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CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

22 de Janeiro de 2026, 11:45
Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, alerta que a IA precisa ser útil ou não poderá manter o acesso a recursos como energia.
  • A alta demanda por energia da IA já impacta contas de luz, consumo de água e emissões de gás carbônico.
  • A crise da RAM é um exemplo de como a IA afeta cadeias de suprimentos, encarecendo componentes de tecnologia.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez uma recomendação aos desenvolvedores de inteligência artificial generativa: torná-la útil para as pessoas e para a sociedade. Do contrário, o executivo teme que a própria sociedade limite o acesso da IA a recursos como energia.

“Nós perderemos rapidamente até mesmo a permissão da sociedade para pegar coisas como energia, que é um recurso escasso, e usá-la para gerar tokens, caso esses tokens não estejam melhorando a saúde, a eficiência do setor público, a competitividade do setor privado”, avaliou Nadella. “E isso, para mim, em última análise, é a meta.”

A declaração, que também pode ser lida como um alerta, foi feita durante um debate no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Fotografia aérea da Usina Nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia. A usina está situada em uma ilha cercada por um rio calmo, sob um céu azul claro. No centro, destacam-se quatro grandes torres de resfriamento em formato de hiperboloide; as duas à direita emitem densas nuvens de vapor branco, enquanto as duas à esquerda estão inativas. Ao fundo, uma névoa baixa cobre a vegetação das margens. Em primeiro plano, vê-se um estacionamento e instalações elétricas.
Usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, foi reativada após parceria com a Microsoft (imagem: divulgação/Constellation)

O líder da Microsoft não deixou de elogiar a tecnologia, dizendo que a IA generativa é um “amplificador cognitivo” que dá acesso a uma “quantidade infinita de mentes”. Mas a ênfase de sua participação no debate foi mesmo em relação à utilidade.

Em um exemplo prático, Nadella diz que um médico poderia passar mais tempo com o paciente caso a IA se encarregue de transcrever a conversa, fazer registros e enviar documentos para o plano de saúde.

Quais são os recursos usados pela IA?

De fato, a energia é um dos grandes gargalos para o desenvolvimento da IA — tanto que Google, Meta e Microsoft já têm planos para usar energia nuclear em seus data centers.

Nos Estados Unidos, essa alta demanda já tem consequências práticas, e pessoas comuns já estão pagando contas de luz mais caras. Além disso, existem questões relacionadas a consumo de água e emissões de gás carbônico.

A IA não impacta apenas recursos naturais — ela também está causando mudanças drásticas nas cadeias de suprimentos da tecnologia. O exemplo mais recente é a crise da RAM: as fabricantes direcionaram sua produção para o tipo de memória empregado nos chips de IA, deixando de lado componentes usados em computadores e celulares.

Por isso, está cada vez mais caro comprar um pente de RAM. A própria indústria deve sentir o baque: a expectativa é que notebooks e smartphones fiquem mais caros e, ao mesmo tempo, estagnados em especificações técnicas, já que não vai dar para aumentar a quantidade de memória deles.

Com informações do TechRadar e do PCGamer

CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Palavra “Microslop” vira protesto contra fixação da Microsoft em IA

15 de Janeiro de 2026, 18:44
Extensão que muda nome "Microsoft" por "Microslop"
Extensão que muda nome “Microsoft” por “Microslop” (imagem: reprodução/Chrome Web Store)
Resumo
  • Palavra “Microslop” é usada como protesto contra a implementação aparentemente excessiva de IA pela Microsoft;
  • Satya Nadella, CEO da Microsoft, criticou o uso do termo “slop” e defendeu a IA como tecnologia de apoio, desencadeando protestos;
  • Uma extensão do Chrome transforma nome “Microsoft” em “Microslop”, refletindo a insatisfação dos usuários.

Talvez você já tenha visto a palavra “Microslop” nas redes sociais. Ela vem sendo usada por pessoas insatisfeitas com a onda de recursos de IA que a Microsoft vem implementando em seus softwares e serviços. Após uma declaração de Satya Nadella sobre o termo, um desenvolvedor criou até uma extensão para Chrome que troca o nome “Microsoft” por “Microslop”.

Nadella é o CEO da Microsoft. É por isso que suas palavras têm tanto peso, inclusive negativamente. Prova disso é que, no fim de 2025, o executivo publicou um texto em seu blog pessoal pedindo, basicamente, para as pessoas deixarem de pensar no conteúdo gerado pela inteligência artificial como algo de baixa qualidade.

No texto, Nadella sugere que as pessoas devem superar o conflito entre imprecisão e sofisticação no campo da IA. Para imprecisão, o executou usou a palavra em inglês “slop” que, ao pé da letra, pode ser traduzida como “desleixo” ou “lixo”. Mas, aqui, a tradução direta é falha. Convém contextualizar, pois o seu uso ali não foi mero acaso.

“Slop” foi escolhida a palavra do ano de 2025 pelo dicionário Merriam-Webster. No contexto atual, o termo é usado para indicar um conteúdo digital de baixa qualidade e que, geralmente, é produzido por ferramentas de IA generativa.

Aparentemente, Satya Nadella não gostou dessa associação. A reação da opinião pública não demorou a surgir: nas redes sociais, a palavra “Microslop” (Microsoft + slop) ganhou força rapidamente.

Homem calvo de óculos e suéter preto gesticula com a mão esquerda enquanto fala, sentado em uma cadeira em ambiente moderno e aconchegante, com livros empilhados verticalmente ao fundo, plantas e fotos emolduradas sobre uma mesa (imagem: reprodução/YouTube)
Satya Nadella, CEO da Microsoft (imagem: reprodução/YouTube)

A extensão para Chrome “Microsoft to Microslop”

O ápice desse protesto, por assim dizer, veio com o surgimento de uma extensão para Chrome que transforma a palavra “Microsoft” em “Microslop” em qualquer página web que você abrir. A descrição dessa extensão tem até um “dane-se Satya Nadella” na parte final.

Tamanha “revolta” pode ter mais de uma explicação. Para começar, a Microsoft tem colocado o Copilot em numerosos produtos, principalmente no Windows 11. Muitos usuários acreditam, porém, que o sistema operacional precisa de otimizações em diversos outros aspectos, razão pela qual a companhia não deveria priorizar tanto os seus recursos de IA.

A extensão "Microslop" em ação
A extensão “Microslop” em ação (imagem: reprodução/Chrome Web Store)

Outro problema parece ser, novamente, o texto de Satya Nadella. Nele, o executivo também defendeu que a IA seja vista como uma tecnologia que ajuda as pessoas a atingirem seus objetivos, não como algo para substituir o trabalho humano. Mas o fato é que muita gente está preocupada com o risco de a inteligência artificial “roubar” seus empregos.

Note que esse não é, exatamente, um movimento contra a IA. Em linhas gerais, o que as pessoas que têm usado o termo “Microslop” expressam é uma insatisfação com a aparente estratégia da Microsoft de implementar IA a qualquer custo em seus produtos, sem oferecer contrapartidas verdadeiras.

Nesse sentido, vale destacar que, recentemente, a Dell reconheceu que os consumidores não estão muito interessados nos chamados AI PCs, que são promovidos principalmente pela Microsoft. Talvez isso mude em futuro próximo, mas, por ora, grande parte das pessoas se contenta em abrir o ChatGPT ou Gemini quando precisa de IA.

Palavra “Microslop” vira protesto contra fixação da Microsoft em IA

Extensão que muda nome "Microsoft" por "Microslop" (imagem: reprodução/Chrome Web Store)

Satya Nadella (imagem: reprodução/YouTube)

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

13 de Novembro de 2025, 13:08
Homem faz discurso em evento
Satya Nadella é o CEO da Microsoft desde 2014 (foto: divulgação)
Resumo
  • A Microsoft planeja usar chips de IA projetados pela OpenAI e tem acesso a suas propriedades intelectuais.
  • A OpenAI e a Broadcom estão desenvolvendo chips customizados e hardware de redes.
  • O mercado de chips de IA é dominado pela Nvidia, que atingiu US$ 5 trilhões em capitalização de mercado em 2025.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, revelou que a empresa tem planos para usar e aprimorar os projetos da OpenAI no setor de chips customizados para inteligência artificial. A startup de IA anunciou uma parceria com a fabricante Broadcom em outubro de 2025.

“À medida que eles inovam, mesmo no nível de sistemas, nós temos acesso a tudo”, contou o executivo. “Primeiro, queremos implementar o que criaram para eles, mas depois vamos expandir.” Nadella compartilhou essas informações em uma entrevista ao podcast de Dwarkesh Patel. A Bloomberg repercutiu as declarações logo em seguida.

Como lembra o TechCrunch, Microsoft e OpenAI revisaram seu acordo de parceria. Com isso, a Microsoft manteve o acesso aos modelos de IA até 2032 e passou a contar com direitos sobre os chips desenvolvidos pela OpenAI, mas abriu mão de produtos de hardware voltados ao consumidor final.

Chips customizados são caminho para fugir da Nvidia

A OpenAI tem planos para criar chips customizados e hardware de redes em parceria com a Broadcom. A Microsoft também tentou algo nessa linha, mas sem muito sucesso até o momento.

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019; Microsoft e OpenAI revisaram acordo (foto: divulgação/Microsoft)

Outras gigantes da tecnologia apostaram nessa estratégia, e o Google tem sido particularmente bem-sucedido, como mostra uma reportagem da CNBC. Graças à linha TPU, cuja sétima geração foi lançada neste mês de novembro, a gigante das buscas pode expandir seus data centers e oferecer poder computacional a clientes como a Anthropic.

Entre as demais companhias, a Amazon lançou seu primeiro chip em 2019, enquanto a Microsoft só chegou a esse mercado no fim de 2023.

O contexto para todas essas iniciativas é um mercado dominado pela Nvidia, responsável por grande parte do hardware usado para treinar e executar modelos de inteligência artificial. A fabricante de GPUs é atualmente a empresa mais valiosa do mundo, chegando à marca de US$ 5 trilhões de capitalização de mercado por um breve período entre outubro e novembro de 2025.

Com informações da Bloomberg e do TechCrunch

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

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CEO tem acesso a propriedades intelectuais desenvolvidas também em hardware. Startup prepara parceria com Broadcom para criar chip.

Xbox precisa competir com o TikTok, sugere CEO da Microsoft

29 de Outubro de 2025, 16:36
Homem no palco
CEO da Microsoft fala na abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse que o Xbox disputa atenção dos consumidores com plataformas de vídeos curtos, como o TikTok e YouTube.

  • Segundo o executivo, o foco da divisão Xbox deve ser reter os usuários em seu ecossistema, e não apenas vender consoles.

  • A companhia tem apostado no setor de serviços e reforçado o conceito de “Xbox Play Anywhere”, para jogar em qualquer dispositivo.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, indica que o Xbox será mesmo reposicionado no mercado de entretenimento. Em entrevista ao podcast TBPN, o executivo afirmou que a plataforma não compete apenas com consoles rivais, como o PlayStation, mas também com apps de vídeos curtos, como o TikTok e o YouTube.

Para Nadella, a “atenção” é o recurso mais escasso e o verdadeiro campo de batalha. Ele argumenta que, quando um usuário liga a TV ou o celular, a escolha não é apenas entre um jogo e outro, mas entre jogar, assistir a um streaming ou consumir vídeos rápidos. “A competição do mundo dos games não são outros games. A competição são os vídeos curtos”, disse o executivo. “Nós vemos o cenário de forma ampla.”

Atenção é a nova métrica

Durante a entrevista, Nadella focou na capacidade do Xbox de reter o usuário dentro do próprio ecossistema. Na visão do CEO, o Xbox precisa ser uma plataforma que entregue valor em todas as frentes de entretenimento. Caso contrário, perderá o usuário para outro aplicativo, seja ele de jogos ou de mídia.

La muerte de XBOX en directo y vía Nadella, el CEO de MS:

– Somos el publisher + grande
– Lanzaremos en todos lados
– PC y consola son lo mismo
– Competimos contra TikTok (🤣)
– No cita a Xbox sí a Windows
– Quieren ser el "Office" de los juegos 🤦‍♂️pic.twitter.com/HIdn3BqQJi

— David Fernández (@F_DaVid_A) October 29, 2025

O CEO também reforçou a nova postura da Microsoft como a “maior publisher” do mercado, após a aquisição da Activision. Ele destacou que o maior negócio de games da empresa é, na verdade, o Windows, e que a estratégia é estar “em toda parte”.

“Queremos ser uma publisher fantástica, similar à nossa abordagem com o Office. Vamos estar em toda plataforma”, afirmou, citando consoles, PC, mobile e cloud gaming.

Nova estratégia focada em serviço

Imagem em fundo preto com diversas capas de games disponíveis no GamePass e dispositivos Xbox no canto
Xbox já começou a expandir seu ecossistema para diversas plataformas (imagem: divulgação/Xbox)

A visão do CEO está em sintonia com os recentes resultados financeiros da Microsoft e com o futuro que a empresa vem desenhando para a divisão de games. Com queda nas vendas de console e alta no setor de conteúdo e serviços (que inclui o Xbox Game Pass), executivos da companhia reforçam o foco no streaming.

A presidente da divisão Xbox, Sarah Bond, já havia sugerido que o próximo Xbox pode abandonar a tradição e se aproximar de um híbrido entre PC e console. Nadella voltou a bater nessa tecla: “Construímos o console porque queríamos um PC melhor para jogos”.

Essa estratégia de serviços foi reforçada recentemente por Chris Charla, chefe do ID@Xbox. Em entrevista ao Eurogamer, Charla afirmou que a Microsoft fez o “maior investimento de sua história” no Game Pass em 2025.

Com informações do Video Games Chronicle

Xbox precisa competir com o TikTok, sugere CEO da Microsoft

Satya Nadella faz a abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Xbox)
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