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Olhar Espacial escava o passado do Universo e revela “fósseis” cósmicos

13 de Março de 2026, 08:00

Uma colaboração internacional entre pesquisadores de 10 universidades descobriu a estrela GDR3_526285, relatada em um artigo publicado no ano passado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters. Trata-se de um “fóssil” de 13 bilhões de anos que coloca em xeque as atuais hipóteses sobre a formação dos primeiros objetos do Universo.

Localizada na periferia da Via Láctea, a 80 mil anos-luz da Terra, essa estrela possui uma das menores quantidades de metais (elementos além do hidrogênio e hélio) já observadas, sendo uma descendente direta dos astros que surgiram logo após o Big Bang.

Com menos de 1/50.000 (ou 0,002%) da concentração de metais do Sol, GDR3_526285 é tão pobre em elementos pesados que os pesquisadores sequer conseguiram detectar o carbono em sua composição.

Descoberta foi liderada por brasileiro

Liderada pelo brasileiro Guilherme Limberg, graduado e doutorado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e atual pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Cosmologia Física da Universidade de Chicago, nos EUA, a descoberta prova que estrelas podem se formar com quase nenhum metal. Isso significa que existe um mecanismo físico de resfriamento de gases ainda não identificado que possibilita sua criação.

Astrônomo Guilherme Limberg
Guilherme Limberg, que já participou do Olhar Espacial, é o convidado do programa desta sexta-feira (13). Crédito: Olhar Digital

A equipe sugere que o fenômeno ocorre pelo “dust cooling“: o resfriamento de nuvens gasosas através de trocas térmicas com grãos de poeira, o que permitiria a produção de estrelas mesmo com baixa metalicidade.

Quer saber mais sobre esse e outros “fósseis” do Universo primordial? Então, não perca o Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (13), que tem a honra de receber Limberg para um bate-papo sobre essa descoberta incrível.

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTubeFacebookInstagramX (antigo Twitter)LinkedIn e TikTok.

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Ovo e Teia Cósmica nas Imagens Astronômicas da Semana

4 de Março de 2026, 18:57

Toda semana, no Programa Olhar Espacial, exibimos duas imagens astronômicas que se destacaram na semana que passou. E na última semana, apresentamos duas imagens feitas por nossos melhores telescópios espaciais. Confiram:

Nebulosa do Ovo 

Nebulosa do Ovo. Créditos: ESA/Hubble & NASA, B. Balick

A primeira imagem mostra uma fabulosa combinação de fotos obtidas nos espectros visível e infravermelho da Nebulosa do Ovo, uma estrela moribunda que já foi semelhante ao nosso Sol. Nessa fase de seu desenvolvimento, a estrela já perdeu suas camadas mais externas, e apresenta uma estrutura central que se assemelha a um ovo frito. A “gema” desse ovo é o núcleo brilhante e quente que ilumina os discos leitosos que circundam o centro. Também podemos ver os aneis de gás e poeira ejetados recentemente para o espaço e os feixes de luz que escapam do núcleo através de buracos abertos nesse material circundante.  Um belo e colossal espetáculo cósmico ocorrendo a cerca de 3 mil anos-luz de distância na direção da Constelação do Cisne.

Veja a imagem original aqui.

Teia Cósmica

Teia Cósmica. Créditos: ESA/Webb, NASA, CSA, J. Lee, PHANGS-JWST, PHANGS-HST

Já a segunda imagem é um belíssimo exemplo de como o Telescópio Espacial James Webb expandiu nossa visão do Universo. Essa é a galáxia espiral IC 5332, mas de uma maneira que nunca havíamos visto antes. Quando registrada na luz visível, percebe-se facilmente sua estrutura espiral, mas no infravermelho médio do James Webb, podemos ver uma estrutura mais fina e intrincada, uma verdadeira teia cósmica. Ela destaca o calor emitido pela poeira interestelar que permeia toda a galáxia, permitindo aos astrônomos estudar mais profundamente a estrutura e a evolução galáctica. IC 5332 está localizada a 29 milhões de anos-luz na direção da Constelação do Escultor.

Confira a imagem original aqui.

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