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É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

13 de Maio de 2026, 13:30
Googlebook
Googlebook terá “hardware premium” (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google não planeja descontinuar os Chromebooks tão cedo, apesar do anúncio dos Googlebooks;
  • Chromebooks continuarão a ser oferecidos com atualizações de software por pelo menos dez anos, segundo o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis;
  • porém, não está descartada a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento devido a uma mudança de estratégia do Google.

Com o anúncio oficial dos Googlebooks, uma pergunta veio à mente de muita gente: a novidade fará o Google descontinuar a linha Chromebook? A resposta curta é: por ora, não. Mas existe, sim, a possibilidade de a companhia deixar de focar nos Chromebooks tal como os conhecemos.

É preciso deixar claro desde já que ambos os produtos seguem propostas distintas. Os Chromebooks são direcionados principalmente a estudantes e, por isso, são mais simples no hardware, o que também os torna mais baratos. Já os Googlebooks contarão com “hardware premium”, como o próprio Google afirma, pois executarão recursos de IA nativamente.

A despeito dessa diferença de segmentação, os Chromebooks estão há 15 anos no mercado. Por isso, a dúvida sobre se essa linha será aposentada ou não é pertinente.

Questionado a respeito pelo site Chrome Unboxed, John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, garantiu que o ChromeOS não será descontinuado tão cedo, e que há uma nova leva de Chromebooks e Chromebooks Plus a serem lançados.

Nesse sentido, chama a atenção a afirmação do executivo de que alguns modelos de Chromebook poderão ser atualizados para executar o mesmo firmware dos Googlebooks.

Maletis também destacou que o Google cumprirá a promessa de oferecer atualizações de software para os Chromebooks por pelo menos dez anos.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromebook da Acer (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas a linha Chromebook pode “morrer”?

Não podemos descartar a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento, mesmo que esse processo seja executado progressivamente.

Há algumas razões para isso. Para começar, o Googlebook está mais alinhado com o cenário “powered by AI” que o Google vislumbra, afinal, essa categoria de notebook foi desenvolvida para trabalhar nativamente com o Gemini Intelligence.

Levemos em conta também que, apesar de o Google ainda não ter confirmado, tudo indica que o Googlebook roda o Aluminium OS, sistema operacional muito mais integrado aos ecossistemas do Android e da própria companhia do que o ChromeOS, que é um sistema mais focado em aplicações web (nuvens).

Por fim, pode haver uma mudança de foco. Com a chegada do MacBook Neo e, eventualmente, de um avanço de notebooks Windows com chip Arm mais baratos, o Google pode deixar de dar prioridade ao segmento de laptops acessíveis, favorecendo o Googlebook. Para não deixar nenhum segmento descoberto, pode até ocorrer de a companhia anunciar um “Googlebook Lite” ou algo do tipo.

Mas, por ora, tudo isso é especulação. Como John Maletis deu a entender, Chromebooks e Googlebooks irão conviver entre si por algum tempo.

Vale ressaltar que os primeiros Googlebooks serão lançados no último trimestre de 2026 por marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. O Google já confirmou que haverá versões do Googlebook com chips Intel, Qualcomm e MediaTek.

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

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Google anunciou Googlebook como uma categoria focada em IA, mas assegurou que linha Chromebook não será descontinuada agora.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Chrome vai reduzir ciclo e lançar uma nova versão a cada duas semanas

3 de Março de 2026, 19:59
Ilustração com a interface do Google Chrome
Novos recursos devem chegar ao navegador com mais rapidez (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará novas versões estáveis do Chrome a cada duas semanas a partir de setembro de 2025, reduzindo o ciclo atual de quatro semanas.
  • A mudança visa diminuir problemas e facilitar correções de bugs, com atualizações mais frequentes e de menor escopo.
  • O novo ciclo de atualizações se aplica a todas as plataformas, exceto os canais Dev e Canary, e a versão extended stable manterá o ciclo de oito semanas.

O Google fará alterações no ciclo de desenvolvimento do Chrome: uma nova versão estável do navegador será liberada a cada duas semanas — atualmente, o intervalo entre os updates é de quatro semanas. O cronograma mais curto passa a valer a partir de setembro de 2025.

Com a mudança, a versão 153, que estava programada para 22 de setembro, chegará no dia 8 de setembro. A 154, anteriormente esperada para 20 de outubro, chega em 22 de setembro — e assim sucessivamente.

Por que o Chrome terá atualizações mais frequentes?

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome usava ciclo de quatro semanas desde 2021 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em um texto publicado no blog de desenvolvedores do Chrome, a equipe explica que as novas versões serão mais frequentes, mas terão um escopo menor. Com isso, os problemas devem diminuir, e as correções de bugs pós-lançamento serão mais simples.

“As plataformas web estão avançando constantemente, e nossa missão é garantir que desenvolvedores e usuários tenham acesso imediato às mais recentes melhorias de desempenho, correções e novas funcionalidades”, diz o comunicado.

A última mudança do tipo ocorreu em março de 2021, quando o ciclo foi reduzido de seis para quatro semanas.

O que vai mudar com o novo ciclo de atualizações?

O Google explica que o novo ciclo de atualização vale tanto para a versão estável quanto para a versão beta — que chegará três semanas antes. Isso afeta todas as plataformas: Android, iOS e desktop. Os canais Dev e Canary não terão alterações, nem as correções de segurança semanais.

Outra versão que permanecerá como é hoje é a extended stable, voltada a administradores de ambientes corporativos — ela segue um ciclo de oito semanas, garantindo tempo extra para lidar com as atualizações.

O time de desenvolvimento diz estar trabalhando para que Chromebooks também estejam alinhados ao ciclo de duas semanas, com as atualizações passando por testes dedicados de plataforma. Intervalos mais longos também estarão disponíveis para esses dispositivos.

Com informações do Bleeping Computer

Chrome vai reduzir ciclo e lançar uma nova versão a cada duas semanas

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é um Chromebook? Entenda a diferença para o notebook convencional

2 de Março de 2026, 16:58
Chromebook (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Descubra o conceito de Chromebook e como funciona o dispositivo com foco em processamento na nuvem (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

O Chromebook é um dispositivo portátil com foco em computação em nuvem, operando com o sistema operacional ChromeOS do Google. Ele se destaca por oferecer uma experiência conectada com suporte nativo a aplicativos Android, sendo ideal para tarefas baseadas na web.

A principal diferença entre um Chromebook e um notebook tradicional é que ele não depende de softwares pesados instalados localmente. A máquina prioriza o processamento via web, garantindo maior agilidade e autonomia de bateria.

Entre suas vantagens estão a segurança nativa contra vírus, as atualizações automáticas e a integração com a suíte de aplicativos do Google Workspace. Ele é a opção ideal para estudantes e profissionais que buscam alta produtividade com custo acessível.

A seguir, entenda o conceito de Chromebook, para que ele serve e como é seu funcionamento. Também conheça os pontos fortes e fracos deste dispositivo com sistema operacional do Google.

O que é um Chromebook?

Um Chromebook é um dispositivo focado em computação em nuvem que usa o sistema operacional ChromeOS, priorizando tarefas baseadas na web via navegador. Ele se destaca pelo suporte nativo a aplicativos Android, as ferramentas de produtividade do Google Workspace e armazenamento de arquivos no Google Drive.

Para que serve um Chromebook?

Os Chromebooks são otimizados para tarefas baseadas na nuvem, ideais para navegar na web, gerenciar documentos e realizar videoconferências. Sua estrutura prioriza a colaboração em tempo real e o uso de aplicativos Android ou ferramentas do ecossistema Google.

Além da produtividade, eles oferecem entretenimento fluido com streaming, jogos em nuvem e suporte para desenvolvimento de software via Linux. São alternativas econômicas para quem busca eficiência sem a complexidade dos sistemas operacionais tradicionais.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
O Chromebook pode ser um dispositivo compacto e econômico para quem busca produtividade ao usar apps e ferramentas online (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Como funciona um Chromebook?

Um Chromebook roda o ChromeOS, sistema que usa o navegador Google Chrome como interface principal para processar tarefas quase integralmente na nuvem. Essa arquitetura, que prioriza a execução de tarefas online, possibilita que o hardware seja rápido e tenha baixo consumo de energia.

O ecossistema suporta aplicativos web, apps da Play Store e programas Linux, operando de forma híbrida para garantir funcionalidade mesmo em ambientes offline. O armazenamento é centralizado no Google Drive, permitindo que o usuário acesse seus arquivos e configurações de qualquer dispositivo apenas com o login.

A segurança nativa usa o sandboxing para isolar cada aba ou app, impedindo que vírus infectem o restante do sistema caso um site seja comprometido. Além disso, o recurso Verified Boot checa a integridade do software a cada boot, revertendo automaticamente qualquer suspeita ou corrupção de dados.

Qual é o sistema operacional de um Chromebook?

O Chromebook opera com o ChromeOS, um sistema proprietário da Google baseado em Linux, focado em velocidade e segurança nativa. Sua interface é centrada no navegador Chrome e na execução de aplicativos em nuvem, oferecendo atualizações automáticas e integração total com o ecossistema Google.

Posso instalar o Windows em um Chromebook?

Sim, é possível instalar o Windows em modelos específicos de Chromebooks com processadores Intel ou AMD, exigindo a atualização do firmware para UEFI via Modo Desenvolvedor. O procedimento demanda a desativação da proteção de gravação física e busca manual de drivers para garantir as principais funções.

Contudo, essa modificação anula a garantia e frequentemente apresenta instabilidades de hardware, já que o Windows não é otimizado para Chromebooks. Para maior estabilidade, priorize o uso de desktops remotos ou subsistema Linux para rodar softwares sem comprometer o sistema original da máquina.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
O Chromebook usa o sistema operacional ChromeOS, que traz ampla integração com o ecossistema do Google (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Quais são as vantagens de um Chromebook?

Estes são os pontos fortes de um Chromebook:

  • Custo-benefício: oferece preços mais competitivos e acessíveis comparados com PCs ou Macs, sendo ideal para estudantes, pessoas com orçamentos limitados e profissionais que buscam eficiência sem alto investimento;
  • Inicialização e fluidez: o ChromeOS é um sistema leve que inicia em poucos segundos e mantém o desempenho constante, evitando travamentos em tarefas cotidianas como navegação e edição de documentos;
  • Ecossistema em nuvem e o Android: garante sincronização imediata de arquivos via Google Drive e compatibilidade com milhões de aplicativos Android disponíveis na Play Store;
  • Autonomia de bateria: projetado para alta eficiência energética, as máquinas oferecem autonomia entre 10 e 15 horas de uso contínuo longe de tomadas e carregadores;
  • Segurança nativa e robusta: protege dados por meio de sandboxing e criptografia automática, eliminando a necessidade de antivírus de terceiros ou configurações complexas;
  • Atualizações e manutenção simplificadas: o sistema se atualiza em segundo plano, garantindo que o dispositivo esteja sempre rápido e protegido;
  • Portabilidade e resistência física: apresenta design leve para fácil transporte e, em muitos modelos, construção reforçada contra quedas e derramamentos de líquidos.

Quais são as desvantagens de um Chromebook?

Estes são os pontos fracos de um Chromebook:

  • Incompatibilidade de software profissionais: o ChromeOS não suporta instaladores nativos, impossibilitando o uso de versões completas do pacote Adobe, AutoCAD ou softwares de engenharia. O usuário fica restrito a versões web ou aplicativos Android que possuem recursos limitados;
  • Alta dependência de conexão: projetado para o ecossistema em nuvem, o sistema perde quase toda a utilidade sem acesso à internet. Embora exista um modo offline, a sincronização de arquivos e o funcionamento de diversos apps essenciais tornam-se inacessíveis;
  • Hardware com limitações de desempenho: focado em baixo custo, a maioria dos Chromebooks traz processadores básicos e pouca memória RAM. Isso resulta em lentidão ao abrir muitas abas simultaneamente ou ao tentar executar multitarefas que exijam mais do sistema;
  • Armazenamento local insuficiente: o espaço interno, geralmente entre 32 GB e 64 GB, esgota-se rapidamente com downloads e cache. A gestão de arquivos em HDs externos também é menos eficiente e intuitiva do que no Windows ou macOS;
  • Restrições para jogos e edição: a ausência de placas de vídeo dedicadas impede a execução de jogos modernos nativamente e a renderização de vídeos pesados. O usuário depende exclusivamente de serviço de streaming de jogos para títulos mais complexos;
  • Ciclo de vida e rigidez do sistema: a interface permite pouca personalização técnica e o hardware raramente permite upgrades de memória ou armazenamento. Com a evolução rápida da web, dispositivos de entrada tornam-se obsoletos em poucos anos devido à exigência crescente de hardware.
imagem de um homem guardando um chromebook na bolsa
Os Chromebooks tendem a ter design compacto, algo que reflete nas suas especificações (imagem: Andrew Neel/Unsplash)

Qual é a diferença entre Chromebook e notebook?

Um Chromebook é um dispositivo focado em nuvem que usa o ChromeOS, priorizando o uso de navegadores e aplicativos web para tarefas cotidianas. Seu armazenamento é majoritariamente online, garantindo inicialização rápida e segurança simplificada com hardware mais econômico.

Um notebook é um computador de uso geral equipado com sistema como Windows ou macOS, projetado para rodar softwares complexos e pesados localmente. Ele oferece hardware robusto para suportar grandes volumes de dados offline, edições profissionais e uma ampla gama de programas.

Qual é a diferença entre Chromebook e ultrabook?

Um Chromebook é um dispositivo portátil que executa o sistema ChromeOS, priorizando o uso em nuvem, agilidade, baixo custo para navegação web e apps Android. É ideal para estudantes e tarefas básicas de produtividade que dependem de conexão constante com a internet.

Um ultrabook é um notebook de alto desempenho equipado com hardware potente e armazenamento SSD veloz. Ele roda Windows ou Linux, sendo voltado para profissionais que necessitam de mobilidade sem abrir mão de rodar softwares pesados localmente.

imagem de uma pessoa mexendo em um chromebook
O Chromebook é uma opção de “notebook” mais acessível, mas com menos poder de processamento local (imagem: Brooke Cagle/Unsplash)

Chromebook funciona sem internet?

Sim, o Chromebook funciona offline para tarefas básicas como edição de texto e planilhas após a configuração inicial. O usuário pode acessar arquivos baixados, reproduzir mídias locais e usar apps instalados que suportem o uso sem conexão.

Entretanto, a falta de conexão impede a navegação web, o download de novos programas e a sincronização de dados em tempo real. O uso pleno do dispositivo fica limitado aos conteúdos salvos previamente no armazenamento físico ou no cache do sistema.

É possível instalar o pacote Office em um Chromebook?

Sim, dá para usar o Microsoft Office em Chromebooks por meio de versões web e da integração nativa do ChromeOS com o OneDrive e o Microsoft 365. Embora não exista um arquivo de instalação tradicional, as ferramentas online garantem a edição de documentos com alta compatibilidade.

O processo é otimizado pela Google Play Store ou pelo navegador, permitindo visualizar, criar e salvar arquivos diretamente na nuvem de forma ágil. Essa solução atende às demandas escolares e corporativas, oferecendo os principais recursos do Word, Excel e PowerPoint.

O que é um Chromebook? Entenda a diferença para o notebook convencional

Chromebook (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

(imagem: Andrew Neel/Unsplash)

(imagem: Brooke Cagle/Unsplash)

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

4 de Novembro de 2025, 18:09
Apple MacBook Air 2022
MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple planeja lançar um MacBook econômico, codinome J700, para competir com Chromebooks e PCs Windows de entrada. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.
  • O J700 usaria um chip de iPhone em vez dos processadores da série M e terá um display LCD menor que 13,6 polegadas. O preço seria inferior a US$ 1.000.
  • A Apple busca expandir sua participação no mercado de PCs, atualmente em 9%, enfrentando concorrência de Lenovo, HP e Dell.

A Apple estaria desenvolvendo o primeiro laptop de baixo custo da marca para competir diretamente com os Chromebooks e PCs Windows de entrada no setor educacional e corporativo.

O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conversou com fontes familiarizadas com o assunto e revelou que o novo dispositivo tem o codinome J700. Ele já estaria em fase de testes ativos e em produção inicial com fornecedores na Ásia. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.

O Mac foi a categoria de hardware que mais cresceu no último trimestre, com uma alta de 13%, atingindo US$ 8,73 bilhões, o que dá R$ 47,1 bilhões em conversão direta.

MacBook com chip de iPhone

Tela de apresentação da Apple mostrando o logotipo do chip A18
Chip de iPhone deve equipar MacBooks baratinhos (imagem: reprodução)

Para conseguir um preço final “bem abaixo de US$ 1.000”, a Apple estaria cortando custos em componentes-chave. De acordo com a publicação, o J700 não usará os processadores da série M (projetados para computadores), mas sim um chip de iPhone.

Seria a primeira vez que um chip de smartphone da Apple equiparia um Mac. Entretanto, testes internos teriam mostrado que o componente para dispositivos móveis (que não foi especificado) ainda consegue superar o desempenho do M1, lançado para laptops da marca poucos anos atrás.

Além do processador, o corte de custos também viria da tela. O J700 pode chegar com um painel LCD e menor display que qualquer Mac atual, com tamanho inferior às 13,6 polegadas do modelo Air.

O novo Mac se posicionaria em uma faixa de preço similar à do iPad de entrada com o teclado Magic Kaeyboard Folio, mas oferecendo a experiência completa do macOS. Atualmente, o Mac mais barato da Apple é o MacBook Air M4, de R$ 12.999, enquanto Chromebooks são vendidos por menos.

Mudança de estratégia?

Tim Cook, CEO da Apple
Estratégia seria abocanhar mercado dominado por Chromebooks e PCs Windows (imagem: divulgação/Apple)

O movimento pode representar uma mudança significativa de estratégia para a Apple, que historicamente foca em produtos premium com altas margens de lucro.

A Bloomberg aponta que a empresa enfrenta uma “ameaça crescente” dos Chromebooks e vê uma oportunidade de atrair usuários de Windows 10 que não migraram para a versão mais recente do sistema da Microsoft, o polêmico Windows 11.

Atualmente, a Apple ocupa o quarto lugar no mercado global de PCs, com cerca de 9% de participação no terceiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC. A empresa fica atrás de Lenovo, HP e Dell, todas focadas em dispositivos Windows ou ChromeOS.

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

MacBook Air de 2022 (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Chip A18 do iPhone 16e é compatível para Apple Intelligence (imagem: YouTube/Apple)

Tim Cook irá apresentar iPhone 15 (Imagem: Divulgação / Apple)
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