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Memórias RAM já estão 500% mais caras e preços seguem aumentando

17 de Agosto de 2026, 15:03
Módulos de memória RAM da marca Crucial
Aumentos de preços são mais expressivos para memórias DDR5 (imagem: divulgação)
Resumo
  • preços de memórias RAM aumentaram 500% entre 2025 e 2026 nos EUA;
  • aumento é muito maior em memórias DDR5 e kits com maior capacidade;
  • preços devem continuar aumentando, com alguma estabilização esperada somente para 2028.

A essa altura, você já sabe que os preços das memórias RAM dispararam. Mas de quanto é esse aumento? Isso varia de país para país ou de produto para produto. Mas, nos Estados Unidos, que servem de base de comparação para outros mercados, os preços já aumentaram cerca de 500% entre 2025 e 2026.

É o que um levantamento do Tom’s Hardware mostra. Considerando o segmento de PCs, ali, fica claro que a escalada de preços é muito mais expressiva para memórias DDR5. Outro aspecto que fica claro é o de que kits de memória com mais capacidade são os que receberam os maiores reajustes:

Kits de DDR5Preço médio em 08/2025Preço médio em 08/2026Diferença
4.800 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 90US$ 425+372%
5.200 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 100US$ 480+380%
5.600 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 116US$ 528+355%
6.000 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 108US$ 572+429%
5.600 MT/s /
2 × 32 GB
US$ 191US$ 1.118+485%
6.000 MT/s /
2 × 32 GB
US$ 222US$ 1.272+473%

Repare que a tabela reúne somente preços de kits com dois módulos de memória DDR5. Mas a elevação de preços também afeta módulos comercializados individualmente. Nesta categoria, alguns aumentos chegam a ser mais de dez vezes maiores do que o preço original.

É o caso de um módulo G.Skill de 128 GB de DDR5-6400 que era vendido por US$ 329 em 2025, mas, agora, custa US$ 3.399.

Para lidar com essas disparidades, há quem esteja preferindo recorrer a computadores que ainda usam memórias DDR4 ou fazer upgrades em máquinas baseadas nesse padrão. Mas essa é uma estratégia que só funciona até certo ponto: módulos DDR4 também ficaram mais caros, a diferença é que em proporções “menos piores”, que variam entre 120% e 180%.

Módulo de memória RAM (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)
Preços das memórias RAM devem continuar subindo (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)

Sem perspectiva de melhora no curto prazo

A pior parte dessa história toda é que os preços das memórias RAM devem continuar aumentando nos próximos meses. Alguns analistas acreditam que alguma estabilidade só será notada em 2028 e, mesmo assim, essa tem sido considerada uma expectativa otimista.

O motivo de tudo isso continua sendo a inteligência artificial: o número de aplicações do tipo aumenta em um ritmo tão acelerado que a quantidade de data centers construídos ou ampliados para atendê-las não para de crescer. Não por acaso, toda a produção de memória RAM prevista para 2027 já foi comercializada.

A situação é tão complicada que, para amenizar os seus efeitos, fabricantes de PCs estão apostando em máquinas que trazem menos quantidade de memória. Provavelmente, foi esse cenário que levou a Microsoft a fazer uma promessa inesperada: tornar o Windows 11 otimizado para rodar em computadores com apenas 8 GB de RAM.

Memórias RAM já estão 500% mais caras e preços seguem aumentando

Módulo de memória RAM (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

18 de Junho de 2026, 07:24
Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)
Resumo
  • O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
  • A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
  • O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park (Imagem: Divulgação / Apple)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

10 de Junho de 2026, 19:00
Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

29 de Janeiro de 2026, 18:29
Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
  • O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
  • A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)
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