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Crise das memórias: venda de PCs cai pela primeira vez em dois anos

9 de Julho de 2026, 12:54
Dell XPS 13 2024 tem opção de tela OLED (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Crise das memórias: venda de PCs cai pela primeira vez em dois anos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • venda de PCs caiu 4,9% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a IDC;
  • crise das memórias, com aumentos de preços de componentes, fez as vendas de PCs caírem em escala global;
  • IDC prevê ainda forte desaceleração nas taxas de crescimento no segundo semestre de 2026.

Não poderia ser diferente: a escalada de preços de componentes como memórias RAM e SSDs (entre outros) fez as vendas de PCs caírem em escala global. De acordo com a IDC, o segmento encolheu 4,9% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 68,2 milhões de unidades despachadas pelos fabricantes nos três meses anteriores.

A ironia dessa história é que a tendência natural seria a de crescimento. Isso porque o Windows 10 deixou de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2025, portanto, era de se esperar que a busca por PCs novos, baseados no Windows 11, movimentasse o setor.

De certa forma, movimentou. A IDC destaca que, nos nove trimestres anteriores (do começo de 2024 até o segundo trimestre de 2026), a indústria de PCs viu as vendas aumentarem.

Em termos de demanda, ainda havia espaço para esse ritmo ser mantido. Porém, os sucessivos aumentos de preços de componentes, com destaque para as memórias RAM, não permitiram a continuidade.

Sim, uma das razões é que, com componentes mais custosos, PCs ficaram caros a ponto de consumidores e organizações adiarem ou até cancelarem a compra desses equipamentos.

Mas há outro fator que explica o declínio mais recente: houve uma antecipação de pedidos de PCs no fim de 2025 e começo de 2026 por parte de organizações que queriam escapar, tanto quanto possível, dos aumentos de preços de componentes; o atendimento a esses pedidos fez as demandas posteriores diminuírem.

O efeito disso é que, embora as vendas tenham caído no terceiro trimestre de 2026, em linhas gerais, fabricantes de PCs tiveram um aumento de receita. Portanto, é o mercado consumidor que mais tem sentido os efeitos da crise.

Notebooks sobre mesa de cor vermelha
Lenovo destaca que estamos diante de um “novo normal” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Preços altos como o “novo normal”

Isso não quer dizer que a indústria não esteja preocupada. Recentemente, a Lenovo alertou que os preços elevados das memórias são o “novo normal”, dando a entender que a indústria e o mercado como um todo devem se preparar para essa nova realidade.

Tanto é assim que a situação não deverá ser melhor no segundo semestre de 2026, prevê a IDC:

Considerando o agravamento das condições macroeconômicas e a escassez de memórias que não deve diminuir até o início de 2028, não esperamos outra rodada de antecipação de estoques, o que aponta para uma forte desaceleração nas taxas de crescimento no segundo semestre de 2026.

Os fornecedores estão se preparando para novos aumentos de preços em 2027, e os canais de distribuição já estão demonstrando preocupação com os altos níveis de estoque nesses preços mais elevados.

Jitesh Ubrani, diretor de pesquisa de dispositivos de consumo da IDC

Crise das memórias: venda de PCs cai pela primeira vez em dois anos

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da Lenovo (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone definitivamente vai ficar mais caro, prevê consultoria

26 de Junho de 2026, 16:25
Ilustração com iPhone e fundo abstrato
Apple poupou os iPhones do último reajuste de preços (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A diretora sênior de pesquisa da IDC, Nabila Popal, afirma que o aumento no preço do iPhone é apenas uma questão de tempo.
  • Segundo a analista, a importância do smartphone para as receitas da Apple e a alta nos custos de memória e armazenamento tornam o reajuste inevitável.
  • Na quinta-feira (25/06), a Apple aumentou os preços de MacBooks, iMacs e iPads, mas manteve inalterados os valores do iPhone.

O aumento no preço do iPhone é apenas uma questão de tempo. É o que afirma a diretora sênior de pesquisa da consultoria IDC, Nabila Popal. Em entrevista à Bloomberg, a analista afirmou que a Apple ainda não reajustou o valor dos smartphones porque “apenas adiou” a decisão.

Ontem (25/06), a Apple anunciou um aumento global nos preços dos MacBooks Pro, MacBook Air, MacBook Neo e iPads. O reajuste deixou alguns produtos até R$ 5 mil mais caros no Brasil. Os iPhones e AirPods, no entanto, ficaram de fora da rodada de aumento. 

Antes, o CEO Tim Cook já havia classificado a alta dos preços como “inevitável”, atribuindo a medida ao aumento dos custos de memória impulsionado pela demanda por inteligência artificial.

Após o reajuste ser anunciado, as ações da Apple caíram 6,1% e fecharam cotadas a US$ 275 na quinta-feira – a maior queda diária desde 4 de abril de 2025. 

“O iPhone não escapa ileso. Isso é apenas um atraso. Os iPhones são a maior fonte de receita da Apple. Considerando o aumento dos custos de memória e, se a empresa quiser preservar suas margens de lucro, não há como evitar um reajuste.

Não acho que seja uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ e ‘quanto’.”

– Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC

Segundo a analista, a IDC já projetava um reajuste para o iPhone desde o fim do ano passado, quando a crise global de memória começou a se intensificar. Na avaliação da consultoria, o aumento sempre fez parte do cenário esperado para a linha de smartphones da Apple, justamente pela importância do produto no quadro da empresa.

iPhone definitivamente vai ficar mais caro, prevê consultoria

Apple vs Procon (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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