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Compras de até US$ 50 devem voltar a pagar imposto federal em 2027

16 de Junho de 2026, 13:27
Imagem mostra uma lupa, com um gráfico em seta para cima e moedas, indicando taxação.
Imposto sobre compras internacionais deve voltar em 2027 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Compras internacionais de até US$ 50 devem voltar a ser tributadas em 2027 com a cobrança da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).
  • A alíquota da CBS ainda está em definição pela Receita Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com estimativa inicial de 8,8%.
  • Com a nova regra, as encomendas de baixo valor, atualmente isentas, passarão a ser tributadas pela alíquota integral da CBS.

A cobrança do Imposto de Importação em compras internacionais de até US$ 50 deve voltar a partir do ano que vem. O imposto será cobrado através da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), criada na reforma tributária, que será aplicada sobre operações de consumo (nacionais e importados).

A partir de 2027, encomendas internacionais de baixo valor estarão sujeitas à alíquota cheia da CBS, segundo o portal G1. O imposto, que adota o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), foi criada pela Lei Complementar nº 214/2025 como o novo tributo federal sobre o consumo, funcionando ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ISS (municipal) e o ICMS (estadual).

A alíquota ainda está sendo calculada pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), e o valor final deve ser fixado até dezembro deste ano. A estimativa inicial do governo era de 8,8%, mas exceções podem elevar esse índice.

“Taxa das blusinhas” chegou ao fim

Arte mostra um carrinho com compras à esquerda e, à direita, o logotipo da Shopee em cor laranja. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Shopee foi um dos marketplaces afetados pelo Imposto de Importação (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pela regra anterior, estabelecida em 2024, compras internacionais de até US$ 50 passaram a pagar 20% de Imposto de Importação, e até 60% em encomendas de até US$ 3 mil. Mesmo assim, já pagavam o ICMS, imposto estadual cobrado no momento da compra, que pode variar entre 17% e 20%, dependendo do estado.

Mesmo com a manutenção do programa Remessa Conforme, a nova tributação foi extremamente criticada. Isso porque acabou atingindo especialmente classes mais baixas, que compravam itens baratos em plataformas asiáticas, como roupas, acessórios para casa e outras bugigangas tecnológicas.

Com isso, em pouco menos de dois anos, as compras que não atingiam o teto mínimo voltaram a ser isentas, após decisão do governo. Com a medida, o Estado deixará de arrecadar bilhões — entre janeiro e abril deste ano, o governo arrecadou R$ 1,7 bilhão.

Varejo nacional apoia cobrança

A volta da tributação federal sobre compras internacionais reacende a disputa entre varejistas brasileiros e marketplaces estrangeiros.

O setor produtivo nacional defende a cobrança sobre encomendas de baixo valor. Em manifesto coordenado, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) argumenta que a isenção para pacotes internacionais criava concorrência desigual com o varejo brasileiro.

Do outro lado, plataformas de comércio internacional, como AliExpress, Shein e Shopee, sempre se posicionaram contra a taxação. Durante as discussões na Câmara sobre a antiga taxa das blusinhas, o AliExpress afirmou que a elevação da carga tributária prejudicaria consumidores de baixa renda e limitaria o acesso a produtos acessíveis que muitas vezes não são fabricados no Brasil.

Compras de até US$ 50 devem voltar a pagar imposto federal em 2027

Dez estados aumentaram a alíquota do ICMS para 20% nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Shopee (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança no Congresso

4 de Fevereiro de 2026, 18:30
Notebook Positivo Duo C464D
Projeto prevê que notebooks sejam item de uso pessoal (foto: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara aprovou projeto que isenta notebooks do Imposto de Importação, equiparando-os a itens de uso pessoal.
  • O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Senado.
  • A proposta prevê isenção para notebooks de viajantes, desde que não indiquem finalidade comercial, e tramita em caráter conclusivo.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que isenta do Imposto de Importação computadores portáteis trazidos do exterior por viajantes, desde que destinados a uso próprio. A proposta busca atualizar as regras de bagagem acompanhada, alinhando a legislação à rotina de quem depende desses equipamentos no dia a dia. A decisão foi tomada em novembro, mas divulgada pela equipe de comunicação da Câmara nos últimos dias.

Com o aval da comissão, o texto dá mais um passo na tramitação legislativa, mas ainda precisa passar por outras instâncias antes de virar lei. A ideia central é acabar com a tributação aplicada hoje a notebooks que ultrapassam a cota de valor, prática comum da Receita Federal.

O que muda com a isenção de notebooks na bagagem?

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança na Câmara
Deputado Zé Adriano é relator do projeto na Câmara (foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, o deputado Zé Adriano (PP-AC), ao Projeto de Lei 2204/25, de autoria do deputado Dr. Jaziel (PL-CE). A versão detalha as regras de bagagem para dar maior segurança jurídica à isenção.

Pela proposta, a bagagem de viajantes procedentes do exterior será isenta do Imposto de Importação para bens novos ou usados destinados a uso ou consumo pessoal, ou ainda para presentear, desde que a quantidade, a natureza e a variedade dos itens não indiquem finalidade comercial ou industrial.

O substitutivo inclui expressamente o computador portátil pessoal – como notebook ou laptop – na lista de bens isentos, desde que o equipamento seja compatível com as circunstâncias da viagem e esteja em uso pelo viajante. Atualmente, o Regulamento Aduaneiro já prevê isenção para itens como celular e relógio de pulso, mas não trata o notebook da mesma forma.

“O uso de notebooks já faz parte da vida cotidiana. Não é razoável que esse tipo de equipamento continue sendo tratado como item de revenda ou de destinação comercial”, afirmou Dr. Jaziel, autor do projeto original.

Notebook bagagem
Comissão aprova isenção de tributos para notebook de uso pessoal trazido do exterior por viajantes (Imagem: d3images/Freepik)

Quais são os próximos passos da tramitação?

A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que não precisa ser votada pelo Plenário da Câmara se for aprovada em todas as comissões responsáveis. Após a Comissão de Desenvolvimento Econômico, o texto ainda será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação, que avalia o impacto orçamentário, e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável por verificar a constitucionalidade.

Caso seja aprovado nessas etapas sem recursos, o projeto segue diretamente para o Senado, que atuará como Casa revisora. Se os senadores fizerem alterações, o texto retorna à Câmara para nova análise. Se for aprovado sem mudanças, segue para sanção presidencial.

Mesmo em tramitação conclusiva, o projeto pode ser levado ao Plenário se ao menos 52 deputados apresentarem recurso. Só após a aprovação nas duas Casas e a sanção do presidente da República a isenção passa a valer.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança no Congresso

Notebook Positivo Duo C464D (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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