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Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

27 de Abril de 2026, 13:02
Aplicativo do Outlook para iOS
Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Outlook para iOS e Android está instável para muitos usuários, com relatos de pedidos constantes de senha ao acessar o aplicativo;
  • Microsoft reconheceu que alguns serviços do Microsoft 365, especialmente o Outlook, estão instáveis;
  • companhia está investigando o problema, mas não deu prazo para a solução.

Usa o Outlook para iOS ou Android e, nas últimas horas, se deparou com mensagens de erro no aplicativo? Saiba que não é só com você. Nesta segunda-feira (27/04), a Microsoft reconheceu que alguns serviços atrelados à plataforma Microsoft 365, especialmente o Outlook.com, estão instáveis.

A falha não parece afetar todos os usuários. De todo modo, as queixas a respeito são numerosas em plataformas online, a exemplo dos registros deste tópico no Reddit.

De acordo com os relatos, os usuários prejudicados abrem o Outlook em um iPhone, mas se deparam com uma mensagem pedindo para a senha ser inserida, mesmo nos casos em que já havia login prévio no aplicativo.

Quando o login é feito, alguns usuários até conseguem acessar a caixa de entrada por alguns instantes, mas logo se deparam com o pedido de digitação de senha novamente. Se a autenticação for feita outra vez, o ciclo do problema se repete.

Também há queixas relacionadas ao Outlook para Android, embora em frequência menor em relação aos problemas relatados por usuários do iPhone.

Tela de senha do Outlook para iPhone
Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que está causando a falha no Outlook?

A Microsoft ainda não deu detalhes sobre o problema, mas, via X, revelou que duas falhas distintas aparentam estar causando instabilidades na plataforma do Outlook:

Descobrimos que alguns usuários podem estar enfrentando falhas intermitentes de login, incluindo erros de “muitas solicitações”, ou desconexões inesperadas.

(…) Após revisar ainda mais a telemetria do serviço, identificamos um aumento inesperado nas taxas de erro que afeta dois cenários de erro separados. Suspeitamos que isso possa estar contribuindo para a criação de impacto, e estamos realizando uma análise adicional para confirmar isso.

O que fazer se eu tiver sido afetado pelo problema?

A Microsoft já está trabalhando em uma correção, mas não deu prazo para o problema ser solucionado. Para quem está tendo problemas, uma dica temporária consiste em tentar o acesso à versão web do Outlook (via navegador). Para alguns usuários, essa opção está funcionando normalmente.

Já usar outro cliente de e-mail como alternativa pode não surtir efeito. Isso porque também há relatos de problemas no Outlook com apps de terceiros.

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

24 de Fevereiro de 2026, 11:10
Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
  • A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
  • A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.

O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.

Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.

O que acontece com o Outlook?

Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.

Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.

A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.

Como resolver o bug do Outlook?

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)

Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.

  1. Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
  2. Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
  3. Reiniciar o computador.

Microsoft está tendo problemas

Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.

Com informações do Neowin

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Microsoft reforça: o Publisher está com os dias contados

13 de Fevereiro de 2026, 15:38
Aviso sobre o fim do Microsoft Publisher
Aviso sobre o fim do Microsoft Publisher (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Publisher será descontinuado em outubro de 2026, deixando de fazer parte do Microsoft 365;
  • Microsoft recomenda uso do Word e PowerPoint para substituir funções do Publisher;
  • Usuários do software expressaram descontentamento com a decisão; Publisher existe desde 1991.

Se você assina o Microsoft 365, abra o Publisher agora (supondo que ele esteja instalado). É provável que você se depare com um aviso no canto superior da tela com os dizeres “O Publisher está sendo desativado”. E está, mesmo. A não ser que a Microsoft mude de ideia, o que é pouco provável.

A decisão não é recente. A Microsoft anunciou oficialmente o fim do Publisher no começo de 2025. Nos últimos dias, um número crescente de usuários passou a notar um aviso de descontinuação toda vez que o Publisher é aberto. Exemplos desses relatos aparecem nesta thread do Reddit.

O plano da Microsoft é desativar o Publisher em outubro de 2026. Quando isso ocorrer, a ferramenta não será mais atualizada e deixará de fazer parte do Microsoft 365. Quem tiver o Publisher por meio de uma licença do Office ou de uma versão independente ainda poderá acessar a ferramenta, mas não há garantia de funcionamento.

Como alternativa, a Microsoft tem recomendado os próprios softwares do Microsoft 365. Por exemplo, para papel timbrado, envelopes e rótulos, a companhia sugere o Word; para cartões de visita, cartazes ou calendários, tanto o Word quanto o PowerPoint podem ser usados.

Tela mostrando o Microsoft Publisher
O Microsoft Publisher (imagem: reprodução/Microsoft)

Por que o Microsoft Publisher vai ser descontinuado?

Nesta página de ajuda, a Microsoft dá a seguinte explicação:

Muitos cenários comuns do Publisher, incluindo a criação de modelos de marca profissional, impressão de envelopes e rótulos e a produção de calendários personalizados, cartões de visita e programas, já estão disponíveis em outros aplicativos do Microsoft 365, como Word e PowerPoint.

Isso sugere que a Microsoft decidiu encerrar o Publisher por entender que a ferramenta tem um número baixo de usuários. De fato, o Publisher está longe de ter a popularidade de ferramentas como Word, Excel e PowerPoint.

Tela mostrando o Microsoft Publisher
Microsoft Publisher vai ser descontinuado (imagem: reprodução/Microsoft)

Apesar disso, o Publisher tem lá os seus adeptos. Na mencionada conversa no Reddit, o criador da thread comentou o seguinte sobre a decisão da Microsoft:

Essa é a pior notícia. Eu uso esse app para tantas coisas. Que tal aposentarem o Access, que só duas pessoas sabem como usar? Estou tão desapontado.

Em tempo: o Publisher é um software de editoração que existe desde 1991. A ferramenta foi desenvolvida para permitir a criação de conteúdo que exige visual elaborado, como folhetos, cartazes, pôsteres, cartões de visita, convites e até revistas.

Usuários que não quiserem recorrer às sugestões da Microsoft talvez possam usar ferramentas como Canva (online) e Scribus (aberto) como alternativas.

Microsoft reforça: o Publisher está com os dias contados

Aviso sobre o fim do Microsoft Publisher (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Publisher (imagem: reprodução/Microsoft)

Microsoft vai matar Publisher, software do Office que (quase) ninguém usa (imagem: reprodução/Microsoft)

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

14 de Janeiro de 2026, 13:49
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Saiba como a Microsoft se transformou em uma das maiores big techs do planeta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft é uma gigante tecnológica cofundada por Bill Gates e Paul Allen em 1975. Inicialmente, a empresa focou no desenvolvimento de softwares para microcomputadores pessoais antes de expandir os negócios nas últimas cinco décadas.

Com o lançamento do sistema Windows 1.0 em 1985, a marca revolucionou a interface dos computadores pessoais. Essa inovação permitiu que ela dominasse o mercado global de sistemas operacionais por várias décadas e se tornasse uma das principais big techs.

Atualmente, a Microsoft possui um portfólio diversificado, incluindo o popular pacote Office (Microsoft 365), os serviços na nuvem Azure e a divisão de videogames Xbox. Além disso, ela é dona do LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, e realiza grandes investimentos em inteligência artificial.

A seguir, descubra mais sobre a história da Microsoft, a origem do nome e quem controla a empresa de tecnologia atualmente. Também descubra as principais áreas de atuação da companhia além dos softwares.

O que é Microsoft?

A Microsoft Company é uma multinacional de tecnologia que desenvolve o sistema operacional Windows, a plataforma de nuvem Azure e os aplicativos de produtividade Microsoft 365. A companhia também atua em hardware com Xbox e Surface, além de integrar a inteligência artificial Copilot em seu ecossistema de serviços e busca.

O que significa Microsoft?

Microsoft é resultado da união das palavras inglesas microcomputer (microcomputador, em português) e software, sintetizando o propósito da companhia. A marca reflete a visão de desenvolver programas para computadores pessoais, um setor emergente na década de 1970.

Criado por Paul Allen em 1975, o termo era inicialmente grafado como “Micro-Soft” para destacar o uso de microprocessadores. O hífen foi removido oficialmente no ano seguinte, consolidando a identidade visual da empresa há mais de 50 anos.

Imagem da entrada do campus da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Em destaque, o letreiro com o nome "Microsoft" ao lado do logo colorido da empresa. Ao fundo, há um edifício moderno com uma cobertura de madeira e vidro em arco. O céu está parcialmente nublado e algumas pessoas caminham pela calçada.
Sede da Microsoft em Redmond, nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual é a história da Microsoft?

Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, a Microsoft nasceu com o desenvolvimento do interpretador BASIC para o computador Altair 8800. Essa iniciativa marcou o início da era dos softwares pessoais, estabelecendo a base para o futuro da marca.

Em 1980, a parceria com a IBM para fornecer o MS-DOS consolidou a empresa como líder em sistemas operacionais para computadores pessoais. Cinco anos depois, em 1985, o lançamento do Windows 1.0 introduziu a interface gráfica, tornando a tecnologia acessível ao público leigo.

Após mudar para Redmond em 1986, a Microsoft abriu o capital e passou a ter milhares de ativos negociados na NASDAQ. Esse aporte de recursos permitiu investimentos em pesquisa e expansão de mercado durante as décadas seguintes.

Tela do Microsoft Windows 1.0
Microsoft Windows 1.0 revolucionou o mercado de sistemas operacionais em 1985 (imagem: Reprodução/Microsoft)

A estreia do Office em 1989 e a chegada do Windows 95 em 1995 revolucionaram a produtividade e a conectividade doméstica com o navegador Internet Explorer. Esses produtos da Microsoft definiram o padrão de software de escritório e como a sociedade interagia com a web.

A diversificação para o hardware ocorreu em 2001 com console de videogame Xbox, inserindo a marca com sucesso no competitivo mercado de games. Paralelamente, a empresa expandiu a presença em dispositivos móveis com a linha de tablets e notebooks Surface em 2012.

Sob a era da computação em nuvem, a plataforma Azure tornou-se o pilar central de crescimento da companhia desde 2010. Atualmente, a Microsoft lidera a corrida da inteligência artificial por meio de parcerias estratégicas com a OpenAI e integração do assistente Copilot.

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Microsoft Copilot é uma das principais apostas da big tech em inteligência artificial (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Quem fundou a Microsoft?

Bill Gates e Paul Allen são os fundadores da Microsoft. Amigos de infância, a dupla uniu a visão tecnológica e o empreendedorismo para criar em 1975 a empresa que mudaria o mercado global de softwares.

Gates liderou a gestão e expansão global atuando como CEO até 2000 e como presidente executivo até 2014, consolidando o domínio do sistema Windows. Allen foi o estrategista técnico inicial da marca, mas afastou-se da operação em 1983 para tratar problemas de saúde.

Quando Microsoft foi criada?

A Microsoft foi fundada em 4 de abril de 1975 em Albuquerque, Novo México.

Fotografia em preto e branco de Paul Allen e Bill Gates lado a lado, quando eram mais jovens.
Paul Allen (à esquerda) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Onde fica a sede da Microsoft?

A sede da Microsoft fica localizada em Redmond, Washington, no campus central One Microsoft Way. O complexo de 200 hectares funciona como uma “cidade inteligente”, integrando infraestruturas modernas e sustentáveis para abrigar cerca de 50 mil funcionários.

Nos primeiros anos após a fundação em 1975, a empresa operou em espaços alugados em Albuquerque, Novo México. Em 1979, mudou-se para Bellevue, Washington, onde manteve escritórios importantes até a transição definitiva para Redmond em 1986.

Quem é o dono da Microsoft atualmente?

Não existe um único dono da Microsoft, pois ela é uma empresa de capital aberto listada na NASDAQ. Seus maiores detentores são grupos institucionais como Vanguard e BlackRock, além de milhões de investidores individuais.

Atualmente, Satya Nadella lidera a companhia como CEO e presidente do conselho, cargo que ocupa desde 2014. Embora Bill Gates, cofundador da Microsoft, tenha se afastado da governança, ele ainda mantém influência e participação acionária direta por meio da Cascade Investment.

Homem no palco
Satya Nadella é o atual CEO da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em quais áreas a Microsoft atua?

A Microsoft se tornou uma das empresas de tecnologia com um amplo portfólio, operando em pilares que sustentam tanto o mercado corporativo quanto o de consumo. Confira as principais áreas de atuação da companhia:

  • Sistemas e software de produtividade: é o pilar da empresa Microsoft, incluindo o ecossistema do sistema operacional Windows e a suíte Microsoft 365 (Word, Excel e Teams), ferramentas essenciais para a operação de empresas e usuários domésticos;
  • Computação em nuvem (Azure): fornece infraestrutura global em escala, oferecendo serviços de armazenamento, processamento de dados e hospedagem para organizações de todos os portes;
  • Inteligência artificial: lidera a inovação no setor por meio do Microsoft Copilot, assistente inteligente integrado aos seus produtos para otimizar a criação e a análise de dados;
  • Hardware e dispositivos: desenvolve eletrônicos de consumo premium, como a linha de notebooks e tablets Surface, focados em integrar hardware e software de forma otimizada;
  • Games e entretenimento: detém uma das maiores divisões de jogos do mundo, abrangendo os consoles Xbox, o serviço de assinatura Game Pass e estúdios como Activision Blizzard, Bethesda e id Software;
  • Serviços e ferramentas para desenvolvedores: oferece recursos essenciais para programadores, incluindo o GitHub, o Visual Studio e soluções corporativas de gestão no Dynamics 365;
  • Redes sociais e networking: administra o LinkedIn, a maior plataforma profissional do mundo, conectando talentos a oportunidades de carreira e soluções de marketing B2B.
Logotipo do Windows 11
O sistema operacional Windows continua sendo o principal carro-chefe da Microsoft (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Quais foram as principais aquisições da Microsoft?

A Microsoft expandiu seu ecossistema por meio de aquisições estratégicas que moldaram os setores de software, nuvem e entretenimento. Conheça as marcas que são subsidiárias da Microsoft:

  • Visio Corporation (2000, US$ 1,4 bilhões): consolidou ferramentas de diagramação técnica no ecossistema Office, tornado-se o padrão corporativo para fluxogramas;
  • Skype Technologies (2011, US$ 8,5 bilhões): expandiu o alcance global em comunicações por vídeo, servindo como base tecnológica para a infraestrutura atual do Microsoft Teams;
  • Nokia – divisão de hardware (2014, US$ 7,2 bilhões): esforço para integrar hardware e software em dispositivos móveis, antes da guinada estratégica para serviços em nuvem. A divisão foi vendida em 2020;
  • Mojang (2014, US$ 2,5 bilhões): garantiu a propriedade do popular game Minecraft, permitindo à Microsoft liderar no mercado de jogos com foco em comunidades e criatividade;
  • LinkedIn (2016, US$ 26,2 bilhões): conectou a empresa a maior plataforma profissional do mundo, integrando dados de carreira aos serviços do Microsoft 365;
  • GitHub (2018, US$ 7,5 bilhões): posicionou a empresa no centro da comunidade de desenvolvedores e programadores, controlando a maior plataforma de hospedagem de código do planeta;
  • ZeniMax Media (2021, US$ 7,5 bilhões): trouxe estúdios como Bethesda e id Software para o Xbox Game Studios, garantindo títulos exclusivos como Elder Scrolls e Doom;
  • Nuance Communications (2022, US$ 8,5 bilhões): reforçou as capacidades de IA e reconhecimento de voz, com foco em soluções avançadas para o setor da saúde;
  • Activision Blizzard (2023, US$ 68,7 bilhões): a maior aquisição da história da tecnologia, incorporando franquias como o Call of Duty e fortalecendo o serviço Game Pass.
imagem exibe fotos das principais franquias da activision blizzard
A aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft foi a maior da história da tecnologia (imagem: Reprodução/Activision Blizzard)

Qual é o valor de mercado da Microsoft?

O valor de mercado da Microsoft é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Esse montante coloca a empresa na quarta posição entre as principais big techs mais valiosas do mundo.

Essa capitalização varia conforme o sentimento dos investidores, indicadores macroeconômicos e o desempenho operacional da companhia. Atualmente, os avanços estratégicos em IA e serviços de nuvem são os pilares que sustentam a alta avaliação.

Qual é a diferença entre Microsoft e Microsoft 365?

A Microsoft é uma empresa de tecnologia que desenvolve e licencia hardware, serviços em nuvem e sistemas operacionais para o mercado mundial. Ela representa a corporação completa, abrangendo desde o Windows até a infraestrutura do Azure e divisões de hardware.

O Microsoft 365 é o serviço de assinatura que reúne ferramentas de produtividade, armazenamento em nuvem e recursos de segurança avançados para usuários e empresas. Ele expande o antigo Office 365 ao incluir soluções de colaboração, como Teams, e tecnologia de inteligência artificial.

O que é Microsoft? Conheça a história da dona de Windows e Xbox

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embarcamos para os Estados Unidos e visitamos a sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Satya Nadella faz a abertura do Microsoft Build 2024 em Seattle (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Windows 11 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

8 de Janeiro de 2026, 15:22
Microsoft Sway com aviso de descontinuação
Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinuará Sway para Windows em 1º de junho de 2026, mantendo apenas versão web;
  • Decisão visa simplificar experiência do Sway e incentivar o uso da versão online, explica Microsoft;
  • A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft.

A Microsoft começou o ano com um aviso desagradável para os usuários do Sway: visto como um complemento ou uma alternativa ao PowerPoint, o aplicativo terá a sua versão para Windows 11 e Windows 10 descontinuada. Somente a versão web será mantida — sabe-se lá até quando.

Não está claro o que motivou a companhia a tomar essa decisão. Mas é de se presumir que a baixa popularidade do Sway tenha pesado para isso, o que é uma pena: a ferramenta tem recursos interessantes, razão pela qual é merecedora de mais destaque.

O Sway surgiu em 2014, inicialmente em fase beta, com a proposta de permitir a criação de apresentações dinâmicas para web, parecendo ser, à época, uma mistura de PowerPoint com blog.

No ano seguinte, quase que de modo simultâneo ao lançamento do Windows 10, a Microsoft tornou o Sway uma ferramenta integrada ao Office. Por meio dela, o usuário pode criar, além de apresentações dinâmicas, relatórios, comunicados e outros documentos combinados com recursos de mídia.

O Sway recebeu melhorias com o avanço dos anos e, apesar de oferecer bons recursos e usabilidade satisfatória, nunca ganhou popularidade.

Apresentação no Sway para Windows 10
Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando o Sway será descontinuado pela Microsoft?

No Message Center do Microsoft 365, a companhia informa que o Sway para Windows será descontinuado em 1º de junho de 2026, dando a seguinte explicação (em tradução livre):

Para simplificar e modernizar a experiência do Sway, a Microsoft está descontinuando o aplicativo Sway para desktop no Windows (cliente Win32) a partir de 1º de junho de 2026.

Essa mudança está alinhada aos nossos esforços para simplificar o gerenciamento de aplicativos e incentivar o uso da versão baseada na web, que oferece os mesmos recursos com acessibilidade e suporte aprimorados.

Na mesma nota, a Microsoft avisa que a versão web do Sway continuará funcionando e a recomenda aos usuários da ferramenta que será encerrada, visto que os recursos de ambas são equivalentes.

A versão online do Sway é gratuita, mas requer uma conta Microsoft para ser usada. Assinantes do Microsoft 365 têm a vantagem de ter acesso a mais recursos de mídia por lá.

Sway: Microsoft abandona opção ao PowerPoint que pouca gente conhece

Microsoft Sway com aviso de descontinuação (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Apresentação no Sway para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

6 de Janeiro de 2026, 13:11
Imagem mostra o logotipo do Microsoft 365
Microsoft agora prioriza o nome Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um banner no site office.com gerou confusão sobre a mudança de nome do Microsoft Office para Microsoft 365 Copilot.
  • A marca Office continua ativa, e a alteração refere-se ao app lançado em 2019 como portal de acesso, que se tornou Microsoft 365 Copilot em 2025.
  • Microsoft 365 é um serviço de assinatura, enquanto o Office 2024 é uma versão de compra única; o Microsoft 365 Copilot unifica o acesso a eles.

A Microsoft desencadeou, na primeira semana de 2026, uma confusão sobre a identidade do Office. Usuários no Reddit e no X/Twitter sugeriram em posts que o pacote Microsoft Office teria sido renomeado para Microsoft 365 Copilot, confusão que começou com um banner no domínio office.com.

Ao acessar o site, consumidores e clientes corporativos são recepcionados com um aviso que identifica a plataforma como “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”.

Para quem não acompanha as transições recentes da companhia, a frase sugere que o conjunto de ferramentas — que inclui Word, Excel e PowerPoint — teria abandonado o nome utilizado globalmente há décadas em favor da nova nomenclatura focada em IA.

Microsoft Office vai deixar de existir?

Captura de tela mostra uma mensagem da Microsoft sobre o Microsoft 365 Copilot
Marca Copilot agora chega ao site office.com (imagem: reprodução/Microsoft)

A resposta curta é não. Apesar da comunicação vaga no site, a marca Microsoft Office continua sendo utilizada para identificar produtos específicos e importantes no portfólio da gigante de Redmond. O Microsoft Office 2024, por exemplo, ainda está disponível para quem não quer aderir ao modelo de assinatura.

O que ocorreu, na realidade, foi uma transição de identidade em um software específico: o “aplicativo Office”. Este software foi lançado em 2019 para servir como um hub ou portal de entrada.

A ideia era fazer o usuário ter um único local para acessar as versões online dos editores de texto, planilhas e apresentações, além de visualizar documentos recentes salvos no OneDrive, tanto em dispositivos móveis quanto no Windows.

Em 2022, esse hub passou por sua primeira grande mudança: foi renomeado para “Microsoft 365”. Mais recentemente, em novembro de 2024, a Microsoft anunciou que o mesmo aplicativo passaria a se chamar “Microsoft 365 Copilot”.

Essa mudança foi consolidada globalmente em 15 de janeiro de 2025 para usuários de Windows, iOS e Android. Portanto, a mensagem “anteriormente Office” no site refere-se exclusivamente a este portal de acesso e não à suíte de aplicativos ou aos planos de assinatura como um todo.

Vale mencionar que o pacote de serviços por assinatura, que é o carro-chefe da empresa, também permanece sob a marca Microsoft 365 desde 2020 e não sofreu alteração.

Microsoft 365 é assinatura; Office 2024, compra única

A reação negativa nas redes sociais ilustra a complexidade das mudanças de branding que a Microsoft vem adotando. No ano passado, um veterano da Microsoft fez piada com a quantidade de versões do Outlook e seus vários nomes.

No caso do Office, a Microsoft não forneceu uma declaração oficial. Mas, para simplificar, a divisão de produtos fica assim no cenário atual: Microsoft 365 é o serviço focado na nuvem e assinatura, e o Office 2024 é a versão independente de compra única. O novo Microsoft 365 Copilot é o aplicativo que unifica o acesso a todos esses serviços.

Microsoft mudou o nome do Office? Não é bem assim

Microsoft (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Microsoft)

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS

2 de Dezembro de 2025, 09:20
Imagem mostra a bandeira da Suíça hasteada, com uma floresta ao fundo
Governo suíço recomenda evitar a liberação de dados críticos para ambientes externos (imagem: reprodução/Public Domain)
Resumo
  • A Suíça recomenda que órgãos públicos evitem o uso de SaaS, como o Microsoft 365, devido à falta de criptografia de ponta a ponta e riscos de segurança.
  • A Privatim destaca que serviços SaaS permitem acesso a dados em texto puro e mudanças unilaterais nos termos de serviço, comprometendo a segurança e privacidade.
  • Casos recentes, como a análise de Luke Marshall sobre exposições no GitLab, reforçam preocupações com a segurança digital global.

Os encarregados de proteção de dados da Suíça alertaram para o uso de softwares em nuvem, como o Microsoft 365 (antigo Office 365), por órgãos governamentais. O grupo, chamado Privatim, recomenda que instituições públicas evitem plataformas SaaS — programas online acessados por meio de uma assinatura — e serviços de grandes provedores internacionais devido a pontos considerados críticos de segurança e privacidade.

O documento, fruto de uma conferência do setor, foi divulgado na semana passada. Ele decorre de uma preocupação crescente com a falta de criptografia de ponta a ponta efetiva e com o risco de acesso indevido a informações estratégicas. A resolução também cita que versões hospedadas em nuvens sujeitas ao CLOUD Act, dos Estados Unidos, não seriam compatíveis com o nível de proteção exigido para dados especialmente sensíveis.

Por que a Suíça desaprova o SaaS no setor público?

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)

De acordo com a autoridade de privacidade, muitos serviços SaaS ainda permitem que o provedor acesse dados em texto puro, o que contraria práticas de segurança necessárias para informações protegidas por lei. Outra crítica é a capacidade dessas empresas de alterar unilateralmente seus termos de serviço, o que pode fragilizar garantias previamente contratadas.

“O uso de aplicativos SaaS implica uma perda significativa de controle”

Privatim

Para o órgão, quando uma plataforma opera fora do domínio do governo, a instituição não consegue interferir na probabilidade de violações de direitos. A recomendação, portanto, é evitar liberar dados críticos para ambientes externos, salvo em situações em que não haja alternativa.

O texto conclui que, “na maioria dos casos”, soluções de grandes fornecedores internacionais não deveriam ser usadas pelo setor público suíço — com o Microsoft 365 sendo citado explicitamente como exemplo inadequado.

Casos recentes ampliam alerta

Cadeado com senha (imagem ilustrativa: TheDigitalWay/Flickr)
Plataformas têm revisado suas políticas diante de riscos relacionados à segurança digital (imagem ilustrativa: TheDigitalWay/Flickr)

Enquanto a Suíça reforça seus critérios, novos episódios destacam as fragilidades do ecossistema digital global.

Um deles envolve a análise do engenheiro de segurança Luke Marshall, que decidiu medir a exposição de informações em repositórios públicos do GitLab. Usando filas da AWS e a ferramenta TruffleHog, ele escaneou 5,6 milhões de projetos e encontrou 17 mil segredos válidos, incluindo credenciais do Google Cloud, chaves da AWS, tokens de bots do Telegram e acessos ao OpenAI. “Isso me custou cerca de US$ 770, mas me permitiu escanear 5,6 milhões de repositórios em cerca de 24 horas”, informou.

Outras plataformas também revisam suas políticas diante de riscos. O aplicativo Strava publicou uma atualização preliminar de termos de uso que responsabiliza totalmente o usuário por eventuais problemas relacionados ao rastreamento de localização. A medida surge após mapas compartilhados na plataforma revelarem posições de agentes de segurança.

No campo da segurança global, o pesquisador Nariman Gharib divulgou documentos que, segundo ele, detalham operações do grupo iraniano Charming Kitten, incluindo desde desenvolvimento de ferramentas ofensivas até ações voltadas a identificar alvos considerados inimigos do regime.

“Cada banco de dados de companhias aéreas violado, cada sistema de reservas de hotéis comprometido, cada clínica médica invadida alimenta um sistema projetado para localizar e matar pessoas que o regime iraniano considera inimigas”, disse ele.

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)

Cadeado com senha (imagem ilustrativa: TheDigitalWay/Flickr)

Microsoft admite erro e pede desculpas por empurrar Copilot a usuários na Austrália

7 de Novembro de 2025, 13:06
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft admite falha na comunicação com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft pediu desculpas a usuários na Austrália e Nova Zelândia por induzir a migração para planos mais caros do Microsoft 365 com Copilot.
  • A empresa prometeu reembolsos e mais transparência após críticas da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores.
  • Mensagens promocionais também foram enviadas na Malásia, Singapura, Taiwan e Tailândia, mas a Microsoft não estendeu o pedido a esses países.

A Microsoft pediu desculpas publicamente a usuários da Austrália e da Nova Zelândia depois de ser acusada por órgãos reguladores de direcionar assinantes do Microsoft 365 para planos mais caros que incluem o Copilot, sua ferramenta de inteligência artificial. A prática foi considerada confusa e potencialmente enganosa, já que muitos consumidores não sabiam que havia versões mais baratas do serviço (sem o recurso de IA).

O caso foi inicialmente divulgado pelo The Register em janeiro, quando a Microsoft enviou comunicações aos usuários sobre um aumento de preços nos planos que incluíam o Copilot. A mensagem mencionava a possibilidade de migrar a versão Classic para evitar o reajuste, mas essa opção não estava detalhada nem disponível no site oficial.

O que aconteceu com os planos Classic?

De acordo com a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), a Microsoft apresentou informações “falsas ou enganosas” ao omitir a existência de uma terceira opção: o plano Microsoft 365 Personal ou Family na versão Classic. Ele permitia que usuários mantivessem os mesmos recursos do pacote anterior, com preço antigo e sem o Copilot e com o preço antigo.

Usuários que tentaram cancelar suas assinaturas relataram ter encontrado telas com mensagens como “Não quero minha assinatura” e “Quero manter meus benefícios”, mas nenhuma referência ao Classic. Segundo especialistas, esse tipo de abordagem é conhecida como dark pattern — um design intencionalmente confuso para direcionar o consumidor a escolhas mais vantajosas para a empresa.

A Microsoft admitiu o problema na semana passada. Num comunicado enviado por e-mail, a companhia afirmou: “Reconhecemos que poderíamos ter sido mais claros em nossa comunicação sobre toda a gama de opções de assinatura do Microsoft 365, incluindo a opção de migrar para o Microsoft 365 Family Classic.”

Arte com o logotipo do Microsoft 365 ao centro. Ao fundo, um quadrado composto por quatro quadrados menores, de cores verde, amarelo, laranja e azul. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Microsoft se pronuncia após polêmica com planos do 365 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft promete reembolso e nova postura

A empresa também publicou um pedido de desculpas formal, afirmando: “Nosso relacionamento com os clientes é baseado em confiança e transparência, e pedimos desculpas por não termos atingido nossos padrões.”

Além disso, a Microsoft se comprometeu a reembolsar a diferença de preço para usuários que desejarem migrar para os planos sem Copilot, depois de terem sido levados a atualizar involuntariamente.

Os aumentos e mensagens promocionais também foram enviados para clientes da Malásia, Singapura, Taiwan e Tailândia. Ao ser questionada pelo The Register sobre a possibilidade de estender o pedido de desculpas aos demais países, a Microsoft não confirmou a medida até o momento.

Microsoft admite erro e pede desculpas por empurrar Copilot a usuários na Austrália

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Capa Microsoft 365 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

31 de Outubro de 2025, 18:26
Linux
Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
  • OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
  • Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.

O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.

O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, calendário e editor de documentos.

A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.

OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)

Europa quer mais soberania 

A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. Dinamarca e um estado alemão já começaram a substituir oficialmente nos órgãos públicos soluções da Microsoft por softwares abertos.

Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.

Pouco depois, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, fez o mesmo, trocando o Microsoft Teams e o Office por alternativas de código aberto em mais de 60 mil postos de trabalho públicos.

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotar soluções abertas como alternativa ao fim do Windows 10.

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça os novos ícones do Office

2 de Outubro de 2025, 14:09
Representação gráfica dos novos logos do Pacote Office
Novos ícones representam conexão com inteligência artificial (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft renovou os ícones do Office, adotando um design mais colorido e arredondado, inspirado no Copilot.
  • A mudança alcança 10 apps do Microsoft 365: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva.
  • O novo visual aposta em gradientes e formas simplificadas, priorizando legibilidade e acessibilidade, inspirado no ambiente de IA.

A Microsoft anunciou oficialmente nessa quarta-feira (01/10) a nova identidade visual para os ícones do pacote Office. A mudança, que é a primeira grande atualização de design desde 2018, chega para os dez principais aplicativos do ecossistema Microsoft 365. Agora, os ícones terão uma aparência mais colorida e com formas arredondadas.

O novo design, aplicado em todas as plataformas — web, desktop e mobile — abandona as linhas retas e a solidez dos ícones anteriores para adotar um visual mais fluido e “divertido”. Segundo a empresa, o ícone do Copilot, a inteligência artificial da Microsoft, inspirou a mudança. O novo estilo traz curvas suaves e o uso mais intenso de gradientes de cor para refletir um ecossistema mais conectado e influenciado pela IA.

Os 10 aplicativos que recebem a atualização são: Word, Excel, PowerPoint, Outlook, Teams, OneDrive, OneNote, SharePoint, Planner e Viva. A proposta é criar uma identidade visual mais coesa e que funcione melhor em diferentes tamanhos de tela, desde um monitor até a tela de um celular.

Ícones mais fluidos

Representação gráfica dos novos logos do pacote Office
Aplicativos agora têm ícones com mais dobras e curvas (imagem: divulgação/Microsoft)

Em comunicado oficial, Jon Friedman, vice-presidente corporativo de design e pesquisa para o Microsoft 365, afirmou que a mudança busca simplificar e humanizar a experiência do usuário. “As bordas afiadas e as linhas nítidas são substituídas por dobras e curvas suaves, dando aos ícones uma sensação de movimento lúdico e acessibilidade”, explicou.

Além das formas, o uso de cores foi intensificado. Os gradientes, que antes eram sutis, agora são mais vibrantes para melhorar o contraste e a acessibilidade visual. A Microsoft também realizou simplificações para melhorar a legibilidade em tamanhos menores. O ícone do Word, por exemplo, que antes tinha quatro barras horizontais para representar um documento, agora terá apenas três.

Design dos logos do pacote Office ao longo do tempo. Em uma tabela, os logos dos aplicativos da empresa, desde 2001, representados.
Logos dos aplicativos que formam o pacote Office ao longo do tempo (imagem: divulgação/Microsoft)

A última grande reestilização, em 2018, representava outro momento da empresa: o de transformar o Office em uma suíte de aplicativos multiplataforma, refletindo a maior integração e colaboração entre os apps.

A principal mudança em relação ao design de 2013 (e de todas as versões anteriores) foi separar a letra do símbolo, criando dois painéis distintos. Com isso, o ícone do Word, por exemplo, passou a exibir linhas de texto em vez do contorno de um documento. Essa ideia permaneceu na nova identidade visual.

Tendência de design?

A aposta da Microsoft em gradientes e formas mais orgânicas acompanha, coincidentemente, outra big tech. Nesta mesma semana, o Google oficializou a mudança de seu principal logotipo. Assim como a dona do Windows, a gigante de buscas utiliza a IA para justificar a escolha de design.

No caso, a letra “G” maiúscula, que antes tinha cores sólidas e separadas, ganhou um visual com gradiente misturando as cores. É a primeira mudança no logotipo em 10 anos.

Vale lembrar que a mudança no Google começou a aparecer para os usuários em maio, no app de buscas, enquanto os ícones do pacote Office vazaram pela primeira vez em abril. Como na Microsoft, o novo estilo deve definir a identidade visual da empresa.

Com informações do The Verge

Conheça os novos ícones do Office

(imagem: divulgação/Microsoft)

(imagem: divulgação/Microsoft)

(imagem: divulgação/Microsoft)
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