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Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

6 de Fevereiro de 2026, 11:50
Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Um passageiro da Azul usou uma antena Starlink Mini e um powerbank de 60.000 mAh durante um voo, causando preocupações de segurança.
  • A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite dispositivos eletrônicos a bordo desde que não interfiram nos sistemas da aeronave.
  • A Azul está investigando o caso e destaca que cumpre todas as normas de segurança, mas não divulgou detalhes do voo.

O uso de internet a bordo de aviões está cada vez mais comum, até mesmo em voos domésticos: Gol, Azul e LATAM oferecem essa conectividade há alguns anos em boa parte de suas frotas. Em vez de usar o Wi-Fi a bordo, um passageiro da Azul se sentiu à vontade para levar a própria internet de casa: ele embarcou com uma antena Starlink Mini e um poderoso powerbank capaz de alimentá-la.

O caso foi filmado pelo próprio passageiro (“sou bom de gambiarra”, segundo ele mesmo), ganhou as redes, e reacendeu a discussão sobre a segurança dentro da aeronave.

Uma antena residencial numa aeronave

O uso da Starlink Mini já é questionável, por obstruir uma das janelas e ser um objeto que pode ser arremessado e causar ferimentos em caso de acidente.

A advogada Ana Luisa Derenusson, que é especialista em aviação e sócia do escritório DDSA, classifica a situação como um “arranjo improvisado”. Ela lembra que, pelas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), este tipo de uso “só é aceitável quando a companhia aérea determinar que não há risco de interferir nos sistemas da aeronave”.

O Tecnoblog procurou a Azul para entender a circunstâncias do embarque e uso deste dispositivo, mas a empresa se limitou a dizer que apura o caso, sem fornecer mais esclarecimentos. Também disse que cumpre todas as normas de segurança. A Azul mantém sob sigilo o número do voo, data e trajeto realizado.

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cabe lembrar que a constelação de satélites da SpaceX até é utilizada por algumas empresas aéreas para conectividade no avião, mas, independentemente do fornecedor, envolve equipamentos e antenas especificamente projetados para este ambiente.

A Azul oferece Wi-Fi em alguns de seus itinerários, tendo a Viasat como fornecedora da conectividade. Porém, nem todas as aeronaves estão equipadas com a tecnologia e nem sempre a ela funciona. Na descrição do vídeo, o passageiro reclama de que o trajeto deveria ter internet, mas ela não estava ativa.

Powerbank acima do limite permitido

Mas o que mais chama a atenção é o powerbank: além do design genérico, que sugere ser um modelo sem certificação da Anatel, ele tem bateria de 60.000 mAh e opera a supostos 222 Wh, muito superior ao permitido nos aviões. Este tipo de dispositivo não poderia embarcar sob hipótese nenhuma.

Segundo a advogada Ana Luisa, o setor costuma adotar “tolerência praticamente zero” em situações assim porque os kits improvisados de baterias e alimentação elevam os riscos de aquecimento e de incêndio na aeronave.

E não se trata de mero perigo hipotético: no início de janeiro, um carregador portátil pegou fogo num voo da sul-coreana T’way. Já em 29/01, o voo LATAM 3581, que partiu de São Paulo (CGH) para Brasília (BSB) precisou fazer um pouso de emergência em Ribeirão Preto após o powerbank de um dos passageiros também entrar em combustão.

Os casos de incêndios de baterias portáteis durante voos estão ficando tão comuns que o grupo Lufthansa impôs novas regras e passou a impedir seu uso a bordo. Os passageiros devem mantê-los visíveis durante o todo trajeto.

E o controle no aeroporto?

Antena Starlink Mini vista lateralmente (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Antena Starlink Mini vista de lado (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Alguns leitores questionaram como um passageiro passou pelo raio X e entrou num aeroporto com uma antena para internet via satélite. A Anac explicou ao Tecnoblog que, a priori, este equipamento não consta da lista de itens proibidos de serem transportados na cabine.

De acordo com a agência, os agentes de inspeção nos aeroportos possuem autonomia para restringir um item, desde que possa ser enquadrado numa das categorias já existentes e represente um risco “para a saúde, segurança ou propriedade quando transportado por via aérea”.

A Anac ainda esclareceu que as companhias aéreas podem autorizar a utilização a bordo de qualquer dispositivo eletrônico portátil, desde que não impacte nos sistemas de comunicação ou navegação do avião. “Compete à tripulação avaliar o caso e adotar ações de acordo com a situação”. A decisão final fica a cargo do comandante, que pode determinar o desembarque do passageiro e acionar a Polícia Federal.

Passageiro causa polêmica ao ligar antena da Starlink em voo da Azul

Passageiro usa Starlink mini e powerbank proibido em voo da Azul (imagem: reprodução/internet e Everton Favretto/Tecnoblog)

Duas capturas do vídeo do passageiro que utilizou Starlink em um voo da Azul (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Pode usar celular no avião? Saiba o que acontece se você não usar o Modo Avião

29 de Dezembro de 2025, 14:21
Imagem de um celular com o Modo Avião ativado
Entenda a importância de ativar o modo avião no celular e outros dispositivos durante um voo (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O uso de celular, notebook, tablet e outros dispositivos é permitido durante todo o voo, desde que o modo avião esteja devidamente ativado. Essa configuração é essencial para garantir que a comunicação do piloto com a torre não sofra interferências de rádio frequências.

Segundo a ANAC, o uso de dados móveis e ligações é proibido em qualquer fase do trecho, especialmente em momentos críticos de pouso e decolagem. Manter as antenas de busca de sinal ligadas pode sobrecarregar os sistemas de navegação e comprometer a segurança de todos a bordo.

Como alternativa é possível usar o Wi-Fi da aeronave, contanto que o dispositivo permaneça no modo avião. Muitas companhias já oferecem conectividade via satélite, permitindo que os passageiros trabalhem ou se divirtam sem infringir as normas de segurança vigentes.

A seguir, entenda a importância de ativar o modo avião em um voo e o que pode ocorrer se o recurso não estiver em uso. Também saiba outros detalhes sobre as conexões em uma aeronave.

Por que preciso ativar o Modo Avião em um voo?

O Modo Avião evita que sinais de rádio interfiram nos instrumentos de navegação e comunicação em fases críticas de um voo, como decolagem e pouso. Dispositivos ativos tentam se conectar a torres distantes em solo, gerando emissões de alta potência que podem sobrecarregar os rádios da aeronave.

A restrição é rigorosa para evitar conflitos de frequência com a conexão 5G, que opera em faixas próximas aos altímetros usados para pousos. Embora o Bluetooth e o Wi-Fi sejam permitidos por operarem em curto alcance, o bloqueio da rede celular assegura a integridade total do tráfego aéreo.

Capturas de tela mostram como desativar o Modo Avião no iOS e no Android
É possível ativar o Modo Avião nas configurações rápidas do iOS ou Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que acontece se não usar o Modo Avião?

Ativar o Modo Avião é essencial para impedir que o celular emita sinais de alta potência que tentam alcançar torres terrestres distantes. Sem esse ajuste, a radiação do dispositivo pode causar ruídos e interferências nos sistemas de comunicação e fones de ouvido dos pilotos.

Embora não cause acidentes, a medida evita falhas cumulativas de rádio durante decolagens e pousos, garantindo a segurança completa. Além disso, o recurso previne o descarregamento rápido da bateria, que ocorre pela busca constante de sinal em grandes altitudes.

É permitido fazer ligações em um avião?

Não, as agências reguladoras proíbem ligações telefônicas dentro da aeronave. O uso do modo avião é obrigatório durante todo o trajeto, garantindo que as frequências de rádio não prejudiquem o contato com a torre de controle.

No Brasil, a ANAC segue protocolos globais que vetam ligações mesmo em aviões equipados com Wi-Fi, priorizando o conforto acústico dos passageiros. Embora o envio de mensagens de texto seja permitido via internet a bordo, as chamadas por voz permanecem restritas por normas de segurança e etiqueta coletiva.

Imagem celular modo avião
Deixar o celular no Modo Avião é uma das normas internacionais (imagem: Sten Ritterfeld/Unsplash)

Posso usar dados móveis no avião?

Não, o uso de dados móveis é proibido por normas internacionais de segurança em uma aeronave. É obrigatório manter o modo avião ativado, desativando a rede celular durante todas as etapas do voo.

As companhias seguem diretrizes rigorosas de órgãos como a ANAC, e o descumprimento pode acarretar advertências ou multas ao passageiro. Como alternativa, é recomendado usar o Wi-Fi oferecido pela própria companhia, sendo a única conexão de internet permitida a bordo.

Tem rede Wi-Fi no avião?

Sim, várias companhias brasileiras e internacionais oferecem rede Wi-Fi a bordo com opções gratuitas ou pagas. A tecnologia funciona por meio de satélites para conexão em voos domésticos e internacionais, mas a disponibilidade varia por rota, aeronave ou empresa.

Quais companhias aéreas oferecem Wi-Fi no avião?

No Brasil, Azul, LATAM e Gol oferecem conexão Wi-Fi na maioria da frota com foco em rotas domésticas. O acesso varia entre planos gratuitos para mensagens e pacotes pagos para navegação completa ou streaming.

Líderes globais como Delta, JetBlue e United disponibilizam conexão gratuita ilimitada em diversos trechos internacionais. Outras gigantes, como Emirates, Air France e Lufthansa, oferecem opções que alternam entre cortesia e planos tarifados.

Empresas como Qatar Airways e Air Baltic elevam o padrão ao implementar a tecnologia Starlink para alta velocidade. Essa inovação sinaliza uma tendência de internet cada vez mais rápida e acessível em todo o setor aéreo.

Pode usar celular no avião? Saiba o que acontece se você não usar o Modo Avião

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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