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Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

18 de Março de 2026, 12:35
Jensen Huang é CEO da Nvidia (imagem: divulgação)
Resumo
  • CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu o DLSS 5, afirmando que a tecnologia de IA mantém o controle artístico com os desenvolvedores.
  • O DLSS 5 utiliza IA generativa para criar visuais fotorrealistas em tempo real nos jogos, capturando vetores de cor e movimento e inserindo iluminação.
  • A tecnologia será implementada via Nvidia Streamline, com suporte de desenvolvedoras como Bethesda e Ubisoft.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que os jogadores estão “completamente errados” em relação ao recém-anunciado DLSS 5. A declaração do executivo ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas com a imprensa na conferência GTC 2026.

Huang defendeu a nova tecnologia gráfica da empresa contra queixas de parte da comunidade gamer, que afirma que o uso de inteligência artificial generativa pode padronizar e eliminar a identidade visual dos videogames.

“Estão completamente errados”

Ao Tom’s Hardware, Jensen Huang minimizou o impacto das reações negativas de gamers e entusiastas ao anúncio. “Bem, em primeiro lugar, eles estão completamente errados”, afirmou o CEO.

Huang afirma que há um mal-entendido técnico sobre o funcionamento da tecnologia. Segundo o executivo, o DLSS 5 não opera como um filtro de imagem de smartphone que sobrepõe e ignora a direção de arte original.

“O motivo é que o DLSS 5 combina o controle da geometria, das texturas e de todos os aspectos do jogo com inteligência artificial generativa”, detalhou. “Não é pós-processamento em nível de quadro, é controle generativo em nível de geometria”.

O CEO reforçou que os criadores mantêm controle direto e total sobre o resultado final. Segundo ele, os desenvolvedores podem ajustar os parâmetros da IA para que ela obedeça a estilos variados, seja para criar gráficos no formato de desenho animado ou para simular texturas específicas, como vidro.

A implementação da tecnologia pelas produtoras ocorrerá por meio da plataforma Nvidia Streamline, que já é padronizada na indústria. Gigantes do setor como Bethesda, Capcom e Ubisoft confirmaram suporte ao projeto.

A previsão de lançamento global do DLSS 5 é para a primavera brasileira (entre setembro e dezembro), com integração confirmada em jogos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e Resident Evil Requiem.

Durante o evento, Huang classificou a chegada do sistema como o “momento GPT para os gráficos”, sinalizando ambições ainda maiores para o uso da tecnologia em outros setores da indústria no futuro.

Como o DLSS 5 muda os gráficos dos jogos?

O Deep Learning Super Sampling (ou DLSS) é uma tecnologia proprietária da Nvidia conhecida por utilizar IA para aumentar a resolução e a taxa de quadros dos jogos, exigindo menos poder de processamento nativo da placa de vídeo. Desde a primeira versão, lançada em 2019, o mecanismo usa IA. Contudo, o DLSS 5 estabelece uma mudança nessa dinâmica.

Em vez de focar apenas na geração de quadros extras, a nova versão utiliza modelos de IA generativa combinados a dados de gráficos 3D originais para construir visuais fotorrealistas em tempo real.

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Segundo os detalhes divulgados pela Nvidia, o sistema funciona da seguinte forma:

  • Captura os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo;
  • Identifica elementos complexos da cena (como tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas);
  • Insere iluminação complexa e materiais avançados com base nessas informações.

Na prática, a IA calcula desde a dispersão da luminosidade sob a pele humana até o reflexo em roupas sob diferentes condições climáticas.

Apesar do salto tecnológico, a recepção pública inicial não foi favorável. Nas redes sociais, parte da comunidade passou a classificar os resultados da ferramenta de forma pejorativa como AI slop (uma espécie de “lixo gerado por IA”).

A principal queixa é de que o DLSS 5 impõe um padrão estético genérico da Nvidia, diluindo o estilo artístico concebido pelos estúdios. A polêmica ganhou força após imagens comparativas mostrarem os rostos modificados de personagens como Grace Ashcroft e Leon Kennedy, do recém-lançado Resident Evil Requiem.

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

(imagem: reprodução/Nvidia)

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

17 de Março de 2026, 07:49
Imagem comparativa mostrando Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem. No lado esquerdo, com o DLSS 5 desligado, e no lado direito, ligado.
DLSS usa IA para levar fotorrealismo em tempo real aos jogos (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O DLSS 5 da Nvidia utiliza IA generativa para adaptar materiais e iluminação em jogos em tempo real.
  • A companhia promete gráficos fotorrealistas comparáveis a efeitos especiais de Hollywood, sem comprometer o desempenho dos jogos.
  • Desenvolvedoras como Bethesda, Capcom e Ubisoft apoiam o DLSS 5, que será integrado em jogos como Starfield e Resident Evil: Requiem.

A Nvidia anunciou nessa segunda-feira (16/03), durante a conferência GTC, o DLSS 5, sua nova geração de tecnologia gráfica impulsionada por IA. O lançamento global é previsto para o outono do hemisfério norte — entre setembro e dezembro.

Para quem está acostumado com a tecnologia como um sinônimo de geração de quadros extras, foco do DLSS 3, há uma grande mudança. Agora, a ferramenta usa modelos de IA generativa, combinados a dados de gráficos 3D, para trabalhar na fidelidade visual e na física dos materiais, resultando em visuais fotorrealistas em tempo real.

A Nvidia descreve a novidade como o avanço mais significativo da empresa desde a estreia do ray tracing, em 2018. Em comunicado, compara a qualidade visual pretendida à dos efeitos especiais de Hollywood.

Como a tecnologia atua nos jogos?

O DLSS 5 vai capturar os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo. A partir dessas informações, o modelo de IA insere iluminação e materiais fotorrealistas que permanecem ancorados ao conteúdo 3D original e consistentes quadro a quadro.

De acordo com a Nvidia, a tecnologia aprimora os gráficos através de:

  • Processamento semântico: o sistema foi treinado para analisar um único quadro e identificar elementos complexos da cena, como personagens, tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas.
  • Física de luz e materiais: a IA calcula detalhes específicos, como a dispersão da luz sob a pele humana, o brilho de tecidos finos, a interação luminosa nos cabelos e as condições de iluminação do ambiente (luz frontal, contraluz ou céu nublado).
  • Execução de alto desempenho: todo o processamento neural ocorre em tempo real, com suporte a resoluções de até 4K para garantir a fluidez exigida pelos videogames.

Imoral a NVIDIA ter visto essas imagens do DLSS 5 e aprovado

Estão matando a arte na indústria dos Videogames para "aprimorarem" com I.A. pic.twitter.com/BAE1k2WtfE

— Sucumba Games (@SucumbaGames) March 16, 2026

A recepção, no entanto, não foi totalmente positiva. Ao redor do mundo, em posts no X e no Reddit, usuários apresentam preocupações sobre a integração do DLSS 5 com o estilo artístico das obras, por exemplo — há quem chame de AI slop.

Nesse sentido, a empresa reforça que os estúdios poderão controlar intensidade, gradação de cores e mascaramento para “manter a estética única de cada jogo”.

Para os desenvolvedores, a integração ocorrerá pela estrutura Nvidia Streamline, já usada nas tecnologias atuais da empresa. As desenvolvedoras Bethesda, Capcom e Ubisoft já apoiam o projeto, e a ferramenta deve chegar a títulos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e o recém-lançado Resident Evil Requiem.

Ambições além dos games

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Durante o evento, o CEO Jensen Huang classificou o lançamento como o “momento GPT para os gráficos”. Para o portal especializado TechCrunch, entretanto, a lógica de combinar dados estruturados com IA generativa deve ser replicada em outros setores.

O portal destaca a citação de plataformas como Snowflake, Databricks e BigQuery pelo executivo, exemplos de repositórios de dados corporativos que as IAs também analisarão para gerar soluções de negócio.

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

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Nova versão do DLSS usa modelos de inteligência artificial para adaptar materiais e iluminação dos jogos em tempo real. Parte da comunidade critica e chama de AI slop.

(imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: reprodução/Nvidia)
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