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Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

23 de Abril de 2026, 10:28
Câmeras do Galaxy S26
Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
  • Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
  • Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

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Mesmo com boas vendas, divisão mobile da Samsung pode fechar o ano no vermelho. Encarecimento de componentes tem afetado todo o setor.

Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quanto custa montar um PS5 tunado com muita memória e um leitor de disco profissional?

11 de Março de 2026, 15:37

Montar um console de última geração com o máximo de performance exige um investimento pesado no mercado brasileiro atual. O custo do PS5 Pro tunado envolve não apenas o console base, mas periféricos essenciais e armazenamento expansivo. Entenda os valores detalhados para transformar o hardware da Sony em uma máquina definitiva de jogos.

Qual é o custo do PS5 Pro tunado completo?

Para quem busca a experiência máxima, o valor total do conjunto ultrapassa a barreira dos cinco dígitos rapidamente. De acordo com informações oficiais no site da PlayStation, o console sozinho já representa uma parcela significativa do orçamento de qualquer entusiasta de tecnologia.

Além do hardware principal, o usuário precisa somar os acessórios que a Sony optou por vender separadamente nesta geração. O resultado final é um setup que oferece o que há de melhor em processamento gráfico e velocidade de leitura de dados, garantindo longevidade para toda a geração atual.

Por que investir em um leitor de discos separado?

A ausência de um leitor físico nativo no modelo Pro gerou discussões intensas entre colecionadores de mídia física ao redor do mundo. Muitos jogadores possuem bibliotecas extensas de discos de PS4 e PS5 que ficariam inutilizadas sem esse acessório opcional de encaixe modular oficial.

A praticidade de ter o leitor permite não apenas rodar jogos físicos, mas também assistir a filmes em Blu-ray 4K com a fidelidade máxima de imagem. É um custo adicional necessário para quem não quer ficar restrito apenas ao catálogo digital da PlayStation Store e suas variações de preço.

  • Compatibilidade total com discos de PS4 e PS5.
  • Suporte para reprodução de filmes em Blu-ray Ultra HD.
  • Instalação simplificada via sistema de encaixe lateral.
  • Manutenção da estética original do design do console.
Quanto custa montar um PS5 tunado com muita memória e um leitor de disco profissional
O valor total do conjunto completo pode ultrapassar facilmente os dez mil reais. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Vale a pena expandir o armazenamento para 4TB?

O armazenamento interno original pode parecer suficiente no início, mas os jogos modernos de grande orçamento ultrapassam facilmente os 100 GB. Com um SSD extra de 4TB, o jogador elimina a necessidade constante de deletar títulos antigos para abrir espaço para novos lançamentos de peso.

A escolha de um SSD de altíssima performance é crucial para manter os tempos de carregamento quase instantâneos prometidos pela arquitetura da Sony. Esse componente é o item individual mais caro da lista, podendo custar quase o mesmo valor que o próprio console básico em alguns varejistas.

Como o custo do PS5 Pro tunado se compara a um PC?

Ao atingir valores acima de dez mil reais, a comparação com computadores gamers de alto desempenho torna-se inevitável para o consumidor exigente. Muitos usuários questionam se a conveniência do ecossistema fechado da Sony compensa o valor investido em relação a uma máquina de arquitetura aberta.

Contudo, o custo do PS5 Pro tunado garante uma otimização de software que raramente é encontrada em PCs da mesma faixa de preço sem configurações complexas. A integração nativa permite extrair o máximo das tecnologias de inteligência artificial para upscaling e efeitos de iluminação em tempo real.

Onde encontrar os componentes para o upgrade oficial?

Os componentes podem ser adquiridos em grandes varejistas de tecnologia e lojas especializadas em hardware voltado ao público gamer no Brasil. É fundamental verificar a procedência dos itens, especialmente do SSD, para garantir que ele atenda aos requisitos mínimos de velocidade de leitura.

A garantia oficial da Sony cobre o console e o leitor, mas o SSD costuma possuir uma cobertura separada oferecida pelo fabricante da memória. Ficar atento às janelas de promoções sazonais pode ajudar a reduzir consideravelmente o impacto financeiro total desse ambicioso projeto de upgrade tecnológico.

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Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

29 de Janeiro de 2026, 18:29
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
  • O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
  • A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

19 de Janeiro de 2026, 10:52
Diversos pentes de memória RAM
Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Data centers de IA devem demandar 70% dos chips de memória produzidos em 2026, gerando escassez;
  • Problema da escassez afeta memórias RAM, SSDs e até discos rígidos, impactando produção de eletrônicos e elevando custos;
  • Micron prevê que crise no mercado de memórias durará até 2028.

A demanda por memórias realmente está maior do que a oferta, cenário que resulta em dificuldade de aquisição desse tipo de componente e, principalmente, em preços elevados. Alimentando essa situação de escassez estão as aplicações de IA, que exigirão até 70% da produção de chips de memória em 2026.

É o que aponta o Wall Street Journal. Trata-se de uma estimativa que preocupa, mas, a essa altura, já não surpreende: o número de aplicações de inteligência artificial cresce em um ritmo tão acelerado que as empresas do setor estão investindo cada vez mais na construção de data centers para executá-las.

O efeito disso é a escassez não só de memórias RAM, mas também de chips de SSDs e até de discos rígidos.

Mas, sim, a situação é mais crítica no segmento de memória RAM. Esse tipo de componente não equipa somente computadores e celulares. TVs, dispositivos vestíveis, alto-falantes inteligentes e sistemas automotivos, por exemplo, também demandam esse tipo de componente. Logo, todo o setor de eletroeletrônicos pode ser impactado por preços mais altos.

Não é só uma questão de repassar os custos com memórias RAM para os consumidores. A escassez de chips também atrasa a produção de equipamentos eletrônicos, aumentando o risco de determinados produtos também ficarem escassos nas prateleiras. Quando isso acontece, não raramente, esses produtos ficam mais caros.

Tem mais. É comum que equipamentos eletrônicos utilizem tecnologias de memória mais antigas, que tendem a ser mais baratas. O problema é que os fabricantes priorizam a produção de memórias mais modernas, como DDR5 e HBM, que oferecem margens de lucro maiores, movimento que também contribui para a crise.

Novamente, não há surpresa aqui: aplicações de IA demandam tanto desempenho que a infraestrutura destinada a elas requer justamente tecnologias de memória RAM mais sofisticadas.

Ilustração que mostra um celular e um notebook ao lado de uma moeda para representar um aumento de preços desses produtos
Escassez de memória deve aumentar preços de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Wall Street Journal não exagera, portanto, ao sinalizar que estamos diante de um cenário cuja gravidade pode ser comparada aos atrasos de produção no período da pandemia de covid-19.

Consequência: o mercado viu os preços de memórias dispararem 50% somente no último trimestre do ano passado. O setor de semicondutores fechou 2025 com lucro recorde. A Counterpoint Research estima que haverá um aumento adicional entre 40% e 50% nos preços até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Micron prevê que crise da memória durará até 2028

Três companhias respondem por mais de 90% da produção atual de chips de memória RAM: SK Hynix, Samsung e Micron. Esta última revelou, recentemente, que os preços das memórias não devem melhorar antes de 2028.

A solução para o problema passa pelo aumento de produção. Para tanto, Micron e outras empresas do setor estão investindo em novas fábricas de memórias. Mas aí vem um novo problema: leva tempo para essas unidades serem construídas e entrarem em operação.

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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