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Olhar do Amanhã: o que a Apple está apostando que ninguém percebeu

9 de Setembro de 2026, 21:55

A Apple apresentou nesta quarta-feira (09) o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável. O modelo tem tela interna de 7,6 polegadas e tela externa de 5,4 polegadas. Além disso, a empresa oficializou sua nova linha de iPhones: o 18 Pro e o 18 Pro Max.

Mas o que esses novos lançamentos representam, na prática, para o futuro da Apple? Esse é o assunto da coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News. Confira!

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Primeiro iPhone dobrável da Apple é hype ou nicho?

9 de Setembro de 2026, 21:50

Após anos de espera e especulações, a Apple finalmente apresentou o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável. Mas qual foi a primeira impressão sobre o produto? E será que o modelo realmente vale o hype? Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, analisa.

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Seu Direito Digital: LGPD completa 8 anos – o que mudou na sua privacidade?

13 de Agosto de 2026, 21:39

Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores. 

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completa oito anos nesta sexta-feira (14). Mas qual a importância dessa legislação e como ela avançou durante esse período? Confira a análise do nosso colunista.

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A próxima disputa do varejo será pela preferência das máquinas

11 de Julho de 2026, 07:00

O e-commerce que conhecemos foi desenhado para um consumidor paciente. Alguém disposto a buscar, comparar, abrir abas, ler avaliações, abandonar carrinhos, receber anúncios e voltar dias depois. Esse consumidor ainda existe, mas sua centralidade começa a ruir. A nova fronteira do varejo digital não será definida apenas por quem atrai mais visitantes, compra mais mídia ou reduz mais atrito no checkout. Será definida por quem consegue ser escolhido por agentes de inteligência artificial capazes de interpretar intenção, comparar alternativas e executar partes cada vez maiores da compra. 

A mudança parece sutil porque surge dentro de interfaces familiares. O usuário pergunta, recebe opções, confirma uma compra. Mas, por baixo da superfície, o comércio deixa de ser uma sequência de cliques humanos e passa a operar como uma rede de decisões mediadas por sistemas. Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou o Instant Checkout no ChatGPT. Começou com vendedores da Etsy nos Estados Unidos e previu integração com mais de um milhão de lojistas da Shopify. Também informou que mais de 700 milhões de pessoas usam o ChatGPT semanalmente. O dado importante vai além do volume de usuários e alcança o deslocamento. A conversa, antes restrita à descoberta, entra no território da transação. 

A diferença entre chatbot e agente, portanto, é menos estética do que executiva. O chatbot responde. O agente persegue um objetivo. Ele pode buscar, comparar, priorizar, acionar ferramentas, registrar preferências, reduzir opções e encaminhar uma decisão. No e-commerce, isso muda a natureza da competição. A marca não fala mais apenas com uma pessoa sujeita a impulso, status, layout e repetição publicitária. Ela passa a ser avaliada por um intermediário que tende a decompor a oferta em preço, prazo, disponibilidade, reputação, avaliações, política de devolução e adequação ao pedido. 

É por isso que a inteligência artificial no varejo não deve ser tratada como uma camada de atendimento. Segundo a McKinsey, 88% dos respondentes em sua pesquisa global disseram que suas organizações já usam IA regularmente em pelo menos uma função. Há adoção suficiente para criar pressão competitiva, mas maturidade insuficiente para transformar processos. A empresa que confunde uso pontual com capacidade instalada pode se sentir moderna enquanto permanece operacionalmente lenta. 

No varejo, essa distância entre entusiasmo e execução fica ainda mais crítica. A Salesforce, em levantamento com 8.350 consumidores e 1.700 decisores do varejo em 21 países, afirma que 75% dos varejistas consideram agentes de IA essenciais para competir dentro de um ano. Diz também que 39% dos consumidores e 54% da geração Z já usam IA para descoberta de produtos, e que 63% da geração Z demonstra interesse em agentes comprando itens em seu nome. Aponta uma mudança comportamental difícil de ignorar, pois parte relevante dos consumidores já aceita a IA como filtro de compra. 

Agentes podem resolver dúvidas complexas, acompanhar pedidos, processar devoluções, sugerir combinações de produtos, ajustar ofertas, identificar rupturas de estoque, monitorar concorrentes e acionar fluxos logísticos. Mas o impacto mais profundo é menos visível, pois eles comprimem a jornada. Se o consumidor delega comparação e triagem, desaparecem etapas em que marcas e varejistas costumavam influenciar a escolha. Menos navegação significa menor exposição a banners, a vitrines percorridas, a pageviews e a oportunidades de persuasão. Para o retail media, a pergunta incômoda é simples. O que acontece com um modelo baseado em atenção quando a atenção é substituída por delegação? 

A objeção séria é que agentes ainda erram, dependem de permissões, enfrentam barreiras de integração e podem gerar riscos de privacidade, fraude, discriminação, manipulação ou opacidade. Essa objeção procede. O erro está em concluir que, por serem imperfeitos, eles permanecerão periféricos. Toda infraestrutura estratégica começa limitada, cara, incompleta e sujeita a governança. O que separa líderes de retardatários não é a ausência de cautela; é a capacidade de transformar cautela em método, com métricas, responsáveis, limites, auditoria e integração real aos sistemas do negócio. 

Agentes de IA não devem ser avaliados apenas como redução de custo. O ganho real está em redesenhar a decisão comercial. A próxima vantagem competitiva virá da capacidade de tornar dados, processos, pagamentos, atendimento, catálogo e governança legíveis para agentes. A loja que não puder ser compreendida por eles será invisível em parte crescente da decisão. A marca que depender apenas de seduzir olhos humanos descobrirá que a nova vitrine talvez não tenha tela, banner ou corredor. Terá critérios. 

O varejo digital foi construído para disputar atenção. O comércio agêntico será elaborado para disputar confiança, contexto e execução. A questão não é se agentes de IA substituirão o consumidor. O consumidor continuará decidindo o que importa, mas delegará cada vez mais o trabalho de chegar até lá. E, quando a delegação virar hábito, a empresa que ainda estiver otimizando apenas cliques perceberá tarde demais que perdeu o momento decisivo da compra. Não o pagamento, o anúncio ou a visita ao site. Mas sim o instante crucial em que uma máquina escolheu quais marcas mereciam ser vistas. 

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Fala AI: nova IA da Anthropic reduz dois meses de trabalho a um dia

9 de Junho de 2026, 22:23

A Anthropic lançou hoje o Claude Fable 5, seu modelo de inteligência artificial mais avançado disponível ao público geral. Segundo comunicado oficial, ele supera qualquer versão anterior da empresa.

A desenvolvedora também liberou o Claude Mythos 5 para um grupo restrito. Quais são os principais destaques dessas novas ferramentas? E quais os riscos?

Este é o tema da coluna Fala AI desta semana, com Roberto Pena Spinelli, físico pela USP, com especialidade em Machine Learning por Stanford e pesquisador na área de Inteligência Artificial.

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Seu Direito Digital: suspensas multas no Free Flow; e agora?

30 de Abril de 2026, 22:45

Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores.

Suspensas milhões de multas no Free Flow; e agora?

O Conselho Nacional de Trânsito anunciou nesta semana a suspensão de milhões de multas aplicadas pelo sistema de pedágio eletrônico “free flow”, aqueles sem cancela. Por que essa medida foi tomada?

Regras para IA devem ser votadas em maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, prevê que a votação do projeto que regulamenta o uso da inteligência artificial aconteça ainda em maio. Quais são as principais mudanças esperadas em relação ao texto já aprovado pelo Senado?

99Food aplica descontos sem consentimento e gera prejuízo para lojas

Lojistas acusam a 99Food de aplicar descontos sem consentimento e gerar prejuízo. Esse caso revela a necessidade de regulação específica para marketplaces?

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Seu Direito Digital: Europa esbarra em dificuldades para regular IA

26 de Março de 2026, 22:11

Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores.

Europa esbarra em dificuldades para regular IA 

O adiamento de prazos da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia evidencia os desafios práticos de implementar regras para uma tecnologia em rápida evolução. O adiamento sinaliza dificuldades para regular a tecnologia? 

Meta firma acordo para combater exploração de menores na internet 

Um acordo firmado entre o Ministério Público e a Meta estabelece novas obrigações para combater a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. A medida prevê monitoramento ativo de perfis, criação de mecanismos de denúncia e restrições ao uso de ferramentas de monetização, além de sanções em caso de descumprimento, reforçando a responsabilização das plataformas na proteção de usuários mais vulneráveis. O que muda na prática com esse acordo? 

Homem é preso quatro vezes por engano após falhas no reconhecimento facial 

O caso de um morador de São Paulo detido repetidamente por erro do Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial, levanta questionamentos sobre a confiabilidade e os riscos dessa tecnologia. Após ser identificado de forma equivocada como foragido, ele foi conduzido à delegacia em diferentes ocasiões. Esse caso revela problemas estruturais do sistema de reconhecimento facial? 

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Ovo e Teia Cósmica nas Imagens Astronômicas da Semana

4 de Março de 2026, 18:57

Toda semana, no Programa Olhar Espacial, exibimos duas imagens astronômicas que se destacaram na semana que passou. E na última semana, apresentamos duas imagens feitas por nossos melhores telescópios espaciais. Confiram:

Nebulosa do Ovo 

Nebulosa do Ovo. Créditos: ESA/Hubble & NASA, B. Balick

A primeira imagem mostra uma fabulosa combinação de fotos obtidas nos espectros visível e infravermelho da Nebulosa do Ovo, uma estrela moribunda que já foi semelhante ao nosso Sol. Nessa fase de seu desenvolvimento, a estrela já perdeu suas camadas mais externas, e apresenta uma estrutura central que se assemelha a um ovo frito. A “gema” desse ovo é o núcleo brilhante e quente que ilumina os discos leitosos que circundam o centro. Também podemos ver os aneis de gás e poeira ejetados recentemente para o espaço e os feixes de luz que escapam do núcleo através de buracos abertos nesse material circundante.  Um belo e colossal espetáculo cósmico ocorrendo a cerca de 3 mil anos-luz de distância na direção da Constelação do Cisne.

Veja a imagem original aqui.

Teia Cósmica

Teia Cósmica. Créditos: ESA/Webb, NASA, CSA, J. Lee, PHANGS-JWST, PHANGS-HST

Já a segunda imagem é um belíssimo exemplo de como o Telescópio Espacial James Webb expandiu nossa visão do Universo. Essa é a galáxia espiral IC 5332, mas de uma maneira que nunca havíamos visto antes. Quando registrada na luz visível, percebe-se facilmente sua estrutura espiral, mas no infravermelho médio do James Webb, podemos ver uma estrutura mais fina e intrincada, uma verdadeira teia cósmica. Ela destaca o calor emitido pela poeira interestelar que permeia toda a galáxia, permitindo aos astrônomos estudar mais profundamente a estrutura e a evolução galáctica. IC 5332 está localizada a 29 milhões de anos-luz na direção da Constelação do Escultor.

Confira a imagem original aqui.

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