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Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

20 de Abril de 2026, 14:14
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim (imagem: YouTube/CNA)
Resumo
  • O robô humanoide Lightning, da Honor, percorreu 21 km em 50 min e 26 s na meia maratona de Pequim e estabeleceu recorde da prova;
  • Lightning é um robô bípede desenvolvido para correr com pernas de 95 cm, braços sincronizados com os passos e tronco com rotação parcial para equilíbrio;
  • Ele usa sistema de resfriamento líquido; Honor declarou que tecnologias de confiabilidade estrutural e resfriamento líquido podem ser aplicadas em cenários industriais.

A chinesa Honor é conhecida por sua linha de celulares, mas a companhia também atua em outras áreas, como a robótica. E atua bem! Prova disso é que uma de suas criações, o robô humanoide Lightning, não só venceu uma meia maratona em Pequim, como bateu o recorde desse tipo de prova.

Foram 21 quilômetros percorridos em 50 minutos e 26 segundos. Para você ter noção do que isso significa, o recorde humano na categoria de meia maratona pertence ao ugandense Jacob Kiplimo, que percorreu a mesma distância em 57 minutos e 20 segundos em uma corrida realizada em março de 2026, em Lisboa.

A comparação com um humano serve apenas como referência. Na meia maratona mais recente de Pequim, realizada no domingo (19/04), humanos correram com humanos, robôs correram com robôs.

Como é o robô Lightning?

O Lightning é um robô bípede desenvolvido especificamente para correr. Normalmente, esse tipo de projeto requer que a máquina seja tão parecida com a dinâmica de movimentação de um humano quanto possível.

Nesse sentido, além de pernas que se flexionam, o robô da Honor traz até braços que se movimentam de modo sincronizado com os passos para que haja equilíbrio. Pela mesma razão, o tronco do Lightning também gira para os lados, parcialmente.

Du Xiaodi, engenheiro da Honor, comentou que o robô foi inspirado em atletas humanos de destaque, o que explica o fato de ele ter pernas com cerca de 95 cm de comprimento. Nós transpiramos para controlar a temperatura. O robô humanoide não faz isso, mas conta com algo ligeiramente próximo: um sistema de resfriamento líquido.

Não por acaso, o desempenho do Lightning no último evento foi notável. Começa pelo já mencionado recorde. Tal como explica o NPR, o robô que venceu a edição inaugural da corrida, realizada no ano passado, realizou a mesma prova em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos.

Robô Lightning
Robô Lightning (imagem: reprodução/Reuters)

Em seguida, vem um detalhe que não pode passar batido: fazer um robô correr como se fosse uma pessoa é um trabalho extremamente difícil. Como seres bípedes, nossa capacidade de marcha depende de uma estrutura biomecânica que envolve mais de 200 músculos trabalhando em sincronia. Fazer uma máquina imitar essa dinâmica exige muitos esforços de engenharia.

Mas esses esforços tendem a valer a pena, não exatamente para que o robô continue batendo recordes de corrida (ou para ficar dando sustos por aí), mas devido ao potencial de negócio de um projeto como esse, como destaca o engenheiro da Honor:

Olhando para o futuro, algumas dessas tecnologias poderão ser transferidas para outras áreas. Por exemplo, a confiabilidade estrutural e a tecnologia de resfriamento líquido poderão ser aplicadas em futuros cenários industriais.

Du Xiaodi, engenheiro de desenvolvimento de testes da Honor

Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

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Robô Honor Lightning percorreu 21 quilômetros em pouco mais de 50 minutos, superando recorde humano de meia maratona.

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

12 de Fevereiro de 2026, 11:05
Robô Ballie foi exibido em diversas feiras de tecnologia (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Samsung removeu a página do Ballie, robô assistente em formato de esfera.
  • A ação sinaliza que o Ballie pode ter sido descontinuado e nunca chegar às mãos dos consumidores.
  • A fabricante teve dificuldades em justificar o custo do robô, sem funções utilitárias básicas e que poderia chegar com preço elevado.

A Samsung encerrou as expectativas de lançamento comercial do Ballie, o robô assistente em formato de esfera que virou ícone das conferências da marca nos últimos anos. Após a ausência do dispositivo na CES 2026, em Las Vegas, e o descumprimento da janela de lançamento prevista para meados de 2025 nos Estados Unidos, a fabricante tirou do ar a página oficial de cadastro para interessados.

O movimento reafirma que o dispositivo pode nunca chegar às mãos dos consumidores. Segundo o portal SamMobile, os visitantes que tentam acessar o antigo endereço são redirecionados para a seção de projetores convencionais (como o The Freestyle).

O que aconteceu com o Ballie?

A trajetória do Ballie foi marcada por reformulações. Apresentado na CES 2020 como uma pequena bola amarela com foco em acompanhamento doméstico, o robô ressurgiu na edição de 2024 com um chassi maior e um projetor embutido. O dispositivo utilizava inteligência artificial, incluindo integração com o Gemini do Google, para projetar vídeos, realizar chamadas e controlar aparelhos inteligentes da linha SmartThings.

Contudo, no mês passado, a Samsung confirmou que o projeto foi reclassificado como uma “plataforma de inovação ativa”. Na prática, isso significa que o Ballie deixou de ser tratado como um produto de consumo para se tornar um laboratório de testes. A decisão reflete a dificuldade da marca em justificar a venda de um robô que, apesar de avançado, vinha sem funções utilitárias básicas que justificassem seu provável custo elevado.

A mudança é interpretada por analistas da indústria como o encerramento definitivo do ciclo comercial do produto, que não chegou a ter um preço ou uma data de vendas durante seu longo período de desenvolvimento.

“Gadget” sem utilidade prática?

Relatos do setor indicam que a Samsung também enfrentou obstáculos para posicionar o Ballie dentro da sua linha de eletrodomésticos. Enquanto os robôs aspiradores da linha Bespoke Jet Bot entregam uma utilidade clara ao realizar a limpeza autônoma da casa, o Ballie focava apenas em interações sociais e consumo de mídia.

Para o consumidor que ainda busca automação residencial impulsionada por IA, a Samsung agora direciona seus esforços para o Bespoke AI Jet Bot Steam. O novo modelo, previsto para chegar ao mercado neste ano, foca em funções como reconhecimento de manchas e limpeza a vapor.

Com a remoção definitiva da página de interessados, o Ballie entra para a lista de conceitos da marca que, apesar de funcionais, não sobreviveram à transição para as prateleiras.

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

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Prometido para 2025, o assistente móvel com projetor integrado foi retirado do site oficial.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

26 de Dezembro de 2025, 16:13
Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

8 de Dezembro de 2025, 11:58
Robô esférico com projetor integrado e navegação autônoma continua em fase de testes (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O lançamento do robô Ballie pela Samsung foi adiado para além de 2025, sem data definida.
  • A Samsung atribui o atraso à necessidade de mais desenvolvimento para melhorar a tecnologia.
  • O Ballie possui sensores avançados, câmeras de alta resolução e um projetor integrado.

A Samsung confirmou o adiamento do lançamento comercial do Ballie, seu robô doméstico com inteligência artificial. Prometido para chegar aos consumidores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul em meados de 2025, o dispositivo segue longe das lojas.

A empresa mantém páginas de cadastro ativas para interessados, mas o cronograma de entrega permanece indeterminado, frustrando as expectativas criadas após as primeiras demonstrações.

Histórico e motivos do atraso

A trajetória do Ballie tem sido marcada por revisões de projeto. O robô surgiu na CES 202, feira que aconteceu em Las Vegas, apenas como um protótipo, sem planos imediatos de comercialização. Quatro anos depois, em 2024, a Samsung relançou o conceito com dimensões maiores e mais capacidade de processamento.

A promessa de venda se solidificou na CES 2025, quando a fabricante estipulou o primeiro semestre do ano como janela de lançamento. O prazo e o equipamento não chegou ao mercado.

Mas por que o atraso? A Samsung atribui a demora à necessidade de mais desenvolvimento. Em resposta ao site especializado TechRadar, um porta-voz da empresa sul-coreana declarou: “Continuamos a aprimorar e aperfeiçoar a tecnologia para oferecer uma experiência ainda mais impactante ao cliente”.

A resposta indica que, apesar das exibições recentes, o robô ainda não atingiu o nível de maturidade técnica ou funcional exigido pela marca.

Especificações do Ballie

O Ballie é projetado para ser um assistente móvel. O design consiste em uma esfera amarela brilhante, com dimensões próximas às de uma bola de basquete, equipada com rodas para transitar por pisos planos — ele não pode subir escadas. Ele conta com um pacote robusto de sensores, incluindo LiDAR e sensor de tempo de voo (ToF), essenciais para navegação autônoma e mapeamento de ambientes.

O hardware inclui um sistema de áudio com alto-falantes e microfones, uma câmera traseira com resolução 2K e uma frontal 4K. O diferencial central do produto é um projetor integrado, capaz de exibir filmes, programas de TV e informações visuais em paredes ou no chão.

Dotado de sensores LiDAR, assistente móvel segue como promessa tecnológica (imagem: divulgação/Samsung)

A Samsung chegou a divulgar uma parceria com o Google para integrar o modelo Gemini, aprimorar a capacidade do robô de responder perguntas e auxiliar em tarefas complexas.

Resta aguardar para saber se haverá uma data definitiva e precificação no próximo ano, provavelmente na CES 2026, ou se o produto permanecerá como um conceito.

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

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Expectativa de estreia comercial em 2025 é frustrada, restando aos consumidores aguardar notícias possivelmente na CES 2026.

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

13 de Novembro de 2025, 15:39
GIF mostra um robô humanoide tombando durante apresentaçõ em um palco
Robô fez papelão em demonstração ao vivo (imagem: reprodução)
Resumo
  • O robô humanoide russo Aidol caiu durante sua estreia em Moscou devido a falhas no equilíbrio.
  • O CEO da Idol, Vladimir Vitukhin, reconheceu a necessidade de ajustes nos sistemas de movimento e destacou o uso de 77% de componentes russos.
  • A empresa planeja melhorias no Aidol, com demonstrações públicas previstas até dezembro.

O primeiro robô humanoide com inteligência artificial da Rússia, batizado de Aidol, chocou o público ao cair durante sua apresentação oficial. A máquina perdeu o equilíbrio quando entrava no palco, ao som da trilha sonora do filme Rocky, deixando peças espalhadas pelo chão. Funcionários tentaram escondê-la atrás de uma tela para os reparos.

O fato ocorreu num evento de robótica em Moscou, na última segunda-feira (10/11), mas o vídeo só ganhou as manchetes hoje.

Os vídeos do incidente foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Eles mostram a equipe técnica arrastando o protótipo enquanto o público reagia com risos e aplausos irônicos. O equipamento buscava demonstrar avanços em robótica antropomórfica com componentes majoritariamente nacionais.

Por que o robô caiu?

O CEO da empresa Idol, Vladimir Vitukhin, assumiu que o equilíbrio do Aidol ainda não está completamente refinado, mas que esse é o perfeito exemplo de como a tecnologia de robôs humanoides deve avançar:

“Isso é exatamente o tipo de aprendizado em tempo real em que um erro bem-sucedido se transforma em conhecimento, e um erro mal-sucedido se transforma em experiência. Espero que este erro se transforme em experiência.”

– Vladimir Vitukhin, CEO da Idol

Os desenvolvedores atribuíram o incidente a ajustes pendentes nos sistemas de movimento. O robô usa 19 servomotores para simular expressões faciais e movimentos básicos.

Robô Aidol tomba durante evento de tecnologia (imagem: reprodução/Euronews)

Apesar do papelão ao vivo, a empresa destaca que 77% dos componentes são de fabricação russa, com meta de chegar a 93%, para maior independência dos componentes.

A bateria de 48 volts promete seis horas de operação, e uma pele de silicone localizada na face permite reproduzir microexpressões, como surpresa e sorrisos. “Ele pensa e reage como uma pessoa”, afirmou Vitukhin. Embora não tenha sido possível observar essas expressões nessa demosntração.

Avanços na robótica e na IA

Num supermercado da Alemanha, um robô cozinheiro passou a preparar até 120 refeições por hora. Para tanto, os ingredientes precisam estar pré-cortados e pré-cozidos.

Esse funcionamento prático contrasta com os desafios persistentes de projetos mais ambiciosos, especialmente com os modelos humanoides. Os produtos Tesla Bot (da Tesla) e Atlas (da Boston Dynamics) ainda corrigem alguns tropeços em seus testes.

Na Rússia, alguns argumentam que o apelo à soberania tecnológica pode minar a qualidade dos aparelhos. No entanto, a Idol segue firme na sua proposta. Os técnicos estão reajustando os algoritmos de equilíbrio do Aidol e planejam demonstrações públicas até dezembro.

Com informações de New York Times e Gizmodo

Robô russo tomba no palco durante estreia em Moscou

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CEO da empresa Idol minimizou o caso ao dizer que “erros viram experiência”. Protótipo segue em testes.

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

11 de Novembro de 2025, 18:50
Braços robóticos metálicos cozinham alimentos em pequenas panelas inclinadas, alinhadas lado a lado. Cada panela contém ingredientes diferentes, como legumes picados, frutas, grãos e pedaços de carne. O ambiente lembra uma cozinha industrial automatizada, com foco na preparação de refeições sem intervenção humana.
CA-1 conta com braços robóticos e panelas giratórias (imagem: divulgação/Circus)
Resumo
  • O robô CA-1 Series 4 prepara até 120 pratos por hora, usando ingredientes cortados e pré-cozidos.
  • A máquina opera em três supermercados Rewe na Alemanha, em cozinhas de 7 m², com 36 silos refrigerados e braços robóticos.
  • A Circus vende cada unidade do CA-1 por 250 mil euros, e a operação reduz custos de trabalho em até 95%, sendo necessário apenas um operador.

Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.

A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

Máquina de cozinha industrial automatizada, com estrutura metálica grande e retangular. No centro, braços robóticos manipulam panelas internas atrás de um vidro. À esquerda há uma tela preta, e à direita, compartimentos de armazenamento. Na parte frontal, lê-se “CIRCUS Group”. A cena sugere preparo de refeições sem intervenção humana.
Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Como funciona o robô cozinheiro?

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.

O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.

A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.

O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.

Empresa diz que objetivo não é substituir funcionários

A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.

Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.

Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.

Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

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Máquina CA-1 Series 4 já funciona em três supermercados na Alemanha, com oito opções no cardápio. Operação depende de ingredientes cortados e pré-cozidos.

Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Microsoft vai investir US$ 1 bi na OpenAI

22 de Julho de 2019, 15:22
A Microsoft informou hoje (22) que está investindo US$ 1 bilhão na OpenAI e que as duas empresas formaram uma parceria para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial por meio do serviço de computação em nuvem Azure, da gigante do software. LEIA MAIS: Microsoft tem resultado trimestral acima do esperado A OpenAI foi fundada em 2015 como uma entidade não lucrativa e com US$ 1 bilhão em financiamento dos investidores do Vale do Silício Sam Altman, Peter Thiel e Reid Hoffman, cocriador da rede social LinkedIn. O grupo depois criou uma entidade voltada ao lucro para poder receber investimentos externos. Desde sua fundação, a OpenAI utilizou pesquisadores de inteligência artificial para avançar no campo, como ensinar uma mão robótica a executar tarefas humanas por meio de utilização apenas de software, o que reduz o custo e o tempo para se treinar robôs. O grupo também está focado em segurança e nas implicações da tecnologia de inteligência artificial, pesquisando como os computadores podem gerar reportagens realistas com pouco mais que sugestões de manchetes e alertando pesquisadores a considerar como seus trabalhos e algoritmos podem ser usados com implicações negativas antes das descobertas serem publicadas. A OpenAI afirmou que o investimento da Microsoft vai ajudar o grupo a pesquisar "inteligência artificial geral", ou AGI, na sigla em inglês. A tecnologia AGI é o santo Graal do campo e significa que um sistema de computação pode dominar um assunto tão bem ou melhor que humanos, e também dominar mais campos do conhecimento que um humano. "Acreditamos que é crucial que a AGI seja desenvolvida de maneira segura e que os benefícios econômicos disso sejam amplamente distribuídos", disse Altman. As duas partes não responderam perguntas da Reuters sobre os termos do acordo. Quando a OpenAI criou a estrutura com fins lucrativos em março, afirmou que os investidores que colocarem dinheiro na nova entidade terão seus retornos limitados e que a missão da parte não lucrativa da entidade teria precedência sobre a área voltada ao lucro. VEJA TAMBÉM: Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$ 2 bi As duas empresas também negaram dizer se o investimento da Microsoft será feito em dinheiro ou se vai envolver créditos para utilização do serviço de computação em nuvem Azure. Serviços de computação em nuvem são uma grande fonte de custo para a OpenAI, que gastou US$ 7,9 milhões na atividade no ano fiscal de 2017, ou cerca de um quarto de suas despesas naquele ano, segundo dados da Receita Federal dos Estados Unidos.
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Como usar a inteligência artificial para fazer cerveja

12 de Fevereiro de 2019, 06:00
A inteligência artificial (IA) tem muitas contribuições a dar ao mundo. Algumas cervejarias, por exemplo, já estão usando IA para melhorar a própria produção. Seria isso algo brilhante ou inacreditável? Ainda é cedo para dizer, mas é certo que o uso de dados na tomada de decisão dos fabricantes, e no fabrico de cervejas artesanais, faz com que a bebida produzida pela IA instigue a curiosidade de muitos. LEIA MAIS: Blockchain chega à mesa de jantar A cerveja produzida pela IA A inteligência artificial oferece um ótimo suporte à produção. Depois de falar como as cervejarias multinacionais usaram os dados para tomar decisões publicitárias, Hew Leith e Rob McInerney, fundadores da IntelligentX, cervejaria que faz uso de IA, resolveram usar a tecnologia para melhorar o próprio produto. A IntelligentX se diferencia pelo fato de ter criado a primeira cerveja com algoritmos do mundo. A empresa criou quatro rótulos: Black AI, Golden AI, Pale Al e Amber AI. O endereço online da marca é impresso na embalagem, para que os consumidores deem um feedback via Facebook Messenger e digam o que acharam da cerveja. Ao responder a uma série de dez perguntas, mais de 80% das pessoas que entraram em contato com a empresa forneceram a ela mais de 10 mil informações para um valioso banco de dados. Esses dados são processados por um algoritmo IA e, em seguida, a cervejaria decide se deve ou não atender aos pedidos. A ideia de Leith e McInerney não é substituir um mestre cervejeiro, mas, por meio da IA, obter insights para aprimorar a produção. Uma vez que a empresa é capaz de atender aos pedidos, pode ser possível encomendar uma cerveja com base nos gostos pessoais do cliente, criando assim bebidas personalizadas. Projeto de impressão digital da Carlsberg A Carlsberg, uma cervejaria de Copenhagen, iniciou um projeto milionário de impressão digital da bebida em parceria com a Microsoft, a Universidade de Aarhus e a Universidade Técnica da Dinamarca. A cada dia, eles criam cerca de mil amostras diferentes de cerveja, num esforço que, esperam, mude a forma como a bebida é produzida. O projeto emprega sensores que podem determinar a impressão digital do sabor de cada amostra, além de analisar leveduras diferentes. Os dados são coletados por um sistema de IA para utilização no futuro. O sistema não apenas permite que os produtos cheguem ao mercado com mais rapidez, mas também garante uma melhor qualidade. A India Pale Ale perfeita Uma cervejaria da Virgínia usa o aprendizado de máquina para desenvolver a India Pale Ale (IPA) perfeita. A Champion Brewing se associou à Metis Machine, uma empresa de IA, em uma espécie de estímulo para fabricar uma nova IPA ML (sigla para machine learning, ou aprendizado de máquina). O primeiro passo foi inserir informações sobre as dez IPAs mais vendidos dos Estados Unidos, assim como os dados sobre as dez marcas mais comercializadas. Com base em tudo, o algoritmo determina a melhor receita. SAIBA TAMBÉM: Programa de TV mais visto do mundo será exibido em IA Esses dados também foram utilizados em um outro processo de fabricação de cerveja por meio da IA, um experimento que combinou receitas de Brewdog e classificações da Untappd -- rede social de troca de experiência sobre cervejas -- para dar início a uma rede de cervejas artificiais. A rede seria então empregada na avaliação de novas receitas, e para determinar quais eram mais propensas a obter altas classificações. Tal experimento concluiu que a IA poderia ser uma aliada poderosa para a criatividade de um cervejeiro ou para otimizar rótulos já existentes, mas que não substituiria o trabalho humano. Barman robô A espuma da cerveja pode não atender às expectativas da maioria das pessoas. Para determinar o que faz uma espuma perfeita, uma equipe de pesquisa australiana criou o RoboBeer, um robô que pode derramar a cerveja com precisão suficiente para criar uma espuma mais consistente. Os pesquisadores fizeram um vídeo da máquina derramando a bebida e rastrearam o tamanho da bolha, a cor da cerveja e outras características. Em seguida, mostraram o vídeo para os participantes do projeto e pediram um feedback sobre a qualidade da bebida. Os pesquisadores também gravaram suas reações enquanto observavam o robô. Uma máquina de IA analisou os dados biométricos dos participantes da pesquisa enquanto assistiam ao vídeo. Esses dados foram alimentados em uma rede neural para saber o que os participantes pensavam sobre a cerveja, antes mesmo de provar ou preencher o formulário. A rede foi capaz de prever com precisão de 80% se a altura da espuma de uma cerveja atendia ao gosto do público. A equipe também descobriu que poderia prever, com 90% de precisão, a receptividade da cerveja fornecida, usando apenas os dados do robô.

Por que o futuro das compras de uísque pode estar na IA

5 de Fevereiro de 2019, 07:00
Para os entusiastas, beber uísque é um hobby, uma paixão, um estilo de vida. Os admiradores compram lançamentos diretamente de suas destilarias favoritas e viajam para diferentes países em busca do melhor da bebida. Uma dificuldade ainda para os produtores é atrair a atenção da população mais jovem, uma vez que o uísque é visto como uma bebida de sucesso apenas entre os mais velhos. Quando diante dos enormes displays de supermercados e restaurantes, os novatos acham difícil entender a infinita variedade e apreciá-las. E aquilo que escolhem não é, muitas vezes, adequado ao seu paladar. O SmartAisle procura mudar essa experiência - para melhor. LEIA MAIS: HBO e Diageo lançam uísques de Game of Thrones A agência mundial de marketing The Mars Agency se juntou à varejista norte-americana BevMo! para testar a iniciativa, cujo cerne é um assistente digital de compras de uísque. Com inteligência artificial, tecnologia ativada por voz e luzes de LED nas prateleiras, o SmartAisle ajuda os clientes a selecionar a garrafa perfeita para o seu perfil. Depois de perguntar quais são as preferências do consumidor, o assistente detalha as informações. Três garrafas são recomendadas e as prateleiras se iluminam para o cliente se aproximar e observá-las. Se ele já tiver algo em mente, o assistente pode recomendar outras marcas ou garrafas com sabores semelhantes. O processo dura menos de dois minutos e, com as informações - e até piadas -, o robô torna a experiência agradável e informativa. Mais de 50 uísques farão parte estratégia - um número que pode crescer se o teste for bem-sucedido. “Estamos empolgados com a parceria com a The Mars para testar a plataforma SmartAisle em nossas lojas”, diz Tamara Pattison, diretora de marketing e informações da BevMo!. “Isso aumenta nosso compromisso em usar tecnologia para oferecer melhores experiências aos clientes. Este tipo de solução inovadora está totalmente alinhada com a nossa estratégia." Em fevereiro de 2018, a The Mars Agency testou o SmartAisle em parceria com um varejista em Manhattan. Após dois meses, o assistente ajudou a aumentar em 20% as vendas na comparação anual das garrafas em destaque e trouxe um feedback extremamente positivo dos compradores que utilizaram o serviço. VEJA TAMBÉM: As 25 marcas de uísque mais vendidas do mundo Ken Barnett, CEO global da The Mars Agency, compartilhou planos para expandir o programa. “Acreditamos que o SmartAisle tenha o potencial de transformar o modo que as pessoas compram produtos em uma ampla gama de categorias. Estamos conversando com diversas marcas e varejistas para transformar esta visão uma realidade.” Embora ainda seja muito cedo para dizer, o assistente pode ser o futuro do uísque, do vinho e de várias outras bebidas. Os supermercados ao redor do mundo podem utilizar a tecnologia para guiar novos clientes em suas jornadas de compras.

Primeiro hotel robótico do mundo demite metade de seus robôs

18 de Janeiro de 2019, 06:30
O Henn Na, ou Strange Hotel, é um empreendimento robótico no Japão, que chegou a ter mais de 50% de robôs em sua força de trabalho desde que foi lançado. O hotel estampou as manchetes em 2015, quando foi inaugurado, e o "Guinness World Records" o reconheceu oficialmente como o primeiro empreendimento do tipo do mundo. LEIA MAIS: Como impedir que robôs roubem nossos empregos No entanto, segundo uma reportagem do "The Wall Street Journal", mais da metade dos 243 droides do hotel teriam sido demitidos, já que estavam dando mais trabalho do que ajudando. “Ficou fácil agora que não somos frequentemente chamados por hóspedes devido a problemas com os robôs”, disse um membro da equipe. O hotel inicialmente esperava que os robôs ajudassem a superar a escassez de mão-de-obra na área rural em que está construído. O intuito era usar os robôs para tudo, desde misturar coquetéis até responder a uma infinidade de perguntas dos clientes. Mas os robôs não são avançados o suficiente para executar muitas das tarefas esperadas. Os hóspedes ficaram frustrados, por exemplo, quando o droide do quarto, "Churi", que fica atrás de outras inteligências artificiais como Siri e Alexa, não conseguiu responder às suas perguntas. Um hóspede supostamente foi acordado diversas vezes porque o robô achava que ele estava fazendo uma pergunta, quando, na verdade, estava apenas roncando. Segundo a reportagem, houve um robô que agradou: um enorme braço mecânico que guarda e retira bagagens do guarda-volumes.
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