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MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

1 de Junho de 2026, 16:40
Nvidia RTX Spark ao lado dos logotipos da Nvidia e MediaTek
MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)
Resumo
  • Nvidia revelou chip RTX Spark para equipar notebooks e miniPCs focados em inteligência artificial;
  • MediaTek colaborou na integração e gerenciamento de energia do novo chip;
  • novidade traz CPU de arquiterua Arm e GPU integrada Blackwell, marcando a estreia da MediaTek e Nvidia em um novo segmento.

Foram meses de rumores até a Nvidia anunciar, na Computex 2026, o seu “superchip” para PCs. O Nvidia RTX Spark reúne núcleos de CPU e GPU para atender a notebooks ou miniPCs de alto desempenho. Mas a Nvidia não está sozinha no projeto: a novidade foi desenvolvida em parceria com a MediaTek.

Não chega a ser surpresa. O Nvidia RTX Spark é baseado no chip GB10 Grace Blackwell, SoC apresentado no início de 2025 para equipar o DGX Spark AI, supercomputador em formato de miniPC que é direcionado a atividades de inteligência artificial e, no início, era chamado de Project Digits.

O GB10 é resultado de uma parceria entre a Nvidia e a MediaTek. Nada mais natural que ambas as companhias tenham trabalhado juntas para tirar o RTX Spark do papel, desta vez com o intuito de fazer as adaptações necessárias para o chip ser apto ao segmento de PCs — notebooks e miniPCs de alto desempenho, para ser exato.

Qual o papel da MediaTek no RTX Spark?

A própria MediaTek destaca que o seu papel foi o de, essencialmente, aplicar a sua experiência com chips de baixo consumo energético (direcionados principalmente a celulares) para ajudar a Nvidia na integração interna da novidade, de modo a permitir que CPU, cache e outros componentes se comuniquem de modo eficiente.

Isso foi feito por meio de cinco abordagens principais:

  • integração de sistema: combinação dos diferentes blocos do chip, trabalho que contou com o apoio da TSMC, responsável pela litografia de 3 nm do RTX Spark;
  • motor de alto desempenho: significa que a MediaTek foi responsável por desenvolver e combinar o bloco de CPU com o sistema de cache do chip;
  • arquitetura de memória: implementação de um controlador de memória de alto desempenho, capaz de suportar até 128 GB de memória RAM unificada (essa é justamente a quantidade máxima de RAM com a qual o RTX Spark trabalha);
  • gerenciamento inteligente de energia: aplicação de tecnologias de Circuito Integrado de Gerenciamento de Energia (PMIC, na sigla em inglês) para otimizar a alimentação elétrica do chip;
  • conectividade sem fio: integração de tecnologias de comunicação sem fio de latência ultrabaixa para prevenção de atrasos em jogos ou aplicações de IA que se comunicam com as nuvens, por exemplo.

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070). A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X para equipar PCs de alto desempenho focados em execução local de aplicações de IA.

Para a MediaTek, o projeto pode ter um efeito positivo indireto, creio: diminuir a percepção de que a empresa é tecnologicamente inferior à Qualcomm que, aliás, deu as boas-vindas à Nvidia ao segmento de chips Arm para PCs.

Mais interessante, porém, foi a reação da Intel sobre o Nvidia RTX Spark: a companhia manifestou ter uma “dose saudável de paranoia” sobre a novidade, mas ressaltou que ainda acredita que seus próprios chips são as melhores soluções para os clientes.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

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Direcionado a PCs de alto desempenho focados em IA, RTX Spark é um chip que reúne CPU e GPU. Projeto contou com participação da MediaTek.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

1 de Junho de 2026, 12:43
chip Nvidia RTX Spark
chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia anunciou RTX Spark na Computex 2026, chip de alto desempenho que combina núcleos de CPU e GPU para PCs;
  • executivo da Intel reconheceu potencial do rival, mas destacou que chip de arquitetura Arm pode enfrentar barreiras de compatibilidade;
  • Nvidia RTX Spark é voltado a notebooks e miniPCs potentes, trazendo suporte avançado para IA local.

No segmento de PCs, a Nvidia é referência em placas de vídeo. Mas, na Computex 2026, a companhia deu um passo além ao anunciar o RTX Spark, um chip que reúne núcleos de CPU com GPU e é direcionado a PCs. A Intel ficou preocupada? Sim, mas ainda confia fortemente em seus próprios chips.

É o que Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel, dá a entender. O executivo foi questionado pelo Tom’s Hardware sobre como a empresa enxerga a chegada do chip rival. Na resposta, Neelalojanan reconhece o potencial da Nvidia, mas sugere que o fato de o novo chip ser baseado na arquitetura Arm poderá trazer limitações a ele:

A Nvidia lança ótimos produtos, certo? E eles sabem como lidar com jogos, sabem como fazer todas essas coisas diferentes. Então, sempre encaramos tudo com uma dose saudável de paranoia, mas também estamos muito, muito confiantes em nossos produtos.

Quando uma CPU Arm entra no mercado, surgem muitos problemas de compatibilidade, DRM, retrocompatibilidade, então, como resultado, estamos muito confiantes de que temos a combinação certa de CPU e GPU para clientes, tanto em jogos quanto para o que chamamos de cargas de trabalho de inferência de IA.

Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel

A resposta me pareceu coerente. Por um lado, Neelalojanan sinaliza que sabe que não pode menosprezar a Nvidia; por outro, demonstra entender que o RTX Spark terá desafios para se consolidar em PCs.

Poderá ter desafios, mesmo. Basta observarmos que, com os chips Snapdragon X, a Qualcomm tenta se estabelecer nesse mercado, mas ainda tem uma penetração muito pequena na comparação com a Intel e a AMD.

O ponto de atenção reside no fato de que o RTX Spark chega com uma proposta diferente. Enquanto os chips Snapdragon X priorizam a autonomia, a novidade da Nvidia foca em desempenho, até porque foi preparada para lidar com altas cargas de trabalho para inteligência artificial.

Além disso, a Microsoft revelou que está trabalhando junto à Nvidia para otimizar a execução do Prism pelo RTX Spark, componente do Windows 11 que emula software x86/x64 em computadores com chips de arquitetura Arm.

Levemos em conta também que a Nvidia fechou parcerias com desenvolvedores de aplicativos e jogos para que esses softwares tenham versões otimizadas para o RTX Spark.

Por conta disso, é prudente a Intel não contar muito com a possibilidade de o RTX Spark enfrentar limitações técnicas em sua estreia no mercado de PCs.

Algo que pode pesar a favor da Intel é o fator preço: como o RTX Spark é direcionado a computadores de alto desempenho, eles não serão baratos. Fala-se em preços começando em US$ 3.500 (R$ 17.650 em conversão direta).

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070).

A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X e promete 1 petaflop de desempenho para aplicações de inteligência artificial considerando a sua versão mais completa.

O foco da Nvidia com o RTX Spark são os segmentos de notebooks e miniPCs de alto desempenho. As primeiras máquinas equipadas com o novo chip deverão ser lançadas até o próximo trimestre por marcas como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo, além da própria Microsoft com o futuro Surface Ultra.

Cá entre nós, eu torço para o RTX Spark emplaque, mesmo que isso ocorra em versões posteriores, afinal, concorrência nunca é demais nesse setor.

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

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Executivo da Intel manifestou "dose saudável de paranoia" sobre o RTX Spark, mas sinalizou que empresa ainda confia em seus próprios chips.

chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

1 de Junho de 2026, 10:20
Resumo
  • Nvidia anunciou “superchip” RTX Spark na Computex 2026 para computadores com Windows 11; novidade combina arquitetura Arm e gráficos Blackwell;
  • novo processador promete capacidade de até 1 petaflop para tarefas de inteligência artificial e, como tal, permite execução local de grandes modelos de IA;
  • primeiros computadores equipados com o chip devem chegar ao mercado global a partir de setembro de 2026; grandes fabricantes de PCs e a própria Microsoft confirmaram lançamentos.

Faz tempo que há rumores sobre a Nvidia lançar um processador para PCs de forma a competir com a Intel e a AMD. Esse dia chegou: a companhia aproveitou a Computex 2026 para anunciar o Nvidia RTX Spark para computadores com Windows 11. A novidade não é, porém, uma CPU convencional, mas algo que a própria empresa chama de “superchip”.

Em linhas gerais, o objetivo do novo chip é transformar o Windows em uma plataforma de inteligência artificial, mais precisamente, em um sistema operacional potencializado por agentes de IA. Isso explica o fato de o projeto ter sido conduzido em parceria com a Microsoft.

Para tanto, a Nvidia baseou o RTX Spark no GB10, “superchip” apresentado no começo de 2025 para comandar o DGX Spark AI (inicialmente chamado de Project Digits), aquele supercomputador em forma de miniPC desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

O Nvidia RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Grace e processo de fabricação de 3 nm da TSMC com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA que, na prática, equivale a uma GeForce RTX 5070. O chip é complementado com algo entre 16 GB e 128 GB de LPDDR5X, com a largura de banda de memória podendo chegar a 300 GB/s (gigabytes por segundo).

Que fique claro que os núcleos de CPU do RTX Spark seguem a arquitetura Arm. Por conta disso, a Microsoft afirma ter otimizado o Prism para trabalhar com o novo chip. O Prism é um componente do Windows 11 que emula software x86/x64 justamente em computadores com chips de arquitetura Arm, vale relembrar.

Apesar disso, a Nvidia também está trabalhando junto com desenvolvedores de softwares e jogos para que estes tenham versões nativamente compatíveis com o novo processador.

No quesito desempenho, a novidade promete não decepcionar. A Nvidia fala em capacidade de processamento de 1 petaflop para aplicações de IA em precisão FP4, ou seja, o chip pode lidar com 1 quatrilhão de operações por segundo focadas em inteligência artificial, considerando as suas especificações mais elevadas.

A Nvidia também destaca que o novo chip permite a execução local de modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros, novamente considerando a versão mais avançada do RTX Spark.

Neste ponto, já deve ter ficado claro para você que a novidade terá versões com diferentes características, havendo variações na quantidade de núcleos de CPU, por exemplo.

Se o RTX Spark será capaz de mudar os rumos do segmento de PCs, é cedo para dizer. Mas essa parece ser a expectativa da Nvidia e da Microsoft.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho
RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Quando o Nvidia RTX Spark estará disponível?

O Nvidia RTX Spark foi desenvolvido para equipar notebooks de alto desempenho, bem como desktops que seguem o formato de miniPC (remetendo ao DGX Spark AI).

Companhias como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo confirmaram que lançarão máquinas baseadas no Nvidia RTX Spark. A Microsoft também: trata-se do Surface Ultra, laptop que terá tela de 15 polegadas.

Os primeiros computadores equipados com o Nvidia RTX Spark devem ser lançados a partir de setembro de 2026, ainda não havendo previsão de chegada ao Brasil.

Mais um detalhe: o Nvidia RTX Spark é resultado de uma parceria com a MediaTek.

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

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RTX Spark é a aposta da Nvidia para brigar com Intel e AMD nos segmentos de laptops e miniPCs de alto desempenho com Windows 11.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)
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