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ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

29 de Maio de 2026, 11:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uso corporativo do ChatGPT recuou para 74%, diz pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT perdeu espaço no ambiente corporativo para os concorrentes do Google e Anthropic.
  • A OpenAI ainda lidera com 74,7% de uso nos escritórios dos EUA, mas, antes, sua fatia era de 99,9%.
  • O Google Gemini agora domina 14,3% da base de clientes, enquanto o Claude tem 8,5% do tempo total de uso de IA.

O uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho disparou desde 2023, mas o ChatGPT já não reina absoluto. Um relatório divulgado pela empresa de monitoramento DeskTime revela que os profissionais estão buscando um conjunto mais variado de ferramentas, como o Google Gemini e o Claude, da Anthropic.

A IA da OpenAI ainda é a mais popular, com uma fatia de 74,7% de uso nos escritórios dos Estados Unidos. No entanto, se antes o chatbot era sinônimo de “inteligência artificial para qualquer tarefa”, hoje os funcionários diversificam os fluxos de trabalho e procuram soluções mais alinhadas às suas rotinas, aponta o estudo repercutido pelo TechRadar.

A pesquisa ouviu diretamente 2.385 funcionários de 97 empresas, mas também usou resultados de sua própria base de monitoramento global. Ainda assim, a maior parte dos dados se concentra nos EUA, principal mercado dessas ferramentas.

ChatGPT perdeu a exclusividade

A adoção da IA nos escritórios quase triplicou, ano a ano, entre 2023 e 2025. Mas os dados anônimos de 50 mil usuários ao redor do mundo, que a plataforma utilizou para compor o estudo, revelam uma clara mudança de comportamento em relação às plataformas escolhidas:

  • Em 2023, o ChatGPT representava 99,9% de todo o tempo dedicado à IA pelas empresas monitoradas.
  • No primeiro quadrimestre de 2026, a fatia da OpenAI despencou para 74,7% entre os usuários avançados (aqueles que utilizam essas ferramentas por mais de 26 horas anuais).
  • A proporção de profissionais totalmente fiéis ao ChatGPT também encolheu de 100% para 75,6%.

Segundo o CEO da DeskTime, Artis Rozentals, o mercado corporativo começou a separar o entusiasmo inicial da utilidade prática, mostrando que os profissionais preferem explorar novas tecnologias a ficarem presos a uma única interface familiar.

Gemini e Claude são as principais rivais

Nesse novo cenário, o Google Gemini desponta como o principal rival da OpenAI no mundo corporativo, abocanhando 14,3% do tempo total de uso de IA monitorado globalmente em 2026. O Claude aparece logo na sequência, com 8,5%, e se destaca por registrar o crescimento mais rápido deste ano.

Segundo a pesquisa, ambos conseguem converter usuários casuais em recorrentes com uma velocidade que o ChatGPT já não consegue acompanhar.

Enquanto o mercado se transforma, outras soluções caminham a passos lentos. O Microsoft Copilot, curiosamente, mantém uma participação estagnada na casa de 1% há vários anos, sem sinais de decolagem ou colapso. Já ferramentas focadas em nichos, como Perplexity e Mistral, ainda não alcançaram impacto significativo no uso diário dos escritórios.

Embora os dados reflitam a base específica da DeskTime, a tendência parece ser de que a era de dominação do ChatGPT no trabalho chegou ao fim e deu lugar a um ecossistema bem mais competitivo.

ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

25 de Março de 2026, 13:42
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Apple prepara nova fase da Siri com integração à Apple Intelligence (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple deve lançar uma nova versão da Siri com inteligência artificial em um aplicativo próprio com interface de chatbot.
  • Segundo Mark Gurman, a novidade deve ser revelada em 8 de junho.
  • A nova Siri usará modelos de IA da família Gemini do Google e deve melhorar a curadoria de notícias no Apple News.

Após atrasos, a Apple pode finalmente apresentar uma reformulação significativa da Siri. A nova versão da assistente pode chegar nos próximos meses, com foco em inteligência artificial e maior integração com seus sistemas. Entre as mudanças, a empresa deve anunciar um aplicativo próprio, com interface de chatbot.

A informação é de Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, a novidade deve ser revelada durante a Worldwide Developers Conference (WWDC), marcada para 8 de junho. A nova fase faz parte da reestruturação da plataforma Apple Intelligence, que busca reposicionar a Siri como um agente digital mais completo.

O que deve mudar com a nova Siri?

A principal transformação está na evolução da Siri para um sistema mais integrado ao ecossistema da Apple. A assistente deverá conseguir controlar aplicativos, acessar dados pessoais — como e-mails, mensagens e anotações — e realizar ações diretamente dentro dos apps.

Até agora, a notícia mais recente e mais importante sobre a assistente é a confirmação de que ela usará modelos de inteligência artificial da família Gemini, desenvolvida pelo Google.

Além disso, a Siri também deve aprimorar a curadoria de notícias, com resumos mais completos baseados no conteúdo do Apple News. Segundo Gurman, a ideia seria tornar a assistente uma ferramenta mais útil no dia a dia, reunindo informações em um único ambiente.

Siri com chatbot

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Nova Siri deve ampliar funções dentro de apps (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma das principais mudanças em teste é a criação de um aplicativo próprio da Siri. Esse app deve funcionar de forma independente e apresentar uma interface semelhante a chats, permitindo interações por texto e voz.

Gurman afirma que o novo formato incluirá histórico de conversas, busca por interações antigas e possibilidade de iniciar novos diálogos. Também será possível enviar arquivos, como documentos e imagens, para análise — algo já comum em plataformas como o ChatGPT.

Apesar da mudança, a Apple não deve posicionar oficialmente a Siri como um chatbot. Ainda assim, a experiência tende a se aproximar desse modelo, com conversas contínuas e respostas mais contextualizadas.

Além disso, a empresa testa integrar a Siri à Dynamic Island, no topo da tela dos iPhones mais recentes, além de substituir o sistema de busca Spotlight por uma versão mais inteligente da assistente. Também está em desenvolvimento um botão “Ask Siri” em aplicativos nativos, permitindo enviar conteúdos diretamente para análise.

Após muitos atrasos e tropeços com a nova Siri, a expectativa é que parte das novidades chegue ainda este ano, enquanto outras sejam liberadas gradualmente.

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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