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Ex-SpaceX quer criar satélite que volta para a Terra e vai para o espaço de novo

10 de Março de 2026, 15:50

A startup Lux Aeterna, liderada pelo veterano da SpaceX Brian Taylor, captou US$ 10 milhões (R$ 51 milhões) numa rodada de investimentos nesta terça-feira (10) para viabilizar satélites projetados para retornar intactos à Terra. 

O aporte, liderado pela Konvoy, financia o desenvolvimento de estruturas equipadas com escudos térmicos integrados. A ideia é usá-los para que o hardware sobreviva ao calor extremo da reentrada atmosférica em vez de ser incinerado igual lixo espacial.

A iniciativa visa encerrar a era dos satélites descartáveis, que hoje operam por períodos de cinco a dez anos antes de sucumbirem à atmosfera ou serem movidos para “órbitas cemitério”. 

Ao recuperar o equipamento, a Lux Aeterna propõe uma “capacidade de atualização dinâmica”. Isso permitiria que operadoras trouxessem satélites de volta para trocar componentes obsoletos, como câmeras e processadores. E, depois, lançassem eles com tecnologia atualizada.

Missão Delphi em 2027 pretende validar a reusabilidade de hardware em órbita

O maior obstáculo para essa visão é a física: retornar do espaço exige atravessar a atmosfera em velocidades que geram atrito avassalador. 

Para não se desfazerem igual meteoros, as naves precisam de revestimentos protetores. E eles adicionam peso e custo, o que historicamente limitou o retorno apenas a missões tripuladas ou cápsulas de carga específicas, como a Dragon, da SpaceX.

Para provar que pode superar esse desafio técnico, a startup prepara o lançamento da espaçonave Delphi para o primeiro trimestre de 2027, a bordo de um foguete da SpaceX. 

O teste servirá como um laboratório orbital, no qual clientes poderão hospedar experimentos e materiais que serão recuperados em solo no Koonibba Test Range, na Austrália, por meio de uma parceria com a companhia aeroespacial Southern Launch.

O diferencial estratégico da Lux Aeterna, contudo, vai além do resgate de amostras científicas. Brian Taylor argumenta que o modelo econômico atual é ineficiente. 

Projeto de satélite da startup Lux Aeterna em laboratório
O novo aporte, liderado pela Konvoy, financia o desenvolvimento de estruturas equipadas com escudos térmicos integrados (Imagem: Lux Aeterna)

Em vez de construir e lançar constelações inteiramente novas a cada ciclo tecnológico, empresas poderiam simplesmente fazer a manutenção e substituição de sensores em solo. E, depois, devolver o satélite à órbita sem gastar tanto dinheiro.

Embora o conceito seja tecnicamente viável, a empresa enfrenta um cenário de rigor regulatório e concorrência de startups como Varda Space e Inversion. 

A escolha pela Austrália como local de pouso busca evitar os gargalos da FAA (agência de aviação dos EUA). O órgão já causou atrasos significativos a concorrentes devido à complexidade de garantir a segurança de reentradas comerciais sobre áreas povoadas.

Caso a viabilidade econômica se confirme, o retorno de cargas abre portas para setores de alto valor, como a manufatura de medicamentos e semicondutores em ambiente de microgravidade. 

O interesse estende-se ao setor militar, claro. Este vislumbra na tecnologia uma ferramenta para logística orbital rápida. E testes de componentes voltados a sistemas hipersônicos.

(Essa matéria usou informações de TechCrunch.)

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Satélite deve cair na Terra esta noite, segundo a NASA

10 de Março de 2026, 14:54

Um satélite da NASA deve cair na Terra nesta terça-feira (10), após quase 14 anos em órbita. A espaçonave é a Van Allen Probe A, que pesa cerca de 600 kg. Ela foi lançada em agosto de 2012 ao lado de sua “irmã gêmea”, Van Allen Probe B, em uma missão científica voltada ao estudo dos cinturões de radiação que cercam o planeta.

Essas regiões, conhecidas como cinturões de Van Allen, concentram partículas energéticas presas pelo campo magnético da Terra. Elas são influenciadas pela atividade do Sol e podem afetar satélites, astronautas e sistemas tecnológicos usados no dia a dia, como comunicações, navegação e redes elétricas.

Em resumo:

  • Satélite Van Allen Probe A deve cair na Terra esta noite;
  • Missão estudou cinturões de radiação ao redor do planeta;
  • As duas sondas (A e B) superaram a duração prevista da missão;
  • Reentrada na atmosfera destruirá quase toda a espaçonave;
  • Risco de destroços atingirem pessoas é extremamente baixo.
Representação artística das sondas Van Allen nos cinturões de radiação da Terra. Crédito: NASA/Goddard

Sobre a missão Van Allen Probe

As duas sondas foram desativadas em 2019, após cumprirem seus objetivos científicos. Mas, mesmo inoperantes, continuaram orbitando o planeta. Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada na atmosfera terrestre da Van Allen Probe A está prevista para ocorrer por volta das 20h45 de segunda-feira (9), no horário de Brasília, com margem de erro de até 24 horas.

Durante a descida, a maior parte da espaçonave deve se desintegrar ao atravessar a atmosfera. O atrito com o ar provoca temperaturas extremamente altas, capazes de destruir grande parte da estrutura do satélite. Ainda assim, alguns fragmentos podem sobreviver à reentrada.

Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

Leia mais:

NASA garante: risco de alguém ser atingido por satélite é mínimo

Felizmente, o risco para a população é considerado muito baixo. De acordo com a NASA, a chance de alguém ser atingido por destroços é de aproximadamente 1 em 4.200. Esse cálculo leva em conta que cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por oceanos. Por isso, a maior probabilidade é que eventuais fragmentos caiam no mar ou em regiões remotas e pouco habitadas.

A missão das sondas Van Allen deveria durar apenas dois anos, mas os equipamentos continuaram funcionando por muito mais tempo. A sonda B operou até julho de 2019, enquanto a sonda A seguiu ativa até outubro daquele ano.

Mesmo após o fim das operações, os dados coletados continuam sendo analisados por cientistas. As informações ajudam pesquisadores a compreender melhor o clima espacial e seus efeitos sobre satélites e tecnologias usadas na Terra.

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Falcon 9 atinge recorde de 33 reutilizações em missão Starlink

22 de Fevereiro de 2026, 10:51

A SpaceX realizou neste sábado (21) dois novos lançamentos da sua constelação de internet via satélite Starlink e estabeleceu um novo recorde de reutilização de foguetes. A segunda missão do dia marcou o 33º voo de um mesmo primeiro estágio do Falcon 9, ampliando a marca anterior da empresa.

Os lançamentos ocorreram a partir de bases na Califórnia e na Flórida, colocaram 53 satélites em órbita e reforçaram a estratégia da companhia de reduzir custos com a reutilização de estágios. As missões corresponderam ao 21º e 22º voos do Falcon 9 em 2026.

Segundo lançamento do sábado (22) colocou 28 satélites da Starlink em órbita e bateu recorde de reutilizações (Imagem: Reprodução / SpaceX)

Dois lançamentos no mesmo dia

O primeiro lançamento aconteceu às 4h04 (horário da Costa Leste dos EUA, 09h04 GMT), a partir do complexo Space Launch Complex 4 East (SLC-4E), na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. O foguete transportou 25 satélites Starlink (Grupo 17-25).

O primeiro estágio utilizado foi o booster B1063, que completou seu 31º voo. Após a separação, ele pousou com sucesso na embarcação autônoma “Of Course I Still Love You”, posicionada no Oceano Pacífico.

Horas depois, às 22h47 (horário da Costa Leste, 03h47 GMT de 22 de fevereiro), outro Falcon 9 decolou do Space Launch Complex 40 (SLC-40), na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A missão levou 28 satélites (Starlink Group 6-104) ao espaço.

O destaque foi o primeiro estágio B1067, que realizou seu 33º voo, estabelecendo um novo recorde de reutilização para a empresa. Esse estágio pousou na embarcação “A Shortfall of Gravitas”, no Oceano Atlântico.

Detalhe do Falcon 9
Primeiro estágio B1067 atingiu recorde de reutilizações, chegando a seu 33º voo (Imagem: Michael Vi / Shutterstock.com)

O que é o primeiro estágio de um foguete?

O primeiro estágio de um foguete é a parte inferior do veículo, responsável por fornecer o impulso inicial no momento do lançamento. Ele concentra os motores principais e a maior parte do combustível usado para tirar o foguete do solo e atravessar as camadas mais densas da atmosfera.

Após consumir o combustível, esse estágio se separa do restante do foguete, que segue viagem com os estágios superiores até a órbita ou destino final. Em foguetes como o Falcon 9, da SpaceX, o primeiro estágio é projetado para retornar à Terra e pousar de forma controlada, permitindo reutilização em missões futuras.

Em termos práticos, é ele que faz o “trabalho pesado” do lançamento. Já os estágios seguintes assumem a função de acelerar a carga útil, como satélites, até a velocidade necessária para permanecer em órbita.

Expansão da constelação Starlink

Ambos os lançamentos atingiram a órbita com sucesso. Com a adição das 53 novas unidades, a constelação da Starlink ultrapassou 9.700 satélites ativos de internet banda larga em operação. A empresa mantém uma cadência elevada de lançamentos ao longo do ano, com as duas missões de sábado representando os voos de número 21 e 22 do Falcon 9 em 2026.

starlink
(Imagem: Juan Alejandro Bernal/Shutterstock)

A reutilização frequente dos primeiros estágios tem sido um dos pilares da estratégia da companhia, permitindo múltiplas viagens ao espaço com o mesmo hardware e ampliando o ritmo de expansão da rede orbital.

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