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LinkedIn vai usar IA para facilitar busca por vagas

15 de Janeiro de 2026, 20:15
Ilustração de uma pessoa olhando várias maletas profissionais. Uma delas está em destaque, ampliada por uma lupa
Calculadora de compatibilidade com vaga é outra novidade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O LinkedIn lançou uma ferramenta de busca de vagas que usa IA para entender linguagem natural, sem precisar de vocabulário específico.
  • A IA também avaliará a compatibilidade do usuário com a vaga, ajudando na escolha de posições mais adequadas.
  • No Brasil, 39% dos candidatos já usaram ou pretendem usar IA para personalizar currículos, e 78% dos profissionais de RH acreditam que a tecnologia pode padronizar entrevistas.

O LinkedIn lançou uma ferramenta de busca avançada de vagas que usa inteligência artificial. Com ela, é possível procurar cargos usando linguagem natural, sem precisar de termos específicos ou estratégias de pesquisa, explica a rede social.

“O diferencial da nova busca é permitir que as pessoas utilizem frases simples e cotidianas para procurar vagas, sem a necessidade de adaptar o vocabulário ao formato tradicional das plataformas de recrutamento”, diz a companhia em seu comunicado. “O objetivo é ampliar o acesso a oportunidades.”

Foto de um smartphone exibindo a nova ferramenta de busca por IA do LinkedIn. No topo, uma barra de pesquisa diz: "Descreva o emprego que você gostaria de ter". Abaixo, botões sugerem exemplos como "Vagas para iniciantes em vendas" e "Engenheiro de software sênior remoto". No centro, o texto principal afirma: "O futuro da pesquisa de vagas está aqui", seguido pela explicação de que o recurso permite buscar vagas descrevendo interesses e competências.
Busca se parece com prompt para chatbot (imagem: divulgação)

O recurso já estava disponível no exterior e agora será oferecido também em português. Segundo o LinkedIn, 1,3 milhão de pessoas usam a ferramenta diariamente, e são realizadas mais de 25 milhões de buscas semanalmente em inglês.

IA também vai analisar compatibilidade

O LinkedIn também empregará inteligência artificial para calcular a compatibilidade do usuário com a vaga pretendida. Assim, o candidato pode escolher posições mais adequadas às suas capacidades e aumentar as chances de ser contratado.

“Ao simplificar a forma de pesquisar e oferecer recomendações com base em dados e habilidades, conseguimos reduzir barreiras que antes limitavam o acesso a oportunidades qualificadas”, diz Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para América Latina e África.

Em uma pesquisa realizada pela plataforma, o Brasil apareceu como um dos países que mais usam a IA na hora de procurar emprego, com 39% dos entrevistados dizendo que já usaram ou pretendem usar essa tecnologia para personalizar seus currículos.

O otimismo com a tecnologia não é só dos candidatos: 78% dos profissionais de recursos humanos ouvidos acreditam que a IA pode ajudar a padronizar entrevistas e reduzir vieses nas contratações.

LinkedIn vai usar IA para facilitar busca por vagas

Vagas de emprego (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

29 de Dezembro de 2025, 14:09
iFood
Funcionários do iFood foram abordados por consultorias asiáticas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood denuncia assédio de consultorias asiáticas buscando informações sobre seu modelo de inteligência artificial, o LCM, oferecendo até US$ 500 por hora de conversa.
  • Mais de 35 funcionários do iFood foram contatados por analistas estrangeiros, com abordagens via LinkedIn, após um evento de tecnologia promovido pela empresa.
  • A empresa investiga internamente a situação como tentativa de espionagem e já possui três inquéritos policiais abertos relacionados a roubo de dados.

O movimentado setor de delivery brasileiro deve ganhar mais um capítulo digno de programa televisivo. O iFood revelou com exclusividade ao Tecnoblog que está sofrendo assédio de consultorias internacionais, que oferecem dinheiro aos funcionários em busca de informações estratégicas e de inteligência artificial.

Ao longo de 2025, os serviços 99Food e Keeta desembarcaram por aqui, fruto de investimentos bilionários de grupo chineses. O iFood, até então numa posição dominante, passou a enfrentar uma concorrência mais pesada. De acordo com o head de comunicação institucional Rafael Corrêa, no entanto, a disputa não está ocorrendo apenas nas ofertas e práticas comerciais.

Mais de 35 funcionários do iFood foram contactados, ao longo das últimas semanas, por supostos analistas de firmas estrangeiras de consultoria de mercado, na mais recente onda de abordagens. Em comum, elas ficam baseadas na China e têm uma abordagem muito similar: oferecem um bate-papo remunerado, de cerca de uma hora, para tratar do LCM (Large Commerce Model), a inteligência artificial de base que alimenta o Ailo, mecanismo de interface do iFood.

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Atualmente estamos colaborando com uma instituição de investimento de destaque e acreditamos que seu profundo conhecimento da indústria de delivery de alimentos pode oferecer insights valiosos para as iniciativas estratégicas deles”, diz uma das mensagens. A analista propõe uma consultoria remunerada “com foco em aplicações de produtos de IA”.

O valor oferecido começa em US$ 100 e pode chegar a US$ 500 (cerca de R$ 2.800) pela hora de conversa, conforme as mensagens compartilhadas com o Tecnoblog. “É uma tentação”, diz Corrêa.

O executivo pondera que a atividade de consultoria de mercado é legítima, mas que, nas abordagens recentes a funcionários do iFood, elas ultrapassam a fronteira ética ao proporem perguntas muito específicas sobre uma ferramenta de fronteira desenvolvida no Brasil, com alto investimento e segredo comercial.

A guerra do delivery

Este é apenas mais um de inúmeros fatos envolvendo empresas de delivery de comida. Existem relatos já documentados pela imprensa de sumiço de notebooks com informações confidenciais, contratação de profissionais que ainda cumpriam período de quarentena e até mesmo crachás falsos apresentados a donos de restaurantes. Vários departamentos de polícia investigam o assunto no estado de São Paulo.

Segundo Corrêa, o iFood já havia identificado o assédio de consultorias asiáticas no começo do ano, com mais de 170 mensagens catalogadas sobre temas comerciais e financeiros. A primeira leva levou a notificações extrajudiciais. Ele explica que a segunda onda ocorreu após um evento promovido pelo iFood para apresentar inovações tecnológicas. Alguns dos palestrantes do congresso foram abordados semanas após suas apresentações.

Rafael Corrêa é head de comunicação institucional do iFood (imagem: reprodução)

Espionagem

Internamente, a empresa trata o assunto como tentativa de espionagem. A empresa ainda não definiu se irá novamente apresentar queixa-crime sobre estas novas abordagens, já que ainda quer entender de onde o “ataque” está vindo. A companhia, contudo, já possui três inquéritos policiais abertos para investigar roubo de dados por funcionários em episódios anteriores.

Alvo do momento, o LCM é um sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo iFood e pela holding Prosus que utiliza dados de consumo para identificar padrões. Ele serve de base para o Ailo, um modelo de agente que permite fazer pedidos por voz ou texto dentro do WhatsApp.

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

iFood (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

19 de Dezembro de 2025, 17:24
Homem branco de meia-idade, com cabelos grisalhos curtos, sentado em uma cadeira dentro de um escritório moderno. Ele veste blusa preta de mangas longas e calça cinza, fala enquanto olha para alguém fora do enquadramento. Ao fundo, janelas de vidro mostram prédios altos da cidade; há plantas em vasos ao redor, reforçando o ambiente corporativo.
CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, com foco em aprendizado e experiência (imagem: reprodução/No One Knows What They’re Doing)
Resumo
  • O CEO do LinkedIn, o Ryan Roslansky, considera o plano de carreira de cinco anos desatualizado devido às rápidas mudanças tecnológicas e do mercado de trabalho.
  • Roslansky sugere focar em objetivos de curto prazo, como aprendizado e experiências, em vez de um plano fixo de cinco anos.
  • Dados indicam que 39% das habilidades serão transformadas até 2030, e trabalhadores da Geração Z mudam de emprego a cada 1,1 ano.

Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, diz que uma das perguntas mais comuns em entrevistas de emprego se tornou “um pouco boba”. Para ele, a ideia de pensar onde você quer estar daqui a cinco anos e traçar um plano para chegar lá está desatualizada.

“Você frequentemente ouve pessoas dizendo, ‘Ei, você precisa ter um plano de cinco anos, escreva como quer que os próximos cinco anos da sua vida sejam, siga esse caminho e siga esse plano’”, afirma o executivo ao podcast No One Knows What They’re Doing.

“E na verdade, quando você sabe que a tecnologia, o mercado de trabalho e tudo mais está se mexendo, acho que ter um plano de cinco anos é um pouco bobo”, completa o CEO.

O que pode substituir o plano de cinco anos?

Roslansky acha que o futuro da carreira pode ser definido por outras perguntas, mais focadas em um horizonte próximo. Elas seriam mais adequadas a um ambiente que está mudando muito rápido — graças, em grande parte, à inteligência artificial.

“Eu recomendaria que as pessoas se concentrem, talvez, nos próximos meses e em algumas coisas que não são um plano”, explica. “O que você quer aprender? Quais tipos de experiências você quer? Isso, eu acho, é o modelo mental correto para o cenário atual.”

O executivo também alerta para a ilusão de um caminho linear na carreira, passando por se formar na faculdade, conseguir um emprego, se tornar um consultor e fazer um MBA. “As pessoas acham que é assim que funciona”, adverte.

“Se você se concentrar nesses passos pequenos, aprender, ganhar experiência, o caminho profissional vai se abrir para você”, defende Roslansky.

Mesmo com mudanças frequentes, especialistas defendem plano

A Fortune observa que algumas informações endossam a ideia do CEO do LinkedIn. Dados do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, apontam que 39% das habilidades dos trabalhadores serão transformadas ou se tornarão obsoletas já em 2030 — ou seja, no fim de um plano de cinco anos feito hoje.

A revista também menciona um relatório da empresa educacional TAFE Gippsland, que afirma que, em média, as pessoas passam por três a sete mudanças de carreira na vida, além de 16 trocas de emprego.

Já a empresa de recrutamento Randstad observa que essa tendência tem se intensificado entre os mais jovens. Trabalhadores da Geração Z mudam de emprego, em média, a cada 1,1 ano. A companhia diz que eles mudam quando sentem que não estão progredindo no cargo atual.

Mesmo assim, nem todo mundo descarta o método tradicional. “Planos de cinco anos também dão a flexibilidade para mudar o que não é mais relevante para suas metas de longo prazo, sem que isso atrapalhe seu progresso”, diz Mary McNevin, executiva de talentos. “Desse modo, você está sempre trabalhando em direção ao que realmente quer conquistar.”

Com informações da Fortune

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

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Para Ryan Roslansky, a tecnologia e o mercado de trabalho estão em rápida transformação, e plano de cinco anos se tornou “bobo”

CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, aprendizado e experiências (imagem: reprodução/No One Knows What They're Doing)

WhatsApp testa recurso de perfil que lembra o LinkedIn

28 de Outubro de 2025, 17:16
Ilustração mostra um celular com a tela de "Editar perfil" no WhatsApp para Android
WhatsApp pode ganhar opção para inserir foto de capa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp testa um recurso de foto de capa para perfis, semelhante ao de outras redes sociais.
  • Segundo o site WABetaInfo, a função deve incluir ajustes de privacidade e seguir o modelo do WhatsApp Business.
  • A Meta tem focado em tornar o app mais social e personalizável, e informações anteriores sugerem mudanças visuais nesse sentido.

O WhatsApp pode disponibilizar uma opção para adicionar foto de capa aos perfis. A função, semelhante à existente em plataformas como Facebook, LinkedIn e X, permitiria que cada usuário escolhesse uma imagem para exibir no topo do seu perfil pessoal.

Segundo o site especializado WABetaInfo, o recurso está sendo testado na versão beta 2.25.32.2 do aplicativo para Android. A novidade ainda não tem data confirmada para chegar à versão estável do app, mas pode ser liberada em uma atualização futura.

Como seriam as capas de perfil?

Imagem mostra uma captura de tela do WhatsApp com a opção, ainda em teste, para adicionar foto de capa ao perfil
Recurso seria acessível no perfil do usuário (imagem: reprodução/WABetaInfo)

A ideia seria expandir um recurso que já existe no WhatsApp Business. Hoje, contas comerciais podem incluir uma imagem em formato de banner no topo do perfil, ajudando a reforçar a identidade visual da marca e causar uma boa primeira impressão.

Caso a novidade seja confirmada para perfis pessoais, os usuários comuns poderão fazer o mesmo. A foto de capa ficaria posicionada no topo da página do perfil e também apareceria nas configurações do aplicativo, sempre que o usuário acessasse essa área.

Além disso, o WhatsApp estaria desenvolvendo configurações de privacidade específicas para o recurso. O WABetaInfo menciona as opções “Todos”, “Meus contatos” e “Ninguém”, permitindo controlar quem pode ver a imagem. Mas, diferente do Status, ainda não haveria a opção “Meus contatos exceto”, que exclui pessoas específicas.

Por que o WhatsApp está testando fotos de capa?

A introdução dessa ferramenta reforçaria o movimento da Meta em tornar o WhatsApp um ambiente mais personalizável, aproximando o mensageiro de outras redes sociais. O app, que sempre se destacou pela simplicidade, tem testado recursos que dão mais liberdade ao usuário — como nomes de usuário personalizados.

Essa mudança também seria estratégica: com a chegada dos nomes de usuário, perfis mais visuais e identificáveis podem ajudar a tornar as contas mais reconhecíveis e, ao mesmo tempo, seguras.

Embora ainda não haja previsão para o lançamento global, o recurso deverá ser liberado primeiro para um grupo restrito de testadores. Caso os testes sejam bem-sucedidos, a função poderá chegar a todos os usuários nas próximas atualizações.

WhatsApp testa recurso de perfil que lembra o LinkedIn

Colocar ou trocar a foto de perfil é um processo simples que pode ser feito pelo celular, PC ou via web (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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