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Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

22 de Maio de 2026, 16:06
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak recebe aplausos em formatura (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Steve Wozniak, cofundador da Apple, discursou na formatura da Grand Valley State University, nos Estados Unidos, elogiando a “inteligência real” dos formandos, em vez de focar nas ameaças da inteligência artificial.
  • O discurso foi bem recebido pelos formandos, que aplaudiram suas palavras, diferentemente do que ocorreu com o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que sofreu vaias ao mencionar a IA.

O lendário cofundador da Apple, Steve Wozniak, conseguiu falar sobre inteligência artificial sem desaprovação dos formandos. Enquanto outros executivos, como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, sofreram vaias ao incluir a tecnologia no discurso, o engenheiro recebeu aplausos por reconhecer a capacidade dos ex-alunos em um mercado cada vez mais desafiador.

Para muitos recém-formados dos Estados Unidos, a IA já é uma concorrente que interfere nas oportunidades de entrada no mercado de trabalho. As maiores empresas do mundo já avaliam substituir a força de trabalho pela tecnologia, com funções automatizadas ou vagas cortadas para direcionar o dinheiro ao desenvolvimento de IA.

Nesse momento sensível, em vez de concentrar o discurso nas ameaças da automação, Wozniak, que discursou na Grand Valley State University, no estado do Michigan, comentou a ansiedade em torno da IA.

Inteligência “real”

Durante o discurso, Wozniak disse que os formandos têm a “inteligência real”, ou Actual Intelligence, um trocadilho com a sigla AI. A frase arrancou risos e aplausos da plateia.

Na sequência, o cofundador da Apple explicou como enxerga a tentativa de reproduzir capacidades humanas pelos algoritmos:

“Levaria muito tempo para me aprofundar no que penso sobre a IA, mas estamos tentando criar um cérebro. Existe uma maneira de duplicarmos uma rotina um trilhão de vezes e fazê-la funcionar como um cérebro? A IA é uma dessas tentativas.”

– Steve Wozniak

Apple co-founder Steve Wozniak received applause rather than boos from graduates at a commencement speech for telling them that they have “AI, Actual Intelligence.”

During the Grand Valley State University Commencement Ceremony, Wozniak emphasized to graduates the value of… pic.twitter.com/2bzYLHrMBz

— Eyewitness News (@ABC7NY) May 22, 2026

Em março, Wozniak já havia dito que ainda não entendemos direito como o cérebro funciona “para chegar ao ponto de substituir o ser humano”. Ele criticou o estilo de comunicação das IAs, mas reconheceu que a tecnologia deve evoluir ao ponto de reproduzir aspectos da nossa existência.

No encerramento, Wozniak pediu que os formandos não seguissem caminhos prontos apenas por segurança. “Pensem: existe algo que eu possa fazer um pouco diferente?”, aconselhou.

Sem vaias desta vez

A recepção positiva deste discurso vai contra a onda de desaprovação à IA. No caso mais emblemático e recente, Schmidt mencionou os espaços em que a presença da tecnologia já avança, incluindo trabalho e vida pessoal.

Desde o ano passado, gigantes como Amazon, Microsoft, Intel e Meta anunciaram cortes que atingiram milhares de postos de trabalho. Além de empregos formais, as ferramentas e serviços “facilitados” pela tecnologia vêm impactando freelancers de áreas criativas, que declaram perda de clientes e maior pressão por resultados rápidos.

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

24 de Março de 2026, 15:10
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak, cofundador da Apple, critica respostas de IA e diz preferir interações mais humanas (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • O cofundador da Apple Steve Wozniak critica a inteligência artificial por respostas “secas e perfeitas” e falta de compreensão emocional.
  • Wozniak expressa preocupação com a confiabilidade e a capacidade da IA de entender o ponto central das perguntas.
  • O ícone da tecnologia acredita que a IA ainda está longe de substituir a experiência humana devido à complexidade do cérebro e das emoções.

O cofundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que raramente utiliza ferramentas de inteligência artificial e demonstrou ceticismo em relação à tecnologia. Em entrevista à CNN e ao programa The Claman Countdown, da Fox Business, ele foi questionado sobre o impacto da IA e destacou mais preocupações do que entusiasmo.

Para Wozniak, um dos principais problemas está na forma como os sistemas respondem às perguntas. Ele afirma que as respostas costumam ser detalhadas, mas nem sempre atendem ao que realmente busca — além de serem, em muitos casos, “secas e perfeitas”, o que considera distante de uma interação humana.

O que incomoda Wozniak na inteligência artificial?

Ao comentar sua experiência com ferramentas baseadas em IA, o executivo afirmou que as respostas costumam ser extensas, mas pouco alinhadas ao ponto central da pergunta. “Eu faço uma pergunta onde uma palavra-chave é o ponto principal, a direção que quero seguir, e a IA retorna várias explicações claras sobre o assunto, mas não sobre o que realmente me interessa”, disse.

Ele também criticou o estilo das respostas, que considera excessivamente técnico e distante, afirmando que elas são “secas e perfeitas”, e que prefere algo vindo de um ser humano, o que o deixa frequentemente decepcionado.

Outro aspecto levantado por Wozniak é a falta de confiabilidade. Após testar diferentes modelos, ele afirmou que nem sempre consegue obter respostas diretas ou consistentes. “Quero um conteúdo confiável sempre. Não sou fã de IA”, disse.

Além disso, o engenheiro destacou a ausência de características humanas nas interações, dizendo que gostaria de saber que “um ser humano como eu está pensando, entendendo o que eu posso sentir e compreendendo emoções”.

A IA pode substituir humanos no futuro?

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence
Apple também avança em IA com o Apple Intelligence, apesar de desafios na implementação (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Apesar das críticas, Wozniak reconheceu que a tecnologia tende a evoluir. Ainda assim, avalia que há um longo caminho até que sistemas consigam reproduzir aspectos essenciais da experiência humana. “Não entendemos suficientemente bem como o cérebro funciona para chegar ao ponto de substituir o ser humano, ter emoções, se importar com as coisas, querer ajudar os outros e ser uma boa pessoa”, afirmou.

Ele pondera que não é possível descartar completamente avanços mais profundos no futuro, incluindo sistemas mais sofisticados, que possam “entender você da mesma forma que outro ser humano entenderia”.

A posição cautelosa contrasta com a visão de outros nomes do setor. Executivos como Sundar Pichai, Tim Cook e Satya Nadella já afirmaram que a IA pode ter impacto comparável ou superior ao da internet. Há ainda avaliações mais otimistas, como a de Bill Gates, que coloca a tecnologia no mesmo nível de revoluções anteriores da computação.

Enquanto isso, a própria Apple tenta avançar no segmento com iniciativas como o Apple Intelligence, anunciado anos após a popularização de ferramentas como o ChatGPT. Parte dos recursos apresentados pela empresa, no entanto, ainda não foi implementada.

Com informações de TechRadar e TechSpot

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

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Cofundador da Apple afirma que prefere interações humanas e aponta limitações da IA em compreensão emocional e confiabilidade.

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)
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