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Startup ligada a Trump quer robôs humanoides autônomos em operações militares

31 de Maio de 2026, 13:44

Enquanto empresas do Vale do Silício disputam espaço no desenvolvimento de robôs humanoides capazes de executar tarefas domésticas, como dobrar roupas ou preparar café, uma startup sediada em São Francisco (EUA) aposta em uma aplicação bastante diferente para essa tecnologia: atividades militares e outras funções consideradas perigosas ou potencialmente letais para seres humanos.

A Foundation Future Industries, empresa de robótica com ligações à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está desenvolvendo robôs humanoides autônomos de “uso duplo”, projetados tanto para ambientes industriais pesados quanto para aplicações militares.

Embora a proposta remeta a cenários típicos da ficção científica, versões iniciais dos equipamentos já estão sendo testadas na Ucrânia, com vistas a uma possível utilização na guerra travada pelo país contra a Rússia.

Segundo o diretor-presidente da empresa, Sankaet Pathak, a missão central da Foundation é direcionar a robótica humanoide para desafios considerados mais relevantes do que tarefas domésticas ou funções de atendimento.

“Estou convencido de que a tecnologia está alcançando um nível em que pode substituir trabalhos que são perigosos para os seres humanos realizarem e, se você puder fazer isso, esse é o maior benefício líquido que pode criar entre todas as aplicações da robótica”, afirmou Pathak à CNBC.

Robôs humanoides terão mais responsabilidades

Embora a Foundation atue em um mercado cada vez mais concorrido de robôs humanoides, sua defesa explícita do uso militar da tecnologia a diferencia de muitas concorrentes.

A startup estabeleceu metas ambiciosas. Pathak pretende ampliar a produção para milhares de unidades ainda neste ano e iniciar testes em operações de linha de frente com as Forças Armadas dos Estados Unidos nos próximos 12 a 18 meses.

Os planos da empresa e sua crescente aproximação com Washington refletem uma tendência mais ampla de incorporação da inteligência artificial e da robótica à guerra moderna, transformando essas tecnologias em temas de segurança nacional.

Pathak tornou-se conhecido anteriormente por comandar a Synapse, plataforma de tecnologia financeira que entrou em processo de falência em 2024 e gerou controvérsias. Pouco depois, ele fundou a Foundation ao lado de Arjun Sethi, ex-presidente da Tribe Capital, e Mike LeBlanc, cofundador da Cobalt Robotics.

A nova empresa também enfrentou questionamentos após sugerir que mantinha relações próximas com a General Motors (GM) e que poderia receber investimentos da montadora. Posteriormente, a GM rejeitou essas alegações.

A Foundation ganhou maior projeção internacional no início deste ano ao enviar duas unidades do robô Phantom MK-1 para a Ucrânia em uma demonstração piloto. Segundo a companhia, tratou-se do primeiro envio conhecido de robôs humanoides para um cenário de combate.

Os testes, apoiados pelo governo dos Estados Unidos e conduzidos em cooperação com autoridades ucranianas, concentraram-se em atividades logísticas em áreas consideradas perigosas.

Ucrânia como laboratório

  • A Ucrânia foi escolhida como local de estreia da tecnologia por já ter se tornado um importante campo de testes para aplicações de inteligência artificial (IA) e robótica em combate;
  • Ao longo dos cinco anos de guerra contra a Rússia, o país passou a utilizar robôs terrestres para transporte de suprimentos até a linha de frente, além de drones autônomos e sistemas reforçados por IA para reconhecimento e ataques de precisão;
  • De acordo com Pathak, os testes realizados com o Phantom MK-1 já demonstraram a capacidade do robô de realizar a coleta de suprimentos, atividade que frequentemente expõe soldados a riscos;
  • Apesar disso, os modelos atuais estão longe de se assemelhar a supersoldados. O MK-1 consegue transportar apenas cerca de 20 quilos de carga, não possui proteção adequada contra água e apresenta limitações de bateria que impedem uma implantação em larga escala.

A empresa pretende enviar à Ucrânia, ainda neste ano, uma nova geração da plataforma, chamada Phantom 2. Segundo Pathak, o equipamento contará com “habilidades sobre-humanas” e terá o dobro da capacidade de carga do Phantom 1.

O Ministério da Defesa da Ucrânia recusou-se a comentar o assunto, enquanto o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não respondeu aos questionamentos da CNBC.

Contratos com o governo dos EUA

A Foundation afirma que os testes na Ucrânia servirão de base para futuras operações com as Forças Armadas estadunidenses.

A empresa já recebeu contratos governamentais de pesquisa que somam US$ 24 milhões (R$ 120,9 milhões) para estudos de viabilidade envolvendo inspeção, logística e manuseio de armamentos para o Exército, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos.

Segundo Pathak, as conversas com autoridades do governo evoluíram da fase de pesquisa para discussões sobre ampliação da utilização dos robôs. O executivo pretende que a tecnologia da empresa seja utilizada pelos militares estadunidenses — inclusive em zonas de combate, caso necessário — dentro de um prazo de 12 a 18 meses.

Participação de Eric Trump na empresa de robôs gera críticas

Um dos elementos que mais chamaram atenção em torno da startup foi a entrada de Eric Trump, segundo filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como principal assessor de estratégia da empresa.

A participação de Eric Trump provocou críticas da senadora democrata Elizabeth Warren, que classificou os contratos governamentais da companhia como um caso de “corrupção à vista de todos”.

Em resposta, um porta-voz da Foundation afirmou à CNBC que Eric Trump já era investidor da empresa antes de assumir o cargo de assessor e que ambas as partes compartilham a visão de fortalecer a manufatura nos Estados Unidos.

A companhia também tem enfatizado seu alinhamento com os interesses estratégicos de Washington, apresentando sua tecnologia como parte da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China. “O objetivo é entregar os melhores robôs que pudermos construir para as Forças Armadas dos Estados Unidos — melhores do que qualquer coisa que a China tenha”, declarou Pathak.

Torso do robô da Foundation
Eles já foram testados na Ucrânia – Imagem: Foundation Future Industries

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Corrida tecnológica entre EUA e China

Embora diversas empresas estadunidenses trabalhem com o governo dos Estados Unidos no desenvolvimento de robôs autônomos para uso militar, o Pentágono ainda não anunciou o emprego operacional de robôs humanoides em suas forças.

A China, por sua vez, abriga várias das principais empresas do setor e vem financiando iniciativas voltadas ao desenvolvimento da tecnologia, principalmente para aplicações industriais e econômicas. Pesquisadores militares chineses já publicaram estudos sobre o potencial dos robôs humanoides para fins militares, mas a dimensão dos testes realizados pelo país permanece incerta.

As Forças Armadas chinesas já exibiram versões iniciais de cães robóticos equipados com IA para combate e também soldados humanoides controlados por movimentos.

Debate sobre utilidade e ética dos robôs

Defensores da tecnologia argumentam que robôs humanoides possuem vantagens sobre outras formas de automação por serem mais adequados para se deslocar em ambientes projetados originalmente para pessoas, como canteiros de obras, centros logísticos e zonas urbanas de combate.

Kateryna Bondar, pesquisadora sênior do Wadhwani AI Center no Center for Strategic and International Studies (CSIS), afirmou que os humanoides podem oferecer benefícios específicos nos campos de batalha devido à autonomia e à destreza semelhante à humana.

“Os espaços modernos de combate urbano — onde há escadarias, escadas, porões e corredores estreitos — foram criados para o movimento humano, o que poderia dar aos sistemas humanoides uma vantagem sobre robôs com esteiras ou quadrúpedes em determinados cenários”, disse.

Apesar disso, permanecem dúvidas sobre a complexidade e os custos envolvidos na fabricação desses sistemas em comparação com outras alternativas.

O avanço dos robôs humanoides para aplicações militares também levanta preocupações éticas, especialmente em relação à tomada autônoma de decisões em situações nas quais vidas humanas estão em jogo.

Pathak afirmou que a maioria dos usos armados dos robôs Phantom continuará exigindo algum tipo de confirmação humana no processo decisório. Entretanto, reconheceu que os equipamentos precisarão tomar decisões totalmente autônomas em determinadas situações críticas, nas quais o fator tempo seja decisivo.

Especialistas questionam viabilidade

Os militares dos Estados Unidos já demonstraram disposição para utilizar modelos de IA, que teriam sido empregados para auxiliar ataques e processos de tomada de decisão no conflito em andamento com o Irã.

Ainda assim, especialistas apontam que o principal desafio para empresas como a Foundation será demonstrar que robôs humanoides conseguem ser mais práticos e econômicos do que outras tecnologias já disponíveis.

“Fazer robôs parecerem humanos é um desafio de engenharia complexo e caro, e o que a Ucrânia nos ensinou é exatamente o oposto: precisamos da capacidade de nos adaptar rapidamente e fabricar de forma rápida e barata”, afirmou Melanie Sisson, pesquisadora sênior do programa de Política Externa da Brookings Institution.

Apesar das divergências sobre o formato ideal dessas máquinas, os especialistas concordam que a presença crescente de robôs com inteligência artificial em conflitos armados parece inevitável. “Espero que robôs terrestres, aéreos e submarinos substituam forças humanas”, afirmou Toby Walsh, cientista-chefe do Instituto de Inteligência Artificial da Universidade de New South Wales.

Ao mesmo tempo, ele ponderou que pode ser apenas um “trope da ficção científica” imaginar a chegada de robôs humanoides semelhantes aos exterminadores retratados em obras de ficção.

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Conheça o GD01, robô da Unitree que anda sob duas e quatro pernas transportando um humano

21 de Maio de 2026, 15:30

Recentemente, a empresa chinesa Unitree apresentou um robô humanoide de grande porte capaz de alternar rapidamente entre a locomoção sobre duas ou quatro pernas. O que mais chama a atenção, contudo, é que essa mudança estilo “Transformers” ocorre com um ser humano dentro do robô enquanto ele o pilota.

Batizado de GD01, o equipamento foi exibido em um vídeo promocional, divulgado no YouTube nesta semana, e aparece executando tarefas de mobilidade em ambientes urbanos.

Segundo a fabricante, o modelo pesa cerca de 500 quilos com um operador embarcado e alcança aproximadamente três metros de altura. A companhia afirma que o projeto foi desenvolvido para transporte civil e deslocamento em áreas de difícil acesso. Sua estimativa de preço, de acordo com o Live Science, está em 572 mil dólares.

O lançamento reforça a estratégia da empresa chinesa de ampliar sua atuação no setor de robótica avançada. Conhecida por produzir robôs humanoides e quadrúpedes menores, a Unitree agora aposta em um sistema de grande escala inspirado em máquinas populares da ficção científica e dos animes japoneses.

Para quem tem pressa:

  • O GD01 alterna entre postura bípede e quadrúpede para superar obstáculos e circular em diferentes tipos de terreno;
  • A fabricante chinesa afirma que o robô foi pensado para transporte civil, apesar do visual associado a máquinas militares da ficção;
  • O projeto amplia a atuação da Unitree no mercado de robótica avançada, onde a empresa já comercializa humanoides e robôs quadrúpedes.

A estrutura do robô mistura metal aeroespacial e fibra de carbono

As imagens divulgadas pela Unitree mostram o GD01 caminhando ereto, destruindo uma parede de blocos e depois reposicionando os membros para assumir uma configuração de quatro apoios. A mudança de postura permite ao equipamento enfrentar terrenos mais irregulares com maior estabilidade.

A estrutura principal do robô combina liga de titânio, alumínio de padrão aeroespacial e revestimento em fibra de carbono. De acordo com a fabricante, o objetivo foi equilibrar resistência mecânica e redução de peso em um equipamento de grandes dimensões.

A empresa classificou o GD01 como o primeiro “mecha transformável” produzido em escala comercial. Em uma descrição publicada junto ao vídeo promocional, a companhia pediu que os compradores utilizem o equipamento de forma “amigável e segura”.

Apesar de o projeto ser apresentado como um veículo operado por humanos, parte das cenas de divulgação mostra o robô sendo controlado remotamente, sem ninguém no cockpit. O embarque do operador também chama atenção pela dificuldade de acesso, já que a entrada exige escalar uma das pernas da máquina.

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Empresa aposta em experiência acumulada com robôs quadrúpedes

GD01 da Unitree Robotics
GD01 da Unitree Robotics – Imagem: Divulgação / Unitree Robotics

Com sede em Hangzhou, na China, a Unitree ganhou notoriedade internacional por fabricar robôs quadrúpedes e humanoides compactos voltados para pesquisa, demonstrações tecnológicas e aplicações industriais.

Entre os modelos já vendidos pela companhia estão robôs humanoides equipados com sensores de profundidade, sistemas LiDAR e motores desenvolvidos pela própria empresa. Consoante a fabricante, esses componentes priorizam força, agilidade e capacidade de carga.

A experiência acumulada com robôs quadrúpedes parece ter influenciado diretamente o desenvolvimento do GD01. Modelos anteriores da empresa conseguem subir escadas, absorver impactos intensos e atravessar obstáculos mantendo o equilíbrio.

A Unitree também afirma investir no desenvolvimento interno de motores, controladores, sensores lidar e algoritmos de percepção e movimento. O foco, segundo a companhia, está na criação de componentes próprios para ampliar a autonomia tecnológica da fabricante chinesa.

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VÍDEO: Melania Trump desfila com robô humanoide na Casa Branca

25 de Março de 2026, 17:50

Nesta quarta-feira (25), a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, caminhou brevemente com um robô humanoide antes de participar de um evento na Casa Branca.

A robô, chamada de Figure 03 e fabricada pela Figure AI, foi apresentada em um encontro educacional sobre inteligência artificial (IA), segundo uma publicação de Donald Trump nas redes sociais. Assista:

Primeira-dama dos EUA com humanoide

  • “Obrigada, primeira-dama Melania Trump, por me convidar à Casa Branca. É uma honra estar na reunião inaugural da Coalizão Global ‘Fostering the Future Together’ [Cultivando o Futuro Juntos]”, falou a robô aos presentes no evento;
  • Além disso, a robô humanoide disse: “Eu sou a Figure 03, um humanoide construído nos Estados Unidos da América. Sou grata por fazer parte deste movimento histórico para capacitar crianças com tecnologia e educação”;
  • Para fechar, o humanoide deu boas-vindas aos presentes em dez idiomas, incluindo inglês, espanhol e português.

Figure 03 recebendo uma sacola de compras das mãos de um homem
Humanoide pode fazer diversas tarefas, segundo fabricante (Imagem: Figure)

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Segundo a Figure AI, a Figure 03 “cuida de tarefas domésticas, como lavar roupa, limpar e lavar louça, tudo de forma autônoma”.

Novo robô humanoide pode desarmar bombas e identificar alvos em guerras

Uma empresa de tecnologia Foundation Future Industries, dos Estados Unidos, está desenvolvendo um robô humanoide com foco em aplicações militares. O projeto, chamado Phantom-01, foi criado para lidar com logística, navegação e até identificação de alvos de forma autônoma.

O modelo tem 1,80 metro de altura e 80 quilos. Ele foi projetado para transportar cargas de até 40 quilos e se deslocar a velocidades de até 6,1 km/h. Segundo a empresa, o equipamento já está sendo testado em atividades não letais, como movimentação de materiais e execução de tarefas industriais.

Leia a matéria completa aqui

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China acende alerta para bolha de robôs humanoides

28 de Novembro de 2025, 12:14
Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Autoridades chinesas alertam para excesso de robôs humanoides (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo chinês acendeu o alerta para o risco de uma bolha na indústria de robôs humanoides.

  • Autoridades veem excesso de empresas e produtos similares, com pouca aplicação prática e altos valores de investimento, gerando especulação.

  • China deve acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para regular o setor e estimular pesquisa e desenvolvimento.

A principal agência de planejamento econômico da China lançou um alerta sobre o ritmo acelerado da indústria de robôs humanoides. Segundo o órgão, uma bolha econômica está se formando na indústria.

A porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), Li Chao, afirmou ontem (27/11) que setores considerados inovadores frequentemente enfrentam o desafio de conciliar crescimento acelerado e riscos de especulação — dilema que agora se aplica aos robôs humanoides.

Mesmo com a expectativa de que essa tecnologia impulsione a economia chinesa ao longo dos próximos anos, o governo teme um excesso de empresas produzindo modelos parecidos demais, o que poderia saturar o mercado e reduzir o espaço para pesquisa e desenvolvimento.

Atualmente, mais de 150 companhias atuam nesse segmento na China, incluindo startups recém-criadas ou empresas vindas de outros setores.

Por que a China teme uma bolha nesse mercado?

Segundo Li Chao, o volume crescente de investimentos está entrando em um momento em que ainda faltam casos de uso consolidados para justificar a adoção ampla dos robôs humanoides, seja em indústrias, seja em residências. Ela enfatizou que o país precisa evitar que a chegada de produtos “altamente similares” desestimule avanços tecnológicos mais profundos.

Embora bancos como o Citigroup projetem crescimento “exponencial” na produção chinesa já no próximo ano, a adoção em larga escala ainda não aconteceu. Como lembra a Bloomberg, empresas como a UBTech relatam pedidos bilionários em yuan, mas nada que indique maturidade comercial do setor.

Ainda assim, o interesse de investidores aumentou: o índice Solactive China Humanoid Robotics, que reúne companhias ligadas à robótica humanoide, acumula alta de cerca de 26% no ano.

A preocupação surge em meio às especulações de que o atual ciclo de investimentos em inteligência artificial seja também uma bolha, próxima de um estouro.

O que a China pretende fazer?

Li afirmou que as autoridades irão acelerar mecanismos de entrada e saída de empresas para garantir competição equilibrada. Entre as prioridades estão reforçar a pesquisa de tecnologias essenciais, ampliar estruturas de treinamento e testes e incentivar o compartilhamento de recursos técnicos e industriais entre as companhias do setor.

O objetivo é acelerar o uso prático de robôs humanoides no país, sem deixar que a corrida por capital desorganize o desenvolvimento. A porta-voz também destacou a preocupação com o avanço de “modelos repetidos” em um mercado ainda incipiente, consequência direta da enxurrada de investimentos sem direcionamento claro. Segundo ela, é preciso “equilibrar a velocidade de crescimento com o risco de bolhas”, já que o setor atrai empresas de todos os tamanhos, muitas ainda sem trajetória definida.

A robótica humanoide foi classificada pelo governo chinês como uma das seis indústrias que devem guiar o crescimento econômico até 2030, além de fazer parte da estratégia nacional para avanço em inteligência incorporada.

Com informações do The Verge

China acende alerta para bolha de robôs humanoides

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Governo teme excesso de modelos similares e aponta que investimentos rápidos demais sufocam inovação.

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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