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Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

22 de Abril de 2026, 12:01
Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

20 de Janeiro de 2026, 19:08
Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
  • OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
  • Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.

O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.

Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.

Publicidade pode “contaminar” IA

Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.

Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)

China: “seis meses atrás do Ocidente”

Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.

Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.

Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

(foto: John Sears/Wikimedia)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

6 de Janeiro de 2026, 15:02
Gif animado mostra o novo robô Atlas movimentando seus braços robóticos
Novo robô Atlas é totalmente elétrico (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Boston Dynamics e Google DeepMind retomaram parceria para integrar IA ao novo robô Atlas, visando maior interação com o ambiente e seres humanos.
  • O projeto utilizará modelos fundacionais da DeepMind para permitir que o robô perceba o ambiente, raciocine e execute comandos.
  • A nova versão do Atlas, totalmente elétrica, será usada em pesquisas, com foco inicial em aplicações industriais, especialmente no setor automotivo.

A Boston Dynamics, líder global em robótica, e o Google DeepMind, laboratório de IA da Alphabet, anunciaram nessa segunda-feira (05/01) uma nova parceria para o desenvolvimento de robôs humanoides.

A colaboração foi revelada em uma apresentação na CES 2026, que ocorre em Las Vegas. O acordo deve integrar os modelos de IA do Google ao novo robô Atlas, criando máquinas que possam pensar e interagir no mundo real.

A parceria também prevê o uso dos chamados modelos fundacionais da DeepMind, como a linha Gemini Robotics, para combiná-los à inteligência física dos robôs. A tecnologia do Google, segundo comunicado oficial, deve permitir que o Atlas perceba o ambiente, raciocine sobre problemas, utilize ferramentas e obedeça a comandos complexos de forma autônoma.

O acordo marca um reencontro entre as duas companhias. Até 2017, o Google foi proprietário da Boston Dynamics, à época parte da divisão Google X. No período, as empresas desenvolveram as primeiras versões do Atlas. A empresa foi vendida para a SoftBank e posteriormente para Hyundai.

Imagem mostra a parte superior do novo robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics. Na parte central do dorso, o robô exibe o logo da empresa.
Boston Dynamics e Google DeepMind fecham novo acordo para IA em robôs (imagem: divulgação)

IA para tarefas no mundo real

Segundo as empresas, a proposta é avançar no desenvolvimento de sistemas que integrem visão, linguagem e ação em robôs humanoides.

Equipes das duas companhias devem conduzir as pesquisas utilizando uma nova frota do Atlas, atualmente em sua versão totalmente elétrica. A Boston Dynamics afirma que o projeto mira aplicações industriais, com atenção inicial para o setor automotivo. Entretanto, a empresa não detalha casos de uso específicos nem prazos para comercialização.

Boston dynamics Atlas robot #CES2026 pic.twitter.com/AfUtZELN4I

— Cybernews (@CyberNews) January 5, 2026

O diretor de comportamento robótico do Atlas na Boston Dynamics, Alberto Rodriguez, afirmou que a empresa buscava um parceiro capaz de desenvolver modelos confiáveis e escaláveis para robôs complexos.

Já por parte do Google DeepMind, os modelos do Gemini Robotics são desenvolvidos para “trazer a IA para o mundo físico”, segundo a diretora sênior do setor, Carolina Parada. As empresas devem apresentar novas informações sobre os avanços do projeto ao longo do ano, conforme os testes com os robôs humanoides avancem.

Atlas recebeu nova versão

O Atlas original, apresentado em 2013, foi oficialmente aposentado em 2024. No mesmo período, a empresa revelou um novo Atlas, também humanoide, mas com arquitetura totalmente elétrica, substituindo o sistema hidráulico da geração anterior.

A nova versão tem maior amplitude de movimentos e foi projetada desde o início para aplicações comerciais. É justamente esse novo Atlas que servirá como base para os experimentos com os modelos de IA do Google DeepMind.

A parceria com o Google é voltada à pesquisa e desenvolvimento de IA em robótica e não altera a estrutura societária da empresa, que segue sob controle da Hyundai.

Boston Dynamics e Google retomam parceria para levar IA ao robô Atlas

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Colaboração anunciada na CES 2026 integra modelos Gemini Robotics ao novo robô humanoide elétrico. Empresas devem revelar mais detalhes ao longo do ano.

Previsão do tempo do Google vai ficar mais precisa com novo modelo de IA

17 de Novembro de 2025, 17:56
Nuvem se formando sobre plantação
WeatherNext 2 aumenta previsão de trajetória de furações para três dias de antecedência (Imagem: NOAA/Unsplash)
Resumo
  • O WeatherNext 2 gera previsões do tempo até oito vezes mais rápidas, com resolução de até uma hora, sendo útil para setores como energia, agricultura e logística.
  • O modelo supera seu antecessor em 99,9% das variáveis e prevê a trajetória de furacões com três dias de antecedência.
  • A nova tecnologia já está disponível nas previsões de tempo da busca do Google, do Gemini, do app Pixel Weather e na API do Google Maps.

O Google DeepMind anunciou nesta segunda-feira (17/11) um novo modelo de inteligência artificial para previsão do tempo, chamado WeatherNext 2. A empresa promete que ele é mais preciso e muito mais rápido que as tecnologias atuais.

O laboratório, que funciona como divisão de IA do Google desde 2023, tem experiência em tecnologias desse tipo, com modelos como o GraphCast e o GenCast. Os avanços serão aplicados a produtos da gigante da tecnologia a partir de hoje.

Quais são as novidades do WeatherNext 2?

Segundo a divisão de IA do Google, o WeatherNext 2 é capaz de gerar previsões do tempo até oito vezes mais rápidas, com resolução de até uma hora. Essas informações podem ser particularmente úteis para setores como energia, agricultura e logística, entre outros.

Para realizar uma tarefa desse tipo, a IA leva menos de um minuto, executada em apenas uma TPU; se fosse usar um modelo baseado em cálculos físicos, isso poderia levar horas em um supercomputador.

O modelo não é apenas mais rápido: ele tem precisão de altíssimo nível, superando seu antecessor em 99,9% das variáveis (como temperatura, vento e umidade) e períodos de até 15 dias.

Além de tarefas cotidianas, o WeatherNext 2 poderá ser útil em emergências, prevendo a trajetória de furacões com três dias de antecedência; o WeatherNext anterior conseguia antecipar as informações em dois dias.

Como o Google conseguiu esses avanços?

A DeepMind explica que isso foi possível por meio de uma nova abordagem, que insere “ruído” no modelo. Com esses dados aleatórios controlados, é possível gerar uma quantidade maior de cenários possíveis. O processo é repetido algumas vezes, e o modelo testa quais são os resultados mais prováveis do ponto de vista físico.

Outro avanço é que WeatherNext 2 foi treinado apenas com parâmetros individuais, como temperatura em um determinado local, vento a uma certa altitude ou umidade. Usando somente esses dados, o aprendizado de máquina levou o modelo a ser capaz de prever sistemas complexos, como ondas de calor e ventos fortes.

Previsão do tempo do Google recebe atualização

Segundo a empresa, a nova tecnologia será disponibilizada a partir de hoje nas previsões de tempo da busca, do Gemini e do app Pixel Weather. Nas próximas semanas, ela estará presente também no Google Maps.

Do lado dos cientistas e desenvolvedores, o WeatherNext 2 está disponível na API do Google Maps, no Earth Engine e no BigQuery, além de um programa de acesso antecipado na plataforma Vertex AI, do Google Cloud.

Com informações do Google, da Bloomberg e do Engadget

Previsão do tempo do Google vai ficar mais precisa com novo modelo de IA

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WeatherNext 2 usa técnica de processamento mais rápida para simular prováveis cenários climáticos nos próximos 15 dias

GraphCast dá previsão do tempo para até dez dias, incluindo eventos extremos (Imagem: NOAA/Unsplash)

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

4 de Novembro de 2025, 09:34
Foto de Mustafa Suleyman
Mustafa Suleyman reforça que apenas seres biológicos podem ter consciência (imagem: reprodução/Christopher Wilson)
Resumo
  • O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, defende que apenas seres biológicos podem ter consciência e critica a busca por IA consciente.
  • Suleyman apoia-se no “naturalismo biológico” de John Searle, que afirma que a consciência depende de processos biológicos.
  • Durante a AfroTech Conference, Suleyman destacou que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos e apresentou o modo Real Talk do Copilot, que desafia o usuário.

O principal executivo de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, reacendeu o debate sobre os limites da tecnologia ao afirmar que apenas seres biológicos são capazes de possuir consciência. Durante o evento AfroTech Conference, realizado nos Estados Unidos, o cofundador da DeepMind declarou que pesquisadores e desenvolvedores deveriam abandonar projetos que tentam atribuir características humanas às máquinas.

Segundo Suleyman, em entrevista à CNBC, discutir se a inteligência artificial pode desenvolver consciência é uma abordagem equivocada. Para ele, “se você fizer a pergunta errada, chegará à resposta errada. Acho que é a pergunta totalmente errada.” O executivo ressalta que sistemas de IA podem simular emoções, mas não possuem experiências reais, como dor ou sofrimento.

Máquinas inteligentes, mas sem emoções

Suleyman, que assumiu a divisão de IA da Microsoft em 2024, é uma das vozes mais críticas em relação à noção de que algoritmos possam ter consciência. Ele explica que há uma diferença essencial entre um sistema que simula emoções e um ser que realmente as sente.

“Nossa experiência física de dor é algo que nos deixa muito tristes e nos faz sentir péssimos, mas a IA não se sente triste quando experimenta ‘dor’”, afirmou. “Trata-se apenas de criar a percepção, a narrativa aparente da experiência, de si mesma e da consciência, mas não é isso que ela realmente experimenta.”

A posição de Suleyman se apoia em uma teoria filosófica chamada “naturalismo biológico”, proposta por John Searle, segundo a qual a consciência depende de processos biológicos presentes apenas em cérebros vivos. “A razão pela qual concedemos direitos às pessoas hoje é porque não queremos prejudicá-las, porque elas sofrem. Elas têm uma rede de dor e preferências que envolvem evitar a dor. Esses modelos não têm isso. É apenas uma simulação”, completou.

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Debate sobre consciência em IA ganha força (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O debate: devemos tentar criar IA consciente?

Apesar de dizer que não pretende impedir outros de estudarem o tema, Suleyman reforçou que considera absurda a ideia de perseguir pesquisas sobre consciência em máquinas. “Elas não são conscientes”, resumiu.

O executivo tem usado suas aparições públicas para alertar sobre os riscos desse tipo de abordagem. Ele já reiterou, por exemplo, que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos — uma decisão que vai na contramão de iniciativas de empresas como a xAI e OpenAI.

Durante a AfroTech, Suleyman comentou ainda sobre um novo modo do Copilot chamado Real Talk, que tem a função de desafiar o usuário em vez de apenas concordar. Ele revelou que o recurso chegou a “provocá-lo”, chamando-o de “um amontoado de contradições” por alertar sobre os perigos da IA enquanto impulsiona seu desenvolvimento dentro da Microsoft.

“Aquele foi um caso de uso mágico porque, de certa forma, eu me senti compreendido por isso”, brincou. “É decepcionante em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, totalmente mágica. E se você não tem medo dela, você realmente não a entende. Você deveria ter medo dela. O medo é saudável. O ceticismo é necessário. Não precisamos de aceleracionismo desenfreado.”

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

(imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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