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A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

29 de Maio de 2026, 15:51
Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Defender consome mais recursos do PC e ficou apenas na faixa intermediária em testes de desempenho (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft removeu um artigo que afirmava que o Windows 11 não precisava de antivírus de terceiros.
  • Testes independentes mostram que a proteção nativa do Windows, o Microsoft Defender, tem limites, especialmente em ambientes offline, detectando 89,2% das ameaças locais.
  • O Microsoft Defender depende fortemente de consultas em nuvem e consome mais recursos de hardware do que soluções de terceiros.

A Microsoft removeu silenciosamente uma publicação que afirmava que os usuários do Windows 11 não precisam de antivírus de terceiros. O movimento reacendeu o debate na comunidade de segurança sobre até onde vai a real eficiência da proteção nativa do sistema operacional.

Registros do Archive.org confirmam que a página esteve ativa até pelo menos 11 de maio. No entanto, desde 24 de maio, quem tenta acessá-la é redirecionado para a página inicial do portal. O sumiço foi notado pelo laboratório independente AV-Comparatives e ganhou destaque nos fóruns do site Neowin.

O texto original vendia a ideia de que o Microsoft Defender era mais do que suficiente para barrar golpes de phishing, instaladores perigosos e arquivos maliciosos na rotina diária. A mudança repentina de discurso conversa com o atual momento da plataforma: o Windows 11 vive um verdadeiro drama – e a Microsoft promete salvá-lo.

Microsoft Defender não dá conta do recado?

Configurações de proteção contra vírus e ameaças no Windows, com a proteção em tempo real ativada
O Defender ainda depende muito da nuvem para barrar ameaças (foto: João Victor Campos/Tecnoblog)

Para quem mantém um perfil de uso básico e navega apenas por caminhos conhecidos, o Defender quebra um galho enorme e evoluiu muito nos últimos anos. O problema é que os testes mais recentes da AV-Comparatives mostram que o cenário muda de figura dependendo das condições de conectividade do computador.

Em ambientes com conexão ativa com a internet (ou seja, a maioria de nós), a detecção do Defender é excelente e bate de frente com os melhores antivírus do mercado. A vulnerabilidade aparece quando o PC fica offline: nesses cenários, a taxa de proteção do antivírus cai para 89,2%, enquanto softwares concorrentes conseguem segurar até 98,6% das ameaças locais. Isso acontece porque a solução integrada depende fortemente de consultas em nuvem para identificar arquivos perigosos.

Além disso, no teste de desempenho em abril, o Defender ficou posicionado apenas na faixa intermediária do mercado. Isso significa que, embora seja seguro, ele ainda consome mais recursos de hardware e pesa mais no sistema do que soluções de terceiros, que rodam de forma mais otimizada em segundo plano.

Bolha do ecossistema

Outro ponto crítico é o isolamento no ecossistema da marca. O filtro SmartScreen, por exemplo, atinge eficiência máxima apenas se o usuário adotar o Microsoft Edge e o Outlook como ferramentas principais de trabalho.

Quem prefere Chrome, Firefox, Brave ou Thunderbird acaba lidando com uma cobertura contra links maliciosos bem diferente. É aí que os pacotes de segurança de outras empresas ganham espaço, oferecendo barreiras que funcionam com a mesma eficácia em qualquer programa.

Procurada pelo Neowin, a Microsoft preferiu não comentar os motivos que levaram à remoção do artigo.

A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

22 de Abril de 2026, 15:11
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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