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Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

12 de Fevereiro de 2026, 09:51
Imagem mostra um macbook preto, com os logos do Stremio e App Store à frente
Stremio não está funcionando no MacOS (imagem: reprodução/Stremio)
Resumo
  • MacOS está classificando o Stremio como malware e removendo-o automaticamente do sistema.
  • Segundo um comunicado do Stremio, o problema ocorre devido à revogação do certificado de assinatura pela Apple.
  • A plataforma afirma que houve um mal-entendido com a Apple e entrou com recurso para resolver a situação em uma a duas semanas.

O Stremio está instável em computadores Mac há quase uma semana. O motivo? O popular aplicativo de streaming passou a ser bloqueado e até apagado automaticamente pelo macOS logo após a instalação ou na primeira tentativa de execução.

Aqui no Tecnoblog, tentamos reinstalar o programa, mas não resolveu. Relatos do mesmo tipo se multiplicaram no Reddit. Em testes feitos por usuários, o comportamento se repete: o app é instalado normalmente, mas desaparece assim que é aberto, acompanhado de alertas do sistema que classificam o Stremio como malware.

O Stremio é apresentado oficialmente como uma plataforma de organização e compartilhamento de dados audiovisuais, agregando conteúdos de diferentes fontes. Na prática, porém, o software é amplamente utilizado para acessar filmes, séries e outros materiais protegidos por direitos autorais, o que o coloca há anos em uma zona cinzenta em relação às políticas das grandes plataformas.

O que aconteceu?

Segundo a equipe do Stremio, a Apple revogou a certificação necessária para que o app seja executado no sistema. Em um comunicado divulgado em seu blog, a plataforma afirma que houve um erro de interpretação por parte da dona do iPhone.

“Devido a um mal-entendido com a Apple, o certificado de assinatura do aplicativo para macOS foi revogado, o que fará com que uma mensagem de erro seja exibida aos usuários ao tentarem abrir o aplicativo Stremio para macOS”.

Stremio

Captura de tela mostra alerta do Stremio no macOS
Alerta de malware aparece ao tentar abrir o Stremio (imagem: reprodução/X/@Corrky_)

Ainda de acordo com o comunicado, “ao contrário da mensagem de erro que pode ser vista em algumas versões do macOS, o Stremio não é (e nunca foi) um malware, mas essa é a mensagem padrão que a Apple optou por mostrar aos usuários quando um certificado de assinatura de código inválido é utilizado.”

A equipe diz que já entrou com um recurso junto à Apple e espera que a situação seja resolvida em um prazo estimado de uma a duas semanas. Até lá, o aplicativo segue sendo bloqueado em diversas versões recentes do macOS.

Vale lembrar que, na semana passada, o Stremio lançou um app para iOS. Contudo, para não precisar passar pelas regras da loja da Apple, a plataforma disponibilizou o download direto no dispositivo, via sideloading.

Existe alguma solução temporária?

Enquanto não há uma correção oficial, alguns usuários procuram alternativas para contornar o bloqueio. Um método relatado no Reddit envolve a remoção manual do atributo de quarentena aplicado pelo macOS ao aplicativo.

Após reinstalar o Stremio, abra o Terminal e execute o seguinte comando, inserindo a senha de administrador quando solicitado:

xattr -dr com.apple.quarantine /Applications/Stremio.app

Foi a única opção que funcionou nos nossos testes. Esse procedimento remove a barreira que impede a execução do programa. Ainda assim, trata-se de uma solução não oficial e pode não funcionar em todos os casos.

A própria equipe do Stremio pede cautela e afirma que está trabalhando para restabelecer a distribuição do app com um certificado válido.

Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

4 de Novembro de 2025, 18:09
Apple MacBook Air 2022
MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple planeja lançar um MacBook econômico, codinome J700, para competir com Chromebooks e PCs Windows de entrada. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.
  • O J700 usaria um chip de iPhone em vez dos processadores da série M e terá um display LCD menor que 13,6 polegadas. O preço seria inferior a US$ 1.000.
  • A Apple busca expandir sua participação no mercado de PCs, atualmente em 9%, enfrentando concorrência de Lenovo, HP e Dell.

A Apple estaria desenvolvendo o primeiro laptop de baixo custo da marca para competir diretamente com os Chromebooks e PCs Windows de entrada no setor educacional e corporativo.

O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conversou com fontes familiarizadas com o assunto e revelou que o novo dispositivo tem o codinome J700. Ele já estaria em fase de testes ativos e em produção inicial com fornecedores na Ásia. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.

O Mac foi a categoria de hardware que mais cresceu no último trimestre, com uma alta de 13%, atingindo US$ 8,73 bilhões, o que dá R$ 47,1 bilhões em conversão direta.

MacBook com chip de iPhone

Tela de apresentação da Apple mostrando o logotipo do chip A18
Chip de iPhone deve equipar MacBooks baratinhos (imagem: reprodução)

Para conseguir um preço final “bem abaixo de US$ 1.000”, a Apple estaria cortando custos em componentes-chave. De acordo com a publicação, o J700 não usará os processadores da série M (projetados para computadores), mas sim um chip de iPhone.

Seria a primeira vez que um chip de smartphone da Apple equiparia um Mac. Entretanto, testes internos teriam mostrado que o componente para dispositivos móveis (que não foi especificado) ainda consegue superar o desempenho do M1, lançado para laptops da marca poucos anos atrás.

Além do processador, o corte de custos também viria da tela. O J700 pode chegar com um painel LCD e menor display que qualquer Mac atual, com tamanho inferior às 13,6 polegadas do modelo Air.

O novo Mac se posicionaria em uma faixa de preço similar à do iPad de entrada com o teclado Magic Kaeyboard Folio, mas oferecendo a experiência completa do macOS. Atualmente, o Mac mais barato da Apple é o MacBook Air M4, de R$ 12.999, enquanto Chromebooks são vendidos por menos.

Mudança de estratégia?

Tim Cook, CEO da Apple
Estratégia seria abocanhar mercado dominado por Chromebooks e PCs Windows (imagem: divulgação/Apple)

O movimento pode representar uma mudança significativa de estratégia para a Apple, que historicamente foca em produtos premium com altas margens de lucro.

A Bloomberg aponta que a empresa enfrenta uma “ameaça crescente” dos Chromebooks e vê uma oportunidade de atrair usuários de Windows 10 que não migraram para a versão mais recente do sistema da Microsoft, o polêmico Windows 11.

Atualmente, a Apple ocupa o quarto lugar no mercado global de PCs, com cerca de 9% de participação no terceiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC. A empresa fica atrás de Lenovo, HP e Dell, todas focadas em dispositivos Windows ou ChromeOS.

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

MacBook Air de 2022 (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Chip A18 do iPhone 16e é compatível para Apple Intelligence (imagem: YouTube/Apple)

Tim Cook irá apresentar iPhone 15 (Imagem: Divulgação / Apple)

Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

7 de Outubro de 2025, 14:39
Foto de uma tela de computador grande em um ambiente de luz azul escura, exibindo a temida "Tela Azul da Morte" do sistema operacional Windows
Ação de marketing relembra pane global que não afetou Macs (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple lançou um comercial satirizando a pane do Windows causada por uma falha da CrowdStrike em julho de 2024.
  • O incidente resultou na “Tela Azul da Morte” em PCs Windows, afetando globalmente setores como companhias aéreas e bancos.
  • Na ocasião, computadores com os sistemas macOS e Linux não foram afetados.

A Apple lançou nesta terça-feira (07/10) um novo comercial que satiriza a pane que afetou milhões de computadores Windows em julho do ano passado. O anúncio promove a segurança da plataforma Mac e reacende uma rivalidade histórica entre os sistemas.

A peça publicitária tem mais de oito minutos e foi publicada no YouTube. Ela mostra uma equipe fictícia se preparando para uma feira de negócios. No enredo, uma falha generalizada nos PCs gera caos, exibindo a temida “Tela Azul da Morte” e paralisando todos os expositores que usam Windows, referência direta ao incidente da CrowdStrike.

A solução do vídeo é migrar para dispositivos Apple, permitindo que o trabalho continue. O comercial termina com a frase: “Não há segurança como a do Mac”.

Relembre a pane no Windows

Além de remeter à clássica campanha “Get a Mac”, lançada há quase duas décadas para criticar as supostas falhas do Windows, o novo comercial da Apple faz referência direta ao incidente de 19 de julho de 2024, que paralisou empresas e serviços no mundo todo.

Na ocasião, uma atualização defeituosa do software Falcon, da empresa de cibersegurança CrowdStrike, causou uma falha crítica em computadores que rodavam o Windows. O resultado foi a exibição da famosa “Tela Azul da Morte” (ou BSOD, na sigla em inglês) — erro que impede o sistema de continuar funcionando.

Imagem exibe a Tela azul da morte do Windows
Tela azul da morte do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

A CrowdStrike confirmou, na época, que uma atualização em sua plataforma foi a causa do problema. O CEO da empresa, George Kurtz, esclareceu que a falha afetava especificamente o sistema Windows e que não se tratava de um incidente de segurança ou ataque hacker, mas de um bug no software. Máquinas com macOS ou Linux não foram afetadas.

A interrupção teve um impacto global significativo, afetando setores críticos como companhias aéreas, bancos, emissoras de televisão e redes de supermercados. No Brasil, instituições financeiras relataram instabilidades em seus serviços.

A Microsoft, por sua vez, emitiu um comunicado reconhecendo o problema e orientando os clientes a seguirem as recomendações da CrowdStrike para a resolução. Administradores de TI em todo o mundo trabalharam para aplicar as correções, que em muitos casos exigiam procedimentos manuais para restaurar os sistemas afetados.

Com informações do The Verge e MacRumors

Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

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Campanha relembra apagão global de 2024, causado por falha da CrowdStrike. Episódio gerou tela azul em PCs com sistema da Microsoft, mas não afetou Macs.

Apple faz chacota do Windows em novo comercial (imagem: reprodução/Apple)

Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

29 de Setembro de 2025, 16:52
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Kernel Linux 6.17 chega com avanços importantes em drivers e estabilidade do sistema;

  • A versão melhora o suporte a chips AMD e Intel, além de trazer compatibilidade aprimorada com Macs, por exemplo;

  • Novidade já está disponível no site oficial, mas distribuições Linux devem liberar novo kernel de acordo com seus cronogramas de lançamentos.

Pede a tradição que uma nova versão do kernel Linux seja anunciada oficialmente aos domingos. Pois bem, Linus Torvalds aproveitou o último domingo (28/09) para lançar a versão final do Linux 6.17. A novidade chega com vários pequenos aprimoramentos que envolvem chips da AMD e Intel, por exemplo.

Anunciado dois meses após o Linux 6.16, o kernel 6.17 não traz nenhuma grande novidade. Mas o próprio Torvalds sinaliza que isso não é ruim, pois significa que os desenvolvedores não enfrentaram nenhum grande desafio ou contratempo recente nos trabalhos com a nova versão:

Nenhuma grande surpresa na semana passada, então aqui estamos nós, com o kernel 6.17 lançado e pronto para uso.

(…) Não é empolgante, o que é ótimo. Acho que o maior patch disponível são correções para travamento de alguns conflitos de Bluetooth que poderiam causar situações de “use after free” [tipo de erro de memória].

(…) Fora isso, há as correções de driver habituais (GPU e rede dominam [esse aspecto] como sempre, mas essa “dominância” ainda é bem pequena), há algumas pequenas atualizações aleatórias de outros drivers, algum ruído no sistema de arquivos, kernel e mm [gerenciamento de memória].

Linus Torvalds, líder de desenvolvimento do kernel Linux

O que o Linux 6.17 tem de novo?

As novidades do kernel 6.17 podem não ser empolgantes, mas são relevantes. No que diz respeito aos chips da AMD, os avanços envolvem, por exemplo, o suporte ao driver Hardware Feedback Interface (HFI), que contribui para o uso mais eficiente dos processadores Ryzen por meio da distribuição mais inteligente das cargas de trabalho entre os núcleos.

Também há suporte para a função SmartMux, que permite alternar de modo mais eficiente entre uma GPU integrada e um chip gráfico dedicado em computadores que contam com esses dois componentes.

No universo da Intel, o kernel 6.17 mantém o suporte a múltiplos núcleos de CPU sempre ativado para assegurar que as cargas de trabalho sejam distribuídas de modo mais eficiente entre todos eles.

Além disso, a nova versão traz suporte aprimorado ao driver de webcam IPU7, de modo a melhorar a compatibilidade do Linux com câmeras de notebooks que têm um processador recente da Intel.

Com relação a sistemas de arquivos, uma das novidades está nos ajustes de escalabilidade de alocação de blocos em partições EXT4. Isso contribui para deixar o sistema como um todo mais estável.

Outras novidades incluem:

  • suporte melhorado ao sistema de arquivos Btrfs;
  • suporte inicial aos codecs HEVC(H.265) e VP9 no decodificador de vídeo Qualcomm Iris;
  • drivers gráficos para notebooks com os futuros chips Intel Panther Lake (linha Core Ultra);
  • compatibilidade aprimorada em Macs com chip M1 ou M2;
  • adição de recursos para a Touch Bar de MacBooks Pro com processador Intel.

Mais detalhes sobre o kernel Linux 6.17 podem ser encontrados aqui e aqui (ambas as páginas descrevem recursos de modo bastante técnico).

Ícones de aplicativos no Ubuntu 25.2
O Ubuntu está entre as distribuições que devem trazer o Linux 6.17 na próxima atualização (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Linux 6.17?

Usuários que sabem como compilar e atualizar o kernel podem baixar o Linux 6.17 a partir do site oficial.

Note que o procedimento exige conhecimentos avançados. Para o público em geral, o ideal é aguardar que o kernel 6.17 seja liberado pelos desenvolvedores das distribuições Linux.

Costuma não haver pressa para isso, porém. Em linhas gerais, as distribuições usam o kernel mais otimizado para determinada versão do projeto, não necessariamente o mais recente.

Com informações de It’s Foss e OMG! Ubuntu

Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os aplicativos do Ubuntu 25.04 incluem o LibreOffice 25.2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

26 de Setembro de 2025, 13:14
Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel estaria buscando parceria com a Apple após fechar acordos com a Nvidia e a SoftBank;

  • É improvável que a Apple volte a usar processadores Intel no Macs; novo acordo poderia envolver o desenvolvimento de tecnologias específicas;

  • Segundo as fontes, conversas estão em fase inicial.

É possível que a crise que a Intel enfrenta seja encerrada por conta das parcerias que a companhia tem fechado. Uma delas, recente, envolve a Nvidia. Outra pode ser anunciada em algum momento: um acordo que faria Intel e Apple voltarem a trabalhar juntas por meio de um investimento desta última.

A Bloomberg afirma ter ouvido fontes próximas ao assunto que relatam que Intel e Apple estariam explorando formas de estreitar as relações entre ambas as companhias, que esfriaram depois que a linha Mac passou a ser equipada com chips Apple Silicon, de arquitetura Arm. Até então, os Macs eram equipados com processadores Intel, de arquitetura x86.

Como a linha Mac é renomada no mundo todo, a mudança para Apple Silicon fez a Intel perder uma parceria importante, que pode inclusive ter contribuído para a crise que a companhia enfrenta atualmente.

Mas, se um novo acordo sair, o efeito poderá ser o contrário: a Apple ajudaria a Intel a sair da crise, em alguma medida.

Como seria a parceria entre Intel e Apple?

É improvável que a Intel volte a fornecer processadores para a linha Mac. Em termos de eficiência energética e desempenho geral, os chips M1, M2, M3 e, mais recentemente, M4, têm agradado aos usuários e à própria Apple. Além disso, ao desenvolver os próprios chips, a Apple aumenta o controle sobre o seu ecossistema.

Contudo, os Macs atuais utilizam tecnologias cujo desenvolvimento tiveram participação direta ou indireta da Intel, como DisplayPort, PCI Express e USB. Nesse sentido, o Tom’s Hardware destaca que os controladores Thunderbolt 5 do MacBook Pro atual foram desenvolvidos pela Apple, mas certificados pela Intel.

É de se imaginar, então, que uma eventual aproximação entre Intel e Apple envolveria o desenvolvimento ou aprimoramento de tecnologias específicas.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
MacBook Pro (2020) com chip Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Intel já tem apoio da Qualcomm e SoftBank

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, as conversas entre Intel e Apple estão em fase inicial. É possível até que, no fim das contas, nenhuma parceria surja por meio da aproximação entre ambas.

Pesa a favor o fato de a Intel ter tido sorte nesses acordos. Em agosto, a SoftBank concordou em investir US$ 2 bilhões na Intel. Neste mês de setembro, a Nvidia concordou em investir US$ 5 bilhões na Intel, parceria que deverá resultar no desenvolvimento de chips com CPU x86 e GPU RTX.

Levemos em conta ainda que, novamente em agosto, o governo dos Estados Unidos assumiu quase 10% do controle da Intel, e isso também pode ter algum peso positivo no estabelecimento de parcerias da companhia com outros grupos americanos.

Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
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