Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

20 de Abril de 2026, 10:28
Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
  • O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
  • Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.

A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.

As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. A Alares é a 12ª maior provedora de internet do Brasil, com 1,5% de market share.

De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.

No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.

Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Errata: o texto informou anteriormente que a Alares seria a 5ª maior provedora de internet do Brasil. A informação foi corrigida.

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

10 de Abril de 2026, 10:52
Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
  • CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
  • plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado em imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gb/s de download (imagem: divulgação)

Falcon 9 atinge recorde de 33 reutilizações em missão Starlink

22 de Fevereiro de 2026, 10:51

A SpaceX realizou neste sábado (21) dois novos lançamentos da sua constelação de internet via satélite Starlink e estabeleceu um novo recorde de reutilização de foguetes. A segunda missão do dia marcou o 33º voo de um mesmo primeiro estágio do Falcon 9, ampliando a marca anterior da empresa.

Os lançamentos ocorreram a partir de bases na Califórnia e na Flórida, colocaram 53 satélites em órbita e reforçaram a estratégia da companhia de reduzir custos com a reutilização de estágios. As missões corresponderam ao 21º e 22º voos do Falcon 9 em 2026.

Segundo lançamento do sábado (22) colocou 28 satélites da Starlink em órbita e bateu recorde de reutilizações (Imagem: Reprodução / SpaceX)

Dois lançamentos no mesmo dia

O primeiro lançamento aconteceu às 4h04 (horário da Costa Leste dos EUA, 09h04 GMT), a partir do complexo Space Launch Complex 4 East (SLC-4E), na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. O foguete transportou 25 satélites Starlink (Grupo 17-25).

O primeiro estágio utilizado foi o booster B1063, que completou seu 31º voo. Após a separação, ele pousou com sucesso na embarcação autônoma “Of Course I Still Love You”, posicionada no Oceano Pacífico.

Horas depois, às 22h47 (horário da Costa Leste, 03h47 GMT de 22 de fevereiro), outro Falcon 9 decolou do Space Launch Complex 40 (SLC-40), na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão levou 28 satélites (Starlink Group 6-104) ao espaço.

O destaque foi o primeiro estágio B1067, que realizou seu 33º voo, estabelecendo um novo recorde de reutilização para a empresa. Esse estágio pousou na embarcação “A Shortfall of Gravitas”, no Oceano Atlântico.

Detalhe do Falcon 9
Primeiro estágio B1067 atingiu recorde de reutilizações, chegando a seu 33º voo (Imagem: Michael Vi / Shutterstock.com)

O que é o primeiro estágio de um foguete?

O primeiro estágio de um foguete é a parte inferior do veículo, responsável por fornecer o impulso inicial no momento do lançamento. Ele concentra os motores principais e a maior parte do combustível usado para tirar o foguete do solo e atravessar as camadas mais densas da atmosfera.

Após consumir o combustível, esse estágio se separa do restante do foguete, que segue viagem com os estágios superiores até a órbita ou destino final. Em foguetes como o Falcon 9, da SpaceX, o primeiro estágio é projetado para retornar à Terra e pousar de forma controlada, permitindo reutilização em missões futuras.

Em termos práticos, é ele que faz o “trabalho pesado” do lançamento. Já os estágios seguintes assumem a função de acelerar a carga útil, como satélites, até a velocidade necessária para permanecer em órbita.

Expansão da constelação Starlink

Ambos os lançamentos atingiram a órbita com sucesso. Com a adição das 53 novas unidades, a constelação da Starlink ultrapassou 9.700 satélites ativos de internet banda larga em operação. A empresa mantém uma cadência elevada de lançamentos ao longo do ano, com as duas missões de sábado representando os voos de número 21 e 22 do Falcon 9 em 2026.

starlink
(Imagem: Juan Alejandro Bernal/Shutterstock)

A reutilização frequente dos primeiros estágios tem sido um dos pilares da estratégia da companhia, permitindo múltiplas viagens ao espaço com o mesmo hardware e ampliando o ritmo de expansão da rede orbital.

O post Falcon 9 atinge recorde de 33 reutilizações em missão Starlink apareceu primeiro em Olhar Digital.

Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

6 de Fevereiro de 2026, 11:50
Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Um passageiro da Azul usou uma antena Starlink Mini e um powerbank de 60.000 mAh durante um voo, causando preocupações de segurança.
  • A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite dispositivos eletrônicos a bordo desde que não interfiram nos sistemas da aeronave.
  • A Azul está investigando o caso e destaca que cumpre todas as normas de segurança, mas não divulgou detalhes do voo.

O uso de internet a bordo de aviões está cada vez mais comum, até mesmo em voos domésticos: Gol, Azul e LATAM oferecem essa conectividade há alguns anos em boa parte de suas frotas. Em vez de usar o Wi-Fi a bordo, um passageiro da Azul se sentiu à vontade para levar a própria internet de casa: ele embarcou com uma antena Starlink Mini e um poderoso powerbank capaz de alimentá-la.

O caso foi filmado pelo próprio passageiro (“sou bom de gambiarra”, segundo ele mesmo), ganhou as redes, e reacendeu a discussão sobre a segurança dentro da aeronave.

Uma antena residencial numa aeronave

O uso da Starlink Mini já é questionável, por obstruir uma das janelas e ser um objeto que pode ser arremessado e causar ferimentos em caso de acidente.

A advogada Ana Luisa Derenusson, que é especialista em aviação e sócia do escritório DDSA, classifica a situação como um “arranjo improvisado”. Ela lembra que, pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), este tipo de uso “só é aceitável quando a companhia aérea determinar que não há risco de interferir nos sistemas da aeronave”.

O Tecnoblog procurou a Azul para entender a circunstâncias do embarque e uso deste dispositivo, mas a empresa se limitou a dizer que apura o caso, sem fornecer mais esclarecimentos. Também disse que cumpre todas as normas de segurança. A Azul mantém sob sigilo o número do voo, data e trajeto realizado.

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cabe lembrar que a constelação de satélites da SpaceX até é utilizada por algumas empresas aéreas para conectividade no avião, mas, independentemente do fornecedor, envolve equipamentos e antenas especificamente projetados para este ambiente.

A Azul oferece Wi-Fi em alguns de seus itinerários, tendo a Viasat como fornecedora da conectividade. Porém, nem todas as aeronaves estão equipadas com a tecnologia e nem sempre a ela funciona. Na descrição do vídeo, o passageiro reclama de que o trajeto deveria ter internet, mas ela não estava ativa.

Powerbank acima do limite permitido

Mas o que mais chama a atenção é o powerbank: além do design genérico, que sugere ser um modelo sem certificação da Anatel, ele tem bateria de 60.000 mAh e opera a supostos 222 Wh, muito superior ao permitido nos aviões. Este tipo de dispositivo não poderia embarcar sob hipótese nenhuma.

Segundo a advogada Ana Luisa, o setor costuma adotar “tolerência praticamente zero” em situações assim porque os kits improvisados de baterias e alimentação elevam os riscos de aquecimento e de incêndio na aeronave.

E não se trata de mero perigo hipotético: no início de janeiro, um carregador portátil pegou fogo num voo da sul-coreana T’way. Já em 29/01, o voo LATAM 3581, que partiu de São Paulo (CGH) para Brasília (BSB) precisou fazer um pouso de emergência em Ribeirão Preto após o powerbank de um dos passageiros também entrar em combustão.

Os casos de incêndios de baterias portáteis durante voos estão ficando tão comuns que o grupo Lufthansa impôs novas regras e passou a impedir seu uso a bordo. Os passageiros devem mantê-los visíveis durante o todo trajeto.

E o controle no aeroporto?

Antena Starlink Mini vista lateralmente (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Antena Starlink Mini vista de lado (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Alguns leitores questionaram como um passageiro passou pelo raio X e entrou num aeroporto com uma antena para internet via satélite. A Anac explicou ao Tecnoblog que, a priori, este equipamento não consta da lista de itens proibidos de serem transportados na cabine.

De acordo com a agência, os agentes de inspeção nos aeroportos possuem autonomia para restringir um item, desde que possa ser enquadrado numa das categorias já existentes e represente um risco “para a saúde, segurança ou propriedade quando transportado por via aérea”.

A Anac ainda esclareceu que as companhias aéreas podem autorizar a utilização a bordo de qualquer dispositivo eletrônico portátil, desde que não impacte nos sistemas de comunicação ou navegação do avião. “Compete à tripulação avaliar o caso e adotar ações de acordo com a situação”. A decisão final fica a cargo do comandante, que pode determinar o desembarque do passageiro e acionar a Polícia Federal.

Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Starlink atinge marca de 1 milhão de clientes no Brasil

30 de Janeiro de 2026, 11:31
Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Starlink Mini tem tamanho próximo ao de um laptop (Imagem: Divulgação / SpaceX)
Resumo
  • A Starlink atingiu 1 milhão de clientes no Brasil quatro anos após começar a operar no país.
  • A velocidade média de conexão da Starlink no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, mas ainda está abaixo da média global de 220 Mb/s.
  • A Starlink solicitou à Anatel a utilização de satélites de segunda geração para melhorar a velocidade e estabilidade do sinal.

O provedor de internet via satélite Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes no Brasil. Quatro anos após receber o aval para atuar no país, a companhia de Elon Musk rapidamente conquistou consumidores, ultrapassou rivais e se tornou referência neste tipo de tecnologia.

A empresa fez uma postagem na rede social X comemorando o momento. “Agradecemos a todos os nossos clientes!”, escreveu a Starlink em bom português.

Post no perfil global da Starlink (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Números anteriores davam conta de que a prestadora atendia 600 mil clientes por aqui. Fontes no setor ressaltam que, no acompanhamento de número de consumidores, os números internos das empresas de telefonia podem ser ligeiramente divergentes daqueles registrados nos painéis da Anatel, que são processados com atraso.

Nos últimos anos, a Starlink adotou uma postura low profile no país. Ela evitou se envolver em polêmicas – em especial aquelas associadas ao seu fundador – e focou na expansão do serviço. É normal, por exemplo, esbarrar com publicidades na rede X com condições promocionais para contratar o serviço, que rivaliza com a fibra óptica em algumas regiões.

A Starlink pretende mudar sua comunicação?

A título de curiosidade, os executivos da Starlink não têm o hábito de falar em on com jornalistas. Existe a expectativa de que isso mude com a chegada de Paulo Esperandio como diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina da SpaceX, a empresa-mãe do provedor.

Com passagens por TIM e Vivo, Paulo Esperandio assumiu cargo na SpaceX (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No passado, o empresário Elon Musk chegou a dizer que a Starlink atendia 90% das cidades da Amazônia. Hoje, é possível dizer que ela se tornou sinônimo de conectividade principalmente no interior do país, como em fazendas e outras localidades vinculadas ao agronegócio, e em regiões distantes dos centros urbanos, como escolas do Norte.

O Tecnoblog revelou em novembro de 2025 que a velocidade média de conexão avançou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, um ganho de 55%. Ainda assim, os clientes brasileiros ficam abaixo da média global de 220 Mb/s.

Quais são os próximos passos da empresa?

O movimento mais recente da Starlink foi a solicitação à Anatel para utilizar satélites de segunda geração. Eles já estão liberados para uso nos Estados Unidos e têm como principal promessa uma maior velocidade e estabilidade de sinal, já que utilizam uma radiofrequência atualmente sem uso.

Starlink atinge marca de 1 milhão de clientes no Brasil

Post no perfil global da Starlink (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por que a Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

27 de Janeiro de 2026, 18:30
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Starlink solicitou à Anatel a atualização para satélites Gen 2 no Brasil, visando melhorar a comunicação com roteadores por mais faixas de frequência.
  • As novas frequências, incluindo bandas Ku, Ka, V e W, aumentam o suporte a tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho da rede.
  • Os satélites Gen 2 operam abaixo de 600 km de altitude, garantindo reentrada atmosférica em até cinco anos e são projetados para se desintegrar totalmente ao retornar à atmosfera.

Está nas mãos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o futuro da tecnologia utilizada pela Starlink no país. O provedor de Elon Musk protocolou, há cerca de dez dias, o pedido para atualizar os satélites que atendem aos mais de 600 mil clientes brasileiros.

A argumentação da Starlink vai na linha de que os novos satélites – da segunda geração, ou Gen 2 – realizam a comunicação com os roteadores em solo por meio de mais faixas de frequência. Na prática, isso deve levar a um aumento tanto do downlink quanto do uplink.

A FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, já autorizou a nova leva de satélites.

O que muda com a nova geração?

O Tecnoblog apurou que, nas tratativas com a Anatel, a Starlink apresentou a seguinte lista de faixas utilizadas pelos satélites da Gen 2:

  • Banda Ku (uplink): de 14.000 a 14.500 MHz
  • Banda Ka (uplink e downlink): de 17.800 a 30.000 MHz
  • Banda V (uplink e downlink): de 37.500 a 52.400 MHz
  • Banda W (uplink): de 71.000 a 76.000 MHz

Para se ter uma ideia, as frequências da chamada banda W atualmente não são utilizadas no Brasil para esse fim. É por este motivo que os técnicos da Anatel estão debruçados sobre a solicitação da empresa, que rapidamente se transformou em sinônimo de internet via satélite.

ilustração sobre a Space X e Elon Musk
Elon Musk é o principal nome da SpaceX e da Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Impacto na velocidade

Na visão da empresa, o sistema passa a suportar maior volume de tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho geral da rede, beneficiando milhares de brasileiros.

Apesar dessa afirmação, o documento não chega a cravar quais seriam as novas velocidades para os assinantes do serviço. No ano passado, o downstream médio no país passou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão.

A Starlink é particularmente popular nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, como em áreas rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ou nas localidades sem acesso a fibra óptica do Norte.

Para sustentar esse crescimento, a empresa reforça o compromisso com a sustentabilidade espacial no projeto da rede Gen 2. Um documento público da Starlink explica que os novos satélites operam em altitudes abaixo de 600 km, o que garantiria que qualquer unidade não manobrável sofra reentrada atmosférica em até cinco anos devido ao arrasto. Além disso, o hardware é projetado para se vaporizar totalmente ao retornar à atmosfera, para evitar riscos de detritos atingindo o solo.

Por que a Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

18 de Janeiro de 2026, 13:39
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, discutem sobre a viabilidade do Starlink em aviões de baixo custo.
  • O’Leary critica o custo e o impacto operacional do Starlink, enquanto Musk defende o serviço como diferencial competitivo.
  • A troca de insultos entre os executivos destaca a tensão entre inovação tecnológica e modelos de negócios de baixo custo.

A troca de críticas entre Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, começou como um debate técnico e rapidamente escalou para uma briga pública nas redes sociais. O ponto de atrito foi a possibilidade de adoção do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, na frota da maior companhia aérea de baixo custo da Europa.

Na última quarta-feira (14/01), O’Leary afirmou que nunca considerou seriamente instalar o sistema da Starlink em todas as aeronaves da Ryanair. Segundo ele, o peso da antena e o arrasto adicional gerariam aumento no consumo de combustível, elevando os custos operacionais.

A declaração provocou uma resposta quase imediata de Musk, que usou sua própria plataforma X para dizer que o executivo irlandês estava “mal informado” e que a Ryanair poderia perder passageiros para companhias que oferecessem o serviço.

Internet a bordo vale o custo?

A discussão levantou uma questão central para o modelo de negócios das companhias aéreas de baixo custo: passageiros que priorizam tarifas reduzidas realmente exigem internet rápida em voos curtos? Para O’Leary, a resposta é negativa.

Em entrevista à rádio irlandesa Newstalk, ele reforçou sua posição e foi além, afirmando que Musk “não sabe nada sobre voos e arrasto” e que a adoção do Starlink poderia custar até US$ 250 milhões por ano à Ryanair (cerca de R$ 1,34 bilhão em conversão direta).

“Eu não daria atenção alguma a Elon Musk”, disse O’Leary. “Ele é um idiota, muito rico, mas continua sendo um idiota”. A reação de Musk veio na última sexta-feira (16). O bilionário respondeu chamando O’Leary de “idiota absoluto” e afirmando que ele deveria perder o cargo. A Ryanair não comentou oficialmente o episódio.

Elon Musk (Imagem: Peter Tsai/Flickr)
Elon Musk trocou farpas com o CEO da Ryanair, Michael O’Leary (Imagem: Peter Tsai/Flickr)

Dois estilos que mudaram seus setores

O embate colocou frente a frente dois executivos conhecidos por estratégias agressivas e discursos diretos. À frente da Ryanair há mais de três décadas, O’Leary transformou uma pequena companhia regional na maior aérea de baixo custo da Europa, alterando padrões de preços, serviços e rotas no continente.

Musk, por sua vez, construiu uma reputação ao desafiar indústrias consolidadas. Além de liderar a SpaceX, responsável por mudanças profundas no mercado de lançamentos espaciais, ele também comanda a Tesla, uma das principais fabricantes de veículos elétricos do mundo.

Apesar da disparidade de patrimônio entre os dois, O’Leary também colhe frutos financeiros de sua gestão. Em 2028, ele poderá receber um bônus de até 100 milhões de euros (R$ 625 milhões) caso atinja metas de desempenho estabelecidas pela companhia.

A troca de insultos, no entanto, mostra que, mesmo entre líderes acostumados a números bilionários, disputas públicas ainda podem surgir de decisões aparentemente técnicas.

Com informações do Bloomberg Línea

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk (Imagem: Peter Tsai/Flickr)

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

13 de Janeiro de 2026, 12:32
Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
  • Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
  • SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.

Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:

O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.

Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.

Brendan Carr, presidente da FCC

Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.

A nova faixa de altitude é considerada mais segura por, entre outros motivos, reduzir o risco de colisão entre os satélites. Outro benefício esperado é o da redução dos níveis de latência nas conexões à internet.

De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)

SpaceX quer operar quase 30.000 satélites

A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.

Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.

A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.

Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink irá fornecer sinal para celulares da T-Mobile nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Irã já consegue bloquear até a rede da Starlink

12 de Janeiro de 2026, 13:12
Bandeira do Irã (verde, branca e vermelha, com um emblema islâmico ao centro) hasteada em um dia nublado
Irã já consegue bloquear até a rede da Starlink (foto: Sina Drakhshani/Unsplash)
Resumo
  • Governo do Irã está bloqueando acesso local à internet, incluindo a rede da Starlink;
  • Desde 8 de janeiro, bloqueio progressivo afeta cerca de 80% do tráfego da Starlink por meio de uma tecnologia sofisticada;
  • Bloqueio não é uniforme, com algumas áreas ainda conseguindo acesso à internet, mas é amplo o suficiente para ser considerado um “apagão digital”.

O Irã vem enfrentando uma série de manifestações populares devido à grande crise econômica que o país enfrenta. Em reação, o governo local vem promovendo um “apagão digital” na região neste começo de ano. O que ninguém esperava é que essa medida conseguisse afetar até os serviços da Starlink.

Pelo menos desde quinta-feira da semana passada (08/01), empresas de monitoramento têm notado uma queda expressiva no tráfego de dados das redes iranianas. Na sexta-feira (09/01), o governo do Irã reconheceu estar por trás das medidas que têm dificultado o acesso à internet pela população local.

Nessas circunstâncias, serviços como os que são oferecidos pela Starlink costumam ser a “salvação”, pois é mais difícil bloquear os acessos à internet oriundos de redes de satélites.

Mais difícil, mas não impossível: de acordo com Amir Rashidi, especialista em segurança digital do Miaan Group, organização focada em direitos humanos, bloqueadores de sinais avançados têm conseguido barrar o tráfego de dados oriundos da rede da Starlink.

O bloqueio segue um padrão progressivo. Na manhã da sexta-feira, cerca de 30% do tráfego de uplink e downlink da Starlink estava interrompido; à noite do mesmo dia, por volta das 22:00 no horário local, o bloqueio já atingia mais de 80% da rede. Nesta segunda-feira (12/01), os serviços de acesso à internet da Starlink continuavam comprometidos no Irã.

Ao TechRadar, Rashidi declarou: “tenho monitorado e pesquisado o acesso à internet nos últimos 20 anos e nunca vi nada parecido em toda a minha vida”.

Ainda de acordo com Rashidi, o bloqueio aos serviços de internet por satélite envolve uma tecnologia sofisticada, de nível militar que, se não tiver sido desenvolvida internamente, foi fornecida pela Rússia ou pela China ao governo do Irã.

Algumas áreas do país ainda conseguem ter acesso à internet por meio da rede da Starlink, pois os bloqueadores estão espalhados pelo território iraniano de modo irregular, aparentemente. Nesse sentido, algumas áreas podem ter mais bloqueadores do que outras ou, dependendo da região, esses equipamentos podem apresentar níveis de eficácia diferentes.

Antena Starlink Mini vista lateralmente (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Antena Starlink Mini (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Por que o Irã está bloqueando a internet no país?

Tudo indica que essa é uma tentativa do governo iraniano de dificultar a organização digital dos grupos que têm promovido protestos massivos no país desde o fim de 2025.

Além disso, a restrição do acesso à internet dificulta o trabalho de cidadãos, jornalistas e ONGs de registrar ou noticiar eventuais abusos por parte das autoridades na contenção dos protestos.

No início, os bloqueios afetavam somente serviços fixos e móveis de telefonia, mas rapidamente escalaram para redes de satélites e sinais de GPS.

Com informações de IranWire

Irã já consegue bloquear até a rede da Starlink

Governo iraniano já derrubou internet em outros protestos e conflitos (foto: Sina Drakhshani/Unsplash)

Starlink libera internet de graça na Venezuela

5 de Janeiro de 2026, 12:20
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
  • O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
  • Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.

A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.

A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.

Como funciona o acesso à Starlink?

imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)

A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.

Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.

Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.

Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.

Conectividade em zonas de instabilidade

A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.

O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

2 de Janeiro de 2026, 09:08
Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)
Lançamento de satélites da Starlink (foto: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • A SpaceX reconfigurará a constelação Starlink para 2026, reduzindo a altitude dos satélites de 550 km para 480 km, visando aumentar a segurança e evitar colisões em órbita baixa.
  • Após uma anomalia técnica que causou a perda de um satélite, a SpaceX decidiu pela mudança para evitar riscos em um ambiente orbital saturado.
  • A Anatel aprovou a expansão da Starlink no Brasil, permitindo adicionar 7.500 satélites não geoestacionários à frota existente.

A SpaceX decidiu remanejar a constelação de satélites da Starlink, de acordo com o vice-presidente de engenharia Michael Nicholls. A empresa deve baixar a altitude operacional dos equipamentos, movendo-os da faixa atual de 550 km para cerca de 480 km acima da Terra.

O objetivo da mudança é aumentar a segurança das operações na órbita baixa (também chamada de LEO, na sigla em inglês). Segundo uma postagem de Nicolls, essa redução resulta na “condensação” das órbitas da Starlink, diminuindo a probabilidade de colisões.

Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety.  We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026.  The shell lowering is being tightly…

— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026

Falha pode ter motivado decisão

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (1º), poucas semanas após a companhia de Elon Musk informar a perda de controle de um satélite após uma “anomalia técnica”.

O monitoramento da empresa independente Leo Labs, indicou que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna” — possivelmente uma explosão ou falha catastrófica no sistema de propulsão — e não por uma colisão externa. O evento resultou na ejeção de material e fragmentos rastreáveis a cerca de 418 km de altitude.

Embora a SpaceX tenha garantido que o objeto se desintegraria na atmosfera, sem riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS), o caso evidenciou a fragilidade das operações em um ambiente cada vez mais saturado.

A preocupação com o trânsito espacial é crescente. Atualmente, mais de 24 mil objetos são monitorados na órbita baixa, e estimativas sugerem que esse número pode chegar a 70 mil até o final da década, impulsionado por constelações como a da Starlink e da futura Amazon Leo.

Expansão no Brasil

ilustração sobre o serviço direct-to-cell da starlink
Starlink teve autorização para expandir frota de satélites (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto ajusta os parâmetros de segurança da rede, a Starlink segue ampliando sua capacidade regulatória em mercados estratégicos. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou recentemente uma alteração no direito de exploração da empresa.

A decisão do órgão regulador permite que o serviço aumente o tamanho de sua frota no país. Pela nova regra, a Starlink poderá acrescentar mais 7.500 satélites não geoestacionários, somando-se aos 4.408 originalmente previstos na licença de 2022.

Com o afastamento, a ideia é que a megaconstelação saia dos espaços mais congestionados na órbita do planeta, onde o número de detritos e projetos de satélites concorrentes é maior do que abaixo da linha dos 500 km.

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink (Imagem: divulgação/SpaceX)

Entenda como a Starlink fornece sinal para celulares em lugares mais remotos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Starlink ganha 20 mil clientes por dia e chega a 9 milhões

26 de Dezembro de 2025, 16:03
Ilustração mostra antena da Starlink diante de um céu estrelado
Starlink está presente em 155 países (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Starlink alcançou 9 milhões de clientes, com crescimento de 20 mil novos assinantes por dia.
  • O tráfego de dados da Starlink dobrou em 2025, e mais de 20 companhias aéreas planejam usar seus satélites para Wi-Fi em aviões.
  • No Brasil, a Starlink possui 600 mil assinantes, com velocidade média de download de 140 Mb/s e upload de 18 Mb/s.

A Starlink atingiu a marca de 9 milhões de clientes ativos. O mais recente passo desse crescimento se deu ao longo das últimas sete semanas, quando a empresa de Elon Musk conseguiu mais 1 milhão de consumidores. Isso dá um pouco mais de 20 mil novos assinantes por dia.

As informações foram divulgadas pela companhia em sua conta no X, também de propriedade do bilionário.

Starlink está em crescimento acelerado

Em 28 de agosto de 2025, a companhia divulgou ter 7 milhões de clientes. Depois de 69 dias, em 5 de novembro, veio o anúncio de 8 milhões. Agora, foram necessários 48 dias para chegar aos 9 milhões.

Voltando um pouco mais no tempo, eram 4,6 milhões de consumidores ativos em dezembro de 2024, o que indica que a base quase dobrou em apenas um ano.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Starlink Mini é opção portátil (imagem: divulgação)

Outro dado reforça o ritmo forte da expansão: segundo a Cloudflare, o tráfego de dados dos usuários do provedor de Musk mais que dobrou em 2025. Além disso, mais de 20 companhias aéreas já anunciaram planos para usar os satélites da companhia para oferecer Wi-Fi de alta velocidade nos aviões.

A Starlink é uma subsidiária da SpaceX, que também fabrica foguetes. Estima-se que a SpaceX tenha um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 8,32 trilhões, em conversão direta). Rumores indicam que a companhia pode abrir seu capital em 2026, passando a ter ações negociadas em bolsa.

Starlink está mais rápida no Brasil

A Starlink oferece seus serviços de internet via satélite em 155 países, com mais de 9 mil satélites de baixa órbita. Ela está presente no Brasil, onde tem 600 mil clientes, de acordo com dados obtidos pelo Tecnoblog junto a pessoas com conhecimento do assunto.

Os assinantes estão principalmente nos estados de Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso.

Por aqui, o serviço também ficou mais rápido, com sua velocidade média de download passando de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano. O upload médio é de 18 Mb/s, e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms.

Com informações da Business Insider

Starlink ganha 20 mil clientes por dia e chega a 9 milhões

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

19 de Dezembro de 2025, 09:04
Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Satélite passa por um processo de reentrada na Terra (Imagem: SpaceX/Divulgação)
Resumo

A SpaceX informou que perdeu o controle de um satélite da constelação da Starlink após a ocorrência de uma anomalia técnica, fazendo com que o equipamento passasse a perder altitude e iniciasse um processo de reentrada na atmosfera da Terra. Segundo a empresa, o satélite não representa risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e deve se desintegrar completamente ao atravessar a atmosfera nas próximas semanas.

O episódio ocorreu poucos dias depois de a companhia relatar um quase acidente envolvendo um satélite chinês, o que voltou a chamar atenção para os desafios da operação em órbita baixa da Terra. A região, cada vez mais disputada por empresas privadas e agências governamentais, concentra um número crescente de aparelhos dedicados principalmente a serviços de internet espacial.

O que aconteceu com o satélite da Starlink?

De acordo com a SpaceX, o satélite identificado como Starlink 35956 apresentou uma falha grave que incluiu perda repentina de comunicação, redução de altitude e a liberação de material do sistema de propulsão.

A empresa também mencionou a ejeção de um pequeno número de objetos rastreáveis, com baixa velocidade relativa, o que indica que houve algum tipo de evento energético anormal a bordo.

On December 17, Starlink experienced an anomaly on satellite 35956, resulting in loss of communications with the vehicle at 418 km. The anomaly led to venting of the propulsion tank, a rapid decay in semi-major axis by about 4 km, and the release of a small number of trackable…

— Starlink (@Starlink) December 18, 2025

Segundo a empresa de monitoramento espacial Leo Labs, os dados de radar sugerem que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna”, descartando, ao menos por enquanto, a hipótese de colisão com outro objeto. Após o evento, sensores detectaram dezenas de fragmentos próximos a ele, reforçando a possibilidade de uma falha estrutural ou explosão localizada.

O incidente aconteceu a cerca de 418 quilômetros de altitude, uma faixa considerada especialmente sensível por concentrar grande parte das operações em órbita baixa.

Por que a órbita baixa preocupa especialistas?

Satélites colidem no espaço
Milhares de objetos disputam espaço na órbita baixa da Terra (imagem: SpaceX)

Mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados nessa região ao redor do planeta. A expectativa é que esse número cresça de forma acelerada nos próximos anos. Estimativas indicam que, até o fim da década, cerca de 70 mil satélites possam estar operando nessa mesma faixa orbital, impulsionados por megaconstelações como a Starlink e da Amazon Leo.

Esse adensamento aumenta significativamente o risco de colisões, que podem gerar ainda mais fragmentos e provocar reações em cadeia difíceis de controlar.

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

17 de Dezembro de 2025, 10:34
Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Conectores do Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Parece déja vu: antes de um novo serviço ser lançado, equipamentos necessários para a prestação dele precisam ser homologados pela Anatel. Aconteceu com a Starlink e agora acontece com o Amazon Leo (antigo Kuiper): a agência aprovou o GGMA (Ground Gateway Modem Assembly), utilizado nas estações terrenas do vindouro provedor via satélite da Amazon, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog em primeira mão.

O equipamento GGMA não é o hardware que será utilizado pelos clientes finais do serviço, mas sim o que conectará os satélites, em órbita baixa, à internet.

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Você não iria querer ele em casa mesmo: são 22 conectores diferentes, incluindo dois conectores para fibras ópticas de 100 Gigabits, além do peso de 11,3 Kg e das três ventoinhas para refrigeração.

O GGMA é responsável pelo processamento e controle dos transmissores utilizados nas estações terrenas do Amazon Leo, conectado aos LNBs e outros equipamentos que farão a transmissão e recepção dos sinais de internet.

Foguete decolando
Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)

Lançamento deve ficar para 2026

O lançamento comercial do Amazon Leo deve ficar para 2026, graças uma parceria com a Sky, com cobertura inicialmente na região Sul do Brasil. A empresa já possui licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e de uso de satélites estrangeiros, necessárias para prestação do serviço no país.

Ainda não foram divulgadas datas exatas nem valores para o serviço, que deve rivalizar com a popular Starlink, do empresário Elon Musk.

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Licença de exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Lançamento de foguete com satélite do Projeto Kuiper (foto: divulgação)

Licença exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Satélites ficam a 200 metros, quase batem e reacendem alerta sobre trânsito no espaço

15 de Dezembro de 2025, 16:18
Falcon 9, da SpaceX, em lançamento de satélites Starlink
Lançamento de satélites da Starlink (imagem: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • O satélite chinês e o Starlink-6079 quase colidiram a 200 metros de distância, expondo falhas de coordenação entre operadores espaciais.
  • A SpaceX destacou a falta de troca de informações orbitais como um risco crescente na órbita baixa da Terra, onde mais de 24 mil objetos são monitorados.
  • Especialistas temem o efeito Kessler, uma reação em cadeia de colisões que pode inutilizar certas órbitas devido ao aumento de detritos.

Um choque entre satélites foi evitado por muito pouco na semana passada e voltou a chamar atenção para os riscos do tráfego cada vez mais intenso na órbita baixa da Terra. Um satélite chinês recém-colocado em operação passou a cerca de 200 metros de um dos quase 9 mil equipamentos da constelação da Starlink, da SpaceX, segundo informações divulgadas pela própria empresa americana.

O episódio não resultou em danos, mas expôs problemas na forma como empresas espaciais compartilham dados sobre a posição de seus satélites. A SpaceX atribuiu o quase acidente à falta de coordenação e de troca de informações orbitais, algo que considera essencial para evitar aproximações perigosas em um ambiente cada vez mais congestionado.

Falta de coordenação entre operadores

Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink, afirmou que a aproximação ocorreu após o envio de nove satélites no Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste da China. Segundo ele, não houve coordenação prévia com operadores que já atuam naquela faixa orbital, o que resultou na aproximação extrema entre um dos novos satélites e o Starlink-6079, a cerca de 560 km de altitude.

“Quando operadores não compartilham dados de seus satélites, aproximações perigosas podem acontecer no espaço”, escreveu Nicolls. Para ele, a maior parte dos riscos atuais da atividade espacial está justamente na ausência de cooperação entre empresas e agências, algo que “precisa mudar”.

When satellite operators do not share ephemeris for their satellites, dangerously close approaches can occur in space.   A few days ago, 9 satellites were deployed from a launch from the Jiuquan Satellite Launch Center in Northwestern China. As far as we know, no coordination or…

— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) December 13, 2025

A Starlink conta com sistemas automatizados capazes de realizar manobras de evasão, mas eles dependem de informações precisas sobre outros objetos em órbita. Apenas nos seis primeiros meses de 2025, os satélites da constelação executaram mais de 144 mil manobras desse tipo, segundo a empresa.

Qual o motivo da preocupação?

Imagem mostra dois satélites da SpaceX no espaço
Satélites quase colidiram no espaço na última semana (imagem: reprodução/SpaceX)

A CAS Space, responsável pelo lançamento do satélite chinês, respondeu que utiliza sistemas de monitoramento baseados em solo para definir janelas de lançamento seguras e evitar colisões com objetos conhecidos. A empresa também destacou que o episódio ocorreu cerca de 48 horas após a separação da carga útil, quando a missão de lançamento já havia sido concluída.

Ainda assim, o caso reforça preocupações mais amplas. Hoje, mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados na órbita baixa da Terra, um aumento de 76% desde 2019. Estimativas indicam que esse número pode chegar a 70 mil até o fim da década, impulsionado principalmente por constelações de internet espacial.

Especialistas alertam que colisões, mesmo raras, podem desencadear o chamado efeito Kessler: uma reação em cadeia de choques que geraria tantos detritos a ponto de tornar certas órbitas inutilizáveis.

Satélites ficam a 200 metros, quase batem e reacendem alerta sobre trânsito no espaço

China é capaz de bloquear sinal da Starlink, dizem cientistas

26 de Novembro de 2025, 13:02
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Cientistas chineses afirmam que a China é tecnicamente capaz de bloquear a rede Starlink em Taiwan.
  • A operação usaria drones de guerra eletrônica para criar um “escudo eletromagnético”.
  • O estudo sugere que uma rede aérea de supressão, com drones espaçados entre 5 e 10 quilômetros, pode saturar receptores terrestres e impedir a comunicação via satélite.

Pesquisadores da Universidade de Zhejiang e do Instituto de Tecnologia de Pequim (BIT) concluíram que a China é tecnicamente capaz de bloquear o acesso à rede Starlink em toda a ilha de Taiwan.

Em estudo recente publicado no periódico Systems Engineering and Electronics, os autores indicam que a operação exigiria o desdobramento de uma grande frota de drones de guerra eletrônica para criar um “escudo eletromagnético”, visando neutralizar a comunicação via satélite em cenários de conflito.

Como funcionaria o escudo eletromagnético?

A simulação utilizou dados reais da Starlink para modelar um bloqueio total sobre os 36 mil km² do território taiwanês. O estudo, divulgado pelo South China Morning Post, descreve uma estratégia de interferência distribuída para superar a arquitetura da SpaceX.

Diferente de satélites geoestacionários fixos, a constelação de Elon Musk é móvel e composta por milhares de unidades em órbita baixa, o que a torna naturalmente resistente a bloqueios convencionais.

O maior desafio técnico é o “salto” de sinal. Os terminais em terra alternam conexões entre satélites em segundos, criando uma malha difícil de romper. Para superar essa redundância, a equipe liderada por Yang Zhuo propôs criar uma rede aérea de supressão.

Imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Frota de drones criaria “escudo” capaz de neutralizar a Starlink (imagem: divulgação/Starlink)

Na simulação, uma grade de bloqueadores virtuais foi posicionada a 20 quilômetros de altitude. Esses dispositivos, embarcados em drones espaçados entre 5 e 10 quilômetros uns dos outros, formariam um “tabuleiro de xadrez” sobre a zona de operação.

O objetivo seria saturar os receptores terrestres com ruído, impedindo o downlink (comunicação do satélite para o usuário). A eficácia depende da sincronização desses nós para anular a capacidade dos terminais de discriminar o sinal legítimo.

Guerra na Ucrânia acendeu alerta

Imagem mostra o logo da Starlink ao lado de uma antena. Na parte inferior direta, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Algoritmos anti-interferência da Starlink são sigilosos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A pesquisa é motivada pelo uso bem-sucedido da Starlink na Ucrânia, em meio à guerra com a Rússia, algo que a China considera uma ameaça crítica no cenário de tensão geopolítica e possível conflito.

Contudo, a estratégia enfrentaria resistência: Taiwan já investe em defesa antidrone e possui uma indústria capaz de desenvolver respostas à interferência de espectro.

A escala da operação chinesa varia conforme a potência do equipamento. No cenário ideal, com transmissores de alta potência (400 W/26 dBW) e antenas de precisão, seriam necessários 935 nós de interferência.

Porém, custos e logística favorecem um cenário com drones menores e de menor consumo. Nessa configuração mais realista, a frota necessária para manter o bloqueio subiria para cerca de 2 mil aeronaves.

A análise ainda destaca que a cobertura da Starlink é complexa e os dados são preliminares. Como a SpaceX mantém sigilo sobre algoritmos anti-interferência e padrões de radiação, o resultado real pode diferir da simulação.

China é capaz de bloquear sinal da Starlink, dizem cientistas

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)

Antena Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Starlink supera demais empresas de satélite na América Latina

24 de Novembro de 2025, 12:03
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink supera demais empresas de satélite na América Latina (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink lidera média de taxas de download na América Latina, segundo levantamento da Ookla;

  • Na sequência da lista, aparecem Viasat e HughesNet;

  • No Brasil, Starlink perde para a média da banda larga fixa, mas mantém desempenho alto dentro da categoria de satélites.

A Starlink não é o único provedor de acesso à internet disponível na América Latina, mas é, de longe, o que apresenta as taxas de download mais elevadas na região. É o que revela um levantamento feito pela Ookla, empresa que está por trás de serviços como o Speedtest (mede a velocidade de conexões à internet).

Com base em medições realizadas durante o terceiro trimestre de 2025, a Ookla constatou que a empresa liderada por Elon Musk alcançou uma taxa média de download de 82,54 Mb/s (megabits por segundo) na América Latina. Viasat e HughesNet completam o ranking:

  1. Starlink: 82,54 Mb/s
  2. Viasat: 32,73 Mb/s
  3. HughesNet: 15,93 Mb/s

A diferença da Starlink em relação ao segundo e ao terceiro colocado é expressiva, mas é importante enfatizar que essas empresas operam com tecnologias distintas entre si.

Enquanto a Starlink trabalha com uma grande rede de pequenos satélites de órbita baixa (cerca de 550 km em relação à Terra), Viasat e HughesNet atuam com satélites maiores e de órbita geoestacionária (cerca de 36.000 km em relação à Terra). O número de satélites de cada empresa e suas respectivas altitudes de operação influenciam em parâmetros como taxa de download e latência.

Em alguns mercados, a exemplo da República Dominicana, a taxa média de download da Starlink superou as velocidades registradas por provedores de internet fixa (como os que oferecem planos de fibra óptica). Em outros, esse cenário se inverte.

No Brasil, por exemplo, a Starlink registrou taxa média de download de 109,98 Mb/s no terceiro trimestre de 2025, enquanto provedores de internet fixa obtiveram taxa média de 210,81 Mb/s no período.

A Ookla observa que, em linhas gerais, as taxas de download da Starlink diminuíram nos meses posteriores ao lançamento de seus serviços em cada mercado. Trata-se de um efeito do aumento progressivo do número de clientes da empresa, que faz a sua rede ter mais usuários ao mesmo tempo.

Novamente usando o Brasil como exemplo, a Starlink estreou no país em janeiro de 2022, quando, então, as medições da Ookla registraram uma média de 173,22 Mb/s no download. Houve um declínio, portanto. Apesar disso, uma média superior a 100 Mb/s é muito interessante para um serviço de acesso à internet baseado em satélites.

O serviço se torna ainda mais interessante se observamos que, de acordo com dados obtidos pelo Tecnoblog recentemente, a velocidade média de download da Starlink no Brasil passou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano (relembrando, as medições mais recentes da Ookla consideram o terceiro trimestre de 2025).

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/Starlink)

Quanto custa a Starlink no Brasil?

Atualmente, o serviço de acesso à internet da Starlink no Brasil custa a partir de R$ 236 por mês para uso residencial. Esse plano pode ser contratado com a antena Starlink Mini, que sai por R$ 799 à vista, ou por meio do kit com antena padrão, com preço de R$ 1.680.

Já os planos Viagem custam R$ 315 por mês na opção com franquia de 50 GB, ou R$ 576 mensais na modalidade sem limite de dados.

Starlink supera demais empresas de satélite na América Latina

Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

5 de Novembro de 2025, 15:18
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Provedor de Elon Musk atende 7 mil escolas brasileiras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O provedor de Elon Musk, Starlink, lidera o mercado de internet via satélite no Brasil com 443 mil assinantes, destacando-se em Minas Gerais, Pará e São Paulo.
  • A velocidade média de conexão no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%.
  • A Starlink possui mais de 6 mil satélites em órbita e planeja lançar a próxima geração de equipamentos, V3, a partir de 2026, visando atingir 1 Gb/s de download médio.

Os brasileiros adeptos da Starlink têm motivos para comemorar: a velocidade média de conexão aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%. Os números foram obtidos pelo Tecnoblog com pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa de banda larga via satélite tem investido no mercado brasileiro. Tanto é assim que se tornou comum ver publicidades da Starlink por aqui, além de diversas promoções tanto no equipamento quanto na assinatura. O kit padrão atualmente sai por R$ 1.680, enquanto a conexão em si sai por R$ 235 por mês.

O resultado veio. Desde 2023, o provedor de Elon Musk registra um franco crescimento, posicionando-se como a maior empresa de acesso via satélite do país. São 443 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel. Os estados com mais consumidores de Starlink são Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso. Já os números internos, mais recentes, dão conta de que são 600 mil clientes por aqui.

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)

O upload médio tem 18 Mb/s e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms, conforme eu pude apurar.

Já no mundo, a evolução na qualidade do serviço da Starlink tem sido ainda maior: a velocidade média pulou de 145 Mb/s para 220 Mb/s desde o começo do ano. O vice-presidente de engenharia, Michael Nicolls, disse numa postagem no X que os ganhos vêm de uma “combinação de melhorias de software e de aumento da capacidade orbital”.

São mais de 6 mil satélites posicionados ao redor do globo. A ideia é começar os lançamentos da próxima geração de equipamentos, chamada de V3, a partir de 2026. A meta é bater o download médio de 1 Gb/s.

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)
❌