❌

Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Vem aí o “Super El Niño”? Fenômeno promete levar o clima ao extremo

28 de Agosto de 2026, 08:15

Quando as águas do Oceano Pacífico tropical ficam mais quentes do que o normal, esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e transforma o clima em todo o planeta. O fenômeno, conhecido como El Niño, influencia os padrões de chuva e temperatura, provocando desde secas severas até ondas de calor e tempestades extremas.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirmou o início do atual ciclo em junho, apontando uma probabilidade de 96% de que o evento alcance intensidade forte ou muito forte entre setembro e novembro. Caso esse aquecimento atinja níveis excepcionais, podemos enfrentar o chamado “Super El Niño”.

temperatura mapa noaa
Mapa da NOAA mostra anomalias da temperatura da superfície do mar entre maio e junho de 2026. As áreas em vermelho indicam águas mais quentes que a média, sinalizando o desenvolvimento e fortalecimento do El Niño no Pacífico Equatorial. – Crédito: NOAA/PSL

Historicamente, episódios de força tão devastadora eram raros, ocorrendo em intervalos de 20 a 30 anos – como os registrados em 1997/1998 e 2015/2016. No entanto, com o avanço do aquecimento global e oceanos cada vez mais quentes, cientistas investigam se esses eventos extremos podem se tornar mais frequentes e severos.

Ana Cristina Palmeira
Ana Cristina Palmeira, especialista em interação oceano-atmosfera e meteorologia marítima, é a convidada desta sexta-feira (28) do Programa Olhar Espacial. – Crédito: Arquivo pessoal

Para analisar o cenário e explicar o que nos espera nos próximos meses, o Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (28) recebe a meteorologista Ana Cristina Palmeira. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é especialista em interação oceano-atmosfera e meteorologia marítima. A pesquisadora acumula experiência em projetos com a Petrobras, passagem pela Marinha do Brasil – incluindo participação na Operação Antártica XXXI (OPERANTAR XXXI) – e atua como conselheira no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), integrando a Câmara de Agronomia (CEAGRO) e a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP).

Leia mais:

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.

O post Vem aí o “Super El Niño”? Fenômeno promete levar o clima ao extremo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Olhar Espacial escava o passado do Universo e revela “fósseis” cósmicos

13 de Março de 2026, 08:00

Uma colaboração internacional entre pesquisadores de 10 universidades descobriu a estrela GDR3_526285, relatada em um artigo publicado no ano passado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters. Trata-se de um “fóssil” de 13 bilhões de anos que coloca em xeque as atuais hipóteses sobre a formação dos primeiros objetos do Universo.

Localizada na periferia da Via Láctea, a 80 mil anos-luz da Terra, essa estrela possui uma das menores quantidades de metais (elementos além do hidrogênio e hélio) já observadas, sendo uma descendente direta dos astros que surgiram logo após o Big Bang.

Com menos de 1/50.000 (ou 0,002%) da concentração de metais do Sol, GDR3_526285 é tão pobre em elementos pesados que os pesquisadores sequer conseguiram detectar o carbono em sua composição.

Descoberta foi liderada por brasileiro

Liderada pelo brasileiro Guilherme Limberg, graduado e doutorado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e atual pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Cosmologia Física da Universidade de Chicago, nos EUA, a descoberta prova que estrelas podem se formar com quase nenhum metal. Isso significa que existe um mecanismo físico de resfriamento de gases ainda não identificado que possibilita sua criação.

Astrônomo Guilherme Limberg
Guilherme Limberg, que já participou do Olhar Espacial, é o convidado do programa desta sexta-feira (13). Crédito: Olhar Digital

A equipe sugere que o fenômeno ocorre pelo “dust cooling“: o resfriamento de nuvens gasosas através de trocas térmicas com grãos de poeira, o que permitiria a produção de estrelas mesmo com baixa metalicidade.

Quer saber mais sobre esse e outros “fósseis” do Universo primordial? Então, não perca o Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (13), que tem a honra de receber Limberg para um bate-papo sobre essa descoberta incrível.

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.

O post Olhar Espacial escava o passado do Universo e revela “fósseis” cósmicos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Ovo e Teia Cósmica nas Imagens Astronômicas da Semana

4 de Março de 2026, 18:57

Toda semana, no Programa Olhar Espacial, exibimos duas imagens astronômicas que se destacaram na semana que passou. E na última semana, apresentamos duas imagens feitas por nossos melhores telescópios espaciais. Confiram:

Nebulosa do Ovo 

Nebulosa do Ovo. Créditos: ESA/Hubble & NASA, B. Balick

A primeira imagem mostra uma fabulosa combinação de fotos obtidas nos espectros visível e infravermelho da Nebulosa do Ovo, uma estrela moribunda que já foi semelhante ao nosso Sol. Nessa fase de seu desenvolvimento, a estrela já perdeu suas camadas mais externas, e apresenta uma estrutura central que se assemelha a um ovo frito. A “gema” desse ovo é o núcleo brilhante e quente que ilumina os discos leitosos que circundam o centro. Também podemos ver os aneis de gás e poeira ejetados recentemente para o espaço e os feixes de luz que escapam do núcleo através de buracos abertos nesse material circundante.  Um belo e colossal espetáculo cósmico ocorrendo a cerca de 3 mil anos-luz de distância na direção da Constelação do Cisne.

Veja a imagem original aqui.

Teia Cósmica

Teia Cósmica. Créditos: ESA/Webb, NASA, CSA, J. Lee, PHANGS-JWST, PHANGS-HST

Já a segunda imagem é um belíssimo exemplo de como o Telescópio Espacial James Webb expandiu nossa visão do Universo. Essa é a galáxia espiral IC 5332, mas de uma maneira que nunca havíamos visto antes. Quando registrada na luz visível, percebe-se facilmente sua estrutura espiral, mas no infravermelho médio do James Webb, podemos ver uma estrutura mais fina e intrincada, uma verdadeira teia cósmica. Ela destaca o calor emitido pela poeira interestelar que permeia toda a galáxia, permitindo aos astrônomos estudar mais profundamente a estrutura e a evolução galáctica. IC 5332 está localizada a 29 milhões de anos-luz na direção da Constelação do Escultor.

Confira a imagem original aqui.

O post Ovo e Teia Cósmica nas Imagens Astronômicas da Semana apareceu primeiro em Olhar Digital.

❌