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Novo Google Pixel repete LED de notificação famoso no BlackBerry

12 de Agosto de 2026, 14:22
captura de tela de vídeo de anuncio do Google Pixel 11 Pro
Nova linha Pixel 11 traz poucas novidades (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • O Google lançou a linha Pixel 11, incluindo os modelos Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold, com o novo processador Tensor G6 e preços a partir de US$ 899.
  • A nova geração traz mudanças nas câmeras, com o Pixel 11 tendo um sistema triplo de câmeras de 48 MP, 13 MP e 10,8 MP, enquanto os modelos Pro têm câmeras de 50 MP, 48 MP e 48 MP.
  • Os aparelhos contam com um LED RGB chamado HiLight, que sinaliza notificações específicas, como ligações de contatos favoritos e interações com o Gemini Intelligence.

O Google anunciou nesta quarta-feira (12/08) a nova geração da linha Pixel, formada pelo Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e o dobrável Pixel 11 Pro Fold. Os aparelhos chegam com o novo processador Tensor G6, mudanças no conjunto de câmeras e recursos de IA, mas poucas grandes novidades.

A geração também estreia um LED de notificação ao lado das câmeras, chamado HiLight, e mantém a aposta do Google em fotografia computacional, sem trazer sensores com números extravagantes.

O Pixel 11 será lançado nos Estados Unidos por preços a partir de US$ 899 (aproximadamente R$ 4.650, em conversão direta), enquanto as versões Pro começam em US$ 1.099 (R$ 5.680) e US$ 1.299 (R$ 6.720) respectivamente — um aumento de US$ 100 em todos eles em relação a geração anterior.

O aumento acompanha a pressão de custos na indústria de semicondutores e memória RAM. Além do preço, enquanto toda a linha Pixel 10 Pro trazia 16 GB de fábrica, a nova geração inicia com 12 GB. Assim como as gerações anteriores, não há previsão de lançamento no Brasil.

LED RGB para o Gemini e ligações

Nos modelos Pro e no Pixel 11 Pro Fold, bem ao lado das câmeras, o Google adicionou o recurso HiLight, um anel de LED RGB que sinalizará algumas notificações.

A empresa deu grande destaque ao recurso em teasers antes do lançamento, criando uma expectativa de possibilidades para o HiLight, entre cores indicando o nível de bateria e novas conexões, atualizando a famosa luz de notificação dos aparelhos BlackBerry.

Mas, como diria Thanos, “a realidade tende a ser decepcionante”. Neste primeiro momento, não há muitas opções de configuração. São só duas: reagir a interações com a Gemini Intelligence e piscar (em cores pré-definidas) ao receber chamadas de contatos favoritos.

Seguindo o vídeo de divulgação, a ideia é que o usuário não seja interrompido por inúmeras notificações diferentes, mas apenas aquelas ligações realmente importantes.

Tensor G6 estreia em toda a linha

O novo Tensor G6 é a principal atualização da família Pixel 11. O chip, primeiro do Google fabricado pela TSMC em litografia de 2 nm, promete eficiência energética até 20% maior em relação ao Tensor G5. Nos três modelos tradicionais, o armazenamento começa em 256 GB e a memória RAM parte de 12 GB.

Na tela, o Pixel 11 traz painel OLED de 6,3 polegadas com taxa de atualização de 60 a 120 Hz. Já o Pixel 11 Pro mantém as 6,3 polegadas, mas usa tela LTPO OLED de 1280 × 2856 pixels, com variação de 1 a 120 Hz, que sobe para 6,8 polegadas no Pixel 11 Pro XL.

Na bateria, o Pixel 11 traz capacidade típica de 4.985 mAh, enquanto o Pixel 11 Pro tem 4.850 mAh e o Pixel 11 Pro XL chega a 5.115 mAh. Todos têm suporte a carregamento sem fio magnético Qi2.2 e certificação IP68 contra água e poeira.

Câmeras e novos recursos para fotos

Imagem destacando o conjunto de câmeras de um Pixel 11
Google segue apostando em recursos de software para fotografia (imagem: divulgação/Google)

O Pixel 11 traz um sistema triplo com câmera principal de 48 MP (f/1.7), ultrawide de 13 MP (f/2.2) e teleobjetiva de 10,8 MP (f/3.1) com zoom óptico de 5x e estabilização óptica.

O conjunto é mais robusto nas versões Pro: ambos usam uma câmera principal de 50 MP (f/1.68), ultrawide de 48 MP com foco automático e macro (f/1.7), além de uma teleobjetiva de 48 MP (f/2.8).

Entre os recursos de software, a linha estreia o Camera Looks, que altera o procesamento para entregar fotografias estilizadas. O aplicativo também ganha o Magic Capture, capaz de criar pequenos clipes e fotos híbridas a partir de gravações longas, e o pacote Creator Suite, com teleprompter, guias de enquadramento para redes sociais e isolamento de voz.

Pixel 11 Pro Fold sem grandes novidades

Imagem do Google Pixel 11 Pro Fold semi-aberto em um fundo preto
Google Pixel 11 Pro Fold mantém estilo da geração passada (imagem: reprodução/Google)

Finalizando a lista de lançamentos da linha, o Pixel 11 Pro Fold mantém a proposta de dobrável premium do Google. A marca não se rendeu à moda dos dobráveis “passaporte” e manteve o estilo tradicional, com uma tela externa maior, de 6,5 polegadas, e uma interna (quando aberto) de 8 polegadas.

O modelo usa o mesmo Tensor G6 da linha principal, tem suporte a Qi2.2, câmera principal de 48 MP herdada do Pixel 11 e, diferente dos irmãos “comuns”, chega já na versão de entrada com 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.

A bateria, porém, foi reduzida para 4.800 mAh, contra 5.015 mAh no Pixel 10 Pro Fold. Ainda assim, o Google promete até 24 horas de uso.

Novo Google Pixel repete LED de notificação famoso no BlackBerry

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Linha Pixel 11 traz chip Tensor G6 mais eficiente e mudanças sutis nas câmeras.

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: reprodução/Google)

O que é pixel morto? Entenda as principais causas do dead pixel

14 de Julho de 2026, 18:19
imagem representando pixels
Saiba como os pixels mortos surgem nos displays de smartphones, tablets e monitores (imagem: Michael Maasen/Unsplash)

O pixel morto é uma falha de hardware que acontece quando os subpixels de uma área da tela perdem energia e se apagam, gerando um ponto preto permanente. Diferente de defeitos de software, esse problema impede que o pixel acompanhe as mudanças de cores exibidas no display.

Essa avaria surge geralmente por falhas de fabricação, sobrecargas elétricas, impactos físicos e estresse térmico. Essas situações interrompem definitivamente o fluxo de corrente elétrica, sendo a substituição completa do painel a única solução definitiva. 

A seguir, saiba mais sobre o que é pixel morto, quais dispositivos costumam ser afetados e como identificar esse defeito na tela.

O que é pixel morto?

Um pixel morto (dead pixel) é um defeito que ocorre quando os subpixels de um ponto da tela perdem energia e se apagam totalmente. Incapaz de responder aos comandos de vídeo, essa falha de hardware gera um ponto preto permanente no display.

Como um pixel morto age na tela

Um pixel morto na tela age como um ponto permanentemente apagado, que se recusa a acompanhar as mudanças de cores ao seu redor. Essa falha física se destaca como uma mancha escura em fundos claros, mas costuma sumir em cenários de exibição completamente pretos.

De forma geral, o pixel queimado se comporta isoladamente no display, mantendo-se inativo sem contaminar os componentes vizinhos. Essa característica estática ajuda a diferenciá-lo do pixel preso (stuck pixel), que brilha constantemente em uma única cor.

Em dispositivos touchscreen, o defeito costuma ser apenas visual, já que sensores de toque operam em uma camada independente. No entanto, se o dano físico no painel for severo, pode ocorrer uma sutil perda de sensibilidade bem em cima da região afetada.

Painel exibindo cores claras com ponto preto estático que indica pixel morto (imagem: Reprodução)
O pixel morto pode se destacar quando o painel exibe cores claras, como o branco (imagem: Reprodução)

Quais são as principais causas de pixel morto?

Vários fatores podem dar origem a um pixel morto, desde falhas na linha de montagem até pequenos acidentes no uso diário: 

  • Falhas de fabricação: impurezas ou desalinhamentos nos transistores de película fina (TFT) durante a montagem fazem com que o componente já saia de fábrica sem funcionar;
  • Sobrecarga elétrica: picos de energia ou desgaste dos componentes podem queimar os transistores individuais que alimentam os subpixels, cortando permanentemente a eletricidade daquele local no painel;
  • Impactos e pressão física: pancadas, quedas ou mesmo apertar a tela com muita força rompem fisicamente os circuitos internos, interrompendo a transmissão de imagens naquela região;
  • Estresse térmico: a exposição a temperaturas extremas ou a prática de forçar taxas de atualização além do limite projetado (overclocking) aceleram a degradação e desativam os pixels;
  • Desgaste natural: com o passar dos anos, o fluxo contínuo de eletricidade deteriora os materiais microscópicos do painel, fazendo com que telas antigas percam pixels gradativamente.
Close no painel OLED exibindo falha de pixels mortos, com pontos pretos permanentes (imagem: Reprodução/AVS Forum)
Painéis OLED podem sofrer com deterioração que gera pixels mortos (imagem: Reprodução/AVS Forum)

Quais dispositivos podem ser afetados pelo pixel morto?

Estes são alguns dos dispositivos do nosso dia a dia que podem ser afetados por pixels mortos:

  • Monitores de computador;
  • Notebooks;
  • Smartphones e tablets;
  • Televisões;
  • Consoles portáteis;
  • Headsets de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR);
  • Painéis industriais e automotivos.

O tipo de tela influencia a aparição do pixel morto?

Embora cada tecnologia tenha sua estrutura, como os transistores do LCD ou os diodos orgânicos do OLED, o tipo de tela não determina a aparição do pixel morto. O risco real está muito mais atrelado ao rigor do controle de qualidade na fabricação do que ao display escolhido.

Painéis topo de linha sofrem menos com o problema devido a testes industriais mais rígidos antes de chegarem ao mercado. Contudo, dispositivos portáteis são mais propensos a desenvolver essas falhas ao longo do tempo por estarem expostos a impactos diários e variações térmicas constantes.

Monitores antigos podem apresentar pixels mortos devido ao longo tempo de uso (imagem: Loner Nguyen/Shutterstock)

Consigo fazer um teste de pixel morto?

Sim, o teste de pixel morto exige apenas que a tela esteja limpa antes de exibir imagens em cores sólidas como vermelho, verde, azul, branco e preto. Ao deixar essas cores em tela cheia, basta analisar o painel de perto para identificar se há pontos pretos estáticos que não mudam de tom.

Você também pode acessar sites que oferecem um teste automatizado, como o displaytech, navegando pelas cores com o brilho máximo. Caso note um ponto fixo que não acompanha as transições, tire uma foto para facilitar a comprovação de defeito.

O que fazer ao identificar um pixel morto

Se notar um pixel morto, o primeiro passo é testar soluções rápidas, como desligar o aparelho por algumas horas. Em TVs modernas, especialmente as OLED, vale a pena acionar a função de “atualização de pixels” nas configurações do sistema para tentar corrigir anomalias.

Caso o ponto defeituoso fique em uma área central e atrapalhe o uso, tire fotos nítidas para comprovar o problema. Evite métodos caseiros agressivos, como aplicar uma leve pressão com pano de microfibra, pois eles podem danificar o display de forma irreversível.

Teste de cores mostrando um pixel morto: ponto preto em fundo branco e sem cor em vermelho, verde e azul
O teste de cores ajuda a detectar um pixel morto no painel (imagem: Reprodução)

Pixel morto tem conserto?

Na maioria dos casos, o pixel morto não tem conserto por se tratar de um defeito físico e definitivo no hardware. Isso significa haver um circuito rompido ou um transistor queimado, impedindo que a energia elétrica chegue até aquele ponto.

Como softwares não corrigem essa ausência de corrente, a única solução definitiva é a substituição do painel afetado. Se o problema incomodar a visualização, o caminho correto é recorrer à assistência técnica para a substituição completa da tela.

A garantia cobre pixel morto? 

A cobertura da garantia varia, pois os fabricantes adotam políticas próprias baseadas em normas técnicas que toleram uma quantidade limite de pontos apagados. Na prática, muitas marcas exigem um número mínimo de defeitos ou que eles estejam concentrados no centro para realizar a troca.

Por outro lado, o Código de Defesa do Consumidor protege o usuário ao enquadrar o defeito como um vício oculto que compromete a experiência. Isso dá ao cliente o respaldo legal para exigir o reparo, independentemente de regras internas ou tabelas de tolerância das marcas.

Para garantir seus direitos, registre a falha com fotos nítidas em fundos coloridos e acione o suporte oficial do fabricante. Caso a assistência técnica recuse a substituição sob justificativa de margem aceitável, o caminho recomendado é recorrer a órgãos de defesa como o Procon.

A única solução para os pixels mortos é trocar completamente o painel (imagem: Reprodução/HowToGeek)

Qual é a diferença entre pixel morto, pixel travado e pixel quente?

O pixel morto (dead pixel) representa uma falha física definitiva na qual todos os subpixels permanecem desligados por falta de energia elétrica. Sem reagir aos estímulos de vídeo do display, o resultado é um ponto preto estático que se recusa a acender.

O pixel travado (stuck pixel) ocorre quando apenas um ou mais subpixels travam no modo ativado enquanto os demais ao redor se apagam de vez. Isso faz com que a tela exiba uma cor brilhante fixa, geralmente vermelha, verde ou azul, que às vezes pode ser recuperada por softwares.

O pixel quente (hot pixel) acontece quando os subpixels travam acesos ao mesmo tempo, gerando um incômodo pixel branco em fundos escuros. Esse mesmo fenômeno costuma afetar sensores de câmeras digitais, criando pontos luminosos em fotos tiradas com longa exposição.

Qual é a diferença entre pixel morto e burn-in?

O pixel morto é uma falha de hardware localizada que desliga completamente os subpixels de um único ponto da tela. Essa interrupção definitiva na corrente elétrica resulta em uma marca preta permanentemente na tela, sem comprometer o restante do painel.

O burn-in é uma retenção de imagem provocada pelo desgaste desigual de componentes que exibiram elementos estáticos por muito tempo. Em vez de um ponto isolado, esse fenômeno estampa silhuetas e manchas “fantasmas” persistentes por áreas maiores do display.

O que é pixel morto? Entenda as principais causas do dead pixel

O pixel morto pode se destacar quando o painel exibe cores claras (imagem: Reprodução)

(imagem: Reprodução)

(imagem: Reprodução/HowToGeek)

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

16 de Junho de 2026, 19:09
Arte do Android 17 com selo “Android” e número “17”, indicando a chegada da versão oficial
Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou oficialmente Android 17, sistema operacional que estreia na linha de celulares Google Pixel e chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi;
  • Android 17 aprimora produtividade e segurança com recursos como multitarefa com balões, reações de tela e modo que concede acesso temporário à localização exata;
  • liberação da versão final do Android 17 começou para dispositivos “Pixel elegíveis”, como as séries Pixel 6 e posteriores, e dependerá do cronograma de cada fabricante para celulares e tablets das demais marcas.

Depois de meses de testes e características antecipadas, o Google fez, nesta terça-feira (16/06), o anúncio da versão final do Android 17. Oficialmente, o sistema operacional estreia na linha de celulares Google Pixel, mas também chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e tantas outras.

É importante deixar claro desde já que o Android 17 não é uma grande evolução em relação ao Android 16. Podemos entender a nova versão como um conjunto de aprimoramentos em relação ao seu antecessor, principalmente em termos de produtividade e segurança.

O que há de novo no Android 17, precisamente?

Estes são os atributos do Android 17 que o Google destacou no anúncio oficial:

  • Multitarefa com balões (ou bolhas): é uma função que transforma qualquer aplicativo em uma janela flutuante, de modo que você não precise sair da tarefa principal e, com isso, correr o risco de perder o foco;
  • Reações de tela: recurso que permite gravar vídeos de reações, de modo que você possa comentar um vídeo mostrando a sua imagem em miniatura em um canto sem depender de aplicativos de terceiros para isso;
  • Jogos em telas dobráveis: o Android 17 melhora o aproveitamento do espaço da tela em celulares dobráveis para determinados jogos, permitindo que a parte superior mostre a ação e, na inferior, você acesse os respectivos controles virtuais;
  • Mais segurança: entre os recursos dessa categoria está um modo que permite conceder a um app acesso temporário à sua localização exata e uma função que impede a desativação do aparelho quando ele é marcado como perdido; saiba mais sobre os recursos de segurança do Android 17.
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Esses são apenas alguns dos recursos do Android 17. Os demais incluem (mas não se limitam a):

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Outra proteção: Android 17 exige biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Quando o Android 17 será liberado?

A liberação da versão final do Android 17 começou hoje para dispositivos “Pixel elegíveis”. Entre eles estão as séries Pixel 6 e posteriores.

Para celulares e tablets das demais marcas, a liberação dependerá do cronograma e da lista de compatibilidade que cada fabricante definir, tal como você já deve ter imaginado.

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

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Android 17 foca em produtividade e segurança, trazendo recursos como multitarefa em janelas flutuantes. Nova versão chega primeiro a celulares Google Pixel.

Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

3 de Junho de 2026, 15:02
google app telefone tecnoblog
App Telefone do Google terá identificador de chamadas falsas com IA (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou um recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone no Android.
  • Novidade verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda, via protocolo RCS.
  • Recurso será lançado globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior, começando pelos aparelhos da linha Pixel.

Com o avanço da inteligência artificial, criminosos também puderam melhorar as táticas para aplicar golpes via telefone, aproveitando-se de ferramentas que permitem, por exemplo, a clonagem de voz. Contra técnicas como essa, o Google anunciou um novo recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone, nativo do Android.

A nova ferramenta tentará reduzir golpes em que criminosos simulam chamadas de contatos conhecidos, usando falsificação de identificadores e clones de voz feitos com IA. Dessa forma, deve criar uma camada extra de proteção para ligações que não seriam bloqueadas por outros sistemas de IA focados apenas em números desconhecidos.

Segundo o TechCrunch, o sistema funciona de forma nativa, em segundo plano, sem exigir uma ação manual do usuário. A detecção de chamadas falsas será lançada globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior neste mês, começando pelos aparelhos da linha Pixel. Usuários no Brasil, Estados Unidos e Índia começam a receber o recurso.

Como funciona a verificação de chamada?

O recurso usa o protocolo RCS para fazer uma espécie de confirmação entre os aparelhos envolvidos na ligação. Em comunicado, o Google descreve o processo como um “aperto de mão digital”.

Quando um contato salvo na agenda liga para o usuário e ambos usam o app oficial do Google, o celular de origem envia um sinal criptografado de ponta a ponta para confirmar que a chamada realmente partiu daquele aparelho.

Se um golpista tentar se passar por esse contato, o sinal inicial não aparece. Nesse caso, o dispositivo do usuário envia um alerta ao celular real da pessoa cadastrada para checar e ela está fazendo uma ligação naquele momento.

Segundo o Google, se o aparelho legítimo responder que não está em uma chamada, o usuário recebe um aviso na tela recomendando desligar imediatamente.

Para quem está recebendo a ligação, o aplicativo adiciona um pop-up na tela com um aviso de que “Alguém pode estar fingindo ligar pelo número do seu contato”, com uma opção para desligar a chamada.

Funcionamento do detector de chamadas falsas feitas por IA
Usuário receberá notificação de que está recebendo uma ligação potencialmente falsa (imagem: divulgação/Google)

Ferramenta mira golpes com clones de voz

A nova proteção mira um tipo de fraude que evoluiu com a IA: criminosos que se passam por conhecidos. Eles costumam usar sistemas de falsificação de chamadas e voz clonada por IA para golpes clássicos, como simular uma emergência, falsos sequestros e, claro, pedir dinheiro.

Tecnologias de clonagem funcionam com pequenas amostras de áudio de uma pessoa falando. Segundo relatório da Consumer Reports, em março, a maioria das plataformas digitais com essa ferramenta não possuem mecanismos para impedir fraudes e uso indevido dos áudios.

A clonagem virou uma grande preocupação para os brasileiros no ano passado e forçou a emissão de alertas sobre golpes de roubo de voz. Neles, criminosos estariam se passando por representantes de instituições do Estado ou de empresas para gravar a voz das vítimas, segundo a Agência Brasil.

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

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Recurso do app Telefone verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda. Novidade chega a usuários no Brasil.

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

27 de Janeiro de 2026, 12:15
Smartphone Google Pixel 10 na cor cinza prateada em fundo escuro, exibindo a parte traseira do aparelho com o módulo de câmera oval e a letra G do Google, ao lado dos textos "Google" e "Pixel 10"
Google Pixel 10 está entre os modelos afetados (imagem: divulgação)
Resumo
  • A atualização de janeiro de 2026 para o Google Pixel causou falhas de Wi-Fi e Bluetooth.
  • Google orienta usuários a contatar o suporte técnico, mas ainda não há correção oficial.
  • Tentativas comuns de solução não resolvem o problema, mas um usuário conseguiu resolver reinstalando manualmente a mesma versão.

Usuários relatam que a atualização de janeiro de 2026 para a linha Google Pixel está causando problemas de Wi-Fi e Bluetooth em diversos aparelhos. Os relatos começaram a surgir nos últimos dias em fóruns oficiais do Google e no Reddit, e citam modelos como Pixel 8 Pro, Pixel 10 e Pixel 10 Pro XL.

O update foi lançado na semana passada, sem indicações de problemas. No entanto, relatos de que o Wi-Fi parou de funcionar, sem buscar redes disponíveis, começaram a se acumular. Outros usuários apontam que o Bluetooth se recusa a ligar. Há ainda casos isolados envolvendo problemas com a câmera.

Google orienta contato com o suporte

Até o momento, não existe uma correção oficial para os problemas relatados. O Google não se pronunciou publicamente sobre os casos. No Reddit, a empresa orientou usuários a entrar em contato com o suporte.

Tentativas comuns de solução, como reiniciar o aparelho, resetar as configurações de rede ou iniciar no modo de segurança, não resolvem a situação. Um usuário relatou que o problema persistiu mesmo após restauração de fábrica.

O 9to5Google cita, contudo, que um usuário conseguiu resolver o bug reinstalando manualmente a mesma versão do sistema por meio de comandos ADB.

Problema já afetou modelos antigos

Proprietários de Pixel 8 Pro já enfrentavam problemas semelhantes há meses, de acordo com publicações no Reddit. A situação parece ter se agravado com a atualização mais recente, atingindo também os modelos mais novos da linha.

A atualização anterior apresentou casos isolados de falhas com Wi-Fi e Bluetooth, mas o número de relatos aumentou consideravelmente nesta versão.

Vale lembrar que aparelhos da linha Pixel não são vendidos oficialmente no Brasil.

Google Pixel sofre bug no Wi-Fi e Bluetooth após atualização

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