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Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

9 de Junho de 2026, 15:24
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
  • Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
  • A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.

A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.

Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.

Como o malware roubava credenciais?

A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.

A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.

O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apagão em alguns serviços

A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.

Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.

Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.

Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Devs estão furiosos com nova forma de cobrança do GitHub Copilot

3 de Junho de 2026, 11:28
GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passou a adotar sistema de créditos desde 1º de junho de 2026;
  • desenvolvedores relatam aumentos drásticos nos custos com o GitHub Copilot em razão da mudança;
  • com novo modelo de cobrança, GitHub visa conter prejuízos da plataforma com processamento de IA.

O mês de junho chegou e, com isso, o GitHub passou a adotar um modelo de créditos (AI Credits) para os usuários que quiserem usar o assistente de inteligência artificial Copilot em seus projetos. Muitos desenvolvedores não gostaram da mudança, por um simples motivo: os seus custos com IA aumentaram enormemente.

Para você entender o que aconteceu, vale uma recapitulação. Em abril deste ano, o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student para conter os gastos elevados que a plataforma estava registrando com a execução do Copilot (que, aqui, não tem relação com o Microsoft Copilot, apesar de o GitHub pertencer à companhia).

Uma semana depois, o GitHub anunciou que adotaria o modelo de créditos que, na prática, passa a cobrar o usuário pela frequência de uso do Copilot. Isso significa que, quanto mais a ferramenta de IA para programação for utilizada, mais o usuário terá que pagar por isso.

Pois bem, a nova abordagem passou a vigorar em 1º de junho de 2026. Nela, os planos do GitHub Copilot continuam sendo oferecidos, mas com a mensalidade sendo convertida em créditos. Estes são os preços:

PlanoMensalidade
GitHub Copilot ProUS$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39
GitHub Copilot MaxUS$ 100
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuário

Cada AI Credit corresponde a US$ 0,01. Quando os AI Credits esgotam, o desenvolvedor precisa comprar mais créditos. É aqui que os problemas começam.

Desenvolvedores: custos com GitHub Copilot dispararam

Como já dito, o modelo de crédito entrou em vigor em 1º de junho. E, já no mesmo dia, um número considerável de usuários passou a reclamar que seus gastos com o GitHub Copilot dispararam.

Nesta discussão no GitHub Community, por exemplo, um usuário do Copilot Pro+ afirma que 13% dos créditos mensais de sua assinatura foram embora em menos de uma hora de uso. Outro respondeu que, em 2 de junho, 71% de seus créditos já haviam sido consumidos.

Gráfico de consumo de AI Credits no GitHub Copilot
Aqui, o usuário consumiu 1.085 de seus 1.500 AI Credits em apenas um dia (imagem: reprodução/GitHub Community)

neste tópico no Reddit, um usuário afirma que assinava o Copilot Pro+ desde que o plano foi lançado. Porém, com a recente mudança, ele prevê que seu gasto para este mês passará de US$ 39 (valor da assinatura) para US$ 847 com o mesmo padrão de uso. Por conta disso, ele decidiu cancelar o plano.

Queixas semelhantes a essas devem ganhar força nos próximos dias, não só por parte de desenvolvedores individuais como também por organizações.

O fato é que a execução de ferramentas de IA tem custos elevados e, uma hora, a conta precisa ser paga. Os usuários do GitHub Copilot sabem disso. Mas, para eles, a mudança para o modelo de créditos ocorreu de modo tão desproporcional que, como o exemplo mais acima deixou claro, muitos deles já começam a procurar alternativas.

Devs estão furiosos com nova forma de cobrança do GitHub Copilot

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

Aqui, o usuário consumiu 1.085 de seus 1.500 AI Credits em apenas um dia (imagem: reprodução/GitHub Community)

GitHub confirma invasão e roubo de milhares de repositórios internos

20 de Maio de 2026, 14:26
GitHub é alvo de invasão e vazamento de 3.800 repositórios internos de código (imagem: reprodução)
Resumo
  • GitHub confirmou a invasão e roubo de 3.800 repositórios internos de código pelo grupo criminoso TeamPCP.
  • O grupo também alega ter conseguido acesso ao código-fonte da plataforma e colocou os dados à venda por R$ 250 mil.
  • O ataque ocorreu após funcionário do GitHub ter comprometido dispositivo com extensão maliciosa no VS Code, editor de código da Microsoft.

O GitHub confirmou uma invasão que resultou na cópia ilegal de aproximadamente 3.800 repositórios internos de código — pastas em que desenvolvedores armazenam arquivos, códigos e outras informações dos projetos. Segundo a empresa, o ataque ocorreu após um funcionário ter comprometido o próprio dispositivo com uma extensão maliciosa no VS Code, editor de código da Microsoft.

As investigações começaram após um grupo cibercriminoso, chamado TeamPCP, reivindicar o ataque e colocar os dados à venda na internet, nessa terça-feira (19/05). Além dos repositórios, o grupo alega ter conseguido acesso ao código-fonte do GitHub.

Neste caso, os arquivos roubados foram pastas de desenvolvimento dos próprios engenheiros do GitHub e, de acordo com a plataforma, não há indícios de que dados de clientes ou repositórios pessoais ou corporativos armazenados fora desses repositórios tenham sido afetados.

“Removemos a versão da extensão maliciosa, isolamos o endpoint e começamos a resposta ao incidente imediatamente”, diz em nota publicada na rede social X.

O GitHub é uma plataforma controlada pela Microsoft usada por mais de 180 milhões de desenvolvedores e 4 milhões de organizações no mundo.

Grupo colocou dados à venda

A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo TeamPCP no fórum cibercriminoso Breached, segundo o portal Bleeping Computer. Os hackers anunciaram a posse de códigos privados do GitHub e estabeleceram US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil) como valor mínimo para negociar os dados com um único comprador.

“Tudo da plataforma principal está disponível e terei o maior prazer em enviar amostras aos compradores interessados”, publicaram os autores do ataque.

O grupo também afirma, na publicação, que não estava tentando extorquir o GitHub, mas sim vender os arquivos para apenas uma pessoa e destruir a cópia. Caso não encontrassem um comprador, o TeamPCP ameaçou vazar os dados gratuitamente.

Captura de tela de uma publicação em fórum cibercriminoso. Grupo anuncia venda de dados do GitHub
TeamPCP anuncia venda de repositórios do GitHub (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O grupo já é conhecido por ataques contra a cadeia de suprimentos de software, os chamados supply chain attacks, e foi associado a campanhas contra comunidades e repositórios como PyPI, NPM e Docker.

De acordo com o TechCrunch, o grupo também assumiu a autoria em um ataque contra a Comissão Europeia, em que roubaram cerca de 90 GB de dados. Os criminosos conseguiram capturar as chaves de acesso do órgão após inserirem um malware dentro de uma ferramenta de varredura de vulnerabilidades chamada Trivy.

Extensões falsas viraram vetor de ataques

O caso também expôs, novamente, o problema das extensões maliciosas no VS Code, que podem se passar por ferramentas úteis para desenvolvedores e, assim que instaladas, abrem caminho para invasores.

O Marketplace do VS Code já enfrentou outros episódios desse tipo. Ainda segundo o Bleeping Computer, extensões que somavam 9 milhões de downloads precisaram ser removidas anteriormente por riscos de segurança.

GitHub confirma invasão e roubo de milhares de repositórios internos

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

27 de Abril de 2026, 17:08
GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passará a utilizar um sistema de créditos de IA (com base em uso) a partir de 1º de junho de 2026;
  • mudança visa sustentar os custos crescentes de processamento de recursos de IA na plataforma;
  • planos atuais serão mantidos, mas com os valores das mensalidades sendo convertidos em créditos.

A partir de 1º de junho, usuários do GitHub que quiserem aproveitar todo o potencial do Copilot precisarão pagar a mais por isso. Isso porque o sistema de IA da plataforma está sendo migrado para um modelo de assinatura baseado em créditos. Trata-se de uma estratégia para mitigar prejuízos.

Um movimento do tipo era esperado desde a semana passada, quando o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student. A decisão foi tomada devido, principalmente, aos custos que agentes de IA estavam gerando para a plataforma.

A cobrança sobre o uso, por meio de créditos, é a solução, como o próprio GitHub explica:

O Copilot não é o mesmo produto de um ano atrás. Ele evoluiu de um assistente integrado ao editor para uma plataforma de agentes capaz de executar longas sessões de codificação em várias etapas, usando os modelos mais recentes e iterando em repositórios inteiros.

(…) O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável.

A cobrança baseada no uso resolve esse problema. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que utilizam muitos recursos.

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário
GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

O que muda nos planos do GitHub Copilot?

A partir de 1º de junho de 2026, o GitHub adotará o modelo de Créditos de IA (AI Credits) que, por sua vez, serão consumidos com base no uso de tokens. Nessa abordagem, os planos básicos do GitHub Copilot continuarão sendo oferecidos com os preços atuais, com a mensalidade sendo convertida em créditos no mesmo valor. Ficará assim:

PlanoMensalidadeCrédito mensal
GitHub Copilot ProUS$ 10US$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39US$ 39
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuárioUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuárioUS$ 39/usuário

Quando os AI Credits esgotarem, o usuário terá a opção de comprar mais créditos para continuar usando os recursos de inteligência artificial.

Assinantes Pro ou Pro+ continuarão com o plano atual até o vencimento de suas assinaturas. Quando isso ocorrer, suas contas serão convertidas para o Copilot Free, com uma nova opção paga devendo ser contratada manualmente, se houver interesse. Também é possível solicitar uma conversão antes do vencimento do plano.

Para clientes corporativos, haverá créditos promocionais (sem custo adicional) de US$ 30 por usuário no Copilot Business e de US$ 70 no Copilot Enterprise durante junho, julho e agosto de 2026. Além disso, os créditos não usados de cada usuário poderão ser compartilhados com toda a organização.

Não vai ser estranho se outras plataformas adotarem estratégias semelhantes. IA custa caro e absorver custos ad eternum é inviável até para grandes organizações (o GitHub pertence à Microsoft, vale relembrar).

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

21 de Abril de 2026, 13:13
Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

26 de Março de 2026, 15:54
Mudança afeta contas Free, Pro e Pro+, mas pode ser desativada (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub usará dados de interação de usuários para treinar modelos de IA a partir de 24 de abril de 2026.
  • Dados coletados incluem resultados aceitos ou modificados, entradas fornecidas à IA, contexto do código, comentários e feedback de usuários.
  • Quem não quiser, pode desativar a coleta de dados navegando até “/settings/copilot/features” e desmarcando a opção.

O GitHub anunciou que vai utilizar dados de interação dos usuários para treinar e aprimorar os modelos de inteligência artificial do GitHub Copilot a partir de 24 de abril de 2026. A mudança afeta a base global de programadores que assinam os planos Free, Pro e Pro+ e vai operar no formato de exclusão voluntária — ou seja, quem não quiser compartilhar suas informações terá que desativar a opção manualmente.

Em comunicado oficial no blog da companhia, o diretor de produtos do GitHub, Mario Rodriguez, afirmou que a medida visa ajudar a IA a entender os fluxos de trabalho reais, fornecer sugestões mais seguras e detectar possíveis falhas com mais precisão e rapidez.

Quais dados serão coletados?

A lista de informações que o GitHub passará a extrair durante as sessões de programação inclui:

  • Resultados gerados pelo modelo que foram aceitos ou modificados pelo usuário;
  • Entradas fornecidas à IA, englobando os trechos de código exibidos na tela;
  • O contexto do código ao redor da posição do cursor;
  • Comentários e documentações redigidos durante o desenvolvimento;
  • Nomes de arquivos, estrutura de diretórios do repositório e padrões de navegação;
  • Histórico de interações com os recursos do Copilot, como conversas no chat;
  • Feedback direto do usuário sobre as sugestões (avaliações de “gostei” ou “não gostei”).
imagem de uma tela com códigos de programação
Plataforma vai coletar dados de interação em tempo real (imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

O conteúdo será compartilhado com empresas afiliadas ao grupo corporativo do GitHub, o que engloba a dona do serviço, a Microsoft. Contudo, a empresa garante que não repassará os dados a fornecedores terceirizados de IA ou provedores independentes.

Para justificar a atualização, a plataforma aponta que outras empresas do setor, como a Anthropic, adotam políticas semelhantes de telemetria. Segundo Rodriguez, testes internos demonstraram melhorias na taxa de aceitação de sugestões de código após o treinamento com dados de uso. O GitHub acrescentou que também iniciará a coleta de informações dos próprios funcionários para esse fim.

A coleta de dados em repositórios privados vai ocorrer exclusivamente enquanto o usuário estiver interagindo com o Copilot no ambiente de desenvolvimento. Isso significa que o sistema processa e armazena os trechos apenas durante o uso em tempo real da assistência de IA. Nesse momento, os dados são capturados e enviados para a base de treinamento.

Essa mecânica, conforme analisado pelo portal The Register, redefine o conceito de privacidade dentro da plataforma. Em tese, repositórios privados eram acessíveis apenas ao proprietário e aos colaboradores explícitos. Com a nova política, a blindagem total só é garantida caso o desenvolvedor bloqueie o uso de seus dados.

Como desativar?

Os usuários que preferem manter seus códigos fora da base de treinamento devem navegar até o caminho “/settings/copilot/features” no painel da plataforma e desativar a opção “Permitir que o GitHub use meus dados para treinamento de modelos de IA”, localizada na seção de Privacidade.

O GitHub ressalta que usuários que já haviam desmarcado essa preferência no passado terão suas escolhas preservadas. Os assinantes dos planos Copilot Business e Copilot Enterprise, além de alunos e professores que acessam as ferramentas educacionais, estão isentos da nova regra.

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

(imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

18 de Março de 2026, 15:39
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias.
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O projeto Small Web da Kagi destaca páginas autorais e independentes, fugindo de algoritmos e IA.
  • A iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.
  • A Kagi mantém o projeto aberto a contribuições no GitHub.

O avanço da inteligência artificial tem transformado a forma como conteúdos são produzidos e distribuídos na internet. Em resposta a esse cenário, a Kagi decidiu reforçar uma proposta alternativa: destacar páginas independentes, criadas por pessoas, dentro do que chama de Small Web.

A iniciativa começou em 2023, mas agora ganha novos formatos, incluindo apps para celular e extensões de navegador. A Kagi, vale lembrar, é uma startup de tecnologia dona de um buscador próprio, focado em privacidade.

Com o projeto Small Web, a ideia é facilitar o acesso a conteúdos menos comerciais, como blogs pessoais, webcomics e projetos autorais — tipos de site que marcaram os primórdios da internet, mas que hoje competem com plataformas dominadas por grandes empresas e conteúdos automatizados.

O que é o Small Web?

Na definição da Kagi, a Small Web reúne páginas criadas por indivíduos, com foco em produção original e não comercial. O projeto organiza mais de 30 mil sites, permitindo que usuários descubram conteúdos fora dos algoritmos tradicionais.

Uma das principais ferramentas é um sistema de navegação aleatória, que exibe um site por vez e permite avançar para outro com um clique, em um modelo semelhante ao do StumbleUpon. A proposta é incentivar a exploração de conteúdos que dificilmente apareceriam em buscas convencionais.

Agora, a plataforma foi expandida para extensões de navegador e apps para iPhone e Android. A Kagi também adicionou novas categorias de conteúdo, como vídeos, blogs, quadrinhos ou repositórios de código. Os aplicativos oferecem histórico de navegação, lista de favoritos e modo de leitura sem distrações.

Web autoral ou nostalgia?

Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet independente e autoral.
Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet autoral (imagem: divulgação)

A tentativa de valorizar a chamada web independente surge em um momento em que conteúdos automatizados ganham espaço. Ainda assim, a abordagem da Kagi não passa sem críticas.

Em discussões no Hacker News, usuários apontam limitações no projeto. Um dos pontos levantados é o critério de seleção: apenas sites com feeds RSS ativos e atualizados são incluídos, o que exclui páginas experimentais ou projetos pontuais.

Outro questionamento envolve a curadoria. Há relatos de sites listados que levantam dúvidas sobre a real autoria humana, o que contraria a proposta central da iniciativa.

Ainda assim, para a Kagi, a Small Web também funciona como um diferencial estratégico em sua tentativa de competir com buscadores tradicionais. O projeto segue aberto a contribuições por meio da página oficial da iniciativa no GitHub.

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

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Projeto foge dos algoritmos e da IA para destacar páginas autorais na internet. Iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias (imagem: divulgação/Kagi)

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

4 de Março de 2026, 13:02
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

11 de Fevereiro de 2026, 14:39
Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

6 de Janeiro de 2026, 14:26
Ilustração de chip da Rockchip
Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)
Resumo
  • Repositório Rockchip Linux MPP foi desativado no GitHub após queixa de DMCA enviada por membro do projeto FFmpeg;

  • Acusação aponta que empresa incorporou código-fonte aberto sem manter registros de direitos autorais;

  • Membros do FFmpeg tentavam resolver situação amigavelmente com Rockchip desde o início de 2024, sem sucesso.

Se você nunca ouviu falar da Rockchip, saiba desde já que esta é uma importante companhia chinesa de semicondutores. A Rockchip atraiu os holofotes recentemente, mas não por lançar um chip: a empresa teve um de seus principais repositórios de software no GitHub desativado devido a uma queixa de violação de direitos autorais (DMCA).

A Rockchip é especializada em chips de arquitetura Arm que são implementados em diversos dispositivos, como TV boxes, tablets Android, câmeras de segurança e equipamentos para soluções embarcadas ou feitas sob medida, a exemplo da placa Banana Pi BPI-M5 Pro (concorrente da linha Raspberry Pi 5).

Frequentemente, os chips da Rockchip são empregados em equipamentos que trabalham com plataformas abertas, a exemplo do Linux e do Android. É por isso que a desativação do repositório em questão deixou a comunidade em torno da Rockchip preocupada.

Queixa vem de integrante do projeto FFmpeg

O FFmpeg é uma poderosa ferramenta de código aberto para conversão de formatos de vídeo ou áudio, codificação de mídia, transmissão ou captura de conteúdo, e afins.

Eis que um dos membros da comunidade do FFmpeg enviou uma queixa de violação de direitos autorais pela Rockchip ao GitHub, que respondeu desativando o repositório correspondente, de nome Rockchip Linux MPP.

De acordo com a queixa, a Rockchip incorporou grande parte do código-fonte do FFmpeg para uso na plataforma Rockchip MPP, empregada em tarefas de codificação e decodificação de vídeo.

Como o projeto FFmpeg tem código-fonte aberto, parece não haver nenhum problema nisso. Mas, de acordo com a queixa, a incorporação do código foi feita sem que os registros de direitos autorais e dos autores do projeto fossem mantidos, o que caracteriza uso ilegal.

Para piorar a situação, a plataforma Rockchip MPP foi redistribuída sob uma licença Apache que é incompatível com a licença LGPL 2.1 implementada no FFmpeg.

Banana Pi BPI-M5 Pro (imagem: divulgação/Banana Pi)
Banana Pi BPI-M5 Pro tem SoC da Rockchip (imagem: divulgação/Banana Pi)

FFmpeg tentou resolver problema junto à Rockchip

A parte mais surpreendente dessa história é que membros do FFmpeg vinham tentando resolver o problema junto à Rockchip. Um vídeo no canal Brodie Robertson, no YouTube, mostra desenvolvedores de ambos os projetos trocando mensagens sobre o assunto pelo menos desde o início de 2024.

Em uma das conversas, um membro da Rockchip admitiu o uso de código do FFmpeg de modo indevido como resultado de uma falta de compreensão sobre os conflitos entre as licenças LGPL e Apache.

A Rockchip prometeu, ainda em 2024, resolver o problema, mas não o fez. Foi isso que levou um integrante do FFmpeg a enviar a queixa de DMCA ao GitHub.

O que acontece agora?

Não está claro. Até o momento, a Rockchip não se pronunciou sobre o assunto. Mas, como o repositório problemático não está mais disponível no GitHub, é possível que a companhia corrija o problema em um futuro próximo para não prejudicar seus clientes.

Como correção, a comunidade do FFmpeg propõe:

  • remover as falsas alegações de autoria;
  • restaurar a atribuição original e os avisos de direitos autorais;
  • distribuir o código sob uma licença compatível com a LGPL.

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

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Chinesa Rockchip teve repositório de software no GitHub desativado após ser acusada de usar código do projeto FFmpeg indevidamente.

Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

24 de Novembro de 2025, 14:58
Capa dos jogos Zork
Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou códigos-fonte dos jogos Zork, Zork II e Zork III sob licença MIT;
  • Franquia Zork, desenvolvida pela Infocom em 1979, foi assumida pela Microsoft em 2022 após a compra da Activision;
  • Códigos-fonte estão disponíveis no GitHub; é necessário usar ferramentas como o ZILF para compilar e executar os jogos.

De tempos em tempos, a Microsoft libera o código-fonte de algum software clássico. A mais recente decisão do tipo envolve o jogo Zork, bem como as suas sequências: os títulos Zork II e Zork III. Agora, todos estão disponíveis sob uma licença aberta MIT.

Os três games foram lançados entre 1979 e 1982, e seguem uma dinâmica de aventura em texto. Ou seja, em vez de gráficos e joysticks, o jogador deve usar o teclado para responder à narrativa textual e tomar decisões para resolver os desafios apresentados.

A franquia Zork é justamente uma das mais lembradas quando o assunto é jogo de aventura em texto. Não por acaso, a Microsoft fez a seguinte descrição sobre a série:

Quando foi lançado, Zork não pedia apenas aos jogadores que vencessem; pedia que imaginassem. Não havia gráficos, joystick ou trilha sonora, apenas palavras na tela e a curiosidade do jogador.

Mesmo assim, essas palavras construíam mundos mais vívidos do que a maioria dos jogos da época. O que tornou isso possível não foi apenas um roteiro inteligente, mas também uma engenharia inteligente.

Tela do jogo Zork I
Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)

Zork não era da Microsoft até recentemente

Zork foi desenvolvido por uma pequena empresa chamada Infocom, em 1979. Na época, Bill Gates tornou-se um grande fã da franquia, razão pela qual a Microsoft tentou adquirir o jogo naquele mesmo ano.

Não houve acordo, pois a Microsoft já distribuía uma versão do jogo Colossal Cave Adventure (sob o nome Microsoft Adventure), que serviu de inspiração justamente para o desenvolvimento de Zork.

A Infocom acabou sendo adquirida pela Activision em 1986. Você deve se lembrar que a Activision foi adquirida pela Microsoft em 2022. Foi assim que a franquia foi parar nas mãos desta última e, agora, tem os seus três primeiros títulos disponibilizados sob uma licença MIT.

Porém, a Microsoft alerta que a decisão envolve somente os códigos-fonte. Embalagens comerciais, materiais de marketing e marcas registradas não fazem parte do pacote.

Os três títulos e seus respectivos códigos podem ser baixados a partir do GitHub:

Para quem pretende experimentar os jogos, é necessário recorrer a ferramentas como o ZILF para compilá-los e executá-los.

Esta não é a única liberação de código recente da turma de Redmond. Em setembro deste ano, a Microsoft abriu o código-fonte do Basic para o clássico chip 6502.

Com informações de Ars Technica e Input

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)

Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

29 de Outubro de 2025, 10:37
Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
Iniciativa permite acessar diversos agentes de codificação no mesmo lugar (imagem: divulgação/GitHub)

O GitHub anunciou o Agent HQ, uma nova plataforma centralizada que integra múltiplos agentes de codificação de IA. A iniciativa, revelada ontem no evento GitHub Universe 2025, permitirá que desenvolvedores com uma assinatura paga do GitHub Copilot acessem e gerenciem ferramentas de empresas como Anthropic, OpenAI, Google, Cognition e xAI, além do próprio Copilot.

O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento, atualmente dividido por diferentes interfaces de IA. A novidade será gerenciada por um painel de controle (o mission control), onde os desenvolvedores poderão atribuir tarefas, orientar e rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA.

Como é a nova central de IA do GitHub?

A ideia é oferecer um ecossistema que reúne diferentes agentes em um só lugar. A plataforma permitirá que os desenvolvedores orquestrem “frotas de agentes especializados” para executar tarefas complexas em paralelo. Será possível rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA simultaneamente, inclusive executando vários deles em paralelo na mesma tarefa para comparar resultados.

O sistema também inclui novos controles de ramificação (branch) para supervisionar quando executar verificações de integração contínua (CI) em código gerado por IA, além de recursos de identidade para gerenciar o acesso e as políticas de cada agente, tratando-os como se fosse um desenvolvedor humano trabalhando em uma equipe.

O mission control também se conectará às ferramentas de gerenciamento de projetos Slack, Linear, Atlassian Jira, Microsoft Teams e Azure Boards.

Quando os agentes estarão disponíveis?

Nova plataforma integrará ferramentas da OpenAI, Google, Anthropic e mais (imagem: reprodução/GitHub)

O GitHub informou que os usuários do Copilot Pro+ participantes do programa VS Code Insiders poderão acessar imediatamente o OpenAI Codex, tornando-o o primeiro agente disponível. Os demais serão disponibilizados nos próximos meses, como parte da assinatura paga.

O que mais foi anunciado?

Junto com o Agent HQ, o GitHub introduziu um conjunto de ferramentas focadas em planejamento, personalização e governança corporativa. No VS Code, foi apresentado o “Modo de Plano” (Plan Mode), que faz perguntas ao desenvolvedor para ajudar a construir uma abordagem detalhada antes de iniciar a produção de código. Após a aprovação do plano, ele é enviado ao Copilot ou a outro agente para implementação.

Para empresas, foi lançada uma prévia pública do GitHub Code Quality, que analisa a manutenção, confiabilidade e cobertura de testes do código, e do metrics dashboard, um painel para administradores acompanharem o impacto e o uso do Copilot na organização.

Foi adicionada também uma etapa de revisão de código ao fluxo de trabalho do agente Copilot, permitindo que ele acesse ferramentas, como o CodeQL, para avaliar o código antes de encaminhá-lo a um desenvolvedor humano. Por fim, um “plano de controle” de governança permitirá que administradores corporativos definam políticas de segurança, registrem auditorias e gerenciem quais agentes de IA são permitidos ou não dentro de uma companhia.

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

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O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento. Ecossistema reúne diferentes agentes num lugar só.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

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