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Menos de 10 cm: conheça o menor mouse horizontal do mundo

16 de Janeiro de 2026, 14:33
Com apenas 75 mm, o NanoFlow i2 Air é promovido como solução ideal para trabalho híbrido (imagem: reprodução/Livaro Tech)

A Livaro Tech lançou no Kickstarter o NanoFlow i2 Air, apresentado como o menor mouse ergonômico horizontal do mundo. O projeto visa atender à demanda por portabilidade no trabalho híbrido e já superou sua meta inicial, arrecadando US$ 11.523 (cerca de R$ 62 mil).

O destaque do periférico são as dimensões de 31 x 39 x 75 mm e o peso de apenas 35 gramas. Menor que um estojo de AirPods, ele foi pensado para ser transportado no bolso e funcionar em qualquer superfície — inclusive tecidos —, eliminando a dependência de mesas tradicionais.

Design horizontal influencia na ergonomia

Ao contrário dos mouses convencionais, que exigem apoio total da palma da mão, a estrutura do NanoFlow i2 Air incentiva o controle do cursor apenas com as pontas dos dedos. Segundo a fabricante, essa abordagem mantém a mão elevada e ventilada, reduzindo o acúmulo de calor e a fadiga muscular causada por movimentos repetitivos e pressão no pulso.

Design elimina o apoio da palma da mão, priorizando o controle pela ponta dos dedos (imagem: reprodução/Livaro Tech)
Fabricante promete funcionamento em superfícies irregulares (imagem: reprodução/Livaro Tech)

Especificações e disponibilidade

O NanoFlow i2 Air suporta conexão simultânea via Bluetooth e 2,4 GHz, permitindo alternar rapidamente entre dois aparelhos, como um notebook e um tablet. A compatibilidade abrange Windows, Mac, iOS e Android (o Linux não foi citado oficialmente).

Para garantir autonomia, a bateria recarregável via USB-C promete 40 horas de uso contínuo com uma carga de apenas uma hora, contando com modo de espera automático para economizar energia. A Livaro Tech enfatiza que a bateria foi projetada para durar mais de 10 anos.

O modelo também aposta no silêncio: os switches dos botões emitem ruídos inferiores a 20 dB, ideais para bibliotecas e aviões.

Conexão simultânea via Bluetooth permite alternar entre PC e tablet com um clique (imagem: reprodução/Livaro Tech)

Assim como em qualquer projeto de financiamento coletivo, o apoio não garante a entrega do produto, embora a empresa afirme que os protótipos e a produção de teste já foram concluídos. A produção em massa deve começar no final de fevereiro de 2026.

A campanha no Kickstarter segue até 12 de fevereiro. O preço padrão é de US$ 85 (R$ 460), com envios previstos para março.

Com informações de Kickstarter/Livaro Tech.

Menos de 10 cm: conheça o menor mouse horizontal do mundo

Lembra do Clippy? Microsoft agora apresenta o Mico

24 de Outubro de 2025, 10:45
Gif animado mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela
Microsoft Mico é o novo rosto do Copilot (imagem: divulgação)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Mico, novo modo de voz animado do Copilot.

  • O personagem traz expressões dinâmicas, aprendizado e personalização, e lembra o antigo Clippy.

  • Por enquanto, o assistente virtual está disponível apenas nos Estados Unidos, mas há previsão de expansão para outros países.

Quase 30 anos depois da estreia do Clippy — o clipe de papel que marcou (e irritou) gerações de usuários do Office —, a Microsoft aposta em uma nova forma de interação com o computador. Ontem (23/10), a empresa anunciou o Mico, nova representação do modo de voz do Copilot.

A proposta retoma a ideia de assistentes virtuais, como a Cortana no passado, mas com tecnologia moderna. Ao The Verge, o vice-presidente de produto e crescimento da Microsoft AI, Jacob Andreou, afirmou: “Clippy andou para que nós pudéssemos correr”.

Durante a conversa, o Mico reage em tempo real – muda suas expressões, cores e até gestos de acordo com o tom do diálogo. A animação será ativada por padrão no modo de voz do Copilot, mas poderá ser desativada a qualquer momento. O recurso está sendo lançado inicialmente nos Estados Unidos, com planos de expansão para outros países.

O que o Mico é capaz de fazer?

Imagem mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela
Assistente virtual Mico traz novos recursos (imagem: divulgação)

Além de responder perguntas e realizar tarefas, o Mico integra novos recursos de aprendizado e personalização. Um deles é o modo “Learn Live”, que transforma o assistente em uma espécie de tutor virtual.

Ele não apenas entrega respostas diretas, mas orienta o usuário a compreender conceitos, usando quadros interativos e elementos visuais. O objetivo é atender desde estudantes que se preparam para provas até pessoas que estão aprendendo um novo idioma.

Outra novidade é a memória personalizada. O Copilot passará a registrar informações sobre o usuário e os projetos em andamento, para oferecer respostas mais contextuais. Segundo a empresa, essa capacidade reforça o tom mais humano e próximo do assistente.

O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, explicou em um comunicado a visão por trás do projeto: “Ao desenvolvermos isso, não estamos buscando engajamento ou otimização do tempo de tela. Estamos desenvolvendo uma IA que o leva de volta à sua vida. Que aprofunda a conexão humana. Que conquista sua confiança.”

Mais identidade

Imagem mostra o novo assistente virtual da Microsoft, que se assemelha a uma nuvem amarela. Acima, está escrito "Copilot" em fonte de cor branca. Abaixo, está escrito "Mico". O fundo é uma representação do céu
Mico ganha modo de voz com reações em tempo real durante a conversa (imagem: divulgação)

O Mico faz parte da estratégia da Microsoft para dar identidade e “voz” ao Copilot, transformando-o em um assistente com presença digital própria. Em julho, Suleyman afirmou que a ideia é que o Copilot “tenha uma espécie de identidade permanente, uma presença, e terá um espaço onde viverá e envelhecerá”.

Assim como o antigo Clippy, o novo personagem também guarda easter eggs: ao clicar repetidamente sobre o Mico, o usuário verá o personagem se transformar no lendário clipe de papel. A brincadeira reforça o vínculo afetivo com o passado da marca, agora reimaginado em uma era de IA generativa.

Além do Mico, a atualização de outono do Copilot trouxe melhorias em pesquisa profunda, respostas sobre saúde e até novos modos de conversa, como o “Real Talk”. Nesse formato, o Copilot deve adotar uma postura mais autêntica para desafiar as ideias do usuário, com o intuito de estimular reflexões e novas perspectivas.

A empresa também aprimorou a integração entre o Copilot e o navegador Microsoft Edge, que passará a identificar abas abertas, comparar informações e executar ações, como reservas de hotel ou preenchimento de formulários.

Lembra do Clippy? Microsoft agora apresenta o Mico

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Novo assistente virtual da Microsoft está vinculado ao Copilot, com inteligência artificial e voz em tempo real.

(imagem: divulgação)

Netflix culpa Brasil por rombo de US$ 619 milhões em resultado financeiro

22 de Outubro de 2025, 10:20
Imagem mostra a fachada do prédio da Netflix em Los Angeles
Resultado abaixo do esperado da Netflix teve origem em imposto no Brasil (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix teve lucro operacional menor que o esperado no trimestre e atribui isso a uma disputa tributária no Brasil que custou US$ 619 milhões.

  • Segundo a empresa, a despesa está ligada à CIDE, imposto federal criado para financiar avanços tecnológicos.
  • Apesar de afetar o resultado global, a receita e a audiência da Netflix cresceram mundialmente.

A Netflix apresentou seus resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2025 nessa terça-feira (21/10). Mesmo com boa receita, o lucro operacional ficou abaixo do esperado. E o motivo, segundo a empresa, é o Brasil: uma despesa não prevista de US$ 619 milhões referente a uma disputa tributária no país. O montante equivale a R$ 3,34 bilhões em conversão direta.

O valor, que não estava no guidance (a previsão de resultados), fez o lucro operacional fechar em US$ 3,24 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). No comunicado oficial aos acionistas, a Netflix explica que, sem esse gasto, teria superado a meta de lucro que ela mesma estabeleceu. O impacto teria reduzido a margem operacional do trimestre em mais de cinco pontos percentuais.

Em entrevista a analistas, Spencer Neumann, diretor financeiro da Netflix, explicou que o custo se refere à CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), um imposto federal criado para financiar o desenvolvimento tecnológico no país.

Entenda a despesa vinda do Brasil

Foto da Netflix na TV com lista de opções de legenda. O português brasileiro tem apenas opção de closed captions.
Decisão da Justiça englobou streaming e fez Netflix considerar os gastos no balanço (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No balanço, o valor foi registrado como “custo de receita”. De acordo com a Netflix, refere-se a uma “disputa em andamento com as autoridades fiscais brasileiras” sobre “certas avaliações de impostos não relacionados à renda”. A empresa detalhou que o montante cobre um período retroativo, de 2022 até o terceiro trimestre de 2025.

Segundo a Bloomberg, o número final do lucro operacional ficou cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) abaixo do projetado por analistas de mercado. Esclarecendo os resultados financeiros a analistas, Neumann descreveu a CIDE como um “custo de fazer negócios no Brasil” e não um imposto comum sobre faturamento.

O imposto incide em cerca de 10% sobre determinados valores pagos por empresas brasileiras e entidades fora do Brasil. No caso da Netflix, o pagamento é feito pela Netflix Brasil à matriz norte-americana pelos serviços que permitem o funcionamento da plataforma no país.

Neumann afirmou que estava otimista em relação ao processo que contestava a aplicação da CIDE sobre serviços que não envolvem “transferência de tecnologia”. A Netflix teria vencido em instância inferior em 2022 sobre o não pagamento do imposto.

No entanto, o CFO considera que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em agosto deste ano, ampliou o entendimento jurídico sobre o alcance da CIDE e a Netflix passou a registrar essa despesa.

“A CIDE é algo único, não temos nada parecido em nenhum outro país onde operamos”, afirmou o executivo. Ele também reforçou a mensagem do comunicado: “Não acreditamos que este assunto terá impacto material nos nossos resultados de agora em diante”.

Receita e engajamento em alta

Fora o impacto da questão tributária, os números da Netflix foram positivos. A receita global cresceu 17% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 11,5 bilhões, um resultado em linha com a projeção da empresa.

A companhia também destacou o sucesso de seus lançamentos no período, incluindo a segunda temporada de Wandinha, o filme Um Maluco no Golfe 2 e o longa sul-coreano Guerreiras do K-pop, que se tornou o filme mais popular da história da plataforma. O relatório também cita a luta de boxe entre Canelo Álvarez e Terence Crawford como sucesso de audiência.

No comunicado, a Netflix também respondeu a preocupações do mercado sobre a concorrência com plataformas gratuitas, como o YouTube. A empresa destaca que atingiu sua “maior participação trimestral de audiência de TV de todos os tempos nos EUA e no Reino Unido”. Vale lembrar que a companhia começará a exibir canais de televisão ao vivo a partir do ano que vem, em uma parceria na França.

Netflix de olho na concorrência

Logotipo da Netflix com pipocas em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Netflix pode expandir com compra da Warner Bros. Discovery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No mesmo dia em que revelou o balanço financeiro, o nome da Netflix apareceu como possível interessada na compra de parte da Warner Bros. Discovery (WBD), controladora do streaming HBO Max. Paramount Skydance e Comcast, dona do estúdio Universal, também aparecem como interessadas.

Entretanto, horas após o anúncio da WBD sobre estar, oficialmente, considerando ofertas do mercado, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, reforçou que a companhia segue sem interesse em adquirir veículos de comunicação tradicionais.

O foco, segundo o CEO, segue em crescimento orgânico e no desenvolvimento da tecnologia da própria plataforma, incluindo a incorporação de inteligência artificial generativa.

Netflix culpa Brasil por rombo de US$ 619 milhões em resultado financeiro

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Gigante do streaming registrou despesa não programada com impostos brasileiros e frustrou previsão de lucro no trimestre. Ainda assim, receita global cresceu.

Netflix (foto: Thiago Mobilon / Tecnoblog)

Se você está assistindo a um programa ou filme originalmente em português brasileiro, a única opção de legenda é no idioma é do tipo closed captions (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Netflix (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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