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Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

20 de Março de 2026, 11:50
Usuários podem solicitar alterações e receber críticas da IA em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Stitch agora permite criar interfaces de usuário por comandos de voz com o recurso vibe design.
  • A atualização inclui uma “tela infinita” e novos recursos: Gerenciador de Agentes, DESIGN.md e prototipagem interativa.
  • Após o anúncio do Google, as ações da Figma, principal plataforma de UI/UX, caíram cerca de 8%.

O Google lançou uma grande atualização para o Stitch, sua plataforma de design de inteligência artificial. A empresa introduziu um recurso “vibe design”, função que permite a qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, criar interfaces de usuário (UI) utilizando apenas comandos de voz e texto.

Segundo o comunicado, o objetivo é transformar a maneira como os softwares são desenvolvidos. A ideia do Google é que o foco deixe de ser o domínio de ferramentas complexas de edição gráfica e passe a ser a comunicação com a máquina.

O que é o vibe design do Google Stitch?

Nova versão usa IA para gerar designs completos (imagem: reprodução/Google)

O vibe design é um formato de criação em que o usuário dita as características e objetivos de uma interface como se estivesse conversando com um assistente virtual — o nome deriva do vibe coding. Segundo o portal XDA, em vez de começar um projeto desenhando botões e menus manualmente, o usuário pode simplesmente explicar o objetivo do software ou até citar exemplos de aplicativos que o inspiram.

O Stitch processa essas informações usando diversos agentes de IA. O grande diferencial desta atualização, no entanto, é o suporte aos comandos de voz. É possível solicitar, por exemplo, que a IA crie três opções de menu diferentes para uma página, ou que mude a tela atual para uma paleta de cores mais escura em tempo real.

Para acomodar essa nova dinâmica de trabalho, a interface do Stitch foi reformulada e agora conta com uma “tela infinita” que abriga rascunhos conceituais até os protótipos finais. Os criadores podem arrastar imagens, blocos de texto e trechos de código para a área de trabalho, e a IA utiliza todo esse material para gerar a interface mais adequada.

Tela infinita agrupa rascunhos e imagens de referência no mesmo espaço (imagem: reprodução/Google)

Para organizar o processo de desenvolvimento, a empresa destaca a chegada de três recursos complementares:

  1. Gerenciador de Agentes, que permite trabalhar em múltiplas ideias de design sem perder o histórico do projeto;
  2. O formato DESIGN.md, um arquivo criado para IA que facilita a importação ou extração de identidades visuais;
  3. E a prototipagem interativa, que traz um botão “Reproduzir” que simula o fluxo do aplicativo.

Após a conclusão da interface, o design pode ser exportado diretamente para ferramentas de programação, como o AI Studio e o Antigravity.

Mercado teme substituição pela IA

Segundo o Business Insider, as ações da Figma — hoje a principal plataforma colaborativa de design de UI e UX do mundo — registraram uma queda de cerca de 8% logo após o anúncio do Google, acumulando mais 5% de retração ao longo da quinta-feira (19/03).

Essa forte reação reflete o receio de investidores de que a IA generativa possa substituir rapidamente os softwares tradicionais e mudar drasticamente a demanda por profissionais de design. Contudo, os principais executivos do setor de tecnologia têm ido a público para tentar acalmar os ânimos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que a ideia de que a IA vai extinguir as empresas de software é “a coisa mais ilógica do mundo”. Sam Altman, CEO da OpenAI, pontuou que a indústria de software não está morta, mas a forma como criamos, desenhamos e consumimos aplicações vai mudar.

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia

16 de Dezembro de 2025, 18:31
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Imagem mostra um e-mail do Gmail com o assunto “CC Your day ahead”. No topo, aparece a mensagem “Morning, Elisa. Here’s your game plan for the day!”. O e-mail lista tarefas do dia, como “Pay the 0 daycare invoice”, “Swim meet is Sunday at 10am” e “Sign Leo’s field trip form”. Abaixo, há um aviso “FYI” com lembretes financeiros, incluindo “Your rent payment of ,500 is scheduled for tomorrow” e um convite para “Maya’s birthday party”.
CC usa Gemini e prepara usuário para o dia (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Google lançou o CC, um agente experimental que usa IA para gerar resumos diários com compromissos, tarefas e contas a pagar, usando dados do Gmail, Agenda e Drive.
  • O CC está em fase experimental e é liberado gradualmente nos EUA e Canadá para usuários com 18 anos ou mais, com prioridade para assinantes do Google AI Ultra e planos pagos.
  • O CC segue a ideia do ChatGPT Pulse da OpenAI, que organiza sugestões em cards usando o histórico de conversas e pode conectar aplicativos externos para incluir informações no resumo.

O Google anunciou, nesta terça-feira (16/12), o CC, um agente experimental que usa inteligência artificial para gerar um resumo do dia. A ideia é que, logo pela manhã, você receba no seu email uma lista de informações importantes.

Segundo a empresa, o resumo “Seu dia seguinte” inclui os compromissos do dia, tarefas importantes, atualizações e até mesmo contas a pagar. O CC pode ainda preparar rascunhos de emails (mas não pode enviá-los) e mostrar links da agenda.

E para dar instruções ao assistente, basta escrever um email para ele, com lembretes, compromissos ou informações importantes. Dá até para copiá-lo em uma conversa para obter um resumo do que foi discutido. O endereço do assistente é [seu-username]+cc@gmail.com.

O CC usa o modelo Gemini como base. Para conseguir realizar todas essas tarefas, ele precisa acessar o Gmail, a Agenda e o Google Drive, além de coletar informações da internet.

Por enquanto, o CC está em fase experimental, como parte do programa Google Labs. O agente está sendo liberado gradualmente para usuários nos Estados Unidos e no Canadá com 18 anos ou mais. Interessados devem se inscrever na lista de espera — assinantes do Google AI Ultra e de planos pagos terão prioridade.

Google CC segue os passos do ChatGPT Pulse

A ideia de usar IA generativa para criar um resumo do dia não é inédita. Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou o ChatGPT Pulse, que tem uma proposta parecida.

O robô usa o histórico de conversas para organizar sugestões em cards, que são exibidos na manhã seguinte. Entre as possibilidades, estão sugestões de jantar, ideias de treinos ou acompanhamento de temas profissionais.

Também dá para conectar aplicativos externos para que essas informações sejam incluídas no resumo. Ao conectar a Google Agenda, por exemplo, o Pulse pode propor reuniões, lembrar de aniversários ou indicar locais a visitar nas próximas viagens. Outra forma de usar o assistente é fazer pedidos diretos, como recomendar eventos locais às sextas.

Com informações do Google e do The Verge

Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia

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CC usa o Gemini e dados do Gmail, Agenda e Drive para criar lista de compromissos, tarefas importantes, atualizações e até contas a pagar.

CC usa Gemini e prepara usuário para o dia (imagem: divulgação)

Disco: Google anuncia navegador que cria abas interativas com IA

11 de Dezembro de 2025, 16:53
Navegador Disco e as GenTabs
Navegador Disco e as GenTabs (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou Disco, navegador experimental com IA, que utiliza a base do Chromium e apresenta as GenTabs, guias interativas criadas com o modelo de IA Gemini 3;
  • GenTabs combinam comandos do usuário, páginas abertas e histórico de interações para criar guias personalizadas, permitindo a criação de planos de viagem, estudo e pequenos aplicativos;
  • Disco está em teste com um grupo restrito de usuários no macOS, sendo necessário entrar em uma lista de espera para experimentá-lo.

Disco é o nome do mais novo projeto experimental do Google Labs. Trata-se de um navegador web com funcionalidades baseadas em inteligência artificial. Os mais importantes desses recursos são as GenTabs, que consistem em guias interativas desenvolvidas com auxílio do modelo de IA Gemini 3.

Como navegador em si, o Disco não é exatamente novo, pois a sua estrutura vem do Chromium que, como você deve saber, é a mesma base do Google Chrome e de vários outros browsers. As chamadas GenTabs é que tornam a novidade peculiar.

A proposta das GenTabs é funcionar como guias que combinam comandos do usuário (prompts), páginas abertas e até histórico de interações para gerar guias com informações ou funcionalidades apresentadas sob medida.

Por exemplo, se estiver planejando uma viagem, o usuário pode pedir ao Disco, via chat, que o ajude a montar um roteiro. As páginas que forem abertas e as informações que forem inseridas pelo usuário servem, então, para que uma GenTab seja criada fornecendo mapa, planejamento de atividades turísticas, recomendações de restaurantes e assim por diante.

GenTabs podem ser criadas para montagem de planos de estudos, pequenos aplicativos e até jogos, sem que o usuário precise saber programar. Todas as GenTabs já existentes podem ser modificadas ou atualizadas pelo usuário a qualquer momento, conforme a sua necessidade ou conveniência.

Disponibilidade do Google Disco

Por ser um projeto experimental, o Disco está sendo testado com um grupo restrito de usuários. Interessados em fazer parte desse grupo devem acessar o site do Disco e se cadastrar na lista de espera. Atualmente, a novidade tem apenas uma versão para macOS.

Apesar de o Disco ser um navegador, isso não significa que o Google está disposto a aposentar o Chrome. Até o momento, a companhia não fez nenhum anúncio nesse sentido. O que é mais provável de ocorrer é de recursos desenvolvidos no Disco serem transferidos para o Chrome em algum momento.

Coincidentemente, o anúncio do Google foi feito no mesmo dia em que o Opera Neon foi liberado globalmente. O navegador da Opera traz recursos nativos de IA, razão pela qual requer uma assinatura com preço de US$ 19,90 por mês (R$ 108, na conversão direta) para ser usado.

Disco: Google anuncia navegador que cria abas interativas com IA

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Google Disco é um navegador experimental que usa modelo de IA Gemini 3 para criar guias com conteúdo interativo feito sob medida.

Navegador Disco e as GenTabs (imagem: reprodução/Google)

Google lança ferramenta de vibe coding no Brasil

8 de Outubro de 2025, 08:17
captura de tela do vídeo de anuncio do Opal, IA do Google
Serviço de IA do Google ajuda leigos em desenvolvimento a criar apps (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • O Google lançou no Brasil a ferramenta de IA Opal, que permite criar miniaplicativos a partir de comandos de texto.
  • A Opal oferece um editor visual para leigos em programação, permitindo a edição de blocos de fluxo de trabalho e publicação dos miniaplicativos na web.
  • O Google introduziu uma ferramenta de depuração visual e otimizações de desempenho para agilizar a criação de aplicativos.

O Google anunciou nesta terça-feira (07/10) o lançamento da ferramenta de inteligência artificial Opal no Brasil. A ideia, que parte do Google Labs, é permitir que os usuários criem miniaplicativos a partir de comandos de texto. A plataforma estava em testes apenas nos Estados Unidos desde julho.

A expansão, que inclui mais 14 países além do Brasil, acontece simultaneamente à liberação de novas funcionalidades. Em comunicado oficial, o Google informou que a decisão de ampliar o acesso foi motivada pela complexidade e criatividade dos projetos desenvolvidos pela primeira leva de usuários.

Como o Opal funciona

O Opal opera a partir de um editor visual voltado a leigos em programação, oferecendo a infraestrutura do próprio Google (com Labs, Gemini e APIs do Android). O processo é semelhante ao uso de qualquer chatbot de IA, em que o usuário descreve a função do aplicativo que deseja criar, e a IA constrói um fluxo de trabalho com blocos que representam cada etapa do processo, como “receber dado do usuário”, “gerar texto” ou “exibir imagem”.

Cada um desses blocos pode ser editado individualmente, o que permite ao usuário refinar os comandos de texto para guiar a IA com mais precisão. Ao final do processo, o miniaplicativo pode ser publicado na web e compartilhado por meio de um link.

Além das criações próprias, a ferramenta possui uma galeria reunindo criações do Google e de outros usuários. Seguindo a ideia “colaborativa” de redes sociais como o TikTok, o Opal possui a opção editar projetos de outras pessoas por meio do botão “remixar”.

Captura de tela do fluxo do Opal
Fluxo dos apps gerados por IA no Opal (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligências artificiais já são usadas para auxiliar ou até mesmo gerar novos apps. O avanço das capacidades de codificação dos modelos é sempre um destaque nas novas versões.

O Gemini permite gerar códigos de apps para web e ter a pré-visualização diretamente no chatbot pelo menos desde março. A função foi aprimorada com o lançamento do Gemini 2.5 Pro, em maio.

Expansão global traz novas ferramentas

O Google anunciou duas atualizações voltadas a dar mais controle e agilidade aos criadores. A primeira é uma ferramenta de depuração visual, que permite executar o aplicativo passo a passo dentro do editor. Ela facilita a identificação de erros, destacando em qual bloco do fluxo ocorreu a falha.

A segunda melhoria diz respeito ao desempenho. O Google afirma ter implementado otimizações que reduzem o tempo necessário para criar novos aplicativos e permitem que fluxos de trabalho mais complexos executem tarefas em paralelo, diminuindo o tempo de espera.

A plataforma também está sendo liberada em países como Canadá, Índia, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Colômbia.

Google lança ferramenta de vibe coding no Brasil

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Plataforma experimental Opal, criada pelo Google Labs, estava em testes nos EUA desde julho.

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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