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Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

23 de Janeiro de 2026, 16:11
Escritório do Vimeo
Vimeo é a plataforma de hospedagem de vídeos que mais concorre com o YouTube (imagem: Facebook/Vimeo)
Resumo
  • Vimeo demitiu funcionários globalmente após ser adquirido pela Bending Spoons por US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões).
  • Bending Spoons, empresa italiana de software, controla também o Evernote, WeTransfer e Meetup e tem histórico de cortes após aquisições.
  • A plataforma de vídeos, fundada em 2004, enfrenta dificuldades há anos, com queda em valor de mercado.

O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).

As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.

Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

Empresa italiana tem histórico de cortes

Bending Spoons + Vimeo
Bending Spoons comprou o Vimeo em setembro do ano passado (imagem: Facebook/Bending Spoons)

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.

Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.

Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.

Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo (imagem: Facebook/Vimeo)

Bending Spoons anuncia compra do Vimeo (imagem: Facebook/Bending Spoons)

Firefox: novo CEO quer investir em IA, mas promete que uso será opcional

17 de Dezembro de 2025, 15:18
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla Firefox quer retomar protagonismo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O novo CEO da Mozilla, Anthony Enzor-DeMeo, anunciou investimentos em IA para tornar o Firefox mais competitivo.
  • A Mozilla busca diversificar suas fontes de receita além dos acordos de busca.
  • Enzor-DeMeo enfatiza que a IA no Firefox será uma escolha do usuário, com foco em clareza, compreensão e privacidade dos dados.

O Firefox vai evoluir e se tornar um “navegador moderno com IA”, mas as ferramentas serão opcionais. Quem diz isso é Anthony Enzor-DeMeo, novo CEO da Mozilla Corporation, empresa responsável pelo desenvolvimento do browser.

Em seu texto de apresentação, publicado no blog da companhia, o executivo afirma que a Mozilla precisa cumprir sua missão, mas também ter sucesso no mercado. Por isso, a empresa vai investir em IA, seguindo suas diretrizes, e diversificar as fontes de receita para além dos acordos de busca.

“Nós vamos nos mover com urgência. A inteligência artificial está mudando o software. Os navegadores estão se tornando um ponto de controle para a vida digital. A regulamentação está mudando padrões. Essas mudanças têm muito em comum com os pontos fortes da Mozilla”, escreveu Enzor-DeMeo.

Firefox com IA, mas usuário decide se quer usar

O anúncio não pegou bem entre parte dos usuários do Firefox. No Reddit, um usuário lamenta que o navegador não vai melhorar do jeito que a comunidade deseja. Outro lembra que seu motivo para usar o browser é justamente não ter tantos recursos de IA quanto a concorrência.

Nos últimos anos, Google Chrome, Microsoft Edge e Opera implementaram diferentes ferramentas do tipo, e empresas como Perplexity e OpenAI lançaram seus próprios browsers, com a IA no centro. O Vivaldi é uma das exceções.

Imagem ilustrativa mostra a interface do navegador Firefox com um menu destacando três opções: “Current Window”, “AI Window” e “Private Window”. Um cursor aponta para “AI Window”, que tem um ícone colorido com uma estrela. O fundo é escuro e traz linhas geométricas e brilhos, sugerindo um ambiente tecnológico e futurista.
Firefox prepara janela independente e opcional com IA (imagem: divulgação)

Enquanto isso, outros usuários demonstraram confiança no navegador e na empresa. Em todos os recentes anúncios sobre IA, a Mozilla destacou que as ferramentas do tipo são opcionais no Firefox.

Em seu comunicado, Enzor-DeMeo reafirma essa postura: ele explica que a IA sempre deverá ser uma escolha, podendo ser desligada facilmente pelo usuário. Ele também defende que essa tecnologia deve ser clara e compreensível, bem como o uso de dados e a privacidade.

Com informações do TechCrunch

Firefox: novo CEO quer investir em IA, mas promete que uso será opcional

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AI Window ainda não tem data para chegar (imagem: divulgação)

Telebras e SES fazem acordo para uso de satélites no Brasil

6 de Novembro de 2025, 10:21
Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Cápsula espacial em órbita (imagem ilustrativa: divulgação/SpaceX)
Resumo
  • Telebras e SES, operadora global de satélites, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média no Brasil.
  • A parceria será testada durante a COP30 em Belém (PA), com foco em redes de backup para segurança e comando do governo.
  • O acordo não exige investimentos imediatos, mas visa preparar parcerias futuras e conectar áreas isoladas até 2027.

A Telebras e a SES, operadora global de satélites com sede em Luxemburgo, assinaram um memorando para explorar tecnologias de órbita média (MEO) no Brasil. O objetivo é fortalecer a infraestrutura de conectividade para operações governamentais, segurança pública e ampliação do acesso à internet em regiões mais remotas.

A parceria foi firmada nessa quarta-feira (05/11) e vai incluir provas de conceito durante a COP30 em Belém (PA), com redes de backup para equipes de segurança e comando do governo federal.

Segundo o TeleSíntese, o acordo amplia a colaboração entre as empresas no programa GESAC, que já utiliza o satélite SES-17 para levar banda larga a áreas isoladas.

Agora, a Telebras vai avaliar a constelação MEO da SES, capaz de oferecer maiores velocidades de conexão com uma menor latência, essencial para aplicações em telemedicina, monitoramento ambiental e redes móveis privadas.

Por que satélites de órbita média são estratégicos?

Com menos satélites em órbita comparado aos sistemas de baixa altitude (LEO), a tecnologia MEO reduz lixo espacial, consumo de combustível e emissões.

A Telebras destacou que a infraestrutura aproveitará os teleportos já existentes da estatal, para evitar novas construções em áreas sensíveis.

“Esta parceria alinha soberania digital, eficiência técnica e responsabilidade ambiental.”
– André Leandro Magalhães, presidente da Telebras

Enquanto a indústria de smartphones explora satélites para conexão 5G, a exemplo dos rumores do iPhone 18 Pro em 2026, a parceria entre Telebras e SES prioriza infraestrutura soberana para operações críticas, sem depender de redes terrestres.

Antena de internet via satélite posicionada no telhado de uma casa
Acordo entre as empresas não prevê investimentos imediatos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

COP30 servirá de laboratório

Durante a conferência climática em Belém (PA), técnicos das duas empresas instalarão uma rede temporária para validar a capacidade de transmissão de dados em alta velocidade.

O sistema vai oferecer suporte a operações de segurança e transmissão de imagens em tempo real, simulando cenários de emergência com redes 4G/5G privadas e Wi-Fi de alta capacidade.

Os resultados dos testes devem definir onde serão instaladas estações terrestres (gateways) operadas pelo Brasil, assegurando que informações sensíveis, como dados de segurança pública, saúde e monitoramento ambiental, sejam processadas e armazenadas dentro do país, sem depender de infraestrutura estrangeira.

O acordo assinado entre Telebras e SES não exige investimentos imediatos, mas prepara o caminho para parcerias comerciais nos próximos anos.

A Telebras espera que a tecnologia se torne, até 2027, essencial para conectar escolas, postos de saúde e operações de segurança em regiões onde cabos de fibra ainda não chegam.

Telebras e SES fazem acordo para uso de satélites no Brasil

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)
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