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Justiça dos EUA manda Google abrir ecossistema de anúncios a rivais

17 de Setembro de 2026, 12:56
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Justiça dos EUA manda Google abrir ecossistema de anúncios a rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Justiça dos EUA determinou que o Google abra seu ecossistema de anúncios online a concorrentes, em decisão que visa combater o monopólio da empresa no setor.
  • A decisão, proferida pela juíza Leonie Brinkema, estabelece que o Google deve implementar medidas como interoperabilidade, não autofavorecimento e compartilhamento de dados.
  • As medidas deverão ser aplicadas por seis anos e monitoradas por uma supervisão independente, e visam permitir que concorrentes disputem espaços publicitários em condições similares às da própria companhia.

Em um documento com mais de 100 páginas, a Justiça dos Estados Unidos determinou que o Google abra o seu ecossistema de anúncios online a concorrentes. A decisão foi proferida pela juíza Leonie Brinkema e diz respeito a um processo antitruste movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) que acusa o Google de monopólio no setor.

Iniciada em 2023, a ação do DoJ aponta que o Google montou uma estrutura para dominar o mercado de anúncios digitais a ponto de dificultar a concorrência.

Essa estrutura consiste, essencialmente, em sistemas de compra de anúncios por anunciantes (como o Google Ads), em uma plataforma para que veículos gerenciem espaços de anúncios (Google DFP) e em uma bolsa de leilão em tempo real que conecta ambos os lados (Google AdX).

A atuação em várias frentes é um dos fatores que fazem a companhia ter um controle desproporcional do mercado, no entendimento das autoridades americanas.

O que é a abertura que a Justiça americana decidiu?

Não se trata de abrir tecnologias ou algoritmos relacionados a anúncios, como podemos imaginar na primeira olhada, mas de adotar determinadas medidas que favoreçam um ambiente de concorrência. Esses “remédios”, como são chamados, deverão ser aplicados por seis anos e ser monitorados por uma supervisão independente. São eles:

  • interoperabilidade: o Google deve integrar plataformas como AdX e DFP a soluções abertas de mercado, de modo a permitir que concorrentes disputem espaços publicitários com condições similares aos da própria companhia;
  • sem autofavorecimento: a empresa não poderá usar o seu domínio de mercado para dar vantagens às suas próprias soluções de anúncios em leilões e afins;
  • compartilhamento de dados: editores e veículos de imprensa poderão acessar e exportar dados referentes a anúncios do DFP ou AdX para plataformas concorrentes, se desejarem.

De acordo com a juíza Leonie Brinkema, essas medidas “serão suficientes para abrir efetivamente à concorrência os mercados de tecnologia de anúncios que foram prejudicados pela conduta ilegal do Google”.

Até certo ponto, esta é uma vitória para a companhia, afinal, os “remédios” não determinam que divisões da companhia tenham que ser vendidas. Apesar disso, o Google declarou que discorda das conclusões da decisão judicial e que, por isso, irá recorrer.

Com informações de Reuters

Justiça dos EUA manda Google abrir ecossistema de anúncios a rivais

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google testa publicidade em respostas da Busca com Modo IA

21 de Maio de 2026, 14:49

Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.

A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.

Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.

Para quem tem pressa:

  • Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
  • Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
  • Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.

Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial

banner google marketing live 2026
Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)

O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.

Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.

Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.

Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)

Leia mais:

Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.

Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.

As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.

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