quantificados. A extensa perda de beleza estética e cênica, a existência da vida da natureza e outras também são difíceis de quantificar. A síntese de estudos de caso revela uma quantidade de custos totais de incêndios florestais entre 2 e 30 vezes maiores que os custos de supressão relatados. Portanto, o enorme incêndio Kincade, que queimou 78 mil acres e causou a evacuação de 200 mil pessoas, custou US$ 725 milhões, provavelmente custará muitos bilhões de dólares quando tudo tiver realmente acabado. Essa é uma área em que a tecnologia realmente faz a diferença, e a nova solução de IA é uma parte importante disso.
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WEG compra startup Mvisia, focada em IA e visão computacional

23 de Junho de 2020, 11:28
A WEG fechou acordo para a aquisição do controle da startup Mvisia, especializada em soluções de inteligência artificial aplicada à visão computacional para a indústria, segundo comunicado ao mercado hoje (23). Com o fechamento da operação, que não teve valor divulgado, a WEG passa a ter 51% do capital social da Mvisia, com possibilidade, prevista em contrato, de aumentar sua participação nos negócios futuramente. VEJA TAMBÉM: Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, e fique por dentro de tudo sobre empreendedorismo "A aquisição faz parte da estratégia da companhia de incluir novos recursos à WEG Digital Solutions e à plataforma IoT WEGnology, lançada recentemente com o objetivo de atender as demandas da Indústria 4.0", afirmou a companhia. Trata-se da terceira aquisição da WEG desde que a companhia anunciou, em junho de 2019, a criação de uma nova estrutura de negócios digitais. A Mvisia foi fundada em 2012 no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP). (Com Reuters)
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Entenda os novos caminhos abertos pela inteligência artificial em setores já estabelecidos

16 de Janeiro de 2020, 06:00
Não há dúvidas de que a inteligência artificial (ou a sigla AI, do inglês “artificial intelligence”) tem papel decisivo em diversas indústrias, e que algoritmos criam a base de qualquer negócio e o DNA de qualquer empresa. Sabedoria convencional, que não é baseada em nenhuma pesquisa, vê o crescimento da AI como algo que provocará mudanças radicais e disruptivas em indústrias já estabelecidas nos próximos dez anos. Além disso, nunca houve melhor momento para investir em AI do que agora. Investimentos focados na tecnologia cresceram 1800% em apenas seis anos. O motivo desses números é, em parte, o fato de que empresas esperam que a AI permita que elas entrem em novos setores ou que permaneçam competitivas em suas indústrias. LEIA MAIS: Para 63% dos executivos, inteligência artificial aumenta receita das empresas Estrategistas acreditam que essa não será uma surpresa para CXOs (do inglês Chief Experience Officer ou diretor de experiências) e grandes tomadores de decisão, uma vez que o crescimento da adoção da AI e a proliferação da automação inteligente e intuitiva de algoritmos estimulam a criação de novas indústrias e negócios. No geral, eles criam novas oportunidades para monetização de negócios. No entanto, algumas questões surgem aos CXOs: como essas novas indústrias e negócios serão criados com a AI? Quais as mudanças estratégicas que os líderes podem fazer para monetizar essas oportunidades? A criação de novas indústrias e segmentos depende de avanços dramáticos em AI, que a levarão do descobrimento à aplicação comercial a uma nova indústria. Novos segmentos que giram em torno de AI estão sendo desenvolvidos, mas estão longe de concluídos. Um olhar superficial da nova era de negócios inclui micro-segmentos, compras online hiper-personalizadas, companhias de carona movidas a GPS, canais de streaming baseados em recomendações, companhias de EdTech (educação e tecnologia) com aprendizado adaptável e trabalhos novos e controversos de AI. Mesmo assim, muito mais pode ser feito na área. A adoção da AI traz à tona a tentativa de adaptação a algoritmos e como eles afetam o comportamento do consumidor e dos empregados. Os algoritmos vêm para ficar, e com eles, organizações precisam atualizar suas estratégias tecnológicas e suas metodologias para refletir como o mundo evolui. Essa necessidade vem se tornando cada vez mais uma obrigação. Por outro lado, empresas tradicionais estão invertendo seus investimentos, processos e sistemas para se alinharem às mudanças do mercado. Com o foco no comportamento do consumidor, a AI está de fato trazendo aos negócios uma abordagem mais humana. Atualmente, a inteligência artificial foca mais em aplicações comerciais que optimizem a eficiência de indústrias já existentes e menos em algoritmos patenteados que poderiam levar a novas indústrias. Essa eficiência acelera a consolidação e convergência de setores, mas não leva a criação de indústrias. No entanto, o uso mais potente da inteligência artificial pode ser, a longo prazo, a descoberta e busca por soluções de novos problemas, mais complexos e que são a base de novas indústrias. Algumas empresas já perceberam a importância deste plano a longo prazo e usam seus investimentos em AI para isso. Ainda assim, poucas presenciam a inteligência artificial criando novos segmentos ou negócios. Os verdadeiros vencedores são aqueles na economia dos algoritmos são aqueles que alinham suas estratégias e criam sua inteligência artificial do zero, mantendo seus algoritmos fortes e redefinindo segmentos de negócios, monetizando novas oportunidades. A inteligência artificial tem um potencial enorme de impulsionar a criação de novas indústrias e a disrupção das já existentes. O mapa para os líderes interessados nela não é fácil de seguir, mas traz grandes recompensas. Mudança exige muito esforço, mas a perseverança de um estrategista que usa AI é o mais importante traço, que cria um senso de urgência em face a novas possibilidades.
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Microsoft vai investir US$ 1 bi na OpenAI

22 de Julho de 2019, 15:22
A Microsoft informou hoje (22) que está investindo US$ 1 bilhão na OpenAI e que as duas empresas formaram uma parceria para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial por meio do serviço de computação em nuvem Azure, da gigante do software. LEIA MAIS: Microsoft tem resultado trimestral acima do esperado A OpenAI foi fundada em 2015 como uma entidade não lucrativa e com US$ 1 bilhão em financiamento dos investidores do Vale do Silício Sam Altman, Peter Thiel e Reid Hoffman, cocriador da rede social LinkedIn. O grupo depois criou uma entidade voltada ao lucro para poder receber investimentos externos. Desde sua fundação, a OpenAI utilizou pesquisadores de inteligência artificial para avançar no campo, como ensinar uma mão robótica a executar tarefas humanas por meio de utilização apenas de software, o que reduz o custo e o tempo para se treinar robôs. O grupo também está focado em segurança e nas implicações da tecnologia de inteligência artificial, pesquisando como os computadores podem gerar reportagens realistas com pouco mais que sugestões de manchetes e alertando pesquisadores a considerar como seus trabalhos e algoritmos podem ser usados com implicações negativas antes das descobertas serem publicadas. A OpenAI afirmou que o investimento da Microsoft vai ajudar o grupo a pesquisar "inteligência artificial geral", ou AGI, na sigla em inglês. A tecnologia AGI é o santo Graal do campo e significa que um sistema de computação pode dominar um assunto tão bem ou melhor que humanos, e também dominar mais campos do conhecimento que um humano. "Acreditamos que é crucial que a AGI seja desenvolvida de maneira segura e que os benefícios econômicos disso sejam amplamente distribuídos", disse Altman. As duas partes não responderam perguntas da Reuters sobre os termos do acordo. Quando a OpenAI criou a estrutura com fins lucrativos em março, afirmou que os investidores que colocarem dinheiro na nova entidade terão seus retornos limitados e que a missão da parte não lucrativa da entidade teria precedência sobre a área voltada ao lucro. VEJA TAMBÉM: Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$ 2 bi As duas empresas também negaram dizer se o investimento da Microsoft será feito em dinheiro ou se vai envolver créditos para utilização do serviço de computação em nuvem Azure. Serviços de computação em nuvem são uma grande fonte de custo para a OpenAI, que gastou US$ 7,9 milhões na atividade no ano fiscal de 2017, ou cerca de um quarto de suas despesas naquele ano, segundo dados da Receita Federal dos Estados Unidos.
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O futuro da análise de personalidade

27 de Junho de 2019, 14:59
Da década de 1930 até a de 1950, era comum utilizar testes de personalidade para analisar a adequação do emprego e combinar candidatos com vagas. Essa tendência diminuiu dos anos 60 a 90, pois os candidatos conseguiam "induzir" as respostas para o que eles entendiam ser necessário para determinada vaga. Foi durante esse período que a tecnologia ganhou protagonismo e, aos poucos, revolucionou essa ferramenta. Com a chegada do Big Data e da Inteligência Artificial, os testes de personalidade voltaram à tona. Inovação virou a palavra de ordem nas corporações em diversos departamentos, mas o RH não acompanhou esse bonde e ficou carente desta por anos. Empresas passaram a gastar milhões para explorar o comportamento do consumidor, segmentar perfis de clientes e identificar padrões nos dados para fazer projeções. No entanto, só agora começamos a ver as primeiras iniciativas de inovação no setor. Nos últimos anos, surgiram diversas plataformas digitais para auxiliar o processo de contratação, como os famosos algoritmos de matching e recomendação com base em habilidades técnicas, dados demográficos, geográficos etc. Apesar disso, ainda não vimos uma inovação significativa para a análise de comportamento dos candidatos ou colaboradores da empresa, algo que já acontece com o consumidor, por exemplo. As metodologias utilizadas pela indústria para essas análises ainda são as mesmas da década de 30 e pouco se evoluiu. Porém, a maioria dos testes tradicionais foram construídos para aplicações individuais (one to one), e não para serem escaláveis e alcançar milhares de candidatos simultaneamente em um processo seletivo. Por isso, a busca por alternativas para tornar esse processo mais eficiente não para. É inegável que contratar funcionários com as personalidades certas pode contribuir para aumentar o envolvimento e a produtividade. Embora o histórico de trabalho e um forte conjunto de habilidades sejam importantes, os traços individuais e os valores que uma pessoa possui são considerações fundamentais no processo. Se soubermos o suficiente sobre o que você diz e faz, seu teste aparentemente irá prever sua resposta a um discurso de vendas, facilidade para se relacionar ou qualquer outro estímulo. Na maioria das estruturas de equipe, todo membro tende a desempenhar um papel diferente. Descobrir os pontos fortes e fracos deles é fundamental ao emparelhá-lo com uma equipe e, em alguns casos, a uma função específica. Para acompanhar esse movimento, os testes de personalidade ou avaliação de carreira ganharam uma função adicional: são usados para combinar sua personalidade com uma equipe ou até mesmo um trabalho. Pode ser difícil ter boa leitura de alguém durante uma entrevista. Por isso, testes de personalidade durante o processo de contratação são excelente indicador para saber se uma pessoa será bem-sucedida em sua empresa. No cenário atual de inovação tecnológica, mudanças estruturais na relação de trabalho e um mercado em transição, abre-se caminho para novas metodologias de análise de personalidade escaláveis e automatizadas, com o objetivo de reunir essas informações e olhar além das métricas tradicionais. Há um mundo enorme e ainda inexplorado além disso, e as empresas e candidatos só têm a ganhar.   Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Facebook Twitter Instagram YouTube Baixe o app de Forbes Brasil na Play Store e na App Store   Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Nexo Voice: por que a transformação digital deve chegar às mentes analógicas

11 de Junho de 2019, 05:00
Quando tecnologias emergentes são aplicadas apenas para automatização de tarefas e/ou procedimentos, não se trata de uma transformação digital plena, mas, sim, de uma modernização de processos. Porém, a transformação digital vai bem além disso. Acontece a partir do momento em que o ​"mindset" do usuário, do gestor e de todos aqueles que compõem o corpo da empresa estão voltados para fora do padrão de mundo habitual. Pensar fora da caixa é o desafio e, para que seja cultivado, é preciso um exercício diário feito sem medo. O medo reduz a capacidade criativa das pessoas no ambiente profissional e faz com que as soluções sejam cada vez mais voltadas para a automação, em vez da quebra de paradigmas. Essa transformação pode ser menos sacrificante quando começa mais cedo, ainda nas instituições de ensino. O primeiro passo para ingressar com sucesso no universo digital é durante o período escolar e, para que isso aconteça, os modelos de educação também precisam se transformar. Escolas com modelos de educação invertida, onde o professor não é mais o centro do saber, mas aquele que orienta o aluno na descoberta de novos caminhos e formas de cultura. A nova cara da grade curricular também é uma aliada na hora do aprendizado. Matérias como empreendedorismo, lógica, robótica e linguagem de programação já fazem parte de algumas escolas. Conceitos, esses, que já são realidade em algumas instituições. Esses espaços de alunos colherão os frutos muito em breve, já que neste formato eles adquirem amplo conhecimento voltado para o universo digital. Estamos falando de formadores de opiniões que sempre questionarão por que fazer algo antes de simplesmente dizer o que deve ser feito. Para os adultos, fomentar o compartilhamento do saber é uma cultura que pode ser implantada e trazer muitos frutos. Assim como no novo modelo educacional, os gestores precisam entender que não são os donos do conhecimento, mas aqueles que, dada sua experiência e perfil estratégico, estimulam o senso de transformação e criatividade em seus colaboradores. Que tal realizar reuniões multidisciplinares, onde equipes apresentem suas dores, para que, juntas, busquem uma solução? Esse pode ser um caminho que, mesmo tardio, proporciona uma safra de profissionais pensantes. Para que a transformação digital aconteça, o erro é algo comum. É assim que surge boa parte das brilhantes e verdadeiras soluções de transformação, já que é neste tipo de situação que mentes analógicas são desafiadas a pensar diferente. E, a partir deste novo modelo de pensamento, gera-se um processo criativo dentro das empresas. Isso faz com que as soluções propostas não sejam apenas para automatizar a execução de processos. A partir de insights coletivos, podem ser criadas soluções transformadoras e que se adequem ao modelo de negócio, que evoluam com as mudanças econômicas e gerem resultados. Tudo é possível graças à correta aplicação do conhecimento influenciado pela combinação entre criatividade, tecnologia e informação.

#SXSW19: Conexão humana e propósito

18 de Março de 2019, 16:53
Getty Images Minha expectativa como iniciante no SXSW era sair letrada em inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual, bots, robôs, codes. Era entender um pouco mais sobre como toda essa tecnologia vai impactar o meu trabalho. Para minha surpresa, o que mais me chamou atenção no festival foi o enfoque no fator humano. Obviamente, a tecnologia está regendo o mundo, transformando e impactando rapidamente diversas áreas, como mostrou Lining Yao, Ph.D em Ciência da Computação pelo MIT Media Lab, com seu revolucionário estudo “Morphing Matter”. Sua pesquisa utiliza temperaturas extremas, pH e pressão do ar para alterar o estado de uma matéria. E o que isso tem a ver com comunicação? Tudo. Há 1 ano, Yao desenvolve uma parceria com a marca Barilla que promete ir muito além de um design de produto. O resultado do trabalho terá um grande impacto em toda cadeia, desde embalagem até o transporte. Enfim, depois de 45 minutos de “ciência pura”, Lining terminou a apresentação com uma foto dos 15 cientistas da MIT que estão trabalhando incansavelmente para tornar realidade algo que só era possível em “Os Jetsons”. Foi lindo vê-la dividindo a luz do palco com seu time. E o que esperar do grande mestre do xadrez Garry Kasparov? Muita frieza, certo? Não foi o que eu vi em Austin. O ex-campeão mundial cravou: “Quando homem e máquina trabalham juntos, o mais importante não é a capacidade de um ou outro, mas a interação entre os dois. O poder da colaboração”. Do xadrez para música. Mesmo em campos tão distintos, Ad-Rock, um do legendários músicos do Beastie Boys, compartilhou da opinião de Kasparov. Para ele, não se trata de uma banda sobre três pessoas e um som inovador para sua época. “É sobre a cidade de Nova York, amigos, músicas e filmes a que assistimos [... ] é sobre colaboração”. Michael D. encerrou dizendo: “O sucesso foi uma consequência, nós só queríamos nos divertir e falar o que sentíamos, e é assim até hoje”. "Be true to yourself and you’ll never fall", trecho da música “Pass the Mic”. Fora do Centro de Convenções, mais uma prova da importância do tal fator humano. Pelas ruas de Austin, um pôster do festival de música anunciava: “It’s not a competition. It’s a collaboration”. Um pouco antes, Priscilla Chan, médica, educadora e esposa de Mark Zuckerberg, falava em sua palestra: “A tecnologia só poderá resolver grandes problemas se conseguirmos reunir as pessoas. É preciso de colaboração radical”. Na realidade virtual, me deparei com uma experiência na qual você se relacionava com sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. “Em uma era de bots, nós acreditamos em humanos", constatou o autor do livro “The Happiness Equation”, Neil Pasricha. Era mais real do que virtual. Seguimos nesse tema que me faz sorrir. A psicoterapeuta Esther Perel concluiu no seu painel: “Os relacionamentos são fundamentais para o sucesso de pessoas e empresas”. Compartilhar de um mesmo propósito impacta positivamente na vida das pessoas e no sucesso do negócio. Parece óbvio, mas sabemos que isso não é realidade nos ambientes de trabalho, onde as estratégias de curto prazo focadas apenas no resultado financeiro (e na competição) ainda dominam o ambiente corporativo. Bruce Mau, designer e educador, foi um capítulo à parte. “Designing for the Five Senses” me transformou como pessoa, além de me dar mais razões para continuar sendo uma profissional inconformada. Ele disse: “O tempo é muito mais valioso que o dinheiro. É muito mais precioso. Planejar o nosso tempo é a coisa mais importante a se fazer. Nós vivenciamos o tempo através dos sentidos”. Daí, ele discorreu poeticamente sobre a importância de prestarmos atenção aos sentidos para termos uma vida plena. Enfim, essa catarse me deu a convicção do porquê as interfaces de voz, gestos e reconhecimento facial ganharão força nos próximos anos. A inquietação é sobre como somar a isso o olfato e o tato como parte da estratégia de comunicação das marcas. Ready Player One “feelings”. A experiência que tive em Austin me trouxe uma deliciosa lembrança familiar: Em 1988, minha mãe, então funcionária pública, resolveu ajudar meu pai na sua modesta loja de móveis. A primeira medida enquanto consultora autoproclamada, foi comprar uma impressora colorida, rara na época, e pedir ajuda dos filhos para criar cartões de aniversário personalizados usando o avançado Pagemaker. Esses cartões eram assinados por todos os membros da família e, me lembro como fosse hoje, me revoltava em ter de passar metade dos sábados assinando cartões para “desconhecidos”. Adivinhem, esses tais desconhecidos valorizaram o fato de nos importarmos com a data e, como consequência, as vendas duplicaram em menos de 6 meses. Esses clientes iam até a loja para agradecer o carinho, dizendo que nem os familiares haviam se lembrado da data, e acabavam fazendo novas compras e assumindo novas prestações que honravam religiosamente. No final, o SXSW veio para validar a crença que minha mãe cultivava desde a década de 80: tudo gira em torno das pessoas e suas histórias.   Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr   Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

São Paulo ganha Instituto Avançado para Inteligência Artificial

26 de Fevereiro de 2019, 06:00
Será inaugurado hoje (26), na Unesp, o Instituto Avançado para Inteligência Artificial (AI2). O centro, sem sede própria, lançado por alguns dos pesquisadores das principais universidades do país, visa expandir os interesses entre a academia e o setor privado para pesquisa de impacto sobre o assunto. O workshop, que será realizado no Núcleo de Computação Científica (NCC) da Unesp, no câmpus da Barra Funda, em São Paulo, reunirá pesquisadores que atuam em inteligência artificial, e abrirá espaço para que potenciais parceiros do setor empresarial possam apresentar oportunidades de colaboração com o grupo. LEIA MAIS: Trump ordena promoção de inteligência artificial Segundo o instituto, a ideia é providenciar uma estrutura organizacional eficiente, porém simples, para dar autonomia aos pesquisadores na relação com as empresas. A iniciativa privada terá o AI2 como ponto de referência para especialistas em inteligência artificial, aprendizado de máquina e big data, entre outras coisas. O objetivo é estimular e facilitar o desenvolvimento de projetos inovadores que utilizam os avanços da tecnologia digital para promover ações de impacto socioeconômico. As produções deverão atender tanto o interesse privado quanto do meio acadêmico, procurando beneficiar a sociedade e influenciar a criação de políticas públicas para o desenvolvimento da área. A rede de espaços de coworking do instituto é conectada por um sistema de videoconferência para proporcionar a interação entre os pesquisadores e os desenvolvedores atuantes nas diferentes áreas. O AI2 não tem fins lucrativos e promete prezar pela transparência, inclusão e transversalidade de suas ações. Siga FORBES Brasil nas redes sociais: Forbes no Facebook: http://fb.com/forbesbrasil Forbes no Twitter: http://twitter.com/forbesbr Forbes no Instagram: http://instagram.com/forbesbr

Como usar a inteligência artificial para fazer cerveja

12 de Fevereiro de 2019, 06:00
A inteligência artificial (IA) tem muitas contribuições a dar ao mundo. Algumas cervejarias, por exemplo, já estão usando IA para melhorar a própria produção. Seria isso algo brilhante ou inacreditável? Ainda é cedo para dizer, mas é certo que o uso de dados na tomada de decisão dos fabricantes, e no fabrico de cervejas artesanais, faz com que a bebida produzida pela IA instigue a curiosidade de muitos. LEIA MAIS: Blockchain chega à mesa de jantar A cerveja produzida pela IA A inteligência artificial oferece um ótimo suporte à produção. Depois de falar como as cervejarias multinacionais usaram os dados para tomar decisões publicitárias, Hew Leith e Rob McInerney, fundadores da IntelligentX, cervejaria que faz uso de IA, resolveram usar a tecnologia para melhorar o próprio produto. A IntelligentX se diferencia pelo fato de ter criado a primeira cerveja com algoritmos do mundo. A empresa criou quatro rótulos: Black AI, Golden AI, Pale Al e Amber AI. O endereço online da marca é impresso na embalagem, para que os consumidores deem um feedback via Facebook Messenger e digam o que acharam da cerveja. Ao responder a uma série de dez perguntas, mais de 80% das pessoas que entraram em contato com a empresa forneceram a ela mais de 10 mil informações para um valioso banco de dados. Esses dados são processados por um algoritmo IA e, em seguida, a cervejaria decide se deve ou não atender aos pedidos. A ideia de Leith e McInerney não é substituir um mestre cervejeiro, mas, por meio da IA, obter insights para aprimorar a produção. Uma vez que a empresa é capaz de atender aos pedidos, pode ser possível encomendar uma cerveja com base nos gostos pessoais do cliente, criando assim bebidas personalizadas. Projeto de impressão digital da Carlsberg A Carlsberg, uma cervejaria de Copenhagen, iniciou um projeto milionário de impressão digital da bebida em parceria com a Microsoft, a Universidade de Aarhus e a Universidade Técnica da Dinamarca. A cada dia, eles criam cerca de mil amostras diferentes de cerveja, num esforço que, esperam, mude a forma como a bebida é produzida. O projeto emprega sensores que podem determinar a impressão digital do sabor de cada amostra, além de analisar leveduras diferentes. Os dados são coletados por um sistema de IA para utilização no futuro. O sistema não apenas permite que os produtos cheguem ao mercado com mais rapidez, mas também garante uma melhor qualidade. A India Pale Ale perfeita Uma cervejaria da Virgínia usa o aprendizado de máquina para desenvolver a India Pale Ale (IPA) perfeita. A Champion Brewing se associou à Metis Machine, uma empresa de IA, em uma espécie de estímulo para fabricar uma nova IPA ML (sigla para machine learning, ou aprendizado de máquina). O primeiro passo foi inserir informações sobre as dez IPAs mais vendidos dos Estados Unidos, assim como os dados sobre as dez marcas mais comercializadas. Com base em tudo, o algoritmo determina a melhor receita. SAIBA TAMBÉM: Programa de TV mais visto do mundo será exibido em IA Esses dados também foram utilizados em um outro processo de fabricação de cerveja por meio da IA, um experimento que combinou receitas de Brewdog e classificações da Untappd -- rede social de troca de experiência sobre cervejas -- para dar início a uma rede de cervejas artificiais. A rede seria então empregada na avaliação de novas receitas, e para determinar quais eram mais propensas a obter altas classificações. Tal experimento concluiu que a IA poderia ser uma aliada poderosa para a criatividade de um cervejeiro ou para otimizar rótulos já existentes, mas que não substituiria o trabalho humano. Barman robô A espuma da cerveja pode não atender às expectativas da maioria das pessoas. Para determinar o que faz uma espuma perfeita, uma equipe de pesquisa australiana criou o RoboBeer, um robô que pode derramar a cerveja com precisão suficiente para criar uma espuma mais consistente. Os pesquisadores fizeram um vídeo da máquina derramando a bebida e rastrearam o tamanho da bolha, a cor da cerveja e outras características. Em seguida, mostraram o vídeo para os participantes do projeto e pediram um feedback sobre a qualidade da bebida. Os pesquisadores também gravaram suas reações enquanto observavam o robô. Uma máquina de IA analisou os dados biométricos dos participantes da pesquisa enquanto assistiam ao vídeo. Esses dados foram alimentados em uma rede neural para saber o que os participantes pensavam sobre a cerveja, antes mesmo de provar ou preencher o formulário. A rede foi capaz de prever com precisão de 80% se a altura da espuma de uma cerveja atendia ao gosto do público. A equipe também descobriu que poderia prever, com 90% de precisão, a receptividade da cerveja fornecida, usando apenas os dados do robô.

Como é possível acabar com o gap de gênero na tecnologia

8 de Fevereiro de 2019, 06:00
A desigualdade de gênero, de raça e de etnia no segmento da tecnologia impacta não só a cultura, como também os lucros das empresas. Em 2017, a McKinsey descobriu que as 25 melhores empresas em diversidade de gênero nas equipes executivas possuíam 21% mais probabilidade de obter lucros acima da média. LEIA MAIS: Melhores empregadores para diversidade na América Contudo, apenas 26% das mulheres que possuem formação nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia ou matemática acabam trabalhando no mercado após a graduação, diferente dos homens, que representam 40%, segundo reportagem da revista norte-americana “Wiired”. As mulheres contratadas para trabalhar na área também acabam saindo dela mais cedo do que os homens. Com isso, foi descoberto que apenas 53% das mulheres do ramo tecnológico acreditam ter o mesmo acesso a cargos de liderança que os homens, e 46% dizem receber menos que seus pares do sexo masculino. Conversei com Lori Wright, gerente geral da Microsoft Teams e Skype, a fim de conhecer sua carreira e obter alguns conselhos sobre a questão de gênero no mundo da tecnologia. Leia, a seguir, os melhores momentos a entrevista: FORBES: Como a sua carreira na Microsoft se consolidou? Lori Wright: Entrei na Microsoft depois de 20 anos trabalhando na indústria da tecnologia. Durante essas duas décadas, tive vários cargos, abrangendo praticamente todas as áreas, do marketing a vendas. Comecei na Microsoft depois de ter sido diretora de marketing de uma startup em crescimento. FORBES: Quais são suas responsabilidades como gerente geral da Microsoft? LW: Sou responsável pelo lado comercial dos aplicativos de colaboração do Office 365. Isso inclui produtos muito famosos, como o Outlook e o SharePoint, e algumas tecnologias mais recentes, como o Microsoft Teams and Stream. Além disso, a minha função também exige que eu lidere as equipes de marketing dos produtos. FORBES: Como você acha que podemos incentivar mais mulheres a trabalhar com tecnologia e obter cargos mais altos? LW: Acredito que as mulheres só vão trabalhar e permanecer na área de tecnologia quando se sentirem bem-vindas e tiverem mais voz. Elas precisam enxergar a tecnologia como um lugar de pertencimento. E a tecnologia precisa trabalhar duro para ajudar as mulheres a fazer parte do mercado, caso contrário, as empresas começarão a oferecer produtos que representam apenas metade da população, a masculina. Meu conselho para que as mulheres cheguem aos cargos de liderança é encontrar um defensor ferrenho dentro da empresa, assim como um fora dela. Estes podem ser trabalhos exigentes, que fazem com que a mulher precise de uma “defesa extra” para que prospere. Ter pessoas que a defendam internamente e a coloquem para cima nos dias ruis é muito importante. FORBES: Quais são as características mais importantes para obter sucesso em sua função? LW: A empatia para com o cliente e o trabalho em equipe são as duas primeiras coisas que me vêm à mente. Empatia porque você deve ser capaz de entender as necessidades e desejos de seus clientes, a fim de fornecer os produtos certos e garantir a satisfação. Trabalho em equipe já que a companhia para a qual atuo é gigante. Para que eu seja bem-sucedida no meu papel é preciso trabalhar com milhares de pessoas, de maneira que possa cumprir minhas principais responsabilidades. Mas, trabalhando bem, ganho elogios de milhares de pessoas que querem obter os mesmos objetivos que eu. SAIBA TAMBÉM: Executiva da Sanofi no Canadá combina ciência e diversidade FORBES: Como foi e qual é a maior lição que você aprendeu no trabalho? LW: Resiliência. No começo da carreira, eu ficava brava quando alguém não concordava com uma ideia minha, ou se as coisas não saíssem sempre do meu jeito. Depois de um tempo, aprendi que o negócio, às vezes, pode ser confuso, e que é importante ficar confortável com a bagunça na qual as coisas acontecem. Nem tudo ocorre da forma que esperamos, e as pessoas nem sempre concordam conosco. O que importa é a maneira como você lida com os contratempos. No meu caso, o sono e as perspectivas ajudaram bastante. FORBES: O que você queria de ter conhecimento no começo da sua carreira? LW: Eu gostaria de ter conhecido meu valor e de ter tido mais confiança em mim mesma. Tenho a sorte de ter pessoas que reconhecem o meu valor mesmo quando estou para baixo. Elas me dão uma força quando me encontro fora da minha zona de conforto. É por isso que encorajo as pessoas a encontrarem a "líder de torcida" de seus respectivos trabalhos, alguém que consiga apoiar e ajude nos momentos mais inesperados. FORBES: Qual é o melhor conselho que você já recebeu? LW: Seja você mesmo, sempre - isso significa saber o que é importante para você e aprender a priorizar essas coisas. FORBES: Poderia dar um conselho para outras jovens profissionais? LW: Sonhe alto. Gaste seu tempo com sabedoria. Conheça o máximo de pessoas possível: uma rede forte pode abrir portas que você nem sabe que existem. Construa uma vida que você ama e seja uma pessoa de quem se orgulha, mas não se esqueça de ajudar os demais durante a sua jornada.

Por que o futuro das compras de uísque pode estar na IA

5 de Fevereiro de 2019, 07:00
Para os entusiastas, beber uísque é um hobby, uma paixão, um estilo de vida. Os admiradores compram lançamentos diretamente de suas destilarias favoritas e viajam para diferentes países em busca do melhor da bebida. Uma dificuldade ainda para os produtores é atrair a atenção da população mais jovem, uma vez que o uísque é visto como uma bebida de sucesso apenas entre os mais velhos. Quando diante dos enormes displays de supermercados e restaurantes, os novatos acham difícil entender a infinita variedade e apreciá-las. E aquilo que escolhem não é, muitas vezes, adequado ao seu paladar. O SmartAisle procura mudar essa experiência - para melhor. LEIA MAIS: HBO e Diageo lançam uísques de Game of Thrones A agência mundial de marketing The Mars Agency se juntou à varejista norte-americana BevMo! para testar a iniciativa, cujo cerne é um assistente digital de compras de uísque. Com inteligência artificial, tecnologia ativada por voz e luzes de LED nas prateleiras, o SmartAisle ajuda os clientes a selecionar a garrafa perfeita para o seu perfil. Depois de perguntar quais são as preferências do consumidor, o assistente detalha as informações. Três garrafas são recomendadas e as prateleiras se iluminam para o cliente se aproximar e observá-las. Se ele já tiver algo em mente, o assistente pode recomendar outras marcas ou garrafas com sabores semelhantes. O processo dura menos de dois minutos e, com as informações - e até piadas -, o robô torna a experiência agradável e informativa. Mais de 50 uísques farão parte estratégia - um número que pode crescer se o teste for bem-sucedido. “Estamos empolgados com a parceria com a The Mars para testar a plataforma SmartAisle em nossas lojas”, diz Tamara Pattison, diretora de marketing e informações da BevMo!. “Isso aumenta nosso compromisso em usar tecnologia para oferecer melhores experiências aos clientes. Este tipo de solução inovadora está totalmente alinhada com a nossa estratégia." Em fevereiro de 2018, a The Mars Agency testou o SmartAisle em parceria com um varejista em Manhattan. Após dois meses, o assistente ajudou a aumentar em 20% as vendas na comparação anual das garrafas em destaque e trouxe um feedback extremamente positivo dos compradores que utilizaram o serviço. VEJA TAMBÉM: As 25 marcas de uísque mais vendidas do mundo Ken Barnett, CEO global da The Mars Agency, compartilhou planos para expandir o programa. “Acreditamos que o SmartAisle tenha o potencial de transformar o modo que as pessoas compram produtos em uma ampla gama de categorias. Estamos conversando com diversas marcas e varejistas para transformar esta visão uma realidade.” Embora ainda seja muito cedo para dizer, o assistente pode ser o futuro do uísque, do vinho e de várias outras bebidas. Os supermercados ao redor do mundo podem utilizar a tecnologia para guiar novos clientes em suas jornadas de compras.

Em hotel do Alibaba, robôs entregam toalhas e drinques

23 de Janeiro de 2019, 14:38
Ao percorrer os corredores do futurista hotel FlyZoo, da gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba, robôs de cerca de um metro de altura entregam comida e toalhas aos hóspedes. LEIA MAIS: Hotel robótico demite metade de seus robôs As máquinas são parte de um conjunto de ferramentas que o Alibaba diz que reduzirá drasticamente o custo trabalhista do hotel e eliminará a necessidade de hóspedes interagirem com outras pessoas. Aberto oficialmente ao público no mês passado, o hotel de 290 quartos é uma incubadora de tecnologia que a empresa quer vender para a indústria hoteleira e uma oportunidade de mostrar a força do grupo em inteligência artificial. O hotel também é um experimento para testar os níveis de conforto das pessoas com transações comerciais não mediadas por seres humanos. "Trata-se de eficiência e consistência de serviço. Os robôs não são perturbados pelo humor dos humanos. Algumas vezes, nós dizemos que não estamos bem, mas o sistema e o robô sempre estarão bem", diz Andy Wang, presidente-executivo do Alibaba Future Hotel Management. Dentro do hotel, paredes brancas e com iluminação suave lembram o interior das naves espaciais de Hollywood. Hóspedes fazem check-in em totens que identificam seus rostos, bem como passaportes e outras formas de identidade. Cidadãos da China podem usar seus celulares para fazer check-in antecipado. Elevadores identificam os rostos dos hóspedes novamente para verificar qual andar eles podem acessar e as portas dos quartos são abertas depois de nova checagem da face do usuário. "É muito rápido e seguro...Posso estar no meu quarto em um minuto", disse Tracy Li, uma das hóspedes. Em outros quartos, a tecnologia de comando de voz do Alibaba é usada para alterar a temperatura do ambiente, fechar cortinas, ajustar a iluminação e pedir serviço de quarto. VEJA TAMBÉM: Alibaba compra startup alemã de análise de dados No restaurante do hotel, robôs entregam os pratos que os hóspedes pedem por meio do aplicativo do FlyZoo, enquanto em um bar separado um grande braço robô é capaz de preparar mais de 20 tipos diferentes de coquetéis. Câmeras de reconhecimento facial fazem a cobrança automaticamente na conta do hóspede. Na hora do checkout, os visitantes têm que pressionar um botão no aplicativo que tranca o quarto e a conta é automaticamente debitada na carteira online do cliente no Alibaba. Depois disso, segundo Wang, os dados de reconhecimento facial do hóspedes são imediatamente apagados. O FlyZoo foi erguido em Hangzhou, a 170 quilômetros ao sudoeste de Xangai e próximo da sede da gigante de comércio eletrônico. Os quartos custam a partir de 1.390 iuans (US$ 205 dólares) por noite.

Primeiro hotel robótico do mundo demite metade de seus robôs

18 de Janeiro de 2019, 06:30
O Henn Na, ou Strange Hotel, é um empreendimento robótico no Japão, que chegou a ter mais de 50% de robôs em sua força de trabalho desde que foi lançado. O hotel estampou as manchetes em 2015, quando foi inaugurado, e o "Guinness World Records" o reconheceu oficialmente como o primeiro empreendimento do tipo do mundo. LEIA MAIS: Como impedir que robôs roubem nossos empregos No entanto, segundo uma reportagem do "The Wall Street Journal", mais da metade dos 243 droides do hotel teriam sido demitidos, já que estavam dando mais trabalho do que ajudando. “Ficou fácil agora que não somos frequentemente chamados por hóspedes devido a problemas com os robôs”, disse um membro da equipe. O hotel inicialmente esperava que os robôs ajudassem a superar a escassez de mão-de-obra na área rural em que está construído. O intuito era usar os robôs para tudo, desde misturar coquetéis até responder a uma infinidade de perguntas dos clientes. Mas os robôs não são avançados o suficiente para executar muitas das tarefas esperadas. Os hóspedes ficaram frustrados, por exemplo, quando o droide do quarto, "Churi", que fica atrás de outras inteligências artificiais como Siri e Alexa, não conseguiu responder às suas perguntas. Um hóspede supostamente foi acordado diversas vezes porque o robô achava que ele estava fazendo uma pergunta, quando, na verdade, estava apenas roncando. Segundo a reportagem, houve um robô que agradou: um enorme braço mecânico que guarda e retira bagagens do guarda-volumes.

Destaques de IA na Consumer Electronics Show

17 de Janeiro de 2019, 07:00
Inteligência artificial (IA) foi definitivamente o tema dominante na feira de eletrônicos CES (Consumer Electronics Show) 2019. Segundo uma palestra do presidente e diretor técnico da LG, Dr. I.P. Park, essa tecnologia é uma oportunidade de dar início ao próximo capítulo do progresso humano. LEIA MAIS: 5 previsões de inteligência artificial para 2019 Sim, é algo a se pensar. A IA realmente está dominando o mundo. Basta observar que a Amazon informou recentemente que mais de 100 milhões de dispositivos Alexa foram vendidos. Sendo assim, quais foram os destaques da CES, que contou com 180 mil participantes, em quase 270 mil metros quadrados, repletos de expositores, em Las Vegas? Veja na galeria de fotos abaixo:  
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