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O que é pixel morto? Entenda as principais causas do dead pixel

14 de Julho de 2026, 18:19
imagem representando pixels
Saiba como os pixels mortos surgem nos displays de smartphones, tablets e monitores (imagem: Michael Maasen/Unsplash)

O pixel morto é uma falha de hardware que acontece quando os subpixels de uma área da tela perdem energia e se apagam, gerando um ponto preto permanente. Diferente de defeitos de software, esse problema impede que o pixel acompanhe as mudanças de cores exibidas no display.

Essa avaria surge geralmente por falhas de fabricação, sobrecargas elétricas, impactos físicos e estresse térmico. Essas situações interrompem definitivamente o fluxo de corrente elétrica, sendo a substituição completa do painel a única solução definitiva. 

A seguir, saiba mais sobre o que é pixel morto, quais dispositivos costumam ser afetados e como identificar esse defeito na tela.

O que é pixel morto?

Um pixel morto (dead pixel) é um defeito que ocorre quando os subpixels de um ponto da tela perdem energia e se apagam totalmente. Incapaz de responder aos comandos de vídeo, essa falha de hardware gera um ponto preto permanente no display.

Como um pixel morto age na tela

Um pixel morto na tela age como um ponto permanentemente apagado, que se recusa a acompanhar as mudanças de cores ao seu redor. Essa falha física se destaca como uma mancha escura em fundos claros, mas costuma sumir em cenários de exibição completamente pretos.

De forma geral, o pixel queimado se comporta isoladamente no display, mantendo-se inativo sem contaminar os componentes vizinhos. Essa característica estática ajuda a diferenciá-lo do pixel preso (stuck pixel), que brilha constantemente em uma única cor.

Em dispositivos touchscreen, o defeito costuma ser apenas visual, já que sensores de toque operam em uma camada independente. No entanto, se o dano físico no painel for severo, pode ocorrer uma sutil perda de sensibilidade bem em cima da região afetada.

Painel exibindo cores claras com ponto preto estático que indica pixel morto (imagem: Reprodução)
O pixel morto pode se destacar quando o painel exibe cores claras, como o branco (imagem: Reprodução)

Quais são as principais causas de pixel morto?

Vários fatores podem dar origem a um pixel morto, desde falhas na linha de montagem até pequenos acidentes no uso diário: 

  • Falhas de fabricação: impurezas ou desalinhamentos nos transistores de película fina (TFT) durante a montagem fazem com que o componente já saia de fábrica sem funcionar;
  • Sobrecarga elétrica: picos de energia ou desgaste dos componentes podem queimar os transistores individuais que alimentam os subpixels, cortando permanentemente a eletricidade daquele local no painel;
  • Impactos e pressão física: pancadas, quedas ou mesmo apertar a tela com muita força rompem fisicamente os circuitos internos, interrompendo a transmissão de imagens naquela região;
  • Estresse térmico: a exposição a temperaturas extremas ou a prática de forçar taxas de atualização além do limite projetado (overclocking) aceleram a degradação e desativam os pixels;
  • Desgaste natural: com o passar dos anos, o fluxo contínuo de eletricidade deteriora os materiais microscópicos do painel, fazendo com que telas antigas percam pixels gradativamente.
Close no painel OLED exibindo falha de pixels mortos, com pontos pretos permanentes (imagem: Reprodução/AVS Forum)
Painéis OLED podem sofrer com deterioração que gera pixels mortos (imagem: Reprodução/AVS Forum)

Quais dispositivos podem ser afetados pelo pixel morto?

Estes são alguns dos dispositivos do nosso dia a dia que podem ser afetados por pixels mortos:

  • Monitores de computador;
  • Notebooks;
  • Smartphones e tablets;
  • Televisões;
  • Consoles portáteis;
  • Headsets de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR);
  • Painéis industriais e automotivos.

O tipo de tela influencia a aparição do pixel morto?

Embora cada tecnologia tenha sua estrutura, como os transistores do LCD ou os diodos orgânicos do OLED, o tipo de tela não determina a aparição do pixel morto. O risco real está muito mais atrelado ao rigor do controle de qualidade na fabricação do que ao display escolhido.

Painéis topo de linha sofrem menos com o problema devido a testes industriais mais rígidos antes de chegarem ao mercado. Contudo, dispositivos portáteis são mais propensos a desenvolver essas falhas ao longo do tempo por estarem expostos a impactos diários e variações térmicas constantes.

Monitores antigos podem apresentar pixels mortos devido ao longo tempo de uso (imagem: Loner Nguyen/Shutterstock)

Consigo fazer um teste de pixel morto?

Sim, o teste de pixel morto exige apenas que a tela esteja limpa antes de exibir imagens em cores sólidas como vermelho, verde, azul, branco e preto. Ao deixar essas cores em tela cheia, basta analisar o painel de perto para identificar se há pontos pretos estáticos que não mudam de tom.

Você também pode acessar sites que oferecem um teste automatizado, como o displaytech, navegando pelas cores com o brilho máximo. Caso note um ponto fixo que não acompanha as transições, tire uma foto para facilitar a comprovação de defeito.

O que fazer ao identificar um pixel morto

Se notar um pixel morto, o primeiro passo é testar soluções rápidas, como desligar o aparelho por algumas horas. Em TVs modernas, especialmente as OLED, vale a pena acionar a função de “atualização de pixels” nas configurações do sistema para tentar corrigir anomalias.

Caso o ponto defeituoso fique em uma área central e atrapalhe o uso, tire fotos nítidas para comprovar o problema. Evite métodos caseiros agressivos, como aplicar uma leve pressão com pano de microfibra, pois eles podem danificar o display de forma irreversível.

Teste de cores mostrando um pixel morto: ponto preto em fundo branco e sem cor em vermelho, verde e azul
O teste de cores ajuda a detectar um pixel morto no painel (imagem: Reprodução)

Pixel morto tem conserto?

Na maioria dos casos, o pixel morto não tem conserto por se tratar de um defeito físico e definitivo no hardware. Isso significa haver um circuito rompido ou um transistor queimado, impedindo que a energia elétrica chegue até aquele ponto.

Como softwares não corrigem essa ausência de corrente, a única solução definitiva é a substituição do painel afetado. Se o problema incomodar a visualização, o caminho correto é recorrer à assistência técnica para a substituição completa da tela.

A garantia cobre pixel morto? 

A cobertura da garantia varia, pois os fabricantes adotam políticas próprias baseadas em normas técnicas que toleram uma quantidade limite de pontos apagados. Na prática, muitas marcas exigem um número mínimo de defeitos ou que eles estejam concentrados no centro para realizar a troca.

Por outro lado, o Código de Defesa do Consumidor protege o usuário ao enquadrar o defeito como um vício oculto que compromete a experiência. Isso dá ao cliente o respaldo legal para exigir o reparo, independentemente de regras internas ou tabelas de tolerância das marcas.

Para garantir seus direitos, registre a falha com fotos nítidas em fundos coloridos e acione o suporte oficial do fabricante. Caso a assistência técnica recuse a substituição sob justificativa de margem aceitável, o caminho recomendado é recorrer a órgãos de defesa como o Procon.

A única solução para os pixels mortos é trocar completamente o painel (imagem: Reprodução/HowToGeek)

Qual é a diferença entre pixel morto, pixel travado e pixel quente?

O pixel morto (dead pixel) representa uma falha física definitiva na qual todos os subpixels permanecem desligados por falta de energia elétrica. Sem reagir aos estímulos de vídeo do display, o resultado é um ponto preto estático que se recusa a acender.

O pixel travado (stuck pixel) ocorre quando apenas um ou mais subpixels travam no modo ativado enquanto os demais ao redor se apagam de vez. Isso faz com que a tela exiba uma cor brilhante fixa, geralmente vermelha, verde ou azul, que às vezes pode ser recuperada por softwares.

O pixel quente (hot pixel) acontece quando os subpixels travam acesos ao mesmo tempo, gerando um incômodo pixel branco em fundos escuros. Esse mesmo fenômeno costuma afetar sensores de câmeras digitais, criando pontos luminosos em fotos tiradas com longa exposição.

Qual é a diferença entre pixel morto e burn-in?

O pixel morto é uma falha de hardware localizada que desliga completamente os subpixels de um único ponto da tela. Essa interrupção definitiva na corrente elétrica resulta em uma marca preta permanentemente na tela, sem comprometer o restante do painel.

O burn-in é uma retenção de imagem provocada pelo desgaste desigual de componentes que exibiram elementos estáticos por muito tempo. Em vez de um ponto isolado, esse fenômeno estampa silhuetas e manchas “fantasmas” persistentes por áreas maiores do display.

O que é pixel morto? Entenda as principais causas do dead pixel

O pixel morto pode se destacar quando o painel exibe cores claras (imagem: Reprodução)

(imagem: Reprodução)

(imagem: Reprodução/HowToGeek)

TV Samsung QLED 55″ cai 25% com cupom antes da Copa do Mundo 2026

2 de Junho de 2026, 18:31

Prós
  • Resolução 4K
  • Tecnologia QLED com pontos quânticos
  • Processador otimizado para IA
  • 7 anos de atualizações garantidas
  • Controlável por dispositivos Galaxy
Contras
  • Taxa de atualização de apenas 60 Hz
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A smart TV Samsung Vision AI QLED Ultra 4K Q7F de 55″ registrou um dos menores preço desde fevereiro em oferta encontrada no Magazine Luiza. A televisão sai por R$ 2.789,07 no Pix, um valor 28% menor em relação ao preço original de R$ 3.699.

TV Samsung Q7F oferece tela QLED e inteligência artificial

O modelo Q7F da Samsung utiliza a tecnologia QLED capaz de reproduzir cores mais vivas através de pontos quânticos integrados. Além disso, a combinação de contraste realçado e suporte a HDR auxiliam na descrição de detalhes tanto em cenas claras como escuras. Portanto, a televisão sugere proporcionar uma experiência visual de alto nível para a Copa do Mundo FIFA 2026 e outras transmissões.

O processador otimizado para inteligência artificial realiza o upscaling de imagens com resoluções inferiores para a resolução 4K (3.840 x 2.160 pixels). O sistema operacional Tizen integrado conta com aplicativos populares de streaming, como Spotify e Netflix, além da plataforma Samsung Gaming Hub com jogos em nuvem.

A TV até apresenta a tecnologia Motion Xcelerator para suavizar transições em cenas rápidas, mas também esbarra em uma taxa de atualização limitada de até 60 Hz. Entre funções smart disponíveis, o usuário vai ter acesso as assistentes virtuais Bixby e Alexa, espelhamento de tela e até um modo Karaokê.

Braço com relógio smartwatch de pulseira laranja, tela exibe controles direcionais com botões "OK" e ícones de setas, casa e voltar.
TV Samsung QLED Ultra Q7F permite ser controlada por Galaxy Watch Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O televisor entrega uma potência de áudio de 20 W distribuídos por dois canais de som. Além disso, o recurso Som em Movimento Virtual pode proporcionar maior imersão acústica em ambientes mais abertos. No mais, a conectividade inclui Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3, três portas HDMI e uma entrada USB-A.

A Samsung Vision AI QLED Ultra 4K Q7F de 55″ ainda conta com o controle remoto SolarCell que dispensa o uso de pilhas. Para quem busca uma TV para a Copa do Mundo FIFA 2026, ainda dá tempo de garanti-la por R$ 2.789 no Pix no Magazine Luiza.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

TV Samsung QLED 55″ cai 25% com cupom antes da Copa do Mundo 2026

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Samsung Vision AI QLED Ultra 4K Q7F traz cores mais vibrantes através de pontos quânticos, acesso a IA e oferece controle por dispositivos Galaxy

Galaxy Watch exibe botões para controlar a TV (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

28 de Maio de 2026, 12:10
Mão segurando controle LG em frente a uma TV exibindo apps e canais, reforçando que a LG segue fabricando televisores
LG garante que segue firme na fabricação de televisores (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • LG negou rumores de venda da sua divisão de TVs para a Hisense.
  • A empresa sul-coreana classificou as informações como “enganosas e infundadas”, e o site que as publicou excluiu a matéria.
  • Ainda assim, a divisão de TVs da LG tem operado com margens extremamente baixas, variando entre 1% e 2% no último ano.

A LG negou os rumores de que estaria negociando a venda da sua tradicional divisão de TVs para a gigante chinesa Hisense. O boato ganhou força após o portal sul-coreano EBN publicar uma reportagem afirmando que executivos das duas empresas teriam se reunido em Pequim para discutir o tema.

Em um comunicado, a fabricante sul-coreana classificou as informações sobre uma possível venda ou encerramento das operações como “enganosas e infundadas”. O detalhe mais curioso dessa história é que, poucas horas após a repercussão alcançar portais globais de tecnologia, o artigo original desapareceu misteriosamente do site EBN. A publicação removeu a matéria do ar sem emitir qualquer nota ou explicação.

Ainda que a LG tenha apagado o incêndio rapidamente, o episódio acontece em um momento delicado para a indústria de televisores. A divisão da empresa que abriga o segmento de TVs fechou o último ano operando no limite: as margens operacionais reportadas foram extremamente baixas, variando entre 1% e 2%.

Mercado de TVs está mais concorrido

TVs
Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Passar o maquinário pesado da divisão de TVs para as mãos das empresas chinesas não seria um movimento inédito: a Sony oficializou a transferência do controle de produção de suas TVs para a TCL. Com isso, conseguiu garantir a sobrevivência das TVs Bravia.

O grande desafio para marcas mais tradicionais atende pela combinação de agressividade comercial e evolução tecnológica acelerada. As fabricantes chinesas, como a própria TCL e a Hisense, vêm devorando fatias enormes do mercado global ao oferecer painéis de alta qualidade. Elas apostam fortemente na popularização de tecnologias avançadas, como o Mini LED, cobrando menos que os modelos equivalentes das rivais.

Os números recentes da empresa de pesquisa Omdia ilustram bem esse cenário. Enquanto a LG segura uma participação global que oscila na casa dos 10% a 11%, a TCL já saltou para 14%, com a Hisense aparecendo logo na sequência, com 12,5%. É uma inversão de forças para quem sempre ditou as regras nas prateleiras do varejo, restando à LG manter a liderança confortável apenas no segmento premium de telas OLED.

Fantasma dos smartphones

Se a LG um dia decidisse realmente abandonar a fabricação de televisores, colocaria um ponto final em uma história de quase seis décadas. Para quem não lembra, as raízes da empresa no setor datam de 1966, quando a marca GoldStar (nome original da companhia) lançou a primeira televisão em preto e branco da Coreia do Sul.

Para os fãs de tecnologia, o mero rumor já traz um incômodo déjà vu: a saída da LG do mercado de smartphones em 2021. Após anos acumulando prejuízos na divisão mobile e perdendo espaço, a empresa puxou o plugue dos celulares de vez, dando um fim melancólico a inovações como o exótico LG Wing e a famosa série V.

LG nega venda da divisão de TVs para gigante chinesa

TV OLED LG Evo G1 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Justiça da Alemanha proíbe TCL de usar sigla QLED em TVs

19 de Março de 2026, 11:22
Estande da TCL na CES. Há uma estrutura suspensa com o logo da TCL e a frase Inspire Greatness. Várias pessoas passam diante do estande.
Testes indicam que construção de TVs da TCL não condizem com padrão QLED (imagem: divulgação)
Resumo
  • Justiça alemã concluiu que alguns modelos da TCL não possuem quantidade suficiente de pontos quânticos para justificar o termo QLED.
  • Essa tecnologia combina pontos quânticos com um painel LCD e iluminação de LEDs.
  • A Samsung introduziu as primeiras TVs QLED em 2017 e moveu o processo que resultou na decisão contra a TCL.

A Justiça da Alemanha proibiu a TCL de comercializar e promover algumas de suas televisões sob a sigla QLED. A decisão, resultado de um processo movido pela Samsung, afirma que os modelos em questão não possuem a estrutura e a performance de imagem que justificariam o uso do termo.

Segundo o portal Ars Technica, o tribunal concluiu que modelos como a série QLED870, vendida na Europa, aplicam apenas uma pequena quantidade de pontos quânticos em uma placa de difusão. A decisão aponta que o modelo adotado pela TCL não entrega a melhoria de reprodução de cor esperada pelos consumidores.

O que é uma tela QLED?

Foto de uma TV Samsung QLED AI TV
Samsung foi a primeira fabricante a vender TVs QLED (imagem: Ariel Liborio/Tecnoblog)

Para entender o que está em jogo na disputa, vale saber o que a sigla deveria significar. QLED (Quantum Dot Light-Emitting Diode) é uma tecnologia que combina pontos quânticos (QDs) com um painel LCD e uma iluminação traseira (backlight) de LEDs.

O funcionamento ocorre com a adição de uma camada de nanocristais semicondutores à estrutura tradicional do LCD. A luz azul emitida pelos LEDs ativa esses pontos quânticos, que reproduzem com precisão as cores do padrão RGB — vermelho, verde e azul — de acordo com seus tamanhos em escala nanométrica.

A Samsung foi pioneira ao lançar as primeiras TVs QLED em 2017, seguida pela LG, Sony e a própria TCL, que oferecem cores mais vibrantes e picos de brilhos mais altos a um preço mais acessível do que painéis OLED.

Samsung repercutiu análises negativas

Para embasar as acusações contra a TCL, a Samsung havia enviado à imprensa, há cerca de um ano, resultados de testes feitos pela certificadora londrina Intertek. A análise de modelos como 65Q651G, 65Q681G e 75Q651G revelou quantidades insuficientes de componentes químicos essenciais na fabricação de telas de pontos quânticos, como cádmio e índio.

Em comunicado após a vitória no tribunal alemão, a Samsung defendeu que os consumidores “nunca deveriam ter que questionar se estão recebendo a tecnologia que pensaram estar comprando”. Entretanto, a própria Samsung e outras fabricantes já foram criticadas por supostamente venderem aparelhos baseados em fósforo como se fossem QLED.

TCL tenta se consolidar no segmento premium

Televisor exibindo os logotipos TCL e Sony em tela com gráficos coloridos abstratos representando parceria entre as empresas
Parceria entre Sony e TCL vai criar joint venture para desenvolver e vender TVs (imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

A decisão alemã agrava a situação jurídica da TCL em outros mercados. Tanto a TCL quanto a Hisense enfrentam processos semelhantes nos Estados Unidos sobre a legitimidade de suas TVs QLED. O precedente europeu pode influenciar as negociações ou fortalecer a visão dos consumidores de que os aparelhos não entregam o que prometem.

Para especialistas, a TCL tenta se posicionar nos EUA como alternativa confiável à Samsung e à LG no segmento premium — que levou, inclusive, a um acordo pela divisão de TVs da Sony —, e a publicidade negativa do processo pode atrapalhar esses planos.

Justiça da Alemanha proíbe TCL de usar sigla QLED em TVs

(Imagem: Ariel Liborio/Tecnoblog)

Parceria entre Sony e TCL vai criar joint venture para desenvolver e vender TVs Bravia a partir de 2027. (Imagem: Diego Amorim/Tecnoblog)

Samsung libera Perplexity nas TVs vendidas no Brasil

3 de Fevereiro de 2026, 10:54
TV 4K Samsung Neo QLED QN90A (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Interface Vision AI das TVs Samsung agora conta com três assistentes inteligentes (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung integrou a inteligência artificial da Perplexity às TVs QLED Q7F ou superiores no Brasil, permitindo buscas visuais otimizadas para telas grandes.
  • O Perplexity, parte do Vision AI Companion, oferece respostas complexas e pesquisas em tempo real em transmissões ao vivo e plataformas de vídeo, reconhecendo comandos em dez idiomas.
  • A Samsung oferece 12 meses gratuitos do Perplexity Pro; após, a assinatura mensal custa R$ 110. A funcionalidade está disponível para modelos QLED lançados a partir de 2024.

A Samsung anunciou a integração da inteligência artificial da Perplexity às TVs da linha Vision AI comercializadas no Brasil. A novidade está disponível para donos de modelos QLED Q7F ou superiores, e reforça a estratégia de converter o televisor em um “hub de informações interativo”.

O objetivo é oferecer uma interface de busca que seja visualmente otimizada para telas grandes, diferente da experiência mais limitada dos navegadores tradicionais de smart TVs.

O que muda com o Perplexity nas TVs Samsung?

A novidade faz parte do Vision AI Companion (VAC), um ambiente multimodal que agrega diversos serviços de inteligência artificial. Ao contrário dos comandos de voz convencionais, focados em trocar de canal ou ajustar o volume, o Perplexity atua como um motor de respostas complexas.

O sistema foi desenhado para operar de maneira nativa, permitindo que ele funcione sobre qualquer conteúdo exibido, seja em transmissões ao vivo, no streaming da Samsung TV Plus ou em outras plataformas de vídeo. A ferramenta permite que o espectador realize pesquisas acadêmicas, verifique informações em tempo real ou planeje roteiros de viagem.

O serviço reconhece comandos em dez idiomas – incluindo português, inglês, espanhol e coreano – e fornece respostas contextuais baseadas no que está na tela. A ativação é feita mantendo pressionado o botão de Início ou utilizando o botão dedicado AI nos novos modelos de controle remoto Bluetooth, como o TM2560E.

Linha de TVs QLED da Samsung ganha reforço do Perplexity Pro no Brasil (imagem: divulgação/Samsung)

Benefícios e requisitos

Para estimular a adoção da tecnologia no Brasil, a Samsung oferece 12 meses de gratuidade no plano Perplexity Pro. Após esse período promocional, o usuário poderá optar pela renovação do serviço, com assinatura mensal estimada em R$ 110.

É importante destacar que o hub Vision AI possui ainda o Microsoft Copilot Pro e a assistente Bixby.

De acordo com a empresa, a funcionalidade é restrita à categoria QLED e modelos superiores lançados a partir de 2024. A Samsung ressalta que, por se tratar de conteúdo gerado por inteligência artificial generativa, a precisão das informações não é garantida, recomendando a conferência de dados sensíveis em fontes oficiais.

Samsung libera Perplexity nas TVs vendidas no Brasil

TV 4K Samsung Neo QLED QN90A (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

LG desiste de fabricar TVs com resolução 8K

2 de Fevereiro de 2026, 11:15
TV 8K LG Nano96 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
TV 8K LG Nano96 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • LG decidiu suspender produção de TVs 8K, de acordo com veículo;
  • Decisão segue movimentos semelhantes aos da TCL e Sony, que também abandonaram o segmento;
  • Oferta baixa de conteúdo 8K e preços elevados contribuíram para esse cenário.

Você pretende comprar uma TV 8K? A maioria das pessoas responde “não” a essa pergunta. Isso explica a recente decisão da LG de deixar de produzir TVs baseadas nessa resolução. A decisão não é inédita na indústria: TCL e Sony já haviam seguido pelo mesmo caminho.

O fim da produção de TVs 8K pela LG foi reportado pelo FlatpanelsHD, veículo especializado em telas. Esse não foi um movimento inesperado: no início do ano, a LG explicou ao site que estava “analisando de forma abrangente as tendências atuais do mercado de telas e as tendências dentro do ecossistema de conteúdo 8K”. Já era um sinal de que algo não ia bem no segmento.

A decisão tem um peso maior para a LG porque, além de TVs 8K com tecnologia LCD, a companhia fabricava TVs OLED com a mesma resolução, linha que teve início em 2019 com o modelo LG Z9, de 88 polegadas.

Opções um pouco menores e mais baratas foram produzidas entre 2022 e 2025, a exemplo da TV LG OLED Evo Z3, que foi introduzida em 2023 e chegou a ser lançada no Brasil no fim do mesmo ano por módicos R$ 109.999.

O que deu errado com as TVs 8K?

As vendas de TVs com resolução 8K começaram em 2015, no Japão, com alguns protótipos tendo sido revelados anos antes. A indústria vinha, desde então, tentando convencer os consumidores de que televisores com essa resolução seriam o futuro, fazendo modelos com resolução 4K se tornarem ultrapassados.

TV
LG OLED Evo Z3 com 8K (imagem: divulgação/LG)

Mas essas previsões não se confirmaram. A principal razão para isso é o fator preço: os componentes necessários para fazer uma TV 8K funcionar a contento e o fato de os benefícios dessa resolução só serem perceptíveis em modelos grandes (mais custosos) tornam a categoria muito cara.

Coincidência ou não, um estudo publicado no ano passado indica que, em linhas gerais, não há diferença perceptível em termos de nitidez entre conteúdo 4K e 8K dentro de determinadas distâncias.

Para completar, a oferta de conteúdo disponível em 8K é extremamente baixa. Neste aspecto, jogos poderiam ser a salvação, mas essa foi outra promessa não cumprida. Vide um exemplo vindo da Sony: existia a expectativa de que a linha PlayStation 5 tivesse suporte a 8K, mas isso não se confirmou.

Eis o efeito: a TCL abandonou o segmento de TVs 8K em 2023, com a Sony fazendo o mesmo no ano passado. Agora é a vez da LG, embora a companhia tenha sinalizado que pode retomar a produção de modelos 8K se houver mercado para isso.

E a Samsung? A marca ainda produz TVs com resolução 8K, mas há incertezas sobre os planos da companhia para o segmento neste ano.

LG desiste de fabricar TVs com resolução 8K

TV 8K LG Nano96 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

LG OLED Evo Z3 (Imagem: Divulgação/LG)

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

19 de Dezembro de 2025, 10:46
Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • LG comunicou que vai permitir que usuários removam o ícone do Microsoft Copilot de suas smart TVs.
  • A instalação automática do Copilot gerou críticas por ser considerada invasiva, mas a fabricante afirma que o atalho não compromete a privacidade.
  • Ainda não há uma data para a atualização que permitirá a remoção.

A LG anunciou que vai alterar o comportamento de seu sistema operacional para permitir que os usuários removam o ícone do Microsoft Copilot da tela inicial de suas smart TVs. A inclusão do sistema da Microsoft viralizou nas últimas semanas com críticas de consumidores que se sentiram invadidos pela instalação automática do recurso.

Visualmente, o Copilot aparece na interface do webOS ao lado de serviços como Netflix e YouTube, comportando-se como qualquer outro aplicativo, conforme o Tecnoblog noticiou no começo desta semana.

No entanto, a companhia esclareceu, em nota enviada ao The Verge, que o item não é um “serviço baseado em aplicativo embutido”, mas sim um “atalho” que redireciona o usuário para a versão web da IA através do navegador da TV.

Ao portal, Chris De Maria, porta-voz da fabricante, afirmou que a companhia “respeita a escolha do consumidor” e tomará medidas para permitir a exclusão do ícone de atalho.

Copilot no webOS

A polêmica começou na última semana, quando proprietários de TVs LG notaram que uma atualização automática do sistema webOS havia instalado o Copilot em seus aparelhos. O problema não era apenas a presença do software, mas a impossibilidade de removê-lo.

Diferente de aplicativos de streaming como Netflix ou Disney+, os quais os donos da TVs podem gerenciar livremente, a marca implementou o atalho da Microsoft como um aplicativo de sistema ou pré-instalado.

Segundo a documentação de suporte da própria marca, usuários não podem desinstalar apps dessa categoria, apenas ocultar ou movê-los para o final da lista. Essa impossibilidade o que gerou acusações de “bloatware” em fóruns como o Reddit.

LG nega invasão de privacidade

Além do incômodo visual, a instalação forçada levantou dúvidas sobre privacidade, mas a LG garante, no comunicado, que o atalho não ativa o microfone da TV automaticamente. “Recursos como a entrada de microfone são ativados apenas com o consentimento explícito do cliente”, reforçou a empresa.

Apesar da promessa de correção, a LG não forneceu uma data específica para a liberação do update que tornará o ícone deletável. A integração faz parte da estratégia de AI TV anunciada pela marca em parceria com a Microsoft durante a CES 2025, no início do ano.

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)

LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

15 de Dezembro de 2025, 16:06
Imagem mostra o app do Microsoft Copilot em uma smart TV da LG
LG começa a distribuir app Copilot sem possibilitar exclusão (imagem: reprodução/Reddit)
Resumo
  • Usuários de smart TVs LG começaram a notar a presença do Microsoft Copilot após atualização do webOS.
  • Segundo os relatos, o Copilot aparece como atalho para interface web da Microsoft, não sendo uma aplicação nativa.
  • Contudo, não há opção de remover o app, sendo possível evitá-lo apenas ao desconectar a TV da internet, o que limita as funções smart.

Alguns proprietários de smart TVs da LG foram surpreendidos nesta semana com a aparição não solicitada do Copilot nos dispositivos. Diversos relatos em fóruns online indicam que uma atualização recente do sistema operacional webOS instalou a IA, sem oferecer uma maneira nativa de removê-la.

Segundo os consumidores, o ícone do assistente de inteligência artificial aparece fixado ao lado de serviços de streaming populares, como Netflix e YouTube.

A página de suporte da própria LG confirma que certos apps pré-instalados ou de sistema não podem ser deletados, apenas ocultados ou movidos na interface. Para os usuários, a novidade se transforma em um bloatware forçado, ocupando espaço no armazenamento. “Se eu quisesse, eu mesmo instalaria, uma hora ou outra”, diz um comentário no Reddit.

Apesar da instalação intrusiva, a funcionalidade do app parece limitada no momento. De acordo com o portal especializado Tom’s Hardware, a versão do Copilot que surgiu nas TVs LG funciona basicamente como um atalho para a interface web do assistente da Microsoft, e não como uma aplicação nativa e integrada ao hardware da TV.

LG anunciou recurso na CES

CEO da LG Electronics William Cho fala durante coletiva de imprensa na CES 2025. Ele está em um palco preto, com uma tela ao fundo com o logo da LG AI. Ele veste calça preta e blazer creme.
LG Electronics fechou parceria com a Microsoft para usar a IA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Essa integração foi prometida pela sul-coreana durante a CES 2025, realizada em janeiro. O plano da companhia era incorporar o Copilot ao webOS como parte da estratégia de “AI TV”.

Na época, a empresa descreveu o recurso como uma extensão da experiência de busca, projetada para responder a perguntas e fornecer recomendações de conteúdo. A Samsung também revelou parcerias similares no evento, em que apresentou o Vision AI integrado ao Copilot.

Até o momento, a única maneira garantida de evitar a presença do Copilot, segundo os relatos, é manter a TV desconectada da internet, o que inviabiliza o uso de qualquer função smart do aparelho.

LG empurra Copilot em TVs, mesmo sem autorização de usuários

A LG Electronics acertou uma parceria com a Microsoft para usar a tecnologia de IA da fabricante norte-americana (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

30 de Outubro de 2025, 09:51
Recursos do YouTube
YouTube investe em novas ferramentas para telas grandes (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa upscaling por IA, chamado Super Resolution, para melhorar a qualidade de vídeos em TVs, convertendo resoluções inferiores a 1080p para Full HD e futuramente 4K.
  • A plataforma aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K, e testará vídeos de maior qualidade com criadores selecionados.
  • Novas funções de navegação incluem prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo e busca contextual que prioriza vídeos do canal acessado.

O YouTube anunciou uma série de novidades voltadas à experiência de quem assiste aos vídeos pela TV. A plataforma está testando um recurso de upscaling via inteligência artificial, supostamente capaz de converter automaticamente vídeos com resolução inferior a 1080p para qualidade Full HD – e, no futuro, até 4K.

As atualizações fazem parte da estratégia do YouTube para consolidar sua liderança nas telas grandes. De acordo com dados da Nielsen em abril, o serviço já representa 12,4% do tempo total de visualização de televisão, superando gigantes como Disney, Paramount e Netflix. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29).

O que muda com o upscaling por IA no YouTube?

Chamado de Super Resolution, o novo sistema utiliza inteligência artificial para aprimorar vídeos de baixa qualidade, tornando as imagens mais nítidas em televisores. Segundo o YouTube, os criadores continuarão tendo controle total sobre seus conteúdos — podendo manter a resolução original e até desativar o recurso caso prefiram.

A empresa também afirma que os arquivos originais serão preservados, e o público poderá escolher entre assistir ao vídeo em sua versão original ou com a melhora aplicada pela IA. A ideia é aproximar a experiência visual do YouTube à de concorrentes de streaming, mas sem comprometer a fidelidade do conteúdo.

Vale lembrar que outras plataformas, como a Netflix, já enfrentaram críticas por resultados insatisfatórios em upscaling via IA — incluindo distorções em rostos e artefatos visuais.

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA.
YouTube traz vídeos mais nítidos para TVs com IA (imagem: reprodução/YouTube)

Outras novidades no YouTube para TV

Além do aprimoramento de imagem, o YouTube aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K. A empresa também está testando vídeos de maior peso e qualidade com um grupo de criadores selecionados.

Entre as novidades voltadas à navegação, a plataforma incluirá prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo, permitindo que o usuário percorra canais e vídeos sem precisar abrir cada um. Outra adição é a busca contextual, que prioriza vídeos do canal acessado durante a pesquisa.

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

Recursos do YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA (imagem: divulgação/YouTube)

IA Perplexity chega às smart TVs da Samsung

21 de Outubro de 2025, 16:04
Samsung impulsiona TVs com IA no Brasil com novas linhas Neo QLED e OLED (imagem: divulgação/Samsung)
Samsung adiciona app da Perplexity como opção de ferramenta para IA em suas TVs (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Samsung anunciou a chegada do app da IA Perplexity às smart TVs de 2023 a 2025.
  • O aplicativo oferece respostas diretas e em tempo real com base em fontes da internet.
  • Rumores apontam que a Samsung pode adotar a Perplexity no lugar do Google Assistente também nos celulares, a começar pela linha Galaxy S26.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (21/10) que o aplicativo da Perplexity, a popular ferramenta de buscas com inteligência artificial, está chegando às suas smart TVs. A novidade já está disponível para os modelos mais recentes da marca e chega como o primeiro app do gênero para televisores.

Segundo a empresa, além de todas as TVs lançadas em 2025, o app também chegará a aparelhos de 2023 e 2024 através de uma atualização de software prevista para o final do ano. A gigante sul-coreana tem apostado em IA e pode ter uma aproximação cada vez maior com a startup.

Como é o app na TV?

Captura de tela da interface do aplicativo Perplexity para TV, com um tema visual noturno ou crepuscular que apresenta colinas gramadas, céu dramático com grandes nuvens iluminadas e escuras. O centro da tela exibe um ícone de microfone e o texto 'Ask anything', indicando um recurso de busca por voz. O logotipo da Perplexity está no centro superior e um ícone de configurações no canto superior esquerdo.
App para TV é otimizado para perguntas e respostas no formato de tela grande (imagem: divulgação)

A proposta é levar a experiência do “mecanismo de respostas” da Perplexity para a tela grande. Em vez de apenas apresentar links, como no Google, a IA responde às perguntas com informações compiladas de fontes da internet, de forma direta e em tempo real.

O usuário pode fazer as buscas por comando de voz ou usando o teclado virtual. Os resultados são exibidos em “cards” adaptados ao formato, e não apenas em blocos de texto.

O aplicativo funciona de forma independente, mas também faz parte da iniciativa Vision AI Companion da Samsung, uma plataforma que busca unificar as funções de IA dos televisores em uma experiência mais intuitiva. Para usar, basta aceitar os termos e permitir o acesso ao microfone para os comandos de voz.

Para incentivar o uso, a Perplexity está oferecendo um ano de assinatura gratuita do seu plano Pro, que pode ser resgatada por um QR code dentro do app.

Parceria pode chegar à linha Galaxy

Uma mão segura um smartphone Galaxy S25 FE cinza e preto. O aparelho é exibido de perfil, mostrando o acabamento metálico e o módulo de câmera com três lentes circulares alinhadas verticalmente no canto superior. O flash está localizado ao lado das lentes. O fundo é desfocado, mostrando pessoas e um piso azul. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" está em branco.
Samsung pode usar IA da Perplexity nos smartphones a partir de 2026 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A chegada da Perplexity às TVs da Samsung acompanha outra possível negociação revelada em junho, envolvendo um trabalho em conjunto ainda mais profundo para levar a IA aos celulares da linha Galaxy.

As conversas previam a substituição do Google Assistente pela tecnologia da Perplexity como padrão nos smartphones, com uma integração que poderia começar já na linha Galaxy S26. O acordo também poderia envolver um investimento pesado da Samsung na startup.

Apesar do avanço da parceria com a sul-coreana, a Perplexity tem um histórico recente de polêmicas. A Cloudflare já acusou a startup de ignorar protocolos e extrair dados de sites de forma indevida.

Além disso, assim como outras big techs de inteligência artificial, a empresa enfrenta processos por violação de direitos autorais movidos por dois dos maiores grupos de mídia do Japão (Nikkei e a Asahi Shimbun) e, mais recentemente, pelo famoso dicionário americano Merriam-Webster.

IA Perplexity chega às smart TVs da Samsung

(imagem: divulgação/Perplexity)

Samsung Galaxy S25 FE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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